Inauguração da Sala Lilás e expansão do Programa Viva Flor ampliam rede de proteção às mulheres no DF
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugura, nesta sexta-feira (26), às 9h, a Sala Lilás, novo espaço destinado ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Durante a solenidade, a SSP-DF também anunciará a expansão do Programa Viva Flor, que passará a atender mulheres em mais cinco delegacias do Distrito Federal, o que amplia o acesso à tecnologia de proteção e fortalece a rede de enfrentamento à violência de gênero. A definição das novas unidades levou em consideração os indicadores de violência doméstica e a necessidade de ampliar a capacidade de resposta do Estado nas regiões com maior demanda. Com a descentralização do programa, iniciado em 2023, as mulheres poderão registrar a ocorrência e, após avaliação da equipe policial quanto à situação de risco, sair da própria delegacia já protegidas pelo sistema de monitoramento Viva Flor, da SSP-DF. O Viva Flor é destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou avaliação de risco realizada pela Polícia Civil do DF, que é avaliado pela autoridade policial durante o registro da ocorrência. O programa funciona por meio de um aplicativo instalado no telefone celular da vítima, que atua como um botão de emergência. Ao ser acionado, o chamado recebe prioridade máxima no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), permitindo o envio imediato de equipes da Polícia Militar do DF para o atendimento da ocorrência. O Viva Flor é destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou avaliação de risco realizada pela Polícia Civil do DF | Foto: Divulgação/SSP-DF Sala Lilás Instalada no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), a Sala Lilás foi concebida para oferecer acolhimento reservado, qualificado e ininterrupto às mulheres que buscam acesso às políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF, como o Programa Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP). O espaço funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados. A estrutura conta com recepção, sala de atendimento individualizado para escuta qualificada, ambiente reservado para acolhimento e brinquedoteca, garantindo maior conforto às mulheres que comparecem acompanhadas de seus filhos. Além do atendimento realizado pelas equipes da SSP-DF, está prevista a oferta de orientações nas áreas jurídica, psicológica e de assistência social, que estão sendo viabilizadas por meio de parcerias institucionais e Acordos de Cooperação Técnica com instituições de ensino superior, fortalecendo o atendimento integral às mulheres. Durante a solenidade, uma beneficiária do programa irá relatar como o acionamento do dispositivo de proteção permitiu a rápida atuação das forças de segurança, evitando que a situação de violência evoluísse para consequências mais graves. O depoimento evidencia a importância da resposta integrada do sistema de segurança pública e da efetividade das tecnologias de proteção adotadas pelo Governo do Distrito Federal. Entrega de viaturas Também serão entregues viaturas adquiridas por meio de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Serviço Inauguração da Sala Lilás e anúncio da expansão do Programa Viva Flor Data: sexta-feira (26) Horário: 9h Local: Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), na SSP-DF
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Estudantes da rede pública de ensino vão escolher novo mascote da campanha Maria da Penha Vai à Escola
Estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal já podem participar da campanha que escolherá a mascote oficial do Programa Maria da Penha Vai à Escola (MPVE). A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), está com as inscrições abertas até 19 de junho. Os desenhos vencedores serão anunciados em 27 de agosto, durante o Encontro Formativo Agosto Lilás. “A campanha fortalece o trabalho de prevenção à violência contra meninas e mulheres dentro das escolas, ao mesmo tempo em que valoriza a participação dos estudantes e dos profissionais da educação. Queremos que a escola seja cada vez mais um espaço de respeito, igualdade e diálogo, ajudando crianças e adolescentes a identificar e combater situações de violência e machismo no dia a dia”, destaca a diretora de Educação em Direitos Humanos e Diversidade da SEEDF, Patrícia Melo. As artes selecionadas passarão a representar o Maria da Penha Vai à Escola em materiais gráficos, mídias e ações institucionais | Foto: Mary Leal/SEEDF Regras para participar As inscrições devem ser realizadas pelo professor orientador, por meio do e-mail institucional @se.df.gov.br. Para participar, o desenho precisa ser original e não poderá conter uso de inteligência artificial. Serão escolhidos dois desenhos vencedores em cada categoria: anos iniciais do ensino fundamental; e anos finais do ensino fundamental e médio. As artes selecionadas passarão a representar o MPVE em materiais gráficos, mídias e ações institucionais. “A mascote precisa ser criativa, fácil de reconhecer e representar os valores do programa, como respeito, igualdade de gênero e a cultura de não violência. A ideia é que ela dialogue de forma simples e acolhedora com estudantes e profissionais da educação”, explica Patrícia Melo. Os desenhos serão avaliados com base nos seguintes critérios: Criatividade: deve ser conceitualmente inovador e demonstrar habilidade técnica; Fidelidade ao tema: deve apresentar relação explícita com a temática do Programa Maria da Penha Vai à Escola; Aplicabilidade: