Mais Saúde, Mais Cidadania vai levar atendimento gratuito a 2,4 mil pessoas no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) firmou o Termo de Fomento nº 10/2026 para a execução do projeto Mais Saúde, Mais Cidadania, que vai oferecer atendimento gratuito a 2.400 pessoas em situação de vulnerabilidade social nas regiões administrativas de Santa Maria, Samambaia e Planaltina. A iniciativa terá prioridade para famílias afetadas direta ou indiretamente pela dependência química e prevê serviços integrados de saúde oftalmológica e odontológica, orientação jurídica, acolhimento, apoio social e encaminhamentos à rede pública. O extrato do termo de fomento foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (1º). A iniciativa contempla a oferta de serviços de saúde oftalmológica e odontológica, além de orientação jurídica, acolhimento e apoio social. A proposta também prevê encaminhamentos dos participantes para os serviços da rede pública, de acordo com as necessidades identificadas durante os atendimentos. O projeto busca ampliar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade a serviços essenciais, reunindo, em uma mesma ação, atendimento de saúde e suporte para o acesso a direitos e às políticas públicas. A prioridade para famílias impactadas pela dependência química considera tanto as pessoas diretamente afetadas quanto seus familiares, que também podem enfrentar dificuldades sociais, jurídicas e de acesso aos serviços públicos. *Com informações da Sejus-DF
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Beneficiária retribui acolhimento com plantio de mudas no CRMB do Recanto das Emas
Um gesto de gratidão se transformou em símbolo de cuidado coletivo e esperança no Recanto das Emas. Na manhã desta segunda-feira (4), o Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) da cidade ganhou novas cores — não apenas no paisagismo, mas na própria essência do que representa: um espaço onde histórias são acolhidas e recomeços se tornam possíveis. Foi ali que Gilvânira Bispo da Paixão, 47 anos, encontrou capacitação, apoio e oportunidades para reconstruir caminhos. Aluna dos cursos gratuitos de marketing digital e de tranças e penteados afro, ela viu na qualificação uma chance de fortalecer o negócio de bolos artesanais e ampliar a renda da família. A moradora da Quadra 201 do Recanto das Emas quis retribuir o apoio recebido de forma concreta. Com autorização da unidade, plantou voluntariamente 16 mudas na fachada do centro, transformando o espaço em um ambiente mais vivo, colorido e acolhedor para outras mulheres. Frequentadora do CRMB do Recanto das Emas, Gilvânira Bispo da Paixão plantou 16 mudas na área externa do centro como forma de agradecimento | Foto: Divulgação/SMDF “Eu gosto de jardinagem e, quando passei por aqui, imaginei que esse espaço poderia ficar ainda mais bonito. É uma forma de agradecer por tudo que tenho recebido. Aqui, a gente se sente cuidada. Então, eu quis cuidar também”, contou, emocionada. Para a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, histórias como a de Gilvânira traduzem o impacto do trabalho realizado nas unidades. “Quando uma mulher atendida aqui decide devolver esse cuidado em forma de gesto, a gente entende que está no caminho certo. Os nossos equipamentos são espaços de acolhimento, mas também de transformação. E ver isso florescer, literalmente, é emocionante”, destacou. [LEIA_TAMBEM]Exemplos como o de Gilvânira podem se multiplicar. A Secretaria da Mulher está com inscrições abertas, por meio deste link, até quarta-feira (6), para cursos gratuitos de capacitação, oferecendo novas oportunidades para que mais mulheres conquistem autonomia financeira e reconstruam seus caminhos. As formações incluem empreendedorismo, marketing digital, design de sobrancelhas, tranças e penteados afro, com aulas realizadas nas unidades do Recanto das Emas, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol e Sobradinho II. As vagas são ofertadas mensalmente, e as interessadas devem acompanhar o site da Secretaria da Mulher para conferir os períodos de inscrição e garantir participação. Os CRMBs oferecem atendimento