Voluntários superam 1 milhão de lanches distribuídos a pacientes oncológicos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O que começou com a iniciativa de dois pais que acompanhavam o filho durante um tratamento oncológico já resultou na distribuição de mais de 1 milhão de lanches no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Há 38 anos, o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) faz da alimentação uma das formas de acolher pacientes e acompanhantes durante a rotina de tratamento. A iniciativa surgiu com a oferta de lanches e ampliou a atuação ao longo dos anos. Instituído oficialmente em 1994, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas, além de outros itens. Os lanches são preparados pelos próprios voluntários e servidos a pacientes que realizam radioterapia e quimioterapia. Os acompanhantes recebem a alimentação, composta por suco, café, sanduíches caseiros, pão de queijo, biscoitos, bolos e frutas. Além dos lanches preparados e distribuídos pelos próprios voluntários, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas | Foto: Divulgação/IgesDF “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo” Marias de Lourdes Gomes do Nascimento, ex-paciente e hoje voluntária no Hospital de Base Para a presidente do MAC, Lilian Rejane Müller da Silva, a atuação do grupo vai além da assistência material. “Nossa função aqui é, primeiro de tudo, sentar ao lado do paciente e conversar com eles. O importante do voluntariado é isso, é dar atenção para eles”, explica. Solidariedade que se multiplica Maria de Lourdes Gomes do Nascimento conheceu o trabalho do MAC enquanto fazia tratamento de leucemia no Hospital de Base. Depois de receber alta, voltou à unidade e se inscreveu como voluntária. Há 16 anos, passou de paciente acolhida a integrante do grupo. “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo”, emociona-se Maria de Lourdes. Ivana Amaral conheceu o MAC enquanto acompanhava a filha, que é médica, no Hospital de Base. Foi nesse período que teve contato com a atuação dos voluntários e com o trabalho desenvolvido pelo grupo. “É um trabalho muito maravilhoso e enriquecedor. Todos estão aqui com o objetivo de ajudar o paciente, dando palavras de apoio”, relata. *Com informações do IgesDF
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Entenda como funciona o Hospital de Base, um gigante da saúde pública do DF
Há unidades de saúde para onde o paciente vai quando precisa de atendimento. E há aquelas para onde ele é encaminhado quando o caso exige estrutura, equipes especializadas e recursos de alta complexidade. Há 66 anos, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ocupa esse papel na rede pública de saúde. Inaugurado em 12 de setembro de 1960, o hospital é referência do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes encaminhados de diferentes regiões do Distrito Federal e de outros estados. Na unidade, são realizados desde atendimentos de urgência e consultas ambulatoriais até cirurgias complexas, transplantes, tratamentos oncológicos e cuidados intensivos. O Hospital de Base faz atendimentos desde casos de urgência e consultas ambulatoriais até cirurgias complexas, transplantes, tratamentos oncológicos e cuidados intensivos | Fotos: Divulgação Cerca de 1,7 mil pessoas circulam diariamente pelo Hospital de Base. Com 5.455 colaboradores, 789 leitos e mais de 40 especialidades, a unidade reúne pronto-socorro, ambulatório, unidades de internação e de terapia intensiva, centro cirúrgico, serviços de diagnóstico e tratamento e assistência multiprofissional. O que é atendido no Hospital de Base Uma das características do HBDF é a diversidade de serviços oferecidos. Isso, no entanto, não significa que qualquer pessoa com um problema de saúde deva procurar diretamente a unidade. No ambulatório, consultas e procedimentos são agendados conforme os fluxos de regulação. Atualmente, o setor dispõe de 122 salas assistenciais, distribuídas em 28 especialidades médicas e não médicas, com capacidade operacional de aproximadamente 1,6 mil agendamentos por dia. Entre as especialidades estão cardiologia, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, neurologia, oncologia, ortopedia, nefrologia, hematologia, oftalmologia, pneumologia, urologia, gastroenterologia, endocrinologia, infectologia, mastologia, psiquiatria e reumatologia, entre outras. Também fazem parte da assistência ambulatorial serviços de enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. O Hospital de Base recebe situações de maior gravidade, especialmente nas áreas de trauma, cardiologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, cirurgia vascular, otorrinolaringologia e oncologia No pronto-socorro, o perfil de atendimento é diferente. O Hospital de Base recebe situações de maior gravidade, especialmente nas áreas de trauma, cardiologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, cirurgia vascular, otorrinolaringologia e oncologia, além de pacientes com complicações relacionadas a tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O setor conta com 115 leitos e recursos especializados para atender quem necessita de cuidados compatíveis com o perfil assistencial do hospital. Quando a urgência exige alta complexidade Parte desses pacientes chega encaminhada por outras unidades da rede. Por isso, quem precisa de atendimento médico de menor complexidade deve procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital regional, de acordo com a situação. Para o diretor de Atenção à Saúde do instituto que administra o hospital, Edson Gonçalves, a definição do local de atendimento é importante para garantir que cada paciente seja direcionado à unidade mais adequada às suas necessidades. "O Hospital de Base tem um papel muito específico dentro da rede pública: receber e cuidar de pacientes que precisam de atendimento de maior complexidade" Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde “O Hospital de Base tem um papel muito específico dentro da rede pública: receber e cuidar de pacientes que precisam de atendimento de maior complexidade. São pessoas que necessitam de equipes especializadas, exames, procedimentos ou tratamentos que exigem