AgroTech aposta em inovação e sustentabilidade para impulsionar o agronegócio no Distrito Federal
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nossa cidade receberá, entre os dias 27 e 29 de agosto, a terceira edição da AgroTech Brasília, evento que reunirá ciência, tecnologia, sustentabilidade e empreendedorismo em uma programação gratuita dedicada ao fortalecimento do agronegócio. Com o tema "Produtos de Brasília", a iniciativa promoverá debates, experiências e demonstrações práticas sobre as soluções que estão transformando a produção rural. Realizada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, a feira deve receber cerca de cinco mil visitantes ao longo dos três dias. Produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empreendedores, startups, empresas e instituições de ensino participarão de uma programação que aproxima inovação, pesquisa e desenvolvimento do setor produtivo. Entre outros temas, a AgroTech terá painel sobre o uso da inteligência artificial aplicada ao agronegócio, drones, robótica e gestão sustentável dos recursos naturais | Foto: Divulgação/Secti-DF Entre as atividades estão palestras, painéis, workshops, oficinas, feira de inovação, exposições tecnológicas, demonstrações práticas e rodadas de negócios. Os temas abordam inteligência artificial aplicada ao agronegócio, agricultura de precisão, drones, robótica, biotecnologia, conectividade rural, energias renováveis, economia circular e gestão sustentável dos recursos naturais. A AgroTech também contará com espaços interativos voltados para popularização da ciência e da tecnologia, com oficinas, atividades de robótica, experiências em realidade virtual e ações educativas para crianças, jovens e famílias. Além de estimular a geração de negócios e o intercâmbio entre empresas, pesquisadores e produtores, o evento valoriza a agricultura familiar e incentiva o acesso de pequenos produtores às tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade. A AgroTech Brasília integra as iniciativas apoiadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) voltadas para o fortalecimento da inovação no setor agropecuário, contribuindo para aproximar conhecimento, tecnologia e desenvolvimento sustentável no Distrito Federal. Serviço: → AgroTech Brasília 2026 → Data: 27, 28 e 29 de agosto → Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek – Estacionamento 6 → Entrada gratuita *Com informações da Secti-DF
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Mulheres atuam na vanguarda da pesquisa em saúde pediátrica no Hospital da Criança de Brasília
Em um contexto no qual a ciência brasileira ganha cada vez mais a presença qualificada de mulheres pesquisadoras, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) tem se destacado, entre outras características, pelo elevado protagonismo das mulheres nos resultados alcançados nos mais de 14 anos da instituição. A conquista é lembrada no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11), Hospital da Criança de Brasília tem quase 80% dos cargos de pesquisa científica ou clínica preenchidos por mulheres | Foto: Divulgação/HCB O HCB oferece a médicas, biomédicas, biólogas, enfermeiras e estudantes infraestrutura e apoio necessários para transformar perguntas em respostas para a saúde pública pediátrica, reforçando seu compromisso com o interesse público e a equidade social. O Brasil, de maneira geral, tem se situado de maneira pragmática no compromisso pela diversidade de gênero na pesquisa. De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2025), as mulheres já são maioria nas bolsas de mestrado e doutorado no país. No entanto, o desafio permanece na ascensão aos cargos de liderança e nas bolsas de produtividade – onde ocupam aproximadamente 35,5% dos cargos. No HCB, o Programa de Iniciação Científica (PIC), criado em 2015, já contemplou até hoje 51 funcionárias em um universo de 70 profissionais. Conforme dados da Gerência de Pesquisa do hospital, 76% dos profissionais atuantes em pesquisa científica e/ou clínica na unidade são mulheres. Estas profissionais lideraram, também, as publicações de artigos em periódicos em 2025, concentrando 21 dos 28 trabalhos. A voz da liderança A médica Isis Magalhães é oncologista pediátrica, doutora em ciências da saúde pela Universidade de Brasília (UnB) e uma das fundadoras do HCB. Atualmente como diretora técnica e diretora interina de Ensino e Pesquisa do hospital, ela defende que as pesquisas realizadas na instituição são indissociáveis do cuidado assistencial prestado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças” Cristiane Salviano, gerente de Pesquisa do Hospital da Criança de Brasília Isis rememora a história dos primeiros centros de tratamento oncológicos infantis, na década de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, e como abranger os