gratuito e especializado às mulheres, com serviços como acolhimento psicossocial, orientação jurídica e cursos de capacitação Centros de referência da mulher brasileira Os CRMBs oferecem atendimento gratuito e especializado às mulheres, com serviços como acolhimento psicossocial, orientação jurídica, cursos de capacitação, promoção da autonomia econômica e espaços com brinquedoteca para que mães possam ser atendidas com tranquilidade. · CRMB Recanto das Emas — Quadra 203 · CRMB São Sebastião — Área Especial · CRMB Sol Nascente/Pôr do Sol — Trecho 2 · CRMB Sobradinho II — AR 13 O funcionamento é sempre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)
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GDF Mais Perto do Cidadão ultrapassa 4 mil atendimentos no Arapoanga
A 69ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão, iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), movimentou o Arapoanga na sexta-feira (27) e neste sábado (28). Realizado em frente ao Centro Educacional Dona América Guimarães, na Quadra 10K, Conjunto C, o evento reuniu mais de 4 mil pessoas em dois dias de serviços públicos gratuitos de cidadania, assistência, capacitação e cuidado com a população, tudo em um só lugar. Maria Aninha Pinto levou a neta, Maria Sofia, a gata Maya e o cachorro Bob: “Resolvi o que precisava e ainda vi minha neta se divertir” | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF “É o governo presente nas regiões administrativas, ouvindo, acolhendo e resolvendo demandas” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Com estrutura ampla e programação diversificada, o programa aproximou o governo da comunidade, oferecendo atendimentos do Na Hora, orientações jurídicas, ações de saúde e beleza, oficinas culturais e atividades recreativas para todas as idades. “O GDF Mais Perto do Cidadão nasceu com o propósito de levar serviços e ações de bem-estar para perto de quem mais precisa”, lembrou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “É o governo presente nas regiões administrativas, ouvindo, acolhendo e resolvendo demandas. Desde fevereiro de 2023, já ultrapassamos a marca de meio milhão de atendimentos, transformando realidades em todo o Distrito Federal.” Saúde é movimento Um dos destaques desta edição foi o aulão de ritmos com pessoas idosas de Planaltina, participantes do programa Viver 60+, também coordenado pela Sejus-DF. Ministrada pela professora de zumba Patrícia Alves, a atividade incentivou saúde, integração e alegria na tarde de sexta-feira. A dona de casa Maria das Dores Almeida, 62 anos, moradora do Arapoanga, foi ao evento para tomar a vacina contra a covid-19 e acabou entrando na dança: “Vim me vacinar e encontrei foi alegria. Quando vi, já estava dançando. Saio daqui mais leve e feliz”. O público infantil também teve vez. O evento contou com espaço temático com games, brincadeiras lúdicas e brinquedos de madeira produzidos por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), órgão vinculado à secretaria. A programação incluiu cama elástica, corrida de quadriciclo, teatrinho do Detran-DF, além de pipoca e algodão-doce. A aposentada Maria Aninha Pinto, 65, aproveitou a manhã para resolver pendências. Levou a gatinha Maya e o cachorro Bob para vacinação antirrábica no espaço de saúde animal e acompanhou a diversão da neta, Maria Sofia Barcelos, 8. “Foi uma manhã feliz e produtiva”, contou. “Resolvi o que precisava e ainda vi minha neta se divertir”. Maria Sofia também aprovou: “Eu brinquei muito! Gostei do teatrinho e da cama elástica”. Sonho do casamento civil Joana Silva foi com o companheiro, Raimundo Alves, e aproveitou para se inscrever no Casamento Comunitário: “Estamos juntos há anos, já construímos nossa família, temos um filho, mas nunca oficializamos porque era algo distante, pelos custos e pela burocracia” No espaço exclusivo do Casamento Comunitário, casais puderam tirar dúvidas e iniciar inscrição para a primeira edição deste ano, marcada para 22 de março. A assistente administrativa Joana Figueira Silva, 47, e o mecânico Raimundo Alves, 44, chegaram cedo para resolver pendências do Detran-DF