uma estrutura hospitalar preparada para casos mais graves. Por isso, o paciente não precisa escolher o Base por conta própria. Na maioria das situações, ele chega ao hospital encaminhado pela própria rede de saúde, de acordo com a necessidade de cada caso”, explica. O funcionamento em rede permite que os hospitais e demais unidades do SUS atuem de forma complementar. Enquanto outros pontos de atenção recebem casos que podem ser resolvidos nesses níveis, o HBDF concentra recursos e equipes preparados para situações de maior gravidade. Entre os atendimentos estão politraumas, emergências cardiovasculares, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, assistência onco-hematológica e transplantes. A unidade dispõe ainda de serviços como hemodinâmica, medicina nuclear, radioterapia, quimioterapia, endoscopia digestiva e respiratória, anatomia patológica, laboratório clínico, diagnóstico por imagem, métodos gráficos e eletrofisiologia. Essa concentração permite que o paciente tenha acesso, dentro do próprio hospital, a diferentes etapas da investigação e do tratamento. Um hospital que recebe pacientes de todo o país A complexidade dos serviços faz com que o Hospital de Base receba pacientes de diferentes localidades. A unidade é referência não apenas para moradores do Distrito Federal, mas também para pessoas encaminhadas de outros estados em busca de tratamentos que não estão disponíveis em todos os hospitais públicos. Maria de Fátima Ramos Pereira veio de Caldas Novas (GO) e encontrou no Hospital de Base tratamento para pé torto congênito Esse é o caso de Maria de Fátima Ramos Pereira, de 25 anos, moradora de Caldas Novas (GO). Desde criança, ela convivia com as dificuldades causadas pelo pé torto congênito e nunca teve acesso ao cuidado necessário. Vinda de uma família humilde, Maria de Fátima não teve condições de corrigir a condição na infância. Foi no Hospital de Base que ela conseguiu caminhar com os pés alinhados pela primeira vez. “Eu nunca consegui usar um sapato comum e passei por muitos traumas. Cheguei a me preparar para uma cirurgia, mas ela não aconteceu porque o médico da época considerou o método muito invasivo”, relembra. Maria de Fátima conheceu o trabalho desenvolvido pelo ortopedista do HBDF, Davi Haje, por meio de uma reportagem exibida no programa Fantástico, que mostrava os resultados da técnica utilizada no hospital. Em 2026, ela realizou o procedimento na unidade. Segundo o médico, o pé torto congênito é uma alteração em que o pé fica voltado para dentro e, quando não tratada, pode levar o paciente a apoiar o peso do corpo sobre o dorso do pé. “É uma condição de origem multifatorial, com importante componente genético, que afeta cerca de um a cada mil nascimentos. Muitos desses pacientes nunca receberam tratamento e passam a vida sem conseguir usar um calçado convencional”, explica Haje. Hoje, Maria de Fátima já consegue calçar um sapato fechado e caminhar com os pés alinhados. Um gesto simples para a maioria das pessoas, mas carregado de significado para quem conviveu durante anos com limitações. “Para outras pessoas, pode parecer algo pequeno, mas, para nós, é uma conquista enorme”, celebra a paciente. O Hospital de Base é referência no atendimento de adultos com pé torto congênito. Ao adaptar para esse público uma técnica já consolidada no tratamento infantil, a unidade ampliou as possibilidades de reabilitação e passou a receber pacientes de diferentes regiões do país em busca desse cuidado especializado. Um gigante por dentro O HBDF tem 789 leitos entre pronto-socorro, internação, terapia intensiva e psiquiatria Os 789 leitos do Hospital de Base estão distribuídos entre pronto-socorro, internação, terapia intensiva e psiquiatria. Nas unidades de internação estão pacientes de áreas como ortopedia e bucomaxilofacial, neurocirurgia, cardiologia e cirurgia cardíaca, cirurgia geral, cirurgia oncológica, neurologia, hematologia, nefrologia, transplante, oncologia, pneumologia, urologia, infectologia, gastroenterologia e reumatologia. A terapia intensiva reúne 86 leitos, distribuídos entre UTIs geral, coronariana, de trauma, cirúrgica, pediátrica e neurocirúrgica, além das estruturas de centro de trauma e neurocárdio. O cuidado também envolve diferentes categorias profissionais. Enfermagem, farmácia clínica, nutrição, psicologia, fisioterapia, serviço social, fonoaudiologia e terapia ocupacional, entre outras áreas, participam do acompanhamento dos pacientes. 122 Número de programas de residência médica mantidos no HBDF O Hospital de Base também é cenário de ensino, pesquisa e formação profissional, com 122 programas de residência médica e multiprofissional. A unidade conta, ainda, com centro de simulação realística, salas de estudo e biblioteca. Inaugurado poucos meses depois de Brasília, o Hospital de Base passou a fazer parte da história da capital e da própria estruturação da rede pública de saúde do Distrito Federal. Ao completar 66 anos, mantém uma característica que acompanha sua trajetória: concentrar assistência especializada, tecnologia e diferentes equipes para atender pacientes que necessitam de cuidados de maior complexidade. Consultas e procedimentos ambulatoriais O atendimento ambulatorial é realizado mediante agendamento. Na maioria dos casos, o paciente deve procurar inicialmente uma UBS para avaliação e, quando houver indicação de atendimento especializado, é encaminhado via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg). O ambulatório também recebe consultas de retorno e pacientes egressos da emergência ou da internação. Alguns serviços possuem fluxo próprio de agendamento, como determinadas demandas da oncologia, da urologia e para vacinação, conforme critérios e protocolos institucionais. Horário de funcionamento Atendimento ambulatorial: das 6h às 12h e das 13h às 18h; Quimioterapia e radioterapia: até as 22h; Radiologia, laboratório, hemodinâmica, endoscopia respiratória e endoscopia digestiva: 24 horas. O Hospital de Base adota atendimento com hora marcada, check-in e fluxos definidos para entrada e saída dos pacientes, contribuindo para a organização do atendimento e a redução de filas e do tempo de permanência na unidade.
