Programas deste GDF ampliam acesso a cirurgias e aceleram início de tratamento de pacientes com câncer
A ampliação do acesso à saúde pública no Distrito Federal tem se refletido na redução do tempo de espera por procedimentos e no avanço de atendimentos especializados. Com iniciativas voltadas à organização da fila e à ampliação da oferta de serviços por meio de programas instituídos por este Governo do Distrito Federal (GDF), a rede registra resultados positivos tanto na efetivação de cirurgias quanto no início do tratamento de pacientes com câncer. Na área cirúrgica, o programa OperaDF alcançou a marca de 9 mil procedimentos feitos em apenas seis meses, entre setembro de 2025 e março de 2026. No mesmo período, houve redução de 44% no tempo de espera por cirurgias eletivas, resultado associado à reorganização da demanda e à ampliação da capacidade de atendimento. Nove hospitais foram credenciados para receber tratamento oftalmológico pelo OperaDF | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Entre as especialidades contempladas, a oftalmologia recebeu reforço com o credenciamento de nove hospitais, o que permitiu ampliar a oferta de procedimentos e acelerar o chamamento de pacientes. A medida contribui para dar mais fluidez à fila e garantir que os encaminhamentos ocorram de forma mais ágil, desde a consulta inicial até a realização da cirurgia. Os avanços também alcançam a área de oncologia. Com a implementação do programa “O Câncer Não Espera e o GDF também não”, o tempo para o primeiro atendimento caiu de 81 para 17 dias. Já o início do tratamento passou a ocorrer, em média, em até 24 dias após a identificação da necessidade terapêutica. Os esforços deste GDF reduziram o tempo de espera dos pacientes por procedimentos e aumentaram a eficiência do serviço de saúde oferecido | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde A estratégia envolve a integração dos serviços, a otimização dos fluxos e o uso de ferramentas que permitem organizar o acompanhamento dos pacientes, incluindo a comunicação direta sobre consultas, exames e etapas do tratamento. Com isso, a rede pública consegue reduzir intervalos críticos e oferecer respostas mais rápidas às pessoas que precisam de cuidado contínuo. Esses resultados são reflexos de um investimento contínuo por este GDF na ampliação da assistência e na melhoria da gestão da saúde pública, com foco em garantir mais eficiência, reduzir o tempo de espera e assegurar atendimento em tempo oportuno para a população do Distrito Federal.
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Saúde do trabalhador: painel de Vigilância à Saúde permite monitoramento e acesso à população
A Secretaria de Saúde (SES-DF) deu um novo passo para fortalecer a vigilância e a transparência das informações com a publicação do Painel de Agravos em Saúde do Trabalhador, no Portal InfoSaúde, disponibilizado ao público no último dia 20. Elaborada pela Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat) em parceria com a Subsecretaria de Tecnologia da Informação em Saúde (Setis), a ferramenta permite monitorar, de forma clara e acessível, os principais indicadores de agravos relacionados à saúde da população trabalhadora do Distrito Federal. Ao acessar o InfoSaúde, basta selecionar no menu a opção Sala de Situação, no submenu Vigilância em Saúde e, por último, Doenças e Agravos. Elaine Morelo, diretora de Saúde do Trabalhador da SES-DF: “O objetivo não é apenas coletar dados, mas agir para diminuir efetivamente os agravos, com base em informações precisas e relevantes” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “Ao visualizar os dados de forma clara, as pessoas passam a reconhecer os problemas da própria região e podem colaborar com a notificação”, afirma a diretora de Saúde do Trabalhador da SES-DF, Elaine Morelo. “Isso fortalece a vigilância e amplia o impacto das informações que já eram divulgadas em boletins, agora com uma apresentação mais acessível.” Faixa etária, raça, região de notificação e evolução de casos são alguns dos recortes a partir dos quais cada agravo é analisado Alimentado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, o painel reúne informações sobre agravos relacionados ao trabalho que são de notificação compulsória e monitoramento pela pasta federal, como acidentes de trabalho típicos e de trajeto, intoxicação exógena, exposição a material biológico, perda auditiva (PAIR), pneumoconioses, dermatoses, câncer e transtornos mentais. Cada agravo pode ser analisado a partir de diferentes recortes, como faixa etária, raça e cor, região de notificação e evolução dos casos. Esses filtros permitem observar tendências, comparar períodos e identificar grupos mais expostos aos riscos. “O objetivo não é apenas coletar dados, mas agir para diminuir efetivamente os agravos, com base em informações precisas e relevantes”, ressalta Elaine Morelo. Resultados na prática O fortalecimento da vigilância por meio do painel reforça o trabalho já desenvolvido pela Disat e pelas unidades do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) ao longo de 2025. No período, foram registrados milhares de atendimentos e intervenções voltados à prevenção de doenças e à promoção de ambientes de trabalho mais seguros. [LEIA_TAMBEM]Entre os destaques estão mais de 2 mil registros de busca ativa, com identificação de casos suspeitos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em hospitais e bases de dados não notificados oficialmente aos sistemas de informação em saúde, além de mais de mil ações de vigilância da situação de saúde, que permitiram mapear os setores produtivos mais afetados. Também foram feitas mais de mil investigações de óbitos relacionados ao trabalho, contribuindo para a prevenção de novos acidentes no mesmo ambiente laboral. “As visitas técnicas são essenciais para mapear falhas nos processos, propondo soluções para mitigar riscos aos trabalhadores”, aponta a diretora de Saúde do Trabalhador. “Pequenas adequações podem, de fato, contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro.” As equipes também atuaram diretamente na eliminação de riscos, com inspeções sanitárias em empresas, avaliação de recomendações, recebimento de denúncias e mapeamento de riscos. Outro eixo importante foi o investimento em informação e qualificação, com ações de educação em saúde para trabalhadores, capacitações permanentes para profissionais da rede e reuniões de controle social com sindicatos e conselhos de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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HCB alerta para agilidade nos cuidados com a febre em crianças com câncer
