Centro obstétrico do Hran terá nova estrutura para atendimento a gestantes e bebês
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão visitou, na manhã desta sexta-feira (23/10), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para conferir as benfeitorias concluídas no centro obstétrico da unidade de saúde — que voltou a atender as parturientes no dia anterior. O local, que registra, em média, 200 nascimentos por mês, recebeu novos pisos, paredes, pintura, instalações elétricas, iluminação, climatização e rede de gases medicinais, além de adequações dos ambientes assistenciais. Houve, ainda, ampliação da sala de recuperação com a inclusão de um leito. “Eu determinei que todos os nossos centros obstétricos fossem reformados com os alojamentos também, porque é o momento mais importante da mulher, em que ela vai dar à luz. Nós já fizemos isso no Hospital Regional de Ceilândia, no Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília] e, agora, aqui no Hran. Vamos partir para Taguatinga também. Aqui ficou outra coisa: é qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais. A gente está sempre criando a mesma padronização, são padronizações naquilo que a gente entende que pode melhorar a qualidade do atendimento dos nossos hospitais e dos nossos servidores", destacou a governadora. Celina Leão comemora as novas instalações do centro: "É qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A obra recebeu investimento de R$ 550 mil, para fortalecer a assistência materno-infantil na rede pública do Distrito Federal. “A revitalização do centro obstétrico do Hran representa nosso compromisso com uma assistência mais humanizada, segura e acolhedora, garantindo mais conforto e dignidade às mães e aos bebês, além de melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. Cuidar bem também é oferecer ambientes adequados para quem recebe e para quem presta assistência”, avaliou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Humanização do atendimento Médico ginecologista e responsável técnico do centro obstétrico, Cláudio Albuquerque ressaltou o impacto histórico do investimento, efetuado após anos sem intervenções estruturais profundas no local. "Eu entrei aqui em 2009. De 2009 até hoje, essa foi a primeira revitalização que recebemos. É como se você tivesse revitalizado a sua casa. Ela estava feia, e você pintou, com muita alegria. É um conforto para os profissionais e para as pacientes", elogiou. Além da reforma física, a unidade terá o atendimento humanizado aprimorado. As salas de parto contam com equipamentos específicos para o bem-estar das gestantes. “A gente prima pela humanização. Nós temos nas nossas salas de parto banqueta, que é aquele banco aberto na frente, se a gestante quiser ter o bebê de cócoras ou sentada. Tem bola para ela fazer exercício e o bebê não sai do lado dela", explicou o médico. O espaço dispõe de leitos para o período de pré-parto, parto e puerpério (PPP), onde a paciente permanece sob observação contínua nas duas primeiras horas pós-parto, momento crítico para a prevenção de complicações e sangramentos. De acordo com o responsável técnico, o empenho do Governo do Distrito Federal (GDF) renova o ambiente de trabalho e a assistência médica. "É importantíssimo, porque você tem uma melhoria na qualidade de atendimento da população e também na qualidade de atendimento do profissional, que passa a trabalhar mais satisfeito, vendo que que não é só ele, mas todo um conjunto que está trabalhando para o bem da população", conclui Albuquerque.
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GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Junho Laranja: Hran é referência no atendimento a vítimas de queimaduras
No fim do mês passado, o pedreiro Bruno Oliveira* sofreu queimaduras após receber uma descarga elétrica durante o trabalho. “Eu já estava terminando o serviço quando a régua metálica que eu usava encostou na rede de alta tensão da rua. A descarga elétrica me atingiu e o choque foi muito forte”, conta. Após os primeiros atendimentos, Bruno foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde está internado há 15 dias na Unidade de Queimados. “O tratamento tem sido muito bom. A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, relata. Atendimento especializado "A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, conta Bruno Oliveira Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Referência no Distrito Federal, a Unidade de Queimados do Hran acompanha pacientes desde o atendimento de urgência até a reabilitação. Em 2025, a unidade registrou 339 internações, 1.588 banhos e curativos com anestesia e 574 cirurgias, totalizando cerca de 2,5 mil procedimentos. Entre os casos relacionados a acidente de trabalho, os mais frequentes envolvem queimaduras térmicas por fogo e líquidos inflamáveis, queimaduras elétricas, especialmente em eletricistas e trabalhadores da construção civil, queimaduras químicas causadas por ácidos, solventes e produtos industriais, além de explosões envolvendo álcool, gasolina e outros combustíveis. O serviço reúne pronto-socorro, enfermaria, ambulatório para pacientes agudos e crônicos, além de ambulatório de fisioterapia. A assistência é prestada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogo, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista e assistente social. Segundo o cirurgião plástico da Unidade de Queimados do Hran, Brenner Dolis, o cuidado é contínuo. “Muitos pacientes chegam pelo pronto-socorro, passam por internação e cirurgias quando necessário e seguem em acompanhamento ambulatorial. Também contamos com atendimento especializado para reabilitação e tratamento de sequelas”, explica. Segundo o cirurgião plástico, Brenner Dolis, aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção Conscientização Anualmente, é realizada a campanha Junho Laranja, em alusão ao Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, celebrado neste sábado (6) e instituído pela Lei nº 12.026/2009. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) escolheu o tema “Trabalho seguro sem queimaduras”. Com o slogan “Prevenção é o melhor equipamento de proteção”, a campanha alerta para os riscos de acidentes causados por eletricidade, produtos químicos, vapor, fogo e líquidos superaquecidos nos ambientes de trabalho. “A conscientização salva vidas. Acidentes com queimaduras geram impacto importante para o sistema de saúde e podem deixar sequelas que afastam trabalhadores de suas atividades. Além do tratamento das feridas, muitas vezes é necessária uma reabilitação ampla”, afirma Dolis. O especialista alerta ainda que aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção. “Entre elas estão o uso correto de equipamentos de proteção individual, treinamentos periódicos, armazenamento adequado de produtos inflamáveis, sinalização de áreas de risco e capacitação em primeiros socorros”, aponta. O que fazer Em caso de queimadura, é essencial buscar atendimento médico. Antes de chegar ao hospital, recomenda-se resfriar o local com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos e cobrir a lesão com pano limpo ou gaze. “É importante não utilizar pasta de dente, manteiga, café, pomadas caseiras ou gelo diretamente sobre a pele, pois isso pode agravar a lesão”, orienta. Segundo o médico, a atenção deve ser redobrada em acidentes com eletricidade. “Os choques elétricos podem ser bastante enganosos. Muitas vezes observamos apenas pequenas lesões na pele, mas a corrente pode causar danos graves aos tecidos internos e, em alguns casos, levar o paciente a óbito. ” O pronto-socorro de queimados do Hran funciona 24 horas, todos os dias da semana. Após os primeiros cuidados, caso seja preciso, o paciente é encaminhado para a internação. *Nome fictício para preservar a identidade *Com informações da SES-DF
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Hemocentro inaugura Sala de Apoio à Amamentação nesta sexta (29)
A Fundação Hemocentro de Brasília inaugura, nesta sexta (29), às 14h, a Sala de Apoio à Amamentação, tornando-se o primeiro hemocentro público do país a contar com esse tipo de estrutura. A data faz referência ao Mês da Doação de Leite Humano, campanha que reforça a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mulheres. Nova sala tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado | Foto: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases” Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília A criação do espaço reflete a realidade da instituição. Das 357 pessoas que compõem o quadro de servidoras e servidores da fundação, 235 são mulheres — mais de 65% do total. Entre elas, 14 estão atualmente em período de lactação. Somados os 34 profissionais terceirizados, a proporção feminina ultrapassa 70% da força de trabalho. Espaço aberto A sala é aberta a todas as mulheres em período de amamentação que circulam pelo Hemocentro — trabalhadoras, servidoras e profissionais terceirizadas —, além de doadoras de sangue, familiares de pacientes do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias e comunidade em geral. O espaço também servirá de referência para servidoras e estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Projetada para oferecer conforto e privacidade, a sala de apoio tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado. A iniciativa atende ao disposto na Lei Distrital nº 7.057/2022, que obriga órgãos e entidades da administração pública do DF a disponibilizar esse tipo de espaço para suas trabalhadoras. [LEIA_TAMBEM]“A criação desta sala representa um passo importante no cuidado com as mulheres que fazem parte do Hemocentro — trabalhadoras, doadoras ou pacientes atendidas pelos nossos serviços”, afirma o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto. “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases.” Ponto de coleta A sala também funcionará como ponto de coleta de leite humano para doação. A mãe que desejar contribuir pode extrair e deixar o leite armazenado no local — a retirada será feita pelo banco de leite humano do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que faz a coleta diretamente no Hemocentro. O leite doado passa por análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados na rede pública. Para participar, basta procurar a equipe da sala. Mulheres que ainda estão amamentando só podem doar se o parto tiver ocorrido há mais de 12 meses. Caso a mulher já tenha encerrado a amamentação, basta que tenham se passado pelo menos três meses desde o parto. Em caso de qualquer dúvida, a orientação é procurar a equipe de triagem do Hemocentro antes de se dirigir ao local. * Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília
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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião
A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”. [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Unidade pioneira de cirurgia bariátrica no DF completa 1 ano de funcionamento
Em evento realizado neste sábado (23), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), servidores e pacientes comemoraram um ano de atividade da Unidade de Cirurgia Bariátrica do hospital. O local é pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal e oferece atendimento humanizado e estrutura dedicada a pacientes com obesidade. O espaço conta com seis consultórios, utilizados por uma equipe multiprofissional composta por cirurgiões, psicólogos, endocrinologistas, profissionais de enfermagem e nutricionistas. A unidade é equipada com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ar-condicionado em cada sala, proporcionando mais conforto e acessibilidade aos usuários do SUS. “A nova estrutura trouxe mais dignidade para o paciente. Ele agora possui uma unidade específica, um espaço mais amplo e confortável, em que todo o atendimento bariátrico é feito no mesmo ambiente. Aqui há várias especialidades voltadas unicamente para o seu quadro”, ressalta o diretor do Hran, Bruno Bacelar. “As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conta Sandra Regina Ramos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A referência técnica administrativa (RTA) do Hran e cirurgiã bariátrica responsável pela unidade, Ana Carolina Fernandes, afirma que o espaço representa a humanização do atendimento ao usuário. “O serviço de cirurgia bariátrica já existe há 18 anos no Hran, mas esse novo espaço reforça a importância e o comprometimento com pacientes obesos ou que tenham doenças metabólicas que necessitam do tratamento cirúrgico para melhora das comorbidades”, avalia. À frente da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o médico Juracy Lacerda prestigiou o evento e aproveitou para advertir sobre a importância de monitorar as taxas de obesidade. A condição está associada a doenças metabólicas graves como diabetes, hipertensão e doenças neurológicas. “Nós sabemos que a obesidade está em amplo crescimento no Brasil e no mundo. Quando analisamos os dados, nós vemos um aumento dos casos não só na população adulta, mas também na população infantil. Esse crescimento reforça a necessidade de trabalharmos com afinco em políticas de controle do sobrepeso na população”, afirma o secretário de Saúde. Esperança Próxima de ser chamada pelo complexo regulador (CRDF) para realizar a cirurgia bariátrica no Hran, Sandra Regina Ramos, 60, elogia o atendimento recebido na unidade e a atenção que os profissionais do hospital vêm dando ao seu caso. Ela conta esperar ansiosamente por ter de volta sua autonomia e qualidade de vida após o procedimento. “A bariátrica, para mim, é uma coisa muito importante, porque eu vou poder voltar a trabalhar, a cuidar de mim mesma. As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Mutirão de espirometria realiza quase 400 exames no Hran
Nesta semana, entre os dias 4 e 8 de maio, 365 pacientes passaram pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em meio à força-tarefa para realização de exames de espirometria. Também conhecido como prova de função pulmonar, o teste é essencial para avaliar a capacidade respiratória dos pacientes, permitindo o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e de outras enfermidades. O mutirão, também organizado no ano passado, visa diminuir a fila de espera para realizar o exame pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O diagnóstico é necessário para que alguns pacientes com a condição participem de programas de reabilitação pulmonar ou sejam encaminhados para outros procedimentos de saúde. O médico pneumologista do Hran, Paulo Feitosa, lembra que a rede de atenção da SES-DF é um modelo na oferta desse serviço. “A unidade de pneumologia do Hran é referência em várias patologias pulmonares específicas. Trata-se da maior unidade do tipo dentre as regiões Nordeste e Centro-Oeste e funciona em cooperação com outros serviços oferecidos no Hran, como o Ambulatório do Sono”, ressalta. Força-tarefa atendeu quase 500 pacientes entre os dias 4 e 8 de maio | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Como funciona Durante a espirometria, o paciente é orientado a encher o peito de ar e soprar forte e rápido, por seis segundos, esvaziando todo o pulmão em um tubo ligado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos do primeiro sopro e do uso de um broncodilatador, o paciente repete o sopro para ver se houve mudança depois do uso da medicação. Todo o exame é orientado por um técnico de espirometria habilitado, com equipamentos ligados a sistemas computadorizados que geram dados gráficos e numéricos para análise de um especialista — no mutirão, os pneumologistas do Hran. Um dos pacientes atendidos no decorrer da semana foi a chefe de cozinha Rayane Campeche. Ela conta que já havia se consultado com um fonoaudiólogo da rede e elogiou a equipe da SES-DF. “A profissional que marcou os exames foi super solícita comigo. Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”. Acompanhada da filha e do neto, a aposentada Doralice Samara também participou do mutirão Outra a participar do mutirão foi a aposentada Doralice Samara, acompanhada da filha e do neto. Doralice é fumante — apesar da forte reprovação da família — e afirma que a força-tarefa acontece em um momento oportuno. “Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”. Já sobre a dificuldade em realizar o teste, a aposentada fala com orgulho: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”, afirma sorridente. *Com informações da SES-DF