na unidade móvel do Na Hora e aproveitaram para buscar informações sobre o casamento. “Agora vamos realizar esse sonho”, relatou Joana. Criado em 2021, o Casamento Comunitário é uma política pública voltada a casais em situação de vulnerabilidade social. O programa garante isenção das taxas cartoriais e oferece estrutura completa para a cerimônia civil, com vestido de noiva, terno, transporte, produção básica, decoração, fotografia e organização do evento. Nos últimos seis anos, mais de mil casais oficializaram a união no Distrito Federal. Somente em 2025, mais de 400 participaram das quatro edições realizadas. Nasce uma Estrela: preparo e acolhimento Ana Paula Meireles com o marido, Rodrigo Santos: “Aprendemos muito e estamos mais seguros para cuidar da nossa filha, Alice, que nasce no próximo mês” A 27ª edição do programa Nasce uma Estrela também integrou a programação, reunindo mais de 100 participantes na manhã de sexta-feira. A capacitação contou com doulas, técnicas de enfermagem e bombeiros militares, além da participação especial do médico Ricardo Fonseca, conhecido como “superpediatra”, que abordou temas como amamentação, recuperação pós-parto e primeiros socorros com bebês. Ao final, as gestantes receberam bolsas com roupas, manta e itens essenciais para o bebê, além de participarem de sorteios de brindes. As peças são confeccionadas por pessoas privadas de liberdade capacitadas em corte e costura pela Funap. [LEIA_TAMBEM]A participante Ana Paula Meireles, 24, acompanhada pelo marido, Rodrigo Santos, 28, falou sobre a importância do curso: “Aprendemos muito e estamos mais seguros para cuidar da nossa filha, Alice, que nasce no próximo mês”. Rodrigo completou: “A informação traz tranquilidade. Saímos daqui mais preparados”. Governo mais perto de quem precisa Além das atrações especiais, o programa ofereceu uma ampla rede de serviços essenciais, promovendo cidadania, cuidado e inclusão social. Em 23 edições realizadas no ano passado, nas mais diversas regiões administrativas, o programa totalizou mais de 160 mil atendimentos. Desde sua criação, em fevereiro de 2023, o GDF Mais Perto do Cidadão já soma mais de 544 mil atendimentos em todo o Distrito Federal, consolidando-se como uma das principais políticas públicas itinerantes de aproximação entre governo e população. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Projeto Mães Mais que Especiais chega ao Sol Nascente com serviços públicos e atendimento especializado
Agência Brasília · (52) 11-06-2025 - PROJETO MÃES MAIS QUE ESPECIAIS CHEGA AO SOL NASCENTE COM SERVIÇOS PÚBLICOS E ATENDIMENTO ESPECIALIZADO Sol Nascente/Pôr do Sol é a sexta região administrativa do Distrito Federal a receber o projeto Mães Mais que Especiais, por meio do qual a comunidade terá acesso a diversos serviços públicos gratuitos ao lado da administração regional da cidade. Desenvolvido pela Secretaria da Mulher (SMDF) em parceria com o Instituto Cultural Social do Distrito Federal (INCS), o trabalho é voltado para mães e cuidadoras de crianças neuroatípicas ou com deficiência, promovendo saúde integral, autonomia econômica, educação, cultura, lazer e desenvolvimento social. Estrutura permite desenvolver uma rede de apoio a mulheres que precisam dedicar a maior parte do tempo a cuidar dos filhos | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A ação, gratuita e itinerante, vai até sexta-feira (14) e já passou por Ceilândia, Santa Maria, Planaltina, Samambaia e São Sebastião. Pioneira no Brasil, a proposta foi idealizada para apoiar mulheres que lidam com a tripla jornada de trabalho, cuidados domésticos e o papel de cuidadoras integrais. Além disso, a iniciativa também acende um alerta sobre a violência doméstica e oferece uma ampla gama de serviços, como atendimentos de saúde, capacitações em diversas áreas, atividades culturais e orientação jurídica, além da distribuição de materiais informativos e exibição de vídeos e palestras educativas. Cuidando de quem cuida “O projeto Mães mais que Especiais foi criado para cuidar de quem cuida”, define a vice-governadora Celina Leão. “Mães atípicas e de filhos com deficiência