Estudantes da rede pública assistem a concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
Assistir de perto a um concerto de orquestra sinfônica era um desejo antigo da estudante Fernanda Vitória Oliveira, de 14 anos, aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 de Sobradinho. Nesta quinta-feira (18), ela conseguiu realizá-lo ao participar de um concerto didático que reuniu 490 estudantes da rede pública em uma ação promovida pela Secretaria de Educação (SEEDF) em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). A apresentação foi conduzida pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, no Eixo Cultural Ibero-Americano. Fernanda Oliveira, aluna do CEF 1 de Sobradinho: “Foi uma experiência muito especial, porque conheci instrumentos que nunca tinha visto de perto e aprendi coisas novas” | Foto: Mary Leal/SEEDF “Nosso objetivo é ampliar o acesso dos estudantes aos espaços culturais e proporcionar experiências que contribuam para a sua formação” Ilane Nogueira, professora Apaixonada por música, Fernanda conta que sempre teve curiosidade de assistir a uma orquestra. A adolescente toca violão e gosta de conhecer novos instrumentos. Durante a visita, ficou impressionada com a variedade de sons e com a possibilidade de aprender mais sobre o universo musical. “Foi uma experiência muito especial, porque conheci instrumentos que nunca tinha visto de perto e aprendi coisas novas”, relatou. “Minha expectativa era grande e foi ainda melhor do que imaginava”. Os concertos didáticos são apresentados ao longo do ano e contemplam estudantes de diferentes etapas da educação básica da rede pública. A participação das escolas ocorre por agendamento prévio junto à Secretaria de Educação, pelo e-mail Ilane.paravidine@se.df.gov.br. [LEIA_TAMBEM]“As escolas interessadas podem entrar em contato com a Secretaria de Educação para verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento”, indicou a articuladora do projeto, a professora Ilane Nogueira. “Nosso objetivo é ampliar o acesso dos estudantes aos espaços culturais e proporcionar experiências que contribuam para a sua formação.” Música como aprendizado À frente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, o maestro Cláudio Cohen ressaltou que os concertos didáticos são uma oportunidade para os alunos conhecerem de perto o universo da música clássica. “Os concertos vão além de uma apresentação musical”, enfatizou. “Queremos que os estudantes conheçam os instrumentos, entendam como a orquestra funciona e descubram um novo universo por meio da música. A reação dos alunos é sempre muito positiva, porque a música ao vivo proporciona uma experiência única e cria uma conexão especial com a arte e a cultura”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Festival Festa comemora uma década de protagonismo juvenil no Teatro Nacional
A 10ª edição do Festival Estudantil de Teatro Amador (Festa), será de sexta-feira (29) a 7 de junho, celebra uma década de protagonismo juvenil. O evento será no Teatro Nacional Claudio Santoro e contará com apresentações gratuitas abertas ao público. Ao todo, 12 instituições de ensino estão confirmadas para participar da programação. Tema desta edição, que terá diferentes performances, é “Viver é melhor que sonhar”, em referência a um verso de Como Nossos Pais, música de Belchior | Fotos: Gabriela Jordão/Divulgação “É um projeto que conecta a juventude com diálogos importantes, gerando identificação e promovendo o desenvolvimento na base” Dill Diaz, diretor de teatro Nesta edição histórica, o tema escolhido, “Viver é melhor que sonhar”, faz referência a Como Nossos Pais, música de Belchior eternizada na voz de Elis Regina. A frase surgiu em uma enquete nas redes sociais na qual estudantes que já participaram do projeto traduziram em palavras a emoção de viver essa experiência. “A maior contribuição que o projeto pode dar para a cidade é a visão de futuro”, aponta o diretor de teatro Dill Diaz, um dos idealizadores da iniciativa. “A arte desenvolve integralmente os estudantes, vai para além da formação de plateia”, analisa. “É um projeto que conecta a juventude com diálogos importantes, gerando identificação e promovendo o desenvolvimento na base. A inserção nos aparelhos culturais, o contato com obras literárias e a ampliação de repertório linguístico e simbólico serão cruciais para qualquer profissão.” Arte estudantil Público interage com os espetáculos, celebrando a arte e a integração entre as escolas A programação do festival terá momentos de integração entre as escolas participantes e celebração da arte estudantil. Na abertura será apresentado o espetáculo vencedor da edição