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Hospital de Base completa 66 anos com histórias de quem faz parte de sua trajetória
Uma mãe acompanhou por 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional encontrou nos colegas apoio para atravessar o luto. Outro colaborador passou por diferentes funções e desafios na saúde pública. Há ainda quem tenha dedicado mais de três décadas da vida à mesma unidade. Em comum, todos têm histórias que se cruzam com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que, neste sábado, completa 66 anos. As experiências de Adalgisa Francisca Dourado, Cristina Hiramoto, Antônio Rodrigues dos Santos e José Joaquim Vieira Júnior estão entre as escolhidas para representar os profissionais na celebração dos 66 anos do hospital. “Sua dedicação é a nossa marca” é a mensagem da campanha que antecede o aniversário da instituição. Antônio dos Santos, do Núcleo de Patrimônio: “Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios” | Fotos: Divulgação Referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência, o Hospital de Base conta atualmente com 5.031 colaboradores e faz parte da vida de gerações de pacientes, profissionais e famílias. Uma trajetória de desafios e aprendizados O assistente administrativo Antônio Rodrigues dos Santos, do Núcleo de Patrimônio, iniciou sua trajetória no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em 2019, como auxiliar de humanização. Desde então, passou por diferentes unidades e experiências. Atuou na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia da covid-19, participou da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e, posteriormente, assumiu funções ligadas à gestão patrimonial. “Cada mudança trouxe novos aprendizados”, lembra. “Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios. Tenho orgulho do caminho construído até aqui e sigo buscando crescer profissionalmente para contribuir cada vez mais com o IgesDF.” Apoio para continuar Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas: “Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias” A analista Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas, chegou ao HBDF em julho de 2019. Ao longo dos anos, construiu amizades que se transformaram em uma rede de apoio em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Em abril deste ano, Cristina perdeu a filha, aos 19 anos. Desde então, tem enfrentado o luto com o acolhimento das pessoas que fazem parte de sua rotina no hospital. “Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias”, ressalta. “Não significa esquecer, mas encontrar forças para continuar”. Do trabalho à experiência como mãe A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina de trabalho. Há dois anos, porém, passou a vivenciar a instituição sob outra perspectiva, quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou de atendimento. Durante 12 dias, ela acompanhou o tratamento e a recuperação dele no mesmo hospital onde trabalha. “Foi muito difícil vê-lo naquela situação”, recorda. “Eu achava que ele perderia os dois olhos, mas, graças a Deus e ao trabalho dos médicos, ele conseguiu se recuperar. Foi um momento que me marcou profundamente e que reforçou ainda mais minha gratidão”. Uma vida ligada ao Hospital de Base Há 36 anos no Hospital de Base, o cardiologista José Joaquim Júnior lembra-se do dia em que participou do mutirão para atender mais de 40 vítimas de um único acidente: “Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão” Gerente do Cuidado Ambulatorial, o cardiologista José Joaquim Vieira Júnior acumula 36 anos de história no Hospital de Base. Durante os cinco anos de residência médica, chegou a morar no próprio hospital, no 12º andar, experiência que fortaleceu ainda mais sua ligação com a unidade. Entre as inúmeras lembranças da carreira, uma das mais marcantes ocorreu após o capotamento de um ônibus nas proximidades da Torre de TV, com mais de 40 vítimas. “Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão”, relata. “Nós, residentes, descemos para ajudar nos atendimentos e participamos das triagens para definir quem precisava seguir para o centro cirúrgico, realizar exames ou receber outros cuidados. Depois, todos os envolvidos receberam um elogio oficial do governador Joaquim Roriz pelo trabalho realizado”. *Com informações do IgesDF
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Megabazar com mais de 15 mil itens começa nesta segunda (10) no Hospital de Base
A partir desta segunda-feira (10), o estacionamento do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebe o Megabazar da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A iniciativa reúne mais de 15 mil itens, entre roupas, calçados, brinquedos, acessórios e artigos para o lar, e segue até a sexta-feira (14). Pela primeira vez, o bazar será realizado durante toda a semana. A iniciativa busca arrecadar recursos para apoiar as atividades desenvolvidas pela Rede Feminina, que atua no acolhimento e suporte a pacientes em tratamento contra o câncer. Roupas, calçados, brinquedos e utilidades domésticas em bom estado de conservação estão entre os itens vendidos no bazar | Foto: Divulgação Segundo a coordenadora da instituição, Larissa Bezerra, haverá reposição diária, garantindo novidades para quem visitar o espaço ao longo dos cinco dias. “O bazar só é possível por causa das doações que recebemos, e teremos novidades todos os dias para garantir a rotatividade dos itens”, conta. Entre as opções disponíveis estão utilidades domésticas, casacos, roupas, calçados, brinquedos e acessórios em bom estado de conservação. Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro, Pix, cartão de débito ou crédito, com possibilidade de parcelamento em até dez vezes sem juros. Evento aproxima solidariedade e cotidiano do hospital A localização facilita o acesso de pacientes, acompanhantes, colaboradores e demais pessoas que passam pelo Hospital de Base. Foi o que aconteceu com Rosilene Galdino da Silva, que esteve na unidade para marcar consultas e exames para o filho e aproveitou a passagem pelo hospital para comprar alguns itens para as netas. “Eu fui pega de surpresa e achei ótimo, já que adoro bazar. E a Rede Feminina faz um trabalho muito bonito, então fico feliz em ajudar”, elogia. O megabazar funciona das 8h às 17h e é aberto ao público. Os itens que não forem comercializados, até o final da ação, serão destinados a outras instituições.
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Farmácia impulsiona inovação e amplia a segurança do paciente
