Programa Pró-Jovem Digital oferece mais de 1,5 mil vagas de capacitação no DF
Foi aberta, na manhã desta quinta-feira (30), a nova fase do programa Pró-Jovem Digital, iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) que oferece capacitação gratuita a jovens em situação de vulnerabilidade em áreas estratégicas para o mercado de trabalho. Fruto de parceria entre a Secretaria da Família (Sefami-DF), a Secretaria da Juventude (Sejuve-DF) e o Instituto ONG Líderes do Brasil, esta etapa vai ofertar 1.568 vagas. A governadora Celina Leão participou da cerimônia, no Salão Branco do Palácio do Buriti. “Sabemos como é importante ter pessoas qualificadas em inteligência artificial, marketing e produção de vídeo. Isso gera empregabilidade, renda e, principalmente, esperança para os jovens. É um programa que capacita jovens nessa área de tecnologia, que dá a possibilidade de bons empregos, inclusive remotos, para trabalhar para outros países e mesmo outras partes do Brasil. Brasília é hoje a melhor cidade para se trabalhar de forma remota”, destacou, ao reforçar o compromisso do GDF com a atualização tecnológica da capital. Celina Leão, sobre o Pró-Jovem Digital: "É um programa que capacita jovens nessa área de tecnologia, que dá a possibilidade de bons empregos, inclusive remotos, para trabalhar para outros países e mesmo outras partes do Brasil" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Nossa cidade vai passar por uma grande transformação digital. Temos uma secretaria voltada à transformação e inovação digital e às cidades inteligentes, e vamos entregar muitas ações nos próximos meses. Queremos formar mão de obra aqui no Distrito Federal”, afirmou Celina. Os cursos serão oferecidos em 14 etapas, distribuídas em 12 regiões administrativas, com turmas extras em Ceilândia e no Recanto das Emas. Além das aulas presenciais, o programa mantém a modalidade de ensino a distância via YouTube. Ao fim de cada etapa, haverá o sorteio de um notebook entre os cinco alunos com melhor desempenho da turma. Voltado a jovens de 15 a 29 anos, o programa busca promover a inclusão digital e a qualificação profissional, conectando a juventude às novas demandas do mercado de trabalho. As capacitações abrangem áreas como inteligência artificial, marketing digital, redes sociais, e-commerce, criação de conteúdo, edição de vídeo e empreendedorismo digital. Segundo o secretário da Família, Rafael Mazzaro, o projeto impacta a empregabilidade ao focar a formação técnica em áreas de alta demanda. “O programa cria essa dinâmica de capacitar os jovens, dando a oportunidade de cursos voltados para inovação e tecnologia, que é um advento que o mercado de trabalho tem pedido. Então, esses jovens já saem qualificados, certificados e preparados”, avaliou. Para a secretária da Juventude, Fabiana Lacerda, a iniciativa fortalece a autonomia dos participantes. “Já existem respostas reais. Os jovens já estão conseguindo ter essas oportunidades no mercado de trabalho graças a essa capacitação. Hoje o mundo está voltado para a tecnologia. Então, todos esses jovens terão acesso à tecnologia da informação, ao empreendedorismo digital e à inteligência artificial”, afirmou, ao ressaltar que as inscrições para a segunda etapa já estão abertas. [LEIA_TAMBEM]Estrutura e benefícios Os cursos presenciais têm carga horária de 80 horas e serão ofertados em Santa Maria, Fercal, Gama, Ceilândia, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião, Itapoã, Plano Piloto, Riacho Fundo II, Sobradinho II e Recanto das Emas. Para garantir a permanência dos alunos, o projeto oferece auxílio-transporte e alimentação aos participantes do formato presencial. O foco central é a empregabilidade e a geração de renda, com estímulo ao desenvolvimento de competências como criatividade, inovação, pensamento crítico e autonomia. Fabiana Lacerda, secretária da Juventude: "Já existem respostas reais. Os jovens já estão conseguindo ter essas oportunidades no mercado de trabalho graças a essa capacitação" Alcance Na primeira fase do programa, mais de 1.500 alunos foram formados presencialmente em 14 regiões administrativas. No formato online, foram mais de 18 mil visualizações, com mais de 130 horas de conteúdo assistido. DF mais tecnológico Neste mês, o GDF reforçou o compromisso com a modernização dos serviços públicos, com a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração. A nova pasta foi autorizada pela governadora Celina Leão a partir do desmembramento da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação.
