Morango no DF atravessa gerações com tradição e novas tecnologias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Em 1976, João Fukushi trouxe para Brazlândia três mil mudas de morango da variedade Campinas. O plantio ocorreu fora da época habitual, mas a colheita surpreendeu. Havia terra fértil, água e mercado para o fruto. O agricultor, que também tinha experiência com flores, encontrou nos morangos um motivo para permanecer e construir a vida no Distrito Federal. “Aqui, com terra nova, tudo que se plantava colhia. Foi uma felicidade imensa, e não tive dificuldades. Tinha terra boa e vendia tudo que plantava”, conta Fukushi. Aos 75 anos, ele ainda cultiva morango na propriedade. Hoje, são 25 mil pés e variedades como Albion, Camino Real e Sabrina. A irrigação mudou, os canteiros ganharam proteção e os consumidores passaram a entrar na lavoura para colher os próprios morangos. Sua trajetória acompanha a transformação de uma atividade que, em 2025, produziu cerca de 5,3 mil toneladas de morango, considerando os cultivos convencional e orgânico, em uma área de 169 hectares. A atividade movimentou mais de R$ 105,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP). Ao longo de cinco décadas, o conhecimento dos pioneiros se somou à pesquisa e à assistência técnica para mudar tanto a produção quanto às formas de comercializar. Conhecimento que veio com a família A história do morango em Brazlândia está ligada às famílias de origem japonesa, como a dos Fukushi, que chegaram à região nos anos 1970, muitas delas vindas de Atibaia (SP). Parte desses agricultores foi assentada no Projeto Integrado de Colonização Alexandre Gusmão. Eles trouxeram experiência com frutas e hortaliças para abastecer uma Brasília que ainda dependia de alimentos de outros estados. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura | Foto: Divulgação/Emater-DF Na família Fukushi, o aprendizado tinha uma referência próxima: o pai, técnico agrícola, que já cultivava morangos antes mesmo de chegar ao Brasil fugindo da guerra. Era no trabalho diário que ensinava a produzir e selecionar os frutos. O agricultor lembra também da troca de informações entre imigrantes, entre os quais havia profissionais com formação agronômica. “Meu pai era um homem de muitos valores e herdei dele o compromisso de oferecer alimentos confiáveis, e a disposição para recomeçar diante das dificuldades. Não reclamo de nada. Tudo o que me aparece de dificuldade, eu aprendo e aceito”, conta. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura. Estudos, testes de variedades e orientações de manejo contribuíram para a entrada de novos agricultores e a expansão do cultivo para outras regiões do DF. Fukushi conta que plantou a variedade Campinas por mais de 30 anos. Hoje, escolhe diferentes materiais para oferecer ao consumidor opções de sabor e qualidade, além de melhorar a produtividade. Essa mudança está entre os avanços destacados pelo extensionista Roberto Carneiro, integrante do grupo técnico do morango da Emater-DF e que teve história de atuação na região. “Uma coisa que evoluiu bastante nos últimos 30 anos foi a diversificação das variedades de morango”, afirma Carneiro. Segundo ele, os agricultores passaram de uma ou duas opções para uma oferta mais ampla, com diferentes características de resistência às pragas e doenças, produtividade, tamanho, sabor e conservação, que permitem atender a diferentes demandas do mercado. A transformação também aparece na irrigação. Na propriedade de Fukushi, a aspersão deu lugar ao gotejamento, que leva a água diretamente à região das raízes. O sistema permite controlar melhor a aplicação, reduzir custo com energia e economia de água e, quando associado à fertirrigação, fornece nutrientes pela água. A mudança ganhou importância para o agricultor, que relata redução na disponibilidade de água ao longo dos anos. Nos canteiros, ele utiliza a cobertura plástica conhecida como mulching. A técnica ajuda a conservar a umidade, controlar plantas daninhas e evitar o contato dos frutos com o solo. Microtúneis e estufas acrescentaram proteção contra a chuva e, combinados com outras práticas, permitiram a alguns produtores ampliar o período de colheita para além dos meses secos. Carneiro destaca ainda a contribuição da produção orgânica de morango, que ganhou impulso no DF a partir de 2003 com o apoio da Emater. Segundo ele, experiências com composto bokashi, biofertilizantes e produtos biológicos para o solo e as plantas geraram conhecimentos, que também passaram a ser aproveitados no cultivo convencional. O tempo do solo e os desafios que permanecem Mesmo depois de décadas na atividade, Fukushi continua aprendendo com a lavoura. Nesta safra, conta ter perdido mudas ao antecipar o uso de um adubo orgânico que ainda não estava pronto. “Na natureza, o preparo do solo acontece ao longo do tempo: a folha cai, se decompõe e vai disponibilizando os nutrientes. Na agricultura, muitas vezes queremos fazer tudo muito rápido, com pressa de produzir e ganhar dinheiro. Só que a planta é um ser vivo. A gente precisa observar, entender o que ela precisa e respeitar o tempo dela. Não é simplesmente do jeito que a gente quer", fala Fukushi. A experiência do agricultor condiz com os diagnósticos relatados por Carneiro. O extensionista aponta que excessos na adubação, tanto no plantio quanto na cobertura, continuam entre os desafios da assistência técnica. A aplicação desequilibrada eleva os custos, traz doenças e pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Assim, o acesso a novos produtos precisa vir acompanhado de análise do solo, orientação e observação da lavoura. Além disso, os erros frequentes por excessos na irrigação promovem perdas de fertilizantes minerais, insumos cada vez mais dispendiosos, além de elevarem os riscos fitossanitários. Outro ponto decisivo para uma boa safra é a qualidade das mudas. Carneiro lembra que, nos anos 1990, transporte inadequado e problemas nas raízes prejudicavam o estabelecimento das plantas. Ações de fiscalização e orientação ajudaram a melhorar o material recebido ao longo do tempo melhorando as questões de sanidade e de transporte, que ainda podem melhorar. “Mas o produtor precisa ficar atento se o viveiro é certificado, se fornece material de qualidade. Também deve ter um bom planejamento para a chegada das mudas e preparo do solo para o plantio”, afirma. Essas questões levaram equipes técnicas a percorrer lavouras em 2025 para identificar os problemas enfrentados pelos produtores. Os resultados dos diagnósticos foram discutidos com os agricultores, gerando o que denominou Pacto pelo Morango, com atenção à qualidade das mudas, à adubação e ao manejo de pragas e doenças. Quando o consumidor entra na lavoura Para Fukushi, adaptar-se também significou repensar a venda. Em um período de dificuldades financeiras e de falta de mão de obra para a colheita, ele e as filhas adotaram o Colha & Pague, com orientação inicial da Emater-DF. A experiência recuperou uma solução que o pai já havia utilizado décadas antes: receber o consumidor para colher a própria fruta. Com o visitante entre os canteiros, o sabor e a qualidade ganharam ainda mais importância nas escolhas do agricultor. Hoje, ele também considera processar parte da produção para agregar valor ao que cultiva. Depois de cinco décadas, mantém a disposição para ajustar o trabalho ao que aprende no campo. “Procuro a qualidade, muito mais do que a quantidade”, afirma. Diversidade nos canteiros e à mesa Para atender a diferentes públicos e necessidades, os produtores do DF atualmente contam com diversas variedades para cultivo. Camarosa, San Andreas, Portola, Festival, Camino Real, Sabrina e Alpina 10 estão entre as principais variedades cultivadas na região. A escolha considera tanto as condições de produção quanto o mercado a que os frutos se destinam. A San Andreas, por exemplo, apresenta boa firmeza e resistência ao transporte, enquanto a Sabrina se destaca pelos frutos doces e suculentos, ambas indicadas para consumo in natura. Já Camarosa e Camino Real atendem também à industrialização, ampliando as possibilidades de aproveitamento da colheita. A pesquisa brasileira também acrescentou uma nova opção: a BRS DC25, conhecida como Fênix. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado e lançada em 2023, a cultivar foi aprovada para plantio no Distrito Federal em 2025. Entre seus atributos estão a produção precoce, o equilíbrio entre açúcar e acidez e a boa conservação dos frutos após a colheita. Destinada principalmente ao consumo in natura, também pode ser utilizada pela indústria de frutas congeladas. Seu desenvolvimento integra o esforço para ampliar a oferta de cultivares adaptadas às condições brasileiras e reduzir a dependência de materiais estrangeiros. A trajetória de Fukushi mostra que permanecer no campo exige mudar e se adaptar. Novas variedades surgem, a tecnologia de manejo e produção mudam e aparecem novas formas de comercializar e de agregar valor ao morango. Sua lavoura aproxima duas pontas da história do morango no DF: o conhecimento das famílias pioneiras e as possibilidades que a pesquisa, a assistência técnica, as políticas públicas, a experiência e a vontade dos produtores abrem para as próximas safras. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Canal recuperado garante água para produção de 60 famílias de Brazlândia
Depois de mais de dez anos convivendo com a falta de água nos períodos mais críticos do ano, produtores rurais da região do Pulador, em Brazlândia, passam a viver uma nova realidade. A recuperação do Canal do Pulador substituiu 2,5 quilômetros do antigo canal aberto por tubulações de Pead, garantindo que a água chegue de forma eficiente às 38 propriedades atendidas pelo sistema e reduzindo perdas por infiltração, evaporação e vazamentos. A obra representa mais do que uma reforma na infraestrutura de irrigação. Ela garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo. Uma das beneficiadas é a produtora rural Maria de Lourdes, 77 anos. Há anos ela enfrentava as dificuldades provocadas pela escassez de água. Agora, além de manter a produção de morango, já faz planos para diversificar a atividade. "Todo ano a água acabava. E, sem água, como é que a gente produz? A gente sofria com isso há mais de dez anos. Agora estou muito feliz. Comecei a produzir morangos e vou poder continuar. Já pretendo até criar peixes quando o tanque for instalado." Além da nova tubulação, o projeto prevê a instalação de 38 reservatórios revestidos com geomembrana, dos quais três já foram implantados. Os tanques permitirão armazenar água nas propriedades para utilização nos períodos de maior necessidade e também abrirão espaço para a piscicultura, criando uma nova alternativa de renda para os produtores. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, investir em infraestrutura hídrica significa garantir o futuro da produção rural. A obra garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo | Foto: Divulgação/Emater-DF "Água é o principal insumo da agricultura. Quando investimos em obras como essa, estamos garantindo que esse recurso chegue ao produtor com mais eficiência, reduzindo desperdícios e assegurando melhores condições para produzir alimentos durante todo o ano. Essa é uma ação que fortalece a agricultura familiar, preserva os recursos hídricos e leva mais segurança para quem vive da produção", destaca. Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Pulador, Demétrio Martins, a recuperação representa a retomada da capacidade produtiva da região. "O canal funcionava de forma muito precária. Muitas chácaras deixaram de plantar porque a água não chegava. Agora teremos condições de voltar a produzir. Tenho certeza de que esta região vai se consolidar como um grande polo produtor", afirma. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, destacou que o crescimento da área rural exige investimentos capazes de garantir o uso eficiente da água. "Antes havia água em abundância e poucas propriedades. Hoje a realidade é outra. A comunidade cresceu e os recursos naturais ficaram mais disputados. Essa canalização é fundamental porque mantém a área rural viva. É a água que garante boas condições para o plantio e permite que Brazlândia continue sendo um dos grandes celeiros de produção do Distrito Federal." O subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Paulo de Oliveira Barboza, também participou da inauguração e ressaltou que a obra é resultado da integração entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal e os produtores rurais. O engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF, Rildon Oliveira, que acompanhou todo o processo de recuperação, explicou que o antigo canal, utilizado havia mais de três décadas, já não conseguia atender à demanda dos produtores. "Era um sonho antigo da comunidade. O canal era aberto e apresentava muitas perdas por infiltração. A água simplesmente não chegava às propriedades localizadas no final do sistema. Agora isso muda completamente. As 38 chácaras passarão a receber água de forma igualitária, com muito mais eficiência e sem desperdícios", disse. Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 65 canais de irrigação, que somam mais de 240 quilômetros de extensão e abastecem mais de mil propriedades rurais. Desse total, mais de 150 quilômetros já foram recuperados por meio da substituição dos antigos canais abertos por tubulações, reduzindo perdas de água e tornando a irrigação mais eficiente. A obra foi executada em parceria entre a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Novacap, a Administração Regional de Brazlândia e a Associação dos Usuários do Canal do Pulador. O investimento de R$ 320 mil na aquisição dos materiais foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
Ler mais...
Gengibre ganha data oficial no DF e reforça protagonismo de produtores da raiz
O gengibre acaba de conquistar um reconhecimento oficial no Distrito Federal. A governadora Celina Leão promulgou, na quinta-feira (11), a Lei nº 7.906/2026, que institui o Dia do Gengibre. A partir de 2027, a data será celebrada anualmente em 15 de maio. Mais do que homenagear uma raiz amplamente utilizada na gastronomia e conhecida pelos benefícios à saúde, a nova legislação valoriza uma cadeia produtiva que movimentou mais de R$ 27,7 milhões em 2025 e que vem se consolidando no Distrito Federal. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita. A cultura ocupa 19,4 hectares na capital e registrou a comercialização de quase duas mil toneladas no último ano. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o reconhecimento fortalece uma cadeia produtiva construída ao longo de décadas. "A criação do Dia do Gengibre é um reconhecimento ao trabalho das famílias produtoras que transformaram essa cultura em uma importante fonte de renda, geração de empregos e desenvolvimento. A Emater-DF tem atuado lado a lado com esses produtores, oferecendo assistência técnica, capacitação, orientação em gestão e apoio na organização da cadeia produtiva, contribuindo para o aumento da produtividade, da qualidade e da comercialização. Esse reconhecimento também valoriza esse trabalho, que é um trabalho conjunto", ressalta. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita | Foto: Divulgação/Emater-DF A gerente do escritório da Emater-DF em Vargem Bonita, Claudia Coelho, ressalta que a conquista representa valorização do trabalho dos produtores, fortalece a agricultura familiar e amplia a visibilidade da raiz. “É uma conquista que simboliza pertencimento, reconhecimento e novas oportunidades para o futuro do campo no Distrito Federal”, afirma. Das hortas familiares para o mercado A história do gengibre em Vargem Bonita também se confunde com a trajetória das famílias descendentes de japoneses que ajudaram a construir a identidade agrícola da região. Segundo Cláudia Coelho, durante muitos anos a produção era voltada principalmente para o consumo das próprias famílias. Com o apoio da assistência técnica e a identificação do potencial comercial da cultura, o cenário começou a mudar. “As poucos, os produtores foram se organizando e, para incentivar, fizemos duas excursões técnicas com eles ao Espírito Santo, maior produtor do Brasil. Com isso, eles foram passando a enxergar a atividade como oportunidade de negócio, a produção aumentou e novos mercados foram conquistados, o que aumentou a oferta e ampliou o mercado, incluindo restaurantes especializados e estabelecimentos comerciais”, explica. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
DF mostra força com transferência de tecnologias durante a AgroBrasília 2026
A participação da Emater-DF na AgroBrasília 2026 consolidou, mais uma vez, o espaço da empresa como ponto de transferência de tecnologias, troca de conhecimento e fortalecimento da agricultura do Distrito Federal e Entorno. Durante os cinco dias de feira, o estande registrou a participação de mais de 3 mil produtores rurais e técnicos das Emateres de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, que conferiram de perto as tecnologias apresentadas. Teve ainda a participação do público espontâneo, como estudantes, autoridades, técnicos de órgãos públicos e privados ligados ao setor, comitivas estrangeiras, produtores rurais e público urbano que vieram conhecer as tecnologias apresentadas em toda a feira e passaram pelo espaço Emater-DF. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes. Em uma área de aproximadamente três hectares, os visitantes puderam conhecer os nove circuitos tecnológicos organizados pela Emater-DF, com demonstrações práticas, orientações técnicas e soluções voltadas para sustentabilidade, produtividade, bem-estar e geração de renda no meio rural. Neste ano, foram apresentados trabalhos nas áreas de agroindústria, fruticultura, aquicultura, bovinocultura, avicultura, floricultura e hortaliças, além de tecnologias sociais, gestão ambiental e a tradicional Feira Rural, com produtos da agricultura familiar do Distrito Federal no estande institucional da empresa. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa- DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes | Foto: Divulgação/Emater-DF Lançamento de chamamentos públicos Durante a passagem da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pela AgroBrasília 2026, no dia 22, a Emater-DF lançou dois editais voltados à valorização da agricultura familiar, dos produtores rurais e do turismo rural no DF. As iniciativas incluem a 2ª edição do catálogo Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam e o projeto Do Agro a Você, este último com a missão de criar um selo regional de origem e marketing para produtos e serviços agropecuários acompanhados pela Emater-DF. Cooperação internacional e troca de experiências A AgroBrasília 2026 também fortaleceu o intercâmbio internacional promovido pela Emater-DF. Durante a feira, cinco comitivas estrangeiras visitaram o espaço da empresa interessadas em conhecer experiências de sucesso das políticas agrícolas e da extensão rural desenvolvidas no Distrito Federal. As delegações da Zâmbia, República do Congo e Colômbia demonstraram interesse em iniciar procedimentos de cooperação técnica com a Emater-DF. Já a representação da Coreia do Sul buscou informações relacionadas a tecnologias agrícolas e processos de registro de insumos. A delegação de Angola participou da feira a convite do governo federal, por meio de ação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Outro destaque da programação foi o Dia Internacional da AgroBrasília, comemorado no dia 20 e voltado exclusivamente para o recebimento de delegações estrangeiras. O evento reuniu aproximadamente 100 representantes de cerca de 30 países, entre embaixadores, diplomatas, adidos agrícolas e representantes de órgãos ligados à agricultura de nações asiáticas, latino-americanas e africanas. A iniciativa promoveu troca de experiências sobre inovação, assistência técnica, políticas públicas e desenvolvimento rural sustentável, fortalecendo o diálogo e a cooperação internacional no setor agropecuário. Caravanas ampliaram acesso de produtores rurais à feira A Emater-DF também coordenou a participação de caravanas de produtores rurais vindos do Distrito Federal, Entorno e municípios vizinhos. Dezenas de ônibus foram disponibilizados, além dos que chegaram em parceria com prefeituras municipais, ampliando o acesso às tecnologias, capacitações e oportunidades apresentadas durante a feira. Na área de convivência e apoio operacional, a empresa forneceu refeições aos participantes das caravanas e também kits de café da manhã patrocinados por parceiros institucionais como Sebrae, Sicoob e Caixa Econômica Federal. Além dos circuitos tecnológicos, o espaço institucional contou com atendimento técnico especializado, orientações sobre políticas públicas, programas de crédito rural, comercialização, agregação de valor e diversificação da produção. A Feira Rural da Emater-DF também foi um dos destaques da programação, reunindo 60 produtores rurais na comercialização de alimentos artesanais, produtos agroindustrializados e itens do artesanato rural. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a participação da empresa na AgroBrasília 2026 reforça o protagonismo da extensão rural pública no desenvolvimento do campo e na geração de oportunidades para os produtores rurais do Distrito Federal. “A AgroBrasília mostra, na prática, a força da assistência técnica pública e o impacto que ela gera na vida dos produtores rurais. Mais do que apresentar tecnologias, a Emater-DF leva conhecimento, inovação, sustentabilidade e oportunidades reais de geração de renda. Cada circuito tecnológico, cada produtor atendido e cada delegação internacional que busca conhecer nossas experiências reforçam que o Distrito Federal vem se consolidando como referência em agricultura moderna, sustentável e conectada com o futuro”, destacou. Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, a feira reafirma a força e a capacidade de inovação do setor agropecuário brasileiro. “Encerramos mais uma AgroBrasília com a certeza de que o agro brasileiro segue forte, inovador e preparado para os desafios do futuro. Mais do que números, vimos aqui troca de conhecimento, construção de confiança e produtores buscando decisões cada vez mais estratégicas para suas propriedades. A AgroBrasília é feita por pessoas que acreditam no agro e trabalham diariamente para fortalecer o setor”, ressaltou o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner. No próximo ano, a AgroBrasília 2027 ocorre de 18 a 21 de maio. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Produtores conhecem primeiro edital do programa de compras da alimentação escolar de 2026
Representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (28), para apresentar aos produtores rurais a Chamada Pública nº 01/2026, voltada à aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública de ensino. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais, com previsão de aquisição de cerca de 4,8 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, movimentando aproximadamente R$ 44,8 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Cerca de 50 agricultores, representantes de organizações rurais do DF aptas a participar da chamada pública, compareceram ao encontro, onde puderam esclarecer dúvidas e informações sobre esse edital, que representa uma importante oportunidade de comercialização para a agricultura familiar, para o fortalecimento das organizações rurais e também para a comercialização a preços justos de alimentos orgânicos. A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, destacou o impacto social e educacional da iniciativa. “A alimentação escolar é uma das políticas públicas mais importantes para a garantia do direito à educação. Ao investirmos R$ 44,8 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecemos a economia local, valorizamos o trabalho dos produtores rurais do Distrito Federal e asseguramos que nossos estudantes recebam refeições cada vez mais saudáveis, nutritivas e de qualidade. É uma ação que gera desenvolvimento no campo e mais oportunidades de aprendizagem na escola.” Segundo o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, o chamamento deste ano traz avanços importantes em relação à edição anterior. “Teremos um aumento de 35% no valor dos contratos e crescimento de 15% no volume de produtos previstos. A expectativa é atender mais de 1,1 mil produtores rurais do Distrito Federal”, destacou o extensionista. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais | Foto: Divulgação/Emater-DF A presidente da Comissão de Chamada Pública da Agricultura Familiar da Secretaria de Educação, Patrícia Jane Lacerda, ressaltou os resultados positivos do programa para os estudantes da rede pública. “Podemos dizer que os 449.593 estudantes da rede pública estão sendo atendidos com alimentos frescos e saudáveis”, explicou. Para o diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, o crescimento do programa demonstra sua relevância para agricultores e estudantes. “Desde o primeiro contrato, em 2014, o volume de recursos investidos pelo GDF no PNAE aumentou 2.900%. Esse é um trabalho que beneficia diretamente os agricultores familiares e os estudantes da rede pública”, observou. A nutricionista da Secretaria de Educação, Flávia Itabaiana, reforçou a importância da alimentação escolar para milhares de alunos do DF. “Grande parte dos alunos depende das 515.958 refeições servidas diariamente para ter acesso a uma alimentação saudável, que é um direito constitucional”, aponta. A Chamada Pública 1/2026 foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 21 de maio. As organizações rurais interessadas em participar têm até o dia 22 de junho para apresentar a documentação. O edital pode ser conferido aqui. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Espaço da Fruticultura da Emater-DF na AgroBrasília apresenta técnicas para ampliar renda
A Emater-DF apresentará na AgroBrasília 2026, entre os dias 19 e 23 deste mês, um circuito de fruticultura com foco na diversificação produtiva e no uso eficiente dos recursos nas propriedades rurais. O espaço contará com pomares já implantados, demonstrando o cultivo de espécies com elevado potencial produtivo e de mercado, como o maracujá azedo, a pitaia consorciada com amendoim forrageiro e o açaí, além de tecnologias inovadoras, a exemplo do cultivo de mirtilo em sistema semi-hidropônico. Como destaque, o circuito trará o cultivo da goiaba Cortibel, cultivar que vem sendo adotada pelos produtores rurais nos últimos anos em função de sua rusticidade e alta produtividade. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente. Segundo a extensionista rural da Emater-DF Maíra Andrade, a diversificação deve ser tratada como estratégia produtiva. “Pomares diversificados são estratégicos para aumentar a resiliência das propriedades rurais. A combinação de culturas permite ao produtor reduzir riscos, ampliar o portfólio de produtos e acessar diferentes mercados ao longo do ano, especialmente em um cenário de alta demanda por frutas frescas e processadas”, explica Maíra. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente | Foto: Divulgação/Emater-DF A integração entre culturas também otimiza o uso do solo, melhora a fertilidade e aumenta a produtividade por área. “Práticas como a adubação verde nas entrelinhas também contribuem para a conservação do solo e a sustentabilidade dos sistemas produtivos”, conta Maíra. Tecnologia e manejo para aumento da produtividade O circuito evidencia a importância do manejo técnico das culturas. No caso da goiaba, uma das principais frutas produzidas no Distrito Federal, práticas como escolha de variedades, podas, adubação e irrigação são determinantes para garantir produtividade e qualidade dos frutos. Com potencial produtivo significativo, a cultura pode alcançar médias de até 37,5 toneladas por hectare, consolidando-se como uma alternativa importante de diversificação e geração de renda para os produtores da região. Em 2026, a produção de goiaba chegou a 7,4 mil toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ficou em R$ 38,4 milhões. O manejo e os tratos culturais da goiaba também são destaque no Caderno Tecnológico que a Emater-DF disponibiliza para download durante o evento. AgroBrasília 2026 Durante a AgroBrasília, os visitantes poderão participar de palestras e visitas guiadas aos plantios, conhecendo de perto as tecnologias e práticas recomendadas pela Emater-DF. A entrada é gratuita. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Dia Especial do Gengibre movimenta Vargem Bonita com programação técnica e cultural neste fim de semana
