Percentual de não comparecimento aos atendimentos agendados nos Cras tem redução de 25% em um ano
O serviço de lembrete e confirmação do agendamento por WhatsApp implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) há cerca de um ano tem gerado melhoria nos serviços e reduzido as faltas nos atendimentos das unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo dados da secretaria, a taxa média de pessoas que não compareceram aos atendimentos foi reduzida de 28%, em 2024, para 21%, em 2025. Sistema de atendimento das unidades do Cras tem sido mais eficiente com a adoção de lembretes de agendamento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A mensagem é enviada cinco dias antes do atendimento agendado, para que o cidadão possa se organizar em função do compromisso, com lembretes nos dias seguintes quando não forem respondidas as mensagens. A confirmação serve para que a equipe possa organizar os atendimentos e liberar vagas para quem precisa. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Embora tenha havido a redução, o percentual de 21% ainda representa em torno de 4 mil usuários que deixaram de comparecer aos atendimentos previamente agendados pelo telefone 156 e pelo site da Sedes-DF. As faltas prejudicam outras famílias em vulnerabilidade social porque aumentam o tempo de espera por atendimento. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Quando notamos a quantidade de abstenções, inovamos com ajuda da tecnologia porque sabemos que acontecem imprevistos e esquecimentos na correria do dia a dia das pessoas. A redução é positiva, mas o objetivo é orientar e conscientizar a população para que este índice reduza cada vez mais.” Orientações [LEIA_TAMBEM]Para agendar atendimento em qualquer um dos 32 equipamentos dos Cras no Distrito Federal, é preciso ir ao portal da secretaria ou entrar em contato com o telefone 156, a partir das 8h. O atendimento se dará conforme a disponibilidade de cada unidade. É importante que o usuário confira o número do GDF e o selo de verificação presentes no aplicativo. As mensagens também reforçam os documentos que devem ser levados e em alguns casos podem ocorrer ligações desse mesmo número, caso o atendimento não seja confirmado ou cancelado. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Acolhe DF já realizou 500 abordagens a pessoas em situação de rua no Distrito Federal desde julho de 2025
A política pública de cuidado e acolhimento às pessoas em situação de rua no Distrito Federal ganhou novo impulso com a reestruturação do programa Acolhe DF. Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa já realizou 500 abordagens desde julho de 2025, com foco especial em pessoas que enfrentam dependência de álcool e outras drogas. Do total de pessoas atendidas pelas equipes, 190 aceitaram ser encaminhadas para unidades terapêuticas conveniadas e fiscalizadas pelo Governo do Distrito Federal, onde recebem acompanhamento especializado para o tratamento da dependência química e apoio na reconstrução de vínculos sociais. O Acolhe DF oferece atendimento integral para pessoas em situação de rua, levando em conta fatores como dependência química, vulnerabilidade social e rompimento de vínculos familiares | Foto: Divulgação/Sejus-DF A nova fase do programa foi oficializada pelo Decreto nº 47.423, que marcou um novo momento na política do DF voltada ao atendimento da população em situação de rua. A reestruturação fortaleceu a atuação integrada entre diferentes órgãos do governo e ampliou as estratégias de abordagem social, escuta qualificada e encaminhamento para serviços públicos. Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o objetivo do programa é oferecer alternativas reais de cuidado e tratamento, sempre respeitando a dignidade e a autonomia das pessoas atendidas. “A política pública precisa ir além da assistência imediata. O Acolhe DF trabalha para oferecer caminhos de recuperação e reinserção social, especialmente para quem enfrenta a dependência química. Nosso compromisso é garantir acolhimento, cuidado e oportunidades para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Escuta da comunidade Além das abordagens realizadas diretamente nas ruas, o programa também tem intensificado o diálogo com moradores das regiões administrativas do DF para apresentar o trabalho das equipes e esclarecer dúvidas da população. A