Rede pública de saúde do DF oferece consultas, vacinação e orientações para acompanhar o desenvolvimento infantil
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Brincar, aprender e se divertir são atividades que fazem parte da infância. Para crescer com saúde, as crianças também precisam de acompanhamento, vacinação e cuidados no dia a dia. No Distrito Federal, a rede pública oferece esse apoio desde os primeiros dias de vida, com atendimento às crianças e orientação às famílias. Depois da alta da maternidade, está prevista uma visita da equipe de saúde à casa do bebê até os 30 dias de vida e outra até os seis meses. Nesses encontros, os profissionais conhecem a rotina da família, identificam necessidades e orientam os responsáveis. Também verificam se foram realizados os testes do pezinho, do olhinho, do coraçãozinho e da orelhinha. 111 mil Número de visitas de agentes comunitários de saúde a crianças de até 14 anos de janeiro a outubro de 2026 Segundo dados do InfoSaúde DF, as visitas de agentes comunitários de saúde a crianças de até 14 anos cresceram 9,73% de janeiro a outubro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O número passou de 101 mil para 111 mil. Esse contato ajuda a equipe a entender as condições que podem influenciar a saúde infantil e complementa o atendimento nas unidades. Acompanhamento em cada fase Nas unidades básicas de saúde (UBSs), as famílias encontram consultas, vacinação e orientações sobre amamentação, alimentação, saúde bucal e desenvolvimento infantil. As equipes também acompanham crianças com deficiência e orientam sobre doenças comuns na infância e prevenção da violência. Até os dois anos, o acompanhamento prevê pelo menos nove consultas com médico ou enfermeiro, presenciais ou remotas, além de nove registros de peso e altura. A frequência dos atendimentos pode variar conforme a saúde e as necessidades de cada criança. O acompanhamento infantil segue até os 14 anos, 11 meses e 29 dias. A rede também oferece suplementação de vitamina A para crianças de 6 a 59 meses e de ferro para aquelas de 6 a 24 meses. O teste do olhinho é realizado três vezes ao ano nos primeiros dois anos de vida e, depois, anualmente até os 5 anos. Além de conferir a carteira de vacinação, os agentes orientam sobre a importância dos testes do pezinho, do coraçãozinho, da orelhinha e do olhinho | Fotos: Divulgação Cada criança tem o próprio ritmo de desenvolvimento. Por isso, o cuidado considera as habilidades, necessidades e condições de saúde de cada uma. Uma criança com deficiência ou mobilidade reduzida pode precisar de apoio específico e, ainda assim, ter boas condições de saúde e bem-estar. Atendimento especializado e sinais de alerta Quando necessário, a UBS solicita avaliação de especialistas nas policlínicas ou em serviços como o Hospital da Criança de Brasília (HCB) e os centros de atenção psicossocial infantojuvenil (Capsis). As consultas que dependem de regulação são solicitadas pelo sistema da Secretaria de Saúde. Na rede especializada, as consultas de pediatria cresceram 5,4% entre janeiro e julho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025 Na rede especializada, as consultas de pediatria cresceram 5,4% entre janeiro e julho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025: passaram de cerca de 204 mil para 215 mil. Alguns sinais exigem atendimento rápido, como dificuldade importante para respirar, convulsões, incapacidade de mamar ou beber líquidos, sinais de desidratação ou dificuldade incomum para acordar. Em bebês com menos de três meses, a febre exige avaliação médica imediata. Diante de sinais de gravidade, a família deve procurar um serviço de urgência ou, quando necessário, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. Cuidados que começam em casa O primeiro atendimento pode ser feito numa UBS; se necessário, a criança será encaminhada ao Capsi ou ao HCB A rotina familiar também faz diferença. Lavar as mãos, escovar os dentes desde o aparecimento do primeiro dentinho, manter a vacinação em dia e garantir tempo para dormir, brincar e aprender ajudam no crescimento e no bem-estar. Na alimentação, a orientação é priorizar alimentos naturais ou pouco processados, respeitando a idade e as recomendações da equipe de saúde. Crianças menores de 2 anos não devem receber açúcar nem alimentos ultraprocessados. Refrigerantes e outras bebidas açucaradas também devem ser evitados na infância. As horas de sono e as brincadeiras precisam acompanhar as necessidades de cada fase. Todas as crianças, inclusive aquelas com deficiência ou mobilidade reduzida, devem ter oportunidades de participar, interagir e aprender. Prevenir acidentes é outro cuidado essencial. Medicamentos e produtos de limpeza devem ficar fora do alcance das crianças. Também é importante usar equipamentos de segurança adequados à idade e supervisionar atividades que ofereçam riscos. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)
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Atendimento pré-natal de alto risco na Policlínica do Paranoá completa um ano
