Podas e galhadas podem ser descartadas gratuitamente nos papa-entulhos
Neste mês, o Distrito Federal enfrenta o período de seca, época em que é comum que moradores de residências com áreas verdes façam podas de árvores e plantas, além de limpar os espaços e retirar folhas secas acumuladas. Mas o que fazer com esses resíduos? No Distrito Federal, há 28 papa-entulhos que, distribuídos por diferentes regiões, devem ser utilizados como locais de descarte de resíduos de poda e galhadas provenientes de pequenas intervenções realizadas pelos moradores. Os equipamentos estão em Samambaia (dois), Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Asa Sul, Águas Claras, Granja do Torto, Paranoá, Santa Maria (dois), Recanto das Emas, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião (dois), Brazlândia (dois), Guará (dois), Gama (dois), Ceilândia (três), Sobradinho II (dois), Sobradinho e Núcleo Bandeirante. Papa-entulhos estão disponíveis em várias regiões do Distrito Federal | Foto: Divulgação É o caso do Park Way, região predominantemente verde e que, por isso, registra uma demanda significativa por serviços de poda. É comum encontrar sacos contendo resíduos de jardinagem dispostos irregularmente em vias públicas. No entanto, a legislação determina que o prestador responsável pelo serviço de poda deve também recolher os resíduos gerados e dar a destinação ambientalmente adequada. Os moradores que contratarem um serviço de poda devem exigir que o prestador faça a retirada e a destinação adequada dos resíduos. Não é correto simplesmente colocar o material em sacos e descartá-lo em vias públicas. O prestador do serviço deve recolher os resíduos e garantir a destinação ambientalmente adequada do material gerado. Quando esse serviço é feito pelo próprio cidadão, existe a opção de descartar no papa-entulho: a pessoa pode levar para o equipamento até um metro cúbico de resíduos de poda e galhadas por dia, volume equivalente à capacidade de uma caixa-d’água de mil litros. Caso esse volume seja maior, é preciso contratar um transportador de resíduos para o descarte correto na Unidade de Recebimento de Entulho (URE). Para saber o endereço mais próximo da sua residência, basta acessar este site.
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Coleta de lixo descartado irregularmente no DF custa R$ 5,8 milhões aos cofres públicos todos os meses
O volume de lixo e entulho descartado irregularmente que é recolhido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) no Distrito Federal já se equipara ao da coleta regular e gera um gasto de mais de R$ 5,8 milhões todos os meses. Levantamento do órgão mostra que mais de 2 milhões de quilos de resíduos irregulares — cerca de 2,1 mil toneladas — são retirados das vias ou áreas públicas todos os dias, quantidade próxima ao volume de lixo recolhido regularmente e encaminhado diariamente ao aterro sanitário de Brasília, estimado em aproximadamente 2,2 mil toneladas. Esse volume adicional de resíduos irregulares recolhidos diariamente pelo SLU gera impacto direto nas contas públicas, uma vez que exige a mobilização de equipes, máquinas e caminhões além da coleta regular já programada. Apenas com a remoção de lixo e entulho descartados de forma inadequada em ruas, calçadas e terrenos públicos, o Governo do Distrito Federal (GDF) desembolsa cerca de R$ 5,8 milhões por mês, considerando as operações realizadas em 2024 e 2025 — recursos que poderiam ser direcionados a outras ações de manutenção e melhoria urbana. “A população muitas vezes não tem dimensão desses números. O que a gente retira diariamente das ruas por descarte irregular equivale praticamente a toda a coleta regular que chega ao aterro sanitário. É um volume muito alto e totalmente evitável”, afirma a diretora técnica do SLU, Andreia Almeida. Apenas com a remoção de lixo e entulho descartados de forma inadequada em ruas, calçadas e terrenos públicos, o Governo do Distrito Federal (GDF) desembolsa cerca de R$ 5,8 milhões por mês | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo ela, o problema