Encontro de mães atípicas fortalece diálogo e acolhimento às famílias no DF
A Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis) promoveu, nesta quinta-feira (25), o II Encontro de Mães Atípicas, reafirmando o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão, ao acolhimento e ao cuidado das famílias atípicas. Liderado pela consultora-chefe da Ceiis, Adriana Pinheiro, o encontro proporcionou um espaço de escuta qualificada, diálogo e troca de experiências entre mães que vivenciam diariamente os desafios do cuidado com filhos atípicos. A programação contou com a participação das subsecretárias de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, e de Ações Temáticas, Dayanne Timóteo, que ouviram de perto os relatos, demandas e necessidades apresentadas pelas participantes. O momento também permitiu a troca de informações sobre serviços públicos, políticas de apoio e caminhos para o fortalecimento da rede de atendimento às famílias. Durante o encontro, as mães compartilharam experiências relacionadas aos desafios do acesso aos serviços de saúde, inclusão, desenvolvimento infantil e suporte emocional, contribuindo para a construção de um diálogo mais próximo entre o poder público e a população. O encontro proporcionou um espaço de escuta qualificada, diálogo e troca de experiências entre mães que vivenciam diariamente os desafios do cuidado com filhos atípicos | Foto: Divulgação/Ceiis Adriana Pinheiro destacou a importância de criar espaços permanentes de escuta: "Quando ouvimos quem vive essa realidade todos os dias, conseguimos compreender melhor suas necessidades e construir políticas públicas mais humanas, acolhedoras e eficientes. Nosso compromisso é fortalecer esse diálogo e ampliar a rede de apoio às famílias atípicas". A iniciativa integra as ações da Ceiis voltadas à promoção da inclusão social, da cidadania e da articulação entre diferentes áreas do GDF, buscando aproximar os serviços públicos das necessidades reais da população. O II Encontro de Mães Atípicas reforça o compromisso da Ceiis em promover espaços de acolhimento e participação social, reconhecendo que a escuta ativa é um passo essencial para a construção de políticas públicas mais eficazes e sensíveis às diferentes realidades das famílias do Distrito Federal. *Com informações da Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis)
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Mães atípicas ganham apoio em capacitação com famílias de crianças com síndrome de Down
A Secretaria da Mulher (SMDF) esteve presente, nesse sábado (18), na Capacitação Pedagógica para Mães de Crianças com Síndrome de Down. O evento reuniu cerca de 100 participantes em um espaço de escuta, troca de experiências e construção de propostas para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mães atípicas no DF. A governadora Celina Leão também participou da agenda e destacou o compromisso da gestão com o cuidado integral das famílias e o fortalecimento da rede de apoio | Foto: Divulgação/SMDF Promovido pelo Instituto Ápice Down, que completa 22 anos de atuação, o encontro contou com a participação da secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Ao longo do dia, foram debatidas demandas e apresentados avanços importantes, como a consolidação do programa Mães Mais que Especiais como política permanente no Distrito Federal. A governadora Celina Leão também participou da agenda e destacou o compromisso da gestão com o cuidado integral das famílias e o fortalecimento da rede de apoio, ressaltando a importância de políticas públicas que garantam suporte às mulheres que exercem o cuidado diário. Outro destaque foi o anúncio da implantação da Casa da Mãe Atípica, no Parque da Cidade. O espaço será voltado ao acolhimento, orientação e apoio às mães. “Estamos avançando com políticas estruturantes, que olham para a realidade dessas mulheres. A Casa da Mãe Atípica será um marco, um espaço pensado para oferecer suporte, escuta e oportunidades”, ressaltou a secretária. Durante a capacitação, as participantes também apresentaram sugestões para o aprimoramento dos serviços, como a ampliação do passe livre para mães atípicas, a agilização na concessão de redução de carga horária para servidoras públicas que cuidam de filhos com deficiência e a criação de um transporte acessível entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade. O evento ainda destacou o projeto Mãe Rara, estruturado nos eixos de escuta, capacitação e acolhimento. A iniciativa recente já apresenta resultados importantes ao promover ações voltadas ao fortalecimento emocional, à qualificação e ao suporte contínuo às mães atípicas. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)
