GDF lança endereçamento digital para 20 mil propriedades rurais
Nesta terça-feira (23), o Governo do Distrito Federal lançou o Programa de Endereçamento Rural Digital do Distrito Federal, ferramenta que irá beneficiar cerca de 20 mil propriedades rurais espalhadas pelo DF com a criação do chamado “CEP Rural”. O sistema de localização será totalmente gratuito para os agricultores cadastrados. A governadora Celina Leão (C) lança o Programa de Endereçamento Rural Digital do DF: ferramenta beneficiará cerca de 20 mil propriedades rurais | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília "A gente não quer só que as pessoas se mantenham no campo. Queremos que as pessoas se mantenham com dignidade. Essa dignidade passa por muitas coisas e o endereçamento é uma delas” Governadora Celina Leão A iniciativa, que conta com investimento previsto de R$ 375,7 mil, é uma parceria do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF), com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e com o Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA-SP). Para a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, iniciativas como essa vão transformar a área rural do DF: “Hoje a manutenção do homem do campo depende muito das ações do governo. A gente não quer só que as pessoas se mantenham no campo. Queremos que as pessoas se mantenham com dignidade. Essa dignidade passa por muitas coisas e o endereçamento é uma delas”. O secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, afirmou que esse é um anseio antigo do produtor rural e que a plataforma criará endereços eletrônicos que poderão ser usados, por exemplo, em plataformas de e-commerce para recebimento de encomendas. A ferramenta também será disponibilizada aos órgãos de segurança pública e saúde, de modo a tornar a assistência e o atendimento mais céleres em áreas rurais. Ao discursar, durante o evento, Celina Leão enfatizou a importância do programa: "Iniciativas como essa vão transformar a área rural do DF" “Vamos ganhar em dignidade a partir da localização exata e precisão desse sistema” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural “Vamos também trabalhar o mapeamento das estradas rurais. À medida em que nós inserirmos os códigos de endereço eletrônico nas propriedades, vamos mapear locais que hoje o GDF não tem mapeado. Vamos ganhar em dignidade a partir da localização exata e precisão desse sistema”, explicou o chefe da pasta. Endereço digital único Na prática, o programa criará para cada imóvel rural um endereço digital único, reconhecido por plataformas de navegação. A ferramenta permitirá localizar propriedades com precisão, reduzindo dificuldades históricas de acesso ao campo e facilitando desde entregas de encomendas até atendimentos emergenciais. Para o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Leonardo Reisman, o georreferenciamento adequado das propriedades vai criar “uma verdadeira revolução tecnológica por meio da inclusão”, permitindo a inserção dos produtores em marketplaces, cadeias digitais de fornecimento e em políticas públicas. “Sabemos que o Distrito Federal tem produtos incríveis descobertos nos últimos anos, como mirtilo, baunilha, frutas vermelhas, com tantas cadeias interessantes. Imagine poder encontrar tesouros escondidos nessas propriedades que a gente não conhece, tornando-os visíveis para as mesas do Distrito Federal. Então essa é uma perspectiva muito importante da integração econômica e da política pública do estado chegando na ponta”, concluiu Reisman. Para Leonardo Reisman, diretor da FAPDF, iniciativa vai criar uma verdadeira revolução tecnológica por meio da inclusão Como funcionará na prática A iniciativa começou a ser estruturada em 2024, com o lançamento do protótipo do sistema e o cadastro inicial de 4.736 pontos georreferenciados, a partir de registros de regularização de ocupação de glebas públicas rurais. Em 2025, o programa avançou para 6.369 propriedades cadastradas, consolidando a metodologia de endereçamento digital rural. Para 2026, a meta estratégica do Executivo local é alcançar 20 mil propriedades rurais georreferenciadas e garantir integração total com plataformas globais de navegação digital, tornando 100% das propriedades contempladas reconhecidas em aplicativos como Waze e Google Maps. O programa utiliza a tecnologia de geolocalização por Plus Codes, sistema que cria um código digital único para cada propriedade rural, funcionando como uma espécie de CEP eletrônico. Na prática, esse código permitirá localizar com precisão os imóveis em plataformas como Google Maps, Waze e Bing Maps. Com isso, produtores e moradores das áreas rurais poderão compartilhar sua localização de forma simples e oficial com familiares, clientes, fornecedores, prestadores de serviço e órgãos públicos, reduzindo dificuldades históricas de acesso a propriedades em regiões mais afastadas. Além de facilitar a localização, o sistema será totalmente gratuito para os produtores rurais. A proposta é que a adesão ocorra por meio de uma plataforma digital amigável, com apoio de equipes da Seagri-DF e da Emater-DF para capacitação e orientação dos usuários. Segurança e atendimento emergencial Um dos principais impactos