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Hran e Hospital de Base realizam 270 triagens fonoaudiológicas
Os hospitais de Base de Brasília (HBDF) e da Asa Norte (Hran) realizaram 270 triagens fonoaudiológicas, quinta (23) e sexta-feira (24). Durante os atendimentos, foram consideradas queixas relativas à voz, como rouquidão persistente ou cansaço ao falar. No Hran, a ação contou com fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e alunos de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto na voz e possíveis quadros de rouquidão ou disfonia (alterações na qualidade vocal). Os pacientes com resultados positivos foram encaminhados à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para continuidade do atendimento. Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Coordenadora da ação, a especialista em voz e fonoaudióloga do Hran Yonara Caetano reforça que é preciso investigar qualquer desconforto vocal. A porta de entrada preferencial para essa checagem são as UBSs. “A voz precisa ser emitida facilmente e sair limpa. Se há força para falar ou certa rouquidão, é um sinal de alerta. Esses problemas indicam que algo não vai bem no corpo”, avisa Caetano. A profissional também enfatiza os principais cuidados para manter a saúde da voz. “O que indicamos, antes de tudo, é hidratar as pregas vocais, que precisam disso para vibrarem e emitirem som. Também é importante realizar sempre um aquecimento e um desaquecimento para o uso profissional da voz. Ela deve estar dentro dos limites do confortável e nunca nos extremos: muito agudo ou muito grave, nem falar tão alto ou tão baixo. O conforto é sempre o mais saudável”, diz. Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento Anne Paz, fonoaudióloga Atuando no HBDF, a fonoaudióloga Anne Paz, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), explica que a voz sofre mudanças ao longo da vida e precisa de cuidados: “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento”. Quem aproveitou o evento de triagem fonoaudiológica foi Edicleide Gonçalves, de 39 anos, que saía de uma consulta de rotina no Hran quando foi abordada pela equipe da ação. “Para mim, essa foi uma experiência interessante. Eu sempre falo assim: ‘A voz é o mais importante, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Sou muito conversadeira", revela. *Com informações da Secretaria da Saúde
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Dia Mundial da Voz: Hran e Hospital de Base ofertam triagem fonoaudiológica
Em comemoração ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base de Brasília (HBDF) ofertarão, na próxima semana, uma triagem fonoaudiológica. A ação é voltada a quem apresenta algum distúrbio na voz, como rouquidão persistente, cansaço ao falar e falhas constantes na voz. Durante o atendimento, será aplicado um protocolo de rastreio desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto ao falar e possíveis quadros de rouquidão. Os participantes passarão por triagem com avaliação vocal, que analisa aspectos como rouquidão e tensão vocal, além do preenchimento de questionários específicos. Caso seja identificada alguma alteração vocal, o paciente será encaminhado para a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde seguirá o fluxo de atendimento na rede pública. O percurso inclui avaliação na Atenção Primária, consulta com médico otorrinolaringologista, exame de videolaringoscopia e, se necessário, início de fonoterapia. A ação contará com a participação de fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e de estudantes de fonoaudiologia do Distrito Federal. Rouquidão, cansaço ao falar e falhas na voz são sinais de alerta para saúde vocal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Campanha A campanha deste ano da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia tem como tema Sua voz, sua História. O objetivo é chamar atenção para as mudanças da voz, ao longo dos anos, e quais sintomas indicam alerta. Com o envelhecimento, a voz também muda, e alguns aspectos dessa mudança chamam a atenção para a saúde vocal. Idosos podem apresentar ao longo dos anos a voz mais fraca e trêmula. Além disso, o uso inadequado da voz, uso de medicações, refluxo gastroesofágico, tabagismo e pouco consumo de água interferem na saúde da voz. A campanha chama atenção para uma doença chamada presbifonia, que é o envelhecimento da voz. Com cuidados com a saúde e acompanhamento de profissionais de fonoaudiologia, a voz na terceira idade pode ser preservada. O fonoaudiólogo é o responsável pela saúde vocal, com foco na prevenção de doenças. Serviço Local: Hospital Regional da Asa Norte Datas: dias 23 e 24 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h Local: Hospital de Base de Brasília Data: dia 23 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h. Público: aberto ao público em geral, especialmente a pessoas com queixas vocais. *Com informações da SES-DF
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Cozinha hospitalar do Hran é reinaugurada, com investimento de R$ 1,3 milhão
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ganhou uma nova cozinha hospitalar. O espaço foi reinaugurado nesta terça-feira (8) pela governadora Celina Leão, após receber investimento de R$ 1.324.249,34 em obras e equipamentos. A obra contou ainda com R$ 500 mil em emenda parlamentar do deputado Robério Negreiros. Cozinha foi reformada com foco no reforço à segurança no preparo e distribuição das refeições, o que melhora a qualidade de alimentação dos pacientes | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A estrutura passou por uma reforma completa para reforçar a segurança no preparo e na distribuição de refeições. Essa é a sétima unidade da rede pública de saúde que recebe investimentos de reforma no refeitório. A governadora Celina Leão acompanhou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, durante a reinauguração: “É uma área muito importante, porque trata da alimentação de quem está internado e também de quem trabalha todos os dias dentro do hospital” “Entendemos que isso melhora a qualidade da alimentação oferecida ao paciente e também as condições de trabalho dos servidores da saúde”, afirmou a governadora. “É uma área muito importante, porque trata da alimentação de quem está internado e também de quem trabalha todos os dias dentro do hospital.” Adequação A intervenção incluiu reformulação total da rede elétrica, impermeabilização integral da área, substituição dos revestimentos de piso e parede e modernização dos equipamentos usados na rotina da cozinha. As mudanças atendem às normas sanitárias e operacionais e reforçaram a segurança na armazenagem e no preparo dos alimentos. “O investimento melhora o manejo dos alimentos servidos a pacientes e equipes e reforça uma área importante para o hospital, para o cuidado com o paciente e para as condições de trabalho dos servidores” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Entre os novos equipamentos estão fogão industrial, freezers, panelas industriais, caixas térmicas, sistemas de banho-maria, bancadas de apoio, armários para os funcionários e cubas para preparo e higienização. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, anunciou que os trabalhos continuam em outras unidades de saúde. “O investimento melhora o manejo dos alimentos servidos a pacientes e equipes e reforça uma área importante para o hospital, para o cuidado com o paciente e para as condições de trabalho dos servidores”, disse. “O próximo a receber a reforma será o Hospital do Gama e, depois, o Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília]”. O superintendente da Região Central de Saúde, Paulo Roberto da Silva Júnior, enfatizou o alcance das intervenções: “Toda a rede elétrica e a hidráulica foram trocadas. Agora, temos um equipamento moderno para atender usuários e servidores, com melhores condições na hora da alimentação”. Um novo Hran desde 2019 [LEIA_TAMBEM]A reinauguração da cozinha se soma a outras intervenções executadas pelo GDF no Hran nos últimos anos. Em 2020, durante a pandemia, a Secretaria de Saúde (SES-DF) empenhou R$ 822,6 mil em reformas prediais, com pintura das fachadas, troca de letreiros, readequação da radiologia para instalação de um novo tomógrafo, reforma do box do pronto-socorro e manutenção das redes elétrica e hidráulica. Em 2023, o pronto-socorro e o centro cirúrgico passaram por modernização, com reforma das oito salas cirúrgicas e das áreas de recuperação anestésica, renovação de piso, paredes e teto, climatização, iluminação blindada, novos focos, mesas cirúrgicas e uma farmácia satélite. Em 2024, o GDF investiu mais R$ 2,8 milhões para reformar a ala de fissurados, com intervenções também na unidade odontológica, na de queimados e no centro cirúrgico ambulatorial. Já em 2025, o hospital ganhou uma usina fotovoltaica de R$ 1 milhão, capaz de gerar mais de 500 MWh por ano e suprir cerca de 15% do consumo da unidade.
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Semana do Sono no DF abre debate sobre impactos de noites maldormidas
Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou levantar com a sensação de cansaço. Todos são sinais comuns de insônia, um problema que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. Quando o sono não ocorre de forma adequada, o organismo sofre impactos que vão desde irritabilidade e falta de concentração até prejuízos mais amplos à saúde física e mental. No Distrito Federal, o problema tem alcançado um número relevante de pessoas. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado neste ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% dos adultos relatam sofrer com insônia. O levantamento também mostra que 20% dizem dormir menos de seis horas por noite, o que é considerado uma duração curta de sono. A Semana do Sono 2026 vai até quinta-feira (19), no auditório central do Hran; atividades são gratuitas e abertas à população | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, assim como a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina adequada de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Os dados foram levantados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações relativas aos anos de 2006 a 2024. Os indicadores relacionados à duração e à qualidade do sono passaram a ser monitorados pelo Vigitel em 2024. No primeiro dia de evento, especialistas falaram sobre a importância do sono para a saúde como um todo e o papel da melatonina no organismo Conscientização Em todo o Brasil, unidades de saúde promovem atividades durante a Semana do Sono 2026, um movimento dedicado à conscientização sobre o tema. A mobilização teve início na última sexta (13) e segue até quinta-feira (19). O objetivo da iniciativa é ajudar a população a reconhecer os sinais de um sono de má qualidade, identificar quando é necessário procurar um especialista e adotar hábitos que favoreçam noites mais reparadoras. [LEIA_TAMBEM]No DF, a abertura ocorreu no auditório central do Hran. As atividades são gratuitas e abertas ao público. Durante as ações, as equipes destacam que a falta de sono de qualidade afeta o dia a dia e pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças que poderiam ser evitadas com a adoção de hábitos mais saudáveis. “Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade. Confira aqui a programação dos próximos dias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Referência em atendimento de queimados, Hran atende pacientes vítimas de raio
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deu alta clínica, nesta terça-feira (27), a três vítimas da queda de raio na Praça do Cruzeiro ocorrida no domingo (25). Ao todo, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) atendeu 14 pacientes, que tiveram pronto atendimento e receberam todos os cuidados necessários. A Unidade de Queimados do Hran é referência nesse tipo de tratamento. Pacientes vítimas de queimaduras, tanto do Distrito Federal quanto do Entorno, são encaminhados ao setor. No local, os pacientes encontram uma equipe multidisciplinar e um atendimento focado no bem-estar do indivíduo. Sávio Bezerra é um desses pacientes. Ele sofreu um acidente grave de trabalho e teve que ser internado na Unidade de Queimados em novembro. Um cabo de alta tensão provocou queimaduras de segundo e terceiro graus no corpo do eletricista. Após um mês tratando os ferimentos nos braços e coxa, o jovem de 29 anos está prestes a receber alta. “O atendimento aqui no Hran é excepcional! Tenho todos os profissionais que preciso. Eles cuidam de mim de uma maneira que, imagino, nem em hospitais particulares fazem. Sempre me informam sobre os procedimentos a serem feitos e cuidam para eu não sentir tanta dor”, elogia Sávio. A assistência humanizada, contínua e especializada é uma prioridade no setor. Por isso, no Hran, o tratamento não finaliza após a alta: a equipe segue acompanhando o paciente. Sávio irá voltar, ainda, para fazer curativos e prosseguir com a fisioterapia, por exemplo. Sávio Bezerra da Silva ficou internado na Unidade de Queimados do Hran durante um mês. Lá, ele recebeu o cuidado humanizado da equipe multidisciplinar | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Cuidado integral Quem precisa dos serviços da Unidade de Queimados do Hran pode contar com uma equipe vasta e completa: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistente social. A atuação multidisciplinar busca cobrir todas as necessidades daquele paciente para que sua recuperação seja completa. “Aqui é um centro de referência. Todos os profissionais atendem de acordo com a sua área e, juntos, criam um plano terapêutico personalizado para cada paciente. É uma equipe que intervém desde a admissão até depois da alta hospitalar”, explica a enfermeira do setor Aline Leão Simões. Essa assistência espelha-se na complexidade do caso. As queimaduras mais superficiais são atendidas no ambulatório. As de segundo e terceiro graus, por sua vez, comprometem superfícies maiores do corpo e, muitas vezes, pedem internações e cuidados mais intensivos. Em 2025, a unidade realizou 6.934 atendimentos, sendo 3.179 no pronto-socorro, 3.147 no ambulatório de queimaduras agudas e sequelas de queimaduras, 187 internações na enfermaria e 421 procedimentos no centro cirúrgico. Principais acidentes As causas mais comuns de queimaduras ocorrem pelo contato com líquidos quentes ou chamas diretas. Isso significa que a cozinha, na maior parte dos casos, é o local mais perigoso da casa. Choques elétricos com cabos de alta tensão, como o sofrido por Sávio, podem causar lesões de diferentes graus, além de outros problemas como convulsões e desmaios. “Os acidentes domésticos são os que mais trazem pessoas ao pronto-socorro. São indivíduos que colocam fogo no lixo, reacende churrasqueira com álcool, troca de fios de forma incorreta. Há também os acidentes de trabalho, com choques de alta tensão, por exemplo, geralmente as ocorrências mais graves", detalha Simões. O que fazer? Em caso de acidente, o primeiro passo é interromper o processo de queima com água limpa em abundância ou abafando o local. Em seguida, é necessário resfriar a região afetada com água em temperatura ambiente ou fria por pelo menos 20 minutos. Por fim, deve-se buscar imediatamente o serviço de saúde, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um pronto-socorro dos hospitais regionais da rede pública. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde
Horas de sol na piscina, na praia ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais que devem ser mantidos durante esta temporada. A hidratação frequente é uma das primeiras recomendações para evitar problemas com o calor | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura; é uma emergência médica que exige atenção imediata”, adverte a dermatologista Letícia Oba, coordenadora dos ambulatórios de psoríase e cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos. Fatores de risco A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos são situações que elevam o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal” Letícia Oba, dermatologista do Hran Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribui para o agravamento do quadro”, lembra a dermatologista do Hran. “Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”. Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva, indicando que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. O que fazer Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo”, orienta Leticia Oba. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se for possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro.” A médica lembra que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito. A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre as 10h e as 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hran recebe mais de 6 mil alunos por ano e se consolida como centro de excelência em formação de especialistas
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é um dos principais pilares da formação em saúde do Distrito Federal. Certificado como hospital de ensino pelos ministérios da Educação e da Saúde, a unidade funciona como uma fonte de talentos, recebendo anualmente cerca de 6 mil alunos de graduação, pós-graduação e residências multiprofissionais. “Somos por natureza um centro formador de especialistas. A residência médica ainda é o padrão-ouro para a formação e o Hran tem essa particularidade de ser pioneiro e exclusivo em diversas áreas", destaca o supervisor do programa de residência em cirurgia do aparelho digestivo do Hran, Adriano Guimarães. A residência médica no Hran é considerada padrão ouro | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde No DF, apenas o Hran forma especialistas em cirurgia plástica para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital também é o único a formar especialistas em procedimentos do aparelho digestivo. Neste ano, o Hran expandiu seu portfólio com a criação da residência em medicina do sono, vinculada à pneumologia. Uma pesquisa recente conduzida no hospital mostrou que o índice de satisfação é alto: 90% dos residentes recomendam o programa cursado. O número contrasta com a média nacional, que mostra grande migração de alunos para o setor privado. "O profissional, além de sair com formação exemplar e ser disputado pelo mercado, reconhece o serviço do hospital como de excelência e quer retribuir à rede pública" Adriano Guimarães, supervisor do programa de residência em cirurgia do aparelho digestivo De acordo com o supervisor da residência, a maioria dos residentes do Hran manifesta o desejo de atuar no SUS. "Isso é motivo de muito orgulho. Significa que o profissional, além de sair com formação exemplar e ser disputado pelo mercado, reconhece o serviço do hospital como de excelência e quer retribuir à rede pública", afirma Guimarães. A formação no Hran também atua estrategicamente para suprir carências, como na anestesiologia. "Formamos mão de obra qualificada para compor quadros defasados. A ampliação dessas vagas é, inclusive, uma importante política de Estado para o fortalecimento da saúde pública", acrescenta. O incentivo à pesquisa é outro alicerce da unidade. Todos os residentes têm a obrigatoriedade de publicar ao menos um trabalho científico, mas muitos concluem o curso com até cinco publicações. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Ambulatório do Viajante no Hran orienta população do DF sobre vacinas e prevenção de doenças antes de viagens
Aos 60 anos, Maria da Conceição de Almeida está prestes a realizar a primeira viagem internacional da vida. O destino é a ilha caribenha de Aruba. Antes de fechar a mala, a moradora de Taguatinga buscou orientações no Ambulatório do Viajante, que fica no Hospital Regional de Asa Norte (Hran). “Agendei por telefone. A ligação é rápida, o agendamento é feito na hora e eles orientam a chegada a partir das 14h. Vim fazer a consulta para falar sobre a minha viagem internacional. Preciso me precaver e trouxe minhas vacinas para o médico avaliar”, afirma a professora. O Ambulatório do Viajante é um espaço de orientação e prevenção para quem vai viajar, principalmente para o exterior, mas também para destinos nacionais, como regiões amazônicas. O atendimento ocorre às terças e quintas-feiras, de 14h às 17h. O agendamento é feito pelo telefone 3449-4733 ou pelos e-mails hran.crie@saude.df.gov.br e agendamentocriehran@gmail.com. O Ambulatório do Viajante é um espaço de orientação e prevenção para quem vai viajar, principalmente ao exterior, mas também para destinos nacionais, como regiões amazônicas | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o médico generalista do Hran, Fernando de Moraes, o ambulatório deve ser procurado principalmente por quem vai viajar para países tropicais e subtropicais. “A maioria dos países da América do Sul, da América Central, os 54 países africanos, e grande parte da Ásia exigem o CIVP, que é o Certificado Internacional de Vacinação”, explica o médico. A emissão do certificado é gratuita e pode ser feita de forma on-line. Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), quem tomou a vacina, exigida pelo país de destino, a partir de 30 de dezembro de 2022 pode emitir o certificado diretamente no aplicativo Meu SUS Digital, utilizando o mesmo login do Gov.br. O documento é gerado automaticamente, não possui prazo de validade e só precisa ser emitido uma única vez. Já quem foi vacinado antes dessa data e não tem registro no sistema, deve procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para a atualização dos dados. Viagem segura Durante a consulta no Ambulatório do Viajante, a equipe avalia o histórico do paciente e confere as vacinas já tomadas. Para facilitar esse processo, é indicado o uso do aplicativo Meu SUS Digital. “É uma ferramenta importante, porque reúne as vacinas tomadas tanto no serviço público quanto no particular. Muitas pessoas não sabem mais onde está o cartão de vacinação, e isso ajuda muito”, pontua o doutor Fernando de Moraes. Além da vacinação, o atendimento inclui orientações sobre medicamentos. Como é comum que viajantes levem remédios para imprevistos, como alergias e diarreia, a equipe esclarece o que pode ser transportado na bagagem e qual o melhor horário para uso durante a viagem. Segundo Fernando de Moraes, o serviço segue um modelo adotado em vários países. “Esse trabalho existe em muitos lugares do mundo. Surgiu na Europa, na década de 1980, com uma proposta que considero uma das mais bonitas da medicina, que é a abordagem preventiva. Aqui, nosso foco é minimizar os riscos de adoecimento durante a viagem e evitar que a pessoa traga doenças para o Brasil”, esclarece o médico. Andreia Saboia: “Normalmente, pensamos primeiro no visto e nos documentos da viagem, mas também é fundamental verificar quais vacinas são exigidas" Andrea Saboia também procurou o Ambulatório do Viajante para se preparar para uma viagem internacional neste fim de ano. A advogada mora em Águas Claras e está com a passagem comprada para conhecer Curaçao. “Normalmente, pensamos primeiro no visto e nos documentos da viagem, mas também é fundamental verificar quais vacinas são exigidas. A gente sempre precisa se precaver. Consegui marcar pelo telefone e o atendimento foi imediato”, diz.
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DF tem a melhor taxa de cobertura do teste da orelhinha do país
O Distrito Federal tem a melhor taxa de cobertura da triagem auditiva neonatal, segundo dados do Ministério da Saúde. A unidade federativa registrou alcance de 95%, seguida por Santa Catarina (75%), Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%). O teste da orelhinha, como é popularmente conhecida a triagem, compõe o rol de exames oferecidos a recém-nascidos ainda na maternidade, como parte do cuidado neonatal prestado por integrantes de uma equipe multiprofissional. Para a execução dessa política pública, o fonoaudiólogo desempenha um papel fundamental. Além de detectar problemas de audição, a área é responsável por avaliar o frênulo lingual (teste da linguinha) e por apoiar o aleitamento materno, favorecendo a coordenação entre as funções de sucção, deglutição e respiração do bebê. O teste da orelhinha compõe o rol de exames oferecidos a recém-nascidos ainda na maternidade | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Essa abordagem integral, conforme explica a responsável técnica de Fonoaudiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Ocânia da Costa, favorece a adequada inserção do novo indivíduo na sociedade. “São vários profissionais envolvidos, cada um em sua área, buscando sempre aplicar a melhor conduta possível, a fim de promover mais saúde e produzir menos impacto negativo.” Essência humana Há quase seis anos atuando entre maternidade, unidade de cuidados intermediários neonatais e centro obstétrico do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a fonoaudióloga Laís Nogueira segue motivando-se com seus pacientes. “Cada bebê é uma sensação de 'novo começo'. Esse início de vida traz muita esperança”, enfatiza. “Para mim, nesse cenário, a fonoaudiologia está muito relacionada com a essência do que é ser humano: desenvolver-se e comunicar-se.” Assistência especializada [LEIA_TAMBEM]A SES-DF conta com 217 fonoaudiólogos em seu corpo técnico. No contexto hospitalar, esse profissional de saúde de nível superior está disponível em todas as 16 unidades da rede pública. Em 2025, até o momento, foram registrados quase 18,5 mil exames de triagem auditiva neonatal. A elevada taxa de cobertura justifica-se por um intenso trabalho de gestão que envolve desde o engajamento e a capacitação técnica, até o aprimoramento das escalas de trabalho e do registro dos dados. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Protocolos de manejo de diabetes gestacional são reforçados no DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforçou ações de diagnóstico e acompanhamento de gestantes com diabetes. A iniciativa se alinha às novas diretrizes publicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em novembro. A doença afeta uma em cada seis grávidas no mundo e demanda cuidado especializado para prevenir complicações maternas e neonatais. Segundo a OMS, mais de 21 milhões de gestantes enfrentam diabetes a cada ano. Na capital federal, a SES-DF já possui estrutura consolidada para identificar precocemente a doença e garantir atendimento especializado. O pré-natal de risco habitual segue protocolos internacionais, realizando glicemia de jejum no primeiro trimestre e, quando necessário, o teste oral de tolerância à glicose para diagnosticar diabetes gestacional. Unidades de saúde em todas as regiões do DF contam com profissionais como endocrinologistas e nutricionistas para atendimento a pacientes de diabetes gestacional | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O ginecologista Marcelo Cronemberger, do ambulatório de pré-natal de alto risco do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), explica que a rede está preparada para acolher e acompanhar grávidas com a doença. “A partir do diagnóstico, seja de diabetes gestacional, seja de diabetes pré-existente, como tipo 1 e tipo 2, a paciente é imediatamente regulada para o pré-natal de alto risco. Todas as regiões de saúde contam com serviços especializados para esse atendimento”, destaca. A SES-DF mantém equipes multiprofissionais em várias unidades de alto risco, incluindo endocrinologistas, nutricionistas, profissionais de enfermagem qualificados e pré-natalistas especializados. Esses profissionais atuam de forma integrada em controle glicêmico, definição do uso de medicamentos, orientação alimentar, monitoramento de comorbidades e avaliação do desenvolvimento fetal. “O bom controle glicêmico antes da concepção reduz o risco de malformações, abortamentos e intercorrências nos primeiros meses de gestação” Marcelo Cronemberger, ginecologista Cronemberger reforça que o cuidado começa idealmente antes mesmo da gestação. “Para mulheres com diabetes tipo 1 ou tipo 2, é fundamental planejar a gravidez. O bom controle glicêmico antes da concepção reduz o risco de malformações, abortamentos e intercorrências nos primeiros meses de gestação”, explica. Na hora do parto As novas diretrizes da OMS também orientam sobre o manejo durante o parto. Recomenda-se que a decisão sobre a idade gestacional segura para realização do parto seja individualizada e baseada no tipo de diabetes, no controle da glicemia e nas condições clínicas da mãe e do bebê. A SES-DF já adota esse modelo de atendimento, pautado em evidências e análise de risco. O diabetes é uma das condições crônicas que mais avançam no mundo e já afeta mais de 800 milhões de pessoas. A SES-DF busca fortalecer a linha de cuidado materno-infantil e garantir assistência qualificada, a fim de reduzir complicações e promover gestações mais seguras. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hran realiza 600 atendimentos para identificar lesões suspeitas de câncer de pele
As portas do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estiveram abertas neste sábado (13) em uma força-tarefa para o diagnóstico de câncer de pele. Ao longo de seis horas, das 9h às 15h, 600 atendimentos foram realizados com o objetivo de identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Após consulta médica, 40 remoções cirúrgicas puderam ser realizadas de forma imediata na unidade de saúde. Outros 50 pacientes tiveram procedimentos agendados para os próximos meses, que serão efetuados, além do próprio Hran, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ou no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Otávio Ruela, 90, e Maria das Dores de Souza, 86, foram os primeiros a serem atendidos. A posição foi garantida com o apoio de familiares que se revezaram na fila desde o fim da tarde anterior, sexta-feira (12). Logo nos primeiros minutos de atendimento, ambos entraram para a sala de cirurgia. Do lado de fora, quem os aguardava eram os filhos, o casal Edimar Ruela, 59, e Marilene Alves, 51. Otávio Ruela, 90, e Maria das Dores de Souza, 86, foram os primeiros a serem atendidos. Logo nos primeiros minutos de atendimento, ambos entraram para a sala de cirurgia | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF "Desde o início do ano que eu estou torcendo para esse dia chegar”, afirma o filho de Otávio na companhia da esposa. O pai teve lesões identificadas nos últimos meses, enquanto a sogra concluiu tratamento para câncer de pele há cerca de três anos. "A gente conhece alguns dos profissionais que estão aqui. Sabemos que nossos pais estão em boas mãos", garante Marilene. Voluntários A força-tarefa reuniu quase 60 médicos e outros 20 profissionais de diferentes formações. Neste grupo de voluntários, havia bastante comprometimento e paixão. "Eu nasci para cuidar de pessoas. Aqui é a minha casa", demonstrava a enfermeira Claudia Brito. Não à toa, foram quase trinta anos de atuação no Hran. Aposentada em 2014, os últimos 15 anos de profissão foram dedicados ao setor de dermatologia da unidade. Já tendo participado do Dezembro Laranja em anos anteriores, não teve dúvidas ao aceitar o convite para atuar como voluntária nesta edição. "Eu sou apaixonada por dermatologia. É o que eu gosto de fazer. Fui cada vez mais estudando… Essa paixão está aqui comigo até hoje", resume a profissional. Dezembro Laranja Os atendimentos gratuitos são uma das principais ações do Dezembro Laranja, coordenado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A campanha chama a atenção para a importância do autocuidado e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. Desde 1999, essa iniciativa já somou mais de 600 mil consultas e identificou mais de 75 mil casos de câncer cutâneos. Este ano são mais de 100 postos em todo o país e colaboração de mais de 2 mil médicos dermatologistas voluntários. Ao longo de seis horas, das 9h às 15h, 600 atendimentos foram realizados no Hran com o objetivo de identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele Segundo a preceptora da residência de dermatologia do Hran e presidente da SBD no Distrito Federal, Letícia Oba, a força-tarefa contribui de modo determinante. "A intenção aqui é ser resolutivo. A gente já faz algumas cirurgias hoje, deixa outras agendadas. É uma forma de acelerar o acesso da população à assistência especializada", explica. *Com informações da SES-DF
