Startup residente do Biotic é finalista brasileira em premiação internacional da KPMG
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Peptidus Biotech, startup residente do Biotic Parque Tecnológico de Brasília, está entre as oito empresas brasileiras selecionadas para disputar a etapa nacional do Global Tech Innovator 2026, competição promovida pela KPMG, que reconhece startups com potencial de inovação e crescimento. A vencedora da etapa brasileira representará o país na final global da premiação, realizada durante o Web Summit Lisboa. As empresas finalistas atuam em segmentos como saúde, agronegócio, biotecnologia, inteligência artificial e ciência de dados. A Peptidus foi selecionada por sua plataforma de descoberta de medicamentos para a saúde animal, baseada em peptídeos e no uso de inteligência artificial. Na etapa nacional, as startups apresentarão seus modelos de negócio a uma banca formada por sócios da KPMG e representantes do ecossistema de inovação. Os projetos serão avaliados com base em critérios como inovação, escalabilidade, potencial de mercado, adoção pelos clientes, tração e perspectivas de crescimento. A presença entre as finalistas do Global Tech Innovator 2026 se soma à projeção internacional alcançada pela Peptidus neste ano. Durante a conferência Animal Health, Nutrition & Technology Innovation Europe 2026, realizada em Londres, os cofundadores da startup, Bernardo Petriz, CEO, e Rodrigo Ferreira, CTO, concederam entrevista à S&P Global Animal Health, veículo internacional especializado em informações, análises e tendências do setor de saúde animal. "Mais do que um reconhecimento, essa visibilidade confirma que a biotecnologia brasileira e de Brasília têm potencial para liderar a próxima geração de soluções globais em saúde animal", afirmou Bernardo Petriz, CEO da Peptidus Biotech. Na etapa nacional, as startups apresentarão seus modelos de negócio a uma banca formada por sócios da KPMG e representantes do ecossistema de inovação | Foto: Divulgação/Biotic Na ocasião, eles apresentaram a tecnologia desenvolvida pela empresa, que utiliza inteligência artificial e bancos de dados próprios para acelerar a descoberta de medicamentos, além dos planos de expansão da Peptidus para o mercado internacional. Fundada em 2023, a startup desenvolve uma plataforma capaz de acelerar a identificação e a validação de peptídeos com potencial terapêutico. Entre os projetos mais avançados da empresa estão um antimicrobiano para o tratamento da mastite bovina e um produto anti-infeccioso voltado ao tratamento de feridas em animais de companhia. A Peptidus também desenvolve pesquisas em áreas como dermatologia e controle de peso animal. A empresa mantém parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Católica de Brasília (UCB) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), além de participar de programas de incentivo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. A seleção para a etapa nacional do Global Tech Innovator 2026 amplia a visibilidade da Peptidus e reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela startup no setor de saúde animal e biotecnologia. *Com informações do Biotic Parque Tecnológico de Brasília
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Inscrições para programa de startups seguem abertas até 3 de setembro
As inscrições para programa de startups estão abertas até 3 de setembro deste ano. A chamada pública prevê apoio até 100 projetos inovadores desenvolvidos por startups do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O programa tem como objetivo impulsionar soluções, produtos, serviços e processos com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos e vínculo com o DF ou com a Ride. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As startups selecionadas também contarão com capacitações, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, economia criativa, educação, energia, saúde, biotecnologia, inteligência artificial, internet das coisas, governo digital, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial do programa. Clique aqui e acesse o edital completo.