estratégia começou pelo Plano Piloto, região que concentra a maior parte das pessoas em situação de rua. Segundo o censo mais recente realizado pelo governo, cerca de 3.500 pessoas vivem atualmente nessa condição no Distrito Federal. Desde o início desses encontros comunitários, mais de 100 moradores já participaram das reuniões promovidas pela Sejus-DF. Durante essas agendas, a equipe do programa monta uma tenda itinerante em pontos estratégicos próximos às quadras onde ocorrem os encontros. No local, são oferecidas orientações à população, além da realização de abordagens sociais e encaminhamentos de pessoas que precisam de atendimento. Para a advogada Ana Cláudia Ribeiro, síndica de um bloco na Asa Norte e participante de um dos encontros, a iniciativa tem contribuído para aproximar a comunidade do trabalho realizado pelo governo. “Essas reuniões são muito importantes porque esclarecem como o programa funciona e mostram que existe uma equipe preparada para lidar com essa situação de forma humana e responsável. A comunidade passa a entender melhor o processo e também se sente parte da solução”, destaca. O programa tem intensificado o diálogo com moradores das regiões administrativas do DF para apresentar o trabalho das equipes e esclarecer dúvidas Busca ativa e respeito à legislação De acordo com o subsecretário de Enfrentamento às Drogas (Subed) da Sejus-DF, Diego Moreno, grande parte das pessoas em situação de rua enfrenta algum tipo de dependência química, o que exige uma abordagem especializada e contínua. “As equipes fazem a busca ativa e oferecem atendimento e encaminhamento para tratamento. No entanto, a legislação não permite a retirada involuntária dessas pessoas das ruas. Por isso, nosso trabalho é baseado na escuta, no acolhimento e na oferta permanente de serviços para que elas possam aceitar ajuda no momento em que estiverem prontas”, explica. Segundo ele, mesmo quando o encaminhamento para tratamento não é aceito no primeiro contato, as equipes mantêm o acompanhamento e retornam ao local para novas abordagens. Rede de atendimento O Acolhe DF atua de forma articulada com diferentes áreas do GDF, incluindo saúde, assistência social e segurança pública. Dependendo da situação identificada durante a abordagem, as equipes podem encaminhar as pessoas para unidades de saúde, serviços de assistência social ou comunidades terapêuticas. A estratégia busca garantir atendimento integral, considerando que a realidade da população em situação de rua envolve múltiplos fatores, como dependência química, vulnerabilidade social e rompimento de vínculos familiares. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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Biblioteca escolar comunitária em Taguatinga oferece aulas de crochê para mulheres
Nas tardes de terça-feira, a Biblioteca Comunitária Valéria Jardim, do Centro Educacional (CED) 02 de Taguatinga, se enche de cores, conversas e fios entrelaçados. No projeto Tecendo Fios de Oportunidade, o crochê vai além da técnica, torna-se um espaço de acolhimento, cura e valorização do feminino para as mulheres que se reúnem ali. A iniciativa foi desenvolvida em 2024 e, desde então, tem sido um sucesso para a comunidade. Não há restrição de idade, tampouco necessidade de saber costurar, pois o essencial é a vontade de aprender. O curso possui carga horária total de 104 horas, sendo 80 horas diretas, e 24 indiretas. Além das técnicas de crochê, as estudantes recebem aulas de precificação, divulgação, vendas e escrita criativa. O curso de crochê acabou se tornando uma terapia para muitas alunas | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF O crochê acompanha a professora da rede pública e escritora Nina Tolledo desde a infância. No interior de Minas Gerais, ela descobriu a técnica aos 6 anos, ao observar mulheres produzindo peças nas calçadas. Aos 11, mudou-se para o Distrito Federal e, no Gama, começou a praticar o crochê. “O projeto é aberto à comunidade. Damos preferência a pessoas em situação de vulnerabilidade, e muitas chegam aqui por indicação médica, em busca de uma atividade terapêutica”, relata a educadora. No início, 30 pessoas inscreveram-se no curso, incluindo homens. Entre conversas, risadas e confraternizações, histórias marcantes começaram a surgir. “As alunas contavam histórias e achavam que não eram