“Nota 10 é pouco!” Assim a dona de casa Poliene do Nascimento, de 40 anos, avalia o atendimento da equipe multiprofissional do Centro de Atenção Materno-Infantil (Cami) da Policlínica do Paranoá, no Hospital da Região Leste (HRL). É lá que a filha dela, Navina Vitória, nascida com 35 semanas de gestação, está sendo tratada. Atendimento na Policlínica do Paraonoá contempla gestantes de São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Temos um cuidado grande com essas mães. Buscamos sempre manter contato próximo e garantir que elas recebam toda a assistência de que precisam durante nosso acompanhamento” Andreia de Barros, técnica de enfermagem do ambulatório do HRL A unidade ambulatorial oferece acompanhamento pré-natal de alto risco à população de São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico. Neste mês, completa um ano de funcionamento. Desde a sua inauguração, em junho de 2025, foram 267 gestantes atendidas. Durante o acompanhamento pré-natal, Poliene construiu um sentimento de segurança por meio do apoio dos profissionais de saúde da unidade. “Eles conversam bastante com a gente, explicam as coisas com paciência, nos ajudam a descontrair e aliviar as preocupações”, detalha. “Antes, eu nunca fui atendida assim, com esse clima de amizade”. Acompanhamento O vínculo entre profissionais e usuários é parte da estratégia de cuidado, explica a técnica de enfermagem Andreia de Barros, que atua há 24 anos no ambulatório do HRL: “Temos um cuidado grande com essas mães. Elas chegam com comorbidades, com medos e preocupações. Buscamos sempre manter contato próximo e garantir que elas recebam toda a assistência de que precisam durante nosso acompanhamento”. [LEIA_TAMBEM]O Cami na Policlínica do Paranoá surgiu a partir de um plano de aperfeiçoamento do cuidado às gestantes de alto risco da Região de Saúde Leste. A proposta era contribuir para que pacientes desse grupo chegassem mais estáveis aos centros obstétricos, reduzindo as intercorrências durante o parto e melhorando o estado de saúde dos recém-nascidos. Desde a inauguração, o centro não registrou nenhum caso de óbito fetal. As gestantes que fazem acompanhamento pré-natal nas unidades básicas de saúde (UBSs) da Região de Saúde Leste têm a primeira consulta agendada por meio dos sistemas de regulação, quando há indicação. O centro funciona às segundas-feiras e às quartas. Em média, por semana, são atendidas 40 mulheres. Como a assistência é personalizada, a quantidade de consultas e a periodicidade dos encontros levam em consideração a idade gestacional e o grau de comorbidade de cada paciente. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pré-diabetes pode ser revertida, mas exige mudança de hábitos e acompanhamento médico
No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas reforçam um alerta importante: a pré-diabetes pode ser revertida quando identificada precocemente e tratada com mudanças no estilo de vida. A condição, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, é um sinal de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar o açúcar e aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Em tratamento para diabetes há dez anos, Samuel Costa avalia: “Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada” | Foto: Divulgação/IgesDF “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia” Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base A alteração geralmente não provoca sintomas e, na maioria das vezes, é descoberta apenas em exames de rotina. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer acompanhamento médico periódico para identificar precocemente mudanças na glicemia e evitar a evolução da doença. A endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a alteração funciona como um importante sinal de alerta do organismo. “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia”, explica. “É muito importante agir nesse momento para evitar que o quadro evolua ou, em alguns casos, até revertê-lo. O mais importante é mudar o estilo de vida, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.” Exames frequentes A especialista lembra que a condição geralmente não provoca sintomas, o que torna ainda mais importante a realização periódica de exames, principalmente em pessoas com fatores de risco, como excesso de peso, pressão alta, alterações no colesterol e triglicerídeos, histórico familiar de diabetes e sedentarismo. [LEIA_TAMBEM]“Em situações mais avançadas, os danos ao pâncreas podem se tornar irreversíveis”, alerta a médica. “Já nos casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos podem impedir que a doença se instale definitivamente. Tudo na vida precisa de equilíbrio. Não pode faltar, mas também não pode haver excessos.” Mudança de hábitos Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença. Identificar e tratar a pré-diabetes é uma das principais estratégias para reduzir o avanço da doença e prevenir complicações futuras. Paciente do HBDF, Samuel de Moraes Costa descobriu que tinha diabetes após perder muito peso sem motivo aparente. Em tratamento há cerca de dez anos, ele ressalta a importância do acompanhamento contínuo e acredita que agir ainda na fase da pré-diabetes faz toda a diferença. “Em caso de pré-diabetes, é essencial tentar controlar agora e não deixar para depois”, recomenda ele. “É importante tomar muito cuidado com a alimentação. Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada.” Por ser uma unidade de referência em atendimentos de alta complexidade, o Hospital de Base acompanha ambulatorialmente pacientes com formas mais graves da doença. A porta de entrada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do diabetes é a unidade básica de saúde (UBS), responsável pela avaliação inicial e pelo encaminhamento dos pacientes quando necessário. Veja a lista completa das UBSs do Distrito Federal. *Com informações do IgesDF