vai além da questão financeira. “Esse material vai parar em bocas de lobo, redes de drenagem e corpos hídricos, provocando alagamentos, erosão do solo e impactos ambientais. Também favorece a proliferação de vetores como ratos, baratas, escorpiões e mosquitos transmissores de doenças”, explica. Infrações e fiscalização O descarte irregular de lixo e entulho é classificado como infração administrativa grave e também como crime ambiental. A fiscalização é realizada pela DF Legal, responsável pela aplicação das penalidades, que variam de R$ 122,28 a R$ 305.803,16. Além da multa, o veículo utilizado no transporte do material pode ser apreendido. A DF Legal esclarece que não possui atribuição para efetuar prisões. Em 2025, a fiscalização realizou 10.806 vistorias relacionadas ao descarte irregular de resíduos da construção civil, resultando em 1.516 notificações e 275 multas. No caso do lixo domiciliar, foram 4.985 vistorias, com 1.170 notificações e 20 multas aplicadas. As ações contam com cerca de 60 auditores e incluem tanto a verificação de planos de gerenciamento de resíduos em obras e empresas quanto fiscalizações em pontos recorrentes de descarte irregular, inclusive com apoio de registros em vídeo. Expansão dos papa-entulhos Para reduzir o descarte irregular, o GDF vem ampliando a rede de equipamentos públicos destinados ao recebimento adequado de resíduos. Atualmente, o Distrito Federal conta com 26 papa-entulhos em operação, número que deve chegar a 43 até o fim do ano, com novas inaugurações em diferentes regiões administrativas. A iniciativa se soma à rede de papa-lixos e papa-recicláveis já existente. “Hoje a população tem onde descartar. Se gerou até um metro cúbico de entulho, poda, galhada ou inservíveis, pode levar ao papa-entulho. Estamos avançando para que esses equipamentos estejam praticamente em todas as regiões do DF”, destaca Andreia Almeida. Em Ceilândia, maior região administrativa do Distrito Federal, o impacto do descarte irregular é sentido no cotidiano. O administrador regional Dilson Resende ressalta os prejuízos diretos. “Afeta a limpeza, a drenagem e aumenta o risco de insetos e doenças, como a dengue. A região tem papa-entulhos e coletas programadas, mas ainda é preciso conscientização”, afirma. Moradores da região relatam a recorrência do problema. Autônomo, Antônio Marcos da Silva destaca a importância da limpeza frequente. “É importante para evitar o mosquito da dengue, ratos e sujeira. Cada um deveria jogar o lixo no lugar certo”, diz. Já o pedreiro Francisco das Chagas dos Santos observa que, mesmo após a retirada dos resíduos, o descarte volta a ocorrer. “Eles limpam, mas depois o pessoal joga de novo. Junta inseto, rato, e fica praticamente na porta da casa da gente”, relata. Programa De Cara Nova Como parte das ações voltadas à redução do descarte irregular e à recuperação de áreas degradadas pelo acúmulo de lixo e entulho, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) também atua por meio do programa De Cara Nova. No Riacho Fundo II, um ponto que era alvo recorrente de descarte irregular passou por uma intervenção recente, com a retirada de cerca de 25 toneladas de resíduos, além do plantio de mudas de árvores, implantação de horta comunitária e criação de um Ponto de Encontro Comunitário (PEC) destinado ao convívio dos moradores. A iniciativa integra o conjunto de medidas adotadas pelo GDF para evitar a reincidência do descarte irregular, aliando limpeza urbana, uso adequado do espaço público e participação da comunidade. Segundo o SLU, a ocupação ordenada dessas áreas é fundamental para coibir novas irregularidades e ampliar a conscientização sobre o descarte correto de resíduos. “O que a gente retira diariamente das ruas por descarte irregular equivale praticamente a toda a coleta regular que chega ao aterro sanitário. É um volume muito alto e totalmente evitável”, afirma a diretora técnica do SLU, Andreia Almeida Como descartar corretamente Para entulho de obras, podas, galhadas e materiais similares, a orientação do SLU é utilizar os