resultados dos primeiros testes com drogas antimetabólicas no tratamento de alguns tipos de câncer infantil foi essencial para criar novas possibilidades de controle da doença. “Foi nesse escopo que nasceu o Hospital da Criança de Brasília: a oncologia que toma o protagonismo de que, dentro da rede pública do Distrito Federal, deveríamos lutar para ter uma unidade específica de tratamento de doenças como o câncer, doenças complexas, doenças, vamos dizer, catastróficas”, explica a médica. A engrenagem da inovação e do aprimoramento técnico em saúde pediátrica especializada no HCB, na atualidade, mobiliza uma estrutura, de serviço, de tecnologias e de pessoas que oportuniza o reconhecimento e o desenvolvimento de aptidões. Enfermeira e doutora em enfermagem pela Universidade de Brasília (UnB), Cristiane Salviano já atuou na assistência direta à saúde das crianças. Hoje, está à frente da Gerência de Pesquisa do hospital. Segundo ela, a atuação do HCB na busca de colaboração e convênios com outras instituições de pesquisa e agências visa a intensificar o intercâmbio de pesquisas no nível de mestrado e doutorado, pensando no constante aprimoramento do cuidado e tratamento ofertados à população pediátrica. [LEIA_TAMBEM]“Esse tipo de oportunidade permite não só formar novas pessoas que veem a pediatria de forma diferente — não somente técnica, no sentido procedimental —, mas, também, no sentido científico de buscar inovar, de compreender novas técnicas, novos tratamentos. E eu não estou falando somente de tratamento ‘duro’, medicamentoso, mas, também, do tratamento leve, em que a gente fala de tecnologias leves em saúde. Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças.” A diretora Isis Magalhães lembra que é preciso conscientizar os profissionais em torno desse propósito: “A ciência é fascinante, o conhecimento é fascinante. E quando você enxerga aquele pesquisador que está na bancada, quando ele enxerga aquela amostra, aquele material biológico não é só um material biológico. Ali tem uma criança. Tem uma família. Tem uma expectativa de cura, de que chegou ao lugar onde as pessoas estudam aquela doença. Isso muda tudo.” *Com informações do HCB
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Fruticultura cresce no DF e aposta em tecnologias para aumentar produtividade
Clima favorável, solo fértil e assistência técnica gratuita são algumas das condições que têm colocado o Distrito Federal no cenário nacional quando o assunto é produção de fruticultura. Em 2024, a área plantada de frutas cresceu 8,5% e chegou a 2,5 mil hectares, enquanto a produção saltou 6,9% em relação ao ano anterior, ultrapassando as 40 mil toneladas. Entre as frutas produzidas na capital federal, o maracujá tem ganhado destaque, se tornando referência no país pela qualidade e tecnologia empregadas pelos produtores rurais assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). “O DF é, sem dúvida, um celeiro de inovação na fruticultura”, diz o produtor Júlio Menegotto | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo dados do Relatório de Informações Agropecuárias (RIA), em 2024 foram colhidas 3.929 toneladas de maracujá em 126 hectares plantados, o que representa mais de 5% de toda a produção frutífera do DF. Na propriedade do engenheiro agrônomo Júlio Menegotto, 47 anos, o cultivo da fruta se tornou um verdadeiro polo de inovação. O produtor conta com 13,5 hectares dedicados exclusivamente ao maracujá. Ele investe há décadas no aprimoramento genético e no desenvolvimento de técnicas que hoje servem de modelo para diversas regiões do país. “Aqui nasceram tecnologias como o adensamento da plantação, o uso de mudas de grande porte, o protetor de tronco e o sistema de irrigação por gotejamento com adubação na água”, explica o produtor. “Hoje, nosso maracujá, chamado de Imperador do Cerrado, é considerado superpremium, com casca fina, baixo teor de acidez e alto rendimento de polpa.” A adoção de mudões — mudas mais desenvolvidas, com cerca de 1,5 metro de altura — também é uma das tecnologias pioneiras no mercado que foi adotada pelo produtor. A técnica encurta o ciclo produtivo da planta e reduz a incidência de doenças. “A gente pega uma muda e leva pro campo quando já está envelhecida. Assim, a gente consegue desenvolver o sistema imunológico dela, se tornando muito mais resistente a ataques de doenças. Isso também faz com que a planta produza em pouco tempo”, esclarece Júlio. Para render maracujás de maior qualidade, a rotina requer a polinização manual — atribuição que precisa de mão de obra qualificada. “Um dos desafios é justamente a falta de pessoas capacitadas para atuar nessa etapa, tendo em vista que é tudo feito de maneira manual”, comenta o produtor. O coordenador do programa de Fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo, diz que é possível triplicar a