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QualificaDF Móvel abre 1.266 vagas para cursos gratuitos
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), publicou chamamento público para o preenchimento de 1.266 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional do projeto QualificaDF Móvel — 4ª etapa/4º ciclo. O QualificaDF Móvel funciona em esquema itinerante de ensino. O QualificaDF Móvel leva estrutura itinerante de ensino às regiões administrativas, facilitando o acesso da população a cursos profissionalizantes | Foto: Divulgação/Sedet-DF A iniciativa integra as políticas públicas de geração de emprego, renda e capacitação profissional do Governo do Distrito Federal, ampliando o acesso da população a cursos gratuitos em diferentes regiões administrativas. O objetivo é oferecer formação prática e alinhada às demandas do mercado de trabalho, fortalecendo a empregabilidade e estimulando o desenvolvimento econômico local. [LEIA_TAMBEM]O período de inscrição começa nesta sexta-feira (13) e segue até o dia 27 deste mês. Os interessados devem preencher este formulário eletrônico. O projeto QualificaDF Móvel destaca-se por levar estrutura itinerante de ensino às comunidades, facilitando o acesso da população aos cursos profissionalizantes, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social. Os interessados devem ficar atentos ao prazo de inscrição e às orientações previstas no chamamento público. A participação é gratuita, e as vagas serão preenchidas conforme os critérios estabelecidos no edital. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)
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Nova etapa do projeto Rede Comunidade qualifica OSCs em captação de recursos e prestação de contas
Começou nesta terça-feira (12), no auditório da Administração Regional de Samambaia, a segunda etapa do projeto Rede Comunidade. A iniciativa, que ocorre também nesta quarta (13) e se encerra na quinta (14), oferece oficinas gratuitas para capacitar voluntários ou gestores de organizações da sociedade civil (OSCs) na elaboração de projetos, gestão documental, captação de recursos e prestação de contas, além de ensinar estratégias de publicidade e marketing digital. Nesta edição, cada módulo tem entre 12 e 18 alunos matriculados. Além de obter capacitações técnicas, eles poderão se tornar multiplicadores do conhecimento. Lançada em abril de 2024 por este Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Sebrae, a iniciativa é coordenada pela Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF). Em sua primeira etapa, a capacitação foi inteiramente teórica. Neste ano, o workshop tem como foco principal a aplicação prática dos conhecimentos. A partir desta terça (12), a segunda etapa do projeto Rede Comunidade vai capacitar OSCs na elaboração de projetos, gestão documental e captação de recursos, entre outros temas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A ideia é fortalecer as OSCs do Distrito Federal por meio da qualificação e, em consequência, fomentar a gestão eficiente no terceiro setor. Os participantes da capacitação receberão certificados. Ainda em agosto, será realizada uma nova oficina em Água Quente. Em setembro, será a vez de Recanto das Emas, Riacho Fundo e Riacho Fundo II (veja a programação completa abaixo). Segundo o secretário substituto de Atendimento à Comunidade, Valdo Rabelo, o projeto veio em resposta a uma demanda da comunidade. “Os projetos mais carentes não conseguem se adequar para conseguir recursos, justamente na parte dos editais. Então, as pessoas trabalham tanto para conseguir doações que não se aperfeiçoam para usufruir do que o governo pode oferecer. Identificamos que a maioria das pessoas não tem muito conhecimento do que é uma OSC [organização da sociedade civil], e precisam desse conhecimento para operar”, afirma. Rabelo explica que atualmente existe a plataforma Mrosc (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil) que gerencia todo o sistema das OSCs. “A entrada do pedido de fomento, o recurso, a prestação de contas… tudo acontece nessa plataforma. Então, essa prática é importante para as pessoas que estão à frente das OSCs conseguirem se adequar, prestar contas e continuar a receber o recurso”, salienta. Valdo Rabelo, secretário substituto de Atendimento à Comunidade: "Identificamos que a maioria das pessoas