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Mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência podem contar com terapia comunitária
A manhã do último sábado (17) marcou a vida de mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições que exigem uma atenção especial em termos de saúde e desenvolvimento. A equipe multiprofissional do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ofereceu terapia comunitária para mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência (PcDs). A enfermeira Maria Freitas faz parte do grupo: “Aqui eu encontrei pessoas engajadas neste propósito de acolher e ajudar pessoas com necessidades especiais” | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A programação teve início em abril, durante o mês de conscientização sobre o autismo. Este segundo encontro mensal, realizado no auditório da unidade hospitalar, teve como foco o fortalecimento emocional. Um dos destaques foi a palestra “Esvazie sua mochila”, proferida pela psicóloga e técnica em enfermagem Kisla Veiga. O projeto é coordenado pela cirurgiã-dentista Andréia Aquino, que atua no Centro de Especialidades Odontológicas do HRT como especialista em PcDs. “Eu vi essa oportunidade de oferecer para as famílias algo além do que eu ofereço como dentista”, relata. “O nosso trabalho requer que a gente saia do nosso 'quadradinho’”. [LEIA_TAMBEM]Cuidando de quem cuida A proposta desses encontros mensais é oferecer uma oportunidade de cuidado integral e de troca de experiências e conexões com outros cuidadores, bem como um ambiente de partilha de informação e orientação especializada. “Tem sido a realização de um sonho”, complementa a cirurgiã-dentista. Uma das integrantes do grupo é a enfermeira Maria Freitas, mãe do adolescente Igor, 15 anos, que tem paralisia cerebral. “Aqui eu encontrei pessoas engajadas neste propósito de acolher e ajudar pessoas com necessidades especiais”, afirma. Os encontros ocorrem mensalmente, ao longo de todo o ano. Em cada oportunidade, um novo tema é apresentado por um profissional especializado. O trabalho é realizado de forma voluntária e conta com o apoio de diversos parceiros. Para participar, é necessário inscrever-se por meio de formulário divulgado previamente no perfil do grupo nas redes sociais. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Samambaia recebe projeto que acolhe mães atípicas com atividades inclusivas e cursos profissionalizantes
Samambaia é a quarta região administrativa do Distrito Federal a receber o projeto Mães mais que Especiais, que começou no dia 7 deste mês e vai até sábado (12), com acesso das moradoras da região a diversos serviços públicos gratuitos no Centro Urbano Samambaia Sul. Desenvolvido pela Secretaria da Mulher (SMDF) em parceria com o Instituto Cultural Social do Distrito Federal (INCS), a ação oferece uma abordagem itinerante voltada para mães e cuidadoras de crianças neuroatípicas ou com deficiência, promovendo saúde integral, autonomia econômica, educação, cultura, lazer e desenvolvimento social. “É um projeto que cuida de quem cuida. As mães atípicas ou de filhos com deficiência precisam contar com o apoio do Estado para se desenvolverem em busca de uma vida plena e poderem cuidar de seus filhos” Celina Leão, vice-governadora do DF Pioneira no Brasil, a proposta foi idealizada para apoiar mulheres que lidam com a tripla jornada de trabalho, cuidados domésticos e o papel de cuidadoras integrais. Além disso, a iniciativa também acende um alerta sobre a violência doméstica. Durante os sete meses de execução, o projeto oferece uma ampla gama de serviços, como atendimentos de saúde, capacitações em diversas áreas, atividades culturais, orientação jurídica, além da distribuição de materiais informativos e exibição de vídeos e palestras educativas. O programa ocorre em Samambaia até sábado (12), oferecendo capacitações, atendimentos de saúde, atividades culturais e orientação jurídica, entre outros serviços | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “É um projeto que cuida de quem cuida. As mães atípicas ou de filhos com deficiência precisam contar com o apoio do Estado para se desenvolverem em busca de uma vida plena e poderem cuidar de seus filhos. Para isso, levamos ações que promovem a saúde integral, a autonomia financeira, a educação, assim como a cultura, o lazer e o desenvolvimento social, aspectos importantes que todas têm direito a acessar”, declarou a vice-governadora do DF, Celina Leão. “Aqui