papa-entulhos, cujos endereços estão disponíveis no site do órgão. Caso a obra gere mais de 1 metro cúbico de entulho por dia, a legislação determina a contratação de empresa especializada, responsável pela destinação ambientalmente correta dos resíduos. No caso do lixo domiciliar, o descarte correto começa dentro de casa. A recomendação é separar os resíduos em dois grupos: recicláveis e orgânicos/rejeitos. Os recicláveis devem ser acondicionados, preferencialmente, em sacos verdes ou azuis; já os orgânicos e rejeitos, em sacos pretos ou cinza. Os dias e horários da coleta podem ser consultados no site slu.df.gov.br e no aplicativo SLU Coleta DF. Quando a coleta ocorre no período da manhã, os caminhões passam entre 7h e 15h20; no período noturno, a partir das 19h. A orientação é colocar o lixo o mais próximo possível do horário da coleta, evitando que os resíduos fiquem expostos nas vias públicas. Além da coleta convencional e da coleta seletiva porta a porta, o Distrito Federal dispõe de papa-entulhos, papa-lixos e papa-recicláveis. O uso correto desses serviços reduz custos, evita danos ambientais e contribui para uma cidade mais limpa e organizada. “A gestão de resíduos é compartilhada. Da porta para dentro, a responsabilidade é do morador. Separar e destinar corretamente não é opcional, é obrigação legal”, conclui Andreia Almeida.
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Coleta de resíduos de caixa de gordura protege meio ambiente e evita entupimentos no DF
A destinação correta dos resíduos de caixa de gordura é um cuidado importante que a população deve ter tanto para promover a saúde pública quanto para proteger o meio ambiente. Para ajudar nessa tarefa, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) oferece esse tipo de atendimento de forma gratuita. Somente nos seis primeiros meses deste ano, já foram recolhidas 39,4 toneladas desse tipo de resíduo. Em 2024, o número chegou a 81,84 toneladas, evitando que substâncias oleosas pudessem contaminar cursos d’água e sobrecarregar a rede de esgoto. Descarte da parte sólida da caixa de gordura precisa ser feito por embalagens apropriadas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O SLU pode ser acionado por moradores, condomínios e prédios públicos, com limite de 60 litros por solicitação. Para agendar a coleta, basta ligar para o telefone 162 ou abrir uma demanda no ParticipaDF. O recolhimento ocorre entre as 7h e as 15h20. É importante que os resíduos estejam devidamente embalados em sacos plásticos reforçados, drenando previamente a água acumulada. [LEIA_TAMBEM]A diretora técnica do SLU, Andréa Almeida, explica que a caixa de gordura é obrigatória e tem a função de reter os resíduos sólidos antes que eles cheguem ao sistema de esgoto. “A fase líquida escorre para a rede, mas a parte sólida precisa ser embalada de forma adequada para coleta”, orienta. “Esse material não pode ir para o lixo convencional nem seletivo, pois comprometeria nossas usinas e ainda poderia gerar contaminação ambiental”. Além do serviço específico para as caixas de gordura, o descarte do óleo de cozinha também deve ser feito corretamente, lembra Andréa: “A pessoa não deve jogar óleo na pia. A recomendação é armazenar em garrafas pet e levar para os papa-entulhos, de onde fazemos o recolhimento. Se esse material fosse parar no sistema de tratamento de esgoto, ele contaminaria a água e geraria entupimentos”. Os resíduos coletados pelo SLU recebem destinação específica no aterro sanitário, em área isolada e longe dos drenos, garantindo descarte seguro. Material da caixa de gordura não deve ir para o lixo convencional, pois pode provocar contaminação Veja abaixo orientações do SLU sobre a coleta nas caixas de gordura. ⇒ Separe os resíduos em sacos plásticos reforçados para evitar rasgos devido ao peso. Drene toda a água acumulada e acondicione apenas os resíduos sólidos de gordura ⇒ O SLU não faz a remoção nem a limpeza interna das caixas de gordura ⇒ O serviço não atende estabelecimentos comerciais e locais, nem com geração acima de 60 litros.
