Espaço de Leitura do programa Um DF que Lê estimula o contato com livros
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) inaugurou o Espaço de Leitura, iniciativa que integra o programa Um DF que Lê. Localizado no mezanino da entrada principal da sede do órgão, o ambiente oferece aos servidores e visitantes um acervo vasto composto por obras de autores consagrados e estreantes, pertencentes a diferentes gêneros literários. A ação é voltada para a promoção do livro e para a formação de leitores no âmbito da rede pública de ensino. Com proposta acolhedora e funcional, o Espaço de Leitura foi pensado para ampliar o acesso a diferentes tipos de literatura e materiais técnicos, além de incentivar ações culturais e pedagógicas voltadas a professores, profissionais da educação e à comunidade em geral. O acervo com mais de 800 obras é formado, principalmente, por doações de servidores e reúne gêneros diversos, como literatura infantojuvenil, romances, ficção, quadrinhos e obras técnicas da própria Secretaria de Educação, além de títulos de autores locais. A servidora da Gerência de Evolução Funcional (Gevof), Thaise da Costa Freitas, aprovou a ideia. “Com a crescente digitalização e a consequente diminuição do contato com livros impressos, esta iniciativa é particularmente importante, pois nos proporciona a oportunidade de revisitar e valorizar o livro, permitindo-nos imergir na história e cultivar a imaginação, algo que considero fundamental”, declarou. Localizado no mezanino da sede da SEEDF, o Espaço de Leitura é composto por um acervo com mais de 800 títulos e engloba vários gêneros literários | Foto: André Amendoeira/SEEDF O ambiente também foi planejado para receber atividades como oficinas, palestras e debates sobre livros, em consonância com os objetivos do programa Um DF que Lê, que busca fortalecer práticas de mediação de leitura e ampliar a circulação do conhecimento dentro da rede pública. Para a titular da Gerência das Políticas da Leitura, do Livro e das Bibliotecas (Gplei), Anelise Tonel Barcelos, o espaço representa uma ação estratégica dentro das políticas educacionais da pasta. “O Espaço de Leitura, no âmbito do Programa Um DF que Lê, constitui ação estratégica voltada à promoção do livro, da leitura e da formação de uma cultura leitora no ambiente institucional, em consonância com as diretrizes pedagógicas da rede pública de ensino e com as políticas públicas de incentivo à leitura. A iniciativa reafirma o compromisso da SEEDF com a valorização da leitura, da escrita e das expressões educacionais e artísticas, promovendo o acesso à cultura, estimulando a formação de leitores e incentivando a produção literária de autores locais”, afirmou. Conheça o espaço O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Ele é aberto a servidores, visitantes e à comunidade. No caso do público externo, a leitura é realizada exclusivamente no local. Já os servidores podem realizar empréstimos de obras, com prazo inicial de 15 dias, renovável por igual período. Além disso, o local dispõe de uma mesa de estudos individual com computador, mesas coletivas e pode ser utilizado para reuniões mediante agendamento, conforme regras disponíveis no repositório do programa. A SEEDF informa ainda que o acervo pode ser ampliado por meio de doações, desde que os materiais estejam em bom estado de conservação e se enquadrem nos gêneros aceitos pelo espaço: educação, ficção, poesia, literatura brasileira, infantojuvenil, entre outros. Participante de dois clubes de leitura, a servidora Lívia Barros ressaltou a diversidade de gêneros literários como um dos pontos fortes da iniciativa. “Eu adoro ler, faço parte de clubes de livros. Então, ter esse espaço com obras tão ecléticas, com um acervo diversificado, dentro do meu espaço de trabalho, me deixou muito satisfeita e orgulhosa”, disse. O catálogo completo do Espaço de Leitura pode ser conferido clicando aqui. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Unidades prisionais do DF recebem 7.311 obras literárias
