Veja como agir caso um incêndio florestal se aproxime de sua residência
Quem mora perto de áreas de vegetação precisa ficar atento aos incêndios florestais, principalmente quando as chamas começam a se aproximar de casas ou propriedades rurais. Nessa situação, a orientação é ligar para o 193 e seguir as instruções das equipes. Ao ligar, informe onde está o fogo. Diga o endereço ou um ponto de referência próximo. Também é importante explicar para onde as chamas estão avançando e se há pessoas, veículos ou outras estruturas ameaçadas. Não é preciso chegar perto do incêndio para passar essas informações. Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas. Não é preciso chegar perto do incêndio para passar as informações ao socorro | Foto: Arquivo/Agência Brasília Não tente apagar o fogo Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas Mesmo um foco pequeno pode crescer rapidamente. Por isso, é recomendado que moradores não tentem combater o incêndio por conta própria, principalmente quando há vento, vegetação alta e seca ou muita fumaça. O risco é grande porque o fogo pode mudar de direção rapidamente. A vegetação seca também facilita a propagação das chamas. A prioridade é a segurança das pessoas. Além disso, a fumaça também pode ser perigosa. Ela pode chegar a casas e vias públicas e reduzir bastante a visibilidade. Quem estiver dirigindo deve diminuir a velocidade e redobrar a atenção. Se a visibilidade estiver muito baixa, o motorista deve evitar o trecho quando isso for possível e seguro.
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PMDF realiza instrução de resgate de animais vítimas de incêndios florestais
A Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), realizou na tarde dessa quarta-feira (30) uma instrução especializada em Resgate Operacional de Animais Vítimas de Incêndios Florestais, direcionada aos 27 alunos do 31º Curso de Combate a Incêndio Florestal do CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal). [LEIA_TAMBEM]A capacitação ocorreu nas dependências do BPMA e teve como foco o aperfeiçoamento técnico dos alunos no atendimento a ocorrências envolvendo fauna silvestre em risco, especialmente em cenários de queimadas e incêndios de grandes proporções, comuns durante o período de estiagem no Distrito Federal. A iniciativa reforça a integração entre as forças de segurança e meio ambiente, ampliando a capacidade de resposta às emergências ambientais e contribuindo diretamente para a proteção da biodiversidade regional, além de refletir na segurança, saúde pública e bem-estar da população do DF. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Incêndios florestais e riscos químicos: pesquisa avalia impacto da fumaça na saúde dos bombeiros do DF
Com a intensificação e maior frequência dos incêndios florestais no Distrito Federal, um estudo fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está investigando os riscos químicos aos quais os bombeiros militares estão expostos durante o combate ao fogo. O projeto, intitulado “Avaliação de risco químico para bombeiros militares por exposição à fumaça em incêndios florestais no Distrito Federal”, é conduzido pela professora Eloísa Dutra Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo, e foi selecionado pelo edital Demanda Espontânea (2022). Estudo visa contribuir para protocolos de segurança e políticas públicas com foco na saúde dos bombeiros militares | Foto: Divulgação/CBMDF A pesquisa é inédita no Brasil por avaliar a exposição dos bombeiros em condições reais de combate ao fogo, um desafio que coloca esses profissionais em contato direto com substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas. O estudo busca gerar dados concretos para embasar protocolos de segurança e políticas públicas voltadas à saúde ocupacional desses trabalhadores. Trajetória e motivação Com uma carreira consolidada na área da toxicologia, Eloísa Dutra Caldas é professora titular do Departamento de Farmácia da UnB desde 1997 e uma das principais referências no país em toxicologia ocupacional. Formada em química e mestre em química analítica pela UnB, fez doutorado em química ambiental pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com foco nos impactos de substâncias químicas na saúde humana. Há mais de 20 anos, coordena pesquisas que avaliam riscos e exposição a contaminantes, sempre com o objetivo de proteger a saúde de trabalhadores em situações críticas. A proposta do estudo nasceu a partir da experiência do bombeiro militar Fausto Jaime Miranda de Araújo, doutorando em ciências da saúde na UnB. Graduado em agronomia e com mestrado em toxicologia alimentar, Fausto sempre esteve envolvido em projetos de pesquisa, mas foi sua vivência no