não tem muito conhecimento do que é uma OSC [organização da sociedade civil], e precisam desse conhecimento para operar" O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, estabelecido por lei federal e regulamentado no Distrito Federal por decreto, trata do regime de mútua cooperação na celebração de parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, com foco na transparência da aplicação de recursos públicos. Capacitação prática Emanuelle Melo Delfino participa da capacitação e afirma que aprendeu conceitos fundamentais na primeira edição do projeto. Ela se diz animada com a segunda, onde haverá aplicação prática dos conceitos aprendidos. Emanuelle é coordenadora do Centro de Projetos de Assistência Social de Samambaia, que atende atualmente 550 famílias. “A oficina nos ajudou na questão da elaboração de projetos, de saber onde procurar, como procurar e quais os critérios”, conta. O Centro de Projetos de Assistência Social presta atendimento a jovens no contraturno escolar, com oficinas de cidadania e de artes, além de acompanhamento didático para as tarefas de casa dos alunos. Para as mulheres, a organização oferece capacitações técnicas na área da beleza, com cursos de depilação, maquiagem e design de sobrancelhas. Coordenadora do Centro de Projetos de Assistência Social de Samambaia, Emanuelle Melo Delfino participou da primeira edição do projeto; agora, está animada para aplicar os conceitos aprendidos Consultora do Sebrae, a advogada Josiane Menezes de Carvalho está entre os palestrantes do projeto. Para ela, a iniciativa é necessária: “A gente tem muitas instituições que não possuem renda, não têm o suficiente para contratar especialistas. Então, eles fazem o trabalho de uma forma muito amadora. Essa capacitação trará independência para essas instituições e possibilidade de alcançar novos níveis”. Josiane destaca a relevância da capacitação para uso da plataforma Mrosc. “É essencial, principalmente nesse novo cenário em que temos a plataforma entrando em vigência e sendo a atual realidade de toda instituição que queira fazer parceria governamental”, afirma. Outro participante da capacitação, Mario Vasconcelos Filho, atua no Instituto Getsêmani, que oferece aulas de música, karatê e jiu-jítsu, além de oficinas de artesanato, modelagem e corte e costura. Vasconcelos também representa a Federação das Organizações da Sociedade Civil do Distrito Federal e Entorno. Há 25 anos atuando no terceiro setor, ele conta que se inscreveu na capacitação para aprimorar seus conhecimentos. “Estou aqui hoje exatamente para ter um pouquinho mais de noção de como operar a plataforma Mrosc”, ressalta. O participante diz também que o evento é uma boa oportunidade de fazer networking dentro do segmento. “Estando em um evento como esse, uma oficina como essa, a gente acaba conhecendo outras pessoas e abrindo horizontes de atuação”, conclui. “Estou aqui hoje exatamente para ter um pouquinho mais de noção de como operar a plataforma Mrosc”, conta Mario Vasconcelos Filho, que atua no Instituto Getsêmani O projeto Rede Comunidade oferece os seguintes módulos práticos: • Introdução ao uso da plataforma Mrosc (parte 1); • Captação de recursos; • Gestão contábil e jurídica; • Prestação de contas; • Uso avançado da plataforma Mrosc (parte 2); • Como abrir uma organização da sociedade civil (OSC); e • Marketing digital para OSCs. Até o momento, 97 participantes estão matriculados nas oficinas, que ocorrem entre os dias 12 e 14 deste mês, em Samambaia, com temas essenciais para o fortalecimento da gestão e atuação das entidades. [LEIA_TAMBEM]Programação desta semana • Plataforma Mrosc I e II – terça (12) a 14 (quinta), das 8h30 às 12h30 • Captação de recursos – terça (12), das 14h às 18h • Gestão contábil – quarta (13), das 8h30 às 12h30 • Prestação de contas – quarta (13), das 14h às 18h • Como abrir uma OSC – quinta (14), das 14h às 16h • Marketing digital – quinta (14), das 16h às 18h. Cronograma • 1ª edição: Samambaia, Água Quente – agosto • 2ª edição: Recanto das Emas, Riacho Fundo e Riacho Fundo II – setembro • 3ª edição: Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Brazlândia – setembro • 4ª edição: Sobradinho, Sobradinho II e Fercal – outubro • 5ª edição: Planaltina e Arapoanga – outubro • 6ª edição: Planaltina e Arapoanga – novembro • 7ª edição: SIA, SCIA/Estrutural e Guará – novembro.