anterior, Oceanos e Seus Fantasmas, com alunos do Colégio CCI de Samambaia. [LEIA_TAMBEM]Integrante do elenco, Lua Sousa, estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) Elefante Branco, ressalta a importância do festival para a valorização do teatro estudantil: “Participar do Festa tem sido uma experiência muito importante e emocionante para mim. O festival dá voz aos estudantes por meio da arte e mostra a força que o teatro tem para provocar reflexão e transformação. Viver a Alexandra em 3 minutos e 49 segundos é interpretar uma personagem marcada pela violência e levar ao palco uma realidade que ainda precisa ser amplamente debatida.” Com avaliação do júri especializado e do voto popular, serão premiados os espetáculos estudantis nas categorias Melhor Espetáculo, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Dramaturgia Original, Dramaturgia Adaptada, Cenário, Figurino, Iluminação, Maquiagem, Trilha Sonora, Performance Coreográfica, Destaque Festa 1 e Destaque Festa 2. O festival O Festa é uma iniciativa voltada ao fortalecimento do protagonismo juvenil e à valorização da produção cultural estudantil. O projeto reúne espetáculos desenvolvidos por instituições de ensino públicas e particulares, promovendo a integração entre arte, educação e cultura, além de impulsionar a cena artística nas regiões administrativas do Distrito Federal.
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Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, abre matrículas para o primeiro semestre de 2026
A Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, inicia o ano letivo de 2026 com oportunidades para estudantes que buscam ampliar a formação por meio da arte, do esporte e da tecnologia. Na próxima semana, entre 2 e 4 de fevereiro, a unidade escolar estará com o período de matrículas aberto para o primeiro semestre deste ano. O atendimento será prestado por ordem de chegada, das 8h às 16h, de forma ininterrupta. Estudantes da rede pública podem escolher entre mais de 20 modalidades de oficinas na Escola Parque Anísio Teixeira | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A escola é voltada a estudantes regularmente matriculados na rede pública de ensino do Distrito Federal, do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio. A unidade não atende estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de escolas militares ou da rede privada. “A gente acredita que a educação integral acontece quando a gente une o esporte, a arte e a tecnologia para formar um cidadão mais crítico e consciente do seu papel na sociedade” Gilson Cézar Pereira, vice-diretor da Escola Parque Anísio Teixeira A Escola Parque de Ceilândia oferece um amplo catálogo de atividades, com vagas para turmas que funcionam às segundas e quartas, terças e quintas ou apenas às sextas-feiras. As aulas de segunda e quarta-feira também são destinadas aos estudantes das escolas de educação em tempo integral da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia. O vice-diretor da Escola Parque Anísio Teixeira, Gilson Cézar Pereira, aponta a diversidade de modalidades como o pilar central da unidade. “O nosso propósito aqui na Escola Parque é oferecer um ambiente onde o estudante se sinta desafiado a descobrir novos talentos”, afirma. “A gente acredita que a educação integral acontece quando a gente une o esporte, a arte e a tecnologia para formar um cidadão mais crítico e consciente do seu papel na sociedade”. O modelo O modelo das escolas parque no Distrito Federal é mais do que uma oferta de oficinas: é a materialização da visão do educador Anísio Teixeira para uma educação verdadeiramente integral. Inspirado pelo filósofo John Dewey, o conceito visa à formação completa do aluno, integrando o ensino acadêmico das escolas classe com atividades artísticas, físicas e culturais no contraturno. [LEIA_TAMBEM]Reconhecido como patrimônio cultural do DF, esse sistema pedagógico promove o desenvolvimento amplo do estudante e fortalece o sentimento de pertencimento à cidade. Unidades como a da 308 Sul e a de Ceilândia funcionam como polos de cultura e esporte, transformando a rotina escolar em uma experiência enriquecedora que vai muito além da sala de aula tradicional. A iniciativa reforça o compromisso da SEEDF com a universalização de oportunidades, garantindo que o jovem da rede pública tenha acesso a ferramentas que estimulem sua criatividade, saúde e protagonismo social. Veja abaixo as oficinas disponíveis. Artes e cultura → Artes visuais, balé, canto, dança, teatro, violão, violino, teclado e guitarra Esportes → Basquete, futsal, vôlei, tênis de quadra, tênis de mesa, natação, esportes na areia e xadrez Artes marciais e fitness → Jiu-jítsu, muay thai, ginástica rítmica e fitness Tecnologia → Cultura digital. Para a matrícula, são necessários os seguintes documentos: → Declaração escolar atualizada (referente ao mês de janeiro); → Cópia do RG e CPF do responsável; → Cópia do RG e CPF do estudante (em caso de ausência do RG, levar cópia da Certidão de Nascimento); → Duas fotos 3x4 recentes do estudante. * Com informações da Secretaria de Educação