O gengibre, cultura que transformou a região da Vargem Bonita em referência produtiva da raiz no Distrito Federal, será o grande protagonista nesta sexta-feira (15) e sábado (16) durante a realização do III Dia Especial do Gengibre. Promovido pela Emater-DF, pela Associação Rural de Vargem Bonita e pela Associação da Feira de Produtores da Vargem Bonita, com apoio de diversos parceiros, o evento reunirá produtores rurais, pesquisadores, técnicos e comunidade em uma programação que combina capacitação, gastronomia, cultura e valorização da agricultura local. Nesta edição, o encontro também celebra os cinco anos da Feira do Produtor da Vargem Bonita, espaço consolidado como importante ponto de comercialização da produção agrícola regional e de fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo dos dois dias, os visitantes poderão participar de palestras técnicas, oficinas culinárias, exposição agrícola, concurso de receitas, apresentações culturais, leilão de gengibre e ações de atendimento à comunidade. A programação inclui ainda o lançamento do Projeto de Lei do Gengibre, iniciativa voltada para o fortalecimento da cultura no Distrito Federal. Ao longo dos dois dias, os visitantes poderão participar de palestras técnicas, oficinas culinárias, exposição agrícola, concurso de receitas, apresentações culturais, leilão de gengibre e ações de atendimento à comunidade | Fotos: Divulgação/Emater-DF Entre os apoiadores também estão a Administração Regional do Park Way, a Secretaria de Saúde, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, a Empresa de Terras Rurais do Distrito Federal (ETR), a Farmacotécnica, da Associação Nipo-Brasileira, entre outros. Crescimento da produção Segundo a gerente do escritório local da Emater-DF, Claudia Coelho, o evento reflete o fortalecimento da cadeia produtiva do gengibre na região ao longo dos últimos anos. “Vargem Bonita vem se consolidando como uma importante região produtora de gengibre no Distrito Federal. Hoje contamos com cerca de 30 produtores, em uma área aproximada de 19 hectares, com produção próxima de duas mil toneladas por ano e Valor Bruto de Produção em torno de R$ 28 milhões”, destaca. Atualmente, a região responde por cerca de 93% da produção de gengibre do Distrito Federal, evidenciando a vocação agrícola local para a cultura. De acordo com a gerente, o crescimento da atividade acompanha tanto a busca dos consumidores por alimentos mais saudáveis quanto a forte influência da comunidade japonesa presente na região. “De 2009 para cá, houve um aumento de cerca de 70% na produção de gengibre em Vargem Bonita. O gengibre possui propriedades antioxidantes e digestivas e passou a ganhar espaço em diferentes preparações, desde a culinária oriental até bebidas e receitas funcionais”, explica. O avanço da produção também reflete o trabalho de assistência técnica desenvolvido pela Emater-DF junto aos agricultores da região, com capacitações, orientação produtiva e visitas técnicas ao Espírito Santo, principal polo produtor de gengibre do país. A troca de experiências permitiu a adoção de novas tecnologias e práticas de manejo nas propriedades do Distrito Federal. O evento reunirá produtores rurais, pesquisadores, técnicos e comunidade em uma programação que combina capacitação, gastronomia, cultura e valorização da agricultura local Programação A programação do evento reforça a integração entre conhecimento técnico e valorização cultural, com palestras sobre manejo e produção, oficinas culinárias e concurso de receitas envolvendo produtores locais. Também estão previstas ações de vacinação, testes rápidos de saúde, doação de mudas por meio do Programa Reflorestar e atendimento da ETR para orientações relacionadas à regularização fundiária. Entre os destaques culturais está a apresentação do grupo Taiko – Reiwa Daiko, da Associação Nipo-Brasileira da Vargem Bonita. A culinária oriental também estará presente na Feira do Produtor, fortalecendo a identidade cultural da região e sua relação histórica com o cultivo do gengibre. Confira a programação: III Dia Especial do Gengibre Local: Vargem Bonita – DF Data: 15 e 16 de maio de 2026 Sexta-feira (15) 10h — Concurso de receitas com gengibre 14h — Palestra: “Controle Biológico para produção de Gengibre: Manejo, Tratos Culturais e Sanidade” Antônio Fernando de Souza — Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) 15h40 — Apresentação do Servus Seguros 16h — Apresentação de proposta de estudo: “Melhoramento participativo em Gengibre” — online Ana Paula Candido Gabriel Berilli — Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) 17h — Lançamento do Projeto de Lei do Gengibre 17h30 — Happy Hour do Gengibre Sábado (16) Local: Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Vargem Bonita 7h — Feira do Produtor de Vargem Bonita 8h30 — Oficina de biofertilizantes no plantio de gengibre Daniel Rodrigues de Oliveira (Emater-DF) 9h — Exposição e Julgamento de Gengibre 10h — Abertura Oficial 10h20 — Apresentação Taiko – Reiwa Daiko 11h — Premiações: - Exposição de Gengibre - Concurso de Receitas e Desenhos - Desfile dos “Anjibres – Anjos do Gengibre” - Corte do bolo em comemoração aos 5 anos da Feira do Produtor 11h30 — Oficina: Quentão Maria Pereira Juvenal (LICA) 12h — Apresentação Musical: Cleison Santos 14h — Oficina: Biscoito de Gengibre Sandra Cristina de Sousa (Emater-DF) 14h — Bate-papo sobre a produção de gengibre 14h30 — Sorteios das Experiências e Passeios — Cerrado Experience 15h — Leilão do Gengibre 15h30 — Tour do Gengibre 15h45 — Entrega do prêmio da gincana “Peso do Gengibre” 16h — Encerramento *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Inaugurado centro de capacitação para impulsionar agroindústria e ampliar oportunidades para famílias rurais
O fortalecimento da agroindústria rural ganhou um novo capítulo no Distrito Federal com a inauguração do Centro Regional de Capacitação em Agroindústria da Emater-DF, no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina. O espaço, inaugurado neste sábado (9), foi criado para ampliar as ações de capacitação voltadas ao processamento de alimentos, agregação de valor à produção rural e geração de renda para agricultores familiares da região leste do DF. A iniciativa representa um avanço nas políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da permanência das famílias no campo. Com investimento aproximado de R$ 282 mil entre 2025 e 2026, a Emater-DF realizou a reforma e adequação completa da antiga estrutura do Batalhão da Polícia Militar, cedida à empresa, transformando o espaço em um centro voltado à qualificação profissional, empreendedorismo rural e desenvolvimento comunitário. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais. Mais do que um espaço físico, o centro nasce como ferramenta estratégica para estimular pequenos produtores a transformar matéria-prima em produtos com maior valor agregado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de comercialização. A nova estrutura conta com cozinha industrial equipada, forno industrial, fogão, freezer, geladeira, desidratador, utensílios específicos para agroindústria, auditório com capacidade para 80 pessoas e sala de reuniões destinada às atividades coletivas das comunidades rurais | Foto: Divulgação/Emater-DF O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou durante a inauguração do espaço que o novo centro faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa voltada ao fortalecimento da agroindustrialização rural. “Aqui teremos cursos de doces, geleias, panificados, processamento de frutas, derivados e diversas outras capacitações que atendem às demandas da comunidade. Esse espaço foi pensado para apoiar produtores, associações e grupos organizados, especialmente mulheres rurais e pequenos empreendedores, permitindo que o produtor transforme sua produção, amplie mercados e fortaleça sua renda”, afirmou. Ele também destacou o potencial do Distrito Federal para se consolidar como polo de transformação agroindustrial. “Mesmo sendo um território pequeno, o DF demonstra enorme capacidade de inovação. Temos qualidade produtiva, tecnologia e produtores comprometidos. O próximo passo é avançar ainda mais na industrialização e na valorização daquilo que é produzido aqui”, completou. A implantação do centro atende a uma demanda antiga das comunidades rurais da região. As primeiras capacitações realizadas pela Emater-DF em Tabatinga começaram em 2019, em espaços improvisados da comunidade. Com o crescimento da procura, especialmente após a pandemia, surgiu a necessidade de uma estrutura permanente e adequada para atender os produtores. Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, a entrega do centro reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o desenvolvimento rural e a valorização do produtor. “O produtor rural do Distrito Federal é comprometido, inovador e responsável por colocar alimento na mesa da população do DF e de outras regiões do país. O Governo do Distrito Federal trabalha para garantir condições de desenvolvimento, geração de renda e permanência das famílias no campo. Esse espaço representa justamente isso: investimento em qualificação, oportunidades e melhoria da qualidade de vida para o homem e a mulher do campo”, afirmou. Além das capacitações técnicas, o espaço terá função social e comunitária. O centro será utilizado para reuniões de associações, encontros de grupos de mulheres rurais, atividades com artesãos e ações voltadas à população idosa da região, fortalecendo os vínculos entre Estado e comunidade. A produtora rural Eli Kanheski, 82 anos, acompanha de perto a atuação da Emater-DF na comunidade e participou de diversos cursos oferecidos pela empresa ao longo dos anos. “Já participei de cursos de geleias, artesanato e flores. Antes tudo era improvisado, agora ficou muito melhor. O espaço ficou mais próximo da comunidade e isso vai facilitar a participação de mais pessoas nos cursos e atividades que são muito importantes para a gente”, contou. A extensionista rural Adriana Lelis reforçou que o novo centro vai fortalecer as ações e os vínculos com a comunidade. “Agora teremos um ambiente adequado, confortável e próximo dos produtores, fortalecendo principalmente as atividades de agroindústria, que já têm grande potencial na região. Esse espaço vai ser importante para descentralizar e facilitar o acesso de comunidades próximas, fortalecendo e incentivando a agroindústria.” Edifício Mazé O novo espaço recebeu o nome de Centro Regional de Capacitação em Agroindústria Edifício Mazé, em homenagem à extensionista rural da Emater-DF, Maria José, conhecida carinhosamente pela comunidade como Mazé. Reconhecida pelo trabalho próximo às famílias rurais de Tabatinga, ela construiu um legado marcado pelo compromisso com o desenvolvimento da comunidade, pela dedicação à capacitação dos produtores e pela atuação humana junto às famílias da região. Extensionista de referência, Mazé ficou conhecida pela capacidade de acolher, orientar e incentivar produtores rurais, especialmente por meio de ações de inclusão produtiva e organização comunitária. Durante a solenidade, os três filhos e os netos da homenageada participaram do descerramento da placa inaugural, em um momento marcado pela emoção e pelo reconhecimento à trajetória da extensionista, cuja atuação permanece viva na memória e na história da comunidade local. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Tubulação do Canal do Pulador, em Brazlândia, garante fornecimento para cerca de 40 propriedades rurais
As obras do Canal do Pulador, em Brazlândia, foram retomadas. Os serviços são executados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com os produtores rurais com investimento de R$ 320 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. Cerca de 40 propriedades são beneficiadas com a tubulação de 2,4 km, que leva água de qualidade para todos, garantindo segurança hídrica para plantar e trabalhar. A intervenção reúne esforços da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), com oferta do projeto e do acompanhamento técnico. Participam também a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com disponibilização de maquinário, e a Administração Regional de Brazlândia, por meio do fornecimento de materiais e suporte operacional. Os moradores atuam na instalação das caixas de passagem e captação de água nas chácaras. A tubulação do canal, que antes era a céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação. O material usado é polietileno de alta densidade (PAD). “O revestimento é de importância fenomenal para transformar as propriedades, para que possam ser produtivas de fato, e para eliminar qualquer tipo de contaminação e de desperdício de água, fazendo com que seja bem melhor utilizada”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Rildon OIiveira. A tubulação do canal, que antes era à céu aberto, é essencial para evitar desperdícios por infiltração, evaporação e contaminação | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A obra contempla também a construção de caixas de passagem e reservatórios revestidos por geomembrana nas propriedades. A iniciativa busca garantir o abastecimento durante todo o ano, reduzir os impactos da estiagem e fortalecer a agricultura familiar. “Cada propriedade tem a sua caixa de passagem, que disponibiliza a água por uma saída independente, e também construímos, nas propriedades que têm condições, um reservatório preparado para receber a água para que eles possam canalizar e distribuir para as suas plantações ou para criação de peixe, utilizando da melhor forma possível, sem desperdício e voltando o que sobra para o meio ambiente”, explica Oliveira. Presidente da Associação dos Produtores e Protetores do Córrego Pulador (Aprocop), o produtor rural Demétrio Martins, 61 anos, afirma que a falta de água impedia a produção agrícola em diversas chácaras. “No meu caso mesmo, eu produzia folhagem e tive que parar. Você planta uma vez por ano, dependendo da chuva, e o resto é esquecer. Ficava seis meses sem plantar nada”, relata. Segundo Demétrio, a chegada da água marca um novo capítulo para a região, que agora poderá apostar em culturas atrativas economicamente, como morango e goiaba. “Agora, a gente pode plantar sem medo, com tranquilidade. Essa água para nós é tudo, é vida. Era o que a gente precisava mais urgentemente”, destaca. “Vai melhorar muito. A gente vai poder fornecer verdura fresca para a cidade e fomentar também a criação de peixe aqui na comunidade.” A retomada das obras é mais um pedido da comunidade que foi atendida pelo governo: "Nossa obra estava parada tinha uns 15 dias porque não conseguíamos passar pela parte da estrada sem a máquina. Encontrei com a governadora Celina Leão na igreja, contei a situação e prontamente ela me atendeu. Com a chegada da máquina, já estamos quase no final do canal”, compartilha Demétrio. Vice-presidente da associação, o aposentado e produtor rural Cleide Miranda da Rocha, 68, lembra que o problema do abastecimento se agravou ao longo do tempo devido à degradação do antigo canal e às perdas de água. “Estou aqui há mais de 30 anos e, no começo, esse rego chegava até o final. Depois a água foi deixando de chegar, até faltar para mim, que moro logo no início”, conta. Cleide destaca que, além de beneficiar a irrigação das hortas, a obra também melhora as condições de criação de animais nas propriedades. “A água é importante para irrigação e para os animais. Tenho galinhas, aves e outros animais. Água limpa evita doenças e melhora muito as condições de criação”, finaliza.
Ler mais...
Com apoio técnico do GDF, agricultores de baixa renda ampliam produção no Distrito Federal
O apoio técnico oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à agricultura familiar tem ajudado produtores rurais a melhorar a produção no campo. As ações incluem assistência técnica, orientação para comercialização, acompanhamento da produção rural e até mecanização agrícola da própria terra para aumentar a produção. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Segundo o secretário da Seagri-DF, Rafael Bueno, o trabalho é voltado principalmente às famílias rurais que enfrentam dificuldades para custear etapas essenciais do plantio. “Sabemos que muitas dessas pessoas não têm recursos para preparar o solo para o plantio. O Governo do Distrito Federal vem ampliando esse atendimento, com mecanização e acompanhamento da Emater”, afirma. Por meio do programa Preparo de Solo, são oferecidos serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressalta que o atendimento prioriza agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária que enfrentam dificuldades para custear o preparo do solo. “O governo apoia justamente quem mais precisa na área rural. São produtores que muitas vezes não têm condições de pagar por uma máquina para preparar o solo e iniciar o plantio”, observa. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Seagri-DF, direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Emater-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Filha de agricultores, Marilene cresceu em meio ao trabalho rural, mas foi em 2016 que assumiu à frente da própria chácara. Hoje, cultiva abobrinha, alface, milho e morango. Contemplada na última edição do programa Preparo de Solo e com o acompanhamento técnico da Emater-DF, ela passou a aprimorar o manejo da produção. O atendimento inclui orientações sobre preparo do solo, aplicação de produtos, condução da lavoura e cuidados com o cultivo. “Antes eu não tinha sabedoria, não sabia de nada”, relata. “Hoje, quando eu necessito, ligo e eles vêm. Eles orientam a gente em tudo.” Na chácara de Marilene, o atendimento incluiu o uso de trator para preparação da área de plantio. Segundo Marilene, o suporte técnico contribuiu diretamente para melhorar a rotina de trabalho na chácara. O programa Preparo de Solo oferece serviços de mecanização agrícola para agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária atendidos pela Emater-DF. A iniciativa inclui etapas como gradagem e preparação da área de plantio, com o objetivo de reduzir custos para os produtores e dar suporte ao início da produção rural. O acompanhamento da produtora é feito por Sérgio Rufino Maciel, extensionista rural da Emater-DF e gerente do escritório de Alexandre Gusmão. Segundo ele, as políticas públicas voltadas à agricultura familiar envolvem assistência técnica, mecanização agrícola, crédito rural, orientação para comercialização e apoio à produção. “Quando o atendimento é voltado ao agricultor familiar, essa ajuda é ainda maior. É um conjunto completo para a pessoa poder aumentar a renda dela”, afirma. Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Emater-DF e pela Seagri-DF A Emater-DF conta atualmente com 17 escritórios locais no Distrito Federal, além de duas unidades regionais e uma unidade central. Os atendimentos aos agricultores familiares incluem orientação técnica, indicação de culturas, adubação, manejo da produção e acesso a políticas públicas voltadas ao campo. Na chácara, Marilene afirma que o acompanhamento recebido trouxe mudanças que vão além da produção agrícola. “Quando eu mudei para cá, eu estava depressiva. Aqui, melhorei porque estou colhendo uma coisa, outra. Tenho prazer no que faço. Eu recomendo a todos os produtores que abram suas portas aos técnicos da Emater, porque eles ajudam muito”, ressalta. Serviço O Programa Preparo de Solo 2026 recebe inscrições entre 11 de maio e 10 de junho. Coordenada pela Seagri-DF em parceria com a Emater-DF, a iniciativa oferece serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e atendimento pela Emater-DF. As inscrições devem ser feitas conforme as orientações do edital, nos canais oficiais da Emater-DF, em dias úteis, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O programa é regulamentado pela Portaria nº 358, de 19 de novembro de 2024.
Ler mais...
AgroBrasília 2026 terá nove circuitos tecnológicos com soluções para aumentar a produção sustentável
A AgroBrasília 2026 contará com nove circuitos tecnológicos voltados para a apresentação de soluções para aumentar a produção de forma sustentável no campo. As atividades serão conduzidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), responsável por levar ao público tecnologias aplicáveis à realidade dos produtores. Entre os dias 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, a programação inclui circuitos de transferência de tecnologia e um pavilhão institucional com comercialização de produtos da agroindústria familiar, reunindo conhecimento técnico e experiências práticas para produtores, estudantes e visitantes. Presente na AgroBrasília 2026, a Emater-DF apresenta ao público um conjunto de soluções voltadas à inovação, produtividade e sustentabilidade no meio rural | Foto: Divulgação/Emater-DF A participação da Emater-DF ocorre em parceria com a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), organizadora da feira desde a primeira edição. A proposta é apresentar soluções voltadas à inovação, à produtividade e à sustentabilidade no meio rural. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a iniciativa busca aproximar tecnologias do público visitante. “A AgroBrasília é resultado de uma parceria sólida e que, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais espaços de demonstração de tecnologias e inovação para o campo. É uma feira que dialoga com todos os perfis de produtores, do agricultor familiar ao grande empreendedor rural, e que cumpre um papel fundamental ao aproximar tecnologia, pesquisa e prática produtiva. Nosso objetivo é contribuir para que cada visitante encontre soluções aplicáveis à sua realidade, com mais eficiência, sustentabilidade e geração de renda”, ressalta. Cada circuito foi estruturado para aproximar produtores rurais e suas famílias de tecnologias acessíveis e adaptáveis. Um dos circuitos da Emater-DF será dedicado à aquicultura, com apresentação de estruturas de produção, como viveiros escavados e tanques revestidos Circuitos tecnológicos da Emater-DF na AgroBrasília • Floricultura — O circuito apresentará a produção de lavanda em campo aberto e de baunilha em sistema protegido, com foco na agregação de valor e na geração de renda. O espaço contará ainda com paisagismo, lago ornamental e área de convivência, além de demonstrar o reuso da água captada do circuito de aquicultura na irrigação, integrando sustentabilidade. • Hortaliças — Com área de 3.000 m², o circuito reunirá cultivos em túneis altos, estufas e sistema de plantio direto de hortaliças (SPDH). Serão apresentados cultivares de pimentas melhoradas, tomate, pimentão, brócolis e couve-flor, além de sistemas consorciados, como jiló com maxixe e abóbora tipo goianinha, sendo apresentada análise econômica das culturas. • Avicultura — O circuito abordará a produção de ovos em sistema de semiconfinamento, com galpões demonstrativos focados na qualidade e no tratamento da água, automatização de comedouros, biosseguridade frente à influenza aviária e uso de iluminação artificial. O espaço também integrará forragens para alimentação das aves em criação. [LEIA_TAMBEM]• Aquicultura — O circuito apresentará diferentes estruturas de produção, como viveiros escavados, tanques revestidos, geomembranas e ferrocimento, além de estufas com sistemas intensivos. • Fruticultura — O circuito reunirá pomares diversificados com espécies de alto potencial produtivo e de mercado, como maracujá azedo, pitaia consorciada com amendoim forrageiro e açaí, além de tecnologias como o cultivo de mirtilo em sistema semihidropônico. • Bovinocultura — O destaque será o sistema de pastejo em faixa, apresentando modelo intensivo de produção de carne a pasto. Também serão apresentadas boas práticas de ordenha e um biodigestor para tratamento de efluentes em pequenas propriedades, além do uso de cercas elétricas. • Tecnologias sociais — O circuito focará a saúde do produtor e da família, apresentando o manejo integrado de pragas no entorno das propriedades rurais, com ênfase em controle ambiental, biológico, físico e químico. O objetivo é promover a segurança sanitária e a saúde humana, animal e vegetal por meio de estações de visitação guiada. • Agroindústria — Com o tema “Frutas que viram negócios: o poder do processamento”, o circuito apresentará uma unidade de processamento em escala real, demonstrando como a agroindustrialização pode reduzir perdas, agregar valor e ampliar o acesso do produtor a mercados institucionais e varejistas. • Gestão ambiental — O espaço destacará o programa Emater-DF no Clima, que orienta produtores na adaptação às mudanças climáticas e reconhece o papel do agricultor como agente de proteção ambiental e prestador de serviços ecossistêmicos, com foco em ações de mitigação de carbono. O circuito sobre avicultura abordará a produção de ovos em sistema de semiconfinamento Além dos circuitos, o pavilhão institucional reunirá produtos da agroindústria familiar e artesanato rural produzidos por comunidades atendidas pela Emater-DF, além de diversas opções de alimentação. O espaço funcionará como vitrine da produção local e da atuação da extensão rural pública na promoção da segurança alimentar e da geração de renda no campo. Com o tema Agro de Resultado, a AgroBrasília neste ano promete superar os números expressivos da edição anterior. Em 2025, a feira registrou 188 mil visitantes e movimentou R$ 5,1 bilhões em negócios, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio nacional. AgroBrasília 2026 | Espaço da Emater-DF · 19 a 23 de maio · 8h30 às 18h · Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, Km 5, PAD-DF · Entrada gratuita *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Divulgado relatório da produção agropecuária 2025, com destaque para a produção de alface e tomate no DF
A Emater-DF publicou o Relatório de Informações Agropecuárias 2025, que reúne os dados das principais culturas assistidas pela empresa no Distrito Federal e o resultado dessa produção ao longo do ano de 2025. De importância histórica e estratégica na região, a olericultura se destaca, tendo como carro chefe a dupla alface e tomate. Em 2025, o tomate foi o grande destaque em volume colhido, com 31.507 toneladas em 367 hectares — enquanto a alface liderou em área plantada, com 1.295 hectares e 20.522 toneladas. Já a mandioca aparece como outra cultura importante: é a segunda maior em área (1.081 hectares) e a terceira em produção (22.348 toneladas), a maior parte produzida para mandioca de mesa. O plantio de grãos também é um destaque no DF. A soja e o milho (grão) lideram tanto em área quanto em volume. A soja ocupou 87.492 hectares e produziu 375.288 toneladas. Se somar a esse número a produção de soja semente, os números sobem para 92.263 hectares plantados e 397.824 toneladas de produção. Já o milho (grão) somou 54.647 hectares e 362.301 toneladas. A fruticultura também tem papel importante no cenário produtivo do DF. O relatório aponta um total de 2.382 hectares plantados e 40.002 toneladas de frutas produzidas no DF em 2025, mostrando que a fruticultura vem ganhando espaço. Aqui o destaque vai para o abacate (441 ha), a goiaba (432 ha) e a banana (345 ha), respectivamente, que se revezam no ranking de produções expressivas ao longo dos anos. Em 2025, o campeão em volume de produção foi o abacate, com 7.834 toneladas colhidas. Em 2025, o tomate foi o grande destaque em volume colhido, com 31.507 toneladas em 367 hectares — enquanto a alface liderou em área plantada, com 1.295 hectares e 20.522 toneladas | Foto: Divulgação/Emater-DF Na pecuária, o destaque é a bovinocultura de leite e de corte no DF. Segundo o relatório, em 2025, o rebanho bovino somou 74.375 cabeças, com produção de 4.838.014 kg de carne e 32.358.044 litros de leite. A atividade leiteira é um destaque porque possui tradição no Distrito Federal e envolve centenas de produtores em diferentes regiões administrativas. Já a produção de aves se destaca em volume: foram 70.383.975 galinhas e frangos, com 169.300.971 kg de carne e 28.818.132 dúzias de ovos produzidas no ano. Embora boa parte desses números seja referente à avicultura industrial instalada na região, essa criação é a porta de entrada para a agricultura familiar iniciar sua produção, pois serve como produto para a segurança alimentar e nutricional das famílias e o excedente vira renda. Diversidade Produtiva do DF Além da “saladinha” de alface e tomate, da mandioca de mesa, dos grãos, frutas, leite e aves, o Relatório de Informações Agropecuárias 2025 reúne dados de uma grande diversidade de culturas e criações presentes no DF. São também produções relevantes para o contexto local morango, gengibre, uva, pitaia, criação de peixes, meliponicultura e outras atividades que mostram a complexidade e a riqueza da produção rural brasiliense. Todas essas cadeias contam com ações de orientação técnica e incentivo da Emater-DF, especialmente entre agricultores familiares e médios produtores que abastecem o mercado local. Confira o Relatório de Informações Agropecuárias 2025, disponível aqui. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Concurso de receitas com goiaba transforma a fruta em vitrine de negócios em Brazlândia
