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Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais

O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate. Região registra índices baixos de umidade relativa do ar, com temperaturas mais altas durante a tarde; condição aumenta risco de incêndios | Imagem: Divulgação  As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada. Temperatura tende a ser amena de manhã, com calor intenso à tarde Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica. No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais. Ações de prevenção  Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs). A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios. Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem. Operação Verde Vivo  3.786 Número de ocorrências de incêndio em vegetação registradas até o dia 16 deste mês no DF A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones. Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones. Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano. Impacto ambiental e legislação Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d'água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa. Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital. A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental. Orientações Recomenda-se hidratação constante durante todo esse período de seca | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília  A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública. ► Evitar o uso do fogo Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas. ► Descarte seguro Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias. ► Cuidados com faíscas Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes. ► Cuidados de saúde Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h. ► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.  

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Projeto Nave supera 400 aprovações e amplia acesso ao ensino superior 

Mais de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal já conquistaram uma vaga no ensino superior por meio do Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), iniciativa que nasceu no Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga e integra as ações da Secretaria de Educação (SEEDF) para fortalecer o acesso dos jovens às universidades. O projeto se consolidou como uma referência de preparação acadêmica na rede pública, ampliando horizontes, incentivando o protagonismo estudantil e mostrando o potencial transformador da educação.  Comunidade escolar se reuniu recentemente no auditório do CEM 03 de Taguatinga para celebrar conquistas dos estudantes e os três anos do projeto Nave | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Recentemente, a comunidade escolar se reuniu para celebrar os três anos de atuação do projeto em uma cerimônia que contou com a presença de estudantes, familiares, educadores e autoridades, entre elas a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves.  “Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas” Regina Cotrim, professora e coordenadora do projeto Nave  Idealizado e coordenado pela professora Regina Cotrim, o Nave atua como um projeto de mediação pedagógica voltado para a democratização do acesso à universidade. A iniciativa prepara estudantes para processos seletivos e fortalece a permanência dos jovens em seus projetos de vida acadêmicos.  Os números refletem esse alcance: são quase 200 aprovações na Universidade de Brasília (UnB), além de vagas conquistadas no Instituto Federal de Brasília (IFB), na Universidade do Distrito Federal (UnDF), em universidades federais de diferentes estados e em programas de bolsas de estudo, como o Prouni. Atualmente, mais de 700 estudantes participam das atividades do projeto. Transformação coletiva e apoio institucional Mais do que um curso preparatório, o Nave fundamenta-se na pedagogia histórico-crítica e busca ampliar o acesso dos estudantes ao conhecimento e às oportunidades educacionais. Durante a solenidade, a professora destacou o propósito de fazer da educação um instrumento efetivo de transformação social.  A secretária de Educação, Iêdes Braga, ressaltou o papel da escola pública como espaço de oportunidades e de transformação social  “Sonhamos com uma escola pública que não fosse um lugar de passagem, mas um lugar de chegada. Um lugar onde o filho da classe trabalhadora pudesse entrar pela porta da frente da universidade e dizer: ‘Este espaço também é meu’”, declarou Regina Cotrim. “Celebrar três anos e mais de 400 sonhos realizados é provar que, quando a escola pública se organiza com rigor e com coração, ela é imbatível”, completou.  A iniciativa também recebeu reconhecimento da SEEDF. Presente à celebração, a secretária de Educação, Iêdes Soares Braga, destacou que experiências como a do Nave demonstram o potencial transformador da rede pública quando há engajamento da comunidade escolar e compromisso com os estudantes.  “O CEM 03 hoje tem uma experiência riquíssima que precisa ser compartilhada. Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas”, afirmou.   A força das famílias e os voos dos estudantes  O apoio familiar é um dos pilares do projeto; durante a cerimônia, pais e mães de estudantes aprovados compartilharam momentos de emoção e gratidão com a equipe escolar “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro” Viviane Oliveira, representante dos pais dos estudantes aprovados O sucesso do Nave também passa pelo envolvimento das famílias, que encontram no projeto um importante suporte para incentivar os sonhos dos filhos. Representando os pais dos estudantes aprovados, Viviane Oliveira emocionou o público ao ler uma carta de agradecimento à equipe pedagógica. “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Vocês ofereceram o acolhimento, a estrutura e a direção certeira de que eles precisavam para navegar. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro”, afirmou. Esse futuro já é realidade para jovens como Amy Lee Oliveira, filha de Viviane e estudante da Universidade de Brasília (UnB). Ela conta que, no início do ensino médio, enxergava a universidade pública como um objetivo distante. A perspectiva começou a mudar com o acompanhamento da equipe pedagógica e a participação em visitas guiadas. “O projeto foi muito importante na minha trajetória porque me ajudou a perceber que eu também poderia pertencer à universidade pública e que esse espaço era uma possibilidade real para mim”, relata. [LEIA_TAMBEM]Hoje, vivendo a rotina acadêmica, Amy celebra a conquista. “No começo das aulas, muitas vezes parecia que aquilo tudo que eu estava vivendo não era real. Eu ficava encantada toda vez que chegava na universidade, principalmente por perceber que um lugar que antes parecia tão distante agora fazia parte da minha vida”, comemora. Ao longo de três anos, o Nave tornou-se referência dentro da rede pública do Distrito Federal ao demonstrar que, com orientação, acompanhamento e incentivo, a escola pública pode ampliar horizontes e aproximar milhares de jovens do ensino superior. A experiência do CEM 03 de Taguatinga reforça o compromisso da SEEDF com a construção de oportunidades e com o fortalecimento de trajetórias acadêmicas bem-sucedidas para estudantes de todas as regiões do DF. *Com informações da Secretaria de Educação

