CED 01 do Riacho Fundo promove debate sobre cyberbullying
Discutir o uso seguro das redes sociais tem se tornado cada vez mais necessário dentro das escolas. Nesta terça-feira (7), cerca de 300 estudantes do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo participaram de uma palestra sobre cyberbullying, com orientações sobre riscos no ambiente digital e a importância do respeito nas interações online. A atividade integrou a programação do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, conforme a Lei nº 13.277/2016. A data busca chamar a atenção para a prevenção de diferentes formas de violência e reforçar o papel da escola na construção de um ambiente acolhedor. Participaram do encontro a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação (SEEDF), Ana Beatriz Goldstein; a coordenadora de Educação para o Consumo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carla Daniela Araújo; e a especialista em regulação da Anatel, Fabiana Vasconcelos de Souza. “Este é um dia importante para reforçar que o trabalho da Secretaria de Educação no combate ao bullying e ao cyberbullying acontece o ano todo, não se limita a uma data específica. Temos uma programação contínua, com palestras e ações em parceria com órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Saúde e a Anatel”, destacou Ana Beatriz Goldstein. Atividade reuniu alunos do CED 01 do Riacho Fundo para discutir sobre respeito e segurança no ambiente digital | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Orientação e prevenção Durante o encontro, foram abordados temas como segurança na internet, exposição nas redes sociais e os impactos do cyberbullying na vida dos jovens. A iniciativa destacou os riscos do ambiente digital e orientou os estudantes sobre comportamentos mais seguros, além de reforçar a importância do respeito e da empatia nas interações online. A ação integra as iniciativas da Anatel voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet e apresentou, de forma direta, os principais riscos do uso inadequado das plataformas digitais. “No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental” Carla Daniela Araújo, coordenadora de educação para o consumo da Anatel “A internet é uma ferramenta incrível, que permite estudar, comunicar-se e divertir-se, mas também exige cuidado. As crianças e adolescentes precisam evitar expor sua rotina, não compartilhar informações pessoais ou fotos íntimas e sempre agir com respeito e empatia. No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental”, destacou Carla Daniela Araújo. Especialistas orientam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os filhos sobre o uso da internet. Com o acesso cada vez mais amplo ao ambiente digital, crianças e adolescentes passam a interagir com pessoas de diferentes lugares, o que exige atenção redobrada quanto aos riscos. A recomendação é que as famílias se informem sobre o tema e criem um ambiente de confiança para que os jovens se sintam seguros em relatar situações estranhas ou desconfortáveis vividas no meio online. “O mundo online ampliou o contato das crianças com outras pessoas, então é fundamental que pais e responsáveis conversem sempre com seus filhos. A internet tem muitos benefícios, mas também apresenta riscos. Por isso, é importante manter um canal de confiança aberto, para que a criança procure um adulto sempre que algo parecer estranho ou inseguro”, orienta a coordenadora. [LEIA_TAMBEM]Ambiente seguro Para a direção da escola, a ação contribui diretamente para o fortalecimento da cultura de paz no ambiente escolar. O diretor do CED 01, Júlio Moronari, enfatizou que a palestra é fundamental para a segurança de toda a comunidade escolar. “Ao unirmos a expertise técnica da Anatel com a nossa sensibilidade pedagógica, oferecemos aos estudantes e professores ferramentas reais para identificar, prevenir e interromper ciclos de violência nas redes”, explicou Moronari. “Nossa gestão permanece aberta ao diálogo com as famílias e a comunidade, reforçando que a escola é, e sempre será, um território de paz, proteção e respeito à diversidade.” *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Consulta pública sobre o Protocolo de Educação Antirracista termina nesta quarta (29)