A Emater-DF promove, neste sábado (11), em Brazlândia, o 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba, iniciativa que une gastronomia, inovação e valorização da produção rural do Distrito Federal. A ação faz parte da 11ª Feira da Goiaba de Brasília e conta com o apoio da Administração Regional de Brazlândia e da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag). O concurso será realizado em duas etapas. A primeira já está em andamento e consiste na comercialização das receitas durante todos os dias de funcionamento da festa. Já a segunda etapa, com avaliação e premiação, será neste sábado, das 10h às 12h, no Empório da Goiaba, no estande institucional da Emater-DF. A segunda etapa do 6º Concurso de Receitas da Emater-DF, com avaliação e premiação dos pratos, será neste sábado (11), das 10h às 12h | Foto: Divulgação/Emater-DF Voltado ao público rural atendido pelos escritórios de Alexandre de Gusmão, Brazlândia e Ceilândia, o concurso tem como objetivos estimular a criatividade dos produtores, incentivar o consumo da goiaba e ampliar a geração de renda por meio da agregação de valor aos produtos. A proposta também contribui para divulgar Brazlândia como referência na produção da fruta. Os inscritos no concurso também são expositores no Empório da Goiaba e concorrem, individualmente ou em grupos de até três pessoas, com receitas inéditas ou adaptadas que tenham a fruta como ingrediente principal. Os pratos devem ser apresentados em porções individuais e serão avaliados por júri técnico e popular, com critérios como apresentação, originalidade, aroma, criatividade e sabor. Os três melhores colocados serão premiados e terão destaque nos estandes de comercialização. "Além da competição, os participantes têm a oportunidade de comercializar suas receitas durante a festa, estimulando sua criatividade, fortalecendo o vínculo direto com o público e ampliando as possibilidades de negócio. É uma atividade que valoriza o trabalho da mulher no campo", aponta a extensionista da Emater-DF Keila Xisto. Além de competir, os participantes têm a oportunidade de comercializar suas receitas durante a festa Economia rural A realização do concurso está diretamente ligada à importância econômica da goiaba no Distrito Federal, especialmente em Brazlândia, principal polo produtor da fruta. Em 2025, a cultura ocupou uma área de 432 hectares, com produção de 7.434 toneladas. Ao todo, 156 produtores atuam na atividade, o que gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 38.491.161. A feira A 11ª Feira da Goiaba de Brasília teve início no dia 4 deste mês e segue ao longo desta semana, desta quinta (9) a domingo (12), na Arcag, em Brazlândia. No Empório da Goiaba, a programação ocorre na quinta e na sexta-feira, das 18h às 22h, e no sábado e domingo, das 10h às 22h. Já nos demais espaços da festa, as atividades de sábado e domingo se estendem até as 2h da manhã, ampliando as opções de lazer e entretenimento para o público. O evento é promovido pelo Instituto Alvorada e pela Arcag e conta com apoio da Emater-DF, além de parceria da Administração Regional de Brazlândia e das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e de Turismo (Setur-DF). Em 2025, a cultura da goiaba ocupou uma área de 432 hectares no Distrito Federal, com produção de 7.434 toneladas Programação da 11ª Feira da Goiaba 2025 → Quinta-feira (9) | Das 18h às 22h 18h – Abertura das exposições 18h – Abertura do Salão Tecnológico Palco Culinária Japonesa 19h – Alexandre 20h – Débora Liri → Sexta-feira (10) | Das 18h às 1h30 18h – Abertura dos portões 18h – Abertura do Salão Tecnológico Palco Culinária Japonesa 19h – Washington 20h – Batma Rocha Palco Principal 18h – DJ Ana Ximenes (intervalos) 18h50 – Sérgio Queiroz e Santiago 20h – Real Samba 21h10 – Bruno Bittar 22h20 – Igor Tavares 0h – Henry Freitas → Sábado (11) | Das 10h às 2h 10h – Abertura dos portões 10h – Abertura do Salão Tecnológico 10h às 12h – 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba (avaliação e premiação), no espaço institucional da Emater-DF, no Empório da Goiaba [LEIA_TAMBEM]Palco Culinária Japonesa 15h – Aline 16h – Igor Mirai 17h – Michel Couto 18h – Bruno Zarate 19h – Juvaci dos Teclados 20h – Henrique Pereira Palco Principal 18h – Leon Correa 19h10 – DJ Diego Costa (intervalos) 19h40 – Oslayn 20h40 – Artur Câmara 22h10 – Artista surpresa 0h – Zezo → Domingo (12) | Das 10h às 1h30 10h – Abertura dos portões 10h – Abertura do Salão Tecnológico Palco Culinária Japonesa 15h – Júlia Carvalho 16h – Fefezinho 17h – Alessandro Rocha 18h – Hugo Brasileiro Palco Principal 18h – Samba News 18h30 – DJ Cleiton (intervalos) 19h – Emanuel e Mikael 20h – Marcelo Duques 21h30 – Ju e Mari 23h – Eduardo Costa. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Feira da Goiaba de Brasília começa com celebração à produção rural e expectativa de movimentar economia local
Teve início neste sábado (4), em Brazlândia, a 11ª Feira da Goiaba de Brasília. A abertura oficial foi realizada no Empório da Goiaba e reuniu produtores, autoridades e visitantes, marcando o início de uma programação que segue também nos dias 5, 9, 10, 11 e 12 de abril. Realizada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), no Núcleo Rural Alexandre de Gusmão (BR-080, Km 13), a feira consolida-se como vitrine da produção local e espaço estratégico de comercialização. Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou a importância do evento para o fortalecimento da produção rural. A feira consolida-se como vitrine da produção local e espaço estratégico de comercialização da goiaba | Foto: Divulgação/Emater-DF “Este é um evento de grande relevância, que celebra não apenas a safra, mas o empenho e a dedicação dos produtores. A Feira da Goiaba é fruto de um trabalho coletivo, da união de esforços, que se traduz em desenvolvimento, reconhecimento, geração de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias rurais”, afirmou. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Ferreira, ressaltou a importância dos produtores para o desenvolvimento da região. “Hoje, só tenho a agradecer a cada produtor que faz de Brazlândia uma terra fértil, produtiva e que alimenta o Distrito Federal”, declarou. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, reforçou o trabalho que o GDF tem desenvolvido na região e também ressaltou a importância do evento. Nesta edição, o público poderá visitar 36 estandes no Empório da Goiaba e outros 30 na Florabraz, feira dedicada a flores e plantas ornamentais. A Feira da Goiaba também se destaca pela diversidade e riqueza de sua comercialização, que vai muito além da fruta in natura. Os visitantes encontram uma ampla variedade de produtos derivados, como a tradicional goiabada cascão, doces caseiros, geleias, biscoitos artesanais, além de inovações como o catchup e o chope de goiaba, que têm conquistado cada vez mais espaço entre o público. A experiência gastronômica é ampliada com a presença da culinária japonesa e de diversos outros pratos, transformando o evento em um verdadeiro polo de sabores, oportunidades de negócio e valorização da produção local. Os números da cultura da goiaba reforçam a relevância do evento. Em 2025, a produção no Distrito Federal alcançou 7.434 toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares, envolvendo 156 produtores e gerando um Valor Bruto da Produção de R$ 38,4 milhões. O evento é realizado pelo Instituto Alvorada e pela Arcag e conta com apoio da Emater e parceria da Administração Regional de Brazlândia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e da Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Serviço Festa da Goiaba de Brasília – Brazlândia Datas: 4 e 5 e de 9 a 12 de abril Local: Núcleo Rural Alexandre de Gusmão, BR-080 KM 13 - Brazlândia, Brasília - DF *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Feira da Goiaba começa neste sábado (4) com programação gastronômica e cultural
A 11ª Feira da Goiaba de Brasília, realizada em Brazlândia, começa neste sábado (4), às 10h, com o tradicional corte do bolo feito da fruta. A festa segue pelos dias 5, 9, 10, 11 e 12, consolidando-se como um dos principais eventos do calendário rural do Distrito Federal. A Emater-DF participa da mobilização dos produtores e da organização das atividades técnicas e de comercialização. Serão 30 estandes na Florabraz, feira de flores e plantas ornamentais, e 36 no Empório da Goiaba. O evento ocorre na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), no Núcleo Rural Alexandre de Gusmão (BR-080, Km 13). Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a feira representa um momento estratégico para o setor produtivo. “A Feira da Goiaba é a consagração do trabalho desenvolvido ao longo de toda a safra. O produtor tem a oportunidade de escoar sua produção, ampliar mercados e dar visibilidade ao seu trabalho. Além de gerar renda, o evento aproxima o público urbano do campo e valoriza a produção local, mostrando a qualidade e o potencial do que é produzido no Distrito Federal”, destaca. Começa neste sábado, em Brazlândia, a 11ª Feira da Goiaba de Brasília; ao todo, são seis dias de evento, com shows, gastronomia e feira de plantas ornamentais | Fotos: Divulgação/Emater-DF Em 2025, a produção de goiaba alcançou 7.434 toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares, envolvendo 156 produtores e gerando um Valor Bruto da Produção de R$ 38.491.161. Os números reforçam a importância da atividade para a economia local, especialmente em Brazlândia, principal polo produtor da fruta no Distrito Federal. Antecedendo a programação da Feira, a Emater-DF promoveu um encontro técnico dos produtores de goiaba. O evento ocorreu na propriedade do produtor José Luiz Yamagata, que também é presidente da Associação Rural e Cultura de Alexandre de Gusmão (Arcag), uma das organizadoras da feira. “A Feira da Goiaba surgiu em um momento estratégico da produção, com o objetivo de fortalecer o escoamento da fruta e valorizar o trabalho dos produtores da região. Ao longo dos anos, o evento se consolidou e acompanha a evolução da qualidade da nossa produção, que vem se destacando cada vez mais. Para esta 11ª edição, a expectativa é a melhor possível, tanto em relação à oferta de produtos quanto à participação do público, que esperamos receber em grande número para celebrar conosco a força da goiaba de Brazlândia”, ressalta o presidente da Arcag. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, afirma que os números comprovam a importância da atividade para a economia local. “É um momento para o reconhecimento do trabalho dos produtores e para a promoção do desenvolvimento da região”, pontua. Os produtos que disputam o 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba serão comercializados durante todos os dias de funcionamento do evento Concurso de Receitas Outro destaque é o 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba, que ocorrerá em duas fases: a comercialização das receitas, durante todos os dias de funcionamento do evento, e a etapa de avaliação e premiação, prevista para 11 de abril, das 10h às 12h, no espaço institucional da Emater-DF. A iniciativa tem como objetivos estimular a criatividade dos participantes, incentivar o consumo da fruta e aumentar a renda dos produtores que comercializam seus produtos durante o evento. Shows Para animar o público, a feira terá shows das duplas Israel e Rodolfo (sábado), Pablo e Tuca Fernandes (domingo), Henry Freitas (dia 10), Zezo (dia 11) e Eduardo Costa e Ju & Mari (dia 12). Acompanhe as atualizações pela rede social da feira. O evento é realizado pela Arcag e conta com apoio da Emater-DF, em parcerias com Administração Regional de Brazlândia e secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e de Turismo (Setur-DF). *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Encontro técnico ensina produtores rurais a utilizar drones em plantações de goiaba
Um dos principais eventos rurais do Distrito Federal, a 11ª Feira da Goiaba de Brazlândia começa no próximo sábado (4) e segue nos dias 5, 9, 10, 11 e 12. A programação conta com exposições de produtos in natura e derivados, como doces, geleias e sucos, estandes de flores e plantas ornamentais, palestras e shows — tudo gratuito. Antes, agricultores e técnicos vão aprender como utilizar drones em plantações durante o Encontro Técnico dos Produtores de Goiaba, marcado para este sábado (28), a partir das 9h. A feira da Goiaba é promovida pela Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag) e pelo Instituto Alvorada Brasil, com parceria da Emater-DF e apoio da Administração Regional de Brazlândia e secretárias de Ciência e Tecnologia, de Cultura e de Turismo. Para participar, basta comparecer à chácara do produtor José Luiz Yamagata (Rodeador, Gleba 01, Chácara 03). Agricultores e técnicos vão aprender como utilizar drones em plantações durante o Encontro Técnico dos Produtores de Goiaba, neste sábado (28) | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Neste ano, o destaque será a tecnologia de aplicação com o uso de drones na cultura da goiaba, na qual a aeronave é utilizada para pulverizar defensivos agrícolas, fertilizantes e outras substâncias. Os participantes terão acesso a orientações técnicas atualizadas, que visam contribuir para o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade dos frutos e maior eficiência no manejo das lavouras. “A proposta é apresentar como essa tecnologia pode otimizar o trabalho no campo, especialmente diante dos desafios relacionados à escassez de mão de obra qualificada, além da correta utilização”, afirma o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. [LEIA_TAMBEM]Serão abordados pontos como: escolha adequada dos produtos, de acordo com o alvo; definição correta das doses conforme a praga a ser controlada; volume de calda por hectare; frequência e quantidade de aplicações; condições climáticas ideais (umidade, temperatura e velocidade do vento); e qualidade da água utilizada no preparo das caldas. Além da parte teórica, haverá uma demonstração prática com drones, evidenciando os ganhos em agilidade, precisão e qualidade da aplicação. Tradição rural A 11ª Feira da Goiaba de Brazlândia ocorre durante o período de colheita da fruta e reúne produtores locais, comerciantes e visitantes em torno da principal cultura agrícola da região. Em 2025, a produção de goiaba no DF alcançou 7.434 toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares, envolvendo 156 produtores e gerando um valor bruto da produção de R$ 38.491.161. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, afirma que os números comprovam a importância da atividade para a economia local. “É um momento para o reconhecimento do trabalho dos produtores e para a promoção do desenvolvimento da região”, pontua. Arte: Emater-DF Para animar o público, a feira terá shows das duplas Israel e Rodolfo (4/4), Pablo e Tuca Fernandes (5/4) e Eduardo Costa e Ju e Mari (12/4), além dos cantores Henry Freitas (10/4) e Zezo (11/4). Acompanhe as atualizações pela rede social da feira. Outro destaque da programação é o 6º Concurso de Receitas e Circuito Gastronômico com Goiaba, que ocorrerá em duas etapas: a comercialização das receitas ao longo dos dias de evento e a fase de avaliação e premiação, prevista para o dia 11 de abril, das 10h às 12h, no espaço institucional da Emater-DF. A iniciativa busca estimular a criatividade dos produtores com derivados, incentivar o consumo da fruta e ampliar as oportunidades de renda. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Mais de R$ 65 milhões em crédito rural impulsionam produção e transformam vida de agricultores no DF
Com mais de R$ 65 milhões investidos em crédito rural desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado o acesso de produtores a financiamento com juros subsidiados e assistência técnica contínua. A iniciativa, operacionalizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), tem fortalecido a produção agrícola, incentivado a modernização das propriedades e movimentado a economia nas regiões rurais. O crédito pode ser utilizado tanto para investimento — como compra de máquinas, sistemas de irrigação e energia fotovoltaica — quanto para custeio, incluindo a aquisição de insumos e mudas. Além disso, os produtores contam com prazos de carência, o que permite iniciar o pagamento após a colheita. O GDF já investiu mais de R$ 65 milhões em crédito rural desde 2019; iniciativa tem fortalecido a produção agrícola | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o crédito é ferramenta essencial para o desenvolvimento rural, transformando a realidade do produtor. “Permite investir na propriedade, modernizar as etapas de produção, reduzir a penosidade do trabalho com automatização, ou seja, investir em inovações tecnológicas que levam a uma maior produtividade e qualidade dos produtos”, afirma. O presidente acrescenta, ainda, a importância do crédito rural na geração de renda a partir da agregação de valor aos produtos, como a implantação de agroindústrias, que possibilita mais renda para o produtor, geração de empregos nas comunidades rurais e arrecadação de tributos para o Distrito Federal. “É mais que um recurso financeiro, é um instrumento que transforma a realidade rural, promovendo qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. O trabalho da Emater-DF é justamente garantir que esse acesso aconteça de forma orientada e segura, desde a elaboração do projeto até o acompanhamento dos resultados”, reforça Duval. Retorno para a sociedade No Núcleo Rural Taquara, em Planaltina, o impacto desse fomento aparece na rotina de produtores que conseguiram expandir a produção e melhorar a qualidade de vida. Segundo a técnica da Emater, Muriel Guedes, o crédito rural funciona como um estímulo direto à produção e ao desenvolvimento no campo, com linhas voltadas a diferentes perfis de agricultores, desde familiares até médios e grandes produtores. “O crédito é um fomento que vai estimular o produtor, aumentar o volume de produção e melhorar a técnica dele também”, explica. A profissional destaca que o acesso é facilitado pela assistência técnica, que orienta desde a documentação até a elaboração dos projetos. Muriel aponta que o impacto vai além das propriedades, alcançando o comércio local e a geração de empregos, além de contribuir para reduzir o êxodo rural, especialmente entre jovens. “Além dos ganhos individuais, o crédito rural tem efeito direto na economia local, ao estimular a compra de insumos, equipamentos e a contratação de mão de obra. O resultado é uma cadeia produtiva mais dinâmica, que beneficia não apenas os produtores, mas toda a região”. [LEIA_TAMBEM]Mudança de realidade Produtor rural no Núcleo Rural Taquara há quase 40 anos, Valdeci de Sousa Ataíde viu a realidade no campo mudar ao longo do tempo com o acesso ao crédito. Ele chegou à região em 1985, quando ainda não havia energia elétrica, e hoje mantém uma produção diversificada, com lavouras e hortaliças. Nos últimos anos, fez diversos financiamentos que possibilitaram investimentos em estufas, irrigação e, mais recentemente, energia fotovoltaica. Valdeci afirma que a redução dos custos com energia permite a ampliação da produção, especialmente de hortaliças, que haviam sido reduzidas devido ao alto custo operacional. “Quando a gente chegou aqui era muito difícil, não tinha nem energia elétrica. Depois conseguimos financiar e fomos investindo em estufa, irrigação, máquinas e isso mudou tudo. O crédito rural tem juros mais baixos e um prazo melhor, o que facilita muito. Com isso, aumentamos a produção e conseguimos evoluir. Se não fosse esse apoio, talvez eu não teria chegado onde estou hoje”. Evanildo de Souza Athayde, produtor rural: "O crédito rural veio como uma grande oportunidade para investir em maquinário, irrigação por gotejamento e melhorar a produção. Hoje estou no quarto financiamento, pagando direitinho, e a realidade é outra" A evolução também é destacada pelo irmão de Valdeci, o produtor Evanildo de Souza Athayde, que mora em outra propriedade no Taquara. Com dificuldades no início da atividade rural, antes de acessar o crédito, e sem recursos para investir, ele dependia de sistemas rudimentares de irrigação e enfrentava limitações estruturais. Com o apoio da Emater-DF desde a década de 1990, Evanildo conseguiu adquirir maquinário, modernizar o sistema de irrigação e estruturar a produção. Atualmente, cultiva pimenta-de-cheiro, jiló e pimentão e aponta melhores condições de trabalho e renda familiar. “No começo era muito difícil, a gente trabalhava com sistema antigo, motor a diesel e sem energia elétrica. O crédito rural veio como uma grande oportunidade para investir em maquinário, irrigação por gotejamento e melhorar a produção. Hoje estou no quarto financiamento, pagando direitinho, e a realidade é outra, com mais facilidade para produzir, acesso a equipamentos e apoio constante da Emater-DF. Foi isso que permitiu o crescimento e mudou a nossa vida no campo.”
Ler mais...
Curso capacita produtores na criação de abelhas nativas sem ferrão
A Emater-DF realizou, nesta terça-feira (17), o curso sobre Manejo e criação de abelhas nativas sem ferrão. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura. De acordo com o instrutor Carlos Morais, extensionista da Emater-DF, o objetivo principal foi mostrar que é possível criar abelhas de forma simples com viabilidade econômica. “Além de ter colmeias que podem gerar renda com a produção de mel, pólen, própolis e cera, por exemplo, também dá para ganhar dinheiro fabricando caixas e iscas”, ensina. Dividido em duas etapas, o curso teve uma parte teórica de manhã, no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor), e uma parte prática de tarde, realizada no Jardins de Mel, no Núcleo Rural Vale do Palha, na região conhecida popularmente como Serrinha, no Lago Norte. A propriedade é administrada pelo casal Diana Schappo e Evandro Schappo — daí o DE com maiúsculas no nome, que corresponde às iniciais do nome do casal — e possui meio hectare onde habitam dezenas de espécies de abelhas. Mandaguari, jataí, mandaçaia, uruçu-amarela, dentre outras, convivem no rico minibioma erguido pelo casal. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura | Foto: Divulgação/Emater-DF “As abelhas daqui não polinizam apenas a propriedade, mas também a vizinhança. Algumas espécies de abelhas chegam a voar até 2 mil metros, beneficiando as produções locais de hortaliças e frutíferas”, explica Carlos Morais. A produtora Maria Elenice da Silva, moradora do núcleo rural Incra 6, em Brazlândia, se sentiu impulsionada a colocar em prática algo que já vinha planejando. “Pretendo construir um espaço parecido com este, com muito verde, natureza, um lugar onde as pessoas possam visitar e consumir mel e derivados”, vislumbra. Nice, como gosta de ser chamada, tem duas colmeias com abelhas jataí, além de espécies de árvores como jatobá e ipê. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Primeiro curso do Empreender e Inovar de 2026 reúne 50 produtores rurais
A Emater-DF ofereceu, na quarta (4) e na quinta-feira (5), o curso de Gestão do Negócio Rural. Esta foi a primeira turma de 2026 do programa Empreender e Inovar, que apresentou os conceitos básicos da administração e gestão financeira do empreendimento aos produtores rurais participantes. Cerca de 50 pessoas de várias regiões do DF participaram da atividade, que aconteceu no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor) da empresa. Segundo o extensionista e instrutor Carlos Goulart, o objetivo principal foi fazer o produtor rural se enxergar como um empreendedor. “Nosso foco é o plano de negócios, ou seja, mostrar que o produtor deve pensar a gestão financeira antes da produção em si”, explica. Carlos Goulart acrescenta que é necessária uma mudança de cultura, principalmente por parte dos agricultores familiares. “Eles são excelentes em conhecimentos técnicos, da produção, mas ainda existe um déficit na parte da gestão financeira”, pontua o extensionista da Emater-DF. Conceitos como valor do produto e precificação, planejamento estratégico, pesquisa de mercado, definição do público-alvo, análise da viabilidade econômica, controle financeiro, fluxo de caixa, estratégias de vendas e marketing digital estão entre os temas abordados no curso. Esta foi a primeira turma de 2026 do programa Empreender e Inovar, que apresentou os conceitos básicos da administração e gestão financeira do empreendimento aos produtores rurais participantes | Foto: Divulgação/Emater-DF Outro patamar Roselita Irani Camargo, conhecida como Rosinha, está participando do curso pela segunda vez. “Esse tipo de conhecimento é muito importante. Se eu soubesse desses conceitos antes, estaria em outro patamar. Mas ainda dá tempo de fortalecer meu negócio e atingir níveis melhores de vendas e lucratividade”, vislumbra a produtora, que produz biscoitos artesanais na região rural de Samambaia. Após o curso, os produtores que sentirem necessidade de um acompanhamento mais personalizado são orientados a procurar o escritório da Emater-DF, onde recebem atendimento e solicitar visitas — que podem ser semanais, quinzenais, mensais ou bimestrais. "Produzir bem é fundamental, mas o produtor também precisa saber gerir o seu negócio. Quando ele passa a planejar, entender custos, definir preços e olhar para o mercado de forma estratégica, aumenta as chances de melhorar a rentabilidade e garantir a sustentabilidade da propriedade. Com o programa Empreender e Inovar, a Emater-DF busca justamente fortalecer essa visão empreendedora no campo”, destaca o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, que acrescenta: "O papel da Emater-DF é justamente apoiar esse processo. Além da assistência técnica voltada à produção, nós também trabalhamos para fortalecer a gestão das propriedades, oferecendo capacitações, orientação e acompanhamento aos produtores." O programa Empreender e Inovar está em seu décimo ano e já possibilitou melhoras em vendas e lucros a diversos produtores do Distrito Federal, contribuindo para a sustentabilidade financeira e consequente aquecimento da economia rural. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Ordem de serviço dá início às obras de reforço estrutural na Central Flores, na Ceasa-DF
A Central Flores, localizada nas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), passará por uma reforma completa. A ordem de serviço foi assinada nesta terça-feira (3) e autoriza investimento de R$ 2,3 milhões na manutenção do local. O espaço dispõe de 2.365 m² e é responsável por parte significativa do mercado de floricultura da capital federal, que somou R$ 265.987.611 em produção em 2024, segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). A ordem de serviço para a reforma completa da Central Flores foi assinada nesta terça (3) pela vice-governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A obra atende a uma demanda histórica dos mais de 500 produtores e permissionários que atuam no local e tem como objetivo melhorar as condições estruturais do espaço, garantindo mais conforto e segurança para trabalhadores e clientes. Os serviços serão executados em duas etapas, para não interromper o funcionamento das atividades, com previsão de entrega ainda neste ano. Durante a assinatura, a vice-governadora Celina Leão destacou o volume de investimentos destinados à Ceasa-DF e reforçou o compromisso com a modernização do espaço. “Quando entregamos a Ceasa, foi um desafio, porque a gente precisava mexer em muita coisa para melhorar. Nunca se fez um investimento dessa envergadura aqui como esse que faremos. Vamos investir aproximadamente R$ 35 milhões na Ceasa, somando as obras e o asfalto novo. O nosso compromisso é continuar fazendo aquilo que a população do Distrito Federal espera, que é trabalho”, afirmou. O presidente da Ceasa-DF, Bruno Sena Rodrigues, ressaltou que a reforma da Central Flores integra um conjunto mais amplo de intervenções realizadas no local. “Sem dúvida, esse é o governo que mais investiu na Ceasa. Foram R$ 18 milhões aportados de 2023 para cá. Estamos reformando telhados, parte elétrica, iluminação, rede de água e esgoto, além de um novo pavilhão”, explicou. Bruno Sena Rodrigues, presidente da Ceasa-DF: "Sem dúvida, esse é o governo que mais investiu na Ceasa. Foram R$ 18 milhões aportados de 2023 para cá" Polo da floricultura No Distrito Federal, segundo dados mais recentes da Emater-DF, há 491,045 hectares destinados à floricultura. São cerca de 200 produtores cadastrados na empresa que destinam sua produção a flores, sendo 87 deles produtores de cactos ou suculentas e 69 de plantas de vaso em geral. [LEIA_TAMBEM]A Central Flores concentra parte significativa dessa atividade econômica. No espaço, trabalham 567 pessoas, considerando associados e familiares. A estimativa é de que aproximadamente 12,5 mil pessoas circulem diariamente pelo local. O presidente da Associação Brasiliense de Produtores de Flores e Plantas, André Marques, destacou que a cobertura atual era provisória e aguardava substituição há mais de duas décadas: “Essa estrutura ficou provisória por 24 anos. Era para ser algo temporário, mas se tornou permanente. Agora vai ser uma estrutura de aço, com telhado que permite [a entrada de] luz natural, robusta e definitiva. É um sonho que a associação sempre teve”. André Marques, presidente da Associação Brasiliense de Produtores de Flores e Plantas: "Agora vai ser uma estrutura de aço, com telhado que permite [a entrada de] luz natural, robusta e definitiva. É um sonho que a associação sempre teve" Segundo ele, a nova cobertura representa mais do que uma melhoria física. “Não é só uma cobertura, é como se fosse um novo capítulo da história da associação. Quando você valoriza um ponto de comercialização como esse, toda a cadeia produtiva recebe esse benefício. Vai trazer mais segurança, mais conforto e valorizar os produtores e os produtos daqui de Brasília”, completou. De acordo com Bruno Sena Rodrigues, o investimento faz parte do conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da Ceasa-DF como centro estratégico de abastecimento e comercialização. “A Central Flores vai ser um ponto turístico da cidade. A gente quer que quem venha conhecer Brasília venha também conhecer esse espaço. Estamos revitalizando telhado, piso, parte elétrica e iluminação. É uma nova Ceasa, um novo mercado de flores e uma nova história para a nossa cidade”, concluiu.
Ler mais...