devem contar com o apoio do poder público. Ao oferecer capacitação, acesso a serviços de saúde e suporte psicológico e terapêutico, estamos ajudando essas mães a cuidarem de seus filhos com dignidade.” A cada capacitação, as mães e seus filhos têm direito a atendimento psicológico e de saúde em geral, além de práticas integrativas Até o momento, o projeto já prestou mais de 6 mil atendimentos e formou uma média de 840 mulheres nos sete cursos oferecidos na estrutura montada. Cada capacitação atende em torno de 20 mulheres que, durante o evento, têm acesso a atendimento psicológico, consultas odontológicos, terapias individuais e em grupo, além de práticas integrativas como yoga e musicoterapia. Na área da autonomia econômica, há oficinas e cursos nos segmentos de beleza, bem-estar, tecnologia e redes sociais, além de palestras sobre empreendedorismo, finanças e empoderamento feminino. “Cuidar de quem cuida é uma das maiores responsabilidades do poder público”, reforça a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Com este projeto, a Secretaria da Mulher reconhece a força das mães e cuidadoras de pessoas com deficiência e oferece um suporte integral para que elas se sintam acolhidas, capacitadas e cada vez mais protagonistas de suas histórias.” Autocuidado Mayra Rodrigues com o filho Miguel Francisco: “Aqui conhecemos várias histórias, e sempre tem uma coisa boa para tirar de cada uma” As mães também têm acesso a atividades culturais e de lazer com os filhos, como oficinas de dança, ginástica, arte e reciclagem. Um espaço de acolhimento com atividades lúdicas é montado especialmente para as crianças. Para a dona de casa Mayra Rodrigues, 28, o projeto é uma grande oportunidade não apenas de se profissionalizar, mas também de ter um tempo para ela mesma. [LEIA_TAMBEM]Como mãe atípica de Miguel Francisco Gomes Rodrigues, 9, Mayra tem uma rotina puxada e voltada ao filho, diagnosticado cedo com deficiência intelectual. Entre as terapias, fisioterapias e diversas atividades necessárias para que Miguel tenha mais qualidade de vida, Mayra também precisa estar bem para cuidar. “Eu me inscrevi nos cursos para ter um conhecimento a mais e poder ajudar outras mulheres a elevar a autoestima, que é muito importante também”, afirma a mãe. “Aqui conhecemos várias histórias, e sempre tem uma coisa boa para tirar de cada uma. Nunca consigo ter uma atenção muito voltada para mim, mas tento me cuidar da forma que posso, porque tenho que mostrar para meu filho que eu estou bem, porque ele também sente e percebe a sobrecarga.” Apoio Jaciara Santiago: “O diagnóstico é uma descoberta difícil, e aqui no Sol Nascente tem muitas mães que precisam - eu sou uma delas. Esse projeto veio para dar força” A dona de casa Jaciara Santiago, 31, descreve com emoção a jornada que é ser mãe atípica. Com quatro filhos, ela encontrou no projeto uma base para se fortalecer: “O diagnóstico é uma descoberta difícil, e aqui no Sol Nascente tem muitas mães que precisam - eu sou uma delas. Meu filho, que é autista, tem crise convulsiva, então não posso trabalhar. Posso aproveitar esse curso de design de sobrancelha e extensão de cílios para exercer a profissão em casa e fazer uma rendinha a mais. Para mim, pagar por fora seria muito difícil; ser de graça faz toda diferença. Esse projeto veio para dar força”. A diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher, Dayana Nunes Feitosa, lembra o impacto da itinerância do projeto, aproximando os serviços oferecidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) da população em diferentes regiões: “É um projeto pensado no acolhimento dessas mulheres, muitas delas com mais de um filho PcD [pessoa com deficiência]. Como essa mãezinha vai se deslocar com filhos cadeirantes ou com outras deficiências para uma cidade longe? Então o GDF pensou nisso: nós vamos até a população que precisa, para que as mulheres não necessitem pegar um ônibus, consigam vir andando e tenham a semana inteira de presença. O projeto mostra como elas são valorosas e as deixa prontas para o mercado de trabalho”.
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