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Centro de Referência da Mulher Brasileira oferece apoio psicossocial gratuito no DF
Ansiedade, baixa autoestima, dificuldades familiares, dependência financeira e situações de violência estão entre os motivos que levam mulheres a procurar as unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB). Os equipamentos da Secretaria da Mulher (SMDF) são gratuitos e voltados para o acolhimento, a qualificação e o fortalecimento feminino. Para atendimento, não é necessário fazer um agendamento prévio junto à Secretaria da Mulher | Foto: Divulgação/SMDF “Mulheres que enfrentam dificuldades emocionais, problemas familiares, dependência financeira, baixa autoestima ou que simplesmente precisam de orientação podem buscar esse auxílio” Jackeline Aguiar, secretária interina da Mulher O apoio psicossocial oferecido busca orientar, acolher e fortalecer mulheres em diferentes momentos da vida, ampliando o acesso aos direitos e à rede de proteção. O atendimento está disponível nas unidades do Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II. Para acessar o serviço, basta apresentar um documento oficial com foto. O primeiro acolhimento ocorre por demanda espontânea ou mediante agendamento, conforme a disponibilidade da equipe técnica. Não há necessidade de agendamento prévio. Para a secretária interina da Mulher, Jackeline Aguiar, essa é uma porta de entrada para mulheres buscarem ajuda. “Mulheres que enfrentam dificuldades emocionais, problemas familiares, dependência financeira, baixa autoestima ou que simplesmente precisam de orientação podem buscar esse auxílio”, reforça. “As mães também encontram suporte para participar das atividades com tranquilidade. As unidades contam com espaço destinado às crianças, reforçado por monitoras, para que elas possam participar das ações enquanto os filhos permanecem em um ambiente seguro”. O trabalho é realizado por profissionais multidisciplinares compostas por psicólogas, assistentes sociais, assistentes jurídicas e enfermeiras. Em cada unidade, a equipe tem capacidade para atender até 21 mulheres por dia, totalizando cerca de 714 atendimentos mensais entre atividades individuais e em grupo. Como funciona? “A partir da escuta qualificada, entendemos a demanda apresentada e construímos um plano de acompanhamento individual voltado à proteção e ao fortalecimento da autonomia dessa mulher” Amanda Araújo dos Santos, psicóloga Tudo começa com uma escuta qualificada, que permite identificar as necessidades de cada pessoa e definir os encaminhamentos mais adequados. Foi em busca de auxílio para lidar com a ansiedade que a dona de casa Nicolly Ketlin Oliveira, de 20 anos, procurou uma das unidades. Mãe de Benjamin Silva, de 1 ano e 1 mês, ela encontrou no local um espaço de escuta e cuidado. “Eu tenho muita ansiedade, e a professora do curso que fiz me falou que tinha psicóloga para nos atender”, relata. “Hoje eu amo as terapias com ela. É um momento só para mim.” Além do acompanhamento, Nicolly participou das oficinas de capacitação nas áreas de crochê, amigurumi e empreendedorismo oferecidas pelo centro. Para ela, as atividades contribuíram para fortalecer a autoestima e enxergar novas possibilidades para o futuro. “A partir da escuta qualificada, entendemos a demanda apresentada e construímos um plano de acompanhamento individual voltado à proteção e ao fortalecimento da autonomia dessa mulher”, explica a psicóloga Amanda Araújo dos Santos. Keila Domingues, coordenadora de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher, reforça: “O serviço psicossocial é fundamental porque muitas mulheres chegam até nós sem conseguir enxergar a própria dor. Nosso trabalho vai além da orientação; buscamos oferecer suporte emocional, fortalecer a autonomia e ajudá-las a recuperar a própria voz e dignidade”. [LEIA_TAMBEM]Todo o acompanhamento ocorre de forma sigilosa, respeitando a realidade de cada mulher e oferecendo um ambiente seguro para que elas compartilhem experiências e recebam o suporte necessário. Embora conte com psicólogas em sua equipe, o trabalho desenvolvido nas unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira não substitui a psicoterapia clínica tradicional. O foco do acompanhamento psicossocial é oferecer suporte, orientação e fortalecimento, considerando aspectos emocionais, sociais, familiares e econômicos que influenciam a vida de cada mulher. Veja abaixo o endereço de cada unidade do Centro de Referência da Mulher Brasileira no DF. Recanto das Emas • Endereço: Av. Buritis Quadra 203 Lote 14 • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2665/3181-2666 Sol Nascente • Endereço: Trecho 2, Quadra 100 Conjunto A Lote SC1 – Pôr do Sol • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2255/3181-2660 São Sebastião • Endereço: Área Especial AE 11, Centro de Múltiplas Atividades • Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h • Telefones: (61) 3181-2661 / 3181-2662 Sobradinho II • Endereço: AE 6 Comer Quadra 1 Setor Oeste • Atendimento: 9h às 18h – de segunda a sexta-feira • Telefones: (61) 3181-2663 / 3181-2664. *Com informações da Secretaria da Mulher
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