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Hran recebe força-tarefa para diagnóstico de câncer de pele
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) recebe, neste sábado (13), uma ação da campanha Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre o câncer de pele. A força-tarefa busca diagnosticar e orientar a respeito da doença, de cuidados preventivos e de tratamentos. O ambulatório da unidade vai atender das 9h às 15h. Haverá distribuição de senhas, de acordo com a ordem de chegada. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que articula assistência gratuita em diversas capitais do país. No Distrito Federal, serão feitos cerca de 600 atendimentos, realizados por médicos dermatologistas voluntários e associados à SBD. Quem for diagnosticado com suspeita de câncer de pele poderá agendar a cirurgia ou passar pelo procedimento no mesmo dia, dependendo da disponibilidade de material e da equipe | Foto: Sandro Araújo/Agência Brasília Os pacientes com suspeita diagnóstica de câncer de pele poderão ser submetidos à cirurgia no mesmo dia, mediante disponibilidade de material e da equipe de profissionais. Aqueles com diagnóstico positivo para a doença e que não forem operados no mesmo dia terão os procedimentos agendados pela equipe da dermatologia do Hran e do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Dezembro Laranja A campanha Dezembro Laranja alerta para a realização de exames anuais com um médico dermatologista, a fim de identificar precocemente lesões provocadas pelo câncer de pele. A campanha ocorre no mês de início do verão, quando a exposição ao sol aumenta. [LEIA_TAMBEM]Entre os sintomas de alerta para o câncer de pele estão: manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram; sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; e feridas difíceis de cicatrizar. O câncer de pele é o mais frequente tipo de câncer no Brasil e no mundo. A doença provoca um crescimento anormal e descontrolado das células e representa 30% de todos os diagnósticos que acometem a pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa nacional para o triênio de 2023 a 2025 aponta para 704 mil casos novos. O uso de protetor contra as radiações UVA e UVB e fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30 é uma das principais medidas preventivas. Além disso, roupas com proteção UV e chapéus de abas largas podem ser grandes aliados. Serviço Força-tarefa para diagnóstico de câncer de pele no Hran Data: sábado (13) Local: ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Horário: 9h às 15h (atendimento por ordem de chegada) *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novo aparelho do Hran garante mais segurança a pacientes com fissura palatina
Na última quarta-feira (3), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) realizou o primeiro procedimento cirúrgico utilizando o motor de vibração ultrassônica Piezo, tecnologia responsável pela retirada do osso da bacia para reconstrução da parte óssea da face. Adquirido recentemente pela unidade, o equipamento amplia o conforto, a precisão e a segurança dos pacientes, em especial daqueles com fissuras palatinas. O primeiro paciente foi Felipe Alves, 12 anos, nascido com fenda palatina e lábio leporino. A mãe dele, Lorena Alves, 34, conta que todo o tratamento, incluindo diversos procedimentos cirúrgicos ao longo dos anos, foi realizado no Hran com excelência. “O hospital sempre esteve de portas abertas. A equipe e os médicos são ótimos, estão sempre atentos e prontos para nos receber”, relatou. O novo aparelho leva mais tranquilidade e mais segurança à equipe médica e aos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Sobre a cirurgia com o novo aparelho, Lorena demonstrou ansiedade, mas se manteve tranquila diante da capacidade e eficiência da equipe. “Apesar de ele já ter feito várias cirurgias, cada uma é diferente da outra. É uma emoção. Mas eu confio muito na equipe, eles estudam bastante o caso e estou confiante porque cada vez tem algo a melhorar”, emocionou-se. Cirurgia O procedimento realizado em Felipe retira um fragmento do osso da região da bacia do paciente e o insere na boca, melhorando o arco maxilar. O osso da bacia é utilizado devido à alta compatibilidade com a região maxilar, permitindo a continuidade do tratamento. Antes da aquisição, a extração óssea era feita com ferramentas manuais como martelo e outros instrumentos, o que poderia traumatizar a região e resultar em maiores dificuldades na recuperação pós-operatória, maior danificação de tecidos moles, com edema [inchaço] e demora na recuperação. Antes da compra do novo aparelho, a extração óssea era feita com ferramentas manuais, como martelo e outros instrumentos, o que poderia traumatizar a região Segundo o coordenador do Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissuras Labiopalatinas do Hran, Marconi Delmiro, o aparelho facilita o procedimento tanto para os profissionais quanto para os pacientes. “Com o novo instrumento, esses cortes ósseos serão realizados com mais precisão. Além disso, vai diminuir o tempo cirúrgico, o sangramento, o edema e o risco de necrose. Ou seja, é um grande avanço para a melhoria do atendimento”, explicou. O que é a fissura palatina? As fissuras labiopalatinas são as malformações congênitas mais comuns entre as que ocorrem na cabeça e no pescoço. Estima-se que, no Brasil, haja um caso de fissura a cada 650 nascimentos. A condição ocorre quando o céu da boca não se fecha completamente durante o desenvolvimento do feto e pode vir associada à fissura labial. Se não tratada, pode causar problemas de alimentação, fala, respiração, audição e comprometimento psicológico. Referência [LEIA_TAMBEM]O Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissurados do Hran é referência na região Centro-Oeste. O ambulatório se destaca pela excelência no tratamento oferecido pela equipe interdisciplinar. O diagnóstico precoce é essencial, pois garante a orientação adequada, especialmente sobre a alimentação, bem como encaminhamento para serviços de referência com equipe multiprofissional. O agendamento no ambulatório é realizado todas segundas-feiras, das 14h às 18h, no corredor laranja do ambulatório do Hran. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Projeto destaca o papel do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde
Com o tema “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária à Saúde: Conhecer para Fortalecer”, foi iniciado, na terça-feira (21), o projeto que busca fortalecer e qualificar as práticas do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa tem como foco o uso seguro e racional de medicamentos, o incentivo à adesão terapêutica e a melhoria dos desfechos em saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Autora do projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, a farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro, relatou: “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o evento reuniu profissionais das diretorias e gerências regionais de APS da Região de Saúde Central, que abrange Asa Norte, Asa Sul, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Varjão e Vila Planalto, além de representantes dos conselhos Regional (CRF-DF) e Federal de Farmácia (CFF) e do Ministério da Saúde. O encontro marcou o início de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento do papel do farmacêutico, especialmente nas unidades básicas de saúde (UBSs). “O acompanhamento farmacoterapêutico contribui diretamente para o uso racional de medicamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O farmacêutico tem condições de identificar falhas na adesão ao tratamento e orientar o paciente para alcançar melhores resultados em saúde”, lembrou Fernanda Duarte, gerente do Componente Básico da Assistência Farmacêutica da SES-DF. Cuidado em ação [LEIA_TAMBEM]A programação inclui participação nas reuniões dos colegiados das diretorias regionais de Atenção Primária à Saúde (Diraps), com apresentações sobre os avanços das ações de cuidado farmacêutico, as contribuições do Ministério da Saúde na integração dessas práticas ao SUS e exposição das iniciativas da Diretoria de Assistência Farmacêutica (Diasf) sobre o tema. Cada encontro também contará com a apresentação de uma experiência exitosa. Na Região Central, destacou-se o projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, da farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro. “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde”, exemplificou ela. Organizado pela Gerência do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, em parceria com o CRF-DF e o Ministério da Saúde, esse projeto vai contemplar todas regiões de Saúde do DF (Central, Sul, Oeste, Leste, Sudoeste, Norte e Centro-Sul) com encontros semanais até o fim de novembro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Obesidade: Hran é referência no tratamento no Distrito Federal
A obesidade é uma doença crônica que pode trazer graves problemas de saúde, como diabetes, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Entre 2020 e 2024, foram registradas mais de 291 mil cirurgias bariátricas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Do total de procedimentos, cerca de 10,8% foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados também apontam que, apenas de janeiro a junho de 2025, mais de 6,3 mil pessoas realizaram a cirurgia na rede pública de saúde. No Distrito Federal, a unidade de referência é o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que realiza mais de 700 atendimentos mensais relacionados à cirurgia bariátrica — entre consultas, pré-operatórios, retornos e acompanhamentos. Hospital Regional da Asa Norte é referência em cirurgia bariátrica na rede pública do DF, com mais de 700 atendimentos | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Conscientização Neste mês, celebra-se o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, data criada para reforçar a conscientização sobre a doença grave e incentivar hábitos de vida saudáveis. Como parte das ações alusivas à data, a SBCBM, em parceria com os hospitais da rede pública, promoveu uma série de atividades. No Hran, duas cirurgias adicionais foram feitas. A chefe da unidade de cirurgia bariátrica do Hran, Ana Carolina Fernandes, reforça a importância de tratar a obesidade com acolhimento humanizado. “A obesidade é uma das doenças mais prevalentes hoje, inclusive em crianças. Devem ser considerados vários fatores e tratamentos. A cirurgia é indicada ao paciente que não consegue perder peso com tratamento clínico e medicação”, destacou. É o caso de Hagaelma Pereira, 39, que trava uma luta contra a obesidade desde a primeira gestação, ocorrida aos 14 anos. “No ano retrasado, comecei a ter apneia e muita crise de ansiedade. Então, fiz alguns exames e vi que estava com diabetes e hipertensão. Eu não conseguia emagrecer de jeito nenhum”, contou. Após ser atendida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Riacho Fundo, Hagaelma foi indicada à cirurgia bariátrica e, atualmente, realiza o pré-acompanhamento na unidade do Hran para realizar o procedimento. “Quando eu fizer bariátrica, vou ter uma melhor qualidade de vida. Não foi por conta da baixa autoestima, mas por conta da saúde. Minha mãe me contou que muitas pessoas da nossa família faleceram por problemas por conta da obesidade, não quero viver isso”, completou. Hagaelma Pereira, 39, trava uma luta contra a obesidade desde a primeira gestação: “Quando eu fizer bariátrica, vai ser uma melhor qualidade de vida. Não foi por conta da baixa autoestima, mas por conta da saúde" Cirurgia segura e menos invasiva A cirurgia bariátrica consiste na redução do tamanho do estômago, indicada para tratar casos de obesidade grave. No Hran, o procedimento é feito por meio da técnica de videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões no abdômen, reduzindo o tempo de cirurgia e de internação. A Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran conta com seis consultórios e uma equipe multiprofissional formada por nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. O espaço foi equipado com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ares-condicionados, proporcionando mais conforto e acessibilidade. Luciana Karym Tavares, 38, realizou a bariátrica na última semana. O marido, Jarbas Silva de Oliveira, 39, a esperava do lado de fora do centro cirúrgico e contou que os problemas de saúde foram a principal motivação da esposa. “Ela sofria com muita dificuldade de locomoção, cansaço, os joelhos doíam”, contou. Após descobrirem por um familiar que o Hran realizava a bariátrica, decidiram ir atrás e realizar todas as consultas e exames necessários. “O objetivo é realizar a cirurgia e conseguir melhorar a qualidade de vida”, declarou. Atendimento A porta de entrada para o serviço são as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que já oferecem acompanhamento a pessoas acima do peso indicado. Constatada a necessidade, o paciente é encaminhado às unidades especializadas, como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh) e o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH). Se houver indicação para a cirurgia bariátrica, ele é atendido pela equipe do Hran. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Projeto "Música como Remédio" retorna ao Hran e leva alegria a pacientes