produtividade, a partir de orientação técnica correta “É um trabalho delicado e que requer atenção diária. Por isso, damos preferência à contratação de mulheres para a polinização, porque elas são mais delicadas”, conta Júlio. De acordo com ele, as atividades na sua propriedade geram em torno de 40 empregos diretos e indiretos. Em períodos de pico, como setembro, novembro e fevereiro, são efetivados até sete trabalhadores por hectare. A Emater-DF, que oferece assistência técnica gratuita aos produtores, é uma das responsáveis por incentivar o crescimento da atividade. “O DF tem clima e solo ideais para o maracujá, especialmente em regiões como Sobradinho e Planaltina. Além disso, por ser uma fruta que depende de manejo manual, ela se encaixa perfeitamente no perfil da agricultura familiar”, explica o coordenador do programa de Fruticultura da empresa, Felipe Camargo. “Com orientação técnica correta, é possível até triplicar a produtividade.” O avanço do setor também tem sido impulsionado por iniciativas como a Rota da Fruticultura, promovida em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Secretaria de Agricultura. O projeto incentiva a diversificação de culturas no DF, com a introdução de frutas como mirtilo, framboesa, açaí e pitaya. [LEIA_TAMBEM]“A fruticultura no Distrito Federal tem se expandido com o apoio do Governo do Distrito Federal, especialmente por meio do projeto Rota da Fruticultura. Nesse projeto, o GDF, agora com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), fez um aporte de R$ 2 milhões para financiar projetos voltados à fruticultura, com juros bastante baixos, de 3% ao ano”, acrescenta o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Rafael Bueno. Além do mercado in natura, a propriedade de Júlio Menegotto aposta na transformação da fruta em produtos de valor agregado. Hoje, ele comercializa polpas com e sem sementes e, mais recentemente, lançou uma linha de geleias que já conquistou espaço nas redes de supermercados do DF. “Brasília tem um potencial enorme. As fábricas ainda estão concentradas fora da região, mas estamos mostrando que é possível inovar e agregar valor aqui mesmo”, afirma. A expectativa é de que a produção da propriedade alcance 1,2 milhão de toneladas neste ano, com distribuição para o DF, Goiás e São Paulo. E, com negociações em andamento para exportação, a meta é ainda maior. “O DF é, sem dúvida, um celeiro de inovação na fruticultura”, acrescenta Júlio. “Já temos demanda para exportação de polpa de maracujá do DF para a França e de mirtilo para os Emirados Árabes. Esperamos, nos próximos meses e anos, ampliar essa exportação para outros países”, conclui o secretário Rafael Bueno.
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Com o uso de tecnologias, novas variedades de mandioca podem chegar a produzir 64 t por hectare
A popularidade da mandioca se deve não apenas à versatilidade culinária da planta, mas também ao uso integral, que contribui para a sustentabilidade e agrega valor à cadeia produtiva. Desde a raiz até as folhas, a mandioca tem mostrado potencial, tanto no consumo humano quanto na indústria de alimentação animal. No Distrito Federal, o número de produtores que cultivam a planta passou de 921, em 2019, para 1920, em 2023 – um aumento de 108,4%. Responsável pelo programa de olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Antonio Dantas explica: “A mandioca tem deixado de ser uma cultura marginalizada, em que os produtores cultivavam sem correção de solo, adubação e tecnologias. Hoje, vemos muitos produtores investindo na mandioca, com uso de novas cultivares, adoção de tecnologias na produção que contribuem para o aumento de produtividade”. Mais de 50 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas | Fotos: Divulgação/Emater-DF A adoção de tecnologias pelos produtores se deve, principalmente, ao trabalho articulado entre a Emater-DF, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados) e a Universidade de Brasília (UnB). “O trabalho de articulação entre o serviço público de extensão rural e a pesquisa é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da produção e da produtividade no cultivo da mandioca, levando as demandas dos produtores aos pesquisadores e vice-versa”, explica o extensionista rural da Emater-DF Hélcio Henrique Santos. Hoje, 54 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas. “A Emater-DF é responsável por fazer a seleção dos produtores que participam do trabalho de validação tecnológica, além de fazer o acompanhamento técnico e orientações de manejo”, pontua Hélcio. Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca e vende a produção in natura em feiras e para descascadores O produtor Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca no núcleo rural Taquara. Atualmente ele planta as cultivares japonesinha, a BRS 429 e o clone 54/10 (ainda em fase de validação), as duas últimas da Embrapa Cerrados. “A BRS 429 e a 54/10 são mandiocas que me atraíram pela rentabilidade, pois dão o dobro de produtividade da japonesinha”, conta Antônio José. “Além da produtividade, a gente observa a resistência a doenças, se o consumidor gosta, se cozinha bem, se a textura é boa, o tempo para a colheita e o tamanho da raiz. A gente repassa tudo para os técnicos da Emater e para a Embrapa”, observa Antônio. Ele vende a raiz in natura em feiras e para descascadores por cerca de R$ 50 a caixa de 26 kg. O pesquisador Josefino Fialho defende a sustentabilidade econômica, social e ambiental na produção de mandioca no DF Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Josefino Fialho, independentemente de o produtor plantar mandioca para indústria ou mandioca de mesa, é importante que tenha um processo produtivo sustentável. “Não tem como querer atingir uma alta produtividade de raiz se o seu comércio não atende aos requisitos para cobrir os custos dessa alta produtividade. É preciso ter sustentabilidade econômica, social e ambiental”, diz Josefino. Tecnologias de produção Entre algumas tecnologias utilizadas pelos produtores atualmente está o cultivo no mulching (cobertura plástica no solo), com uso de irrigação localizada. “Após a colheita de hortaliças como tomate, pimentão, pepino, os produtores aproveitam a mesma estrutura plástica e de irrigação, os resíduos de adubação da cultura anterior, para plantar a mandioca. Isso reduz os custos e melhora a produtividade”, conta o extensionista Hélcio Santos. O uso de cobertura plástica aumenta a produtividade das raízes, mantém a umidade do solo, controla a erosão e diminui a mão de obra para roçar o mato. Na unidade demonstrativa implantada na AgroBrasília, a produtividade do cultivo da mandioca no mulching chegou a 64 toneladas por hectare. Esse resultado deve-se a anos de trabalho participativo entre pesquisa, extensão rural e produtor. O pesquisador Josefino Fialho detalha: “É com essa pesquisa participativa que se determina quais os melhores materiais genéticos, as melhores formas de adubar, de espaçamento entre plantas, observando as diferentes fases do sistema, desde o plantio até a colheita. A troca de experiência é fantástica”. Usos da mandioca O uso integral da mandioca no Distrito Federal surge como uma estratégia para agregar valor à produção agrícola local. Em 2023, foram 883,25 hectares destinados ao cultivo de mandioca, por 1.920 produtores, que produziram 19.754 toneladas. “A mandioca é uma raiz de reserva, mas ela tem um período de sobrevida pós-colheita muito curto. Então, ela perde a qualidade não só da forma microbiológica, mas também fisiológica, principalmente a mandioca para mesa. A Embrapa Cerrados e outras unidades desenvolveram vários trabalhos voltados a minimamente processados, para que a mandioca pudesse conservar mais tempo e obtivesse assim melhor qualidade do produto para o consumidor”, afirma. A economista doméstica da Emater-DF Cátia Freitas destaca que a mandioca é rica em fibras, potássio e vitamina C, podendo ser consumida cozida, assada, em sopas e em diversas outras receitas. “Por não possuir glúten, ainda é uma ótima opção para pessoas com doença celíaca. Apenas não deve ser consumida crua, por conta da toxidade”, pondera. A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos. Ele tem uma agroindústria há 20 anos, na região do Café sem Troco, no PAD-DF, onde emprega seis pessoas na produção dos alimentos. “Eu vendo a mandioca descascada, além de produzir a farinha de mandioca e de tapioca e a massa puba. Algumas pessoas vêm comprar direto na propriedade e outras compram na banca que minha filha administra na feira no Guará. Processar a mandioca ajuda a ter mais renda do que a vendendo in natura”, conta Luís. Além da raiz, o caule e as folhas podem ser utilizados na alimentação animal, orienta o zootecnista é responsável pelo Programa de Ruminantes e Equídeos da Emater-DF, Maximiliano Cardoso. “Na alimentação animal, a raiz é um alimento energético, bem-aceito pelos animais, de forma fresca ou desidratada. Já a parte aérea da mandioca, que é composta pelo terço médio das hastes principais, galhos e folhas, pode ser usada como volumoso e é rica em vitaminas A e C. Essa parte pode ser aproveitada in natura ou também passada por processo de fenação, facilitando a estocagem, por exemplo”. Por não conter glúten, a mandioca é uma boa opção na dieta de celíacos Ao aproveitar todas as partes da planta, desde a raiz até as folhas, os produtores do DF não só contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também abrem novos caminhos para o desenvolvimento de produtos inovadores que atendem a um mercado cada vez mais exigente. *Com informações da Emater-DF
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