Curso forma mulheres rurais aptas a serem agentes de transformação social em suas comunidades
“Eu quero transbordar”. Esse é o desejo de Esther Baldez, do núcleo rural Boa Esperança, após mais um encontro do curso da Emater-DF Mulheres em Transformação. A formação tem cerca de 80 horas/aula e conta com a participação de 16 mulheres rurais que, como Esther, estão sendo acompanhadas desde o encerramento do Encontro Distrital de Mulheres Rurais, em novembro do ano passado. O curso foi estruturado em quatro eixos temáticos: Desenvolvimento humano e social; Gestão e empreendedorismo; Produção e sustentabilidade; e Organização social e econômica. A proposta foi trabalhar competências técnicas e socioemocionais de forma integrada, respeitando a realidade das mulheres do campo e valorizando seus saberes e trajetórias. “Eu vejo essa oportunidade como um investimento da Emater-DF em nós mulheres, que muitas vezes estamos escondidas lá no campo”, afirmou Esther. “E cada etapa do curso é uma forma de crescimento diferente. O que eu vou levar daqui é que eu quero ser um ser humano melhor para o meu próximo e colaborar onde eu estiver”, destacou a produtora. Para a extensionista rural e economista doméstica Selma Tavares, essa percepção é um dos resultados esperados quando esse projeto piloto foi construído. O projeto busca ir além do empoderamento simbólico e fornecer ferramentas práticas para que essas mulheres atuem como agentes de transformação em diferentes contextos, desde o empreendedorismo, fortalecimento das comunidades locais, até seus sonhos e projetos pessoais. O curso foi estruturado em quatro eixos temáticos: Desenvolvimento humano e social; Gestão e empreendedorismo; Produção e sustentabilidade; e Organização social e econômica | Foto: Divulgação/Emater-DF “A proposta desse curso surgiu a partir de uma viagem técnica a Santa Catarina, onde conhecemos experiências de gestão de sucesso que tiveram como base a qualificação das mulheres rurais”, explicou Selma. “Então, fizemos um trabalho de continuidade, desenvolvendo essas competências desde o compromisso de partilhar os aprendizados da viagem técnica, à época, até a construção do Encontro Distrital de Mulheres Rurais, chegando agora a essa primeira turma, em que vamos avaliar os resultados, a carga horária e outras questões para oferecer, em breve, uma nova edição do curso”, acrescenta a extensionista. Ao longo da capacitação, as participantes tiveram acesso a conteúdos voltados para liderança, planejamento, geração de renda, sustentabilidade e organização social e coletiva, criando bases para a ampliação de oportunidades e para uma atuação mais ativa em espaços produtivos e sociais. Para a produtora rural Francisca Maria Martins, do núcleo rural da Taquara, participante do curso, a experiência representou mais do que aprendizado técnico. “Para mim, está sendo maravilhoso de todas as formas. Só de estar aqui já é um presente: buscar conhecimento, abrir a mente para tantas coisas diferentes”, disse a produtora, conhecida como Patita. “O que mais me marcou foi saber que eu sou amada, aceita e aprovada. São essas palavras que ficaram na minha mente e que me ajudam a confiar em mim, no meu produto, e a saber que eu vou conseguir”, emociona-se. A certificação, marcada para o dia 25 de fevereiro, simboliza não apenas a conclusão de uma etapa formativa, mas o início de novas possibilidades de atuação dessas mulheres como protagonistas do desenvolvimento rural sustentável. Mulheres interessadas em ações de capacitação e orientação podem procurar o escritório local da Emater-DF mais próximo para obter informações sobre cursos e projetos em andamento. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Assistência técnica no DF ajuda a aumentar o número de produtores que têm certificação orgânica
O agricultor Evaldo Alves dos Santos vive no assentamento Terra Prometida, na zona rural de Sobradinho, há pouco mais de quatro anos. Nos cinco hectares da propriedade, ele cultiva uma diversidade que impressiona: jiló, quiabo, maracujá, pimenta, framboesa, mandioca, milho, abóbora, melancia e dezenas de outras frutas e hortaliças. Tudo produzido sem o uso de defensivos ou adubos químicos. Em agosto de 2025, Evaldo conquistou a documentação que garante aos consumidores a origem orgânica dos alimentos. O certificado atesta que a produção utiliza exclusivamente insumos permitidos na agricultura orgânica, abrindo novas possibilidades de comercialização e agregando valor aos seus alimentos. Evaldo integra hoje o grupo dos 386 produtores certificados do Distrito Federal, número que supera as expectativas da Emater-DF. “Nossa meta era alcançar 340 produtores certificados até o final de 2025”, explica Daniel Rodrigues, gerente do Escritório Especializado em Agricultura Orgânica e Agroecologia (Esorg) da Emater-DF. “Superamos esse objetivo graças à criação de novas organizações de controle social [OCS] e à atuação da empresa no programa Certifica DF, voltado ao fortalecimento da agricultura orgânica na capital federal”, destaca o engenheiro-agrônomo. Por meio das OCS, os produtores se juntam em grupos formalizados para atestar a qualidade da produção e a adoção de práticas que garantem que o cultivo seja, de fato, orgânico. “Com a certificação, os agricultores podem comercializar em feiras e fazer entregas para os programas de compras institucionais, ampliando as oportunidades de comercialização”, acrescenta o extensionista Daniel Rodrigues. O certificado emitido pela Emater-DF atesta que a produção utiliza exclusivamente insumos permitidos na agricultura orgânica, abrindo novas possibilidades de comercialização e agregando valor aos seus alimentos | Foto: Divulgação/Emater-DF Vida melhor De origem urbana, Evaldo trabalhava como carpinteiro antes de se dedicar à agricultura. Hoje, não esconde a satisfação com a mudança. “Nossa vida melhorou muito. Consigo acompanhar de perto o crescimento das minhas duas filhas mais novas”, conta. Pai de seis filhos, ele destaca que as caçulas participam ativamente das atividades da chácara, enquanto os mais velhos já seguem outros caminhos profissionais. Além da qualidade de vida, a produção orgânica trouxe ganhos econômicos. “Os preços são melhores. O trabalho é intenso, mas compensa. E, com as orientações da Emater, consegui reduzir os custos da produção”, afirma o agricultor, que recebe assistência técnica do escritório da Emater-DF em Planaltina. Além do aumento da renda familiar, o agricultor tem plena consciência das vantagens ambientais do sistema orgânico. “São práticas que conservam melhor o solo, que é um organismo vivo”, atesta Evaldo. Na chácara, ele mesmo produz a compostagem utilizada na plantação. O agricultor possui também um plantel com cerca de 400 galinhas caipiras. “Nosso plano é chegar a mil aves e conseguir a certificação também para a produção de ovos”, vislumbra. “É muito satisfatório saber que estamos produzindo alimentos saudáveis, com custos mais baixos, respeito ao meio ambiente e melhoria da nossa vida”. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Piscicultores do DF e Entorno se reúnem para debater redução de custos e estratégias de mercado
A Emater-DF promoveu, na quinta-feira (27), o 19º Encontro de Piscicultores do Distrito Federal e Entorno. A atividade, que reuniu aproximadamente 45 produtores e empreendedores, ocorreu na propriedade Terra Maré Pescados, localizada no núcleo rural Ponte Alta, no Gama, onde o produtor Eber Maia desenvolve a atividade de piscicultura. Na abertura do encontro, a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, ressaltou os avanços alcançados na tecnificação e na qualificação da produção de pescado no DF. “O desafio é vender o peixe, ou seja, fechar a cadeia produtiva de forma que o piscicultor consiga acesso ao mercado e ter rentabilidade”, destacou. Para alcançar esse objetivo, Loiselene reafirmou a importância da organização rural. “É fundamental que os produtores estejam juntos em cooperativas ou associações. Na Emater-DF, temos um grupo de trabalho engajado e pronto para ajudar os piscicultores no que for preciso para fortalecer essa cadeia”, observou a diretora. O responsável pelo Programa de Aquicultura da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforçou a ideia de organização. “Com grupos trabalhando juntos, os produtores de pescado conseguem reduzir custos em compras de ração”, exemplificou. A atividade reuniu aproximadamente 45 produtores e empreendedores | Foto: Divulgação/Emater-DF O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, também bateu na tecla da organização. “Sozinho, o produtor não vai a lugar nenhum. Além de estar em cooperativas ou associações, é importante participar da Câmara Setorial da Aquicultura, por exemplo, que é o fórum onde o governo escuta as demandas do setor”, apontou. Durante o encontro, o empreendedor da Terra Maré Pescados, Eber Maia, fez um resumo do trabalho realizado na propriedade. “Temos 42 tanques lonados com geomembrana (uma lona mais resistente), onde são criados os peixes. O controle da água, da ração e da saúde dos animais é feito de forma muito rígida, com o objetivo de manter a qualidade do produto”, afirmou. O cuidado é tanto que os alevinos são vacinados um por um. “Com uma equipe de quatro pessoas, conseguimos imunizar entre 15 mil e 20 mil peixes por dia”, atestou Eber Maia. Em seguida, Adalmyr Borges falou sobre o mercado do pescado em Brasília e o pesquisador Luiz Freitas, da Embrapa Cerrados, discorreu sobre Boas Práticas de Manejo para reduzir os custos de produção. De acordo com dados de 2024 da Emater-DF, o Distrito Federal possui 651 piscicultores, numa área de 62 hectares de lâmina de água. A produção total foi de 2,2 mil toneladas. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Força feminina no campo marca o 9º Encontro Distrital de Mulheres Rurais
Mais de 500 mulheres de diversas comunidades rurais do Distrito Federal participaram, nesta quarta-feira (19), do 9º Encontro Distrital de Mulheres Rurais, promovido pela Emater-DF no auditório da Novacap. O evento reuniu agricultoras, trabalhadoras e lideranças femininas e ofereceu serviços como corte de cabelo, maquiagem, exame de vista, além de orientações sobre nutrição, plantas aromáticas e crédito rural. Pela manhã, as participantes entregaram à vice-governadora Celina Leão uma carta com propostas e demandas voltadas às mulheres e suas comunidades. A vice-governadora destacou o papel das mulheres rurais na construção de comunidades mais fortes e reforçou que políticas públicas eficazes começam pela educação e pelo cuidado com as famílias, áreas em que o governo tem ampliado investimentos, e que ouvir quem vive e produz no campo é essencial para garantir dignidade e inclusão. “É pensando nas famílias, especialmente nas mulheres, que estamos ampliando políticas públicas essenciais. Para mim, como mulher e mãe, esse compromisso tem um significado especial. Ver vocês aqui, unidas e fortalecidas, mostra a força das mulheres rurais do DF. Nosso trabalho é garantir que vocês tenham mais oportunidades, segurança e condições dignas para viver e produzir”, afirmou a vice-governadora. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que o encontro é resultado de um trabalho de muita mobilização, formações e atividades em 20 comunidades rurais. Ele ressaltou o papel das extensionistas e economistas domésticas da empresa, que atuam diretamente com as mulheres do campo, promovendo autonomia, protagonismo e desenvolvimento produtivo. Pela manhã, as participantes entregaram à vice-governadora Celina Leão uma carta com propostas e demandas voltadas às mulheres e suas comunidades | Fotos: Divulgação/Emater-DF “Todo esse movimento segue alinhado ao planejamento estratégico do GDF, às metas de combate à fome, geração de renda e qualidade de vida no campo. A Emater-DF não arreda o pé: estamos aqui para apoiar, fortalecer e acreditar no protagonismo das mulheres rurais”, afirmou o presidente. Para o secretário de Agricultura Rafael Bueno, o encontro demonstra a força da mulher rural e a união. Ele destacou que foi por meio de demandas apresentadas pelas mulheres durante esses eventos que surgiram as primeiras creches rurais, asfaltamento em algumas regiões e a implantação de unidades de saúde. “Este encontro é o espaço onde elas apresentam suas demandas reais, e isso gera resultados concretos. São necessidades que nos direcionam a oferecer dignidade e qualidade de vida às mulheres rurais. Parabenizo a Emater-DF pelo trabalho belíssimo”, enfatizou o secretário. A secretária da Mulher Giselle Ferreira reforçou a importância da presença ativa das políticas públicas nos territórios rurais. “As nossas políticas públicas precisam chegar até onde as mulheres estão. Estar perto, ouvir e agir é o que transforma a realidade de quem vive e produz no campo. Este encontro mostra que a pauta das mulheres é de todo o GDF, que tem atuado de forma conjunta para garantir segurança, qualidade de vida e assistência às mulheres do Cerrado”, afirmou. O evento contou ainda com a presença do presidente da Novacap, Fernando Leite; da deputada federal Bia Kicis; e do deputado distrital Tiago Manzoni, entre outros parceiros institucionais. Durante todo o dia as mulheres participaram de diversas atividades, mas a mais animada e esperada por elas foi a gincana Gincana e criatividade Durante todo o dia, as mulheres participaram de diversas atividades, mas a mais animada e esperada por elas foi a gincana. Divididas em grupos, as mulheres participaram de quatro atividades: concurso de receitas, apresentação musical, grito de torcida e exposição de artefatos produzidos pelas equipes. Os grupos foram organizados por escritório local da Emater-DF e, ao longo dos pré-encontros, receberam incentivo para criar as peças e preparações que concorreram na disputa. De acordo com a produtora Eliana Fontenele, de São Sebastião, as atividades e a convivência fortaleceram as trocas entre diferentes regiões do DF. “É muito bom conhecer cada mulher de cada região diferente. É muito importante para a gente aprender e se manter unida”, destacou. Durante o evento, ela ganhou uma atividade da gincana e conquistou pontos para a sua equipe, o que, para ela, reforçou o espírito de diversão e cooperação entre as mulheres. Laís Cristina Silva de Melo, do Núcleo Rural Rajadinha (Paranoá), disse que a experiência vai além da competição da gincana. “A gente não ganha em premiação, ganha em convivência”, resumiu. Já a produtora Noilde de Jesus, de Brazlândia, que participa desde a primeira edição, lembrou como esses encontros transformaram sua trajetória. “Acho que participo desde o primeiro encontro e cheguei sem nenhum conhecimento. Ao longo dos anos aprendi a me valorizar e a passar o que eu sei para outras mulheres. Hoje eu lidero mulheres." A economista doméstica da Emater-DF Selma Tavares, responsável pela organização do encontro na empresa, destacou o alto nível das produções culinárias apresentadas na gincana. “Frutos típicos do Cerrado, como pequi, baru e cagaita, foram incorporados a bolos, brigadeiros, licores e outros pratos tradicionais. Isso mostra o potencial das mulheres do campo na gestão do negócio rural e na elevação da renda das famílias”, observou. Na gincana, Brazlândia, Planaltina, Taquara, Paranoá e Ceilândia foram as regiões ganhadoras das primeiras colocações. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Curso de capacitação em cafeicultura atende extensionistas e produtores
A partir desta terça (11) até quinta-feira (13), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e a Embrapa Café realizam o Curso de Capacitação em Cafeicultura, voltado a extensionistas rurais e produtores. A iniciativa integra o convênio firmado entre as duas entidades, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento da cafeicultura no DF, disseminando tecnologias e boas práticas geradas pelo Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. O curso ocorre na Casa do Cerrado e na sede da Emater-DF, no Parque Estação Biológica, e foi estruturado para atender às principais demandas identificadas em diagnóstico socioeconômico realizado com produtores locais. Entre os desafios apontados estão a escassez de mão de obra, o controle de pragas e doenças, o manejo da irrigação e a gestão das propriedades. De acordo com o diagnóstico da Embrapa, atualmente o Distrito Federal conta com cerca de 134 propriedades especializadas na produção de café arábica, totalizando 438 hectares cultivados. A produtividade média — 50 sacas por hectare — supera a média nacional, estimada em 30 sacas. O Curso de Capacitação em Cafeicultura busca atender às principais demandas identificadas em diagnóstico socioeconômico realizado com produtores locais | Foto: Divulgação/Emater-DF Formação técnica e troca de experiências A programação será dividida em três módulos temáticos, ministrados por especialistas da Embrapa Café, Epamig, IDR-Paraná e Senar-DF. O primeiro módulo aborda a implantação de lavouras cafeeiras, com temas como escolha de cultivares, preparo do solo, nutrição, tratos culturais, irrigação e controle de pragas e doenças — com destaque para o bicho-mineiro, a broca e a ferrugem. "Essa capacitação é essencial para impulsionar a retomada da cadeia produtiva local. O Distrito Federal tem todas as condições de produzir cafés diferenciados e de alta qualidade, voltados a cafeterias e consumidores que valorizam origem e sabor" Rafael Bueno, secretário de Agricultura O segundo módulo trata da colheita e do pós-colheita, abordando desde a colheita manual e mecanizada até o processamento do café (via natural e via úmida), secagem, beneficiamento, armazenamento e torrefação. Já o terceiro módulo foca na administração da propriedade cafeeira, com ênfase no planejamento da produção, gestão de custos, comercialização e estudo de caso sobre práticas de gestão em pequenas propriedades. Segundo o plano de trabalho do convênio, esta capacitação faz parte de um ciclo de cinco etapas: diagnóstico da cadeia produtiva, capacitação técnica, qualificação em beneficiamento e torrefação, implantação de unidades demonstrativas e realização de dias de campo. As próximas fases, previstas para 2026, devem incluir o treinamento de produtores em parceria com a Embrapa Cerrados, com atividades práticas nas principais regiões cafeeiras do DF. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o Distrito Federal tem grande potencial para desenvolver cafés de qualidade, voltados ao segmento de cafés especiais, um nicho de mercado que vem crescendo e valorizando o trabalho de produtores familiares. “A transferência de conhecimento é fundamental para consolidar uma cadeia produtiva sustentável, competitiva e alinhada às exigências do mercado. Com apoio técnico e gestão eficiente, podemos posicionar o DF como referência em cafés de excelência”, destacou. O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, também ressaltou a importância da formação contínua dos extensionistas. “Essa capacitação é essencial para impulsionar a retomada da cadeia produtiva local. O Distrito Federal tem todas as condições de produzir cafés diferenciados e de alta qualidade, voltados a cafeterias e consumidores que valorizam origem e sabor. Esse é um passo estratégico para fortalecer a economia rural e agregar valor ao que é produzido em nossas propriedades”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Para o chefe-geral da Embrapa Café, Antônio Fernando Guerra, o convênio entre as instituições representa um avanço concreto para o fortalecimento da cafeicultura no DF. “O diagnóstico da cafeicultura local mostra que há grande potencial, mesmo em pequenas propriedades de até dois hectares, para produzir café de qualidade e incrementar a renda das famílias. Esse projeto consolida a parceria entre pesquisa e extensão, levando ao campo o conhecimento necessário para transformar oportunidades em resultados reais”, enfatizou. A abertura do curso contou com a participação de representantes da senadora Damares Alves, que disponibilizou emenda parlamentar para a realização da atividade. Curso de Capacitação em Cafeicultura · Local: Sede da Emater-DF — Parque Estação Biológica, Asa Norte / Casa do Cerrado · Data: De 11 a 13 de novembro · Horário: Das 8h30 às 17h *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
Ler mais...
Confederação de agricultores familiares recebe certificado que permite representação comercial de cooperativas
A Emater-DF entregou, nessa quarta-feira (29), o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) para a União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil). A entidade congrega mais de 1,5 mil cooperativas e associações de agricultores familiares de todo o país. Com o documento, a instituição se credencia a representar comercialmente as organizações agrícolas tanto no Brasil quanto no exterior. A Unicafes Brasil recebeu, nessa quarta (29), o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, concedido pela Emater-DF | Foto: Rinaldo Costa/Emater-DF A presidente da Unicafes, Fátima Torres, comemorou a entrega da CAF. “Nosso desafio é inserir produtos de agricultores familiares do interior nos mercados das grandes cidades. Com o documento, podemos facilitar o acesso das organizações a políticas públicas, como as compras institucionais”, afirmou. Fátima Torres acrescenta que o primeiro efeito prático da CAF será a participação da Unicafes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima (COP-30), em Belém (PA). “Levaremos dez toneladas de produtos da agricultura familiar para serem comercializados nos estandes da conferência, além de participarmos de eventos onde vamos apresentar produtos de todos os biomas brasileiros”, informou. [LEIA_TAMBEM]O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou o trabalho conjunto entre as duas instituições. “Essa parceria reforça a importância da extensão rural pública, que não mede esforços para incluir o agricultor familiar no mercado e garantir alimento de qualidade na mesa dos brasileiros”, observou. O que é o CAF O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar identifica os produtores familiares. Instituído pela Lei nº 11.326/2006, o documento garante o acesso dos agricultores e demais beneficiários às políticas públicas de apoio e incentivo à produção agrícola familiar, como linhas de crédito e programas de comercialização, por exemplo. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Produtores rurais participam de capacitação em marketing digital e e-commerce
Começou nesta quarta-feira (15) a Capacitação em E-commerce e Marketing Digital para Empreendedores Rurais, promovida pela Emater-DF. O curso, realizado no Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural da Ceasa-DF (CCC), tem como objetivo preparar produtores e empreendedores rurais para divulgar melhor seus produtos e ampliar canais de comercialização por meio das plataformas digitais. As atividades seguem até sexta-feira (17). Produtores e empreendedores rurais iniciaram nesta quarta (15) uma capacitação em e-commerce e marketing digital, oferecida pela Emater-DF | Foto: Divulgação/Emater-DF O extensionista rural Carlos Goulart, responsável pelo programa Empreender e Inovar da Emater-DF, destacou a importância de o produtor rural passar a se enxergar como empreendedor. “Precisamos pensar não somente como produtores, como quem produz, mas principalmente como empreendedores. Ao invés de oferecer uma cartela grande de produtos, focar em um produto até que ele venha a se estabelecer e se tornar a sua marca de valor", ressaltou. "Aprender sobre divulgação nas redes sociais está sendo ótimo e vai me ajudar a fazer o meu produto se tornar conhecido" Maria Luiza da Costa Cotrim, empreendedora rural As aulas estão sendo ministradas pelo professor Alan Costa, estrategista em marketing digital e diretor da Produzindo Digital, agência especializada em vendas pela internet. Ao longo dos três dias, os participantes aprendem sobre posicionamento de marca, uso de redes sociais, vendas on-line e ferramentas práticas para fortalecer a presença digital dos empreendimentos rurais. Entre os participantes, o produtor Bruno Ferreira Uchôa, criador de abelhas, viu na capacitação uma oportunidade de aprimorar o negócio. “Já comercializo meus produtos online, mas ainda de forma rudimentar. Aqui, nessas primeiras horas de curso, já tive alguns insights de coisas que posso implementar no meu negócio. Está sendo muito bom para abrir a nossa mente e mostrar que ainda temos muito a agregar para alcançar as pessoas com nosso produto”, contou. [LEIA_TAMBEM]A jovem Maria Luiza da Costa Cotrim, do Assentamento 15 de Agosto, está iniciando seu primeiro projeto produtivo de criação de aves com o apoio da Emater-DF, pelo programa Apoio Jovem. Para ela, o aprendizado sobre marketing digital chega em boa hora. “Aprender sobre divulgação nas redes sociais está sendo ótimo e vai me ajudar a fazer o meu produto se tornar conhecido”, afirmou. Também participante da capacitação, o piscicultor Fausto Santiago, do Incra 6 em Brazlândia, destacou a importância da comercialização para o sucesso da produção rural. “A comercialização é uma parte importantíssima. A gente faz toda a produção para comercializar”, enfatizou. O curso integra o conteúdo curricular dos programas Empreender e Inovar, e Filhos deste Solo, mas também disponibilizou vaga para produtores rurais interessados no tema. Para participar de novas edições, é necessário procurar o escritório local da Emater-DF mais próximo. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Crédito rural do GDF e cooperativismo fortalecem produção de morango em Planaltina
O casal de produtores rurais Leonice e Arnaldo Mendes, de 42 anos, da comunidade Lagoinha, em Planaltina, precisou recomeçar a vida há cerca de cinco anos. Após o fechamento da gráfica que mantinham na cidade, em consequência da pandemia da covid-19, buscaram apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Sem experiência no campo, foram apresentados à cooperativa de produtores familiares da região e tiveram acesso ao microcrédito do programa Prospera, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). Hoje, são responsáveis pelo maior cultivo de morango da comunidade. Leonice e Arnaldo Mendes contaram com o apoio do GDF para, sem experiência prévia no campo, iniciarem jornada como produtores rurais | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A produção começou na chácara localizada no Núcleo Rural Rio Preto, com abóbora, mas logo no primeiro ciclo enfrentaram dificuldades: a lavoura foi destruída por lagartas e toda a safra se perdeu. Com o apoio da Cooperativa de Agricultura Familiar Mista do DF (Coopermista) e acesso a insumos, recomeçaram e, pouco depois, obtiveram o primeiro crédito do Prospera, de cerca de R$ 19 mil. O recurso permitiu o plantio de beterraba e cenoura e a ampliação da área produtiva. O cultivo do morango veio mais recentemente, como uma aposta ousada. “Começamos com 10 mil mudas, mesmo com o desafio de sermos os primeiros produtores da região. Hoje, fornecemos tanto para a cooperativa quanto para supermercados, e já competimos com grandes produtores. O morango é uma oportunidade porque garante colheita o ano inteiro e abre portas para novos mercados”, conta Leonice. A chegada do canal da Lagoinha, em novembro de 2024, também fez diferença para os produtores, que antes só podiam plantar culturas menos dependentes de irrigação, como batata-doce, abóbora e beterraba. Agora conseguem diversificar. Segundo eles, o próximo passo é investir na cobertura da plantação de morango e, futuramente, no cultivo suspenso, que melhora tanto a produtividade quanto as condições de trabalho. Leonice ressalta que a Emater foi essencial em todo esse processo, não só no apoio técnico, mas também no incentivo e na capacitação. “Participei de viagens e intercâmbios que ampliaram minha visão, conheci produtoras de outras regiões e percebi que era possível crescer”, afirma. “Além disso, a Emater trouxe cursos de gestão e orientação financeira, algo essencial, porque não basta produzir: é preciso saber calcular custos, entender se há lucro e planejar”. “Histórias como essa mostram a força do Prospera. Ao apoiar a agricultura familiar, conseguimos não apenas fortalecer a produção local, mas também garantir mais emprego, dignidade e desenvolvimento. O programa foi criado justamente para isso, para dar oportunidade a quem deseja empreender, gerar renda e transformar realidades”, destacou o secretário da Sedet-DF, Thales Mendes. A produção de morango do casal vem crescendo e gerando empregos para a comunidade. A trabalhadora rural Ana Clarice Vieira, 25 anos, conta que encontrou na atividade uma nova fonte de renda. “Eu estava sem trabalhar, mas agora venho três a quatro vezes por semana para ajudar na produção de morango. Isso trouxe oportunidade para muita gente daqui, especialmente porque não temos transporte público e o trabalho fica perto de casa. Além disso, é uma ocupação que envolve principalmente as mulheres, que cuidam da seleção, pesagem e embalagem dos frutos, enquanto os homens se dedicam mais à colheita”, relata. Após 20 anos de parceria matrimonial, o casal conta com cinco trabalhadores rurais no negócio da família. Eles se reconhecem como pequenos produtores da agricultura familiar, mas planejam crescer de forma estruturada, sempre baseados no cooperativismo. O casal começou produzindo 10 mil mudas de morango; atualmente, fornecem tanto para a cooperativa quanto para supermercados Assistência Segundo o engenheiro agrônomo e extensionista rural da Emater-DF, Eduardo Damásio, quando um produtor solicita atendimento, a equipe realiza visita técnica para avaliar a propriedade de forma global. A análise considera não apenas a parte produtiva, mas também os arredores, as vias de acesso, o potencial da área e a disponibilidade ou possibilidade de água. “Muitas vezes o produtor deseja plantar algo que não é recomendado para a região; parte do nosso trabalho é orientar sobre a cultura mais adequada ao ambiente”, explica. “Aqui no Rio Preto, as cooperativas são canais fundamentais de comercialização porque trabalham com plantio programado. O produtor sabe antecipadamente quanto plantar e qual será o preço de venda, deixando de ficar refém da oscilação do mercado de hortifrúti, que pode variar drasticamente. A Emater, portanto, não só orienta no campo, mas também presta assessoria gerencial: mostramos linhas de crédito e orientamos sobre gestão financeira e comercialização”, ressalta Eduardo. [LEIA_TAMBEM]Entre as principais linhas de crédito oferecidas pelo GDF estão o Prospera, uma modalidade de microcrédito para pequenos empreendedores rurais e urbanos, com foco em investimento e custeio, de responsabilidade da Sedet-DF; e o Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), que financia projetos ligados à atividade rural, como investimento e custeio agropecuário, infraestrutura, agroindustrialização e turismo rural. “O Prospera é bastante usado por produtores familiares e funciona de forma escalonada: começa com cerca de R$ 19 mil; após a quitação, o agricultor pode acessar um segundo crédito de aproximadamente R$ 28 mil e, em seguida, um terceiro de cerca de R$ 38 mil”, explica o extensionista. Segundo ele, os recursos podem ser aplicados tanto no custeio da produção, como na compra de insumos, quanto em investimentos, como a instalação de túneis e estufas para o cultivo de morango no período de chuvas. Na prática, o Prospera permite ao produtor planejar e escalonar a produção mesmo sem dispor do capital imediatamente. Em conjunto com o FDR, forma uma combinação que tem ajudado muitos empreendimentos rurais a crescerem de maneira planejada e sustentável. Entre as principais linhas de crédito oferecidas pelo GDF estão o Prospera, uma modalidade de microcrédito para pequenos empreendedores rurais e urbanos, e o Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR), que financia projetos ligados à atividade rural Como adquirir linhas de crédito A solicitação do microcrédito do Prospera começa nas agências do trabalhador. Atualmente, são 14 unidades fixas e outras duas itinerantes em fase de implantação. Nessas agências, o interessado passa por uma simulação inicial com um agente de crédito. A partir desse contato, inicia-se um diálogo para entender a finalidade do recurso, que pode ser utilizado na compra de equipamentos, contratação de funcionários ou melhorias no produto ou serviço oferecido. Já para acessar o FDR, é necessário apresentar um projeto elaborado pela Emater. São exigidos documentos pessoais e da propriedade, certidões negativas de débito — inclusive junto à Serasa —, garantias e Cadastro Ambiental Rural (CAR), entre outros requisitos.
Ler mais...
