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DF tem 77 locais de atendimento para quem quer parar de fumar

Você trocaria algo caro e que faz mal por uma vida mais saudável e com mais tempo de qualidade ao lado de sua filha? Há oito meses, essa foi a decisão que a diarista Keila Maria de Abreu, de 40 anos, resolveu tomar. Com o apoio da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, encarou de frente o desafio de parar de fumar e hoje já colhe os benefícios da decisão. "Um dia de trabalho meu era só para pagar o cigarro. Depois que parei, consegui comprar um guarda-roupa. E toda semana saímos para comer alguma coisa gostosa", comemora. A alegria contagiou a família: "Confesso que minha mãe ficou bem nervosa ao parar com o cigarro, mas hoje está mais tranquila, mais do que quando fumava todos os dias", elogia a filha Ana Luiza de Abreu, de 15 anos. A adolescente também celebra o bem-estar familiar: "A casa não está mais com cheiro ruim. Eu também estou respirando melhor". A quase 50 quilômetros dali, na UBS 3 de São Sebastião, outra mulher tem a mesma motivação para parar de fumar. A publicitária Hélida Wonstein, 40, não quer servir de mau exemplo para os filhos. Por esse motivo, neste mês, passou a frequentar o grupo de tabagismo da unidade de saúde. "Já consegui tirar aqueles cigarros que eram habituais no dia a dia, como aqueles depois de tomar um café", conta. Ela ainda não marcou o "dia D" para afastar o vício totalmente, mas está otimista: "Eu já parei uma vez. Vou conseguir de novo", promete. O grupo contra o tabagismo da Secretaria de Saúde destacam-se pela abordagem multidisciplinar e o acolhimento a um público diverso | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Abordagem multidisciplinar Histórias semelhantes são ouvidas diariamente nos 77 grupos para tratamento contra tabagismo em unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Equipes multiprofissionais oferecem apoio necessário com diversas abordagens, que vão desde o uso de medicamentos a dinâmicas coletivas. "Temos tratamento de reposição de nicotina e de controle da ansiedade, além de outras questões, mas o resultado é alcançado por meio de frentes distintas, com informação e atenção em áreas como psicologia e serviço social. É integral", explica a farmacêutica Cristiane Falcão, da UBS 2 de Taguatinga.  "Fazemos dinâmicas como perguntar o que o cigarro significa para cada um: as pessoas definem como amigo, como companhia, como relaxante. Depois perguntamos o que o cigarro já tirou: dinheiro, saúde, tempo com filho. Também informamos muito sobre a composição desses produtos, e as pessoas se surpreendem", acrescenta a farmacêutica Fernanda França, da UBS 3 de São Sebastião. Outro método de sucesso na unidade é a "cápsula do tempo", no qual pacientes registram seus anseios antes do tratamento e, 30 dias depois, podem ter orgulho da própria mudança. Prazo O caminho que leva a uma vida longe do vício não é linear e o tempo não se apresenta de forma igual para todo mundo. Há quem decida largar o cigarro com apenas um encontro. Mas há, também, pacientes que tentam várias vezes antes de conseguir completamente. "Com um apoio estruturado, a taxa de sucesso, no geral, varia entre 15% e 85%. Nosso objetivo é atingir pelo menos 30%", explica o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana. Antônio Eustáquio diz que nunca é tarde para parar de fumar; aos 69 anos, comemorou 12 meses longe do cigarro, depois de descobrir um enfisema pulmonar Desafio para todas as idades Os grupos de tabagismo caracterizam-se pela diversidade, com pessoas de classes sociais, profissões e faixas etárias distintas. Aos 69 anos, o aposentado Antônio Eustáquio Russo diz que sempre é hora de largar o vício. "Nunca é tarde para nada. Se a pessoa quer ter uma qualidade de vida melhor, precisa buscar uma UBS que presta esse serviço e participar", aconselha. Ao descobrir o início de um enfisema pulmonar, Antônio decidiu procurar a UBS 2 de Taguatinga. "Comecei a fumar aos 13 anos. Foram 55 anos de cigarro", conta. Ele disse ter dispensado apoio de fármacos durante o tratamento, preferindo a experiência de conversar com os profissionais e com outros pacientes. "A minha decisão de parar tem que ser definitiva", opina. É a trilha que o estudante Mateus Mota quer adotar. Aos 20 anos, ele diz que a futura carreira na área de educação física não condiz com o tabagismo: "Como eu posso melhorar a vida, a saúde e o físico de alguém se não faço isso por mim?", reflete.  O vício começou aos 17 anos, com a versão eletrônica, o vape. Em seguida, vieram os cigarros tradicionais. Mateus já participou do primeiro encontro, na UBS 3 de São Sebastião. A meta é parar de fumar e comemorar os 21 anos sem cigarro. "O grupo ajuda porque você abre um pouco sua percepção e começa a ver a sua doença, o seu vício. Hoje, sinto vergonha de fumar", relata.  *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Quer parar de fumar? Saiba como cumprir a promessa em 2026