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) entregou 7.311 livros para o Centro Educacional (CED) 01 de Brasília, instituição educacional responsável pelo atendimento educacional no sistema prisional. A aquisição dessas obras visa a possibilitar a ampliação da Política de Remição de Pena pela Leitura, composta por 400 títulos atualmente e realiza cerca de 32 mil atendimentos por ano, em oito unidades prisionais. A política pública é uma cooperação mútua entre a Secretaria de Educação, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), a Polícia Militar (PMDF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), estabelecida pela Portaria Conjunta n° 11, de setembro de 2022. Começou como projeto Ler Liberta em 2018, e a meta é alcançar, anualmente, até 10% das pessoas privadas de liberdade nos estabelecimentos penais do sistema penitenciário. A diretora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da SEEDF, Lilian Sena, destacou: “Garantir o acesso aos livros literários às pessoas privadas de liberdade é uma responsabilidade da gestão pública e um compromisso da Secretaria de Educação com o direito à aprendizagem e à inclusão social. A aquisição de obras literárias nesse contexto fortalece a Educação de Jovens e Adultos e contribui para ampliar oportunidades de formação, reflexão e reintegração social”. A política prevê que, para cada obra lida, a pessoa privada de liberdade reduza quatro dias de pena, podendo chegar a um total de 40 dias de remição pela leitura por ano. São dez ciclos de leitura, compostos por 21 dias para o custodiado realizar a leitura do livro e, posteriormente, até dez dias para a produção de um relatório de leitura em que o participante deve apresentar clareza do texto, conforme tema e assunto da obra lida. Atualmente, a Secretaria de Educação disponibiliza 230 profissionais de educação para o Centro Educacional 01 de Brasília. Esses profissionais atuam na Educação de Jovens e Adultos e na remição de pena pela leitura. São 21 professores que atuam exclusivamente nessa política. Em 2025, foram realizados 31.765 atendimentos. Mais de sete mil obras literárias foram entregues, na primeira semana de março, para pessoas privadas de liberdade | Foto: Patrícia Galieta/SEEDF A supervisora da Política de Remição de Pena da SEEDF, Patrícia Galieta, explica a importância da leitura na busca pela dignidade da pessoa humana. “A remição pela leitura contribui para o desenvolvimento intelectual dos leitores, que aprendem por meio da experiência do autor e se apropriam de conhecimentos produzidos ao longo da história da humanidade, tornando-se, assim, pessoas mais aptas à reflexão e ao enfrentamento dos desafios da vida em sociedade. Nesse sentido, a literatura influencia diretamente na construção e na evolução do ser humano, favorecendo a promoção de diversos direitos, entre eles o respeito à dignidade da pessoa humana. Além disso, para muitos, os livros representam liberdade, não só pela remição de pena, mas pela possibilidade de transcender as grades por meio do pensamento, da imaginação e dos sonhos despertados pela leitura, já que o ser humano se relaciona com o mundo a partir das múltiplas formas de interpretar o que lê”. A participação dos custodiados ocorre de forma voluntária, obedecendo alguns critérios, como o nível de escolaridade, mediante inscrição. Plano Distrital Para definir a oferta de educação básica e de práticas sociais não escolares para pessoas em situação de prisão nos estabelecimentos penais, a SEEDF e a Seape/DF definiram, em maio de 2025, o Plano Distrital de Educação para Pessoas Privadas de Liberdade do Sistema Prisional, com validade para o ciclo 2025-2028. O plano define o conjunto de políticas públicas a serem implementadas nas unidades prisionais, com o objetivo de garantir o direito à educação formal, não formal, qualificação profissional e ações culturais e esportivas a pessoas em situação de prisão. A medida está em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, com o Plano Nacional de Educação e com as normativas do Conselho Nacional de Justiça. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Projeto leva incentivo à leitura para estudantes da zona rural de Ceilândia
