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GDF na Sua Porta leva emprego, qualificação e apoio ao empreendedor para a 26 de Setembro 

Integrando a programação do GDF na Sua Porta, a carreta Sedet-DF Mais Perto de Você segue estacionada na Colônia Agrícola 26 de Setembro, no km 84 da rodovia DF-001, até sexta-feira (29), levando atendimento gratuito à população e reunindo serviços ligados ao emprego, qualificação profissional, empreendedorismo e apoio ao trabalhador, tudo sem necessidade de agendamento. Carreta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda: oportunidades diversas bem na porta de casa | Foto: Divulgação/Sedet-DF Para quem passa pela região, a parada significa mais do que um atendimento público: pode ser uma oportunidade. O espaço reúne vagas de emprego, programas de qualificação, orientação ao empreendedor e acesso a políticas voltadas à geração de renda sem que a população precise sair da própria comunidade.  “Quando aproximamos esses serviços das comunidades, facilitamos o caminho do trabalhador, fortalecemos pequenos empreendedores e criamos condições reais de geração de emprego e renda no Distrito Federal” Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e o Instituto Nacional de Educação e Qualificação (Ineq) e percorre diferentes regiões administrativas, levando até as comunidades serviços que normalmente exigiriam deslocamento, tempo e atendimento em diferentes unidades. Atendimento Na comunidade 26 de Setembro, os moradores encontram encaminhamento para vagas de emprego, cadastro e intermediação de mão de obra, orientações sobre seguro-desemprego e suporte para emissão da Carteira de Trabalho Digital. A carreta também abre inscrições para programas gratuitos de qualificação profissional coordenados pela secretaria, como QualificaDF, RenovaDF e Fábrica Social, ampliando as possibilidades de formação e inserção no mercado de trabalho. [LEIA_TAMBEM]Para quem já empreende ou pretende começar, o atendimento vai além. Microempreendedores individuais encontram suporte para formalização, regularização e orientação especializada, além de acesso a informações sobre o Prospera, programa de microcrédito produtivo da Sedet-DF voltado para o fortalecimento de pequenos negócios. A estrutura também contempla orientações sobre a Cesta do Trabalhador, programa do GDF destinado a pessoas desempregadas em situação de vulnerabilidade. Com meta estimada de atender mais de 1,5 mil pessoas por mês, a carreta da Sedet-DF Mais Perto de Você busca reduzir barreiras e aproximar o serviço público da população, permitindo que trabalhadores e empreendedores resolvam demandas perto de casa e sem custos de deslocamento.  “Nosso compromisso é levar oportunidade para perto das pessoas”, explica o titular da Sedet-DF, Thales Mendes. “Muitas vezes, a vaga existe, a qualificação existe e o crédito também, mas o acesso ainda é um desafio. Quando aproximamos esses serviços das comunidades, facilitamos o caminho do trabalhador, fortalecemos pequenos empreendedores e criamos condições reais de geração de emprego e renda no Distrito Federal.”   *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda      