esperados está no atendimento emergencial. Com o endereço digital, equipes do Samu, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Defesa Civil poderão localizar propriedades com mais rapidez em situações críticas. A expectativa é reduzir significativamente o tempo de deslocamento em ocorrências médicas, acidentes, incêndios e demais emergências, ampliando a eficiência operacional dos serviços públicos no campo. O sistema também dará suporte ao monitoramento da malha viária rural, permitindo ao GDF planejar com mais precisão a manutenção de estradas, organizar rotas e aprimorar a gestão territorial. Desenvolvimento econômico Além da segurança, o endereçamento digital deve gerar impactos positivos na economia rural. A identificação precisa das propriedades tende a facilitar entregas, melhorar a logística de transporte e otimizar o escoamento da produção agrícola. A ferramenta também amplia o acesso dos produtores ao comércio eletrônico, permitindo a integração a marketplaces, serviços de entrega e plataformas digitais de venda, fortalecendo a comercialização de produtos do campo.
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Tubulação do Canal do Pulador, em Brazlândia, garante fornecimento para cerca de 40 propriedades rurais
As obras do Canal do Pulador, em Brazlândia, foram retomadas. Os serviços são executados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com os produtores rurais com investimento de R$ 320 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. Cerca de 40 propriedades são beneficiadas com a tubulação de 2,4 km, que leva água de qualidade para todos, garantindo segurança hídrica para plantar e trabalhar. A intervenção reúne esforços da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), com oferta do projeto e do acompanhamento técnico. Participam também a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com disponibilização de maquinário, e a Administração Regional de Brazlândia, por meio do fornecimento de materiais e suporte operacional. Os moradores atuam na instalação das caixas de passagem e captação de água nas chácaras. A tubulação do canal, que antes era a céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação. O material usado é polietileno de alta densidade (PAD). “O revestimento é de importância fenomenal para transformar as propriedades, para que possam ser produtivas de fato, e para eliminar qualquer tipo de contaminação e de desperdício de água, fazendo com que seja bem melhor utilizada”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Rildon OIiveira. A tubulação do canal, que antes era à céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A obra contempla também a construção de caixas de passagem e reservatórios revestidos por geomembrana nas propriedades. A iniciativa busca garantir o abastecimento durante todo o ano, reduzir os impactos da estiagem e fortalecer a agricultura familiar. “Cada propriedade tem a sua caixa de passagem, que disponibiliza a água por uma saída independente, e também construímos, nas propriedades que têm condições, um reservatório preparado para receber a água para que eles possam canalizar e distribuir para as suas plantações ou para criação de peixe, utilizando da melhor forma possível, sem desperdício e voltando o que sobra para o meio ambiente”, explica Oliveira. Presidente da Associação dos Produtores e Protetores do Córrego Pulador (Aprocop), o produtor rural Demétrio Martins, 61 anos, afirma que a falta de água impedia a produção agrícola em diversas chácaras. “No meu caso mesmo, eu produzia folhagem e tive que parar. Você planta uma vez por ano, dependendo da chuva, e o resto é esquecer. Ficava seis meses sem plantar nada”, relata. Segundo Demétrio, a chegada da água marca um novo capítulo para a região, que agora poderá apostar em culturas atrativas economicamente, como morango e goiaba. “Agora, a gente pode plantar sem medo, com tranquilidade. Essa água para nós é tudo, é vida. Era o que a gente precisava mais urgentemente”, destaca. “Vai melhorar muito. A gente vai poder fornecer verdura fresca para a cidade e fomentar também a criação de peixe aqui na comunidade.” A retomada das obras é mais um pedido da comunidade que foi atendida pelo governo: "Nossa obra estava parada tinha uns 15 dias porque não conseguíamos passar pela parte da estrada sem a máquina. Encontrei com a governadora Celina Leão na igreja, contei a situação e prontamente ela me atendeu. Com a chegada da máquina, já estamos quase no final do canal”, compartilha Demétrio. Vice-presidente da associação, o aposentado e produtor rural Cleide Miranda da Rocha, 68, lembra que o problema do abastecimento se agravou ao longo do tempo devido à degradação do antigo canal e às perdas de água. “Estou aqui há mais de 30 anos e, no começo, esse rego chegava até o final. Depois a água foi deixando de chegar, até faltar para mim, que moro logo no início”, conta. Cleide destaca que, além de beneficiar a irrigação das hortas, a obra também melhora as condições de criação de animais nas propriedades. “A água é importante para irrigação e para os animais. Tenho galinhas, aves e outros animais. Água limpa evita doenças e melhora muito as condições de criação”, finaliza.