A Secretaria de Educação (SEEDF) convida a comunidade escolar e a sociedade em geral para participar, até o fim desta quarta-feira (29), da consulta pública do Protocolo de Consolidação da Educação Antirracista. O formulário tem o objetivo de ouvir estudantes, famílias, profissionais da educação e movimentos sociais para ajudar a formular uma política pública permanente de combate ao racismo nas escolas do DF. Arte: SEEDF O protocolo foi feito para orientar, prevenir e agir de forma eficiente em casos de racismo e discriminação nas escolas”, explica Patrícia Melo, diretora de Educação em Direitos Humanos e Diversidade da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin). “Ele reforça o compromisso da rede com uma educação mais justa e inclusiva. Todas as sugestões enviadas serão analisadas e, quando forem pertinentes, incluídas na versão final.” [LEIA_TAMBEM]O documento reconhece que o racismo é um problema presente na sociedade e, por isso, propõe ações contínuas de formação e conscientização, que vão além de medidas isoladas. Veja, abaixo, os principais pontos do texto. ⇒ Explica conceitos importantes, como branquitude, colonialidade e o mito da democracia racial, para ajudar a entender as origens do racismo ⇒ Diferencia o racismo do bullying, mostrando que a discriminação racial deve ser tratada com a seriedade prevista em lei ⇒ Traz orientações claras sobre como agir em casos de racismo, envolvendo estudantes, famílias e profissionais da educação. Para participar, clique neste link. *Com informações da Secretaria de Educação
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Projeto Escola + Arte leva arte, música e reflexão para crianças da rede pública de ensino
Levando dinâmica para a rotina de crianças e adolescentes do Distrito Federal, o projeto Escola + Cultura promove apresentações artísticas e palestras com temas relevantes para as escolas públicas. A proposta conta com fomento de aproximadamente R$ 500 mil da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), via emenda parlamentar, e já impactou centenas de jovens unindo arte, diversão e aprendizado. A iniciativa percorre unidades de ensino com teatro, música, shows de mágica e conversas sobre sonhos e comportamento, com o intuito de formar ambientes mais criativos e acolhedores para os estudantes. Criançada se diverte com as atividades do projeto, que tem cunho educativo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Saúde Criada em 2022, a ação já passou por quase todas as regiões administrativas do DF. Segundo o produtor do Escola + Cultura, Augusto César Mariani, o formato do projeto se adapta às necessidades de cada instituição, sendo composto por três momentos: a palestra, que aborda o tema solicitado pela escola; uma apresentação cultural, que pode ser mágica, teatro ou circo; e, por fim, um show musical. Isabela Vieira, estudante: “Amei a palestra sobre bullying e o show de mágica. É bom sair um pouco da rotina, brincar e também falar de assuntos importantes” “Isso faz com que seja algo que complementa a temática que a comunidade escolar já trabalha”, detalhou Augusto. “É uma promoção incrível; nem todo mundo já foi ao teatro, viu uma apresentação de mágica ou foi em um circo, então acaba tendo essa oportunidade. E a música é uma parte do projeto onde as crianças podem extravasar, brincar e dançar, finalizando com chave de ouro.” Diversão e conscientização Na semana passada, uma maratona de apresentações contemplou Taguatinga, Samambaia Sul e Ceilândia. As atrações incluíram palestra, performance do rapper Japão, show de mágica com Alexandre Rasa e o som da banda SQQ Rockids, que anima o público jovem com músicas de infância em versão rock’n’roll. [LEIA_TAMBEM]Na Escola Classe 17 de Ceilândia, o tema deste ano foi bullying. “Infelizmente é um assunto real, e precisamos trabalhar isso todos os dias”, avaliou a vice-diretora Joseli Alves da Silva. “As apresentações ajudam a tratar o tema de forma lúdica, trazendo paz para dentro da escola. Alguns alunos entendem o mal que o bullying causa e melhoram, levando a reflexão também para casa”. Para os estudantes, as atividades foram de aprendizado e diversão. A pequena Isabela Alves Vieira, de 10 anos, aprovou: “Amei a palestra sobre bullying e o show de mágica. É bom sair um pouco da rotina, brincar e também falar de assuntos importantes. Temos que brincar, não só estudar ou ficar mexendo no celular. Estou me divertindo”. João Lukas Rodrigues de Oliveira, 10, contou que, além de gostar das músicas e dos truques de mágica, o tema o tocou de forma pessoal: “Tem gente da minha sala que sofre bullying, até eu. Aprendemos que é importante respeitar os outros. Gostei tanto que eu quero que o projeto volte ainda este ano”.