“Ei, dor, eu não te escuto mais”. Esse foi o trecho de uma das músicas entoadas pelo paciente do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Marcelo Felipe dos Santos, 43, ao ouvir o som do cantor Alan Cruz e banda durante uma apresentação no Jardim Central da unidade. O vigilante está internado desde o dia 10 deste mês, após sofrer um choque de energia de alta tensão. Junto à esposa Josimira e aos filhos Gabriel, 11, e Gustavo, 20, Marcelo celebrou as horas de descontração e reencontro. “Estou sendo muito bem atendido aqui. A equipe é excelente. E essa apresentação coincidiu com a visita maravilhosa da minha família. Significa muito pra mim, dá um ânimo a mais. Acho que até a imunidade da gente aumenta com momentos assim”, arriscou a dizer. "Essa apresentação coincidiu com a visita maravilhosa da minha família. Significa muito pra mim, dá um ânimo a mais”, relata o paciente Marcelo Felipe dos Santos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A família presenciou o retorno do projeto voluntário "Música como Remédio", que funcionou no Hran durante a pandemia. Com o auxílio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a iniciativa busca amenizar o sofrimento e as internações por meio de canções. No repertório dessa sexta-feira (26), os pacientes ouviram composições de Alceu Valença, Lenine, Luiz Gonzaga, Djavan, Roberto Carlos e outros clássicos da Música Popular Brasileira (MPB). Música para esquecer a dor “Ao trazer a música para o contexto hospitalar, mudamos o foco do paciente, que está na dor e na internação. As canções são capazes de, ainda que por um instante, afastá-los da realidade no hospital ou transformá-la em algo mais agradável e leve", destacou o cantor responsável pelo projeto, Alan Cruz. Além do jardim, o "Música como remédio" também sobe andares e visita alas, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A percepção de Alan foi ilustrada pelos olhos de Eudalto Ribeiro, 61. Na cadeira de rodas e com uma bala de oxigênio, o pedreiro está internado há três dias com pneumonia e bronquite. “A gente distrai a cabeça e volta mais alegre. É muito bonito. Dou nota dez por esse momento de diversão e sensibilidade." O projeto voluntário "Música como Remédio" busca amenizar o sofrimento e levar momentos de alívio, descompressão e alegria a pacientes e servidores Setembro Amarelo A apresentação no Hran também buscou reforçar o Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a depressão e de prevenção ao suicídio. A intenção, segundo o superintendente da Região de Saúde Central, Paulo Roberto da Silva Júnior, é que os shows ocorram toda última sexta-feira do mês. “Temos presenciado muitos casos de transtornos mentais nas emergências e a música consegue trazer um certo alívio e alegria. São minutos para desacelerar, ouvir uma boa canção, acalmar o corpo e a cabeça, não só dos pacientes como também dos servidores. Ela permite uma descompressão no trabalho e acaba sendo um momento de terapia para todos”, avaliou o superintendente. Técnica em saúde, Isabel Marques realmente aproveitou e dançou animada ao som de Gonzaguinha. “A mente melhora quando vemos alguém cantando, nos sentimos mais felizes. A alegria é contagiante. E tem paciente que às vezes, mesmo em coma, sem falar, pode estar ouvindo." *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pacientes bariátricos do Hran têm acompanhamento completo
O que quer dizer "atendimento humanizado", "respeito ao paciente", "acolhimento"? No segundo andar do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), essas expressões ganham vida ao se observar a unidade de cirurgia bariátrica, inaugurada em maio. Consultórios preparados para dar privacidade, portas mais largas e até cadeiras amplas e reforçadas ajudam a tornar o novo ambiente propício a pessoas que sofrem com alto grau de obesidade. "O paciente portador de obesidade precisa de condições especiais para atendimento. Aqui, ele é melhor acolhido e tem toda uma equipe multidisciplinar", afirma a médica responsável técnica pelo serviço no Hran, Ana Carolina Fernandes. O espaço físico da Unidade de Cirurgia Bariátrica conta com seis consultórios, utilizados por uma equipe de nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. A cada mês, são cerca de mil atendimentos. A Secretaria de Saúde realiza a cirurgia bariátrica por meio da técnica de viodeolaparoscopia, com pequenas incisões no abdome, o que possibilita reduzir o tempo de cirurgia e de internação | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Qualidade de vida Para a técnica em enfermagem Valdenides dos Santos, 40, o procedimento resultará em qualidade de vida. "Hoje, quando vou à academia, não consigo fazer muita esteira, porque fico cansada muito rápido. E quando fico muito tempo sentada, meus pés incham muito. Também não consigo andar muito por causa da coluna. Então meu peso tem me atrapalhado muito", revela. Ela já está na fase de fazer os exames preparatórios para realizar a cirurgia. Parte da equipe de servidores, a nutricionista Karyne de Sousa explica que nesta etapa são identificados erros e transtornos alimentares, além de identificadas deficiências de nutrientes e vitaminas, algo comum mesmo em pacientes com obesidade. A ideia é que o paciente já fique preparado para uma vida com novos hábitos. "A cirurgia é uma ferramenta para auxiliar o paciente na perda de peso e no controle de comorbidades, mas a obesidade é uma doença crônica, é uma doença que não deixa de existir, mesmo quando o tratamento é muito eficaz. Então, a pessoa precisa continuar com acompanhamento para o resto da vida", detalha. É o caso da auxiliar de limpeza Mislane Soares. Em 2009, aos 29 anos, ela foi uma das primeiras das mais de mil pessoas que já passaram por cirurgia bariátrica no Hran. Ainda hoje, de seis em seis meses, ela reavalia suas condições de saúde. "Foi uma decisão acertada. Minha qualidade de vida melhorou, minha expectativa de vida ficou maior. Até a sociedade em si olha de forma diferente pra gente. A gente se sente excluído e depois começa a se socializar de novo, as pessoas te olham diferente", conta. Dezesseis anos após passar pela bariátrica, Mislane Soares prossegue em acompanhamento no Hran. Para ela, a cirurgia mudou sua vida Atenção integral A cirurgia bariátrica é realizada no estômago, ou no estômago e intestino. Desde 2009, o Hran realiza o procedimento por meio da técnica de videolaparoscopia, isto é, pequenas incisões no abdome, o que possibilita reduzir o tempo de cirurgia e de internação. A expectativa é que o paciente perca de 70% a 80% do seu excesso de peso. Os resultados esperados vão além dos números e de questões estéticas. "Quando o paciente começa a perder peso, passa por uma mudança metabólica. Há uma melhora em comorbidades como diabetes, pressão alta e até problemas ortopédicos, por exemplo. O tratamento traz benefícios em curto, médio e longo prazo", afirma a médica Ana Carolina Fernandes.[LEIA_TAMBEM] Na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a porta para o serviço é a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que oferece acompanhamento para pacientes acima do peso. Se for indicado o tratamento cirúrgico, há o encaminhamento às unidades especializadas, como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh) e o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH). Após os tratamentos clínicos, o passo seguinte é o encaminhamento para a Unidade de Cirurgia Bariátrica. Em casos extremos, como Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 50, o paciente poderá ser atendido diretamente no Hran. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Roda de samba embala cuidados paliativos de paciente no Hran
“Quero chorar o teu choro, quero sorrir teu sorriso. Valeu por você existir, amigo.” Esse samba foi entoado por pacientes, familiares e profissionais de saúde durante evento nesta terça-feira (19), no jardim central do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A anfitriã da festa era Marilda Cordeiro, 67 anos, paciente em cuidados paliativos da unidade hospitalar. O show fez parte das medidas de conforto oferecidas pela equipe do hospital. Ouvir as suas canções favoritas, interpretadas por um grupo, ao vivo, era um desejo da paciente. Marilda Cordeiro e a filha, Janaína Silva, vivem momento de distração em meio a um tratamento de câncer, no Hran | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Há poucos meses, Marilda obteve o diagnóstico de câncer de pulmão com metástase cerebral. "Ela me contou que, quando saísse daqui, precisaria de um samba. 'Não tem problema', eu disse para ela. A gente vai ter uma roda aqui mesmo’", lembra a filha, Janaína Silva, 52. “Tudo isso só foi possível por causa desses profissionais. Se a minha mãe hoje está tendo qualidade de vida, está feliz, é graças a eles”, completa. Qualidade de vida O atendimento em cuidados paliativos tem como objetivo principal promover a qualidade de vida dos pacientes e dos familiares que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. Cada caso é individualizado, e as condutas são adequadas conforme a necessidade terapêutica. A maioria dos hospitais da rede pública do Distrito Federal oferece o serviço especializado. As equipes, de um modo geral, contam com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, odontólogos e farmacêuticos. “Podemos proporcionar um momento de alegria, um encontro com toda a família, rodeada por nossa equipe... São essas ações que trazem conforto aos pacientes que enfrentam um período tão difícil e sensível”, explica a fisioterapeuta da equipe de cuidados paliativos do Hran, Ana Cristina Almeida. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia dos Pais reforça importância do cuidado com a saúde masculina
Entre os atendimentos de 2025 na Atenção Primária à Saúde (APS) do Distrito Federal (DF), apenas 35% foram de pacientes homens, segundo dados do portal InfoSaúde-DF. O percentual mantém a média de anos anteriores: 37% em 2024 e 35% em 2023. Esses números mostram que a saúde ainda é negligenciada por grande parte do público masculino. Neste Dia dos Pais, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) destaca a importância das consultas e dos exames de rotina para o acompanhamento da saúde dos homens. A porta de entrada para o tratamento de qualquer doença é a unidade básica de saúde (UBS), que oferece, por meio da Estratégia Saúde da Família (EsF), serviços essenciais para o público masculino: testes rápidos, exames, acompanhamento e tratamento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e cânceres, além de programas de controle do tabagismo, vacinação, planejamento familiar e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, com distribuição de preservativos. As UBSs também fazem encaminhamentos para vasectomia, acompanham o pré-natal do parceiro e promovem práticas de bem-estar e controle do estresse. Rede pública conta com Ambulatório de Andrologia, no Hran, que dispõe de equipe multidisciplinar para cuidar da saúde masculina | Fotos: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]“O público masculino, historicamente, se afasta dos serviços de saúde, buscando ajuda apenas quando a situação está grave. Isso está ligado, entre outros fatores, ao padrão cultural da masculinidade”, aponta o coordenador da área técnica de Saúde do Homem na Atenção Primária à Saúde, Douglas Moreira. Ele destaca que a SES-DF tem articulado com outros órgãos de saúde para promover capacitação aos seus servidores para abordagem adequada do grupo masculino. O oncologista Gustavo Ribas, da SES-DF, reforça que a resistência dos homens em cuidar da saúde tem raízes culturais. “Como homem e médico, entendo que a visão mais restrita da maioria de nós refere-se ao aspecto cultural, como uma herança dos seus antepassados a respeito da masculinidade. O homem tem arraigado o fato de não priorizar sua saúde, receio de sentir dor, não demonstrar inquietude, ansiedade e até medo, além do próprio desconhecimento e por a falsa certeza de que nada de grave vai impactá-lo”, avalia. Na contramão dessa tendência, Cleber Neves Cunha, enfermeiro da SES-DF há 23 anos, que atualmente trabalha na UBS 18 de Planaltina, é exemplo de cuidado com a saúde masculina. Pai de cinco filhas e avô de uma neta, ele ressalta a importância da prevenção: “Enquanto enfermeiro da Atenção Primária, constato que os homens ainda não procuram a prevenção, poucos vão à UBS de forma preventiva. Por isso, convido todos os papais e os homens, de modo geral, a procurar a UBS de referência para se prevenir e, assim, viver mais e curtir ainda mais seus filhos e netos”. Gustavo Ribas, oncologista da SES-DF, avalia que a resistência dos homens em cuidar da saúde é cultural: "O homem tem arraigado o fato de não priorizar sua saúde" Política distrital Desde 2013, a SES-DF mantém a Política Distrital de Atenção à Saúde do Homem, que reúne profissionais de diversas áreas para promover a atenção integral ao público masculino, estimulando o autocuidado e o reconhecimento da saúde como direito social e de cidadania. Um exemplo dessa política é o Ambulatório de Andrologia, localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), dedicado ao diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças relacionadas às funções reprodutivas e sexuais masculinas. O serviço conta com equipe multidisciplinar, composta por médicos andrologistas e endocrinologistas, nutricionistas e enfermeiros. O serviço é regulado, e o acesso é via encaminhamento feito pelas UBSs. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Unidades de saúde do DF recebem novos equipamentos
Agência Brasília · UNIDADES DE SAÚDE DO DF RECEBEM NOVOS EQUIPAMENTOS Servidores, pacientes e acompanhantes terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Nesta semana, a pasta deu início à distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBSs). “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante. Parcerias com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do DF também viabilizam a aquisição de equipamentos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Os hospitais regionais da Asa Norte (Hran), Planaltina (HRPl), Guará (HRGu), Gama (HRG), Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz) e Taguatinga (HRT), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), receberão, no total, 95 camas infantis, a serem utilizadas tanto nas emergências quanto nos setores de internação. O investimento foi de R$ 492 mil. No Parque de Apoio da SES-DF, também estão em processo de recebimento, incorporação e distribuição 69 cadeiras de rodas infantis, com investimento de R$ 108 mil. A Subsecretaria de Infraestrutura da pasta já começou a distribuição de cinco mil colchões adultos. Arte: Divulgação/SES-DF Além disso, foi entregue, nesta semana, mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm beneficiado consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Estão ainda sendo distribuídos 80 televisores entre unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), responsáveis pelo monitoramento e prevenção de doenças, e UBSs. Os aparelhos - fruto de investimento de R$ 85 mil - serão usados tanto como painéis de informações de atendimento quanto para áreas de espera. Parcerias De forma adicional, a SES-DF também firma parcerias para renovar as unidades de saúde. Acordos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vão qualificar o atendimento na rede de UBSs, para as quais está prevista a entrega de 25 bisturis elétricos, 166 balanças antropométricas e 166 estadiômetros, equipamentos que fornecem dados precisos sobre o crescimento das crianças. A secretaria precisa fazer todo o processo de escolha, recebimento, cadastro e distribuição dos equipamentos. Um destaque é na área de saúde feminina. Serão distribuídas às UBSs 168 macas ginecológicas, utilizadas em exames, partos e outros procedimentos de ginecologia e obstetrícia, além de 88 mesas auxiliares para esses atendimentos e 910 bandejas de DIU, conjunto de componentes necessários à inserção dos dispositivos intrauterinos. Veículos também têm sido entregues, por meio de parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Essas parcerias são de suma importância”, reforça o subsecretário de Infraestrutura da SES-DF, Leonídio Neto. “Os órgãos entendem que a melhor forma de atender ao interesse público é destinar recursos e bens à saúde, com atendimento direto à população”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Atuação médica no atendimento a autores de violência sexual é tema de debate