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para além da dispensação de medicamentos, a farmácia hospitalar exerce um papel estratégico na assistência à saúde. É nela que logística, tecnologia e cuidado se unem para garantir que medicamentos e insumos cheguem ao paciente com qualidade, no momento certo e de forma segura. Celebrado em 5 de agosto, o Dia da Farmácia evidencia a importância desse trabalho, desenvolvido diariamente nos hospitais de Base do Distrito Federal (HBDF), Regional de Santa Maria (HRSM) e Cidade do Sol (HSol), bem como nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Do recebimento pela unidade hospitalar à entrega ao paciente, todos os insumos são acompanhados por meio de um sistema de monitoramento | Foto: Divulgação/IgesDF Nos últimos anos, o instituto modernizou a gestão de insumos ao ampliar a rastreabilidade de medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais (OPME) e incorporar novas tecnologias aos processos logísticos. Hoje, cada item é acompanhado desde o recebimento até a entrega ao paciente por meio de dispositivos coletores móveis de dados (palms), que ampliam o controle e a confiabilidade das informações. A transformação continua com projetos como o dispensário eletrônico, em fase de testes operacionais; o robô de entrega de medicamentos, que apresentou resultados positivos durante avaliação realizada sem custos para a instituição; e os carros automatizados, cujo projeto-piloto será iniciado em breve. A expectativa é tornar os processos mais eficientes, reduzir falhas, ampliar a rastreabilidade em tempo real e otimizar o abastecimento das unidades. “Transformamos a logística de insumos em uma engrenagem de segurança e cuidado”, afirma a gerente-geral de Logística de Insumos do IgesDF, a farmacêutica Jéssica Nobre. “Cada medicamento que chega ao paciente carrega hoje rastreabilidade, tecnologia e responsabilidade.” Gestão integrada à assistência Outro avanço foi a incorporação da farmácia clínica à Gerência de Insumos Farmacêuticos e OPME (Geifo), aproximando a gestão logística do acompanhamento clínico dos pacientes. O modelo permite acompanhar toda a trajetória do tratamento, desde o planejamento da aquisição até a dispensação, além de fortalecer a farmacoeconomia e o uso racional dos recursos públicos. “Quando unimos logística, tecnologia e atuação clínica, garantimos um cuidado muito mais seguro e eficiente”, enfatiza Nayara Alves, responsável pela Geifo. “Cada etapa passa a ser acompanhada de forma integrada, contribuindo para escolhas terapêuticas mais assertivas e para a melhor utilização dos recursos do instituto.” “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento” Thales Teódulo, farmacêutico do HRSM Na farmácia ambulatorial do Hospital de Base, a farmacêutica Shirley Vanessa lembra que o contato direto com pacientes e equipes reforça a importância da atuação: “Em um hospital de alta complexidade como o HBDF, onde são realizados tratamentos complexos e atendidos pacientes com diferentes perfis clínicos, a atuação da farmácia torna-se ainda mais relevante. Integrada à equipe multiprofissional, ela oferece suporte técnico às equipes assistenciais e contribui para que o paciente receba um atendimento seguro, humanizado e de qualidade”. No Hospital Regional de Santa Maria, o farmacêutico Thales Teódulo ressalta que o trabalho integrado reduz riscos e fortalece a assistência. “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento”, aponta. “No HRSM, a farmácia é uma parceira essencial da equipe multiprofissional, sempre com o paciente no centro do cuidado”. Tecnologia Nas UPAs, a modernização dos processos também amplia a eficiência da assistência. O chefe do Núcleo de Insumos Farmacêuticos das UPAs, Misael Silva, destaca que as novas ferramentas permitem direcionar mais tempo às atividades voltadas ao cuidado. “Mesmo atuando nos bastidores e, muitas vezes, sem ser percebida pelos pacientes, a farmácia hospitalar é responsável por promover o uso racional de medicamentos e garantir uma gestão eficiente dos estoques, assegurando que não faltem medicamentos e insumos para a assistência”, resume. “Seu trabalho é fundamental para oferecer um cuidado seguro, contínuo e de qualidade.” Na UPA Vicente Pires, a farmacêutica Alessandra Ludwig pontua: “Em uma unidade de pronto atendimento, o farmacêutico é um profissional essencial para a segurança e a qualidade da assistência. Sua atuação vai muito além da dispensação de medicamentos: participa da seleção de insumos, da gestão de estoques, do armazenamento seguro, da farmacovigilância e da orientação da equipe multiprofissional, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para que cada paciente receba o tratamento certo, na dose certa e na hora certa”. *Com informações do IgesDF
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Pré-diabetes pode ser revertida, mas exige mudança de hábitos e acompanhamento médico
No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas reforçam um alerta importante: a pré-diabetes pode ser revertida quando identificada precocemente e tratada com mudanças no estilo de vida. A condição, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, é um sinal de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar o açúcar e aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Em tratamento para diabetes há dez anos, Samuel Costa avalia: “Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada” | Foto: Divulgação/IgesDF “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia” Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base A alteração geralmente não provoca sintomas e, na maioria das vezes, é descoberta apenas em exames de rotina. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer acompanhamento médico periódico para identificar precocemente mudanças na glicemia e evitar a evolução da doença. A endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a alteração funciona como um importante sinal de alerta do organismo. “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia”, explica. “É muito importante agir nesse momento para evitar que o quadro evolua ou, em alguns casos, até revertê-lo. O mais importante é mudar o estilo de vida, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.” Exames frequentes A especialista lembra que a condição geralmente não provoca sintomas, o que torna ainda mais importante a realização periódica de exames, principalmente em pessoas com fatores de risco, como excesso de peso, pressão alta, alterações no colesterol e triglicerídeos, histórico familiar de diabetes e sedentarismo. [LEIA_TAMBEM]“Em situações mais avançadas, os danos ao pâncreas podem se tornar irreversíveis”, alerta a médica. “Já nos casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos podem impedir que a doença se instale definitivamente. Tudo na vida precisa de equilíbrio. Não pode faltar, mas também não pode haver excessos.” Mudança de hábitos Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença. Identificar e tratar a pré-diabetes é uma das principais estratégias para reduzir o avanço da doença e prevenir complicações futuras. Paciente do HBDF, Samuel de Moraes Costa descobriu que tinha diabetes após perder muito peso sem motivo aparente. Em tratamento há cerca de dez anos, ele ressalta a importância do acompanhamento contínuo e acredita que agir ainda na fase da pré-diabetes faz toda a diferença. “Em caso de pré-diabetes, é essencial tentar controlar agora e não deixar para depois”, recomenda ele. “É importante tomar muito cuidado com a alimentação. Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada.” Por ser uma unidade de referência em atendimentos de alta complexidade, o Hospital de Base acompanha ambulatorialmente pacientes com formas mais graves da doença. A porta de entrada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do diabetes é a unidade básica de saúde (UBS), responsável pela avaliação inicial e pelo encaminhamento dos pacientes quando necessário. Veja a lista completa das UBSs do Distrito Federal. *Com informações do IgesDF
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Cardápio de festa junina leva aconchego a pacientes do Hospital de Base
