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SUS oferece vacinas contra principais causadores de meningite no DF

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por diferentes agentes, como bactérias, vírus e fungos. Para proteger a população, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas contra alguns dos principais causadores da doença. Por ter diferentes agentes causadores, a prevenção da meningite envolve diversos cuidados e imunizantes, além daqueles mais diretamente associados à doença, como as vacinas meningocócicas ACWY e C. Manter o calendário vacinal atualizado é uma das principais formas de prevenção. Na rede pública, diferentes vacinas oferecem proteção contra agentes que podem provocar meningite. Veja abaixo. BCG (dose única ao nascer): protege contra as formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa. Pentavalente (três doses, aos 2, 4 e 6 meses): protege contra o Haemophilus influenzae tipo b (HIB), causador de meningite e outras doenças invasivas. Pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) e 10-valente (VPC10): durante o período de transição, o esquema prevê VPC20 aos 2 meses, VPC10 aos 4 meses e reforço com VPC20 aos 12 meses. Os imunizantes protegem contra sorotipos do pneumococo (Streptococcus pneumoniae) relacionados à meningite e a outras infecções. Meningocócica C conjugada: aplicada aos 3 e 5 meses, protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C. Meningocócica ACWY: utilizada como reforço aos 12 meses. Protege contra os sorogrupos A, C, W e Y. Tríplice viral (duas doses, aos 12 e 15 meses): protege contra sarampo, caxumba e rubéola, doenças que podem, em algumas situações, apresentar meningite como complicação. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a vacina meningocócica ACWY é indicada conforme o histórico vacinal: pode ser aplicada em dose única para aqueles que ainda não receberam meningocócica C ou ACWY, ou como reforço para quem já recebeu pelo menos uma dose desses imunizantes. Mesmo entre pessoas vacinadas, ainda podem ocorrer casos de meningite, já que nem todos os agentes causadores são preveníveis por imunização. As vacinas, no entanto, contribuem para reduzir a circulação dos agentes contemplados e o risco de formas graves da doença. As vacinas contribuem para reduzir a circulação dos agentes contemplados e o risco de formas graves da doença | Foto: Divulgação Casos são investigados A meningite é uma doença de notificação compulsória. Isso significa que os casos suspeitos são comunicados aos serviços de vigilância em saúde para investigação e acompanhamento. A partir da identificação do caso e do agente causador, as equipes avaliam quais medidas de controle são necessárias. Dependendo do tipo de meningite e da situação epidemiológica, podem ser adotadas ações como acompanhamento dos contatos próximos e quimioprofilaxia — uso preventivo de medicamentos — para as pessoas com indicação, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão. A ocorrência de casos ao longo do ano é esperada, já que a meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil e no Distrito Federal. A presença de um caso isolado, portanto, não caracteriza necessariamente um surto. Essa avaliação é feita pela vigilância epidemiológica a partir do agente identificado, do local, do período de ocorrência e da existência de vínculo entre os casos. Fique atento aos sintomas Febre, dor de cabeça intensa, vômitos, confusão ou alteração mental, aumento da sensibilidade à luz, convulsões, rigidez de nuca e erupções cutâneas estão entre os sintomas mais comuns da meningite. Diante de sinais compatíveis com a doença, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. A rapidez na busca por atendimento é especialmente importante nos casos de meningite bacteriana, que podem apresentar evolução rápida. Tipos da doença A meningite pode ser provocada por diferentes agentes. Entre as bacterianas, alguns dos principais causadores são Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. As meningites virais são mais frequentes e, em grande parte dos casos, apresentam evolução benigna. Dependendo do vírus envolvido, porém, podem ocorrer complicações. A identificação do agente causador é importante tanto para definir o tratamento do paciente quanto para orientar as medidas de vigilância e prevenção que deverão ser adotadas em relação às pessoas que tiveram contato próximo com o caso. Onde se vacinar As vacinas estão disponíveis em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBSs) distribuídas pelo Distrito Federal. A população pode consultar informações sobre vacinação e os serviços disponíveis neste link ou pelo Disque Saúde 160. Redução de riscos Além da vacinação, alguns cuidados ajudam a reduzir a transmissão de agentes capazes de causar meningite: Lavar as mãos frequentemente; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; Evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; Evitar contato direto com secreções respiratórias e saliva de pessoas doentes.

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Meningite: Distrito Federal não apresenta surto da doença

Não há surto de meningite no Distrito Federal. Até meados de julho, foram registrados dois óbitos de crianças na faixa etária de 1 a 4 anos e os casos notificados estão dentro do padrão, sendo monitorados continuamente pela Vigilância Epidemiológica.  Cada caso notificado é investigado individualmente para identificar o agente causador, avaliar a necessidade de prevenção, controlar e adotar, quando necessárias, ações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. A meningite é uma doença que atua como um processo inflamatório, atingindo as meninges — membranas que envolvem o cérebro — e a medula espinhal. Os sintomas mais comuns são febre, cefaleia intensa (dor de cabeça), vômitos, confusão ou alteração mental, aumento da sensibilidade à luz, convulsões, rigidez na nuca e erupções cutâneas. A melhor forma de prevenir a doença é manter o calendário vacinal atualizado, especialmente das vacinas que protegem contra os principais agentes causadores da meningite bacteriana | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde   Prevenção A melhor forma de prevenir a doença é manter o calendário vacinal atualizado, especialmente das vacinas que protegem contra os principais agentes causadores da meningite bacteriana, além de procurar atendimento médico imediatamente a qualquer sinal de sintomas. Atualmente, o esquema vacinal de rotina inclui o imunizante em duas doses e uma de reforço, sendo: a primeira dose (D1), aos três meses; a segunda (D2), aos cinco meses — ambas da meningocócica C. Na dose de reforço — aos 12 meses — está sendo aplicada a vacina ACWY.  Nos adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação é administrar o imunizante em dose única para os nunca vacinados com meningocócica C/ACWY ou como reforço para aqueles que apresentem pelo menos uma dose da meningocócica C/ACWY. A vacina está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBS) distribuídas pelo DF.

