Brasília vai receber Mundial Universitário de Lutas
Brasília será sede de um dos maiores eventos universitários de esportes de combate do mundo. Entre os dias 8 e 13 de junho, a capital federal receberá o FISU World University Championship Combat Sports, campeonato mundial universitário que reunirá cerca de 2 mil atletas de aproximadamente 50 países em cinco modalidades: jiu-jítsu, karatê, muay-thai, wrestling e wushu. O campeonato conta com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) e do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte (Confae). O campeonato reunirá lutadores das modalidades jiu-jítsu, karatê, muay-thai, wrestling e wushu | Foto: Divulgação/SEL-DF A competição será no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) e reforça o protagonismo do Distrito Federal na realização de grandes eventos esportivos internacionais. A preparação para o mundial já está em andamento, incluindo vistorias técnicas conduzidas pelos Technical Committee Chair (TCCs) de cada modalidade, responsáveis por avaliar arenas, equipamentos e toda a estrutura operacional do evento. [LEIA_TAMBEM]“Brasília se consolida cada vez mais como palco de grandes eventos esportivos internacionais. Receber um mundial universitário dessa magnitude demonstra a confiança das entidades esportivas na capacidade do Distrito Federal de entregar competições de excelência, além de impulsionar o esporte, o turismo e a economia da nossa cidade”, afirmou o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira. Segundo o CEO da CBDU, vice-presidente da Federação Internacional de Esportes Universitários (Fisu) e presidente do comitê organizador, Luciano Cabral, o campeonato terá participação recorde. “Teremos os cinco continentes representados, 55 países confirmados e cerca de 2 mil participantes, mais que o dobro da última edição. Isso reforça que o Brasil é referência na organização de campeonatos mundiais e que as nações filiadas à Fisu confiam na nossa capacidade de entregar eventos com excelência e qualidade”, destacou. *Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF)
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Wrestling: a luta que mudou a trajetória de estudantes da rede pública do DF
Objetivo e disciplina têm se tornado parte do vocabulário da estudante do Centro Educacional (CED) 01 do Itapoã, Maria Helena França, de 14 anos, desde que o wrestling entrou na vida dela. Moradora do Núcleo Rural Fazenda Velha, a pequena lutadora compôs o time brasiliense da modalidade que participou dos Jogos da Juventude 2025. As disputas de wrestling estiveram presentes na segunda fase da competição. Sob a influência da irmã Ana Luiza França, ex-aluna da rede pública do DF, Maria Helena descobriu a paixão pela luta aos 7 anos de idade. “Quando eu era pequena, minha irmã tinha várias medalhas penduradas na parede inteira. Todo santo dia eu via aquelas medalhas, então acabou virando meu sonho”, relembra. Maria Helena (de azul) disputou o wrestling na segunda fase dos Jogos da Juventude 2025 | Foto: André Amendoeira/SEEDF Medalhista de bronze no Pan-Americano 2024, desde cedo, Ana Luiza levava a irmã mais nova para os treinos. Atualmente, a mais velha mora e treina no Rio de Janeiro e já competiu em campeonatos em mais de dez países. A irmã mais nova, ainda com a carreira no início, já participou dos Jogos Escolares, e este ano competiu pela segunda vez nos Jogos da Juventude. Seguindo um desenvolvimento progressivo dentro da luta, a jovem menciona que antes de entrar no esporte, a rotina dela depois da escola se resumia em comer muitos doces e ficar deitada assistindo à televisão. Com a disciplina que a modalidade exige, a rotina mudou. “Com o wrestling, eu comecei a fazer exercícios físicos. Se eu tenho uma competição, já sei que preciso comer melhor. Esse esporte me ajuda bastante no pensamento e disciplina. Hoje em dia, independente de ganhar ou perder, eu jogo duro a luta inteira e isso é uma resistência que eu pratico nos meus treinos”, conta. Para o futuro, Maria Helena pensa em ser bióloga marinha e associar a profissão com o esporte. Crescimento da modalidade O técnico Rodrigo Virmond, ao lado da atleta Maria Helena França: “Se o atleta virar campeão é sucesso, mas se ele se formar na faculdade também é sucesso” | Foto: Divulgação/SEEDF Alguns dos responsáveis por esse crescimento da modalidade no Distrito Federal são os professores da rede pública Rodrigo Virmond e José Bonifácio Neto, que começaram em 2012 com o projeto educacional, esportivo e social Luta pela Cidadania. Hoje, a ação já está presente em algumas escolas por meio da educação integral. “Muitas vezes, o papel de técnico mistura-se com o de responsável. A relação com atletas não é só de treinador, resolvemos muita coisa na vida deles, por exemplo, levar ao médico, comprar roupa, entre outros. Onde eu dava aula, no Itapoã, depois do treino eu colocava os meninos dentro do carro e ia deixando cada um nas suas casas”, afirma Rodrigo. O objetivo do projeto não é só formar campeões, mas acima de tudo, ensiná-los a acreditar no próprio potencial para conquistar o que quiserem e torná-los bons cidadãos. “Se o atleta virar campeão é sucesso, mas se ele se formar na faculdade também é sucesso, se passar em um concurso público, se abrir um negócio, virar um excelente pai ou mãe de família é sucesso da mesma forma", destaca