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Escola Classe 06 de Ceilândia homenageia aluna de 8 anos vítima de desafio na internet
Com balões brancos e mensagens de carinho, a Escola Classe (EC) 06 de Ceilândia viveu, nesta quinta-feira (17), um momento de emoção e reflexão. Estudantes, professores, familiares e amigos participaram de uma caminhada silenciosa em homenagem à aluna Sarah Raíssa, de 8 anos, que faleceu no último domingo após participar de um desafio perigoso propagado nas redes sociais. Passeata em Ceilândia reuniu estudantes, familiares e professores da Escola Classe 06 para lembrar a pequena Sarah Raíssa e reforçar a importância da conscientização digital entre crianças e adolescentes | Foto: Ícaro Henrique/SEEDF Emocionado, Cássio Maurílio, pai de Sarah Raíssa, descreveu a filha como uma criança carismática, afetuosa e cheia de vida. “Ela era uma menina com grande potencial, carinhosa, de opinião própria. Onde chegava, levava alegria. Não deixava ninguém ficar triste”, relembrou. A comunidade escolar prestou tributo à aluna e aproveitou o momento para fazer um alerta necessário: é preciso conversar sobre os riscos da internet, especialmente com crianças e adolescentes. “Temos trabalhado temas como segurança digital e uso responsável da internet em sala de aula. Mas, a partir de agora, essas ações serão intensificadas. Vamos promover rodas de conversa, palestras e atividades permanentes de sensibilização sobre cyberbullying, desafios perigosos e exposição online. É uma forma de proteger nossos alunos e valorizar a vida”, contou a diretora da escola, Maria de Fátima Bezerra. Para o pai da estudante, o assunto é fundamental, e é importante que famílias e escolas se unam na orientação sobre o uso da internet pelas crianças. “A gente precisa conversar mais com nossos filhos, estar presente. Mostrar pra eles o que é saudável, o que é perigoso. Se a criança quer ver algo, veja junto. Não proíba, oriente. Seja você o filtro da sua criança. Participe das brincadeiras, crie desafios do bem. Porque, muitas vezes, por curiosidade, elas se envolvem com coisas que não entendem – e isso pode ser fatal”, alertou. A comunidade escolar prestou tributo à aluna e aproveitou o momento para conversar sobre os riscos da internet Trabalho de prevenção Mesmo antes do triste ocorrido envolvendo Sarah Raíssa, a escola já havia iniciado um projeto pedagógico voltado para a valorização da leitura e o uso consciente da tecnologia. A ação foi retomada com ainda mais propósito após o incidente, tendo como ponto de partida o livro A fuga das palavras, da autora Silvana Brito. “Esse livro conta a história de um menino muito ligado às redes sociais e que vai perdendo o convívio social e o contato com as palavras. Ele percebe que precisa reconquistá-las, e isso acontece por meio da leitura. Escolhemos essa história para abrir o projeto porque ela fala diretamente com a realidade das nossas crianças”, explicou a diretora Maria de Fátima. O projeto é integrado ao trabalho já realizado ao longo do ano na sala de leitura da escola, com visitas semanais à biblioteca e rodas de conversa sobre os livros lidos. “A criança que quiser falar sobre a história tem espaço. Essa escuta é muito importante. Queremos que elas compreendam que o livro traz muitas coisas boas para a vida”, destacou a coordenadora pedagógica, Lidiane Martins. Sobre o uso da tecnologia, a educadora enfatiza que o trabalho precisa ser guiado por orientação. “A gente tem um laboratório de informática onde trabalhamos com jogos educativos planejados, sempre alinhados ao conteúdo de cada turma. O celular não é permitido em sala, mas os professores orientam os alunos sobre como fazer uma boa pesquisa e como utilizar a internet de forma segura e consciente”, afirmou. Cássio Maurílio, pai de Sarah Raíssa, ressaltou a importância de orientar as crianças sobre o uso da internet: “A gente precisa conversar mais com nossos filhos, estar presente. Mostrar pra eles o que é saudável, o que é perigoso” Suporte pedagógico A Secretaria de Educação desenvolve, nas escolas da rede pública do DF, ações de promoção da saúde emocional e prevenção de comportamentos de risco, com rodas de conversa, palestras e oficinas educativas conduzidas por profissionais da Secretaria, com o apoio dos Orientadores Educacionais (OEs) e das Equipes Especializadas de Apoio à Aprendizagem (EEAAs). Em 2024, cerca de dez mil profissionais da educação participaram de formações voltadas à cultura de paz e à comunicação não violenta. Desses, cinco mil educadores passaram por capacitações específicas sobre bullying, cyberbullying e segurança digital, em parceria com a Delegacia de Crimes Cibernéticos, a Secretaria de Segurança Pública e o Batalhão Escolar. A SEEDF orienta sobre a proteção de crianças e adolescentes e reforça a importância da atuação conjunta entre escola, família e sociedade para garantir uma experiência digital mais segura. Recomenda, sempre que possível, evitar o uso de celulares por crianças pequenas, priorizando o convívio, as brincadeiras e o aprendizado. Quando o uso for necessário, é fundamental que os responsáveis acompanhem de perto o conteúdo acessado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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