Corpo de Bombeiros que acendeu o alerta para a falta de medidas preventivas no combate a incêndios florestais. O bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo usa máscara respiratória e coletor de amostras para análise das partículas presentes na fumaça, logo após o combate ao incêndio | Foto: Fausto Jaime/Projeto de Avaliação de Risco Químico “Desde o início do meu trabalho na corporação, percebi que a exposição à fumaça é um problema grave, especialmente nos incêndios florestais, onde muitas vezes não usamos nem máscaras de proteção. O poder público não tem dado a atenção devida a esse risco; e, com as mudanças climáticas, os incêndios tendem a aumentar”, explica. Além da experiência prática, Fausto também se especializou em engenharia de segurança do trabalho, o que fortaleceu sua compreensão sobre os perigos invisíveis que cercam os bombeiros. Para ele, este é um problema de saúde pública global: “Somente recentemente a comunidade científica começou a dar atenção à proteção dos bombeiros florestais. O cenário mundial, com incêndios cada vez mais intensos e frequentes, reforça a urgência de pesquisas como a nossa”. O que a fumaça revela: substâncias tóxicas e desafios de análise [LEIA_TAMBEM]As primeiras análises indicam a presença de poluentes altamente tóxicos, como benzeno, tolueno, xileno, etilbenzeno, formaldeído, acroleína e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) — compostos reconhecidos por causar sérios danos ao organismo, incluindo doenças respiratórias e câncer. Em várias amostras, os níveis detectados ultrapassaram em muito os limites ocupacionais recomendados, chegando a ser centenas de vezes maiores, no caso do benzeno. Coletar essas informações em condições reais de combate ao fogo foi um desafio à parte. Para garantir dados fiéis à realidade, a equipe desenvolveu um sistema de monitoramento com bombas de coleta instaladas nos uniformes dos bombeiros, exigindo grande logística e apoio do Corpo de Bombeiros. Mais de 100 tentativas em diferentes focos de incêndio foram necessárias para obter 35 amostras válidas, revelando o quão complexa é a tarefa de mensurar a exposição a substâncias invisíveis no calor do combate. Impacto e próximos passos Mais do que um avanço científico, o estudo tem um papel social evidente: proteger a saúde dos bombeiros e, indiretamente, da população exposta à fumaça. Os resultados preliminares reforçam a necessidade urgente de medidas como o uso de equipamentos de proteção respiratória adequados, algo que ainda não é rotina na corporação. A equipe agora está na fase de análise detalhada dos dados e na preparação de artigos científicos. Também está prevista uma nova etapa com a coleta de material biológico, como amostras de urina, para avaliar de forma ainda mais precisa os impactos da exposição química no organismo dos bombeiros. Com apoio da FAPDF, a pesquisa busca transformar esses resultados em recomendações práticas e políticas públicas, contribuindo para protocolos de segurança mais rigorosos e ações de prevenção que beneficiem não apenas a corporação, mas toda a população do DF, que também sofre os efeitos da fumaça durante os períodos de queimadas. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Mais de cem militares, 12 viaturas e aeronave atuam no combate ao incêndio no Guará
Mais de cem militares do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) trabalham no combate às chamas que atingem o Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Com o emprego de 12 viaturas e uma aeronave, os bombeiros atuam no local desde às 11h deste sábado (5). A suspeita é de que o incêndio tenha sido causado de forma criminosa. “Há indícios de que uma pessoa tenha colocado fogo na área. O incêndio estava controlado e de repente começou a surgir um novo foco. Um suspeito foi preso, em flagrante, ateando fogo na região”, relatou o comandante operacional do CBMDF, coronel Pedro Anibal. A suspeita é de que o incêndio tenha sido causado de forma criminosa | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo o militar, o local abriga pessoas que trabalham com materiais recicláveis, que servem de combustão para o alastramento das chamas. “Ali tem muito catador que armazena pneu, plástico e papelão, por exemplo, por isso a gente vê uma fumaça mais escura”, esclareceu o coronel Anibal. No momento, as equipes continuam trabalhando para controlar as chamas e erradicar os focos de incêndio. “É uma região mais delicada para atuarmos justamente pela quantidade de materiais recicláveis e pelo tipo de vegetação também, considerada mais alta e com muito capim exótico. Tudo isso provoca chamas muito altas”, conclui o coronel.
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