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Meet Up MultipliCidades reúne empreendedores e fortalece conexões para novos negócios
Com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o Instituto MultipliCidades promoveu, no sábado (20), mais uma edição do Meet Up MultipliCidades, encontro voltado para integração de empreendedores, parceiros e atores do ecossistema de inovação do Distrito Federal. O evento reuniu participantes dos programas StartBSB, Hackacity Guará e Impulsiona Saúde. Encontro reuniu parceiros estratégicos do Instituto MultipliCidades, que atua em iniciativas voltadas para inovação e empreendedorismo | Foto: Divulgação/FAPDF Além dos representantes das startups incubadas no StartBSB e das equipes pré-incubadas nos demais programas, o encontro contou com a presença de parceiros estratégicos do Instituto MultipliCidades, como a Coopersystem, reconhecida como uma das maiores cooperativas de profissionais de tecnologia do Brasil. A participação da cooperativa contribuiu de forma decisiva para ampliar a visão dos empreendedores sobre estruturação de negócios, desenvolvimento tecnológico e posicionamento estratégico. Um dos resultados percebidos já no evento foi percepção, por parte de diversos fundadores, de que o desenvolvimento de software não necessariamente precisa ser tratado como atividade-fim de suas startups, mas como atividade-meio, subordinada a uma lógica mais ampla de geração de valor. Esse entendimento foi amadurecido a partir dos esclarecimentos oferecidos pelos representantes da Coopersystem, que ajudaram os participantes a enxergar com mais nitidez o papel da tecnologia dentro de seus modelos de negócio. [LEIA_TAMBEM]Ao todo, mais de 40 pessoas participaram do Meet Up. Durante o encontro, diferentes debates e networking se formaram espontaneamente, favorecendo conexões entre empreendedores de áreas distintas, parceiros institucionais e profissionais com experiência em inovação e negócios. Também foi registrado um volume expressivo de feedbacks positivos imediatos, sinalizando a relevância do evento para a trajetória dos participantes. O Instituto MultipliCidades A expectativa do Instituto MultipliCidades é que os desdobramentos do encontro contribuam para tornar os próximos passos das startups e projetos participantes dos programas de incubação do Instituto mais sólidos, organizados e audaciosos, ampliando sua capacidade de articulação, aprendizado e execução. O Meet Up MultipliCidades reforça a importância de criar espaços em que empreendedores possam apresentar ideias e submetê-las ao diálogo com o mercado, com parceiros e com outros agentes do ecossistema. Em ambientes assim, a inovação deixa de ser apenas intenção e passa a se transformar em estratégia, conexão e possibilidade real de crescimento. O Instituto MultipliCidades atua no desenvolvimento de iniciativas voltadas para inovação, empreendedorismo e transformação de conhecimento em soluções de valor para a sociedade. Por meio de programas de formação, pré-incubação, incubação e articulação com parceiros estratégicos, o instituto contribui para o fortalecimento do ecossistema de startups no Distrito Federal e no Brasil. *Com informações da FAPDF
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Startup desenvolve ativos para cosméticos a partir do veneno de vespas do Cerrado
O que o veneno de uma vespa do Cerrado pode ter a ver com cuidados com a pele? Para pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a resposta está na biotecnologia. A partir de estudos sobre moléculas presentes nesses insetos, nasceu a Biointech, uma startup que transforma descobertas científicas em ativos para cosméticos. Criada a partir de pesquisas realizadas na Universidade de Brasília e fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do programa Start BSB, a empresa desenvolve peptídeos bioinspirados capazes de dar origem a novos ingredientes para a indústria de cosméticos. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Biointech demonstram o potencial da ciência para gerar inovação e desenvolvimento econômico. “Quando apoiamos a pesquisa científica, também abrimos caminho para o surgimento de novas tecnologias e empresas capazes de transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, destaca. Da pesquisa científica ao nascimento da startup A história da Biointech começa no laboratório de neurofarmacologia da UnB, onde a professora Márcia Mortari pesquisava venenos de marimbondos em busca de novas moléculas capazes de tratar epilepsia refratária, um tipo da doença que não responde aos medicamentos disponíveis. Durante essas pesquisas surgiu uma molécula promissora chamada Neurovespina, que despertou o interesse em levar