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Governadora destaca parceria com a Fecomércio para criação do Polo Tecnológico no SCS

A governadora Celina Leão participou, neste sábado (20), da cerimônia de posse do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e dos demais membros da diretoria. Durante o evento, a chefe do executivo ressaltou a parceria com a entidade para a criação do Polo Criativo Tecnológico no Setor Comercial Sul (SCS), que prevê revitalizar, reocupar os espaços e retomar a vocação econômica da região.  Celina Leão na  posse de José Aparecido: parceria com a Fecomércio para a criação do Polo Criativo Tecnológico no Setor Comercial Sul | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Nós abraçamos o projeto e, agora, a determinação do governo é que seja feito, implementado e que sejam tomados os trâmites burocráticos” Governadora Celina Leão O inteiro teor do estudo Diagnóstico do Setor Comercial Sul, feito pela Universidade Católica e pela Universidade de Brasília, com parceiros do setor produtivo e do próprio Governo do Distrito Federal (GDF), foi apresentado em reunião nesta semana. “Nós abraçamos o projeto e, agora, a determinação do governo é que seja feito, implementado e que sejam tomados os trâmites burocráticos”, enfatizou a governadora.  Identidade visual Segundo a Fecomércio-DF, o SCS conta com dez prédios e cerca de 1,2 mil lojas e salas desocupadas. “A grande transformação começa com a parceria, com a consultoria que a Fecomércio-DF fez, com uma identidade visual maravilhosa. Acredito que quando estiver pronto, será um grande local de entretenimento e cultura”, defendeu Celina Leão.  Ainda durante a solenidade, a chefe do Executivo salientou a atuação da entidade na capital, com ênfase ao trabalho exercido pelo presidente José Aparecido. “A Fecomércio-DF tem feito um trabalho incrível, com a inauguração de várias unidades e investimento de mais de R$ 1 bilhão no Distrito Federal. É um braço muito poderoso que temos e que nos ajuda em todas as áreas: educação, saúde, qualificação. A recondução do José Aparecido e de toda a sua diretoria por unanimidade foi o reconhecimento do seu trabalho”, complementou.  Governadora está determinada a investir no projeto, que vai além do polo tecnológico: "Quando estiver pronto, será um grande local de entretenimento e cultura” "A Fecomércio é a favor de que haja moradias também no Setor Comercial Sul, com estudo, respeitando todas as normas de tombamento. Quando tiver movimentação e dermos vida 24 horas, o setor vai melhorar. É uma questão de tempo" José Aparecido, presidente da Fecomércio-DF Aparecido foi eleito para um mandato tampão, em 2021, e, na sequência, para o mandato regular, em 2022. No final de maio deste ano, foi reconduzido ao cargo de presidente por unanimidade, seguindo como presidente dos conselhos regionais do Sesc-DF e do Senac-DF pelos próximos quatro anos. “Quando nós assumimos, não tínhamos planejamento, então planejamos executando. Agora nós temos projetos de expansão, inclusive com aquisições de imóveis para fazer essas expansões. Nós levamos aos quatro cantos do Distrito Federal polos do Senac de Qualificação para ajudarmos a Secretaria de Educação na oferta de ensino técnico, e a parceria vai continuar sendo ampliada nos próximos quatro anos”, garantiu o presidente.  Sobre o Polo Criativo Tecnológico no SCS, ele ressaltou a importância da ocupação do setor. “Já conseguimos inserir muitos códigos de atividade para empresas irem para lá. Mas, além das empresas, precisamos de movimentação. Por isso, a Fecomércio-DF é a favor de que haja moradias também no Setor Comercial Sul, com estudo, respeitando todas as normas de tombamento. Quando tiver movimentação e dermos vida 24 horas, o setor vai melhorar. É uma questão de tempo, o projeto é muito bonito e será maravilhoso para o setor produtivo do Distrito Federal”, explicou.  Atualmente, o setor de comércio de bens, serviços e turismo responde por 95,4% do PIB local e por mais de 67% dos empregos formais, que representam mais de 731 mil trabalhadores de um total de mais de 1,06 milhão de vínculos formais. Representante do segmento, a Fecomércio-DF e os sindicatos empresariais que integram sua estrutura reúnem 277 mil empresas na capital.  