Crianças e alunos da Escola Boa Esperança, localizada na área rural de Ceilândia, tiveram um dia especial de aprendizado fora da sala de aula. Nesta quarta-feira (1º), em meio às árvores do Núcleo Rural, a Administração Regional de Ceilândia, em parceria com a Emater-DF e a Biblioteca Pública de Ceilândia, realizou uma ação voltada ao incentivo à leitura. A programação foi desenvolvida nos turnos matutino e vespertino, alcançando estudantes do ensino fundamental e da escola-classe, que participaram de atividades educativas e culturais em contato direto com a natureza. Durante o evento, foram entregues aproximadamente 280 publicações — desde gibis e títulos infantis até obras infantojuvenis — para compor o acervo da escola e apoiar os estudantes em sua formação. As doações vieram de contribuições recebidas pela Biblioteca Pública de Ceilândia ao longo do último ano e fazem parte do projeto Biblioteca Sem Fronteiras e Miniteca, que busca ampliar o acesso à leitura em regiões mais afastadas. O coordenador da Escola Boa Esperança, Ednaldo Paulino, ressaltou o impacto da ação, além da iniciativa representar um avanço pedagógico para os alunos. “O projeto da distribuição de livros e a importância para as escolas rurais é fundamental para ajudar na leitura dos estudantes e auxiliar no trabalho pedagógico dos professores. A doação só tem a colaborar para os projetos da escola”, agradeceu o professor. Durante o evento, foram entregues aproximadamente 280 publicações — desde gibis e títulos infantis até obras infantojuvenis — para compor o acervo da escola e apoiar os estudantes em sua formação | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia A gerente rural da Administração de Ceilândia, Ana Paula Nery Rosado, destacou a importância da ação conjunta entre órgãos públicos. “Atividades educativas como a que realizamos hoje são importantes para despertar nas crianças o prazer e o hábito de leitura, bem como promover o acesso ao livro. Além disso, o trabalho realizado entre órgãos e setores diferentes, como neste caso a Administração Regional de Ceilândia, Biblioteca Pública da Ceilândia e Emater-DF, é de extrema relevância, visto que permite a união de esforços, recursos e competências que, isoladamente, seriam limitados”, explicou. Para Pollyanna Souza, coordenadora da Biblioteca Pública de Ceilândia, reforçou o papel social da iniciativa. “O papel da biblioteca é incentivar a leitura para todos. Como o Núcleo Rural fica mais distante, esse projeto itinerante leva contação de histórias para as crianças e palestras para os alunos maiores, garantindo que esse público também seja beneficiado”, disse a coordenadora. Kelly Eustáquio, bibliotecária da Emater-DF, lembrou a importância de aproximar os livros das comunidades rurais. “Na área rural, as pessoas têm pouco acesso aos livros, por isso esse projeto é importante. Temos que estar mais próximos dessas comunidades que não têm acesso fácil às bibliotecas públicas do DF”, ressaltou a bibliotecária. Com a entrega, a comunidade escolar passa a contar com novos recursos para enriquecer o aprendizado e fortalecer o hábito da leitura entre crianças e adolescentes do Núcleo Rural de Ceilândia. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Dos livros às festas populares: apoio do GDF transforma a cultura da capital
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) é uma instituição que vai muito além de organizar shows ou exposições: ela é um pilar fundamental para preservar memória, fomentar talentos, promover diversidade cultural e gerar emprego e renda para milhares de brasilienses. De acordo com o titular da pasta, Claudio Abrantes, a Secec-DF é mais do que uma secretaria: é agente de transformação. “Funciona como ponte entre recursos públicos, iniciativa privada, artistas e o cidadão. Seu trabalho molda o presente da cultura brasiliense — e planta sementes para um futuro em que cultura, identidade e democracia estejam mais entrelaçadas”, ressaltou. Para quem passa pela cidade, mesmo sem notar — nos livros que lê, no museu que visita, no teatro reformado — muitos benefícios que hoje parecem invisíveis são frutos de programas, editais e políticas cujos reflexos ecoam na vida de muitos. De acordo com o titular da pasta, Claudio Abrantes, a Secec-DF é mais do que uma secretaria: é agente de transformação | Fotos: Divulgação/Secec-DF Veja o que a Secec-DF oferece: Apoio a projetos culturais A Secec-DF mantém diversos programas de incentivo cultural, entre eles o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o Programa de Incentivo Fiscal à Cultura (LIC), os Termos de Fomento e o Programa Conexão Cultura DF. Esses mecanismos permitem que artistas, coletivos e produtores culturais realizem desde pequenas iniciativas locais até projetos maiores com circulação nacional e internacional. Espaços culturais sob gestão própria A Secec-DF administra espaços que são vitais para fruição, aprendizado e convivência cultural, como a Biblioteca Pública de Brasília, a