Resultados da pesquisa

combate à dengue

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Limpeza de becos reforça combate ao descarte irregular em Ceilândia

Em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Administração Regional de Ceilândia iniciou uma ação de limpeza de becos e áreas públicas para melhorar a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida da população.  Maquinário faz limpeza nos becos de Ceilândia: administração local recomenda que população adote descarte correto de lixo | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Entre os pontos atendidos estão os becos da QNP 11/15, no P Norte, onde as equipes retiraram diversos tipos de resíduos, como entulho da construção civil, lixo doméstico, móveis descartados irregularmente e colchões velhos. Outro ponto contemplado foi o espaço ao lado do Centro de Educação Infantil 1 de Ceilândia, também no P Norte. A área recebeu serviços de roçagem do mato alto e retirada de lixo, proporcionando mais segurança e qualidade de vida para alunos, pedestres e moradores da região. Combate à dengue Além de melhorar o aspecto urbano, as ações ajudam a prevenir problemas de saúde pública. O acúmulo de lixo e mato alto pode favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, além de atrair roedores e animais peçonhentos, como ratos e escorpiões. [LEIA_TAMBEM]“Esse trabalho é fundamental para garantir mais segurança, melhorar a circulação de pedestres e evitar problemas de saúde pública”, afirma o administrador de Ceilândia. “Também contamos com a colaboração da população para não descartar lixo de forma irregular e ajudar a manter a cidade limpa.” Desde o início deste ano, já foram retiradas cerca de 2,4 mil toneladas de lixo descartado irregularmente em áreas públicas da cidade. Esse tipo de material também contribui para alagamentos no período chuvoso, pois é levado pela água até as bocas de lobo, provocando entupimentos e comprometendo o sistema de drenagem das águas pluviais. A Administração Regional de Ceilândia reforça a importância da colaboração da população no descarte correto de resíduos, evitando jogar lixo em becos, vias e áreas públicas. Além dos mutirões, equipes seguem atuando diariamente em diferentes regiões da cidade, mantendo frentes de trabalho permanentes. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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Com a soltura de wolbitos, DF apresenta queda de mais de 60% dos casos de dengue

Em sete semanas de 2026, o Distrito Federal registrou 1.719 casos suspeitos de dengue, uma queda de 62,4% frente aos 4.579 no mesmo período do ano passado. O sucesso é atribuído a uma série de estratégias adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tendo como destaque a liberação de mais de 38 milhões de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Chamados de wolbitos, esses insetos têm menor capacidade de transmitir a dengue, com potencial para substituir a população original de transmissores. “É uma experiência bem-sucedida. Os mosquitos disseminados no meio ambiente adaptaram-se e conseguiram prevalecer”, explica o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias, Allex Moraes. Biofábrica de wolbitos permitiu a criação dos 38 milhões de mosquitos que foram disseminados em dez regiões administrativas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF  Índices positivos Por meio de ovitrampas, armadilhas capazes de capturar mosquitos, foi possível atestar que as dez regiões administrativas onde houve a soltura de wolbitos atingiram uma média de 68,29% da população de Aedes aegypti composta por insetos inoculados com a bactéria Wolbachia. O menor índice foi na Fercal, com 53,73%, enquanto no Itapoã chegou a 81,44%. A expectativa é a que os wolbitos ocupem ainda mais espaço dos Aedes aegypti originais. Isso porque o cruzamento de mosquitos inoculados com Wolbachia geram novos wolbitos, enquanto o cruzamento com os Aedes aegypti originais ou não geram filhotes ou dão a origem a uma nova geração de wolbitos. Não há qualquer alteração genética, e a bactéria Wolbachia não é transmitida para seres humanos ou outros mamíferos, como gatos e cachorros.  Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre Anderson de Morais, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico “Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre. A própria dinâmica de reprodução faz com que a bactéria continue circulando", detalha o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico, Anderson de Morais. A previsão dos especialistas é que, aos poucos, os mosquitos se espalhem para outras regiões administrativas. “Existe dispersão natural. O Aedes aegypti voa distâncias curtas, mas com o tempo pode expandir território, principalmente com a ajuda involuntária do ser humano [carro, transporte de objetos, etc]”, complementa Morais. Além da dengue, o Aedes aegypti é responsável por transmitir zika, chikungunya e febre amarela, chamadas de arboviroses. Outros métodos Os drones também são uma importante ferramenta da Secretaria de Saúde para identificar possíveis focos de Aedes aegypti | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O sucesso da estratégia com os wolbitos, porém, não substituiu as demais iniciativas para combater as arboviroses. Em 2025, por exemplo, as equipes de Vigilância Ambiental da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências.  [LEIA_TAMBEM]Mais tecnologias seguem em plena execução, como a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), a instalação de estações disseminadoras de larvicidas e o uso de ovitrampas. Drones também têm sido usados para ajudar o trabalho das equipes de campo, com identificação de locais onde há possíveis larvas.  A vacinação contra a dengue é outra forma eficiente de evitar casos graves da doença e hospitalização. Atualmente, a SES-DF aplica duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em fevereiro deste ano, profissionais da linha de frente no combate ao mosquito foram incluídos nos públicos-alvos.    “Contudo, todas essas estratégias devem ser aliadas a ações da população. Os olhos atentos das comunidades são, ainda, um dos métodos mais eficazes contra a dengue e outras arboviroses”, reforça Morais. *Com informações da SES-DF  

