Hospital Cidade do Sol apresenta experiência do DF em cuidados paliativos em encontro nacional
O Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi escolhido pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado nesta sexta-feira (8), em Brasília. O evento, sediado na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), celebrou os dois anos da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) e reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A experiência apresentada durante o encontro foi conduzida pelo chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF, o médico paliativista Arthur Amaral. Ele compartilhou os avanços do projeto Conti Comigo, iniciativa desenvolvida no HSol desde junho de 2025 e que já atendeu 170 pessoas, entre pacientes de 23 a 103 anos. Criado para oferecer assistência a pacientes com dores crônicas ou doenças que causam sofrimento intenso, o projeto foi inspirado no legado do médico Rodrigo Conti, ex-diretor do IgesDF e defensor de uma assistência centrada no acolhimento. A iniciativa busca fortalecer um modelo de cuidado baseado em respeito, dignidade e atenção integral ao paciente. O HSol apresentou a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, nesta sexta (8), em Brasília | Foto: Divulgação/IgesDF Representação nacional Segundo Arthur Amaral, a escolha do Hospital Cidade do Sol pelo Ministério da Saúde demonstra que o trabalho desenvolvido no Distrito Federal vem se consolidando como referência nacional. “É uma honra para nós sermos escolhidos para representar nossas vivências em um evento deste porte, que reúne experiências de todo o país. É um sinal de que, apesar de ser uma política nova, caminhamos lado a lado com aquilo que há de mais importante nos cuidados paliativos: o cuidado centrado na pessoa”, pontua. Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico O médico também reforçou a importância de ampliar o debate sobre o tema e combater percepções equivocadas ainda existentes sobre esse tipo de assistência: “É importante entender que cuidados paliativos não são apenas para pacientes em fim de vida. Eles devem ser oferecidos a qualquer pessoa com doença grave que traga sofrimento. Nosso objetivo é garantir mais conforto, dignidade e qualidade de vida”. Segundo ele, fortalecer essa política dentro do Sistema Único de Saúde é um compromisso ético. “É um dever nosso, enquanto profissionais de saúde e cidadãos, não apenas debater, mas lutar pelo aumento de ações como essa no SUS. Somente assim construiremos uma saúde que pensa em todas as etapas da vida de uma pessoa, inclusive em seus dias finais”, completa. A coordenadora do Núcleo Nacional de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo, destacou que o trabalho desenvolvido pelo IgesDF se tornou uma referência importante para o fortalecimento da política no país. “A experiência do IgesDF representa um marco importante para o desenvolvimento da política, porque integra o atendimento hospitalar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras unidades da rede. Isso facilita a identificação e o encaminhamento dos pacientes que precisam desse cuidado em um momento delicado”, ressalta. O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no SUS Para o gerente-geral substituto do HSol, Leandro Queza, participar do encontro nacional reforça a importância de ampliar e consolidar esse tipo de assistência na rede pública: “Momentos como esse mostram que as ações desenvolvidas no Hospital Cidade do Sol estão trazendo resultados importantes e precisam ser continuamente fortalecidas. É um reconhecimento que nos motiva a seguir ampliando esse cuidado cada vez mais humano”. Além da apresentação de experiências de diferentes estados brasileiros, a programação do II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos incluiu debates sobre o plano operativo da Política Nacional de Cuidados Paliativos e estratégias para ampliar o acesso ao atendimento em todo o país. [LEIA_TAMBEM]Como funciona o atendimento Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico. O acompanhamento busca melhorar a qualidade de vida, aliviar sintomas e oferecer suporte também às famílias. No IgesDF, o atendimento é realizado por equipes multiprofissionais e envolve integração entre hospitais, UPAs e outras unidades da rede pública de saúde, facilitando o encaminhamento e a identificação precoce dos pacientes que podem se beneficiar desse cuidado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Paciente internada no HRT celebra aniversário de 18 anos do filho no hospital