Com o objetivo de qualificar as equipes do Centro de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) promoveu, na última quarta-feira (2), a palestra “A experiência médica no atendimento aos autores de violência sexual”. Realizado no auditório da unidade, o encontro reuniu pediatras e gestores dos prontos-socorros adulto e infantil do HRSM, além de assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde vinculados a outros Cepavs. A palestra provocou reflexões sobre a atuação dos profissionais de saúde e reforçou a importância da ética no atendimento, de forma integrada e humanizada, voltada à interrupção dos ciclos de violência. A atuação dos profissionais de saúde deve levar em conta um cuidado clínico estruturado, considerando aspectos mentais, sociais e comportamentais dos autores | Foto: Divulgação/IgesDF O evento foi conduzido pelo psiquiatra Rafael Calzada, da Secretaria de Saúde (SES-DF) e integrante do Cepav Alecrim, situado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com ele, o objetivo foi estimular uma análise crítica e qualificada sobre os protocolos e desafios no cuidado a pessoas que cometeram violência sexual. “É uma abordagem que exige preparo técnico, postura ética e olhar humanizado, em consonância com os direitos humanos e a legislação vigente”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Para o psiquiatra, a atuação dos profissionais de saúde não se limita à responsabilização penal. É necessário garantir um cuidado clínico estruturado, que leve em conta aspectos mentais, sociais e comportamentais dos autores. “Isso não exclui a responsabilidade, mas amplia nossa capacidade de prevenir novas violências”, destaca Rafael. Para o chefe do Cepav Flor do Cerrado (unidade vinculada ao HRSM), Ronaldo Lima Coutinho, a iniciativa representa um avanço na qualificação da rede de proteção. “Quando qualificamos o atendimento aos autores, também protegemos as vítimas e contribuímos para a construção de uma sociedade mais segura”, explica. *Com informações do IgesDF
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Dia Mundial do Vitiligo promove conscientização e combate o preconceito
A data de 25 de junho é internacionalmente conhecido como o Dia Mundial do Vitiligo, uma iniciativa para promover a importância do diagnóstico precoce, do tratamento e, principalmente, da redução do estigma social. O vitiligo é uma doença autoimune, com determinantes genéticos e não é contagioso. Os profissionais de saúde destacam que o maior desafio para os pacientes é enfrentar o preconceito, que pode desencadear complicações na saúde mental. “O encaminhamento psicológico é importante porque, muitas vezes, são enfrentadas situações sociais difíceis”, explica a dermatologista Ana Carolina Igreja, referência técnica distrital da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para a área. O Hospital Regional da Asa Norte é referência em dermatologia na rede pública e oferece tratamento com equipamento de fototerapia | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde A médica destaca, ainda, que já há formas de promover a repigmentação das manchas: “Existem várias opções de tratamento – cremes, medicamentos orais, laser – que visam estacionar a evolução da doença e repigmentar as áreas afetadas”. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) aplica sessões de fototerapia, técnica que utiliza lâmpadas ultravioletas até três vezes por semana e pode ser combinada com medicações. A SES-DF conta com 27 médicos dermatologistas, além de 12 profissionais residentes. A atuação ocorre nos hospitais e centros especializados. Porém, o acolhimento aos pacientes com vitiligo é bem mais amplo: as 164 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) contam com médicos e enfermeiros capacitados para identificar os casos suspeitos de vitiligo e, dependendo da necessidade, fazer o encaminhamento. A data comemorativa foi escolhida por ser o dia em que o cantor Michael Jackson morreu. Por ter sido paciente da doença, o astro pop chamou a atenção global para o vitiligo. Sintomas iniciais A Secretaria de Saúde conta com 27 médicos dermatologistas, além de 12 profissionais residentes [LEIA_TAMBEM]O vitiligo costuma aparecer de forma repentina, como uma mancha branca. “Não é só uma despigmentação de leve, não é uma mancha um pouco mais clara, é uma mancha branca como uma folha em branco”, explica o dermatologista Pedro Zancanaro, do Hran. Outro indicativo é que há a possibilidade de a mancha ser simétrica. “Pode aparecer, por exemplo, numa mão e depois na outra mão, aparecer uma mancha em uma perna e depois de forma semelhante aparecer também na outra perna”, detalha. A causa de despigmentação é que o sistema imunológico do próprio paciente ataca os melanócitos, células que produzem o pigmento melanina. Com a redução ou ausência dessas células, a pele fica sem melanina e perde sua coloração natural. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pacientes do Hran celebram Dia da Conscientização sobre Fissura Labiopalatina
Juliana Verde, 35, toca violino com a mesma leveza com que compartilha a própria história. Nascida em Manaus com fissura labiopalatina, ela começou o tratamento ainda criança, passando por diversas cirurgias ao longo da vida. Este ano, concluiu a última etapa no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), com reconstrução nasal e labial. “Eu não sabia que o Hran oferecia esse atendimento especializado. Fiquei encantada com a forma como fui acolhida. A gente precisa divulgar que esse serviço existe e é gratuito”, sugere a paciente e professora de violino. O tema Sorrisos que inspiram deu o tom na comemoração pelo Dia Nacional de Conscientização sobre Fissura Labiopalatina no Hran | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Nesta semana, Juliana se apresentou no evento promovido pelo hospital em celebração ao Dia Nacional de Conscientização sobre Fissura Labiopalatina, lembrado nesta terça-feira (24). Com o tema Sorrisos que inspiram, a programação contou com cabine de fotos e apresentação musical. A violinista emocionou o público ao se apresentar ao lado de alunos, entre eles Calebe Rodrigues, de 9 anos, também paciente do Ambulatório de Fissurados do Hran. Diagnosticado com a síndrome de Opitz-Frias ー condição genética rara caracterizada por malformações faciais, incluindo a fissura palatina ー, Calebe é acompanhado desde os primeiros dias de vida por uma equipe multiprofissional no hospital, onde já passou por quatro cirurgias. Caleb Rodrigues se apresentou ao violino no Ambutório de Fissurados do Hran “Nas aulas de violino, o Calebe é tratado pelos colegas como um igual. É bonito de ver. Ele e os outros alunos que têm a fissura são extremamente inteligentes e totalmente capazes. O que falta é a sociedade enxergar isso com naturalidade, sem preconceito”, afirma a mãe, Selma Rodrigues, 42. Referência O ambulatório do Hran é referência no DF e em todo o Centro-Oeste, também recebendo pacientes de outros estados. Mais de mil pessoas estão cadastradas no serviço, que conta com equipe formada por cirurgião plástico, dentista, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, entre outros. [LEIA_TAMBEM]“A fissura ocorre entre a 4ª e a 12ª semana de gestação e pode afetar o lábio, o palato ou ambos. As consequências vão desde dificuldades para se alimentar e falar até impactos sociais”, explica o cirurgião plástico e coordenador do Serviço Multidisciplinar de Atendimento a Fissurados do Hran, Marconi Delmiro. O tratamento é gratuito e segue uma linha de cuidados da Secretaria de Saúde (SES-DF), que começa ainda na gestação com o acolhimento dos pais. Após o nascimento, o bebê é encaminhado ao serviço, onde passa por avaliação com cirurgião plástico, fonoaudiólogo e odontólogo. “A partir daí, traçamos um plano cirúrgico individualizado, pois cada fissura tem suas particularidades”, ressalta o médico. Delmiro reforça a importância do tempo certo para a realização das cirurgias. “Quando a operação do palato é adiada, a criança pode levar até oito anos para desenvolver a fala normalmente. O objetivo é devolver a dignidade aos nossos pacientes." O Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hran funciona desde 2013. O atendimento ocorre às segundas-feiras, das 13h às 18h, para consultas de avaliação (primeira consulta); nos demais dias, das 8h às 18h, os profissionais se dedicam a consultas agendadas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hran inaugura unidade pioneira de cirurgia bariátrica no DF
Governo do Distrito Federal · HRAN INAUGURA UNIDADE PIONEIRA DE CIRURGIA BARIÁTRICA NO DF O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) inaugurou, nesta quarta-feira (21), um espaço especializado no atendimento a pacientes de cirurgia bariátrica. A inauguração contou com a presença da primeira-dama Mayara Noronha Rocha, do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) no DF, Aristotenis Cruz e do superintendente da Região de Saúde Central, Paulo Roberto da Silva, entre outras autoridades. Novas instalações apresentam estrutura para atender pacientes com obesidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A Unidade de Cirurgia Bariátrica é pioneira no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal e vai oferecer atendimento humanizado e estrutura dedicada a pacientes com obesidade. “Estima-se que, em alguns anos, 48% da população terá sobrepeso ou obesidade”, lembrou o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante. “Esse cenário pressiona o sistema público. Por isso, é fundamental oferecer um atendimento especializado e humanizado como esse que estamos inaugurando hoje”. Responsável técnica pelo serviço no Hran, a médica Ana Carolina Fernandes avaliou: “Com essa nova estrutura, o paciente vai chegar aqui e saber exatamente onde será acolhido. Tudo foi pensado para oferecer um atendimento mais acolhedor”. A vice-governadora Celina Leão também comemorou a novidade: “A Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran é uma conquista que vai nos ajudar a ampliar o atendimento desses pacientes, promovendo melhorias na saúde e na qualidade de vida, ao mesmo tempo que vai nos ajudar a desafogar a rede pública de saúde”. Nova estrutura "É fundamental oferecer um atendimento especializado e humanizado como esse que estamos inaugurando hoje", afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante A Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran conta com seis consultórios que serão utilizados por uma equipe multiprofissional composta por nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. O espaço foi equipado com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ares-condicionados, proporcionando mais conforto e acessibilidade. “Eu dependia dos outros até para tomar banho”, relatou a paciente Sandra Regina da Costa, 59 anos, que aguarda para ser submetida à cirurgia bariátrica. “Agora tenho esperança. Esse novo espaço é maravilhoso e vai ajudar muita gente que espera a cirurgia.” Cirurgias Desde 2008, o serviço bariátrico já atendeu mais de mil pessoas, promovendo qualidade de vida antes e após o procedimento. Em 2024, foram feitas cerca de 80 cirurgias bariátricas, e, neste ano, 20. Mensalmente são realizados mais de 700 atendimentos de pacientes de pré e pós-operatório. [LEIA_TAMBEM]“Hoje entregamos mais do que estrutura; entregamos acolhimento e esperança”, enfatizou o diretor do Hran, Paulo Henrique Cordeiro. “A verdadeira transformação começa de dentro, e acreditamos em cada paciente que passa por aqui.” A porta de entrada para o serviço são as 176 unidades básicas de saúde (UBSs) da Secretaria de Saúde (SES-DF), que já oferecem acompanhamento a pessoas acima do peso indicado. Constatada a necessidade, o paciente é encaminhado às unidades especializadas, como o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh) e o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh). Se houver indicação para a cirurgia bariátrica, a pessoa é atendida pela equipe do Hran. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Usina fotovoltaica é inaugurada no Hran e promoverá economia de R$ 340 mil por ano
Foi inaugurada, nesta terça-feira (8), a usina de energia fotovoltaica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). É o primeiro hospital público de saúde a contar com a tecnologia, que proporcionará uma economia de aproximadamente R$ 340 mil por ano. Foram instaladas seis placas de energia solar nos telhados da unidade. A capacidade é de gerar mais de 500 MWh/ano todos os anos, o que corresponde a aproximadamente 15% do consumo da unidade. A obra contou com investimentos de R$ 1 milhão, sendo viabilizada por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da distribuidora e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São seis inversores de potência variando de 15kW a 60kW, com 609 módulos fotovoltaicos. O Distrito Federal tem se destacado por iniciativas que visam melhorar a eficiência energética na cidade e que reduzem os impactos ambientais do consumo de energia. O sistema fotovoltaico é uma fonte inesgotável de energia. A produção é realizada a partir da irradiação da luz solar, que ocorre mesmo em dias nublados. A obra contou com investimentos de R$ 1 milhão, sendo viabilizada por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da distribuidora e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) | Foto: George Gianni/VGDF A vice-governadora Celina Leão destaca que este é mais um passo que o DF dá em direção à sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que promove grande economia de energia, a iniciativa também reflete na redução de carbono produzido na cidade. “Essa parceria com a Neoenergia é muito importante, pois com a redução no consumo de energia vai nos auxiliar a realocar os recursos para áreas importantes da nossa saúde, impactando positivamente a população da nossa cidade”, ressalta. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, ressalta que a usina fotovoltaica está em sintonia com as atuais políticas ESG, que em inglês que significa Environmental, Social and Governance e pode ser traduzido como Ambiental, Social e Governança. Isso representa uma série de medidas implementadas no poder público e na iniciativa privada em busca da sustentabilidade. “Hoje, fizemos uma entrega de valor à saúde, fornecendo mais qualidade com menor custo, além de fortalecermos a pauta ESG, porque estamos trazendo mais sustentabilidade não apenas para o hospital, mas também para as gerações futuras”, destaca. A vice-presidente de Regulação, Institucional e Sustentabilidade da Neoenergia, Solange Ribeiro, avalia que “essa parceria público-privada é extremamente importante”. “A eficiência energética é um dos vetores principais para a descarbonização, com uso melhor da energia renovável”, disse ao lembrar que o brasil sediará este ano a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30. O que é corroborado pela secretária-adjunta de Inovação e Transição Energética, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Carmem Sanches. “A gente tem o compromisso com a sustentabilidade, trazendo tecnologia avançada que permite mitigar os impactos das mudanças climáticas e vai permitir economicidade para outros setores da saúde”, pondera sobre a usina instalada no Hran. DF sustentável O DF tem se destacado cada vez mais quando se trata de sustentabilidade. Em janeiro, este GDF lançou, em parceria com a CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes), programa que está substituindo todas as lâmpadas de vapor de sódio que ainda existem nas regiões administrativas por luminárias de LED. Serão R$ 300 milhões para levar economia, melhor visibilidade e segurança para a população.