Biblioteca Nacional de Brasília, museus, galerias, centros culturais, entre outros. Esses espaços oferecem não apenas acervo e eventos, mas também atividades educativas, leitura, pesquisa e acesso gratuito para a população. Preservação do patrimônio físico e imaterial Investimentos regulares têm sido feitos para manter e recuperar bens culturais, garantir segurança, acessibilidade e preservar acervos culturais. Exemplos são obras no Memorial dos Povos Indígenas, sinalização, sistemas de combate a incêndio, iluminação, reformas em equipamentos culturais e restauro de espaços importantes. A Secec-DF mantém diversos programas de incentivo cultural, entre eles o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) Impactos positivos para a sociedade brasiliense Descentralização e acesso democrático à cultura A Secec-DF tem buscado levar ações culturais e recursos para além do Plano Piloto, contemplando diversas regiões administrativas (RAs). Editais próprios têm linhas específicas que favorecem a interiorização das oportunidades. Espaços culturais são mantidos em regiões diversas, oferecendo acesso facilitado para quem mora longe do centro de Brasília. Políticas de formação, educação e identidade Além de entretenimento, a Secec-DF investe em programas de formação, leitura, educação patrimonial e cultural, inclusão, ações afirmativas, celebrações culturais locais (festivais, cultura popular, manifestações artísticas regionais) que ajudam a fortalecer a identidade brasiliense. Programas institucionalizados, como o Concertos Didáticos, visam integrar escolas e espaços culturais no processo de ensino, sensibilizando novos públicos. Programas de incentivo mais importantes · LIC (Lei de Incentivo à Cultura): permite que empresas destinem parte do ICMS ou ISS para patrocinar projetos culturais aprovados, com regras definidas para inscrição, execução e prestação de contas. Em 2025, há um valor de mais de R$ 14 milhões destinado a esse programa. · Conexão Cultura DF: edital contínuo que apoia circulação cultural, intercâmbio, capacitação, residências artísticas, participação em eventos nacionais e internacionais. · FAC (Fundo de Apoio à Cultura): um dos principais instrumentos, com editais diversos, apoio direto (a fundo perdido), recolhimento e destinação de recursos públicos para agentes culturais, linguagem plural e ações descentralizadas. · PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura): fomenta a cultura de forma contínua (não emergencial), com repasses federais para estados, DF e municípios, para apoiar trabalhadores da cultura, entidades, coletivos, pessoas físicas/jurídicas, em diferentes manifestações culturais. No caso da PNAB-DF, há um Plano de Aplicação de Recursos (PAR) anual, aprovado com participação cultural, consulta pública, que define metas, valores, atividades. · LPG (Lei Paulo Gustavo): criada durante a pandemia para mitigar impactos no setor cultural, ao mesmo tempo em que é usada como mecanismo de fomento cultural federal. Para a LPG, o DF recebeu recursos para distribuir entre editais culturais (audiovisual e demais áreas). Há uso de cotas afirmativas e inclusão de grupos minoritários no DF sob a LPG para garantir equidade. Além de entretenimento, a Secec-DF investe em programas de formação, leitura, educação patrimonial e cultural, inclusão, ações afirmativas, celebrações culturais locais Por que a Secec-DF é essencial mesmo quando “não se vê”? Mesmo que algumas ações da Secec-DF passem despercebidas no dia a dia, seus efeitos são estruturais: · Manter bibliotecas funcionando, museus abertos, acervos preservados: são serviços públicos que sustentam cultura, memória, leitura e aprendizagem. · Declarar editais, financiar projetos locais e decidir quem pode participar: isso garante que a cultura seja plural, representativa, diversa - e não apenas centralizada. · Possibilitar renda para artistas, artesãos, técnicos culturais, fornecedores de serviços culturais: quando um show acontece, quando um livro é lançado, quando uma oficina é ofertada, centenas de pessoas entram em ação. · Fomentar identidade, autoestima e pertencimento: quando jovens veem a sua cultura reconhecida, quando tradições populares são valorizadas, quando cultura local entra na sua região — isso muda a forma como se vê o lugar onde vive. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
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