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Exposição no CEF 410 Norte revela transformações pela arte e ancestralidade
A exposição Entre Olhares da Arte, Detalhes que Encantam e Histórias que Inspiram, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte, apresenta trabalhos que transformaram a forma como os estudantes do 9º ano relacionam-se com a arte, integrando literatura, história e artes visuais. Eles criaram obras que dialogam com a ancestralidade, a diversidade e as práticas antirracistas, ampliando o seu olhar sobre o mundo. A coordenadora pedagógica, Andréia Modtkowski, explica que a mostra marcou uma mudança importante na postura dos alunos ao longo do ano. Para ela, o principal avanço é que os estudantes reconheceram o valor da criação: “Eles entenderam que a arte transforma e mostra que todos são capazes de produzir. Não se trata de ser excelente, mas de perceber que conseguem fazer coisas incríveis. A exposição mostra que esse reconhecimento é construído aos poucos.” O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte apresenta trabalhos dos alunos, integrando literatura, história e artes visuais. | Fotos: Mary Leal/SEEDF Os trabalhos expostos dialogam com eixos transversais definidos pelos docentes de literatura, história e artes, com ênfase na leitura de autoras negras e na investigação de temas relacionados às ancestralidades. Referências de criadores negros e pesquisas sobre símbolos culturais, como o Baobá, aprofundado pelo professor e pesquisador André Lúcio Bento, ampliaram o repertório desenvolvido em sala de aula. Para a professora de português, Luane Almeida, essa integração entre áreas é fundamental para expandir a leitura de mundo dos estudantes. “Quando você fala de eixos transversais, fala da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Currículo em Movimento, que cobram eixos da educação inclusiva. Trabalhamos com múltiplas linguagens, pintura, visual, gestual, icônico, porque não há como desenvolver uma perspectiva artística integrada sem considerar essas semióticas, como vemos nas telas expostas”, explica. Oliver Ciro Teixeira Silva destaca que o projeto ajuda a aprofundar o entendimento sobre temáticas fundamentais da cultura brasileira Aprendizagem e identidade A produção dos estudantes evidencia diversidade, inclusão e práticas antirracistas, temas presentes no cotidiano escolar. A docente destaca ainda que o projeto segue rigorosamente as orientações pedagógicas do componente curricular. “O Currículo em Movimento pede que os alunos saiam do 9º ano com um repertório crítico fundamentado. Nada mais interessante do que trazer projetos que tornem isso visível na prática. Seguimos o currículo e cruzamos esses eixos com a legislação que torna obrigatório o ensino das matrizes africanas e afro-brasileiras. Esse compromisso ficou muito evidente no desenvolvimento da mostra”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Estudante do 9º ano, Oliver Ciro Teixeira Silva, de 14 anos, relata que o projeto ajuda a aprofundar o entendimento sobre temáticas fundamentais da cultura brasileira. “Eu acho que é muito importante a gente estudar bastante sobre isso, saber e aprender sobre essa cultura, que é muito importante tanto para o Brasil quanto para muitos acontecimentos históricos. Acho que dessa forma a gente está resgatando e valorizando as origens da cultura brasileira”, afirma. O aluno participou de diferentes etapas da mostra e desenvolveu diversas obras ao longo do ano. “Eu fiz o cartaz do afro, como se fosse uma árvore, e também trabalhei com realismo, pintando flores e plantas de forma mais detalhada. Teve ainda um trabalho de nome artístico, em que a gente desenhava o nosso nome com letras artísticas, grafite, várias expressões diferentes”, conta. O processo criativo da mostra envolveu estudo teórico, análise de contos e criação de interpretações visuais sobre as temáticas propostas. As obras reforçam o papel da linguagem visual como forma de expressão e reflexão, especialmente em um contexto social marcado pela força das imagens. A exposição permanece aberta ao público escolar até 17 de janeiro. *Com informações da Secretaria de Educação
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