nada demais, mas percebemos que eram verdadeiras artistas. Trabalhei 12 anos com revisão de textos e tive o prazer de digitar esses relatos, que agora estão se transformando no livro Pontos e Contos”, explica Nina. As peças serão exibidas na vernissage entre os dias 5 e 12 de dezembro, na própria biblioteca [LEIA_TAMBEM]Uma das participantes, Edvania Chagas Ramos, de 58 anos, vivia uma depressão após a perda recente dos pais. “Meu médico indicou um psicólogo. Fui a dois, mas não gostei. Minha filha achou que seria uma boa ideia eu vir. No começo, vim relutante, mas depois fui me soltando. No outro dia, pedi ao meu marido para me levar ao armarinho comprar uma agulha mais grossa e comecei a fazer”, conta. A aluna Maria Helena de Souza, 62 anos, também encontrou no crochê uma nova forma de expressão. Mineira, chegou a Brasília há três anos e meio para acompanhar a filha, servidora pública. “Sempre quis aprender crochê, mas achava que fosse coisa de avó. O crochê é uma maravilha para mim, estou amando. Depois, quero abrir um perfil nas redes sociais para vender minhas peças.” *Com informações da Secretaria de Educação
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Programa Profissão Saúde capacita mais de 350 profissionais de enfermagem em um ano
“Foi uma sensação maravilhosa poder, depois de quatro anos formada, finalmente vivenciar na prática aquilo que eu sempre sonhei. Estar em um hospital, assumir um plantão e acolher pacientes me fez sentir que pertenço àquele lugar”, relata Sara Leal, 29 anos. Formada em enfermagem há mais de quatro anos e sem conseguir colocação na área, a jovem hoje vislumbra novos horizontes na profissão graças ao Programa Profissão Saúde. Ela foi uma das 60 alunas que participaram, nesta quarta-feira (22), da cerimônia de encerramento de mais um ciclo de formação do programa — o quarto dos cinco previstos. Em um ano de existência, o Profissão Saúde já capacitou mais de 350 profissionais de enfermagem. Sara Leal estava há mais de quatro anos em busca de uma colocação profissional na área de enfermagem: "Estar em um hospital, assumir um plantão e acolher pacientes me fez sentir que pertenço àquele lugar" | Fotos: João Marcos, Ascom/Sejus-DF A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF). O projeto oferece cursos de capacitação a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem recém-formados que enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, especialmente por estarem em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Entre os cursos oferecidos estão procedimentos básicos de enfermagem e protocolos de aplicabilidade na prática clínica e atualização em procedimentos técnicos para profissionais de enfermagem. Além da formação teórica, os participantes vivenciam a rotina hospitalar, atuando em plantões supervisionados em enfermarias, unidades de internação e centros cirúrgicos. O processo seletivo reserva metade das vagas para grupos específicos, como pessoas em situação de vulnerabilidade social, mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+. O programa prepara os alunos para processos seletivos e entrevistas de emprego Além do conteúdo técnico, o programa prepara os alunos para processos seletivos e entrevistas de emprego. Graças às parcerias com redes hospitalares do Distrito Federal, muitos participantes já saem dos cursos com oportunidades reais de inserção profissional. O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, reforça que a exigência de experiência é uma barreira comum aos recém-formados, e que o Profissão Saúde foi criado justamente para romper esse ciclo. [LEIA_TAMBEM]“Ao proporcionar experiência prática durante a formação, o programa permite que os profissionais ingressem no mercado com mais segurança e preparo. Isso é essencial para que não apenas encontrem um emprego, mas construam uma trajetória digna e promissora na área da saúde”, ressalta. Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a educação profissional é uma ferramenta de transformação social. “Ao oferecer cursos gratuitos e acessíveis, especialmente na área da saúde, estamos contribuindo para a inclusão produtiva e a geração de renda — elementos fundamentais para a dignidade e a cidadania de milhares de pessoas”, afirma. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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