O tratamento oncológico, crucial para o sucesso no combate ao câncer, faz com que as crianças fiquem imunossuprimidas. Por isso, casos de infecções precisam ser tratados com agilidade: quando a criança apresenta febre, o atendimento hospitalar deve ser iniciado em até uma hora. Para conscientizar pais e responsáveis sobre essa necessidade, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou a campanha Hora Dourada, com atividades lúdicas e orientações. Campanha Hora Dourada conscientiza pais e responsáveis sobre essa necessidade de tratar com agilidade infecções em crianças com câncer | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB Durante as ações da campanha, foram distribuídos termômetros e calendários para o registro da temperatura, garantindo o monitoramento correto dos pacientes. As crianças também receberam orientações por meio de um teatro: na peça, escrita e encenada por profissionais do HCB, um menino buscava atendimento logo no início da febre, o que garantia o tratamento adequado e o retorno a atividades como brincar com o cachorro e jogar futebol. Shalma Araújo é mãe de Manuela Araújo, de 8 anos, e reconhece a relevância da campanha. Ela conta que a filha teve poucas infecções ao longo do tratamento, mas que sempre seguiu as orientações da equipe para manter a saúde da menina. “Todas as vezes que eu senti que ela estava febril ou que ia dar febre, já trouxe correndo para o hospital, porque podia ser uma pneumonia silenciosa ou um agravamento posterior”, explica. [LEIA_TAMBEM]A equipe do HCB também visitou a Casa de Apoio da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) para levar o teatro e as orientações às famílias assistidas. Rayana Ursulino, mãe de Richard Ursulino, de 4 anos, foi uma das participantes da atividade. Por já saber da importância da Hora Dourada, sempre que encontra outra família que acabou de receber o diagnóstico de câncer, ela alerta sobre os cuidados com a febre. “A gente sempre se ajuda. Quando sei que outra criança está mais quentinha, já falo para a mãe levar logo para o hospital, não ficar esperando.” O Hospital da Criança de Brasília realiza a campanha Hora Dourada anualmente, como reforço aos alertas feitos durante as consultas. O protocolo de neutropenia febril do HCB, que orienta a equipe da onco-hematologia no tratamento de crianças que apresentam febre, também é mantido atualizado para garantir que toda a estrutura do hospital assegure o início do atendimento na primeira hora. Como o HCB não dispõe de serviço de emergência, esses pacientes contam com o “cartão vermelho”, metodologia de sinalização de condições de risco e controle de acesso à assistência especializada em saúde, que permite o atendimento em qualquer dia ou horário. Ao perceber febre em casa, a criança em uso de quimioterapia deve comparecer ao HCB com o cartão vermelho para dar início ao protocolo. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília (HCB)
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Serviço de cirurgia plástica do Hran soma quase mil atendimentos mensais
Funcionando há quase 40 anos, o serviço de cirurgia plástica no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) acumula histórias de superação. São pacientes que tiveram a vida reconstruída após procedimentos reparadores. Atualmente, a equipe presta quase mil atendimentos por mês, abrangendo casos de diferentes complexidades. Maria das Graças Gomes fez reconstrução mamária no Hran: . “A equipe trouxe minha autoestima de volta” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Quando fazemos uma plástica, estamos trabalhando na qualidade de vida das pessoas, devolvendo a autoestima e até a vontade de viver. É muito mais que estética” Antônio José Pacheco, cirurgião plástico do Hran Maria do Socorro, 59 anos, é uma dessas pacientes. Ela foi atendida há nove anos, após um acidente de carro que causou múltiplos traumas pelo corpo. Desde então, segue acompanhada pelo setor de cirurgia plástica do Hran. “Sinto muita gratidão a toda a equipe responsável pelo tratamento; todos ajudam com amor e carinho”, comenta. O cirurgião plástico Antônio José Pacheco, do Hran, lembra que o impacto dos procedimentos vai além da saúde física: “Quando fazemos uma plástica, estamos trabalhando na qualidade de vida das pessoas, devolvendo a autoestima e até a vontade de viver. É muito mais que estética. As pessoas sofrem com a aparência e com a rejeição da sociedade”. É o caso da Maria das Graças Gomes, 76, que passou por uma reconstrução mamária depois de enfrentar um câncer agressivo. “A equipe trouxe minha autoestima de volta”, relatou. “Fiquei mutilada por dois anos. Eu não me olhava no espelho, não me arrumava. Hoje, coloco biquíni, vou à praia e curto”. Como ser atendido [LEIA_TAMBEM]As cirurgias plásticas realizadas no Hran incluem os procedimentos em membros, como pernas e braços, contemplando também pacientes queimados, fissurados, sequelas de acidentes, além de casos de câncer de pele. Com frequência, a equipe ainda recebe casos de mordidas de animais, principalmente de cachorros. Por se tratar de um serviço especializado, o encaminhamento para a cirurgia plástica é feito por meio do Complexo Regulador. O acesso começa nas unidades básicas de saúde (UBSs), que direcionam o paciente à consulta com a equipe de cirurgia plástica. Após a avaliação da equipe especializada, dependendo da necessidade, é feita a inserção na lista de espera. *Com informações da Secretaria de Saúde
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