Produtores de agroindústria e turismo rural recebem chamamento para participar de catálogo
A Emater-DF publicou, nesta sexta-feira (19), um chamamento público voltado para empreendedores rurais atendidos pela empresa e que produzem alimentos processados em agroindústria ou que possuam atividades turísticas em sua propriedade. O objetivo é participar do catálogo Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam. O projeto será disponibilizado em formato digital e físico. A ideia é criar uma estratégia de divulgação, valorização e integração entre produtores e consumidores, promovendo a venda direta e o turismo rural, fortalecendo a agricultura familiar do Distrito Federal. As inscrições começam na segunda-feira (22) e seguem até 9 de outubro. Os interessados devem ter cadastro ativo na Emater-DF, ser acompanhados pela empresa e possuir declaração do produtor. Além disso, as propriedades devem ter o registro para comercialização emitido pela Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova) da Secretaria de Agricultura. Os candidatos devem se inscrever pelo email projetoconexoes@emater.df.gov.br. O edital de chamamento pode ser acessado na íntegra em https://www.emater.df.gov.br/chamamentos-publicos. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
29ª edição da Festa do Morango reúne mais de 500 mil pessoas e movimenta R$ 55 milhões
Nas redes sociais, o morango pode até ser uma moda. Mas no Distrito Federal ele é tradição. Prova disso é o sucesso da Festa do Morango, em Brazlândia, cuja 29ª edição terminou neste fim de semana, atraindo um total de 500 mil pessoas e movimentando R$ 55 milhões — valor 10% maior que o registrado no ano passado. A 29ª edição da Festa do Morango atraiu cerca de 500 mil pessoas para Brazlândia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O encontro é promovido pela Associação Cultural Rural Alexandre Gusmão (Arcag) e pelo Instituto Alvorada Brasil, com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de órgãos como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Administração Regional de Brazlândia, e secretarias de Turismo e de Cultura e Economia Criativa. "A Festa do Morango já é tradição no calendário do Distrito Federal, esperada pela população, atraindo milhares de visitantes todos os anos. Mais do que uma celebração cultural e gastronômica, o evento fortalece o turismo, movimenta a economia local e valoriza os produtores rurais da região. E neste ano, tivemos mais uma oportunidade de mostrar a riqueza do nosso território e de consolidar o DF como destino turístico diverso e acolhedor", destacou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. [LEIA_TAMBEM]O evento começou no último dia 5 e contou com shows de grandes nomes da música nacional, a exemplo de Murilo Huff, Léo Magalhães e Calcinha Preta. Mas a grande celebridade é mesmo o morango. O público presente pôde conferir estandes de cerca de 450 expositores — entre produtores da infrutescência e setores de artesanato e decoração, entre outros —, além de participar do Colha & Pague — que proporciona a oportunidade de pegar a hortaliça direto do pé — e de acompanhar o Concurso de Receitas, vencido, neste ano, por uma torta fria de frango com geleia de morango e cream cheese. "É uma alegria acompanhar o crescimento da Festa do Morango e o desenvolvimento dos nossos produtores ao longo dos anos. É perceptível o avanço na agroindustrialização: os produtos derivados do morango estão cada vez melhores, mais qualificados e com embalagens mais profissionais, refletindo o trabalho da Emater-DF e o empenho dos nossos produtores. Cada edição reafirma a força da agricultura familiar do DF e o potencial da nossa agropecuária. Espaços como a MorangoLândia e a Florabraz se consolidaram como importantes pontos de comercialização e vitrine dos produtos locais, valorizando o trabalho dos agricultores e mostrando a qualidade do que é produzido aqui. Mais uma vez saímos desta edição com a sensação de dever cumprido”, celebrou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. Uma das atrações da festa, o Colha & Pague proporciona a oportunidade de pegar a hortaliça direto do pé | Foto: Divulgação/Emater-DF Segundo a empresa pública, o DF tem, hoje, 358 produtores de morango em mais de 177 hectares de cultivo. No ano passado, foram produzidas 6.615 toneladas da hortaliça, com um valor bruto de produção de R$ 211,8 milhões. "O Distrito Federal vem se destacando no cenário nacional como o terceiro maior produtor de morangos do Brasil. Isso é fruto do trabalho árduo de nossos agricultores, especialmente em regiões como Brazlândia e Planaltina, onde o morango é uma importante fonte de renda para muitas famílias. A Festa do Morango celebra mais do que a fruta: ela valoriza o trabalho no campo, a dedicação das famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento do DF", arrematou o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno.
Ler mais...
Mel da agricultura familiar será incluído na merenda escolar do Distrito Federal
O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nessa quinta-feira (11) o edital de Chamada Pública nº 02/2025, que prevê a aquisição de mel da agricultura familiar para ser destinado à merenda escolar da rede pública de ensino. A iniciativa, inédita no DF, vai garantir a compra de 13,2 toneladas do produto, beneficiando agricultores familiares e levando alimento saudável a cerca de 438 mil estudantes. O edital, de caráter experimental, integra as ações do Grupo de Acompanhamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar do DF (Pnae-DF), formado pela Emater-DF, Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Infraestrutura (Seagri-DF) e Secretaria de Educação (SEEDF). O grupo é responsável por realizar estudos de viabilidade e logística antes da publicação de cada chamada pública, avaliando produção, entrega e aceitação dos alimentos. O investimento inicial é de R$ 463.991,90. Iniciativa inédita no DF prevê a aquisição de mel da agricultura familiar para ser destinado à merenda escolar da rede pública | Fotos: Divulgação/Emater De acordo com o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a iniciativa representa um marco para a agricultura familiar. “Estamos inserindo na merenda escolar um produto de altíssimo valor nutricional e cultural. O mel tem identidade regional e fortalece cadeias produtivas que vêm se estruturando no Distrito Federal. Esse edital mostra que a agricultura familiar está pronta para atender demandas de escala, gerar renda e diversificar sua produção, sempre em sintonia com o mercado e as políticas públicas”, destacou. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou o papel estratégico da medida: “Hoje, nossas crianças recebem uma merenda mais saudável e diversificada. A inclusão do mel no cardápio é mais um passo para garantir segurança alimentar e nutricional, além de incentivar que os agricultores locais ampliem sua produção. Se tivéssemos mais toneladas disponíveis, compraríamos todas. É um sinal de que precisamos estimular ainda mais esse setor”. "Essa chamada pública chega em boa hora, porque os agricultores precisam de oportunidades e essa é uma forma de complementar a renda das famílias" Eliseu Sérgio, presidente da Cooapis Segundo Hélvia, há um esforço coletivo para que a merenda escolar seja cada vez mais saudável e natural. Atualmente, são priorizados alimentos in natura ou minimamente processados. “Grande parte da alimentação vem da agricultura familiar, como frutas, hortaliças, queijos e agora o mel, o que garante qualidade nutricional e ainda fortalece os produtores locais”, completou. O cronograma do edital estabelece que os grupos formais interessados em fornecer o produto devem encaminhar a documentação até o dia 30 deste mês, exclusivamente por e-mail, para a Comissão de Chamada Pública (comissao.suape@se.df.gov.br), com cópia para diae.suape@se.df.gov.br. A ação também reflete a recente ampliação da meta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que aumentou de 30% para 45% o mínimo de recursos destinados à compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar. Durante o lançamento do edital, estiveram presentes representantes da Cooperativa de Negócios Agropecuários do DF e Entorno (Coopemel), da Cooperativa de Apicultores do DF e Ride (Cooapis), da Cooperativa de Produtores Agrícolas de Brasília (Cooperar) e do Sindicato dos Apicultores do Distrito Federal (Sindiapis). “Essa chamada pública chega em boa hora, porque os agricultores precisam de oportunidades, e essa é uma forma de complementar a renda das famílias. Hoje a Cooapis reúne 25 famílias, mas até o fim do ano já estaremos com cerca de 50 cooperados. Com o entreposto em funcionamento, vamos ampliar nossa capacidade e esperamos processar, já a partir de 2026, em torno de 20 toneladas de mel por ano. É uma oportunidade que fortalece não só os apicultores do DF, mas também da Ride”, destacou o presidente da Cooapis, Eliseu Sérgio. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação: "A inclusão do mel no cardápio é mais um passo para garantir segurança alimentar e nutricional, além de incentivar que os agricultores locais ampliem sua produção" Evolução das compras públicas O edital de aquisição de mel soma-se a outros investimentos do GDF. Somente em 2025, a Secretaria de Educação já adquiriu R$ 26 milhões em frutas, hortaliças e produtos convencionais, além de R$ 6,5 milhões em alimentos orgânicos para a merenda escolar. Também está em andamento um processo paralelo para compra de derivados de leite e queijo, que soma mais de R$ 25 milhões. No total, já são mais de R$ 50 milhões aplicados diretamente em compras da agricultura familiar neste ano. O chefe do Núcleo de Produção Sustentável da pasta, João Ricardo Soares, destacou a importância da cooperação. “Esse edital é fruto de um esforço coletivo de várias instituições. É um passo importante para transformar a demanda em oportunidade concreta para os agricultores familiares, qualificando a produção e dando mais qualidade à alimentação escolar”, avaliou. [LEIA_TAMBEM]Já o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, reforçou que a chamada pública também é um estímulo à reorganização da cadeia produtiva. “Por muito tempo tivemos produtores dispersos, com baixa escala. Agora, com o apoio do governo e a demanda da educação, temos um desafio positivo: ampliar a oferta de mel no DF. Essa provocação é necessária para que o setor cresça de forma estruturada e sustentável”, afirmou. Edital de Chamada Pública nº 02/2025 — Aquisição de mel da agricultura familiar para alimentação escolar → Prazo para envio da documentação: até 30 de setembro → Envio exclusivo por e-mail: comissao.suape@se.df.gov.br (cópia para diae.suape@se.df.gov.br) *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Semana do Pimentão: apoio técnico da análise de solo até o manejo de pragas garante crescimento na produção do DF
Há 42 anos, a produtora rural Risoneide Ribeiro planta pimentão na mesma chácara, no Núcleo Rural Taquara, em Planaltina. Atualmente, a propriedade conta com cerca de 1.500 pés de pimentão distribuídos em 17 hectares. O trabalho no campo tem ritmo intenso: Risoneide, o marido e três funcionários colhem os pimentões duas vezes por semana durante seis meses. Cada colheita rende aproximadamente 300 caixas de pimentão e essa produção é comercializada em três supermercados e na feira de Planaltina. “O pimentão nunca nos deixou na mão. Ele é produtivo, tem comércio garantido e dá o sustento da minha família. Mesmo com altos e baixos de preço, a gente sempre consegue vender”, conta a produtora rural. É essa história de resistência no campo que está sendo celebrada na Semana do Pimentão da Taquara, que segue até domingo (14), reunindo produtores, técnicos e comunidade em torno de debates, capacitações e valorização da cultura. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o evento é a celebração da força do cooperativismo e do protagonismo da agricultura familiar. “A Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina-DF se consolidou como uma referência nacional e internacional em cooperativismo rural, um modelo que atrai delegações de diversos países interessados em conhecer a experiência da comunidade.” Cada colheita rende aproximadamente 300 caixas de pimentão e essa produção é comercializada em três supermercados e na feira de Planaltina | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Apoio técnico No ano passado, a produção de pimentão no Distrito Federal atingiu 13 mil toneladas em 172 hectares, movimentando cerca de R$ 67 milhões e envolvendo 543 produtores. Resultado que reflete o acompanhamento técnico e o apoio constante da Emater-DF. “A gente trabalha junto aos produtores desde o início da análise de solo para que o produtor coloque no solo o adubo necessário. Durante o ciclo, a gente também vai acompanhando os produtores com relação a pressões de pragas ou outros problemas”, garante a gerente da Emater-DF na Taquara, Muriel Guedes. Segundo a gerente da Emater-DF, o pimentão é um produto de alto valor agregado, o que garante boa remuneração aos agricultores. “A Taquara já foi o maior polo do Brasil a produzir pimentão. A gente foi aumentando a produtividade no decorrer dos últimos 25 anos. Hoje, não somos mais o maior polo do Brasil, mas ainda temos muita produção e muitas tecnologias aplicadas”, garante. Tradição renovada [LEIA_TAMBEM]O presidente da Emater-DF lembra que a região já foi marcada quase exclusivamente pela produção de pimentão e que, hoje, mostra sua capacidade de diversificação, com produtores que acompanham as demandas do mercado e ampliam suas entregas para programas de compras governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “A Taquara é um exemplo de resiliência, inovação e união dos produtores, que têm assistência técnica e também apoio dos órgãos públicos de agricultura do DF. Esse movimento fortalece a renda das famílias, valoriza o trabalho coletivo e garante alimentos de qualidade para a população”, afirma. Um exemplo desse movimento é Clébia Rodrigues. Natural do Ceará, ela chegou à Taquara e se dedicou ao pimentão por 15 anos, cultivando até 12 estufas. Com o tempo, decidiu diversificar sua produção por causa da mão de obra, mas garante que o pimentão ainda faz parte do cotidiano da família: “O pimentão saiu da produção, mas não saiu de dentro de casa. Meus dois irmãos ainda plantam e eu sempre compro na feira de Planaltina. Uso em tudo: no feijão, no frango, na salada”, afirma.
Ler mais...
Produtoras de Brazlândia participam de curso de processamento do morango
Produtoras de Brazlândia participaram, nesta quinta-feira (28), do curso de Processamento do Morango, realizado no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional da Emater-DF (Cefor), no edifício-sede da empresa. Ministrado por professores do curso de gastronomia do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), o curso foi voltado para produtores que vão expor na Morangolândia ou participar do Concurso de Receitas com Morango, atividades tradicionais da Festa do Morango. Promovido por meio de parceria entre a Emater-DF e a UDF, o curso teve o objetivo de agregar valor ao fruto, símbolo da região, e preparar as produtoras para a 29ª edição da festa, que começa no próximo dia 5 de setembro. Durante a programação, as participantes aprenderam receitas que poderão ser apresentadas ao público da festa. A proposta foi trazer duas opções: o tradicional Morango do Amor, doce que está em alta, e uma receita autoral, que a professora Patrícia Miranda deu o nome de Doce Desejo — um bolo amanteigado com pedaços de morango desidratado, com um molho à base do fruto (chamado de coulis de morango) e cobertura de cream cheese e morangos in natura. O curso foi voltado para produtores que vão expor na Morangolândia ou participar do Concurso de Receitas com Morango, atividades tradicionais da Festa do Morango | Foto: Divulgação/Emater-DF Para a professora Patrícia Miranda, da UDF, a receita apresentada explora diferentes texturas e tem uma apresentação sofisticada, apesar de um preparo simples. "Mas fica sofisticado no empratamento, na decoração. Então, são elementos simples de serem produzidos, mas que quando elas finalizarem o preparo, vai agradar aos olhos primeiro, e depois surpreender no sabor", destacou a professora. Já a receita do Morango do Amor trouxe o brigadeiro tradicional, com chocolate. A finalização fica diferenciada, mas com a dupla infalível morango e chocolate. A produtora rural Valdenice Sena da Silva, que vai participar do concurso de receitas com morango, disse que a capacitação foi essencial para ajudá-la na composição de sua próxima receita. "Abriu muito a minha mente, os dois tipos de creme, o uso do morango desidratado e amei o coulis, então foi o ápice do que eu estava esperando para entregar minha receita para o concurso", comemora a produtora. A parceria entre Emater-DF e UDF também contempla outras cadeias produtivas, como a da goiaba. “A ideia é sempre oferecer técnicas que valorizem a produção das receitas e também que tragam novas oportunidades de renda para as famílias rurais”, ressaltou a nutricionista da Emater-DF Danielle Amaral, que acompanhou o curso. A Festa do Morango 2025 será realizada nos dias 5, 6 e 7 e 12, 13 e 14 de setembro, na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), no Núcleo Rural Alexandre de Gusmão (Incra 6), em Brazlândia. O Concurso de Receitas com Morango da Emater-DF será realizado no dia 6 de setembro (sábado), das 10h às 12, na Morangolândia. A entrada é gratuita. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Com criatividade, produtores de Brazlândia se preparam para a 29ª Festa do Morango
A contagem regressiva para a 29ª Festa do Morango de Brasília, em Brazlândia, já começou, assim como os preparativos por parte dos produtores rurais. Uma das principais vitrines da produção agrícola do Distrito Federal, a festa reunirá 42 estandes no Espaço Morangolândia para exposição de frutos in natura e quitutes especiais, desde tortas, geleias, bebidas alcóolicas, bombons e até o famoso morango do amor, que se popularizou na internet neste ano. A Festa do Morango de Brasília é realizada em Brazlândia, cidade responsável por mais de 90% da produção do fruto no Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Antes da programação oficial, foi feito o Encontro Técnico dos Produtores de Morango, promovido pela Emater-DF em parceria com a Embrapa. A atividade ocorreu na sexta-feira (29), no escritório da empresa pública em Brazlândia, com apresentação de inovações tecnológicas, práticas de manejo e escolha de variedades mais adequadas para os sistemas de produção do DF. A Agência Brasília foi até o Núcleo Rural Chapadinha para conhecer o cardápio das produtoras rurais Osmarina Oliveira Silva, 51 anos, e Vanda Maria Malheiros, 60. As duas iniciaram o cultivo da cultura há mais de três décadas com o objetivo de aumentar a renda familiar e, desde o início, recebem apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os frutos são utilizados na criação dos derivados, carros-chefes das agricultoras. O técnico extensionista Claudinei Machado explica que as adaptações agregam valor ao morango e impulsionam os resultados do campo brasiliense. “A Emater-DF incentiva que, cada vez mais, os produtores ganhem espaço no mercado por meio do processamento, porque agrega valor ao produto. Enquanto hoje, por exemplo, você vende uma caixa de morango com quatro bandejas por R$ 12, também consegue vender uma unidade de morango do amor por R$ 15”, observa. Brazlândia é responsável por mais de 90% da produção de morangos. Neste ano, a expectativa é de uma safra igual ou maior que a de 2024, quando a produção no DF chegou a 6.616 toneladas. Desse total, 5.174,62 toneladas foram produzidas na região administrativa. “Da pandemia para cá, mantivemos a faixa de plantio em torno de 180 hectares, com 400 famílias plantando morango, gerando uma produtividade de 6,6 mil toneladas no DF. É muito morango no mercado, uma produtividade significativa, e isso tem alavancado não só a economia, mas também o turismo rural”, ressalta Claudinei. “A festa é o local onde os produtores podem ganhar dinheiro e fazer uma reserva para os ciclos dos próximos anos.” Confeitaria Polpa, mousse, torta, bombom, coxinha, geladinho, bolo de pote, suco, geleia: Osmarina aposta em variedade e qualidade quando se trata da Festa do Morango. Confeiteira de mão cheia, ela pausa a produção de bolos por encomenda para se dedicar integralmente ao evento. Nos dias de festa, as vendas são feitas pelo marido, a filha e três funcionárias, enquanto Osmarina segue com a mão na massa, em casa. “Faço os produtos com morango desde o início e a procura sempre foi positiva. O morango é campeão mesmo, todo mundo gosta e vai bem com tudo”, comenta a produtora. “Quando está chegando perto da festa, a gente faz uma reunião em família para ver o que vamos fazer. Esperamos o ano todo por isso, porque [o retorno] é muito bom. O nosso lucro dobra e a gente consegue investir aqui, na cozinha e na plantação.” O cardápio deste ano terá uma novidade: o morango do amor, comercializado a R$ 10. Ela afirma que a repercussão relacionada ao doce foi positiva para o orçamento familiar: “Peguei muita encomenda. Fiz algumas parcerias, e o restante vendi na cidade. Estou satisfeita trabalhando com morango e só esperando a festa, contando as horas para chegar”. Saiba mais sobre o trabalho de Osmarina na rede social da confeiteira. Osmarina Oliveira Silva vai levar mousse, torta, bombom, coxinha, geladinho e o famoso morango do amor, entre outras delícia, para a Festa do Morango de Brasília Família Do licor aos doces, como o copo da felicidade, geleias e bombons, os produtos de Vanda são feitos com capricho e se destacam pelo sabor apurado. O trabalho reúne toda a família, que se divide nas etapas da bebida alcoólica e dos demais itens. “É uma maratona. Temos que correr para dar conta de tudo porque são muitas coisas para vender. São dois finais de semana, e precisamos ter produtos fresquinhos e de boa qualidade”, salienta. Como o foco são os derivados, a plantação de Vanda é pequena, em comparação às propriedades que buscam oferecer os frutos in natura. Os cuidados com os pés são diários, e os morangos são selecionados prezando pela qualidade do produto final. “Podemos colher morangos fresquinhos para fazer coisas bem bacanas. Tem muita coisa para fazer todo dia: tem que molhar direitinho, adubar, manter sempre limpo”, explica. Assim como o de Osmarina, o cardápio de Vanda também terá o morango do amor, pensado para agradar os clientes e incrementar o faturamento do estande. “Tudo que a gente leva, a gente vende. Não traz nada para casa, e agora, com esse morango do amor, queremos arrebentar”, diz. Para conhecer mais sobre o trabalho da Vanda, acesse a rede social dela. A produção para a Festa do Morango envolve toda a família de Vanda Maria Malheiros: "É uma maratona. Temos que correr para dar conta de tudo porque são muitas coisas para vender" Vitrine do campo brasiliense A Festa do Morango é organizada pela Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Emater-DF, da Administração Regional de Brazlândia e das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec). “Trata-se de um espaço privilegiado para a apresentação da gastronomia local, do artesanato, das manifestações culturais e do talento dos artistas da região. Nesse contexto, a atuação da administração regional é crucial para apoiar esses aspectos, garantindo que a diversidade e a autenticidade de Brazlândia sejam amplamente conhecidas e apreciadas pelo público”, ressalta a administradora da cidade, Luciana Ferreira. A Seagri disponibilizou maquinário, como um caminhão-pipa e tratores, para a manutenção do espaço da festa. O titular da pasta, Rafael Bueno, observa a importância do evento para o setor, uma vez que, segundo ele, o DF tem se destacado no cenário nacional como o terceiro maior produtor de morangos do Brasil. “Isso é fruto do trabalho árduo de nossos agricultores, especialmente em regiões como Brazlândia e Planaltina, onde o morango é uma importante fonte de renda para muitas famílias. A Festa do Morango celebra mais do que a fruta: ela valoriza o trabalho no campo, a dedicação das famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento do Distrito Federal”, complementa Bueno. Claudinei Machado, técnico extensionista da Emater-DF: "A festa é o local onde os produtores podem ganhar dinheiro e fazer uma reserva para os ciclos dos próximos anos" Programação A 29ª Festa do Morango de Brasília vai ocorrer nos dois primeiros finais de semana de setembro: de 5 a 7 (sexta-feira a domingo) e de 12 a 14 (sexta-feira a domingo). A estrutura será montada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, na BR-080, km 13. A entrada é gratuita, e os detalhes são divulgados na rede social do evento. O Espaço Morangolândia estará disponível nos seis dias de festa, com uma área exclusiva para comercialização da fruta e derivados. Serão mais de 40 estandes de agricultores assistidos pela Emater-DF, com funcionamento das 10h às 22h, nos finais de semana, e das 19h às 22h, às sextas-feiras. A Florabraz também estará aberta em todos os dias da programação, reunindo flores e plantas ornamentais cultivadas no Quadradinho, além de peças artesanais. [LEIA_TAMBEM]No dia 6, das 10h às 12h, ocorre o tradicional Concurso de Receitas com Morango, que valoriza a gastronomia local e a criatividade no uso do fruto. A competição reúne chefs, estudantes de gastronomia e representantes da comunidade, com avaliação técnica e voto popular. Os três melhores pratos serão premiados com apoio de parceiros da Emater-DF e da Administração Regional de Brazlândia. O Colha & Pague do Morango será em 6 e 13 de setembro, em propriedades previamente selecionadas. Os participantes poderão conhecer o cultivo e colher os frutos diretamente do pé. Serão organizadas duas turmas por dia, nos períodos matutino e vespertino, com 30 participantes cada. Outra atividade tradicional é a 35ª Exposição Agrícola, agendada para 12 e 13 de setembro, com participação de agricultores de Brazlândia e Ceilândia. O público poderá conferir uma mostra de cerca de 400 alimentos de hortifrutigranjeiros, com destaque para a qualidade e diversidade da produção local.
Ler mais...
Com fomento de R$ 3,9 milhões do GDF, 5ª Feira Nacional da Uva e do Vinho movimenta Planaltina até o dia 10
A uva e o vinho produzidos no Cerrado serão protagonistas, a partir desta sexta-feira (1º), de mais uma edição da Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília. O evento se estende até o dia 10 de agosto, no Parque de Exposições de Planaltina, e conta com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), que destinou R$ 3.948.416,15, por meio da Secretaria de Turismo, para viabilizar a programação cultural e fortalecer a cadeia produtiva da fruticultura local. Em sua quinta edição, a Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília promete reunir milhares de visitantes e produtores, que poderão aproveitar as atividades gratuitas tanto de dia quanto de noite, com shows de Eduardo Costa, Léo Santana, Leonardo, Os Paralamas do Sucesso, Cláudia Leitte e Dilsinho. Além de reunir diversos produtores, a Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília terá shows de grandes nomes, como Eduardo Costa, Léo Santana, Leonardo, Os Paralamas do Sucesso, Cláudia Leitte e Dilsinho | Foto: Divulgação A expectativa é reunir cerca de 400 expositores em diferentes espaços temáticos, como o Salão da Gastronomia, o Salão do Artesanato, o Salão do Empreendedorismo, a Vila do Doce, a Brinquedoteca e o tradicional Empório da Uva e do Vinho. A grande novidade deste ano é a Arena Lounge e Bar. “É uma feira muito atraente, que vai proporcionar à população de Planaltina e de todo o DF um ambiente familiar, com música, artistas da cidade e do cenário nacional. É um espaço preparado com muito carinho e respeito para oferecer segurança e conforto aos nossos convidados”, afirma o presidente da Associação Cresce-DF, Eduardo Campos. Na edição de 2023, o evento movimentou aproximadamente R$ 20 milhões. Este ano, a expectativa é que esse número seja ainda maior. “Com os estandes de gastronomia, empório, empreendedorismo, artesanato, flores e fazendinha, conseguimos movimentar a economia local e valorizar o trabalho das famílias produtoras do DF”, acrescenta Eduardo. "É fundamental valorizarmos os nossos produtores e criarmos espaços que mostrem essa diversidade de cultivos, que vai além do abastecimento: representa oportunidade de renda, fortalecimento da economia e experiências de turismo rural" Cleison Duval, presidente da Emater-DF Produção em alta Além da programação cultural, o evento é uma vitrine para a produção de uva e vinho do Distrito Federal, que vem crescendo ano após ano. Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) apontam que, em 2023, foram colhidas 858 toneladas da fruta em 94 hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 10,1 milhões. Já em 2024, o volume saltou para 1.377 toneladas em 121 hectares, com 60 produtores envolvidos – sendo 11 deles dedicados às uvas viníferas. O VBP superou os R$ 18 milhões. A variedade de mesa mais cultivada é a Niagara Rosada, mas cresce o interesse por tipos sem sementes, como a BRS Vitória. Já na produção de vinhos, destacam-se as uvas Syrah, Tempranillo, Barbera, Cabernet Franc, Marselan e Sangiovese. De acordo com o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a produção de uvas e vinhos tem avançado de forma significativa nos últimos anos, consolidando-se como uma atividade promissora para a agricultura local. "É fundamental valorizarmos os nossos produtores e criarmos espaços, como a Feira da Uva e do Vinho de Planaltina, que mostrem essa diversidade de cultivos, que vai além do abastecimento: representa oportunidade de renda, fortalecimento da economia e experiências de turismo rural. A Emater-DF reconhece o grande potencial do nosso território para a vitivinicultura e está ao lado dos produtores, desde a implantação das videiras até a comercialização dos produtos, oferecendo assistência técnica, acesso a tecnologias e orientação sobre crédito rural. Nosso compromisso é fortalecer o campo”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]A Secretaria de Turismo também reforça a importância do evento. “A Festa da Uva e do Vinho é uma celebração que valoriza a produção local, a cultura regional e a força do nosso enoturismo. É um evento que movimenta a economia, atrai visitantes de todo o DF e fomenta o sentimento de pertencimento da comunidade. Para a Secretaria de Turismo, apoiar e fortalecer iniciativas como essa é fundamental para diversificar a oferta turística de Brasília e promover o desenvolvimento sustentável das regiões administrativas”, destaca o secretário em exercício da pasta, Bernardo Antunes. Para garantir conforto e acessibilidade, o GDF promoveu diversos serviços de manutenção nos arredores do local onde será a festa. A Administração Regional de Planaltina, em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), a Novacap e outros órgãos integrantes do programa GDF Presente, aplicou seis quilômetros de capa asfáltica nos acessos ao palco e aos camarins. Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília → Local: Parque de Exposições de Planaltina (próximo à UnB Planaltina) → Data: 1º a 10 de agosto → Programação dos shows: • 1º/8 (sexta-feira) – Eduardo Costa • 2/8 (sábado) – Claudia Leitte • 3/8 (domingo) – Zezo Potiguar • 7/8 (quinta-feira) – Atração surpresa • 8/8 (sexta-feira) – Dilsinho • 9/8 (sábado) – Léo Santana • 10/8 (domingo) – Leonardo
Ler mais...