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GDF regulariza 780 imóveis rurais e leva segurança jurídica a famílias no campo
Não há cidade sem campo, nem alimento sem o trabalho do produtor rural e do motorista que o transporta. Com esse olhar sobre a importância da zona rural para a vida urbana, o Governo do Distrito Federal (GDF) avança no programa de regularização fundiária iniciado em 2023. De janeiro até julho de 2025, o programa somou 200 regularizações. Desde o início, já são 780 imóveis rurais formalizados por meio de diferentes instrumentos jurídicos, de acordo com a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR). O Governo do Distrito Federal avança no programa de legalização fundiária; de janeiro até julho de 2025, foram 200 regularizações | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo o presidente da ETR, Cândido Teles de Araújo, os resultados alcançados desde a criação da entidade refletem uma mudança significativa na forma como o processo de regularização fundiária é conduzido no DF. “Com as novas tecnologias, conseguimos encurtar caminhos. Antes, para conseguir um contrato, era preciso passar por 28 etapas. Hoje, a principal exigência é que o cidadão esteja ocupando a área e desenvolvendo alguma atividade rural ou ambiental”, explica. Outro avanço, segundo ele, foi a mudança de postura da administração pública, que passou a ir até o produtor: “Agora, nós tomamos a iniciativa de chamar as pessoas para regularizar suas terras. Por meio dos editais de chamamento, os interessados se apresentam voluntariamente. Isso evita parcelamentos irregulares, grilagens e a venda de áreas por quem não é proprietário de fato. Essa medida já beneficiou mais de 500 famílias”. Cândido também confirmou a continuidade das ações. “Lançamos recentemente um edital de chamamento no Lago Oeste, uma área grande que recebemos da União, chamada Contagem de São João. Serão mais de 540 famílias beneficiadas. Já estamos atendendo os produtores e, nos próximos 90 dias, esse público será completamente contemplado”, conta. Editais de chamamento incentivam os produtores rurais a, de forma espontânea, regularizarem suas terras Sobre os modelos de concessão, a principal diferença está na exigência de matrícula individualizada: a Concessão de Direito de Uso (CDU) dispensa essa exigência, enquanto a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) requer o documento, o que encarece o processo devido ao pagamento de Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). Na prática, ambos garantem os mesmos direitos, como posse da terra, renovação da concessão a cada 30 anos e possibilidade de compra futura. Por esses motivos, a CDU tem se mostrado mais vantajosa para os produtores. O Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), por sua vez, é destinado a assentamentos de trabalhadores rurais. Sobre o Prat, o presidente da ETR lembra que o programa envolve terras destinadas à reforma agrária pela Terracap em 2013 e 2014. “Essas áreas foram repassadas aos movimentos sociais e parte delas está sendo devolvida à Terracap. Agora, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) conduz esse processo e a ETR poderá entregar a CDU aos ocupantes, conforme os prazos definidos pela nova legislação”, esclarece. Em 2023, primeiro ano de execução do programa, foram formalizadas 206 áreas, sendo 190 por meio de CDU e CDRU, além de 16 transferências. Em 2024, foram 374 imóveis regularizados: 283 por CDU/CDRU, 64 por transferências e 27 pelo Prat. Até julho de 2025, o programa soma mais 200 regularizações, sendo 160 por CDU/CDRU, 30 por transferências e 10 pelo Prat. O presidente da ETR ressaltou o impacto positivo: “É uma política de paz no campo. Com o documento, o produtor rural tem acesso a crédito subsidiado, como o FCO [Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste]. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento. O produtor rural tem os mesmos direitos que o homem da cidade. Precisa estar fixado no campo para produzir os alimentos que consumimos. A cidade processa o alimento, mas quem produz é o campo”. Por fim, Cândido destacou o compromisso do governo: “Depois de 65 anos, o produtor finalmente está recebendo o documento da sua terra. Isso só foi possível com o apoio do governador Ibaneis Rocha, da vice-governadora Celina Leão e da Terracap. A criação da ETR foi fundamental para dar agilidade a esse processo. Nosso trabalho é feito com carinho, respeito e reconhecimento ao produtor rural. Ele tem direito a ter uma boa casa. Se o morador da cidade tem direito ao documento do seu imóvel, o homem do campo também deve ter”. [LEIA_TAMBEM]Segurança O maior produtor rural de jabuticaba do Distrito Federal e presidente da Associação dos Produtores Pioneiros dos Caub I e II, Orlando de Azevedo, 71 anos, reforça que, com a documentação em mãos, os produtores ganham segurança jurídica. “Agora sim, é como ter um imóvel escriturado e registrado no nome. A gente pode construir, investir. Antes, a terra era do governo. Agora, é nossa. Com toda essa documentação, nós, produtores rurais, nos sentimos seguros. Tudo que foi construído aqui foi com o nosso suor e nossos recursos. Se atualizassem o valor de tudo que já investimos, a propriedade valeria como área urbana. Mas o que queremos mesmo é justiça: reconhecimento e o direito de continuar produzindo”, ressalta. Ele lembra que chegou à região em 2003: “Desde então, sofremos pressões pela retomada das áreas. Por isso, criei a associação. Convidei outros produtores, formamos parcerias com conselhos rurais, e fomos à luta com reuniões e articulações. Até que a ETR surgiu. A fazenda foi dividida em glebas, individualizamos as chácaras, as matrículas foram registradas em cartório, e assim foi possível lançar os editais de venda para os ocupantes”. Segundo ele, a empresa já regularizou grande parte das áreas rurais. “Ainda falta muito, mas já foi um avanço enorme. Editais de venda foram lançados e estamos comprando as terras, realizando o sonho do produtor rural de adquirir aquilo onde investimos a vida toda”, comemora. Orlando de Azevedo, produtor rural de jabuticaba: "Agora sim, é como ter um imóvel escriturado e registrado no nome. A gente pode construir, investir. Antes, a terra era do governo. Agora, é nossa" Gabriel de Jesus, 68, produtor rural que atua com gado leiteiro e produção de queijo, fala com entusiasmo sobre a importância da regularização fundiária para quem vive da terra. “A importância dessa regularização aqui na nossa região é fundamental. A gente luta há muitos anos por isso”, diz. Segundo ele, a falta de regularização trouxe muita incerteza ao longo do tempo: “Durante todo esse período, produzimos acreditando que um dia esse direito viria. E agora, sim, a gente está muito feliz. Agora vamos poder trabalhar com tranquilidade, sem medo de sermos retirados da terra, como já aconteceu com outros produtores. A gente vivia com ameaça de derrubada, era difícil produzir com esse tipo de pressão. Agora, temos garantia e respaldo”. O produtor agrícola com foco em banana, José Gonzaga, 80, também destaca que a regularização fundiária no DF representa segurança total. “Era muita insegurança, pois a gente não tinha apoio real por parte do governo. Foram anos difíceis. Hoje, graças a Deus, depois de tanto tempo, estamos vendo justiça ser feita. Receber a terra e ter um título é algo que nos dá tranquilidade, inclusive para conseguir financiamento e dar segurança para a família”, afirma. Para o produtor agrícola José Gonzaga a regularização fundiária representa segurança: "Receber a terra e ter um título é algo que nos dá tranquilidade, inclusive para conseguir financiamento e dar segurança para a família" ETR Acerta Em maio deste ano, a empresa também lançou o programa de renegociação de dívidas, o ETR Acerta. Os produtores puderam aderir às condições especiais de pagamento, por meio da emissão nominal dos contratos de CDRU e de CDU para áreas rurais do Distrito Federal. “Muitos produtores estavam inadimplentes porque os valores eram altos. Com o ETR Acerta, permitimos o parcelamento em até 12 vezes, com isenção de multas e encargos. Mais de 700 famílias estão sendo beneficiadas. Isso é bom tanto para o produtor, que regulariza sua situação, quanto para nós, que conseguimos receber”, explica o presidente da Empresa, Cândido Teles de Araújo.