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Capacitação reforça importância do diagnóstico rápido da meningite

Dor de cabeça intensa, febre alta, rigidez na nuca e confusão mental podem ser sinais de meningite, quadro que exige atendimento imediato para evitar complicações graves. Diante da importância do reconhecimento precoce dos sintomas e do diagnóstico rápido da doença, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta quinta-feira (21), o curso Manejo Clínico e Fluxos de Vigilância das Meningites, voltado para a atualização de profissionais de saúde e estudantes sobre assistência, prevenção e protocolos de atendimento. A capacitação foi ministrada pela infectologista da Gerência de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávia Costa. Durante a palestra, foram abordados sinais de alerta, formas de atendimento e condutas adotadas diante de suspeitas da doença. “É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata. Você não espera o resultado positivo chegar para começar a agir”, explica. A médica destaca, ainda, que a atualização contínua das equipes se torna ainda mais importante diante da alta rotatividade nas unidades de saúde e entre estudantes. Flávia Costa: "É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata" | Foto: Divulgação/IgesDF Casos seguem em monitoramento no DF Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que 44 casos de meningite foram confirmados no DF até maio de 2026. Em todo o ano de 2025, foram registrados 106 diagnósticos. No Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 13 pacientes com suspeita da infecção foram atendidos desde o início deste ano. Desses, oito tiveram confirmação da doença e receberam assistência  adequada. 44 Número de casos de meningite confirmados no DF até maio de 2026 Em nível nacional, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil registros até abril deste ano, número semelhante ao observado no mesmo período de 2025, quando houve 1.980 confirmações. Especialistas apontam que fatores como a queda na cobertura vacinal, o retorno das atividades presenciais e a circulação contínua de vírus e bactérias ajudaram a impulsionar o aumento das notificações nos últimos anos. Prevenção e vacinação são as principais formas de proteção A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A condição pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Entre os tipos mais graves estão a meningite meningocócica e a pneumocócica. A primeira pode evoluir rapidamente e provocar complicações severas, como convulsões, manchas pelo corpo e alterações neurológicas. Crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis. “Já a meningite pneumocócica tem origem bacteriana e pode causar rigidez no pescoço, confusão mental e delírios, exigindo tratamento com antibióticos o mais rápido possível”, completa Flávia Costa. A imunização continua sendo a principal forma de proteção. Os imunizantes disponíveis oferecem cobertura contra os principais agentes causadores da doença, como meningococo e pneumococo. Medidas simples também ajudam a reduzir a transmissão, como higienizar as mãos com frequência, manter a etiqueta respiratória e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Onde se vacinar e quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém mais de 100 salas de vacinação em funcionamento nas unidades básicas de saúde (UBSs) em todas as regiões administrativas, com atendimento de segunda a sexta-feira. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no portal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.   Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental ou sonolência excessiva, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo da região para avaliação médica. *Com informações do IgesDF  

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Meningite cresce no país, acendendo o alerta sobre a importância da vacinação

A meningite, doença conhecida pela rapidez com que evolui e pelas graves sequelas que pode deixar, voltou a acender um sinal de alerta no Distrito Federal. De janeiro a setembro deste ano, o DF confirmou 69 casos da doença. Até o dia 1º deste mês, o Brasil registrou 11,2 mil casos de meningite, sendo 4.867 do tipo bacteriana e 3.821 do tipo viral, resultando em 1.121 mortes. Destas, 799 foram causadas por meningite bacteriana e 83, pela doença viral, segundo dados do Ministério da Saúde.  Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente cinco vacinas preventivas contra a meningite | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Apesar do aumento pontual de casos, o DF registra um avanço importante na imunização. Em 2024, foram aplicadas 30,3 mil doses de vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite — número maior que o do ano anterior. A cobertura vacinal chegou a 95,3%, um crescimento de quase 2%. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, esclarece que uma única ida a um local de vacinação pode servir para atualizar diversos esquemas vacinais. “A dose da meningite pode ser aplicada junto a qualquer outra vacina do calendário”, lembra. “Manter a caderneta atualizada é a forma mais eficaz de proteger, principalmente, bebês, adolescentes e jovens adultos”. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente cinco vacinas que ajudam a prevenir meningites: BCG, Pentavalente, Meningocócica C, Pneumocócica 10v e Meningocócica ACWY. A ACWY é direcionada especialmente a adolescentes de 11 a 14 anos, sendo também aplicada como reforço aos 12 meses de idade.  Prevenção contínua A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça que a vacinação continua sendo a principal barreira contra surtos de meningite e orienta que pais, responsáveis e adolescentes verifiquem suas cadernetas para manter o esquema vacinal em dia. [LEIA_TAMBEM]O imunizante está disponível nas diversas salas de vacinas distribuídas nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, que podem ser conferidas neste link. O esquema vacinal contra meningite começa com duas doses da vacina meningocócica C, aos 3 meses e aos 5 meses, e, agora, reforço aos 12 meses, que passará a ser feito com a vacina ACWY. De acordo com a Nota Técnica nº 77/2025, do MS, bebês que deixaram de tomar a dose de reforço aos 12 meses podem receber a vacina até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já aqueles que receberam a dose aos 12 meses com a vacina meningocócica C são considerados vacinados, sem necessidade da dose de reforço. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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