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Microcrédito e simplificação de processos impulsionam abertura de pequenos negócios no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para impulsionar e fortalecer micro e pequenos negócios em todas as 35 regiões administrativas por meio da concessão de crédito e desburocratização de processos. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) apontam que, em 2024, foram identificados 56.323 novos registros de microempreendedores individuais (MEIs); no ano passado, o número aumentou, com 69.783 cadastros no modelo de negócio; e, no primeiro trimestre deste ano, o número chegou a 22.227. Atualmente, o DF conta com 247.878 microempresas ativas, distribuídas principalmente nos setores de serviços (59,86%), comércio (26,91%) e indústria (13,23%). Os empreendimentos são essenciais para a geração de emprego e renda, fortalecendo a economia local, segundo avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. “Esses empreendedores movimentam a economia, geram empregos e fortalecem a realidade das comunidades em todo o DF. Por isso, apoiar os pequenos negócios é também investir no crescimento sustentável da nossa cidade”, afirma. O programa Prospera é uma das principais estratégias para oferecer suporte aos empresários, sobretudo quando eles não contam com os recursos necessários para dar continuidade às operações. Em 2025, a iniciativa coordenada pela Sedet-DF liberou R$ 10 milhões para 419 empreendimentos. Já entre janeiro e março deste ano, foram destinados R$ 1,9 milhão para 88 negócios. Os valores são disponibilizados com taxas de juros baixas junto com acompanhamento especializado, para modernização, aquisição de equipamentos e capital de giro. "Quando ampliamos o acesso ao crédito e facilitamos a vida de quem quer empreender, abrimos caminho para que ideias saiam do papel e se transformem em renda e oportunidade" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda “Quando ampliamos o acesso ao crédito e facilitamos a vida de quem quer empreender, abrimos caminho para que ideias saiam do papel e se transformem em renda e oportunidade”, salienta Thales Mendes. O programa contempla empresários do meio urbano e da área rural, dos setores formal e informal da economia, como feirantes, artesãos, trabalhadores autônomos, microempreendedores individuais, cooperativas de trabalho e produção. Foi graças ao Prospera que a empresária Nayhara Branquinho conseguiu abrir o tão sonhado bistrô gastronômico – o Modesto Despretensiosamente, focado em pizzas e comida afetiva. Antes da empreitada, ela trabalhava no setor público e tinha uma vida estável, portanto, nunca havia solicitado cartas de crédito. Quando iniciou a busca por investimento, se deparou com taxas elevadas e processos burocráticos complicados. “Fui de porta em porta em bancos e encontrei muitas barreiras. Quando você não tem tempo de empresa e faturamento, você não é ninguém. E é justamente quando mais precisa”, relata Nayhara. O período de aflição da empresária chegou ao fim quando ela conheceu o Prospera. “A gente descobriu por acaso e resolveu tentar. Foi totalmente diferente do atendimento de banco. Eles olharam nosso projeto, entenderam nossa realidade e confiaram na gente.” Nayhara Branquinho: "Empreender não é linear. Tem dias bons e ruins. Ter esse suporte faz com que a gente consiga se manter e crescer" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo ela, o acesso ao microcrédito do GDF foi decisivo para a abertura e manutenção do negócio, especialmente durante a pandemia. Os recursos foram utilizados desde a compra de equipamentos até a manutenção do fluxo de caixa em momentos críticos. “É um dinheiro que funciona como um respiro,  sem burocracia excessiva e com condições coerentes. Você usa, comprova e segue em frente”, explica. A empresária também ressalta a agilidade no acesso ao crédito. “Teve uma situação recente em que a gente precisava de recurso urgente. Em duas semanas, o dinheiro já estava na conta. Isso faz toda a diferença para quem empreende”, diz. O negócio, que atualmente gera 65 empregos diretos e indiretos, já passou por diversos desafios, incluindo prejuízos e mudanças de ponto. “Empreender não é linear. Tem dias bons e ruins. Ter esse suporte faz com que a gente consiga se manter e crescer”, pontua. Apoio estratégico Com foco em desburocratizar processos, o GDF inaugurou, em janeiro deste ano, o Na Hora Empresarial, no Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul. A unidade tem se consolidado como parceira dos micro e pequenos empreendedores do DF, reunindo serviços essenciais para a abertura, regularização e expansão de empresas, com suporte presencial, sem filas e sem necessidade de agendamento. O Na Hora Empresarial já registrou mais de 15,5 mil atendimentos desde que foi inaugurado, no Venâncio Shopping | Foto: Divulgação/Sejus Desde a abertura até o dia 10 deste mês, foram registrados mais de 15,5 mil atendimentos — o que representa uma média de mais de 300 assistências por dia útil. “Ao reunir vários serviços em um só lugar e reduzir etapas burocráticas, conseguimos dar mais agilidade à abertura e à regularização de empresas, permitindo que o empreendedor foque no que realmente importa, que é fazer o negócio crescer e gerar renda”, explica o subsecretário do Na Hora Empresarial, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Rodrigo Barbosa. [LEIA_TAMBEM]Com 500 m², a unidade reúne órgãos fundamentais para o funcionamento pleno das empresas. A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) presta atendimentos relacionados à emissão e regularização de licenças de funcionamento e atividades econômicas; a Vigilância Sanitária do DF, vinculada à Secretaria de Saúde (SES), atua com licenças e orientações técnicas para empreendimentos das áreas de alimentação, saúde e estética; e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) oferece consultas de viabilidade urbanística e informações sobre uso e ocupação do solo. Os cidadãos têm acesso, ainda, aos serviços da Polícia Federal, responsável pela emissão de passaportes (com agendamento), controle e fiscalização de produtos químicos, segurança privada e registro e controle de armas de fogo. Graças à parceria com o órgão, o Na Hora Empresarial oferece ainda mais conveniência e segurança para empresários que necessitam dos documentos para viagens, missões comerciais e atividades internacionais. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Acesse aqui mais informações.  