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Lançado livro sobre a conservação do Cerrado no Caminho de Cora Coralina
No último dia 3, a auditora fiscal de atividades urbanas Celia Maria Machado Ambrozio lançou em Pirenópolis (GO) o livro Conservação do Cerrado: Entre Cultura e História no Caminho de Cora Coralina. A obra é um estudo aprofundado sobre a conservação ambiental e a interação com aspectos culturais e históricos na rota turística e ecológica liga a cidade de Cocalzinho de Goiás à histórica Cidade de Goiás, local onde viveu a renomada poetisa Cora Coralina. Livro promove conscientização ambiental sobre a importância do Cerrado | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental A trilha passa por importantes regiões de preservação ambiental, incluindo a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra dos Pireneus, o Parque Estadual dos Pireneus e o Parque Estadual de Jaraguá. O livro é resultado da dissertação de mestrado de Celia, realizado entre 2021 e 2022 na Universidade de Brasília (UnB), no curso de meio ambiente e desenvolvimento rural. “Publicações como essa são fundamentais para ampliar o entendimento da sociedade sobre a importância da preservação do Cerrado” Celina Leão, vice-governadora do DF Durante sua investigação, Celia selecionou dez propriedades rurais para um estudo mais detalhado, entre elas algumas reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), bem como fazendas tradicionais que preservam a conscientização ambiental, a cultura e a gastronomia goiana. A auditora percorreu trilhas, fez entrevistas com proprietários e analisou mapas de uso do solo, utilizando dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do MAP-Biomas. O livro traz uma reflexão sobre o papel dos atores envolvidos na conservação do Cerrado, como o governo, as redes de organização social, diversos segmentos das sociedades, proprietários rurais, empreendedores de turismo e voluntários, além de enfatizar a importância da interação entre meio ambiente, cultura e história. Segundo Celia, a publicação busca disseminar conhecimento e incentivar a participação de diferentes setores na proteção do bioma. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ressaltou a relevância do trabalho da servidora para a conscientização ambiental e cultural da região: “A integração entre meio ambiente, cultura e história é fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso país”. O estudo de Celia Maria Machado Ambrozio, auditora do Brasília Ambiental, identificou desafios e oportunidades para a conservação do Cerrado “Publicações como essa são fundamentais para ampliar o entendimento da sociedade sobre a importância da preservação do Cerrado. O trabalho da Celia alia conhecimento técnico e sensibilidade cultural, e isso contribui de forma concreta para fortalecer a educação ambiental e a valorização das nossas riquezas naturais”, afirmou o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer. Segundo Celia Ambrozio, a escolha do Caminho de Cora Coralina para a pesquisa se deu pela sua relevância ambiental e cultural. “A região é reconhecida pela criação da primeira RPPN do Brasil, denominada Vagafogo. Rica em biodiversidade, cultura e história, a região apresenta grande potencial para a formação de corredores ecológicos e para a conscientização sobre a conservação do Cerrado”, comenta. O estudo identificou desafios e oportunidades para a conservação do bioma, destacando a importância da educação ambiental, da adesão ao CAR e da formação de corredores ecológicos. Outro ponto relevante foi a necessidade de maior participação do Estado e dos proprietários rurais na governança ambiental, além do fortalecimento de redes de conservação e gestão territorial. “A pesquisa demonstra a melhoria contínua nesse processo de governança ambiental para promover a participação mais efetiva da sociedade, integração, apoio mútuo nessa representação do setor rural e a sensibilização sobre a importância da conservação e da recuperação do bioma”, complementa Celia. *Com informações do Brasília Ambiental
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