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Assistência especializada para pessoas com Síndrome de Down no DF abrange todas as idades
“Eu sonho em ver ele trabalhando, namorando e casando.” Esse é o desejo de Nilma Rodrigues Sousa, 42 anos, para o futuro do filho, Isaías Kelvin Rodrigues, 20. Assim como outras mães, Nilma compartilha esperanças e incertezas diante do diagnóstico de Síndrome de Down do filho, morador de Santa Maria. Isaías é acompanhado pelo Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown) desde sua criação, em 2013. Hoje, o estudante realiza acompanhamento com clínico geral e participa do grupo de interação de jovens. A unidade, localizada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), oferece atendimento especializado e interdisciplinar para gestantes, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos com T21. São atendidas no local cerca de 2,5 mil famílias e realizados aproximadamente 1,5 mil atendimentos por mês. Comemorado em 21 de março, o Dia Mundial da Síndrome de Down tem como tema, em 2025: “Suporte para quem precisa. Todos juntos apoiando a inclusão! Seja rede de apoio!” | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Diagnóstico Quando bebê, Isaías foi diagnosticado com “pé torto congênito” – uma deformidade que afeta ossos, músculos, tendões e ligamentos – e iniciou tratamento no Hospital Sarah Kubitschek. Lá, também foi confirmada a suspeita de Síndrome de Down. “Na hora, pensei: ‘não vou deixar de amar o meu filho’. Só pedi que me orientassem onde procurar atendimento”, relembra Nilma. Desde então, Isaías passou por estimulação precoce, estudou no ensino regular e participou de atividades complementares. Atualmente, cursa o segundo ano do ensino médio. “O Isaías é alfabetizado, o que foi um desafio. Hoje, ele anda de ônibus sozinho para ir à escola, resolve vários assuntos por conta própria e faz aulas de dança e natação”, conta a mãe, orgulhosa. Caminho para a independência “Eu gostaria de deixá-lo mais independente. O sonho dele é morar sozinho”, esse é o desejo de Diva José Rosa de Paiva, 72, e também do filho, Murillo Agnelo Rosa de Paiva, 32, que é acompanhado pelo CrisDown desde a adolescência. A moradora do Núcleo Bandeirante descobriu a T21 do filho depois que ele nasceu, enquanto se recuperava na internação pós-cesárea. O Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown) foi criado em 2013 Após o resultado, foram iniciados todos os tratamentos necessários, como fisioterapia e estimulação precoce, até Murillo completar os critérios para entrar no ensino regular. “Quando abriu o CrisDown, eu fui uma das primeiras a ser atendida. Ele, por exemplo, realizou acompanhamento com endócrino-pediatra e endócrino, desde bebê até os 20”, relata. Murillo realizou o ensino regular até o primeiro ano do ensino médio e mantém a independência realizando as atividades do dia-a-dia. “Ele anda de ônibus sozinho aqui dentro do Núcleo Bandeirante, vai ao mercado, à padaria. Já fez curso de garçom e de informática. Gosta de desenhar e de escrever”, conta Diva. Sobre o sonho do Murillo de morar sozinho, a mãe reflete que há muito ainda a ser feito. “Conheço a maturidade dele e confesso que sou uma mãe um pouco pegajosa, porque somos só nós dois morando juntos”, brinca. As famílias podem procurar atendimento diretamente na unidade, sem necessidade de encaminhamento. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp (61) 99448-0691, com atendimentos realizados às sextas-feiras Para a coordenadora do CrisDown, Carolina Valle, os avanços na medicina e a inclusão social têm melhorado a qualidade de vida dessas pessoas. “A Síndrome de Down requer acompanhamento contínuo para garantir oportunidades que promovam mais independência”, destaca. Inclusão e apoio De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência da Síndrome de Down é de aproximadamente um caso para cada 600 a 800 nascidos vivos. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), 77% das pessoas com Síndrome de Down no DF têm até 18 anos. Embora não haja estimativas nacionais sobre a expectativa de vida dessas pessoas, estudos internacionais apontam uma média de 60 anos. Comemorado em 21 de março, o Dia Mundial da Síndrome de Down tem como tema, em 2025: “Suporte para quem precisa. Todos juntos apoiando a inclusão! Seja rede de apoio!”. A campanha reforça a necessidade de governos e comunidades aprimorarem os sistemas de suporte, garantindo acesso a recursos adequados para uma vida plena e inclusiva. “A rede de apoio inclui suporte emocional, educacional e social, promovendo desenvolvimento pessoal e autonomia. Esse suporte vai além da família e envolve a saúde, a escola, a comunidade e outros espaços de convivência”, ressalta a coordenadora. Como acessar o serviço O CrisDown faz parte da rede de assistência da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). As famílias podem procurar atendimento diretamente na unidade, sem necessidade de encaminhamento. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp (61) 99448-0691, com atendimentos realizados às sextas-feiras. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Evento orienta pacientes do Hran com fissuras labiopalatinas sobre saúde bucal
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado nesta quinta-feira (20), o Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Smafis/Hran) organizou, nesta semana (17), um evento educativo a pacientes pediátricos, pais e responsáveis. Fora do prédio, no estacionamento da unidade, uma escova de dente se juntava à pasta e ao fio dental contra uma cárie, divertindo e ensinando ao mesmo tempo. “Essa ação educacional é de extrema importância porque começamos a prevenção de algumas patologias dentárias desde o momento em que recebemos esses bebês”, explica o coordenador do Serviço de Prevenção de Problemas Dentários do Hran, Marconi Delmiro. “Cuidar da dentição dessas crianças desde cedo permite que, no futuro, a dentição permanente tenha uma melhor capacidade de mastigação, sorriso e reinserção social”, complementa. “Essa ação de saúde bucal veio em boa hora porque quero que o meu filho aprenda a escovar os dentes corretamente desde pequenininho”, conta Hellen Dias | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF É o que a enfermeira Hellen Dias, 28, e o marido, o vendedor Abel Moreira, 33, querem incentivar no filho Joaquim, de 1 ano e sete meses. Moradores de Santo Antônio do Descoberto (GO), entorno do Distrito Federal (DF), descobriram na gestação – durante ecografia morfológica de 22 semanas – o diagnóstico de fenda palatina completa do filho. “Mesmo antes de ele nascer fomos muito orientados aqui no Hran. O Joaquim já fez a cirurgia do lábio e acabou de fazer a do palato. Foi muito rápido e ficamos bem felizes porque aqui tem toda uma equipe multidisciplinar. Essa ação de saúde bucal veio em boa hora porque quero que ele aprenda a escovar os dentes corretamente desde pequenininho”, conta Hellen. Fissura labiopalatina A fissura palatina ou labiopalatina é um defeito congênito de não fusão do lábio com o palato (céu da boca). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada 650 bebês no Brasil nasce com a malformação genética. O objetivo do evento realizado no Hran foi ensinar crianças e adultos a realizarem uma escovação perfeita A condição ocorre durante o desenvolvimento do feto e está associada a vários fatores como hereditariedade, uso de medicamentos, desnutrição da gestante, álcool, fumo, radiação, entre outros pontos. Embora seja desafiadora, a fissura possui tratamento. Seu tripé consiste em cirurgia plástica, fonoaudiologia e odontologia, envolvendo diferentes profissionais como dentistas, pediatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, cirurgiões etc. Na família de Francisca Dantas, 43, a fissura palatina é recorrente. Ela possui fissura submucosa e os filhos Davi, 9, e Arthur Murilo, 5, têm fissura labial. Moradores de Sobradinho, contam que encontraram no Hran o apoio que precisavam. “Recebi acolhimento e apoio de toda a equipe do hospital desde o início. Mas essa atividade aqui [de saúde bucal] é diferente. Achei divertida, com música e teatro, super educativa”, elogia Francisca. Saúde Bucal O objetivo do evento realizado no Hran foi ensinar crianças e adultos a realizarem uma escovação perfeita. Foram distribuídos água e picolés, além de kits de escovação e manuais com informações detalhadas sobre limpeza bucal. O dentista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Luiz Guilherme de Azevedo reforça que a ação também busca orientar sobre a escolha de uma dieta mais saudável. “Os pacientes com fissuras têm alterações na formação dos dentes e mais risco de desenvolvimento de doenças bucais. Para passar por uma cirurgia na boca, tem que estar saudável, então é preciso cuidar”, alerta. O evento teve o apoio de alunos de odontologia da Universidade Paulista (Unip), da organização não governamental Smile Train e do Grande Oriente do Distrito Federal (GODF). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Ambulatório especializado do Hran promove atividade educativa sobre saúde do sono
Nesta sexta-feira (14), das 14h às 18h, a equipe do ambulatório especializado do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) realizará uma atividade educativa sobre saúde do sono. O evento, que ocorrerá no auditório da unidade, é gratuito e aberto ao público, incluindo profissionais da área de saúde. Ambulatório especializado do Hran conta com equipe multiprofissional e realiza anualmente cerca de 600 polissonografias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A equipe multidisciplinar do hospital apresentará técnicas para melhorar a qualidade do sono, discutirá casos clínicos e esclarecerá dúvidas sobre os distúrbios mais comuns. A iniciativa faz parte da programação da Semana do Sono 2025, promovida nacionalmente pela Academia Brasileira do Sono, entre os dias 14 e 20 de março. “Nosso objetivo é mostrar, de forma clara, a importância de um sono de qualidade. Vamos destacar sinais que podem ser observados em casa e que indicam a necessidade de acompanhamento profissional”, explica a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade. Arte: Divulgação/Agência Saúde-DF Durante o evento, serão abordados temas como sonambulismo e terrores noturnos, distúrbios mais comuns em crianças e adolescentes. Também serão discutidos casos de apneia do sono causados por alterações anatômicas, além do uso de aparelhos odontológicos para o tratamento de casos leves. Haverá, ainda, um workshop sobre o uso do CPAP, aparelho que fornece um fluxo contínuo de ar e é utilizado no tratamento de distúrbios respiratórios, incluindo a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). Pacientes e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal poderão se inscrever no grupo psicoterapêutico voltado ao tratamento não medicamentoso da insônia. A proposta é destinada àqueles que enfrentam dificuldades para adormecer, despertam frequentemente à noite ou não se sentem revigorados pela manhã. Os interessados deverão preencher este questionário. Ambulatório do Sono O Hran é referência no Distrito Federal para o tratamento de distúrbios do sono. O ambulatório especializado conta com uma equipe multiprofissional e realiza cerca de 600 polissonografias por ano. O acesso ao serviço ocorre por meio de encaminhamento médico da rede pública de saúde do DF. Palestra “Faça da saúde do sono uma prioridade” • Data: Sexta-feira (14) • Horário: 14h às 18h • Local: Auditório do Hran *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Hran se consolida como referência na formação de médicos especialistas