deve permitir aplicação em diferentes mídias, tanto impressas quanto digitais; Originalidade: não deve se assemelhar a marcas já existentes; Comunicabilidade: deve ser claro, conciso e transmitir a ideia proposta de forma universal; Qualidade artística: deve demonstrar qualidade na execução do desenho e expressividade. Premiação Os alunos vencedores também receberão premiações. O primeiro lugar ganhará um headphone bluetooth on-ear com microfone, enquanto o segundo lugar receberá um smartwatch com tela full touch. [LEIA_TAMBEM]Escola segura O Maria da Penha Vai à Escola é uma iniciativa pioneira que busca transformar as escolas em espaços de conscientização e diálogo sobre a violência de gênero. Nomeado em homenagem à ativista Maria da Penha Maia Fernandes, o programa tem como principal objetivo educar, informar e engajar a comunidade escolar sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Por meio de palestras, oficinas, atividades educativas e debates, a iniciativa capacita educadores e estudantes para reconhecer sinais de violência de gênero, compreender suas causas e consequências e promover uma cultura de respeito e igualdade. Além disso, o programa incentiva a denúncia de casos de violência, oferece apoio às vítimas e contribui para a construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor. *Com informações da Secretaria de Educação
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Após 64 prisões em 2025, programas de proteção do GDF seguem sem registrar feminicídios entre mulheres atendidas
Com a detenção realizada no último final de semana, chega a 64 o número de prisões efetuadas em 2025 por meio dos programas de proteção coordenados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) — o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP). As ações são resultado do trabalho integrado entre a pasta e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). O resultado consolida a efetividade da política pública adotada pelo GDF, que alia tecnologia, monitoramento contínuo e resposta imediata das forças de segurança. Desde o início do acompanhamento, nenhuma mulher inserida nos programas teve sua integridade física violada ou foi vítima de feminicídio, reforçando o papel estratégico do monitoramento preventivo no enfrentamento à violência de gênero. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige tecnologia, integração e decisão política. As prisões realizadas em 2025 mostram que o DF está avançando, utilizando os instrumentos certos para garantir proteção, acolhimento e justiça às mulheres”, ressalta Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal. Os programas de proteção coordenados pela SSP-DF — o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) — acompanharam 1.887 pessoas ao longo de 2025 | Fotos: Divulgação/SSP-DF Ao longo de 2025, 1.887 pessoas foram acompanhadas pelos programas da SSP-DF. Do total, 506 agressores e 619 vítimas foram monitorados 24 horas por dia pela Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP). As prisões ocorreram, em sua maioria, após o descumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Judiciário, especialmente em casos de violação das áreas de exclusão. Os agressores foram localizados e detidos imediatamente após o descumprimento das medidas protetivas. “Os resultados alcançados pelos programas de proteção da SSP-DF, em conjunto com as nossas forças de segurança, são a prova do nosso compromisso com a proteção e a dignidade das mulheres do Distrito Federal. Cada uma das prisões efetuadas representa uma vida protegida. Seguimos investindo na integração e no aprimoramento dessas ações, pois a proteção das nossas mulheres é prioridade para o Governo do Distrito Federal”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “Importante ressaltar que nenhuma mulher atendida pelos nossos programas foi novamente vítima de violência enquanto assistida. Esses dados refletem a eficiência dos mecanismos de acolhimento e segurança, que têm como foco preservar a integridade e a vida dessas mulheres. Esta é uma pauta prioritária para a segurança pública e para o GDF”, completou o secretário. Monitoramento simultâneo “O monitoramento contínuo, sete dias por semana e 24 horas por dia, nos permite antecipar riscos e agir de forma preventiva” Carlos Eduardo Melo, subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF O programa de monitoramento de vítimas e agressores da SSP-DF completará, em 2026, cinco anos de funcionamento. A iniciativa utiliza tecnologia de georreferenciamento para o acompanhamento simultâneo de vítimas e agressores com Medida Protetiva de Urgência (MPU). Desde a criação da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), em 2021, nenhuma das mulheres protegidas teve a integridade física violada. “O monitoramento contínuo, sete dias por semana e 24 horas por dia, nos permite antecipar riscos e agir de forma preventiva — impedindo a aproximação do agressor e, quando necessário, efetuando a prisão”, explicou o subsecretário de Operações Integradas, Carlos Eduardo Melo. A iniciativa integra o Programa Segurança Integral, eixo estruturante da política pública de segurança do DF, e o Eixo Mulher Mais Segura, voltado ao enfrentamento da violência de gênero. Tecnologia O sistema de proteção conta com monitoramento em tempo real, realizado por meio de tornozeleiras eletrônicas instaladas nos agressores e dispositivos de alerta entregues às vítimas, que podem ser acionados a qualquer momento em situação de risco. No programa Viva Flor, a vítima recebe um aplicativo ou