aquela descoberta científica para além do ambiente acadêmico. Foi nesse momento que surgiu a parceria que daria origem à Biointech. Pesquisas conduzidas no laboratório da Universidade de Brasília deram origem à Biointech | Foto: Divulgação/Biointech “Um dia, o João entrou na minha sala e perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que precisava de um sócio”, lembra Márcia Mortari, pesquisadora da UnB e cofundadora da startup. A partir desse encontro, Márcia uniu-se ao empreendedor João Davison Silva Ramalho, com quem fundou a Biointech em 2016, empresa criada para transformar descobertas científicas em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. “A Biointech nasceu com o propósito de transformar ciência de laboratório em soluções reais para pacientes e para a sociedade”, afirma João Davison Silva Ramalho, cofundador da empresa. O início dessa trajetória contou com o suporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Seleção Pública de Propostas para Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico ou de Inovação em Empresas Emergentes de Base Tecnológica — Startups Brasília, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento da empresa e a transformação da pesquisa acadêmica em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. Hoje, a Neurovespina já apresenta resultados promissores. Em parceria com o Hospital Veterinário da UnB, seis cães com epilepsia refratária estão sendo tratados com a molécula e apresentam controle total das crises. Biotecnologia inspirada na biodiversidade Com o avanço das pesquisas, a Biointech ampliou sua atuação e passou a explorar também aplicações na área cosmética. A empresa desenvolve peptídeos bioinspirados no veneno de vespas do Cerrado, capazes de atuar como ingredientes ativos em formulações para cuidados com a pele. Essas moléculas não são extraídas diretamente dos animais. A partir do estudo das substâncias presentes na natureza, os pesquisadores desenham versões seguras e eficientes em laboratório, produzidas por síntese química a partir de aminoácidos de origem vegetal. O processo garante maior controle, segurança e escalabilidade na produção. Dessa pesquisa, surgiu a Linha Tekohá, composta por cinco ativos biotecnológicos voltados para aplicações como tratamento de acne, redução de linhas de expressão, melasma, olheiras e inchaço na região dos olhos. Para João Davison Silva Ramalho, o diferencial da empresa está justamente na conexão entre ciência e inovação. “Nosso trabalho é pegar uma descoberta científica e transformá-la em tecnologia aplicada, criando ingredientes inovadores a partir de moléculas inspiradas na biodiversidade brasileira”, explica. Pesquisas da Biointech também resultam em soluções voltadas à saúde, com aplicações em estudos sobre epilepsia | Foto: Divulgação/Biointech O desenvolvimento dessas soluções também é impulsionado pela participação da Biointech no programa Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal voltada ao fortalecimento de startups inovadoras. No programa, a empresa é acelerada pela Cotidiano Aceleradora (Cooti), o que contribui para o amadurecimento do modelo de negócio e para a aproximação da startup com o mercado. Ciência, inovação e mercado Atualmente, o modelo de negócio da Biointech é predominantemente B2B (empresa para empresa), com foco no desenvolvimento e fornecimento de soluções biotecnológicas para empresas do setor cosmético, farmácias de manipulação e laboratórios de pesquisa. Além de comercializar seus próprios ativos, a startup também desenvolve peptídeos personalizados sob demanda, permitindo que empresas criem ingredientes exclusivos para novos produtos. A empresa também atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas e na distribuição de insumos utilizados por centros de pesquisa e laboratórios. Nos últimos anos, a Biointech tem ampliado sua presença no ecossistema de inovação, participando de eventos e feiras nacionais e internacionais do setor, como In-Cosmetics, In Beauty Portugal, Inova Sebrae e Campus Party, espaços voltados à conexão com parceiros, empresas e investidores. A empresa também vem expandindo suas frentes de pesquisa. Um dos projetos mais recentes envolve o desenvolvimento de um peptídeo com aplicação no setor agro, financiado pela Finep em parceria com o Ideelab. Para os próximos anos, a Biointech pretende ampliar sua capacidade de síntese de peptídeos em escala industrial e fortalecer seu papel como ponte entre universidade e indústria, contribuindo para transformar conhecimento científico em inovação tecnológica e novos produtos para o mercado. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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