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GDF impulsiona crédito agrícola com investimento de R$ 8 milhões

Aos 22 anos, Danilo Matsumoto decidiu investir em galinhas poedeiras. Morador de Samambaia, ele nasceu e cresceu na chácara da família — um terreno de cinco hectares onde os pais sempre plantaram hortaliças. “Antes eu trabalhava com quiabo, mas queria investir em algo que me permitisse crescer mais. Por isso, decidi produzir ovos caipiras. Hoje, tem 600 galinhas poedeiras com 50 dias de vida que devem começar a produzir ovos com quatro meses. A expectativa é chegar a 500 ovos por dia”, conta o produtor rural. "Com o Prospera, o crédito se transforma em oportunidade. O programa impulsiona a produção, fortalece a independência dos produtores rurais e estimula um ciclo de crescimento que aquece a economia local e leva mais qualidade de vida ao campo" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda Com o apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Danilo teve acesso ao programa Prospera, linha de crédito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) voltada a produtores familiares. “Com o Prospera, o crédito se transforma em oportunidade. O programa impulsiona a produção, fortalece a independência dos produtores rurais e estimula um ciclo de crescimento que aquece a economia local e leva mais qualidade de vida ao campo”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. O jovem produtor foi beneficiado pelo programa e já sente na prática os resultados desse apoio. “Procurei o crédito rural porque não tinha a quantia [de dinheiro] suficiente. Com o dinheiro que tinha guardado, consegui apenas montar o galpão e comprar comedouros. Por ser produtor rural, consegui um financiamento com juros mais baixos. O valor do crédito cobre os gastos até as galinhas começarem a produzir. Sem isso, não conseguiria manter a qualidade que preciso”, explica o jovem. Danilo Matsumoto: "O valor do crédito cobre os gastos até as galinhas começarem a produzir. Sem isso, não conseguiria manter a qualidade que preciso" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília  Histórias como a de Danilo mostram como o crédito rural impulsiona a vida de produtores familiares. De janeiro a outubro deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) contratou R$ 8 milhões em crédito agrícola, com 143 projetos aprovados que fortalecem a produção em várias regiões. Desde 2019, já são R$ 63 milhões em 1.180 projetos orientados para o desenvolvimento da agricultura local. “Nós trabalhamos com diferentes linhas e bancos — BRB e outras instituições financeiras. O produtor escolhe a melhor opção com orientação técnica. Somos correspondentes bancários, então é como se o banco estivesse dentro do escritório da Emater”, detalha  o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. A Emater oferece linhas de financiamento em instituições financeiras, além de manter equipes em 15 escritórios rurais para atender aos produtores | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo Duval, o primeiro passo para o produtor rural acessar o crédito é procurar um dos 15 escritórios da Emater espalhados pelas áreas rurais do DF. “Lá, ele encontra uma equipe completa, com agrônomos, veterinários e zootecnistas prontos para orientar. O técnico vai até a propriedade, avalia a atividade e indica a melhor linha de financiamento conforme a necessidade — seja para irrigação, energia solar, estufas, embalagens ou novos equipamentos”, explica. Além dos financiamentos federais, há também linhas locais. “O DF possui instrumentos próprios, como o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), e o Prospera, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedes-DF). São créditos rápidos e acessíveis, que podem chegar a R$ 150 mil, com juros baixos. O Prospera, por exemplo, é ideal para pequenos investimentos, como uma irrigação, um equipamento ou uma pequena estufa”, aponta Duval. Apoio completo ao produtor Para ter acesso ao crédito, o produtor precisa cumprir alguns requisitos, entre eles a regularização ambiental e cadastral Para ter acesso ao crédito, o produtor precisa cumprir alguns requisitos, entre eles a regularização ambiental e cadastral. “Não é só questão fiscal. O banco e a Emater também olham o lado ambiental. Se for um financiamento para irrigação, precisa da outorga de uso da água. Para determinadas atividades, é exigido o licenciamento simplificado, o DCAA, que a própria Emater ajuda a providenciar junto à Seagri”, afirma o presidente. Duval lembra que, além da assessoria técnica, a Emater oferece capacitações de gestão e empreendedorismo. “Temos o curso Empreender e Inovar, que ensina o produtor a separar os gastos familiares dos custos da atividade e a pensar o negócio com eficiência. Às vezes, ele descobre que pode economizar implantando uma irrigação mais eficiente, um sistema fotovoltaico ou uma embalagem melhor. Tudo isso é inovação — e sem inovação não há avanço na produção”, diz. Ciclo completo: crédito, produção e venda O presidente explica que o crédito rural está ligado a outros instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar, como as compras governamentais. “O GDF é um grande comprador da agricultura familiar. A Secretaria de Educação, por exemplo, adquire alimentos para a merenda escolar pelo PNAE e pelo Papa. Então o produtor pega o crédito para investir, melhora a produção e já tem a quem vender. É um ciclo que garante renda e escoamento”, ressalta. Outro ponto destacado é o apoio à comercialização. “Há produtores que vendem em feiras, outros para restaurantes. Criamos até um aplicativo que funciona como uma vitrine virtual, conectando produtores e compradores. É uma espécie de ‘páginas amarelas’ da agricultura do DF. O restaurante, por exemplo, pode procurar ‘tomate’ e encontrar quem produz mais perto dele. Hoje, cerca de 400 produtores já estão cadastrados”, conta Duval. Transformação no campo Miguel Simões Oliveira contou com o apoio da Emater para a instalação de painéis solares e túnel de cultivo protegido na propriedade dele | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Para o produtor Miguel Simões Oliveira, da região de Ponte Alta, no Gama, o crédito rural foi decisivo para a modernização da propriedade. Com o apoio da Emater, ele contratou financiamentos para a instalação de painéis solares e túnel de cultivo protegido, reduzindo custos e aumentando a produtividade. “Com a energia solar, minha conta caiu de R$ 1.700 para cerca de R$ 44. Mesmo pagando o financiamento, ainda fico no lucro”, relata. A esposa de Miguel, Natalina Monteiro da Silva, reforça o papel da assistência técnica. “A Emater ajuda muito, orienta e acompanha. Foi com o trabalho no campo que conseguimos criar os filhos e formar um deles, que hoje é médico-veterinário”, conta. Extensão rural e segurança alimentar [LEIA_TAMBEM]Cleison Duval também destaca o papel da extensão rural na segurança alimentar e no fortalecimento da agricultura familiar. “A Emater existe em todos os estados do país com essa missão honrosa: servir aos agricultores e garantir a segurança alimentar da população. É um trabalho feito com propósito, com amor e compromisso. Nossa meta é fazer da área rural do DF o melhor lugar para se viver”, afirma. Segundo ele, o trabalho da empresa hoje se baseia em quatro dimensões: social, ambiental, econômica e de inovação tecnológica. “O Distrito Federal é campeão em produtividade de grãos e hortaliças porque utiliza tecnologia de ponta. Sem inovação, não há avanço. Por isso, a Emater atua desde a porteira para dentro — na produção — até a porteira para fora, ajudando na comercialização”, resume o presidente.  