dispositivo eletrônico disponibilizado em delegacias. “O programa salva vidas, seja quando o agressor é preso ou mesmo quando não é preso. Até porque só o fato de ter o socorro policial prioritário na palma da mão já devolve dignidade à mulher vítima de violência, que tem a possibilidade de retomar a vida normal, em segurança, já que a violência, na grande parte das vezes, tira isso dela”, explica a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira. Desde 2024, a estrutura operacional foi reforçada com a inauguração da nova sala de operações da DMPP, ampliando o número de estações de monitoramento e garantindo aumento dos servidores por plantão. Outro avanço relevante foi a implementação de um chat direto entre vítimas e a central de monitoramento, permitindo o envio de mensagens, áudios e fotos em tempo real, o que agiliza o atendimento e fortalece a resposta das equipes. “A ampliação da infraestrutura e dos canais de comunicação tem sido fundamental para aumentar a eficiência das nossas ações”, ressaltou a diretora da DMPP, Andrea Boanova. “Mesmo com a medida protetiva em vigor, alguns agressores ainda tentam violá-la. Nosso trabalho é garantir que, quando isso ocorra, a resposta do Estado seja imediata.” A nova sala de operações da DMPP foi inaugurada em 2024, ampliando o número de estações de monitoramento e garantindo aumento dos servidores por plantão Como funciona a proteção A proteção é destinada a mulheres com Medida Protetiva de Urgência em vigor, mediante decisão judicial e aceite da vítima. O monitoramento abrange todo o território do Distrito Federal. No caso do Dispositivo de Proteção à Pessoa, indicado pelo Judiciário, a vítima recebe um dispositivo de alerta, e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. O sistema identifica automaticamente qualquer aproximação indevida e aciona as forças de segurança. Já o Viva Flor permite que a mulher acione a central sempre que perceber situação de ameaça. O alerta é encaminhado diretamente ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) ou ao Copom, garantindo atendimento imediato, inclusive com atuação do Copom Mulher. Se o celular não for compatível para a instalação do aplicativo, a secretaria fornece um dispositivo móvel, que garante prioridade máxima de atendimento pela Polícia Militar. [LEIA_TAMBEM]Neste ano, um dos avanços foi a expansão do Programa Viva Flor, que passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. Antes restrito às delegacias especiais de Atendimento à Mulher (Deams) I e II, na Asa Sul e em Ceilândia, o projeto foi ampliado para Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. O serviço permite que as vítimas saiam das delegacias já com o dispositivo de proteção e monitoramento, garantindo resposta rápida e mais segurança. “A facilitação do acesso ao Programa Viva Flor, por meio de seu oferecimento direto nas delegacias, potencializa a proteção de mulheres vítimas de violência, porque reduz o tempo de resposta do Estado. Outro reflexo da facilitação do acesso é o número de mulheres alcançadas pelo programa, que já chega a quase 3.000, sendo, atualmente, mais de 1.500 ativas”, completa Regilene. Delegacias que oferecem o serviço • Deam I e II — Asa Sul e Ceilândia • 6ª DP — Paranoá • 16ª DP — Planaltina • 18ª DP — Brazlândia • 20ª DP — Gama • 27ª DP — Recanto das Emas *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)
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Restaurante Comunitário de Arniqueira terá ação contra violência de gênero
Nesta sexta-feira (29), a partir das 11h30, o Restaurante Comunitário de Arniqueira será palco da ação Agosto Lilás dos Homens de Honra, iniciativa que busca reavaliar o papel masculino na sociedade e valorizar a paternidade responsável como forma de prevenir e combater a violência contra mulheres e meninas. O evento faz parte da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar. A ação é organizada pelo Instituto Laço Branco Brasil, com apoio da Administração Regional de Arniqueira e das secretarias de Segurança Pública (SSP-DF) e de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). “Essa ação representa um avanço significativo para o envolvimento masculino como importante agente de conscientização”, afirma a administradora de Arniqueira, Telma Rufino. “Precisamos dos homens de bem engajados no enfrentamento à violência e no combate à ideia equivocada de que agredir mulheres é algo normal.” A fundadora do Instituto Laço Branco Brasil, Patrícia Zapponi, lembra que a mobilização é um passo fundamental para envolver os homens na luta contra a violência de gênero. “Queremos mostrar que o combate à violência contra mulheres e meninas não é uma responsabilidade exclusiva delas”, enfatiza. “É preciso que os homens assumam seu papel na construção de uma sociedade mais justa, respeitosa e protetiva. Ser um homem de honra é dizer não à violência e sim ao respeito e à paternidade responsável”. Uma luta de toda a sociedade Com o lema “Seja um Homem de Honra – Diga NÃO à violência contra mulheres e meninas”, a ação terá debates sobre masculinidade positiva, paternidade ativa e a importância do engajamento masculino no enfrentamento à violência doméstica. A campanha também reforça o apelo da hashtag #NaoSeCale, lembrando que o silêncio não pode ser cúmplice da violência. Serviço / Agosto Lilás dos Homens de Honra ⇒ Data: sexta (29) ⇒ Horário: a partir das 11h30 ⇒ Local: Restaurante Comunitário de Arniqueira. *Com informações da Administração Regional de Arniqueira
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