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Agentes de Vigilância Ambiental recebem mais de 680 tablets

Os profissionais da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), da Secretaria de Saúde (SES-DF), terão à disposição mais de 680 tablets para o desempenho de suas atividades. A primeira remessa, com 170 novos aparelhos destinados aos agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), está sendo distribuída a equipes de Ceilândia e do Núcleo Bandeirante. Equipamento tem entre suas funções a de localizar com precisão os focos de Aedes aegypti identificados por drones da Secretaria de Saúde | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A tecnologia serve, principalmente, para o registro em tempo real das visitas domiciliares. Além disso, a ferramenta permite a localização precisa dos possíveis focos de Aedes aegypti identificados pelos drones utilizados pela SES-DF no mapeamento de determinadas regiões. “Os tablets representam a nossa entrada no mundo digital”, resume o titular da Dival, Edvar Schubach. [LEIA_TAMBEM]A entrega dos equipamentos é acompanhada de breves instruções sobre as funcionalidades e a utilização do aparelho. Nesta terça-feira (10), como parte dos preparativos para a utilização, será feito um treinamento junto à Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) sobre o sistema de informações ambientais do Distrito Federal. Transformação digital A ação faz parte da estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para a transformação digital da Atenção Primária à Saúde (APS). Mais de 1,6 mil tablets já são usados por agentes comunitários de saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades SES-DF. “Na prática, isso se traduz em mais tempo para o cuidado direto à população e maior qualidade da informação para gestão em saúde”, ressalta o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.    *Com informações da Secretaria de Saúde

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Período chuvoso no DF exige atenção redobrada contra a dengue