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) conclui, neste mês, mais um ciclo de formação de médicos por meio de programas de residência. Quarenta profissionais estão aptos a atuar como especialistas em suas respectivas áreas, seja no Sistema Único de Saúde (SUS), seja em instituições privadas. “A residência de clínica médica no Hran é excelente. Eu considero a melhor que existe em Brasília, apesar dos desafios inerentes ao SUS”, afirma a médica Laura Olívia Tavares, que participou do programa. Hran conta com os programas de residência em diversas especialidades médicas. Unidade formou 40 residentes neste mês | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Ao longo de dois anos, ela e 11 colegas da especialidade dedicaram 60 horas semanais ao hospital, realizando atendimentos, pesquisas e participando de aulas, tanto como estudantes quanto como instrutores. O Hran oferece programas de residência em cirurgia geral, cirurgia plástica, clínica médica, cirurgia do aparelho digestivo, anestesia, ginecologia e obstetrícia, pneumologia, doenças do sono e dermatologia. Atualmente, 80 residentes atuam na unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), contribuindo para o atendimento aos pacientes e o desenvolvimento de pesquisas. Paulo Feitosa reforça que os programas de residência trazem benefícios para toda a sociedade Para o coordenador da Comissão de Residência Médica do Hran, Paulo Feitosa, a existência desses programas traz benefícios para toda a sociedade, inclusive para aqueles que não são atendidos nos hospitais públicos. “Além de prestar concursos para atuar na rede pública, os novos especialistas podem optar pela rede privada. É um serviço imenso que a Secretaria de Saúde presta à população. A residência é o padrão-ouro na formação médica”, explica. Formação científica Além da atuação no atendimento hospitalar, os residentes se dedicam à produção de trabalhos científicos. Laura Olívia, agora especialista em clínica médica, acompanhou pacientes no Hran para desenvolver uma pesquisa sobre sarcoidose pulmonar, doença inflamatória cujos sintomas podem ser confundidos com os de outras condições clínicas. “É fundamental reconhecer a sarcoidose para evitar erros diagnósticos”, destaca. Os ciclos de aulas entre os residentes garantem que os conhecimentos adquiridos sejam compartilhados com colegas e outros profissionais de saúde. “Quando um hospital tem residência, ele se torna muito mais técnico e preciso, com maior capacidade de realizar diagnósticos corretos e indicar tratamentos adequados”, acrescenta o coordenador Paulo Feitosa. A última etapa da formação dos residentes de fevereiro de 2025 foi a XXXVI Jornada dos Médicos Residentes, realizada entre os dias 17 e 21 de fevereiro, na qual foram apresentadas as versões finais dos trabalhos de pesquisa, além de palestras de especialistas. A partir de 1º de março, mesmo sendo sábado de Carnaval, um novo grupo de profissionais chegará ao Hran para iniciar os programas de residência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospitais de Brasília compartilham ferramenta de organização de medicamentos
O Núcleo de Enfermagem do Centro Cirúrgico (Nuecc) do Hospital de Base (HBDF), gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi convidado pela equipe de enfermagem da unidade de cirurgia geral do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para apresentação das placas organizadoras de medicamentos. As placas são ferramentas instaladas nas gavetas dos carrinhos de parada cardiorrespiratória de emergência e que facilitam o acesso rápido aos medicamentos necessários em situações críticas e melhoram a eficiência da equipe. A novidade foi introduzida no começo de fevereiro no HBDF e já faz parte do dia a dia da equipe. Com as placas, médicos e enfermeiros têm acesso facilitado às ferramentas de trabalho que podem ajudar a salvar vidas | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “A equipe do Hran viu o exemplo da nossa placa organizadora e ficou muito interessada em conhecer de perto para avaliar a instalação da ferramenta no centro cirúrgico também”, explica a idealizadora do projeto, Gabriela Rodrigues, da Assessoria do Centro Cirúrgico do Hospital de Base. Essas placas evitam excessos ou ausência de medicações padronizadas no checklist, já que são confeccionadas conforme documento padrão. “Com a padronização do organizador, o treinamento da equipe torna-se mais simples e eficiente, pois não é necessário aprender diferentes sistemas de organização. Isso economiza tempo e recursos, permitindo que a equipe se concentre em outras áreas críticas da formação”, completa Gabriela. Foi Letícia Guedes, enfermeira da unidade de cirurgia geral do Hran que viu a iniciativa em uma postagem nas redes sociais e entrou em contato com Gabriela. “Eu vi o projeto dela na internet e me encantei, me apaixonei. Conversei com ela para vir aqui no setor para me ajudar a implementar o projeto”, conta. A ideia é utilizar a implementação da ferramenta na unidade como modelo a ser replicado em todo o hospital. “Vamos evitar erros de medicação e teremos mais controle de gastos” Cleidy Crisostomos Teixeira, gerente de enfermagem do Hran Cleidy Crisostomos Texeira, gerente de enfermagem do Hran, comemora: “Vai nos ajudar bastante. Vai ser uma grande transformação, uma mudança de vida. Vamos evitar erros de medicação, teremos mais controle de gastos, será incrível”, declarou. Poliana Mertens, superintendente substituta da regional de saúde central, afirmou que a ferramenta ajuda a dar muito mais segurança para os profissionais de saúde na hora de uma intercorrência. “São iniciativas como essa que mostram o poder da enfermagem, o poder do servidor de ter iniciativas tão importantes como essa”, disse. Gabriela ressalta que as placas chamaram a atenção também de outras unidades. “Hoje estamos no processo de construção dessas placas também para o Hospital Regional de Taguatinga, para a UTI do Hospital de Base e para duas UBSs em Planaltina”, afirma. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional da Asa Norte realiza casamento de paciente em cuidados paliativos
O jardim central do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foi cenário de um momento inesquecível nessa terça-feira (4). A paciente Maria Célia Ferreira da Silva, 44 anos, teve a oportunidade de realizar um grande sonho: casar-se. Junto ao companheiro, Almir Borges dos Santos, 47, a cerimônia encantou os convidados e emocionou os profissionais de saúde que acompanharam a trajetória da paciente. Paciente do Hran em cuidado paliativo, Maria Celia Ferreira da Silva concretizou o sonho de casar vestida de noiva | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Diagnosticada com adenocarcinoma invasivo de intestino grosso, a moradora da zona rural de Brazlândia enfrenta um estado avançado de metástase, quando o câncer se dissemina para outras partes do corpo. Embora já fosse casada no civil com o companheiro Almir desde 2003, Maria Célia sempre sonhou em celebrar a união vestida de branco, diante de um pastor evangélico. A equipe multidisciplinar de cuidados paliativos do Hran rapidamente se mobilizou para transformar este sonho em realidade. Reunindo esforços, a paciente foi maquiada e usou um vestido branco, enquanto o noivo vestiu seu terno. Bolos e salgados foram encomendados e, ao som de violino, o capelão Marcelo Gouvêa Soares de Melo celebrou a união. Embora já fosse casada no civil desde 2003, a moradora de Brazlândia sempre sonhou em celebrar a união vestida de noiva, diante de um pastor “Sempre foi o sonho dela. Quando ela chegou aqui e foi internada, perguntaram qual seria a sua maior realização e ela respondeu que queria se casar vestida de noiva”, contou Almir. “Para mim, foi muito importante e fico muito agradecido por ter realizado esse sonho. Achei muito bonita a cerimônia.” Maria Célia, animada para realizar todos os ritos do casamento, encerrou a cerimônia jogando o buquê. Sua filha, Talita, 16, pegou o ramalhete de flores. Dignidade Os cuidados paliativos buscam reduzir a dor e o sofrimento de pacientes com doenças em estágio avançado, graves ou terminais, além de oferecer suporte aos familiares ou responsáveis. O atendimento deve ser multidisciplinar, no qual se considera sintomas físicos e emocionais. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que há mais de 625 mil pessoas em cuidados paliativos no país. Ana Cristina Almeida, fisioterapeuta da equipe do Hran e uma das responsáveis pela cerimônia, enfatiza a importância de proporcionar conforto, dignidade e a possibilidade de realizar os sonhos dos pacientes que se encontram em situação de saúde muito frágil. “Às vezes, as pessoas têm a vida inteira para realizar [um sonho] e não conseguem. Então, a gente acrescenta algumas memórias à vida, às vezes, podendo ser as últimas”, explica. Determinada a realizar todos os ritos do casamento, a noiva encerrou a cerimônia jogando o buquê De acordo com a profissional, a abordagem é cuidadosa com este tipo de paciente, considerando sempre a oferta do conforto e da dignidade. “Quando percebemos que a vida tem um fim e que ele se aproxima, a gente repensa o que é prioridade e o que é importante. Nesses momentos, as pessoas conseguem priorizar e, dessa forma, a gente tenta, dentro do que é possível, realizar esses sonhos. Isso traz uma alegria que, às vezes, eles não puderam ter em vida”, refletiu. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Aberto pregão para contratação de laboratório de próteses ortodônticas do Hran
A Secretaria de Saúde (SES-DF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (28), aviso de pregão para contratar laboratório de prótese ortodôntica. O objetivo é contemplar as demandas de ortodontia do Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados e do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Os interessados podem cadastrar as propostas a partir desta terça (28) pelo site www.comprasnet.gov.br. O pregão será realizado em 11 de fevereiro, às 8h30. A contratação vai melhorar o atendimento a pacientes com fissuras labiopalatinas | Foto: Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde O investimento estimado é de R$ 146,5 mil para a confecção de aparelhos ortodônticos. A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destaca a importância desse processo para os atendimentos na rede pública: “Essa contratação reflete o compromisso do governo em garantir atendimento de qualidade aos pacientes que necessitam de cuidado especializado, como aqueles com fissuras labiopalatinas, além de assegurar o acesso a tratamentos odontológicos que devolvem a qualidade de vida”. Investimentos O Serviço Multidisciplinar de Atendimento aos Fissurados, o CEO e o centro cirúrgico ambulatorial do Hran também receberão um investimento de R$ 2,8 milhões para reforma de ampliação da capacidade de oferecer atendimento humanizado. A ordem de serviço foi assinada em novembro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Sistemas de ar-condicionado e de iluminação do Hran serão modernizados
Os sistemas de ar-condicionado e de iluminação do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) vão passar por uma modernização. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (21) a licitação pelo critério de menor preço, no regime de execução indireta. O investimento máximo previsto na reforma é de R$ 3.736.553,11. A reforma dos sistemas de ar-condicionado e de iluminação vai beneficiar setores como centro cirúrgico e pronto-socorro do Hran | Foto: Divulgação/Novacap O processo de licitação está programado para ocorrer em 6 de janeiro de 2025, com abertura das propostas às 9h15. As propostas serão recebidas exclusivamente por meio eletrônico no site www.gov.br/compras. De acordo com o diretor do Hran, Paulo Henrique Gondim, a obra vai garantir mais conforto, além de assegurar o cumprimento de normas técnicas. “A modernização do sistema de ar-condicionado irá atender as atuais normas da vigilância sanitária, contribuindo para maior segurança do paciente e da equipe assistencial nos cuidados hospitalares”, explica. A reforma vai beneficiar setores como centro cirúrgico e pronto-socorro. O Hran é um dos principais hospitais da rede pública no Distrito Federal – de janeiro a setembro deste ano, a unidade foi responsável por mais de 960 mil consultas, cerca de 40 mil exames e 19 mil cirurgias ambulatoriais, além de 2.441 diárias de UTI. Mais informações sobre a licitação podem ser obtidas com o Departamento de Compra da Novacap, pelos telefones 3403-2321 e 3403-2322 ou pelo e-mail dilic@novacap.df.gov.br. *Com informações da Novacap
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