cuidamos das crianças enquanto as mães se capacitam ou fazem os atendimentos psicológicos, odontológicos ou jurídicos” Sol Montes, coordenadora- geral do projeto A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, reforçou que o projeto é um compromisso da pasta com aquelas que dedicam as vidas ao cuidado e ao amor incondicional. “Queremos fortalecer essas mulheres extraordinárias, oferecendo saúde, acolhimento, formação profissional e autonomia. São mães que merecem ser cuidadas, valorizadas e empoderadas”. Nesta edição as mulheres contam com acesso a trancistas, alongamento de unhas e cílios, fotografia e outros cursos que envolvem logística e redes sociais. A coordenadora-geral do projeto, Sol Montes, afirmou que as turmas sempre enchem e a iniciativa é uma política pública contundente para a inclusão das mães atípicas, que vivem situação de vulnerabilidade social aumentada por não terem com quem deixar os filhos, além de 80% delas criarem os filhos sozinhas. “Aqui a minha filha foi acolhida pela equipe, sei que ela está bem e eu fico também”, diz Soleni Paes Landim, mãe de Ana Laura, diagnosticada com TEA do nível 2 “Elas não conseguem fazer uma formação profissional, um atendimento médico, um autocuidado ou trabalhar autoestima, porque elas simplesmente vivem para os filhos. Aqui cuidamos das crianças enquanto as mães se capacitam ou fazem os atendimentos psicológicos, odontológicos ou jurídicos. As participantes chegam parecendo que estão dentro de uma conchinha e a transformação é impressionante. Estamos começando a diagnosticar o perfil dessas mulheres, entendendo onde elas moram e quais são as principais necessidades delas, além de trabalhar a autoestima e o acesso a direitos que elas às vezes nem sabem que têm”, acentuou. Ser cuidada para cuidar Com uma formação de técnica de enfermagem, a dona de casa Soleni Paes Landim, 44, não consegue exercer a profissão pela rotina intensa voltada para a filha Ana Laura, de 7 anos, que é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 2, onde a criança apresenta dificuldades de se comunicar e interagir. Entre as longas sessões de terapia e a escola de Ana, o tempo que sobra para a mãe é para cuidar das demandas da casa, que a sobrecarregam como mãe solteira. “Essas dicas ajudaram muito, é uma qualidade de vida melhor que a gente oferece quando aprende coisas simples que bastava só uma oportunidade para aprender”, afirma Aline Estefani Nascimento “Desde o diagnóstico, a minha vida ficou voltada para ela. A rotina é bem intensa, quase não tenho tempo para mim e não podemos ir em todos os lugares, porque nossos filhos têm limitações de barulho e manias. Aqui a minha filha foi acolhida pela equipe, sei que ela está bem e eu fico também. Então esse é o meu momento, se a gente não tiver esse tempo, adoecemos. Porque a gente é mãe, mas é mulher, um ser humano, precisamos estar bem em todos os sentidos para cuidar dos filhos. E os nossos precisam de muito mais cuidado que qualquer outra criança, então exige preparo psicológico e físico. Participo de tudo que o governo nos proporciona”, relatou, emocionada. Soleni escolheu uma capacitação no alongamento de cílios ofertado pelo projeto que, além de elevar a autoestima, dará a possibilidade dela ter uma renda extra de maneira autônoma. “Esses cursos que o governo oferece são maravilhosos, porque agregam. Como mãe atípica, a gente não tem muitos horários vagos. Mas temos o momento que os filhos estão na escola e nele vou poder trabalhar até na minha casa e fazer meu horário”. A dona de casa Aline Estefani Nascimento, 36, descobriu o projeto ao passar com o filho pela estrutura montada. Ela ficou encantada com a palestra oferecida no início do evento, com dicas de como lidar com os pequenos. “Meu filho é uma criança mais difícil de lidar, inclusive para escovar os dentes e até para alimentá-lo. Então essas dicas ajudaram muito, é uma qualidade de vida melhor que a gente oferece quando aprende coisas simples que bastava só uma oportunidade para aprender”, revelou. O programa está instalado em Samambaia e ocorre das 8h às 12h e das 14h às 18h de segunda a sexta-feira, e das 8h às 13h no sábado. As atividades itinerantes já foram realizadas em Ceilândia, onde foram atendidas cerca de 660 mulheres; além de Santa Maria e Planaltina com mais de mil atendimentos em cada cidade. As próximas edições serão em São Sebastião, entre os dias 9 e 14 de junho na Quadra 101 Conjunto 08; e em seguida no Sol Nascente/Pôr do Sol, no Setor Habitacional Sol Nascente, VC 311, Trecho II.
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