A celebração dos 18 anos é sempre uma ocasião especial. Para João Athos Almeida, a data será inesquecível. A festa-surpresa, realizada na segunda-feira (2), tinha entre as convidadas uma de maior importância: a mãe, Lana Marnie de Lima, 41 anos, paciente da Unidade de Internação Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Lana Marnie e o filho, João, o aniversariante: festa foi até as instalações onde a mãe se encontra internada | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “Ter a festa em um local em que você não espera uma surpresa como essa, junto das pessoas que você ama, é tão perfeito, tão maravilhoso”, comemora o jovem que chegou à maioridade. A reunião de familiares e amigos nas dependências da unidade de saúde foi um presente inesperado para João. Contudo, a ação resultante do trabalho de equipe multiprofissional em conjunto com familiares teve vários dias de preparação. Trabalho em equipe Desde 12 de janeiro, Lana Marnie encontra-se na enfermaria oncológica do HRT para tratamento paliativo de câncer de estômago. Durante os atendimentos da assistência psicossocial, ela falou sobre seu imenso amor pela família. Lana com amigas e a equipe que a assiste no hospital: “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa” Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes” Stephanie Lisboa, chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT O aniversário do filho mais velho se aproximava. Sem poder deixar a internação, Lana acabou sendo presenteada pela equipe, que resolveu fazer o caminho contrário: levar a festa até ela. “Dentro da nossa unidade trabalhamos esse cuidado integral com o paciente e com a família”, lembra a chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT, Stephanie Lisboa. “Durante os momentos mais delicados, nosso cuidado não é apenas uma intervenção específica feita no leito”, explica. “Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes.” Entre bolo, doces, suco e decoração, a alegria foi o ingrediente mais notável da festa. “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa”, declarou a paciente. [LEIA_TAMBEM] Cuidados paliativos O atendimento em cuidados paliativos é oferecido pelas unidades hospitalares da rede pública de saúde do Distrito Federal. A assistência é multiprofissional, podendo contar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. O principal objetivo é promover a qualidade de vida dos pacientes, considerando seus valores e sua biografia. Dessa maneira, o procedimento com cada caso é individualizado, e as condutas são adequadas conforme a proporcionalidade terapêutica e a necessidade do paciente e de sua família. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Equipe do Hospital Regional de Santa Maria realiza sonho de avó em cuidados paliativos
No quarto mês de gestação, Emily da Silva Souza, de 23 anos, acompanha de perto a internação da mãe, que está há 40 dias no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Karina Martins, 44, passa por tratamento para adenocarcinoma, um tipo de câncer de intestino. Moradoras do Recanto das Emas, mãe e filha enfrentam juntas um período delicado, marcado também por esperança e afeto. “Sempre foi meu sonho viver esse momento, mas a internação da minha mãe acabou sendo mais longa do que esperávamos”, relata Emily. Decidida a passar os momentos mais felizes da primeira gestação perto da mãe, a jovem resolveu fazer o chá-revelação no hospital. “Eu só viveria isso se fosse com ela. Com minha mãe internada, não teria sentido fazer longe dela.” Internada no HRSM há 40 dias, Karina Martins (de rosa) pôde participar do chá revelação da sua filha, Emily da Silva Souza, sem precisar sair do hospital | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para que o desejo se realizasse, quem entrou em cena foi a equipe do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa contou com o envolvimento de profissionais de diferentes áreas. Após conhecer a história da paciente e o sonho de participar do chá-revelação do primeiro neto, a médica paliativista Brunna Rezende mobilizou todo o hospital. “É um tipo de câncer menos comum em pessoas jovens e, quando acontece, impacta toda a família. Nosso compromisso é garantir que, apesar da gravidade da doença, a paciente seja cuidada como pessoa. A internação e o diagnóstico não a impedem de viver tudo o que faz parte da sua trajetória”, destaca. A terapeuta ocupacional Letícia Albuquerque Félix ajudou a organizar e transformar o ambiente hospitalar. “A terapia ocupacional busca promover qualidade de vida, autonomia e vivências significativas. Por isso, organizamos tudo para garantir um momento