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Regiões do DF têm reforço no recolhimento de materiais descartados de maneira irregular
O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) tem intensificado o recolhimento de entulhos classificados como inservíveis — itens volumosos ou danificados, a exemplo de móveis e eletrodomésticos — descartados irregularmente. Além dos prejuízos ao meio ambiente e da poluição visual, esses materiais podem representar um risco à saúde pública, servindo como criadouros para o mosquito da dengue e atrapalhando o escoamento de águas pluviais. Nesta semana, as equipes do SLU têm visitado as regiões de Taguatinga, Varjão e Sobradinho II. Na primeira, foram percorridos pontos das QNF 01 e 23. A ação contou com pessoal e equipamentos cedidos pela SLU e pela administração regional, além de 21 agentes da Vigilância Ambiental. Ao longo do mês, cerca de 70 toneladas de inservíveis foram recolhidas. Nesta semana, as equipes do SLU têm visitado as regiões de Taguatinga, Varjão e Sobradinho II | Foto: Divulgação/Administração Regional do Varjão “A ação de recolhimento de inservíveis é fundamental para mantermos a limpeza urbana e a qualidade de vida da nossa comunidade. Essas iniciativas não apenas contribuem para o embelezamento da cidade, mas também previnem problemas como alagamentos e acúmulo de entulho em vias públicas, reforçando nosso compromisso com o bem-estar de todos”, destacou o administrador de Taguatinga, Renato Andrade. Sobradinho II e Varjão O trabalho também tem alcançado regiões da parte Norte do DF. Em Sobradinho II, as equipes foram à AR 13 e às QMS 50 e 51 na última segunda-feira (27). Mas, ao longo de janeiro, já foram visitados pontos das AR 10, 12, 13, 14 e 17, das QMS 29, 33 e 42 e da Chácara Buritis, entre outros, totalizando mais de 200 toneladas de inservíveis recolhidas. “Nosso objetivo é eliminar focos do mosquito e conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de inservíveis. A participação dos moradores é essencial para o sucesso dessa iniciativa. Se todos fizerem sua parte, conseguiremos reduzir significativamente os focos do mosquito”, apontou o administrador regional, Diego Matos. “Além disso, o SLU tem sido um grande parceiro nessa ação, garantindo que os materiais recolhidos sejam devidamente descartados. Estamos empenhados em tornar Sobradinho II um ambiente mais limpo e seguro para todos”, acrescentou. No Varjão, apenas na segunda (27), foram recolhidas 12 toneladas de inservíveis. Com apoio de órgãos como a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e o GDF Presente, o SLU já passou por pontos da Avenida Principal e das quadras 2, 3, 4, 5, 7, 8, 9 e 11. “O serviço de recolhimento de inservíveis é essencial, mas deve ser atrelado à fiscalização e conscientização, pois somente o recolhimento não resolve o problema do descarte irregular. Contudo, ele precisa ser realizado para limpar e organizar a cidade e evitar que focos de mosquitos transmissores de doença se proliferem”, reforçou o administrador regional, Daniel Crepaldi. Descarte adequado Os papa-entulhos são os espaços adequados para descarte de materiais volumosos, como restos de obra, móveis velhos e restos de poda. Há 23 desses equipamentos espalhados pelo Distrito Federal, além de 625 papa-lixos— para resíduos menores — e papeleiras, que são as lixeiras convencionais. O SLU adverte: descarte irregular é crime ambiental que pode render multa de R$ 2,7 mil a R$ 27 mil.
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