o treinador. Bons exemplos Geovania Marques Vieira disputou cinco edições dos Jogos da Juventude e conquistou medalhas de ouro, prata e bronze | Foto: Divulgação/COB Um bom exemplo de mudança de vida por meio do esporte é a atleta e ex-aluna da rede pública de ensino do DF, Geovania Marques Vieira. Foi com a ajuda dos professores Virmond e Neto que a garota se consagrou nove vezes campeã brasileira da modalidade. “Já fui campeã dos Jogos da Juventude, e o esporte foi importante na minha vida para eu conhecer vários estados, países, pessoas, até mesmo ganhar bolsa na faculdade”, conta a atleta que pratica wrestling há mais de dez anos. Antes de ser técnico da garotada e ter uma vida dedicada ao esporte, José Bonifácio Neto também estudou na rede pública do Distrito Federal. Na escola, uma professora identificou a excelência dele nos esportes em geral. Começou com basquete, depois foi para a capoeira e descobriu a luta. “Cresci lá na Chaparral e quem me acolheu e trouxe de volta para o trilho da escola foi o esporte”, reforça Neto. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Wrestling: Modalidade esportiva cresce entre estudantes do Paranoá
O wrestling, esporte olímpico de combate, vem ganhando espaço no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Paranoá. Realizadas com acompanhamento técnico e dentro do ambiente escolar, as aulas têm ampliado o acesso dos estudantes à prática esportiva, com resultados expressivos em competições como os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs). O wrestling é oferecido para estudantes do Paranoá, por meio do Centro de Iniciação Desportiva (CID) | Foto: Mary Leal/SEEDF Entre os alunos que se destacam está Gilvana Valério Pompeu, 14 anos, que treina há dois anos e já conquistou duas medalhas de prata na etapa distrital dos Jogos Escolares do Distrito Federal. “Sempre gostei de luta desde pequena e sabia que seria bom para a minha saúde. Quando vi o professor dando aula, me interessei na hora e pedi para entrar”, conta a estudante. O projeto foi implementado inicialmente no CEF 02, por meio do programa de educação integral, e desde 2021 também está presente no CEF 01. As aulas são oferecidas dentro do Centro de Iniciação Desportiva (CID), iniciativa que já revelou talentos como a lutadora Ana Luísa França, com participação em torneios nacionais e internacionais. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, 75 estudantes participam da atividade no CEF 01, distribuídos em cinco turmas. Segundo o professor Demetrius de Aquino, responsável pelo treinamento, o objetivo é estimular a continuidade no esporte e abrir novas possibilidades de formação: “A maioria é do 6º ano e está começando agora. Nosso objetivo é que eles se sintam motivados a praticar o esporte, porque isso pode se refletir em oportunidades futuras”. Ferramenta pedagógica Além dos benefícios físicos, a prática influencia no desempenho educacional. “A luta contribui muito para o desenvolvimento do comportamento, além de melhorar o raciocínio lógico e a convivência social. No próprio desempenho escolar, os alunos mudam, ficam mais conscientes. São estudantes que passam a enxergar a escola de uma forma diferente”, explica Demetrius. João Miguel dos Santos, 11 anos, é um dos novatos no projeto e já demonstra entusiasmo. “Comecei há pouco tempo, mas gosto de luta. Agora é mais legal vir à escola, a gente aprende mais nas disciplinas também. Se eu continuar treinando bastante, acho que posso chegar em uma Olimpíada um dia”, projeta o estudante. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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64ª edição dos Jogos Escolares do DF começa na quinta-feira (9)
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizará, nesta quinta-feira (9), às 15h, a cerimônia oficial de abertura da 64ª edição dos Jogos Escolares do DF (JEDF) na Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia. Ao todo, 1.500 estudantes atletas, além de autoridades como a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o ministro do Esporte, André Fufuca, o secretário do Esporte, Renato Junqueira, e representantes das federações esportivas do DF participarão do evento. Cerca de 1.500 estudantes atletas, professores e técnicos esportivos devem participar da festa de abertura dos jogos | Foto: Mary Leal/SEEDF O JEDF, organizado anualmente pela Secretaria de Educação do DF por meio da Gerência de Desportos (Gdesp), é voltado para estudantes atletas da rede pública e privada, oferecendo 14 modalidades esportivas: atletismo, badminton, ciclismo, ginásticas artística e rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis de mesa, triathlon, vôlei de praia, wrestling e tiro com arco. Este ano, estima-se a participação de pelo menos 28 mil estudantes nos jogos. O objetivo principal da competição é promover o intercâmbio social e esportivo entre os estudantes da rede de ensino pública e particular, incentivar a prática desportiva como meio de superar o individualismo e contribuir para a formação da personalidade, além de identificar novos talentos esportivos na capital. Os JEDF também servem como etapa seletiva para as competições nacionais, como os Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), os Jogos da Juventude e as Paralimpíadas Escolares. *Com informações da SEEDF
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