seguro, respeitando os limites físicos e emocionais da paciente”, explica a profissional. Balões cor-de-rosa anunciaram a chegada de Esther, a primeira filha de Emily da Silva Souza A revelação Entre balões, sorrisos e lágrimas de emoção, o anúncio surpreendeu a futura mamãe. “Eu estava convencida de que esperava um menino”, revela Emily. Mas quem vai chegar é Esther. A emoção tomou conta de toda a equipe e, principalmente, da futura vovó. “É meu primeiro neto, e só tenho a agradecer a Deus. Eu disse para ela fazer o chá em casa, do jeito que sempre sonhou, mas ela não quis. Então, a equipe do hospital acolheu a ideia e ajudou para que acontecesse”, conta Karina. No centro obstétrico do HRSM, Karina pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater Para a enfermeira paliativista Léia Lima, ações como essa reforçam a essência dos cuidados desse segmento. “É um cuidado centrado na pessoa, não no diagnóstico. A Karina está em tratamento, está viva e mantém sua história e seus vínculos. O cuidado paliativo também envolve humanização, respeito e valorização”. Ao final do chá-revelação, Emily e a mãe seguiram para o centro obstétrico do HRSM, onde a avó pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Direitos dos pacientes e acolhimento emocional marcam o 2º dia do Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria
No segundo dia do Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), profissionais de saúde, estudantes, familiares e convidados se reuniram para trocar experiências e aprofundar conhecimentos sobre práticas que promovem dignidade e qualidade de vida aos pacientes. O auditório da unidade recebeu um público expressivo, atento às discussões e interessado em ampliar sua compreensão sobre o cuidado integral. A abertura ficou a cargo da enfermeira paliativista e idealizadora do simpósio, Léia Lima, que leu uma carta emocionante escrita pela família de um paciente do Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia. Repleta de gratidão, a mensagem destacou o acolhimento, a sensibilidade e a dedicação da equipe de cuidados paliativos durante o tratamento e a fase final de vida do paciente, emocionando todos os presentes. Auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebeu um público expressivo, atento às discussões e interessado em ampliar sua compreensão sobre o cuidado integral | Fotos: Divulgação/IgesDF A programação contou com palestras que abordaram temas essenciais da assistência paliativa. A advogada Nelma Melgaço falou sobre os direitos dos pacientes e diretivas antecipadas. Em seguida, o enfermeiro Raphael Santiago apresentou a hipodermóclise como alternativa viável para o controle de sintomas. Encerrando a tarde, a psicóloga Juliana Siquinelli discutiu o sofrimento emocional nos cuidados paliativos, destacando abordagens terapêuticas que promovem conforto e acolhimento. Entre os participantes estava Noemy Santiago, estudante de enfermagem, que compartilhou o quanto a temática desperta seu interesse. “É uma área que me chama muita atenção, tanto que foi o tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), voltado ao cuidado de idosos com demência avançada. É uma área em que pretendo atuar futuramente”, conta. Noemy também destacou a importância do papel da enfermagem nesse tipo de cuidado. “Muitos não percebem o quanto o enfermeiro está presente, acompanhando cada etapa do paciente, observando, cuidando e desenvolvendo ações que fazem toda a diferença tanto para ele quanto para a família”, explica. Léia Lima: “Durante os dois dias, o auditório permaneceu cheio e a transmissão pela internet bateu recorde de visualizações. Isso mostra o quanto as pessoas querem compreender melhor os cuidados paliativos" O simpósio também foi transmitido virtualmente pelo canal do IgesDF no YouTube, ampliando o alcance das discussões. Segundo Léia Lima, a grande adesão reforça o interesse e a necessidade de debater o tema. “Durante os dois dias, o auditório permaneceu cheio e a transmissão pela internet bateu recorde de visualizações. Isso mostra o quanto as pessoas querem compreender melhor os cuidados paliativos. É muito gratificante ver esse movimento de aprendizado se fortalecendo entre profissionais e comunidade”, destaca. Ao final, os palestrantes abriram espaço para perguntas e troca direta com o público, encerrando o dia com reflexões sobre empatia, escuta ativa e valorização da vida e sorteio de brindes, reafirmando o compromisso do HRSM com um cuidado humanizado e integral. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)
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