Dia da Agricultura Familiar: Distrito Federal tem cerca de 10 mil produtores
Desde 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) definiu a data de 25 de julho como o Dia Internacional da Agricultura Familiar. Responsáveis por levar alimentos saudáveis à mesa da população e impulsionar o desenvolvimento rural, cerca de 10 mil agricultores familiares atuam hoje no Distrito Federal. Para fortalecer esse setor essencial, a Emater-DF oferece apoio técnico desde 1978 — e só no último ano foram mais de 170 mil atendimentos realizados, entre orientações individualizadas, cursos, oficinas e palestras. Segundo o presidente da empresa, Cleison Duval, a atuação alia produção de alimentos com preservação ambiental, elevação do bem-estar social e desenvolvimento econômico. “Nosso trabalho envolve a atividade das famílias como um todo, desde as questões técnicas até a assistência em programas sociais”, adianta. De acordo com o Balanço Social da Emater-DF, para cada R$ 1 investido na empresa, R$ 7,98 voltam para a sociedade. “Isso se traduz em mais programas e projetos voltados para a inclusão social das famílias rurais, melhoria da qualidade de vida aos nossos produtores, qualidade do produto, geração de emprego e renda”, acrescenta Cleison, que é engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF desde 2007. Produção agroecológica Valdir de Oliveira produz sem insumos químicos para preservar o Cerrado | Fotos: Divulgação/Emater-DF O agricultor Valdir Manoel de Oliveira está fixado desde 2003 no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. Nascido em Ceres (GO), ele veio morar no Distrito Federal ainda criança e conta que passou toda a vida na roça. “Sou filho e neto de produtores rurais, todos os meus 63 anos foram na lavoura”, orgulha-se. Proprietário do Sítio Vida Verde, Valdir trabalha com hortaliças e frutas em produção orgânica, ou seja, livre de agrotóxicos e insumos químicos. “Desde a década de 1990, sou atendido pela Emater-DF, que me faz visitas quase semanais, por meio do escritório na Ceilândia”, relata. Com apenas um funcionário e o irmão, ele planta banana, mamão, repolho, couve, brócolis, tomate, inhame, cebola e até açaí — por meio da Rota das Frutas. Para Valdir, a agricultura familiar garante o tripé social – ambiental – econômico, que baseia o trabalho da Emater-DF. “Aqui no sítio, eu gero meu próprio adubo, planejo instalar energia fotovoltaica e um sistema biodigestor, para continuar produzindo alimentos limpos e saudáveis e preservar ainda mais o Cerrado”, vislumbra. Floricultura familiar Natural do Garrafão, distrito de Santa Maria de Jetibá (ES), Lucimar Freiman chegou a Brasília há pouco mais de 30 anos. No estado natal, sua família trabalhava com produção de hortaliças, mas graças à influência do marido, começou o cultivo de flores e plantas ornamentais. “Como eu já gostava de plantas, foi fácil me adaptar às flores”, relata Dona Lu, como prefere ser chamada. Na chácara Dona Lu Suculentas, de 1,5 ha na Colônia Agrícola Rajadinha (região administrativa de Planaltina), ela cultiva dezenas de variedades de suculentas e plantas como colar de golfinho, jasmim, azaleia, palmeiras, orquídeas e até murta, uma espécie de cerca-viva. “Comecei utilizando o espaço da varanda, hoje tenho três estufas”, comemora. “O apoio da Emater foi fundamental pra que eu pudesse me fixar na atividade", afirma Lucimar Freiman Além do prazer de trabalhar com as plantas, Dona Lu conta que tem feito amizades nos diversos contatos que realiza durante as feiras e demais eventos da Emater-DF. “A empresa tem me ajudado com dicas e orientações, de forma que pude direcionar meu trabalho para suculentas, que são menores e mais fáceis de comercializar do que as palmeiras, por exemplo”, relembra a agricultora. Hoje, Dona Lu realiza oficinas na sua chácara, além de vender no atacado e varejo para lojas de paisagismo, feiras e até encomendas personalizadas para casamentos. “O apoio da Emater foi fundamental pra que eu pudesse me fixar na atividade. Me orgulho de poder levar conforto e beleza à casa dos clientes”, conclui, reforçando a importância da agricultura familiar em várias cadeias produtivas. Critérios [LEIA_TAMBEM]A lei 11.326/2006 define quem faz parte desse grupo no Brasil. De acordo com o texto, a propriedade não deve ser superior a quatro módulos fiscais — no Distrito Federal, equivalente a 5 hectares; a atividade tem que utilizar, predominantemente, mão de obra da família; e a renda familiar deve ser oriunda principalmente da atividade rural, dentre outros critérios. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 10 milhões de pessoas na agricultura familiar, ou seja, 67% dos agricultores, pecuaristas, empreendedores e trabalhadores rurais. No total, são 80,9 milhões de hectares. No Distrito Federal, a Emater-DF atende a 9.818 produtores familiares que movimentaram, em 2024, R$1,078 bilhão. Morango, tomate, alface, pimentão e avicultura — ovos e carne — estão entre as principais atividades das famílias rurais do DF. Ainda no ano passado, dos mais de 170 mil atendimentos, cerca de 100 mil foram voltados a produtores familiares em todos os núcleos rurais e colônias agrícolas da capital federal. Incentivos públicos Nos últimos anos, os governos federal e distrital têm implantado políticas de compras governamentais para fortalecer a agricultura familiar. Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) (link da lei), além do PAPA-DF (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura), beneficiam tanto produtores locais quanto pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por meio dessas iniciativas, o GDF compra alimentos da produção familiar e os repassa a escolas (com o PNAE), instituições socioassistenciais cadastradas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no PAA, e órgãos públicos, no caso do PAPA-DF. Em 2024, as compras institucionais beneficiaram 1884 produtores — envolvendo 17 organizações, entre associações e cooperativas — e pouco mais de um milhão de pessoas, entre estudantes e cidadãos em situação vulnerável, além de instituições públicas. Foram mais de R$ 44 milhões investidos. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
I Encontro da Cafeicultura celebra crescimento do setor e homenageia pioneiros na AgroBrasília
Mais de 70 produtores, técnicos, estudantes, pesquisadores e autoridades participaram neste sábado (24) do I Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e RIDE, realizado durante a AgroBrasília 2025, no auditório Buriti, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, PAD-DF. O evento, promovido pela Emater-DF em parceria com a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural) e com apoio da AgroBrasília, celebrou o crescimento da cafeicultura na região, apresentou novas perspectivas para o setor e homenageou produtores pioneiros. Em 2024, a cafeicultura movimentou quase R$ 23 milhões no DF, com 138 produtores cultivando cerca de 470 hectares e uma produção anual superior a 900 toneladas. Em 2024, a cafeicultura movimentou quase R$ 23 milhões no DF | Foto: Divulgação/Emater-DF Na abertura do evento, o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou que o café trilha o mesmo caminho de sucesso de outras culturas já consolidadas na região. “O Distrito Federal tem se destacado com produtos de qualidade e alto valor agregado. Queremos que o café siga esse mesmo caminho, focando na produção de cafés especiais e valorizando quem produz”, afirmou. “O café pode se tornar mais uma marca forte do DF, levando qualidade e orgulho para quem planta e para quem consome.” O secretário-executivo da Secretaria de Agricultura (Seagri), Pedro Paulo, falou sobre a criação da Câmara Setorial dos Produtores de Café do DF, iniciativa que visa organizar o setor, articular políticas públicas e ampliar mercados. “Aqueles que se arriscaram estão hoje colhendo bons frutos: produzindo e exportando café de excelente qualidade. O café é uma cultura estratégica: fácil de plantar, viável em pequenas áreas e com grande potencial para transformar a vida das famílias. Com apoio da senadora Damares, conseguimos recursos para mapear a realidade da cafeicultura no DF e RIDE, capacitar técnicos e produtores e implantar unidades com os melhores materiais genéticos. Nosso objetivo é levar tecnologia de ponta ao produtor e caminhar juntos — pesquisa, técnicos e agricultores — para o sucesso da cafeicultura no Brasil Central”, destacou Antônio Fernando Guerra, da Embrapa Café. A presidente da Elo Rural, Lívia Tèobalddo, falou sobre o avanço da associação. “A Elo nasceu de um atrevimento que está dando certo. Começamos com dez associados e hoje somos 39. Estamos expandindo do Lago Oeste para todo o DF, RIDE e até outros estados como Minas Gerais e Tocantins. Muitos que moram aqui e produzem fora querem ajudar o DF a se destacar na cafeicultura mundial”, afirmou. Durante o I Encontro de Cafeicultura do Distrito Federal, produtores que são referência no desenvolvimento da cafeicultura local foram homenageados: Márcio Jório (in memoriam), pioneiro no cultivo orgânico e artesanal com o Café Serrazul, no Lago Oeste; Carlos Coutinho, do Café Minelis, cuja trajetória familiar levou o sabor do Cerrado para diversos países; Cristiane Zancanaro Simões, que, à frente da Famiglia Zancanaro, consolidou a tradição e a excelência no Cerrado Goiano; Leomar e Núcia Cenci, do Café Grão Nativo, exemplo de inovação e qualidade no DF; e Pedro Jardim, do Jardins Café, referência na produção de café orgânico e no fortalecimento da cadeia produtiva local. O técnico da Emater-DF, Bruno Caetano, destacou o papel fundamental da extensão rural. “Estamos ajudando os produtores a melhorar a qualidade do café, aumentar a produção e garantir mais renda, sempre com respeito ao meio ambiente e às características da nossa região”, frisou. Na programação técnica, o especialista Abraão Carlos Verdin, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), apresentou palestra sobre poda programada, reforçando que o sucesso da produção depende de muitos fatores. “Se você não preparar bem o solo, não escolher a variedade certa, não nutrir e não realizar o manejo fitossanitário adequado, não terá café de qualidade. O sucesso é como uma pizza: cada pedaço é essencial — espaçamento, variedade, nutrição, poda… Tudo influencia o resultado”, explicou. O engenheiro agrônomo e consultor Maycon Klinton, de Unaí (MG), valorizou a iniciativa. “Esse primeiro encontro foi fundamental para valorizar o setor — produtores, indústria, consumidores e órgãos públicos. Toda essa cadeia tem feito um trabalho espetacular, que agora começa a ser mais divulgado, mostrando que nossa região produz cafés de excelência”, destacou. Segundo ele, o evento também revelou o potencial de crescimento do setor, com foco na qualidade e na sustentabilidade. “Que venha o próximo, acredito que será ainda maior. Quem sabe possamos programar dois dias focados no café na próxima AgroBrasília, com experimentos conduzidos no próprio campo experimental da CoopADF”, completou. Para a extensionista rural Adriana Nascimento, uma das organizadoras pela Emater-DF, o I Encontro da Cafeicultura superou todas as expectativas. “O objetivo foi cumprido: agregar os elos da cadeia produtiva do café — não só produtores, mas também pesquisadores, professores e nós, profissionais da extensão rural. Foi um evento importante, um marco para impulsionar ainda mais a cafeicultura no DF”, avaliou. Adriana ainda destacou: “É difícil reunir tantas pessoas com os mesmos objetivos de troca de conhecimento e experiências. A cadeia ainda está em desenvolvimento, mas já demonstra enorme potencial. Estou muito feliz com o evento e com o papel pioneiro da Emater-DF na discussão e fortalecimento da cafeicultura”, finalizou. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
AgroBrasília 2025 recebe o 1º Encontro da Cafeicultura do DF e Ride
A edição de 2025 da AgroBrasília, que será realizada de 20 a 24 de maio, com o tema “Agro, Oportunidade para Todos”, sediará o I Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento (Ride-DF). A cafeicultura tem se consolidado como uma atividade promissora no DF, apresentando crescimento contínuo e grande potencial de mercado. As inscrições para participar já estão abertas e vão até o dia 21 de maio, por meio deste link. De acordo com dados da Emater-DF (2024), a cultura já ocupa uma área de 466,96 hectares, com produção anual estimada em 966,66 toneladas, envolvendo 138 produtores. O evento, promovido pela Emater-DF em parceria com a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural) e com o apoio da organização da AgroBrasília, será realizado no auditório anexo do Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. A cafeicultura tem se consolidado como uma atividade promissora no DF, apresentando crescimento contínuo e grande potencial de mercado | Foto: Divulgação/Emater-DF O objetivo do encontro é valorizar os produtores já estabelecidos, apresentar oportunidades de mercado, difundir boas práticas e atrair novos agricultores para essa cadeia produtiva em expansão. A programação conta com a participação de representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Emater-DF e de empreendedores locais como Krilltech, Café Grão Nativo e Café Minelis. “Realizar esse encontro durante a AgroBrasília é um passo estratégico para impulsionar uma cadeia produtiva que já se destaca pela excelência, com cafés especiais premiados e reconhecidos nacionalmente. Nosso objetivo é estimular novos produtores, promover o uso de tecnologias e boas práticas, e consolidar o Distrito Federal como uma referência na cafeicultura de qualidade”, destaca Cleison Duval, presidente da Emater-DF. Segundo ele, a iniciativa é fruto da parceria com a Elo Rural, primeira associação de cafeicultores do DF, e conta com o apoio integral da AgroBrasília, que se consolida a cada edição como o principal palco de inovação, empreendedorismo e desenvolvimento do agro na região. "O Encontro de Cafeicultura do DF e da RIDE consolida a união entre a pesquisa, a extensão e a sociedade civil organizada. Não temos dúvidas de que o Planalto Central reúne condições ideais de clima e solo para a produção de cafés de alta qualidade, capazes de posicionar o Distrito Federal no mapa mundial dos cafés especiais”, destacou Lívia Tèobalddo, presidente da Elo Rural. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Novos veículos reforçam atendimento da Emater-DF no campo
Governo do Distrito Federal · NOVOS VEÍCULOS REFORÇAM ATENDIMENTO DA EMATER-DF NO CAMPO A Emater-DF recebeu cinco novos veículos adquiridos com recursos de convênio firmado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A iniciativa tem como objetivo apoiar o trabalho das entidades ligadas à Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer), além de reforçar o atendimento à agricultura familiar e ampliar o acesso dos produtores a serviços de assistência técnica e extensão rural. A renovação da frota com veículos mais adaptados às áreas rurais amplia o acesso dos produtores a serviços de assistência técnica | Foto: Divulgação/Emater-DF A entrega dos veículos foi realizada nesta sexta-feira (9) e contemplou os escritórios da Emater-DF no Paranoá, Planaltina, Alexandre de Gusmão, Gama e Ceilândia. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Marenilson Batista, destacou que o serviço oficial de extensão rural é fundamental para garantir o acesso dos agricultores a políticas públicas, tecnologias, iniciativas de fomento e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da produção de alimentos. [LEIA_TAMBEM]O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, agradeceu o apoio e informou que a empresa receberá, ainda neste ano, sete novos veículos, também com recursos do MDA: “Esse investimento nos dá fôlego e ajuda na renovação da frota com veículos mais adaptados às áreas rurais. Também vamos adquirir 40 computadores e 42 notebooks, como parte da preparação para receber os novos concursados”. Diretora-executiva da Asbraer, Mariana Matias ressaltou a importância do apoio do governo federal às entidades associadas. “Sabemos das dificuldades enfrentadas pelas associadas da Asbraer e estamos satisfeitos com os avanços que nossa articulação tem proporcionado, com melhorias na infraestrutura e nas condições de trabalho dos extensionistas rurais”, afirmou. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Governo do DF amplia apoio a produtores rurais de baixa renda com transporte gratuito de insumos agropecuários
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), publicou na última quarta-feira (16) a Portaria nº 131/2025, que estabelece novas regras para o transporte gratuito de insumos agropecuários aos produtores rurais do DF. A iniciativa tem como objetivo estimular a produção local, promover o desenvolvimento rural e garantir a inclusão socioprodutiva dos agricultores familiares. O transporte será realizado de forma gratuita pela própria Seagri-DF e contemplará insumos como adubos, sementes, mudas, calcário, pó de rocha e bioinsumos. A medida deve beneficiar milhares de famílias no campo, reduzindo custos de produção e aumentando a competitividade da agricultura familiar no DF. Além disso, reforça políticas públicas como o programa Produzir, criado pela lei nº 5.288/2013, que busca fomentar a produção agrícola sustentável no Distrito Federal. O transporte será realizado de forma gratuita pela própria Seagri-DF e contemplará insumos como adubos, sementes, mudas, calcário, pó de rocha e bioinsumos | Foto: Divulgação/Seagri-DF De acordo com o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, a portaria representa mais um passo do Governo do Distrito Federal no fortalecimento da agricultura familiar: “Ao garantir o transporte gratuito de insumos, reduzimos os entraves logísticos que, muitas vezes, impedem os produtores de baixa renda de acessar recursos essenciais para o cultivo e a criação. Com isso, esses produtores poderão aumentar sua produtividade e gerar mais renda no campo. Estamos organizando esse processo de forma criteriosa, transparente e técnica, para garantir que o benefício chegue, de fato, a quem mais precisa”. A Emater-DF será responsável por instruir os processos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e enviar à Seagri-DF, que aprovará ou não as solicitações. O atendimento depende da capacidade operacional da Secretaria e o registro terá validade de até um ano. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, explicou que o programa de fomento tem como objetivo apoiar famílias de produtores rurais em situação de vulnerabilidade social e de baixa renda, facilitando o início da produção. Segundo ele, muitas dessas famílias enfrentam dificuldades no transporte de insumos, e a Emater-DF não consegue realizar as entregas diretamente. “Por isso, essa parceria surgiu para melhorar o acesso. E essa portaria normatiza esse processo, estabelecendo critérios para atender essas famílias em suas atividades produtivas”, afirmou. Quem pode participar Segundo a portaria, terão direito ao benefício agricultores familiares e beneficiários da reforma agrária devidamente cadastrados no Cadastro Único (CADÚnico), com renda familiar de até três salários mínimos e assistência técnica da Emater-DF. Também podem participar associações e cooperativas que representem esses públicos, desde que possuam documentação atualizada como a DAP ou o CAF. O atendimento será feito por ordem de prioridade, com destaque para Assentados do Prat e do Incra, Produtores vinculados a programas como o Pnae, PAA e Papa e Famílias com menor faixa de renda. O transporte será disponibilizado após abertura de edital de inscrição, que poderá ser publicado semestralmente. Os produtores interessados devem se dirigir ao escritório local da Emater-DFcom a documentação exigida, como o NIS, folha resumo do CADÚnico e comprovantes de aptidão. O benefício terá validade de um ano, podendo ser renovado conforme edital. Além dos beneficiários individuais, instituições de ensino, pesquisa e órgãos públicos também terão a possibilidade de solicitar o transporte de insumos, desde que encaminhem a solicitação diretamente à Seagri-DF. A secretaria reforça que os materiais fornecidos devem ser utilizados exclusivamente nas propriedades rurais beneficiadas. Em caso de desvio ou comercialização irregular dos insumos, o produtor poderá enfrentar severas penalidades, que incluem a suspensão do benefício por até cinco anos e a imposição de sanções. *Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF)
Ler mais...
Ações do GDF garantem pescado seguro e de qualidade para população
Protagonista dos almoços da Semana Santa em centenas de residências brasilienses, o pescado produzido no Distrito Federal passa por uma rigorosa fiscalização antes de chegar à mesa dos consumidores. As ações são intensificadas neste período do ano, devido ao aumento da demanda, e incluem desde projetos de acompanhamento técnico para desenvolvimento sustentável ao fornecimento de alevinos para produtores, passando pela vigilância sobre os critérios de qualidade. Os pescados produzidos no DF passam por uma rigorosa fiscalização antes de chegar à mesa dos consumidores; ações incluem acompanhamento técnico e vigilância | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília O apoio técnico é promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) com o Programa de Aquicultura. “O objetivo é desenvolver a produção de peixes no DF, oferecendo uma nova possibilidade de atividade nas propriedades rurais. Atuamos desde a regularização legal até a comercialização do pescado, passando pela capacitação dos produtores e assistência técnica especializada”, afirma o responsável pela iniciativa, Adalmyr Borges. Segundo o Informativo da Produção Agropecuária da Emater-DF, atualmente, o Quadradinho conta com 919 piscicultores ativos com uma produção anual de 2.039 toneladas de peixes. “O nosso trabalho é ajudar o produtor a desenvolver uma nova atividade na propriedade, com segurança e viabilidade econômica. Atuamos desde a regularização ambiental e outorga do uso da água até a capacitação em boas práticas de produção e comercialização do pescado”, explica Borges. Durante as fiscalizações, são avaliados diversos aspectos, como as condições higiênico-sanitárias dos locais de produção, o cumprimento das boas práticas de fabricação Dois projetos compõem o Programa de Aquicultura. O Aqua+ visa o uso racional dos recursos hídricos por meio da adoção de tecnologias que aumentam a produtividade. Com as técnicas aplicadas, é possível produzir de 15 a 30 vezes mais peixes com a mesma quantidade de água. Já o ProAqua foca no acompanhamento técnico intensivo, com visitas mensais às propriedades para orientar os produtores sobre boas práticas de manejo, sanidade, qualidade da água e gestão financeira da atividade aquícola. Interessados em participar devem procurar um dos escritórios locais da Emater-DF para que sejam avaliadas as condições da propriedade e, se for o caso, iniciado o acompanhamento. Além do suporte no campo, a Emater-DF mantém uma unidade demonstrativa de produção intensiva de peixes, disponível em sua sede. O espaço é utilizado para apresentar novas tecnologias aos produtores, como o sistema de recirculação de água, biofloco, integração com produção vegetal, uso de energia fotovoltaica e sensores inteligentes para o controle da qualidade da água. De acordo com a Emater-DF, o Distrito Federal conta com 919 piscicultores ativos, com uma produção anual de 2.039 toneladas de peixes Cardápio especial O período da Semana Santa, quando o consumo de peixe se intensifica, é o momento mais aguardado pelos piscicultores. “É quando ocorre a maior concentração de vendas do ano. A procura cresce, os preços são melhores e isso tem animado os produtores a expandirem suas áreas e apostarem ainda mais na atividade”, reforça Adalmyr Borges. Para que os almoços sejam especiais e seguros, a aposentada Tânia Maria Farias, 64 anos, fica de olho nas condições dos frutos do mar. “Estou acostumada a comer corvina, pescada-amarela, geralmente peixes com escama. Tem que estar fresco, não pode estar inchado nem com o olho esbranquiçado. Se estiver ruim, peço para trocar”, diz ela, que há décadas escolhe a Feira do Guará para adquirir os alimentos. A aposentada Tânia Maria Farias dá dicas de como escolher o pescado: “Tem que estar fresco, não pode estar inchado nem com o olho esbranquiçado” O lugar também foi escolhido pelo empresário Cleuber Sousa, 43, para as compras do feriado de Páscoa. “Tem peixarias que a gente confia mais por saber que são certinhas. Reparo sempre se o peixe está fresco, o cheiro, a cor – não pode estar escuro –, esse tipo de coisa”, conta ele, que elogiou a atuação do GDF. “A fiscalização é muito importante para a nossa saúde, para evitar contaminações, intoxicações alimentares. O benefício para o consumidor é enorme, porque está protegendo a saúde dele”. As celebrações da Semana Santa são destaque na demanda comercial por frutos do mar. “O fluxo de pessoas aumenta muito, principalmente na véspera da Sexta-feira Santa, e a maior procura é por peixes para fazer assado e cozido”, comenta o gerente de uma peixaria na Feira do Guará, Leandro Braga, 39. O estabelecimento comercializa espécies produzidas no Quadradinho, como pintado, tambaqui e tilápia: “Compramos com vários produtores. Tem uma fiscalização bem rígida que é para manter a qualidade mesmo”. O empresário Cleuber Sousa elogia a atuação do GDF no controle dos pescados produzidos no Distrito Federal: “A fiscalização é muito importante para a nossa saúde, para evitar contaminações, intoxicações alimentares” Certificação A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) desempenha papel estratégico no fortalecimento da piscicultura local. A Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova) mantém uma série de normas e procedimentos rigorosos na fiscalização dos produtores, e exige o registro no Serviço de Inspeção Distrital (CID) para a comercialização. Segundo a gerente de Inspeção da Seagri-DF, Cristiane Cursi, apenas produtos devidamente inspecionados e identificados com o selo redondo do CID podem ser comercializados. “As agroindústrias passam por inspeções regulares feitas por equipes multiprofissionais, com predominância de médicos veterinários. O foco é garantir a identidade, qualidade e segurança dos pescados”, explica. Durante as fiscalizações, são avaliados diversos aspectos, como as condições higiênico-sanitárias dos locais de produção, o cumprimento das boas práticas de fabricação e a conformidade dos rótulos com o conteúdo das embalagens. Exames laboratoriais, inclusive para verificação da espécie declarada, ajudam a evitar fraudes econômicas – como a venda de uma espécie mais barata como se fosse outra de maior valor. A inspeção também busca prevenir riscos à saúde pública, como infecções alimentares, intoxicações e reações alérgicas. “Analisamos desde a higiene dos colaboradores até a temperatura de conservação do pescado, além de realizar exames microbiológicos, físico-químicos e visuais, como a detecção de parasitas”, acrescenta Cursi. No caso de irregularidades, a legislação distrital prevê diferentes níveis de punição, que vão desde advertências até a interdição de estabelecimentos. “As sanções variam de acordo com a gravidade da infração e o risco à saúde pública. No entanto, sempre que possível, priorizamos a orientação e a educação sanitária dos produtores”, destaca a gerente. O Programa de Aquicultura da Emater-DF oferece qualificação para o uso racional dos recursos hídricos e acompanhamento técnico intensivo, com visitas mensais às propriedades Além disso, o produtor não pode vender os pescados diretamente às peixarias: todo peixe deve passar por um entreposto de pescado devidamente registrado nos órgãos de fiscalização, como a Dipova ou o Serviço de Inspeção Federal (SIF). A medida garante rastreabilidade, a qualidade sanitária e o cumprimento das exigências legais. De acordo com a gerente, todo esse trabalho tem como resultado direto a entrega de um alimento seguro e de qualidade para o consumidor. “Você vai ter um alimento que foi produzido – desde o campo até a mesa do consumidor – dentro dos padrões higiênicos e sanitários. É um alimento que não representa risco, que não vai causar infecção, intoxicação ou transmitir zoonoses. Além disso, trabalhamos também com a perspectiva da defesa do consumidor, garantindo que ele não seja prejudicado em nenhum aspecto”, ressalta. Outro esforço da Seagri-DF no ramo da piscicultura é o fornecimento de alevinos (filhotes de peixes) desenvolvidos pela Granja Modelo do Ipê aos cidadãos. Em 2024, foram comercializados 195.700 alevinos para 68 piscicultores. Até março de 2025, mais 73.530 foram repassados a 28 produtores.