Quem reclama de comida de hospital não é paciente do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF). Para contagiar as pessoas do HBDF com o espírito de festa junina, a equipe de nutrição preparou um cardápio típico de arraiá nesta quarta-feira (24), data que celebra o Dia de São João. Refeições diferenciadas fazem parte de datas especiais comemoradas com os pacientes | Fotos: Divulgação/IgesDF “Os pacientes internados não podem sair, então nós tentamos trazer um pouco de lar para eles” Ana Cecília Nunes, chefe do Núcleo de Produção e Nutrição do Hospital de Base A alimentação especial foi fornecida para colaboradores e pacientes internados, seguindo as recomendações médicas e dietas específicas de cada um. O cardápio especial busca levar humanização e familiaridade durante o tratamento médico e é servido em datas de grande apelo, como Dia das Mães e Natal. Diariamente, cerca de mil colaboradores e 1.200 pacientes e acompanhantes recebem alimentação em todas as refeições no Base. A chefe do Núcleo de Produção e Nutrição do HBDF, Ana Cecília Nunes, pontua que a iniciativa proporciona conforto e acolhimento: “Comida é aconchego, é referência de casa. Os pacientes internados não podem sair, então nós tentamos trazer um pouco de lar para eles”. [LEIA_TAMBEM]O almoço foi frango caipira, carne assada ao molho, quibe de mandioca, suco de acerola como acompanhamento e, de sobremesa, churros de colher e paçoca. A merenda será de canjica e banana, seguida por um jantar completo de ensopado à flamengo, creme de milho e caldo de frango. Em seguida, para adoçar a internação, a sobremesa será melancia e pudim de tapioca. Já a ceia será de bolo de fubá com erva-doce e suco de uva. Silvan Abrão Gomes, de 64 anos, está internado no Hospital de Base há 15 dias e comemorou a iniciativa: “A comida é sempre muito boa e nutritiva, estou muito satisfeito. E eu adoro frango caipira, então fico muito feliz”. A esposa dele, Maristela da Abadia Teles Gomes, reforçou: “Ficar acompanhando em um hospital é uma situação difícil, então receber essa alimentação facilita, já que nem sempre podemos sair para comer em outro lugar”. *Com informações do IgesDF
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Bebês internados no Hospital de Base participam de ensaio junino
A gravata quadriculada, o sorriso e a desenvoltura do pequeno Benício, de apenas seis meses, conquistaram os corações de pacientes, familiares e profissionais da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Ped) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta terça-feira (23). Em um momento de leveza em meio à rotina hospitalar, bebês e crianças internados participaram de um ensaio fotográfico com temática junina durante uma atividade voltada à promoção do bem-estar e da humanização do cuidado. Bebês internados interagiram com tranquilidade na hora de fazer as imagens | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF “Essas intervenções terapêutico-ocupacionais, de caráter lúdico, expressivo e significativo, contribuem para minimizar os impactos emocionais da internação, promovendo acolhimento, estratégias de enfrentamento e o fortalecimento dos vínculos afetivos” Anna Carolina Rodrigues, terapeuta ocupacional A ação foi organizada pelas equipes de terapia ocupacional e psicologia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) para estimular o desenvolvimento infantil, fortalecer os vínculos entre os bebês, suas famílias e a equipe assistencial, além de proporcionar experiências afetivas durante o período de internação. A terapeuta ocupacional Anna Carolina Rodrigues, da UTI Pediátrica, lembra que a proposta busca recriar vivências que fariam parte do cotidiano das crianças caso estivessem em casa. “O objetivo foi proporcionar experiências que elas vivenciariam em casa, junto da família”, explica. Essas intervenções terapêutico-ocupacionais, de caráter lúdico, expressivo e significativo, contribuem para minimizar os impactos emocionais da internação, promovendo acolhimento, estratégias de enfrentamento e o fortalecimento dos vínculos afetivos”, ressalta. Mãe de Benício, Jéssica Ferreira conta que a atividade levou um pouco de alegria para uma realidade marcada por desafios: “Parte o meu coração ver meu filho internado. Não teve um dia em que eu não chorei. Mas me sinto aliviada por saber que ele está recebendo um tratamento maravilhoso. Todos nos tratam como se fôssemos da família, ele recebe atenção o tempo todo, e essa atividade foi ótima para mudar um pouco a nossa rotina”. Família e pacientes [LEIA_TAMBEM]A programação foi dividida em dois momentos. O primeiro foi o ensaio fotográfico, que transformou a unidade em um pequeno arraiá. Vestidas com acessórios juninos e respeitando as condições clínicas e os critérios de estabilidade, as crianças posaram para as fotos em um ambiente de descontração e acolhimento. A psicóloga Ana Beatriz Padilha Fernandes pontua que o cuidado integral envolve olhar para além do tratamento físico, considerando também as necessidades emocionais das famílias. “Essa ação proporcionou um momento de leveza e diversão para famílias que enfrentam uma situação tão delicada”, enfatiza. “Foi uma oportunidade de deixar a preocupação de lado e descontrair um pouco, fazendo com que todos participassem dessa experiência”. Em seguida, as mães participaram de uma oficina de confecção de molduras personalizadas, que serão incorporadas às placas de identificação dos leitos. Segundo a terapeuta ocupacional Anna Carolina, a atividade funciona como um recurso terapêutico capaz de estimular a criatividade, a expressão de sentimentos e o protagonismo das famílias no processo de cuidado e recuperação das crianças. “Com essa atividade, trazemos ainda mais humanização ao tratamento, dando rostos aos nomes que vemos nos leitos”, especifica. *Com informações do IgesDF
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Botox oferecido pelo SUS ajuda pacientes a recuperar movimentos e qualidade de vida
Conhecida pelos usos estéticos, a toxina botulínica — botox — também é uma importante aliada no tratamento de pacientes com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas. Referência nesse tipo de atendimento na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base realiza cerca de 240 atendimentos por mês, ajudando pacientes a recuperar movimentos, reduzir dores e ganhar mais qualidade de vida. Um dos pacientes beneficiados é Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos. Depois de ser baleado na cabeça, em 2011, ele passou a conviver com limitações severas de mobilidade. As sequelas neurológicas provocaram o aumento involuntário da contração muscular, que dificulta movimentos simples do dia a dia. Desde então, a mãe dele, Maria Gonçalves de Souza, assumiu integralmente os cuidados com o filho. “Ele fica com o corpo todo rígido. Para colocá-lo no carro ou dobrar as pernas, por exemplo, é muito difícil. Exige bastante esforço", relata. O tratamento de Darlan Souza Sobrinho evoluiu depois do início do uso de toxina botulínica | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na busca por mais conforto e qualidade de vida para Darlan, a família encontrou no Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), um importante aliado: o tratamento com aplicação de toxina botulínica. A aplicação ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva e é indicada para casos de tremores, espasmos, distonias e outras condições que provocam contrações involuntárias. Segundo o neurologista Flávio Faria, do HBDF, o procedimento não cura a doença de base, mas proporciona alívio significativo dos sintomas e melhora a funcionalidade dos pacientes. "Essas doenças podem provocar contrações musculares involuntárias que causam dor e dificultam atividades simples, como movimentar o pescoço ou até mesmo abrir os olhos. A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente", explica. O