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Oficinas gratuitas capacitam mulheres em área técnicas de produção cultural no DF
A sala do Espaço Jovem de Expressão, em Ceilândia, se transformou em um ambiente de troca, conhecimento e empoderamento feminino nesta segunda-feira (30), com o início das oficinas práticas e teóricas oferecidas pelo projeto Luz, Som e Ação. A iniciativa promove capacitação gratuita nas áreas de roadie (técnica de palco) e técnica de iluminação, voltada exclusivamente para mulheres. Projeto Luz, Som e Ação oferece oficinas práticas e teóricas, exclusivamente para mulheres, nas áreas de roadie (técnica de palco) e técnica de iluminação | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Realizada pela Guia Acessibilidade Inclusiva com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a ação conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), do Instituto Federal de Brasília (IFB) e do Jovem de Expressão. “Estamos há 15 anos no mercado de produção e esses aportes financeiros são fundamentais. Com o incentivo, conseguimos remunerar toda a equipe e atender o maior número de pessoas possível”, avalia a idealizadora do projeto, Ellen Oliveira. Segundo a produtora cultural, o projeto surgiu da necessidade de ampliar a presença feminina em funções técnicas no setor cultural, tradicionalmente ocupadas por homens. “Temos um festival de samba, já na sexta edição, que é todo pautado na equidade de gênero e sempre enfrentamos dificuldade para contratar mulheres em áreas como direção de palco, roadie, iluminação e áudio. Então pensamos: por que não criar um curso voltado especificamente para garantir esse protagonismo feminino?”, explica Ellen Durante as aulas, as participantes aprendem conceitos básicos de eletricidade, a história da luz no teatro e técnicas práticas com refletores, dimmers e mesas de luz. Segundo a facilitadora Zizi Antunes, o objetivo é formar profissionais capazes de atuar com segurança e excelência em eventos culturais: “A expectativa é que elas saiam daqui com uma experiência rica e transformadora. Nas aulas práticas, as alunas vão manusear equipamentos profissionais e, no último dia, ainda vão criar um instrumento de iluminação para levar como recordação”. Com carga horária de 15 horas, os cursos são realizados em cinco encontros consecutivos, de segunda a sexta-feira, e oferecem certificação ao final. A procura superou as expectativas: foram 116 inscrições – 51 para a oficina de roadie e 65 para a de iluminação –, apesar de inicialmente serem previstas apenas 40 vagas. As capacitações são ministradas no IFB Recanto das Emas (curso de roadie, das 9h às 12h) e no Espaço Jovem de Expressão, em Ceilândia (curso de iluminação, das 10h às 13h). Todas as aulas contam com intérpretes de Libras e audiodescrição, garantindo acessibilidade plena. A facilitadora Zizi Antunes explica que os cursos visam formar profissionais capazes de atuar com excelência em eventos culturais: “A expectativa é que elas saiam daqui com uma experiência rica e transformadora" Transformar realidades e ampliar oportunidades A gerente de imobiliária Sâmela Borges, 33, recém-formada em um curso de fotografia, aproveitou a oportunidade para ampliar seus conhecimentos técnicos. “Esse curso vai me dar mais autonomia nos ensaios fotográficos e contribuir para o que estou planejando na minha carreira”, relata. Além de expandir os conhecimentos, a proposta também é importante na inclusão do público feminino no mercado de trabalho: “É muito bom ter um curso de qualidade, com um conteúdo rico, gratuito e de fácil acesso, que possibilita às mulheres preencherem esses espaços masculinos”, acrescenta Sâmela. Recém-formada em um curso de fotografia, Sâmela Borges aproveitou para ampliar seus conhecimentos: “Esse curso vai me dar mais autonomia nos ensaios fotográficos" Já para a técnica de audiovisual, Nathalia Oliveira, 28, as aulas ajudarão a dar um olhar mais artístico para área em que já atua: “Não existe imagem sem luz. Então, quando temos uma iluminação bem feita, bem configurada, conseguimos transmitir sensações e mostrar todos os detalhes que queremos. Acredito que esse curso vai ser muito importante para eu desenvolver minha criatividade e acrescentar mais técnicas ao meu repertório”. Além de promover formação técnica de qualidade, o Luz, Som e Ação – Formação Técnica para Mulheres está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco nos ODS 4 (Educação de Qualidade) e 5 (Igualdade de Gênero). Mais do que ensinar, a iniciativa busca gerar pertencimento, autonomia e visibilidade para mulheres que desejam ocupar novos espaços na cadeia produtiva da cultura.
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