Ler mais...
Florabraz marca presença na Feira da Goiaba com flores e plantas ornamentais até domingo (13)
Termina neste domingo (13) a Feira de Floricultura e Jardinagem de Brazlândia (Florabraz). O evento é uma vitrine do trabalho dos produtores de flores e plantas ornamentais do Distrito Federal e acontece junto com a 10ª Feira da Goiaba, que ocorre de 4 a 6 e de 11 a 13 de abril. A Florabraz apresenta mais de 30 expositores de flores, suculentas e árvores frutíferas, além de opções de paisagismo, tudo produzido nas áreas rurais da região. No mesmo galpão da Florabraz, também é possível encontrar muito artesanato. A Florabraz integra a programação da Feira da Goiaba e também da Feira do Morango, que ocorre entre agosto e setembro | Foto: Divulgação/Emater-DF Para o gerente do escritório da Emater-DF no Núcleo Rural Alexandre de Gusmão, Sérgio Rufino Maciel, a feira é uma oportunidade: “A Florabraz tem melhorado a cada edição, sendo uma oportunidade de geração de renda, valorização da produção local e contato direto entre agricultores e consumidores”. Realizada duas vezes ao ano, a Florabraz integra a programação da Feira da Goiaba e também da Feira do Morango, que ocorre entre agosto e setembro. Em ambas as edições, o público encontra variedade de orquídeas, bromélias, cactos, suculentas e mudas de hortaliças e frutíferas, além de opções em paisagismo para embelezar jardins e ambientes internos. “A vantagem de comprar plantas produzidas localmente é que, em geral, elas têm melhor adaptabilidade e durabilidade, além de valorizar a produção da nossa região e ainda fortalecer a comercialização tanto para os produtores quanto para os compradores”, afirma Maciel. Feira de Floricultura e Jardinagem de Brazlândia (Florabraz) • Local: Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão, na Feira da Goiaba • Data: 11 a 13 de abril • Entrada gratuita *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Filhos Deste Solo: Emater-DF abre inscrições para curso sobre empreendedorismo rural
Estão abertas as inscrições para o curso Introdução ao Plano de Negócios, promovido pela Emater-DF dentro do Programa de Sucessão e Empreendedorismo Rural Filhos Deste Solo. A capacitação será realizada entre os dias 22 e 25 de abril, no Auditório Central do Instituto Federal de Brasília (IFB), campus Planaltina. São oferecidas 60 vagas para jovens de 16 a 29 anos que tenham vínculo com a área rural do Distrito Federal. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de abril, por meio de formulário online. No curso, os participantes aprenderão a identificar oportunidades de negócio no meio rural e terão contato com temas práticos, como pesquisa de preços, precificação de produtos e serviços e aspectos legais de um empreendimento | Foto: Divulgação/Emater-DF O curso tem como principal objetivo estimular a sucessão familiar rural, oferecendo aos jovens conteúdos voltados ao empreendedorismo e à gestão de negócios. A proposta é que os participantes adquiram ferramentas para desenvolver atividades econômicas sustentáveis e bem-sucedidas no meio rural, sem precisarem deixar o campo. Segundo Adriana Dutra, assessora da presidência da Emater-DF, nesta primeira etapa as atividades e oficinas têm um foco mais teórico. “Para os jovens que desejarem iniciar ou aprimorar seus negócios, oferecemos um acompanhamento mais individualizado, que ocorre em uma segunda etapa do programa”, afirma. “A gente entende que se o jovem rural tem orientação e acompanhamento, ele consegue suprir suas próprias necessidades, se sentir valorizado e trazer até mesmo soluções para a comunidade em que vive”. Ao longo da capacitação, os participantes aprenderão a identificar oportunidades de negócio no meio rural e terão contato com temas práticos, como pesquisa de preços, precificação de produtos e serviços, aspectos legais de um empreendimento e outros princípios fundamentais da gestão. “O que não falta aos jovens são boas ideias, mas muitas vezes eles não sabem como colocá-las em prática. E o objetivo do curso é exatamente esse: organizar esse pensamento de forma que ele consiga se tornar um jovem produtivo”, afirma. Podem participar jovens com idade entre 16 e 29 anos que tenham alguma ligação com o meio rural — sejam proprietários, agricultores, filhos de agricultores ou funcionários de empresas ou propriedades rurais. Programa Filhos Deste Solo | Curso Introdução ao Plano de Negócios · Data: 22 a 25 de abril, das 13h30 às 16h15 · Local: Auditório Central do IFB, campus Planaltina · Público-alvo: Jovens de 16 a 29 anos com vínculo com o meio rural · Vagas: 60 · Inscrições: Até 17 de abril, por meio de formulário online *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Oficinas preparam produtores do DF para a 10ª edição da Feira da Goiaba
A tradicional Feira da Goiaba, em Brazlândia, já tem data marcada. Nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de abril, às margens da BR-080, produtores de uma das frutas mais produzidas do Distrito Federal se reúnem para apresentar à população receitas temáticas. Antes mesmo da abertura oficial dos trabalhos, os agricultores já começaram a se preparar para as festividades. A goiaba é uma das frutas mais produzidas no Distrito Federal | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), os agricultores participaram, na última sexta-feira (21), de duas oficinas voltadas para o controle de pragas, como parte da programação técnica da feira. A iniciativa reuniu aproximadamente 50 produtores da região no Incra 6, em Brazlândia, que aprenderam sobre técnicas sustentáveis para fortalecer a produtividade das lavouras. A Oficina de Produção de Caldas Alternativas ensinou a fabricar e aplicar as caldas bordalesa e sulfocálcica, utilizadas no controle de pragas e doenças sem o uso de agrotóxicos. Já a Oficina de Regulagem de Pulverizadores Adaptados destacou o uso correto dos equipamentos e a importância da proteção individual na aplicação dos insumos. O produtor Marco Kazuto, de 44 anos, destaca que as oficinas são uma oportunidade de troca de experiência e aprendizado: “Essas capacitações são muito produtivas. A gente sempre aprende algo novo e também pode compartilhar algo que a gente sabe”. O extensionista da Emater-DF, Claudinei Vieira, ressaltou a importância de levar informações inovadoras aos produtores. “Tudo o que tem de novidade no cultivo da goiaba, a gente traz para o campo. Acompanhamos as ações e o resultado disso é fantástico. Temos avançado em tecnologia e volume de produção”, afirmou. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) “Essas capacitações são muito produtivas. A gente sempre aprende algo novo”, afirma o produtor Marco Kazuto Agricultura em expansão Em 2024, o DF registrou 434 hectares de cultivo de goiaba, com uma produção estimada de 7.060 toneladas. A atividade envolve 176 agricultores cadastrados, sendo que 96% desse total está em Brazlândia. A expansão da fruticultura na região tem sido uma tendência, conforme explica o produtor Fernando Masahiro Yokoyama, 60 anos. “A gente plantava beterraba e cenoura, mas com o tempo a produtividade foi caindo. Optamos pela goiaba porque a venda é boa. Quando chega essa época da feira, os preços melhoram, e isso nos empolga”, conta.
Ler mais...
Queijaria do Lago Oeste recebe certificado de registro
A Queijaria Rancharia recebeu o certificado de registro sanitário da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (Dipova), da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF). Com o suporte da Emater-DF em diversas etapas do processo de produção e regularização, a agroindústria já pode comercializar seus produtos fora da propriedade. A especialidade da queijaria é a fabricação de queijos com leite A2A2, produzidos a partir de leite de vacas que possuem uma variante genética específica na produção de proteínas, particularmente a beta-caseína A2. O que torna esses queijos diferenciados é a melhor facilidade de digestão para aqueles com sensibilidade à proteína A1 do leite. O registro foi concedido no último mês, durante uma das reuniões com representantes do GDF e produtores de queijo para discutir demandas do setor. O que torna esses queijos diferenciados é a melhor facilidade de digestão para aqueles com sensibilidade à proteína A1 do leite | Foto: Arquivo pessoal O produtor Maurício Bittencourt conta que desde 1984 a família aposta na seleção genética do rebanho. Inicialmente, os queijos produzidos eram apenas para consumo da família e amigos, mas, em 2018, os familiares pensaram em se especializar e passaram a participar de treinamentos, a estudar a legislação e a comprar alguns equipamentos para fabricação de queijos. Maurício acredita que o incentivo e a persistência da Emater-DF foram importantes para a criação da queijaria. “Eu teria desistido se não fosse a insistência e persistência dos técnicos da Emater-DF. Os zootecnistas Isabella Belo e Frederico Neves, por exemplo, foram essenciais para não desistir da atividade. Contribuíram para eu conseguir a elaboração da planta da agroindústria, para acessar recursos para construção da estrutura da queijaria, além dos profissionais da área de agroindústria, como o Fábio, que auxiliaram a cumprir as exigências da Secretaria de Agricultura para o registro”, diz Maurício. Desde 2022, a Emater-DF conta com uma equipe especializada em agroindústria, formada por uma equipe multidisciplinar. Trabalhos como orientação para o registro, adequação de equipamentos e estruturas necessárias para agroindústria, elaboração de plantas-baixas e de rótulos nutricionais para os produtos, bem como a elaboração de um manual de boas práticas e a capacitação de mão de obra, são algumas das muitas atividades da equipe. Desde 2022, a Emater-DF conta com uma equipe especializada em agroindústria, formada por uma equipe multidisciplinar | Foto: Divulgação/Emater-DF Segundo o extensionista Paulo Alvares, o conhecimento da equipe em relação à legislação e trâmites foi importante para o andamento do processo: “A Emater-DF auxiliou na elaboração da planta-baixa da agroindústria, na juntada dos documentos necessários e no lançamento no sistema para o registro. O conhecimento da legislação e trabalho conjunto com a Dipova também foram importantes”. Políticas públicas de incentivo Entre as ações do governo para incentivo à cadeia produtiva do leite e queijo está a publicação da portaria nº 196, da Secretaria de Agricultura, que estabelece normas suplementares para o registro provisório de fábricas de laticínios, em especial queijarias artesanais. Segundo o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, “essa iniciativa é fundamental como forma de apoio às pequenas agroindústrias que querem agregar valor ao leite, um produto tão importante na alimentação humana e gerador de tantos empregos e tanta riqueza na área rural”. Para ele, a portaria, aliada a uma ação conjunta com a Emater-DF, oferece suporte para que o produtor se regularize. “É um caminho certo para colocar rapidamente o produtor em situação regular, garantindo também ao consumidor alimentos com segurança, qualidade e em conformidade com a legislação”, diz. “Essa iniciativa, somada a outras implementadas, reforça o trabalho de promover o desenvolvimento socioeconômico da região”, reforça o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “Acredito que o trabalho da comissão estabelecida pelo GDF para estudos e definição de ações de fomento, apoio e incentivo à cadeia produtiva do queijo também fortalecerá o segmento.” Atualmente, existem aproximadamente 190 produtores de queijo no DF, entre agroindústrias formais e informais. O Valor Bruto de Produção da cadeia movimentou R$39,9 milhões em 2023. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Governo inicia distribuição de kits de sementes a agricultores familiares do DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, nesta sexta-feira (10), a distribuição dos kits de sementes distribuídos pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) a famílias de agricultores assentados. A entrega faz parte da primeira chamada pública do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA – Sementes) e contou com a presença da governadora em exercício Celina Leão. Na ocasião, a chefe do Executivo ressaltou que a ação busca fortalecer a produção agrícola sustentável, além de contribuir para a segurança alimentar dessas famílias. “A produção agrícola familiar é essencial para preservar o cinturão verde do Distrito Federal. São os homens e mulheres do campo que estão preservando essas áreas”, disse. A entrega dos kits de sementes ocorre em um momento estratégico para a produção rural no DF: o início da segunda safra. O período ocorre após a colheita da primeira safra e permite aos agricultores utilizar o mesmo terreno para plantar novamente no mesmo ano agrícola. A entrega faz parte da primeira chamada pública do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA – Sementes) e contou com a presença da governadora em exercício Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Nós vamos ter um acompanhamento técnico da Emater e da Seagri, ajudando a plantar, com todo o maquinário necessário, e até mesmo a escoar essas produções. Aqui, no DF, o trabalho tem começo, meio e fim”, destacou. “Temos certeza de que essas sementes vão frutificar com o apoio dos nossos técnicos e agricultores. Vamos plantar milho, mandioca, abóbora, quiabo e tantos outros produtos que fortalecem a nossa agricultura familiar.” Famílias beneficiadas Nesta primeira etapa, foram beneficiadas 250 famílias de produtores rurais dos assentamentos Estrela da Lua e Patrícia Aparecida (Paranoá); Fazenda Larga (Planaltina); Santarém (Ceilândia); 1º de Julho, Nova Camapuã e 15 de Agosto (São Sebastião). Eles receberam 11 toneladas de insumos, entre sementes de milho crioulo, feijão-carioca e amendoim. “Essa doação diminui muito o custo para nós que somos produtores e consequentemente ajuda a reduzir o valor final cobrado no produto comercializado”, diz o produtor rural Giliardi Bento Antunes “O milho é a segunda cultura mais importante do Distrito Federal, só perdendo para a soja, e é fundamental para a alimentação humana e animal. A capital é uma das maiores produtoras de feijão do Brasil, com uma média de produtividade quatro vezes superior à média nacional”, detalhou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Os alimentos são selecionados pela Seagri conforme a demanda de cada comunidade. Todos os beneficiários estão assentados em locais implantados pelo GDF e possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAF), além de inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Para a agricultora Michelly Sllany Ornelas, 40, as sementes chegam em boa hora: “Essa chuvinha de janeiro é excelente para plantar” Entre os beneficiários, está o produtor rural Giliardi Bento Antunes, 38 anos, de São Sebastião. “Tenho uma criação de galinhas para comercialização de ovos e esse milho é muito importante para a gente usar na alimentação dos animais”, explicou. “Essa doação diminui muito o custo para nós que somos produtores e consequentemente ajuda a reduzir o valor final cobrado no produto comercializado”. Para a agricultora Michelly Sllany Ornelas, 40, as sementes chegam em boa hora. “Vai ajudar muito porque essa chuvinha de janeiro é excelente para plantar. Com essas sementes boas e dando bom, como a gente costuma dizer no campo, com certeza a gente vai conseguir produzir, vender e vamos faturar bem esse ano”, celebrou. O programa O PAA apresentou resultados expressivos em 2024. Ao todo, 263 instituições foram atendidas por meio do programa, beneficiando diretamente mais de 68 mil pessoas. Além disso, 224 agricultores familiares participaram, fornecendo 161.478 toneladas de alimentos. O agricultor rural interessado em participar da iniciativa pode consultar o edital completo no site da Seagri. Vale ressaltar que a distribuição de todos os kits de sementes respeita as condições estabelecidas no documento.
Ler mais...
Produtores rurais participam de curso de produção de queijos finos
A Emater-DF ofereceu, nesta terça-feira (17), um curso sobre queijos especiais no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor) da empresa, na Asa Norte. Muçarela, minas padrão, candango, coalho, boursin e chancliche foram os tipos elaborados durante a oficina, que reuniu cerca de 15 produtores. A atividade incluiu a parte teórica e a prática, na produção das iguarias. De acordo com o técnico em agroindústria Flávio Bonesso, instrutor da atividade, os queijos especiais valorizam o trabalho e elevam a renda do produtor. “São produtos que exigem especiarias como azeite e ervas finas, que dão mais sabor e, consequentemente, têm boa saída junto ao consumidor mais exigente. Isso ajuda a aumentar os lucros do empreendedor rural. Outro aspecto que destacamos são as boas práticas de fabricação, que reforçam a segurança alimentar do consumidor”, explica o extensionista da Emater-DF. Muçarela, minas padrão, candango, coalho, boursin e chancliche foram os tipos elaborados durante a oficina, que reuniu cerca de 15 produtores | Foto: Divulgação/Emater-DF A produtora Alfa Maria de Carvalho, do Assentamento 1º de Julho (área rural de São Sebastião), possui 14 vacas em sua propriedade, onde fabrica os queijos minas e de trança. “Com essa aula de hoje, pretendo produzir também o candango, o boursin e o chancliche.” Atualmente, Alfa comercializa na feira central de São Sebastião, além de vender para vizinhos e amigos. “Desde que deixei de trabalhar para os outros e me tornei independente, minha vida melhorou bastante. Graças às capacitações da Emater-DF, pude aperfeiçoar minha produção”, comemora a produtora. Esse foi o último curso oferecido pelo Cefor em 2024. Ao todo, 68 atividades de capacitação foram realizadas no ano, beneficiando mais de 1,2 mil produtores de todas as regiões do Distrito Federal. Com informações da Emater-DF
Ler mais...
GDF entrega certificados a produtores orgânicos de assentamento no Paranoá
A Emater-DF entregou, na tarde desta segunda-feira (2), os certificados de produção orgânica para sete assentados da comunidade Três Conquistas, região do Paranoá. Com o documento, os agricultores podem comercializar suas frutas, legumes e verduras em feiras, fazer venda direta e fazer entrega para os programas de compras públicas. A certificação é no modelo OCS (Organização de Controle Social), em que os empreendedores rurais se juntam em grupos formalizados para atestar a qualidade da produção, com suporte institucional. O engenheiro-agrônomo Daniel Rodrigues, gerente do Escritório Especializado em Produção Orgânica e Agroecologia (Esorg) da Emater-DF, explica que esse foi o primeiro projeto de construção de uma OCS feito de forma mais célere. “Desenvolvemos um modelo em que o processo, que chegava a durar um ano, não leva mais do que duas semanas”, aponta. A certificação é no modelo OCS (Organização de Controle Social), em que os empreendedores rurais se juntam em grupos formalizados para atestar a qualidade da produção, com suporte institucional | Foto: Divulgação/Emater-DF A modalidade de compras institucionais é a forma mais vantajosa de comercialização para os agricultores que possuem OCS. “Quando o governo compra, garante preço estável durante o ano todo. Além disso, os produtores orgânicos saem na frente, por causa das cotas definidas em lei”, completa Daniel. Tanto o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) quanto o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) — ambos com recursos federais —, além do Papa (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura), do GDF, definem que, prioritariamente, 30% dos contratos devem ser supridos com alimentos orgânicos. A Emater-DF articula a contratação com base na oferta local. O trabalho de construção da OCS faz parte do projeto Guardiões do Clima, desenvolvido pela Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer). A coordenadora da ação, Sofia Carvalho, afirma que o objetivo é fomentar a transição agroecológica por meio do sistema agroflorestal. “É uma forma de promover a elevação da renda das famílias com uma preocupação ambiental”, aponta. Já o produtor Jovino Rodrigues Correia, morador do Assentamento Três Conquistas, está bastante satisfeito com o resultado. “Na agrofloresta, a gente vê uma planta ajudando a outra. São canteiros com limão, mamão, couve, entre outras. Com isso, elas formam um sistema mais forte e me garante uma renda a mais”, comemora. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Primeira edição da Feira Rural no Palácio do Buriti atrai servidores na chegada ao trabalho
Servidores do Palácio do Buriti e do edifício anexo e chegaram ao ambiente de trabalho, nesta quarta-feira (13), em meio à realização da 1ª Feira Rural na passarela da entrada norte, promovida pela Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali) em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). O evento trouxe a presença de agricultores do Distrito Federal e entorno, que montaram estandes com produtos frescos e orgânicos, alimentos artesanais e itens variados da agroindústria, como linguiças, mel, chás, temperos, plantas ornamentais e artesanatos. O evento trouxe a presença de agricultores do Distrito Federal e entorno, que montaram estandes com produtos frescos e orgânicos, alimentos artesanais e itens variados da agroindústria, como linguiças, mel, chás, temperos, plantas ornamentais e artesanatos | Foto: Divulgação/Seec-DF A feira teve o apoio de autoridades do governo, incluindo a governadora em exercício, Celina Leão, o presidente da Emater, Cleison Duval, e o secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior. Durante a visita, Celina Leão elogiou a diversidade dos produtos e ressaltou o papel do evento na valorização dos pequenos agricultores locais. “É muito gratificante ver os agricultores do DF e região expandindo e conquistando novos mercados, não só no DF, mas em todo o país”, destacou. Durante a visita, Celina Leão elogiou a diversidade dos produtos e ressaltou o papel do evento na valorização dos pequenos agricultores locais: “É muito gratificante ver os agricultores do DF e região expandindo e conquistando novos mercados, não só no DF, mas em todo o país” Cleison Duval, presidente da Emater, aproveitou a ocasião para desmistificar a ideia de que o DF não possui uma expressiva área agrícola. “Muitas pessoas pensam que o Distrito Federal não tem agricultura ou área rural. Trazer essa feira para o local de trabalho dos servidores é um estímulo tanto para os produtores quanto para quem trabalha no GDF”, afirmou Duval. Ele ressaltou a conveniência que a feira traz para os servidores, que, ao passarem a maior parte do dia no trabalho, encontram nessa iniciativa uma forma de facilitar o acesso a produtos locais e de qualidade. Para o secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior, a Feira Rural representa uma política de qualidade de vida no trabalho, uma vez que proporciona aos servidores acesso direto a produtos frescos e certificados pela Emater. “Com essa iniciativa, o servidor não precisou sair do seu local de trabalho para comprar produtos de primeira linha. Isso contribui para o bem-estar e melhora o dia a dia dos nossos colaboradores”, concluiu Epitácio. A servidora Marilise Garcia ficou muito entusiasmada com o evento: “Nossa, a estrutura e a qualidade dos produtos estão incríveis! Eu, por exemplo, sou adepta de alimentos naturais, sem açúcar, e de verduras orgânicas, então foi ótimo para mim. Fiquei empolgada e já aproveitei para fazer a feira da semana”, comentou. A Feira Rural terá novas edições no próximo ano e integrará as ações de valorização e apoio ao servidor. Além de fortalecer o vínculo entre o campo e a cidade, a feira incentiva o consumo de produtos locais e promove a sustentabilidade e a economia da região. *Com informações da SEEC-DF
Ler mais...
Primeiro Concurso Distrital de Queijos Artesanais ocorre neste sábado (28)
O 1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais, reunindo produtores rurais atendidos pela Emater-DF, acontece neste sábado (28). O evento irá premiar queijos feitos com leite de vaca, cabra, ovelha e búfala, valorizando a diversidade e a qualidade dos produtos artesanais da região. Ao todo, 20 queijarias se inscreveram, trazendo 66 queijos para avaliação. A partir das 11h, o evento abre ao público. De acordo com a extensionista rural Fernanda Lima, que faz parte da comissão organizadora do concurso, a iniciativa tem como foco fortalecer a produção local e incentivar boas práticas na fabricação. “Nosso objetivo é valorizar a produção de queijos artesanais com qualidade sanitária, apresentar o trabalho dos produtores ao consumidor e identificar as queijarias que podem ser inseridas na Rota do Queijo”, explica Fernanda. Ao todo, 20 queijarias se inscreveram, trazendo 66 queijos para avaliação | Foto: Divulgação/Emater-DF Os queijos serão avaliados em cinco critérios: apresentação, textura, aroma, cor e consistência. O júri será composto por 16 especialistas, entre gastrônomos, queijistas, professores universitários e engenheiros de alimentos. Os melhores colocados serão premiados com ouro (90 a 100 pontos), prata (79 a 89 pontos) e bronze (69 a 78 pontos). Organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o concurso conta com a parceria do Teta Cheese Bar, do Bando de Brasília (BRB) e da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). Serviço 1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais Data: 28/9 (sábado) Horário: 11h (aberto ao público) Local: Teta Cheese Bar — CLS 103, bloco B, loja 34 Programação 7h – Recepção dos jurados (fechado ao público) 7h30 às 10h – Avaliação dos queijos inscritos (fechado ao público) 10h às 10h45 – Apuração e processamento das avaliações (fechado ao público) 11h – Abertura oficial do evento (aberto ao público) 11h30 – Entrega dos certificados aos jurados 11h45 – Anúncio dos vencedores 13h – Abertura da mesa de degustação com os queijos participantes 13h – Roda de Choro 13h às 16h – Feira de produtores de queijos *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Concurso Distrital de Queijos Artesanais amplia júri popular para maior diversidade de avaliação
O 1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais, promovido pela Emater-DF, teve uma alteração no regulamento. Diante do grande número de queijos inscritos — um total de 66 produtos — a organização decidiu ampliar o número de jurados da categoria popular, passando de dois para quatro. A medida visa garantir uma avaliação mais diversificada e representativa. Todas as outras regras do concurso permanecem inalteradas. O júri técnico será composto por 16 participantes, entre gastrônomos, queijistas, professores universitários, engenheiros de alimentos e quatro populares | Foto: Divulgação/Emater-DF O julgamento será neste sábado (28), no Teta Cheese Bar, na Asa Sul. Ao todo, 20 queijarias vão apresentar queijos feitos de leite de vaca, ovelha, cabra e búfala. “O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do leite no DF e mostrar à população da cidade a alta qualidade dos produtos da região”, aponta a extensionista rural Fernanda Lima, que faz parte da comissão que organiza o concurso. O júri técnico será composto por 16 participantes, entre gastrônomos, queijistas, professores universitários, engenheiros de alimentos e quatro populares. Eles vão avaliar critérios como aroma, cor, textura e consistência. Os vencedores ganharão nas categorias de ouro (90 a 100 pontos), prata (79 a 89 pontos) e bronze (69 a 78 pontos). Serviço 1º Concurso Distrital de Queijos Artesanais Data: Sábado (28) Horário: 7h às 13h Local: Teta Cheese Bar — CLS 103, bloco B, loja 34, Brasília-DF Programação 7h – Avaliação dos queijos inscritos – fechado ao público 10h – Apuração e processamento das avaliações – fechado ao público 12h30 – Anúncio dos vencedores – Evento abre ao público 13h30 – Abertura da mesa de degustação com os queijos participantes 13h30 – Início da roda de choro 13h às 16h – Feira de produtores de queijos *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
GDF impulsiona produção rural com qualificação e linhas de crédito
O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para apoiar e desenvolver a agricultura, que está em pleno crescimento. De hortaliças a grãos, passando por mel e diversas culturas, o fomento à produção é diária e está literalmente dando frutos. Celebrado em 28 de julho, o Dia do Agricultor é uma data a ser comemorada pelos profissionais, incentivados com assistência técnica, cursos e linhas de crédito rural. São inúmeras iniciativas para apoiar esse ofício vital para toda a população, que passam por apoio e qualificação profissional ofertadas por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater) e pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento de Desenvolvimento Rural do DF (Seagri). Celebrado em 28 de julho, o Dia do Agricultor é uma data a ser comemorada pelos profissionais, incentivados com assistência técnica, cursos e linhas de crédito rural | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para se ter ideia, o agronegócio movimentou cerca de R$ 6 bilhões de valor bruto no DF no ano passado, em uma área produtiva de 178,5 mil hectares, de acordo com o relatório do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Emater. Destaque para a produção de grãos com DNA brasiliense. Entre as variedades que brotam no Quadradinho, o trigo foi um dos produtos que apresentaram um grande salto na produção durante os últimos cinco anos. Entre 2019 e 2023, a safra da triticultura cresceu 272%, e passou de 6 mil toneladas para 22 mil toneladas, ainda de acordo com a Emater. Estão à disposição dos agricultores linhas de crédito rural, cursos, oficinas, incentivos na produção e comercialização de produtos, além da assistência técnica. Atualmente, a Emater possui 22.950 produtores cadastrados na empresa. Desses, 9.386 são produtores familiares – 5.384 homens e 4.002 mulheres. O produtor rural Miguel Simões de Oliveira, do Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama, cultiva hortaliças em sua propriedade desde 1994. São cerca de 6 hectares dedicados ao plantio de alface, cheiro-verde, acelga, cebolinha, pimenta, jiló e quiabo, além da criação de galinhas, porcos, pavões e gansos. Maria José Cassimiro começou produzindo morangos, há três anos, e agora começou a se preparar para plantar mirtilos, em aproximadamente 2,5 hectares Ele relata que conta com o total apoio da Emater para tudo o que precisa para desenvolver o cultivo. A assistência técnica constante resulta em melhorias de processos e aplicações de novas tecnologias, como o cultivo com túneis altos e irrigação por gotejamento. Os túneis altos são estruturas que protegem as plantas da chuva e do sol. O gotejamento permite um controle eficaz da quantidade de água utilizada na irrigação. Ao mesmo tempo que proporciona a quantidade de água ideal para as plantas, evita o desperdício. A combinação das duas técnicas aumenta a produção e reduz os custos. Também por meio da Emater, ele conseguiu financiamento para energia fotovoltaica, que será instalada nos próximos dias. Miguel também aproveita os cursos oferecidos pela empresa pública, entre eles manejo de irrigações e caldas alternativas. “Quando a gente usa a tecnologia, trabalha menos e produz mais. Sem a Emater, a gente não consegue. Tudo o que a gente precisa, falamos com o Kleiton [Rodrigues Aquiles, técnico da Emater do Gama].” O produtor agora se organiza para iniciar o plantio hidropônico que, entre as vantagens propicia redução da mão de obra e maior controle nutricional das plantas. Kleiton Rodrigues Aquiles, técnico da Emater: “A assistência também leva aos produtores tecnologias visando o aumento da produção de alimentos em quantidade e qualidade” Técnico da região, Kleiton explica que auxiliar os produtores é justamente o papel da Emater. “A assistência também leva aos produtores tecnologias visando ao aumento da produção de alimentos em quantidade e qualidade”, ressalta. Ele também atende as produtoras Maria José Cassimiro, de 70 anos, e a filha dela, Juliana Cassimiro, 42. Após viverem nove anos na Inglaterra, decidiram voltar ao Brasil e escolheram o Núcleo Rural Córrego Crispim, no Gama, para se dedicarem à agricultura familiar. Elas começaram produzindo morangos, há três anos, e agora se preparam para plantar mirtilos, em aproximadamente 2,5 hectares. Também se dedicam ao cultivo de ervas medicinais e até açaí. E estão desenvolvendo turismo rural na propriedade. “Como a propriedade é pequena, temos que desenvolver diversas culturas. Tudo o que a gente sabe, aprendemos com a Emater”, afirma Juliana. A mãe dela, Maria, fez diversos cursos por meio da empresa, como o de flores comestíveis, caldas alternativas e orgânicos. E reforça que, embora tenha trabalhado na roça na juventude, elas não teriam conseguido fazer tantas coisas sem a Emater: “A Emater nos ajuda com tudo. Sem isso, não teríamos conseguido”.