especialista destaca que o tratamento precisa ser realizado periodicamente, geralmente a cada três meses, período correspondente à duração média dos efeitos da medicação. Além dos transtornos do movimento, a aplicação é indicada para pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico e paralisia cerebral. "A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente" Flávio Faria, neurologista Maria acompanha de perto os resultados no filho e afirma que as mudanças são perceptíveis após cada sessão. "Ele fica mais maleável, consegue movimentar melhor os braços e as pernas. Parece até mais leve. É um tratamento que ajuda muito", comemora. Referência na rede pública O ambulatório de aplicação de toxina botulínica do Hospital de Base é a principal referência da rede pública do Distrito Federal para esse tipo de tratamento. Entre os pacientes atendidos está Vilmar Neres de Sousa, que passou a sofrer com espasmos involuntários na face, especialmente na região da mandíbula. “Quando cheguei ao hospital, minha boca estava toda torta. Eu tinha dificuldade para conversar e até para me alimentar", relembra. Em acompanhamento desde 2020, ele afirma que a melhora após as aplicações é evidente. "Sinto muita diferença. É um tratamento que me ajuda bastante e faz toda a diferença na minha rotina", conta. [LEIA_TAMBEM]Acesso ao tratamento Pacientes que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação médica. Quando necessário, são encaminhados para atendimento especializado com fisiatra, neurologista ou neurocirurgião e, posteriormente, para o ambulatório do Hospital de Base. A toxina botulínica é disponibilizada gratuitamente pela rede pública, por meio das farmácias de alto custo. Os pacientes em tratamento retiram a medicação e a levam ao hospital para aplicação pelos especialistas. *Com informações do IgesDF
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Clima de copa anima pacientes em tratamento de câncer no Hospital de Base
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas a torcida pela Seleção Brasileira já tomou conta de um dos andares do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Nesta quarta-feira (10), a equipe de enfermagem do andar de Oncologia realizou uma ação para trazer o espírito do evento para os pacientes acamados. A iniciativa transformou a rotina hospitalar em um momento de descontração. Profissionais percorreram os quartos com um jogo de perguntas e respostas sobre futebol e a história das Copas do Mundo. Ao final, os participantes puderam escolher itens temáticos em um carrinho carinhosamente chamado de “Mercadinho da Onco”, com bandeirinhas, pulseiras, máscaras e outros adereços. Todos os itens distribuídos foram adquiridos pelos próprios profissionais da equipe de enfermagem | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF A chefe de enfermagem da Oncologia, Kelly Marques, afirma que a iniciativa foi pensada para inserir os pacientes na celebração da copa. “O objetivo foi trazer um momento de descontração e de divertimento para eles. Os pacientes que estão aqui estão vivendo uma fase muito delicada de enfrentamento da doença, e pode ser que alguns deles assistam à última Copa do Mundo da vida, então estamos fazendo o máximo para tornar esse momento especial”, explica. “O objetivo foi trazer um momento de descontração e de divertimento para eles. Os pacientes que estão aqui estão vivendo uma fase muito delicada de enfrentamento da doença" Kelly Marques, chefe de enfermagem A paciente Glaudia Finotti, de 55 anos, aprovou a iniciativa. Após acertar a pergunta sobre quem é conhecido como o Rei do Futebol, ela escolheu uma pulseira para acompanhar os jogos da seleção. “Nos sentimos muito apáticos e é fácil ficar negativo, mas essa brincadeira foi maravilhosa porque nos tirou um pouco da rotina e trouxe mais alegria para o dia”, relata. Todos os itens distribuídos foram adquiridos pelos próprios profissionais da equipe de enfermagem. A expectativa agora é que os pacientes utilizem os adereços durante as transmissões dos jogos, que poderão ser acompanhadas diretamente dos quartos. A assistente social Maria Idalina destaca que a ação vai além da diversão e contribui para o bem-estar emocional dos pacientes. “Queremos trazer a Copa do Mundo para dentro do hospital e criar um ambiente mais leve. O futebol tem esse poder de unir as pessoas e despertar emoções positivas, e é isso que buscamos proporcionar”, explica. Expectativa é que os pacientes utilizem os adereços durante as transmissões dos jogos, que poderão ser acompanhadas diretamente dos quartos | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Otimismo para os jogos Internada há pouco mais de dois meses, Daniela Ledo Barreto já está preparada para acompanhar a campanha brasileira. Torcedora ávida da Seleção Brasileira, ela trouxe de casa uma camisa personalizada para usar durante os jogos e participou animadamente da dinâmica. “Foi muito divertido. Mesmo que seja por alguns minutos, conseguimos esquecer um pouco das preocupações e nos distrair. Isso faz muito bem para a gente”, conta. Confiante, Daniela aposta em uma vitória brasileira por 3 a 1 contra o Marrocos. Quem também acredita no triunfo da seleção é Alessandra Pereira de Sena, internada há quase três meses. Para ela, a ação ajudou a tornar o dia mais leve. “Essa brincadeira foi ótima para distrair a mente e animar todo mundo. Agora é torcer para o Brasil ganhar. Meu palpite é 2 a 0”, comemora. *Com informações do IgesDF
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Rede Feminina reúne solidariedade e música em festa junina no Hospital de Base
Em clima de festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer entregou, nesta sexta-feira (29), 300 cestas básicas e dúzias de ovos a pessoas em tratamento oncológico atendidas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reuniu música, comidas típicas e momentos de acolhimento para pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa integra as ações permanentes de apoio social desenvolvidas pela rede com os pacientes atendidos no HBDF, oferecendo suporte às famílias durante esse período e contribuindo para tornar a jornada do cuidado menos difícil. Durante festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer distribuiu 300 cestas básicas e reuniu lazer e solidariedade | Foto: Divulgação/IgesDF Com temática junina, a ação deste mês contou com música, acolhimento e trajes xadrez, transformando a entrega dos alimentos em um momento de descontração para quem enfrenta uma rotina marcada por consultas, exames e cuidados constantes. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou a importância do acolhimento durante o cuidado oncológico. “Precisamos pensar no cuidado ao paciente em todas as esferas, não apenas na clínica. Esse tipo de iniciativa é essencial para o bem-estar e a qualidade de vida dos nossos pacientes”, afirma. A coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, explica que a festa foi pensada para proporcionar um momento leve aos pacientes e familiares. “Nosso principal objetivo era fazer com que os pacientes pudessem vivenciar a festa junina e compartilhar esse momento de confraternização, mesmo diante dos desafios impostos pelo tratamento”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Toda a festa foi realizada a partir de doações. Os alimentos foram vendidos a preços simbólicos, e o valor arrecadado será revertido para investimentos nos diversos projetos da Rede Feminina. Em acompanhamento contra o câncer de mama desde 2023, Maria Ivanilça aproveitou a oportunidade para experimentar a uva do amor e curtir a música ao vivo. “Essa cesta básica realmente faz a diferença. Vim do Nordeste para me cuidar aqui e não sei o que faria sem esse apoio da Rede Feminina. Eu me sinto muito abençoada. Esse projeto é maravilhoso”, agradece. *Com informações do IgesDF