A chuva que refresca o calor do verão pode esconder um perigo silencioso. Em poucos dias, a água acumulada em tampinhas esquecidas, calhas entupidas ou baldes deixados no quintal vira convite para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika, da febre amarela e da chikungunya. No Distrito Federal, onde a doença apresenta comportamento sazonal entre outubro e maio, a atenção precisa ser redobrada. Equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram, no último mês, a quadra 508 de Samambaia Sul em uma ação de prevenção, com vistorias domiciliares e orientações aos moradores. A iniciativa permite mapear os índices de infestação e direcionar estratégias de combate ao vetor. Agentes da Vigilância Ambiental da SES-DF percorreram a quadra 508 de Samambaia Sul em ação de combate ao mosquito da dengue | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A agente de vigilância ambiental (Ava) Sofia Quaresma lembra que a dengue é endêmica no DF, mas ganha força no período chuvoso. “Muita gente acredita que a casa está limpa, mas um restinho de água em um balde, no ralo pouco usado ou até no motor atrás da geladeira já é suficiente para o mosquito se reproduzir. A visita serve para reforçar cuidados e mostrar pontos que o morador nem sempre percebe”, explica. Durante a atividade, os agentes visitaram a casa de Conceição de Maria Araújo, 64 anos. No local, foram identificados recipientes com acúmulo de água da chuva, sendo que um deles apresentava larvas, que foram coletadas para análise. “É muito bom ter esses profissionais para nos orientar. Agora ficarei mais atenta”, afirma. Para a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental de Samambaia, Giselle Melo, o enfrentamento da dengue depende diretamente da parceria com a população. “Costumo dizer que 50% do resultado vem do agente orientando e os outros 50%, do morador colocando em prática o que aprendeu. Separar alguns minutos da semana para olhar o quintal, vedar caixas d’água e eliminar água parada é decisivo para quebrar o ciclo do mosquito”, ressalta. O trabalho dos agentes é primordial para identificar e combater os focos do mosquito da dengue Dados Com foco na prevenção, mais de 360 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram cerca de 1,8 milhão de residências no DF em 2025 e notificaram aproximadamente 25 mil ocorrências suspeitas de dengue, sendo 12 mil casos prováveis. O número representa redução de 96% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 278 mil casos prováveis no Distrito Federal. Neste ano, até a Semana Epidemiológica 05, foram notificados 1.132 casos suspeitos de dengue em residentes do Distrito Federal, dos quais 616 eram prováveis. Entre os casos prováveis, sete foram confirmados. Os Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF atuam na prevenção e no controle de fatores ambientais que impactam a saúde da população, com monitoramento de riscos de zoonoses, como dengue, leishmaniose e raiva; controle de vetores, como mosquitos e escorpiões; análise da qualidade da água; e realização de ações educativas voltadas à prevenção de doenças. As atividades são executadas de acordo com a demanda de cada região administrativa. Drones auxiliam no mapeamento de locais mais críticos; fotos tiradas pelo equipamento mostram onde há possíveis focos de água parada, permitindo ações mais precisas Combate ao mosquito As ações de enfrentamento às arboviroses são realizadas de forma ininterrupta, abrangendo residências e locais públicos. Entre as estratégias utilizadas está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), tecnologia que cria uma camada protetora nas paredes internas, capaz de eliminar os mosquitos que pousam nesses locais. O produto apresenta baixa toxicidade para humanos e animais domésticos. Em 2025, foram feitas quase 60 aplicações da BRI, principalmente em locais com grande circulação de pessoas, como rodoviárias e feiras. Outra importante ferramenta de prevenção são as estações disseminadoras de larvicidas (EDLs). Cada unidade é composta por um balde preto, com boia e tela ao redor, impregnada com Pyriproxyfen — inseticida que atua como hormônio regulador do crescimento de insetos, impedindo que atinjam a fase adulta. Mais de 3,2 mil EDLs foram instaladas em diferentes regiões do DF no ano passado. As ovitrampas também tiveram papel fundamental no monitoramento e controle das arboviroses. Em 2025, as equipes de vigilância instalaram mais de 3,8 mil armadilhas. Nelas, um pote preto com água e levedo de cerveja estimula os mosquitos a depositarem seus ovos em uma placa de fibra de madeira (paleta) e na parede do recipiente. Embora as armadilhas se assemelhem a criadouros, são seguras, pois recebem inseticida para impedir o desenvolvimento das larvas. Inspeção identifica recipientes que podem acumular água da chuva e virar criadouro do Aedes aegypti Além das ações em solo, a SES-DF incorporou drones no enfrentamento às arboviroses. Os equipamentos auxiliam no mapeamento de territórios mais críticos. As imagens captadas indicam locais com possíveis focos de água parada, permitindo intervenções mais precisas. Ao todo, os drones realizaram varredura em 22 regiões administrativas, totalizando mais de 2,1 mil hectares mapeados e cerca de 3 mil possíveis criadouros identificados. Outra frente de atuação inovadora foi a liberação dos wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Os insetos com a Wolbachia se reproduzem com os exemplares selvagens, transmitindo a bactéria às próximas gerações. No DF, o programa registrou 14 semanas de produção e 13 de liberação de aproximadamente 13 milhões de “mosquitos amigos”. Nesse período, as ações de campo envolveram 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e 813 viagens para distribuição dos insetos em todo o território previsto. [LEIA_TAMBEM]Os agentes de vigilância ambiental da SES-DF receberão, no próximo mês, 683 tablets com caneta digitalizadora e pacote de dados móveis para substituir as fichas em papel. Com o equipamento, o registro das atividades passará a ser feito diretamente em aplicativos e sites oficiais. Os dispositivos vão agilizar o serviço, reduzindo retrabalho e minimizando o risco de perda de informações. Vacinação Até o momento, quase 222 mil doses da vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no Distrito Federal. O imunizante previne formas graves da doença e está disponível nas salas de vacina da rede pública de saúde. No total, cerca de 312 mil doses foram aplicadas, considerando todos os públicos nas redes pública e privada. Apesar dos números expressivos, a vacinação contra a dengue ainda não alcançou a cobertura ideal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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