Ler mais...
Produtores beneficiados aprendem a fazer manutenção em fossas biodigestoras
Agricultores do Assentamento Patrícia e Aparecida (Paranoá) participaram, na última quinta-feira (25), de uma oficina sobre o manejo de fossas biodigestoras. A atividade foi oferecida pela Emater-DF, que já entregou cerca de 750 fossas em várias comunidades rurais atendidas pela empresa. De acordo com a coordenadora do Programa de Saneamento Rural da Emater-DF, Luciana Silva, os equipamentos acumulam poucos resíduos e são de fácil manutenção. “As fossas também produzem um lodo que pode ser tratado com cal e usado como adubo”, explica. A atividade foi oferecida pela Emater-DF, que já entregou cerca de 750 fossas em várias comunidades rurais atendidas pela empresa | Foto: Divulgação/Emater-DF Além disso, não há necessidade de limpa-fossas nem produtos químicos. “Dessa forma, estamos contribuindo para manter o tripé do desenvolvimento econômico, social e ambiental das comunidades”, adianta a extensionista. “Sem falar que, com um sistema de saneamento adequado, a população pode reforçar a certeza de que os alimentos produzidos e comercializados no DF são seguros e saudáveis”, completa Luciana. O lodo tratado pelas fossas biodigestoras também pode ser utilizado na irrigação de frutíferas. “Sugerimos aos assentados o cultivo de frutas, que exigem menos água e são de manejo menos trabalhoso, como limão siciliano, por exemplo”, observa Luciana Silva. As fossas são adquiridas pela Emater-DF por meio de licitação. Para receber o equipamento, o produtor deve ser registrado como beneficiário da empresa, possuir o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), dentre outros critérios. O Programa de Saneamento Rural da Emater-DF atende à lei 14026/2020, que prevê a universalização dos serviços de esgotamento nas áreas urbanas e rurais do país. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Produtores rurais do DF são premiados no 7º Prêmio Queijo Brasil
Dois produtores de queijo do Distrito Federal foram laureados no 7º Prêmio Queijo Brasil, que ocorreu entre 11 e 14 de julho em Blumenau (SC). Giovana Navarro, da Cabríssima Queijaria (núcleo rural Lago Oeste), e Gilda Barbosa, da Queijaria Walkyria (área rural de São Sebastião), foram agraciadas com medalhas de ouro, prata e bronze. Uma equipe da Emater-DF acompanhou as produtoras no concurso. De acordo com a extensionista rural Fernanda Lima, que atua na Equipe Especializada em Agroindústria da empresa, a premiação coroa o trabalho dos produtores assistidos pela Emater-DF. “É um reconhecimento nacional, que consolida a produção de queijos no DF e fortalece toda a cadeia produtiva na capital”, comemora. Fernanda acrescenta que a empresa está planejando um concurso de queijos local, previsto para ocorrer em setembro deste ano. Uma equipe da Emater-DF acompanhou as produtoras no concurso | Foto: Divulgação/Emater-DF A convite da organização, a extensionista foi jurada no prêmio. “Foi uma experiência muito rica, que vai nos dar subsídios para elaborar o nosso concurso”, vislumbra. “A Emater-DF tem como foco o incentivo à criação de agroindústrias no campo. É uma forma de elevar a renda dos produtores e fortalecer a economia local”, observa Fernanda. Em maio deste ano, a Emater-DF lançou a Rota do Queijo Artesanal. A iniciativa reúne oito precursores na produção de laticínios e criação de ovelhas e cabras com o objetivo de aquecer a cadeia produtiva e o turismo rural. Para a produtora Giovana Navarro, da Cabríssima Queijaria Artesanal, as medalhas dão visibilidade ao trabalho de 25 anos realizado com o marido, Aurelino de Almeida Sampaio Filho. “O prêmio é importante porque faz a sociedade, e também outros órgãos do governo, enxergar a capacidade produtiva da nossa cadeia”, observa. A produtora já foi agraciada em concurso mundial em São Paulo, que reuniu queijeiros de 15 países e na Expoqueijo Brasil, em Araxá (MG) em junho deste ano. Em maio deste ano, a Emater-DF lançou a Rota do Queijo Artesanal. A iniciativa reúne oito precursores na produção de laticínios e criação de ovelhas e cabras com o objetivo de aquecer a cadeia produtiva e o turismo rural Giovana e o marido começaram a trabalhar com cabras há 25 anos, mas a regularização foi conquistada há quatro anos. “Sempre quisemos criar esses animais, por causa da alta qualidade do leite e da doçura deles. “Graças às orientações da Emater, conseguimos aperfeiçoar o manejo e a qualidade dos nossos produtos”, afirma. Atualmente, a queijaria trabalha também com turismo rural, oferecendo passeios e mesa com vinho e tábua de queijos. “Estamos trabalhando para estimular a Rota do Queijo Artesanal, pois todos ganham com essa ação”, acrescenta. A produtora Gilda Cabral, da Queijaria Walkyria, encara a premiação como um reconhecimento do trabalho árduo que vem desenvolvendo na fabricação, principalmente, de queijo coalho. “Produzir laticínios no DF sempre foi um desafio, mas com a Rota do Queijo e outros incentivos da Emater-DF e do GDF, temos boas perspectivas de consolidação da cadeia”, acredita. Ela também vê na Emater-DF uma grande apoiadora do seu trabalho. “Os extensionistas conhecem de perto nossa realidade e tem sido fundamental no desenvolvimento da nossa atividade”, completa. Este foi o primeiro prêmio recebido pela sua fábrica. Criado em 2014, o Prêmio Queijo Brasil envolve produtores rurais, comerciantes, consumidores, chefs de cozinha, jornalistas, extensionistas e empresários do ramo de bares e restaurantes. A cadeia produtiva reúne aproximadamente 50 mil famílias no país. Também participaram da viagem a turismóloga Zaida Regina e o técnico em agroindústria Paulo Álvares, além do gerente de Segurança e Qualidade Alimentar da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (Dipova) da Secretaria de Agricultura, Wendel Neiva Martins Lago.
Ler mais...
Produtores participam de curso sobre boas práticas de fabricação
Produtores rurais de diversas regiões do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (27), do curso Boas práticas de fabricação de alimentos para feiras e eventos. Promovido pela Emater-DF, o curso reuniu produtores interessados no tema, especialmente aqueles que participam das feiras e eventos organizados pela Gerência de Comercialização e Organização Rural (Gecor) da Emater-DF. A iniciativa visa assegurar a qualidade e a segurança dos alimentos comercializados, promovendo melhores práticas desde a produção até a venda direta ao consumidor | Foto: Divulgação/Emater-DF Entre as questões abordadas, os produtores aprenderam sobre a importância das boas práticas de fabricação, cuidados com a manipulação de alimentos, requisitos para a regularização de agroindústrias, normas para participação em feiras, além de técnicas de apresentação, recepção dos consumidores, marketing e rotulagem dos produtos. A iniciativa visa assegurar a qualidade e a segurança dos alimentos comercializados, promovendo melhores práticas desde a produção até a venda direta ao consumidor. “O objetivo do curso é fazer com que os participantes apliquem as boas práticas de Fabricação na fase de processamento do alimento e também durante a comercialização dos produtos”, afirmou Deijane Araújo, gerente do Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor) da Emater-DF. Entre as questões abordadas, os produtores aprenderam sobre a importância das boas práticas de fabricação, cuidados com a manipulação de alimentos, requisitos para a regularização de agroindústrias, normas para participação em feiras, além de técnicas de apresentação, recepção dos consumidores, marketing e rotulagem dos produtos Atendido pela Emater-DF em Vargem Bonita, Luciano Six, que produz linguiças e rocamboles artesanais, considerou o curso essencial para reciclar os aprendizados adquiridos quando conseguiu o selo da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal (Dipova), da Secretaria de Agricultura do DF. “O curso foi ótimo para atualizar as informações que a gente tinha. Achei muito importante a informação sobre os rótulos e sobre a responsabilidade na comercialização do nosso produto. Aprendi como me resguardar em relação a produtos que entregamos para revenda”, destacou Six. A extensionista Milena Lima de Oliveira explicou que a Emater-DF sempre busca levar produtores rurais para comercializar em feiras e eventos, e o curso foi planejado para melhorar a qualidade de fabricação na propriedade e também na comercialização. “A gente buscou abordar questões para que eles aprimorem suas produções e garantam a segurança alimentar dos consumidores. Quando a gente leva os produtores para feiras e eventos, estamos também dizendo que esse produto é de qualidade. São produtores assistidos pela Emater, então temos essa missão de cuidar e orientar”, ressaltou. Rozelita Camargo, de Samambaia, que produz sequilhos, biscoitos de queijo e brigadeiros para comercializar nas feiras, destacou a importância das informações recebidas. “Foi uma grande apresentação no dia de hoje. Amei tudo, do começo ao fim. Cada informação foi de grande utilidade para minha vida profissional”, afirmou. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Produtores rurais aprendem sobre peculiaridades e técnicas de cultivo de frutas vermelhas em reunião técnica
O cultivo, o manejo e a comercialização de frutas vermelhas como amora, mirtilo, morango e framboesa foram os temas abordados na reunião técnica da Emater-DF na manhã deste sábado (22), no Lago Oeste. Com o tema “Introdução ao Cultivo de Frutas Vermelhas no Cerrado Brasileiro”, extensionistas da empresa explicaram as principais peculiaridades dessas frutas a aproximadamente 30 produtores rurais. Segundo Clarissa Campos, gerente da Emater-DF em Sobradinho, o objetivo da reunião técnica foi atender ao crescente interesse dos produtores por essas culturas. “Na região do Lago Oeste, os produtores têm mostrado grande interesse em novas culturas e inovações tecnológicas. No caso do morango, apesar de já ter um cultivo consolidado, sempre tem demanda, principalmente o orgânico”, destacou. Com o tema “Introdução ao Cultivo de Frutas Vermelhas no Cerrado Brasileiro”, extensionistas da empresa explicaram as principais peculiaridades das frutas vermelhas | Foto: Divulgação/Emater-DF O mirtilo vem sendo introduzido no DF por meio da Rota da Fruticultura. Clarissa observou que a AgroBrasília, realizada entre os dias 21 e 25 de maio, serviu como uma vitrine para a propagação da fruta, despertando a curiosidade de muitos produtores, o que levou à organização da reunião. “A fruta, embora recente, é promissora para o Distrito Federal, considerando a oferta, a demanda e as condições climáticas e de solo”, pontuou. Um dos participantes, Leonardo Rodrigo Torres, 33 anos, é programador de sistemas, mora no Lago Oeste há pouco menos de dois meses e já pretende começar a investir na produção rural. “Estou planejando, estudando e vendo o que será melhor para eu começar a produzir. As frutas vermelhas chamam atenção pelo alto valor de mercado, as pessoas consomem bastante e é relativamente fácil de mercado”, disse ele. Os engenheiros agrônomos e extensionistas Clarissa Campos e Felipe Camargo, este último responsável pelo programa de Fruticultura da Emater-DF, explicaram aos produtores as vantagens do cultivo e os maiores desafios da produção no Brasil. Eles apresentaram as principais variedades das frutas, questões de manejo e as formas de beneficiamento para garantir um maior aproveitamento. Segundo Clarissa Campos, gerente da Emater-DF em Sobradinho, o objetivo da reunião técnica foi atender ao crescente interesse dos produtores por essas culturas | Foto: Divulgação/Emater-DF Felipe Camargo também orientou os produtores sobre a Rota da Fruticultura, que envolve diversas instituições e promove estratégias de aumento da produção e do fornecimento de frutas para mercados internos e externos, além de esclarecer dúvidas dos produtores. A diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, participou da reunião. Joseane Lima Lelis, economista doméstica da Emater-DF, explicou sobre as boas práticas na colheita e pós-colheita, os cuidados no manuseio devido à sensibilidade das frutas, e as questões de embalagens e acondicionamento. “Essa reunião, com todas essas informações, é importante para os produtores decidirem se querem ou não investir nessas frutas”, afirmou. A reunião ocorreu na propriedade da produtora rural Cecília Klein, no Lago Oeste, onde são cultivados morango e framboesa. A produtora compartilhou sua experiência com as frutas e suas técnicas de manejo e comercialização. Durante o evento, foi sorteada uma muda de amora preta gigante (blackberry). *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Núcleo rural de Tabatinga se prepara para a 32ª Semana do Produtor
A comunidade do núcleo rural Tabatinga, localizado na região administrativa de Planaltina, recebe a partir deste sábado (1º) a 32ª Semana do Produtor Rural. A ação é organizada pela Associação dos Produtores Rurais da região (Agrotab) e conta com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Várias atividades estão programadas, entre eventos técnicos e de lazer. A semana marca a virada do ano agrícola. Arte: Divulgação De acordo com o gerente do escritório da Emater-DF em Tabatinga, Lucas Pacheco, a semana tem o objetivo de integrar a comunidade, aproximando as famílias da região. “Aproveitamos o momento para promover ações de saúde e conscientização sobre temas importantes, como a valorização dos idosos e alimentação adequada”, ressalta o extensionista. A Emater-DF fará também a campanha de coleta de embalagens de agrotóxicos, além de realizar palestras técnicas sobre pecuária e exames toxicológicos em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES). O núcleo rural Tabatinga se destaca pela alta produção de grandes culturas, especialmente a soja, além de hortaliças, frutas, leite e avicultura. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Selo da Agricultura Familiar é entregue a produtores rurais durante a AgroBrasília 2024
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) entregaram quatro certificados do Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) a agricultores do Distrito Federal. A cerimônia ocorreu na quarta-feira (22), na Feira Rural da Emater-DF, que está sendo realizada na AgroBrasília. Os selos foram entregues nesta quarta (22) na Feira Rural da Emater, montada dentro da AgroBrasília | Fotos: Divulgação/ Emater-DF Os certificados foram entregues à Associação dos Produtores Rurais de Alexandre de Gusmão (Aspag), ao produtor de mel Andrea Guisepe Mabrito e às produtoras de artesanato da área rural do Gama Edinalda da Silva Lopes e Francisca Moreira dos Santos. “Esse selo valoriza a agricultura familiar e seus produtos. Fazer essa entrega aqui, no estande da Emater-DF na AgroBrasília, tem muito simbolismo, porque esse espaço é dedicado exatamente à valorização da agricultura familiar”, ressaltou o presidente da empresa pública, Cleison Duval. Para o gerente de comercialização e organização rural da Emate, Blaiton Carvalho, o Senaf é interessante, do ponto de vista comercial, para destacar os produtos provenientes da agricultura familiar. “Esse certificado mostra para o consumidor que aquele produto promove a valorização da produção regional, da cultura local e também contribui para o desenvolvimento rural”, afirma. O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Marenilson Batista, parabenizou o trabalho da Emater no processo de organização rural e no incentivo ao uso do Senaf: “Esse ato de ressaltar o uso da certificação fortalece ainda mais os produtos que vêm da agricultura familiar e, junto com o trabalho da extensão rural da Emater, que apoia também o processo de comercialização, nós podemos cada vez mais incentivar uma agricultura familiar forte e que produz alimento de qualidade”. Selo Nacional da Agricultura Familiar Para o gerente de comercialização e organização rural da Emater, Blaiton Carvalho, “o selo valoriza a agricultura familiar e seus produtos” A certificação identifica os produtos da agricultura familiar no Brasil. O selo pode ser solicitado, gratuitamente, por todos os agricultores familiares, cooperativas ou associações que possuam inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), bem como por empresas que comprovadamente adquirem produtos de agricultores familiares. Basta acessar o Sistema Vitrine da Agricultura Familiar e preencher as informações. Ao solicitar o selo, cada produtor, organização da agricultura familiar, associação ou cooperativa terá um login e uma senha para cadastramento ou alteração dos produtos nas páginas virtuais da Vitrine da Agricultura Familiar. Nesse mostruário, todos os produtos possuem número de série para rastreabilidade rápida e pesquisa no site de informações como embalagem, valor nutricional e contatos do produtor. *Com informações da Emater
Ler mais...
Irrigação automatizada é o foco do Circuito de Olericultura na AgroBrasília
O uso de sistemas automatizados de irrigação é viável também para pequenos e médios produtores rurais, diminui o custo da propriedade, aumenta a produtividade, garante mais eficiência no uso dos recursos hídricos e reduz a necessidade de serviços. Esse será o foco do Circuito da Olericultura da Emater-DF na AgroBrasília 2024, que se realiza entre os dias 21 e 25 deste mês, no PAD-DF. A Emater-DF trata da mecanização, da automatização e da automação nas atividades agropecuárias dentro dos programas de desenvolvimento das cadeias produtivas com diversas metodologias | Fotos: Divulgação/Emater-DF Quem visitar o espaço vai ver também a mandioca BRS 429 plantada sob plástico e gotejamento, além de pepino partenocárpico, que não precisa de polinização, tomate e alface. O tomate e o pepino estão plantados sob túnel alto, que é um tipo de estrutura de cultivo protegido. O gerente de Agropecuária da Emater-DF e coordenador do circuito de Olericultura, Antonio Dantas, afirma que a atração foi programada visando ampliar a discussão sobre a viabilidade da automatização e mecanização para a agricultura familiar e para pequenos e médios empreendimentos rurais. O uso de sistemas automatizados de irrigação é viável também para pequenos e médios produtores rurais, diminui o custo da propriedade, aumenta produtividade, garante mais eficiência no uso dos recursos hídricos e a necessidade de serviços “A missão da Emater-DF é trabalhar a propriedade rural e a família rural em todo seu conjunto. Assim, percebendo que a disponibilidade da mão de obra rural, que cada vez é mais escassa, estamos mostrando que a aquisição de sistemas automatizados de irrigação é extremamente viável para pequenos empreendimentos rurais. É investimento que se paga em pouquíssimo tempo”, avalia o gestor. A Emater-DF trata da mecanização, da automatização e da automação nas atividades agropecuárias dentro dos programas de desenvolvimento das cadeias produtivas com diversas metodologias. Para este ano, além do Circuito da Olericultura da AgroBrasília, haverá os dias especiais de mecanização e automatização da agropecuária, em julho, em Planaltina e Brazlândia. Nesses eventos e durante as atividades de campo, os extensionistas e os agricultores recebem as orientações sobre as possibilidades de mecanização ou automatização de suas atividades e das linhas de crédito rural disponíveis para o financiamento. O Programa de Crédito Rural da Emater-DF assessora extensionistas da empresa e produtores rurais na elaboração de projetos e critérios de acesso às linhas de crédito rural disponíveis para o Distrito Federal. Para acessar as linhas de crédito, é necessário que o pequeno agricultor familiar esteja enquadrado nos critérios do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Para isso, é preciso estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que é a porta de entrada do agricultor familiar às políticas públicas de incentivo à produção e à geração de renda. AgroBrasília A AgroBrasília é uma das maiores feiras do agronegócio do Planalto Central sobre tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (COOPA-DF), ela serve como vitrine de novas tecnologias para o agronegócio e tem um cenário de referência em debates, palestras e cursos sobre diversos temas relacionados setor produtivo. Com 568 expositores de diversas regiões do Brasil, em 2023, a feira recebeu 175 mil visitantes e movimentou R$ 4,8 bilhões em negócios fechados. Neste ano, o evento será realizado entre os dias 21 e 25 de maio, das 8h30 às 18h, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado estrategicamente a 60 km da Capital Federal, Brasília. A entrada é franca. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Produtores do Distrito Federal participam de oficina para aperfeiçoar cultivo de pitaya
Altamente nutritiva, de sabor e formato peculiares, a pitaya aos poucos tem conquistado o paladar do brasiliense. A fruta exótica chama a atenção dos consumidores nos pontos de venda, e representa uma alternativa rentável para diversas famílias e pequenos produtores do Distrito Federal. Nesta sexta (10), a Emater-DF ofereceu oficina sobre técnicas de poda e cultivo da pitaya | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Na última sexta-feira (10), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) recebeu cerca de 30 agricultores e especialistas para uma oficina sobre técnicas de poda e cultivo da espécie, na sede da Embrapa Cerrados, em Planaltina. Esta foi a sétima oficina do tipo, voltada para os interessados na fruta tropical. “O plantio da pitaya é uma alternativa de renda e de diversificação de cultivo até na própria propriedade. Você pode produzir em um espaço pequeno e ter uma boa rentabilidade” Felipe Camargo, coordenador de fruticultura da Emater O mercado em ascensão e as facilidades no cultivo têm incentivado o crescimento do número de produtores de pitaya no DF, que entregam qualidade. Apenas nos últimos oito anos, o número de pessoas que investem na espécie saltou de quatro para 55 agricultores, com 17 hectares plantados. Segundo o coordenador de fruticultura da Emater, Felipe Camargo, a chamada “fruta do dragão” oferece uma série de benefícios, especialmente porque produz um número significativo de frutos em áreas menores de plantio, com venda a preços atrativos. Em média, o quilo da pitaya é comercializado entre R$ 20 a R$ 30 no DF. “O plantio da pitaya é uma alternativa de renda e de diversificação de cultivo até na própria propriedade. Você pode produzir em um espaço pequeno e ter uma boa rentabilidade, já que é uma fruta ainda tida como exótica, diferente, que tem um bom preço de mercado. É possível aproveitar até pequenas áreas para tirar uma renda muito maior”, destaca o agrônomo. O cultivo da pitaya produz um número significativo de frutos e depende de áreas menores para o plantio Poda e técnicas de cultivo Durante a manhã, produtores que investem na fruta ou que pretendem começar a plantá-la aprenderam sobre boas práticas para gerenciar a produção de forma eficiente, e colocaram a mão na massa – ou melhor, nas tesouras. Os próprios participantes da oficina fizeram a poda e separaram as mudas para cultivarem em suas propriedades. José Mário Amaral, de 60 anos, tem um pequeno pé na chácara dele, em Planaltina, e conta ter se encantado pelo sabor, qualidade e doçura da pitaya. “Eu acho que é uma fruta muito bacana, e estou animada para começar a cultivá-la. Aprendi hoje, com o técnico, que é possível gerar uma boa renda com a produção em maior escala, e o solo que eu tenho é próprio. Fiquei bastante animado e pretendo plantar alguns pés este ano”, afirma. José Amaral tem um pequeno pé de pitaya na chácara dele, e vai aumentar a produção para gerar renda com a fruta Assim como ele, José Eduardo Gonçalves de Azevedo, 54, pretende investir no plantio da espécie em uma área improdutiva dentro da propriedade, localizada no Núcleo Rural PAD-DF. “Estava buscando uma alternativa para essa área e a ideia é investir na pitaya, principalmente pela rentabilidade”, explica. O agricultor já cultiva grãos e tem uma área dedicada à piscicultura. “Além do que eu já tenho, a pitaya tem um retorno rápido em um período curto e uma área pequena, e é uma boa alternativa para diversificar o meu plantio”. José Eduardo de Azevedo pretende investir na espécie: “É uma boa alternativa para diversificar o meu plantio” Novas alternativas A oficina de sexta-feira foi fruto de uma parceria com a Embrapa Cerrados. De acordo com o pesquisador da instituição vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fábio Faleiro, o trabalho junto à Emater-DF é fundamental para realizar a ponte com o produtor rural. “Essa transferência da tecnologia desenvolvida pela Embrapa para os agricultores é muito importante quando a gente pensa em fruticultura, porque para produzir uma fruta bonita, de boa qualidade e competitiva no mercado, é necessário usar tecnologia”, destaca o especialista. Quando se trata de produção agrícola, a categoria é destaque porque gera viabilidade econômica para pequenas propriedades, característica da maior parcela de produtores do DF. “A gente acredita muito nessa inclusão socioprodutiva para levar oportunidades para esses pequenos produtores, e a fruticultura, como a pitaya e o maracujá, por exemplo, são boas opções para essa população”, destaca Faleiro.
Ler mais...