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Capacitação garante mais segurança no manejo de animais no zoo 

Com o objetivo de fortalecer a segurança no manejo dos animais e promover a saúde integrada entre fauna, profissionais e meio ambiente, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília realizou, nesta segunda (1º) e nesta terça (2), uma capacitação sobre biossegurança e biosseguridade voltada aos profissionais que atuam no manejo de animais silvestres da instituição. O treinamento ocorreu em parceria com o Grupo de Estudo e Pesquisa de Animais Silvestres (Gepas), da Universidade de Brasília (UnB). A iniciativa foi conduzida para atualizar conhecimentos e reforçar procedimentos essenciais para a prevenção de acidentes, doenças e contaminações. Durante o curso, os participantes discutiram conceitos relacionados à saúde ocupacional, ao manejo seguro dos animais e à prevenção da disseminação de agentes infecciosos.  Parceria consolidada Segundo a coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília, Tânia Junqueira Borges, a capacitação faz parte de uma parceria já consolidada entre a instituição e o grupo de estudos da UnB, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa, extensão e prática profissional.  Treinamento teve como objetivo reciclar conhecimentos e aprimorar rotina de trabalho de profissionais do Zoo | Foto: Divulgação/Jardim Zoológico  "Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos”  Tânia Junqueira Borges, coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília  “A proposta do curso foi trabalhar conceitos de biossegurança e biosseguridade, que estão diretamente ligados à saúde dos animais, do meio ambiente e dos profissionais que atuam no Zoológico de Brasília. Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos”, explica Tânia. A diretora destaca que os conceitos, embora semelhantes, possuem diferenças importantes. Enquanto a biossegurança está relacionada a práticas e procedimentos que garantem a segurança no trabalho, a biosseguridade envolve medidas voltadas para a proteção da saúde animal, ambiental e humana de forma integrada e com enfoque sanitário, seguindo os princípios da abordagem One Health (Saúde Única). Conhecimento aplicado ao manejo Para os participantes, o treinamento representou uma oportunidade de reciclar conhecimentos e aprimorar a rotina de trabalho. O tratador Carlos Eduardo Nunes destaca que, independentemente da experiência profissional, revisitar conceitos e se capacitar é sempre fundamental. “Por mais que a gente receba treinamento antes de começar a trabalhar, é importante relembrar conceitos que, às vezes, acabam passando despercebidos na correria do dia a dia. Essa capacitação melhora nossa atenção em relação aos recintos, aos animais e também aos cuidados com nossa própria segurança”, comenta.  [LEIA_TAMBEM] Arthur Freitas, estudante de medicina veterinária da UnB e integrante do Gepas, destaca a importância de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade vivida pelos profissionais do zoológico. “Nosso objetivo é colaborar para que os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres possam aliar a teoria à prática diária”, explica. Arthur ressalta que a capacitação também busca conscientizar os participantes sobre riscos biológicos presentes na rotina de manejo. “Existem diversos microrganismos e agentes infecciosos aos quais os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres podem estar expostos sem perceber. Por isso, trabalhamos a importância do autocuidado e da adoção de medidas preventivas. A saúde dos animais e dos profissionais caminham juntas. Um animal doente pode representar um risco para o tratador, assim como um tratador doente pode representar um risco para os animais”, explica Arthur. Além do treinamento, a equipe recebeu uma cartilha elaborada pelo Gepas/UnB e também teve a oportunidade de participar de treinamento prático no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília. *Com informações do Jardim Zoológico

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