É hora de colocar em prática todas as promessas para o novo ano. E, se entre as suas metas estiver a de parar de fumar, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem mais de 70 locais onde é possível fazer o tratamento contra o vício. O serviço é gratuito, não sendo exigido encaminhamento médico para todos os interessados, de adolescentes a idosos. Tratamento antitabagismo inclui diferentes abordagens e pode ser acessado por qualquer pessoa interessada | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF No local escolhido, as equipes multidisciplinares fazem a avaliação e convidam o paciente para atividades que vão de conversas em grupo a atendimentos individualizados. A principal estratégia é a do tipo cognitivo-comportamental, mas pode haver uso de medicamentos, como a terapia de reposição de nicotina.  O tratamento ofertado nas unidades da SES-DF segue protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Há encontros estruturados que têm como foco o processo de parar de fumar. Em caso de sucesso, o paciente continua a ser acompanhado para manter fora da rotina o antigo vício. A duração depende de pessoa para pessoa. Números no DF Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública global e a principal causa de morte evitável no mundo, matando mais de 8 milhões de pessoas por ano. No DF, o último boletim epidemiológico sobre o tema, com dados de 2023, estima que cerca de 8,4% da população acima de 18 anos seja fumante, representando mais de 200 mil pessoas. Apenas em 2024, o programa de controle do tabagismo da SES-DF atendeu 1,7 mil pacientes.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Webpalestra debate riscos da nicotina e dos cigarros eletrônicos

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, que é lembrado em todo o país em 29 de agosto, a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), vai promover a webpalestra A nova face do velho inimigo: a história da nicotina. O evento será realizado no dia 28 de agosto, das 14h às 16h, e terá transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. A iniciativa tem como objetivo contar a trajetória da nicotina ao longo da história, desde os primeiros usos do tabaco até os desafios atuais com a popularização dos cigarros eletrônicos, destacando os impactos no consumo, na saúde pública e os riscos decorrentes associados aos dispositivos eletrônicos para fumar. A iniciativa tem como objetivo contar a trajetória da nicotina ao longo da história | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde DF A palestra será conduzida pela pneumologista e chefe da Unidade de Pneumologia do Hospital de Base, Nancilene Melo, referência no tratamento e prevenção de doenças respiratórias. O encontro é voltado para profissionais e estudantes da área da saúde, além de demais interessados no tema. A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas neste link. Serviço Webpalestra: A nova face do velho inimigo – A história da nicotina Data: 28 de agosto de 2025 Horário: 14h às 16h Local: Online – YouTube do IgesDF Público-alvo: Profissionais e estudantes da saúde e interessados no tema Inscrições neste link *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Alunos da rede pública de ensino aprendem sobre os malefícios do cigarro eletrônico

Nos últimos anos, o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens pode ser notado em diferentes países, inclusive no Brasil. O fato desperta preocupação entre profissionais de saúde e autoridades reguladoras, que advertem sobre os riscos significativos à saúde associados ao uso do dispositivo, especialmente entre os mais jovens. Pensando nisso, a Secretaria de Educação do Distrito Federal, em parceria com a pasta da Saúde, desenvolveu o projeto Prevenção do Uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar e do Tabaco. Alunos do CEF 306 Norte assistiram à palestra sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos | Foto: Jotta Casttro/ SEEDF Nesta terça-feira (2), 200 alunos dos 5º e 6º anos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 Norte assistiram à palestra de prevenção ao uso dos cigarros eletrônicos ministrada por Ricardo Marques, psicólogo da Gerência de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF. Ao longo de 2024, a ação será realizada em 40 escolas da rede pública. O objetivo dos encontros é ofertar informação de qualidade para conscientizar os adolescentes dentro das próprias unidades escolares. “Esse projeto tem uma metodologia simples e direta para que o conteúdo seja assimilado pelos nossos estudantes, com o objetivo de conscientizarmos esses jovens sobre o impacto negativo na saúde pelo uso dos dispositivos eletrônicos para fumar”, comentou Ricardo. Durante a conversa com os estudantes, foram apresentados dados do histórico de uso desses dispositivos entre jovens e ainda ressaltado o potencial que o cigarro eletrônico tem para se tornar um hábito comum entre eles, uma vez que foram popularizados pelo aroma e sabor mais atrativos e diferentes do que o de um cigarro convencional. “Eu achei a palestra muito interessante porque o cigarro eletrônico é uma forma de tornar o cigarro mais atrativo entre os jovens e precisamos saber disso. Gostei muito também do exercício de respiração que o professor nos ensinou”, avaliou a aluna do CEF 306 Norte, Klara Luna. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal

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