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Rede pública de saúde já oferece acompanhamento hormonal para menopausa e baixa testosterona
“Era um calorão que vinha exatamente de madrugada, na hora em que eu começava a pegar no sono.” Aos 45 anos, Eliane Mendes Maciel começou a enfrentar ondas de calor, noites maldormidas e cansaço constante provocados pela menopausa. Eliane Maciel faz tratamento de reposição hormonal no ambulatório do Hospital de Base: “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada” | Foto: Divulgação/IgesDF Ela está entre as primeiras pacientes atendidas no novo ambulatório de reposição hormonal do Hospital de Base (HBDF), criado para acompanhar mulheres e homens com alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento. O ambulatório tem capacidade para atender até 40 pessoas por mês. Desde a implantação do serviço, já houve 26 acompanhamentos, envolvendo 19 mulheres e sete homens. “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada”, relata Eliane. Desde janeiro deste ano, a unidade hospitalar, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), oferece atendimento especializado para pessoas que enfrentam sintomas ligados à redução hormonal causada pela idade. Sintomas Ondas de calor, insônia, irritabilidade, perda de memória, diminuição da libido, cansaço excessivo e alterações de humor estão entre os sinais mais comuns. Embora muitas pessoas associem essas mudanças apenas ao envelhecimento, especialistas alertam que o acompanhamento médico pode ajudar a reduzir impactos físicos e emocionais provocados pelas alterações hormonais. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular” Marcelo Canto, endocrinologista “No caso das mulheres, a principal queixa costuma estar ligada à menopausa”, aponta a chefe do serviço de endocrinologia do HBDF, Alessandra Christine Pfeilsticker. “Já entre os homens, a queda da testosterona pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço e falta de disposição.” O endocrinologista Marcelo Canto enfatiza que o aumento da expectativa de vida fez crescer também a procura por tratamentos voltados à saúde hormonal. “Hoje existe uma compreensão muito maior sobre a importância desse cuidado quando ele é indicado e acompanhado por especialistas”, afirma. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular”. Quem pode procurar o serviço [LEIA_TAMBEM]O atendimento é destinado a mulheres entre 40 e 60 anos que apresentem sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e alterações no ciclo menstrual, incluindo intervalos longos entre as menstruações ou ausência do fluxo. Para homens, o serviço é indicado principalmente a pacientes acima dos 45 anos com sintomas como diminuição da libido, cansaço persistente e disfunção erétil, além de exames laboratoriais que apontem baixos níveis de testosterona. Para agendar avaliação no ambulatório, é necessário comparecer ao Hospital de Base com encaminhamento médico, tanto da rede pública quanto da particular. No documento, devem constar os sintomas apresentados e, no caso dos homens, exames laboratoriais que comprovem alteração hormonal. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base reduz casos de infecção hospitalar em 20% após reforço de medidas de segurança
Medidas adotadas pelo Hospital de Base do Distrito Federal para reforçar a proibição do uso de acessórios por profissionais de saúde ajudaram a reduzir em 20% os casos de infecções hospitalares entre 2024 e 2025. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas para a segurança dos pacientes e para a prevenção de contaminações dentro da unidade. Entre as medidas está a campanha Adorno Zero, que orienta equipes assistenciais a não utilizar acessórios durante o trabalho em áreas hospitalares, especialmente no centro cirúrgico. Anéis, pulseiras, relógios, brincos, correntes e outros itens podem acumular bactérias, vírus e fungos e dificultar a higienização adequada das mãos, aumentando o risco de transmissão de doenças dentro do ambiente hospitalar. A ação vem sendo reforçada nesta semana pelas equipes do centro cirúrgico do Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), principalmente devido à grande circulação de profissionais em formação na unidade. Como o Hospital de Base recebe muitos profissionais em formação, é necessário que campanhas como a Adorno Zero sejam constantes | Fotos: Divulgação/IgesDF A coordenadora do centro cirúrgico, Ana Cristina Neves, explica que o reforço das orientações é permanente devido à chegada frequente de novos residentes e profissionais. “Como somos uma unidade que recebe constantemente profissionais em formação; esse trabalho de conscientização precisa ser contínuo para garantir a segurança dos pacientes e das equipes”, afirma. A campanha integra outras estratégias de prevenção adotadas pela rede, como o Programa de Redução de Infecção em Cirurgias (Prisc). Segundo a gerente de Planejamento em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde (Diase), Fernanda Hak, pequenas atitudes ajudam a reduzir riscos dentro do ambiente hospitalar. “É uma ação simples, mas que faz diferença diretamente na segurança dos pacientes ao diminuir os riscos de infecção”, destaca. O uso correto de máscaras e uniformes também deve ser verificado nos centros cirúrgicos O médico infectologista Tazio Vanni, do Hospital de Base, explica que pacientes mais fragilizados, como pessoas internadas ou em recuperação de cirurgias, estão entre os mais vulneráveis às contaminações. “Mesmo após a higienização das mãos, acessórios podem dificultar a limpeza completa e favorecer a permanência de bactérias e outros germes”, alerta. Além da possibilidade de transmissão de doenças, os acessórios podem provocar acidentes durante os atendimentos e procedimentos, já que há risco de enroscar em equipamentos e materiais hospitalares. O que é considerado adorno? Adornos como anéis e correntes podem acumular bactérias, vírus e fungos e dificultar a higienização adequada das mãos De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha alguma função prática. Entram nessa lista anéis, alianças, pulseiras, relógios, colares, correntes, brincos, broches, piercings expostos, gravatas e itens semelhantes. A única exceção é o uso dos óculos de grau, por serem indispensáveis para a visão do profissional. Ainda assim, eles devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes. A anestesiologista Nadja Corrêa Graça explica que até mesmo o crachá precisa receber cuidados específicos dentro do centro cirúrgico. “Mesmo sendo obrigatório para identificação, ele deve ficar guardado dentro do pijama cirúrgico para evitar risco de contaminação dos pacientes”, orienta. A campanha também reforça o uso correto da máscara, que deve cobrir nariz, boca e queixo durante todo o atendimento. *Com informações do IgesDF