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Apoio técnico e crédito rural garantem R$ 5 milhões à agricultura familiar no DF

Informação, orientação técnica e acesso ao crédito rural: foi com esses pilares que a produtora Maria Aparecida Pereira, 53 anos, decidiu inovar e apostar no cultivo de mirtilo, também conhecido como blueberry. Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e a participação em programas de fomento à produção agrícola, ela impulsionou seus negócios no campo. Apenas neste ano, mais de R$ 5 milhões em crédito rural foram acessados por produtores do Distrito Federal com apoio técnico da Emater-DF. Ao todo, 89 projetos foram contratados por meio de programas como Prospera, Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Maria Aparecida Pereira classifica o crédito rural como "uma oportunidade única" | Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “É uma oportunidade única para a gente, que não tem dinheiro guardado. A gente recebe o produto antes e paga depois, com dois anos de carência. É muito vantajoso”, afirma Maria Aparecida. “Recebemos as mudas e, com o recurso, conseguimos comprar os recipientes e outros materiais necessários para a produção.” Além do cultivo de mirtilo, a produtora investiu na melhoria da produção de leite, com apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de âmbito federal. Hoje, ela comercializa os produtos em feiras, mas já vislumbra novos horizontes: “Queremos vender em maior volume e colocar os produtos em mercados. Isso vai nos permitir alcançar mais pessoas.” Informação no campo A Rota da Fruticultura incentiva o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação A decisão de cultivar mirtilo veio após orientação da Emater-DF. Maria Aparecida e a família dela participaram de cursos e receberam consultoria técnica contínua. “Eles estão sempre por perto, dando força e trazendo informações importantes. A ideia da plantação surgiu com a Rota da Fruticultura, e o extensionista rural da Emater me ajudou a entrar no programa”, relata.   Segundo o extensionista rural Fernando Landim, a Rota da Fruticultura é uma iniciativa do Ministério da Integração, com participação da Embrapa, da Emater e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. O objetivo é incentivar o cultivo de frutas com alto valor agregado e potencial de exportação. “São culturas com excelente produtividade e retorno financeiro significativo para o produtor. É uma oportunidade de entrar em um nicho que ainda está em expansão”, explica.  [LEIA_TAMBEM]Além da assistência técnica, a Emater-DF atua diretamente na elaboração de projetos e no encaminhamento da documentação necessária para acesso às linhas de crédito. “O crédito rural permite que o produtor faça investimentos que, muitas vezes, ele não conseguiria sozinho. A gente orienta, prepara o projeto, acompanha o processo junto aos bancos e continua ao lado do produtor durante toda a implantação: desde a compra dos insumos até o plantio e a irrigação”, detalha Landim. Podem participar de programas de crédito produtores rurais — pessoas físicas ou jurídicas — atendidos pela Emater-DF. Para isso, é necessário comparecer ao escritório mais próximo da empresa, levando os documentos pessoais e da propriedade, para avaliação da linha de crédito mais adequada e da viabilidade do projeto.

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