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IgesDF abre edital para reforma da área de medicina nuclear do Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou o Edital nº 020/2026 para contratar uma empresa especializada em engenharia para reformar a Unidade de Medicina Nuclear do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A obra vai adequar o espaço para a instalação de uma nova gama câmara, equipamento utilizado em exames de diagnóstico por imagem. A reforma prevê melhorias estruturais, elétricas e tecnológicas para garantir o funcionamento adequado e seguro do equipamento, além de mais eficiência e qualidade nos atendimentos. A área de medicina nuclear do Hospital de Base passará por reformas estruturais, elétricas e tecnológicas | Foto: Divulgação/IgesDF A gama câmara é usada em exames de medicina nuclear e permite avaliar, em tempo real, o funcionamento de órgãos e tecidos a partir da captação da radiação emitida por radiofármacos administrados nos pacientes. A tecnologia auxilia no diagnóstico e acompanhamento de diferentes doenças. A empresa contratada será responsável pela execução completa da obra, incluindo fornecimento de materiais, mão de obra e instalação da infraestrutura necessária. Entre as intervenções previstas estão adequações elétricas, implantação de sistema de aterramento, construção de base de concreto para o equipamento, reestruturação da climatização e reforço da infraestrutura de dados e tecnologia. A obra será realizada de forma planejada para reduzir impactos na rotina hospitalar e preservar, sempre que possível, a continuidade dos atendimentos. As propostas devem ser enviadas pela plataforma Apoio Cotações. Os interessados devem consultar o edital completo para verificar os critérios técnicos e as condições do processo. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base completa cinco meses sem casos de pneumonia em pacientes com respiradores nas UTIs
Cinco meses sem registros de pneumonia em pacientes que utilizam respiradores nas UTIs marcaram um importante passo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na prevenção de infecções hospitalares. O resultado foi alcançado após o reforço de protocolos assistenciais, treinamentos e medidas de segurança do paciente desenvolvidas em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A marca foi apresentada nesta sexta-feira (15), Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, durante visita técnica que reuniu representantes do programa e equipes multiprofissionais da unidade para avaliar indicadores e fortalecer estratégias voltadas para a segurança do paciente. Equipe do Hospital de Base avaliou indicadores e traçou estratégias para aumentar a segurança do paciente | Foto: Divulgação/IgesDF A gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Jovita de Castro, explica que a redução desse tipo de ocorrência depende de uma atuação contínua e integrada entre diferentes equipes do hospital. “São várias ações que, isoladamente, não têm um efeito tão significativo, mas que, quando realizadas de forma conjunta e coordenada, conseguem reduzir as infecções. Isso exige treinamento constante, monitoramento de indicadores, identificação de riscos e ajustes nos processos assistenciais. É uma mudança de cultura institucional que depende do engajamento de toda a equipe”, destaca. A chamada pneumonia associada à ventilação mecânica é uma das infecções mais comuns e preocupantes dentro de unidades de terapia intensiva. Ela pode surgir em pacientes que precisam utilizar respiradores por longos períodos e costuma aumentar o risco de complicações, além de prolongar o tempo de internação. Trabalho integrado para reduzir riscos “São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar” Jovita de Castro, gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base participa do projeto em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), referência nacional em qualidade e segurança assistencial. O projeto, desenvolvido em parceria com o Proadi-SUS, tem foco nas UTIs voltadas a pacientes cardíacos e busca reduzir em 50% os principais tipos de infecções relacionadas à assistência à saúde. Segundo Jovita de Castro, pacientes internados em unidades de terapia intensiva apresentam maior vulnerabilidade devido à gravidade do quadro clínico e à necessidade de dispositivos invasivos e de suporte à vida. “São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar”, explica. [LEIA_TAMBEM]O Proadi-SUS é um programa do governo federal que promove cooperação entre hospitais públicos e instituições de excelência para o desenvolvimento de ações voltadas à pesquisa, inovação, educação e aprimoramento da gestão em saúde. No HBDF, a parceria teve início em 2025 e segue até o final deste ano, com ações voltadas para aprimoramento de protocolos, capacitações e fortalecimento das práticas de segurança do paciente. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base realiza força-tarefa para identificar doença genética ligada ao colesterol alto
Dor no peito, falta de ar durante esforços físicos e colesterol persistentemente alto podem ser sinais de um problema mais complexo do que parece. Em alguns casos, esses sintomas indicam a hipercolesterolemia familiar (HF), uma doença genética que faz com que o colesterol permaneça elevado desde o nascimento e aumente o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) precoces. Apesar de ser considerada relativamente frequente entre as doenças hereditárias, a condição ainda é pouco diagnosticada. Muitos pacientes convivem durante anos sem saber da doença e acabam descobrindo o problema apenas após complicações graves. Com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce e facilitar o acesso ao tratamento especializado, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, na última sexta-feira (8), uma força-tarefa voltada à identificação de pacientes com suspeita da doença. A hipercolesterolemia familiar aumenta os riscos de infartos e AVCs precoces | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa reuniu pacientes atendidos anteriormente na rede pública de saúde que apresentavam alterações importantes nos exames de colesterol. Após análise dos prontuários, pessoas com sinais indicativos da condição foram convidadas a comparecer ao HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), com exames laboratoriais para avaliação especializada. Durante o atendimento, os participantes passaram por investigação clínica, avaliação do risco de doenças cardiovasculares e orientação genética. “A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética relativamente comum, mas ainda muito subdiagnosticada. Muitos pacientes sofrem infartos ou AVCs precoces sem saber a real causa e, consequentemente, sem acesso ao tratamento adequado. Esta força-tarefa busca justamente ampliar o conhecimento sobre a doença e facilitar o diagnóstico precoce”, explica a cardiologista do HBDF, Ana Cláudia Cavalcante Nogueira. Segundo a especialista, identificar o problema ainda nos primeiros anos de vida reduz significativamente os riscos de complicações cardiovasculares graves. Quando o colesterol vai além da alimentação A hipercolesterolemia familiar é causada por alterações genéticas que dificultam a eliminação do colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”. Como consequência, os níveis permanecem elevados desde o nascimento, mesmo em pessoas que mantêm hábitos saudáveis. Na forma mais comum da doença, chamada heterozigótica, os sintomas costumam surgir no início da vida adulta e estão associados a colesterol acima de 190 mg/dL, além de dores no peito e falta de ar durante atividades físicas. Estima-se que essa forma afete uma em cada 250 pessoas. Já a forma homozigótica, considerada mais rara e agressiva, ocorre quando a alteração genética é herdada do pai e da mãe. Nesses casos, podem surgir ainda na infância lesões elevadas na pele chamadas xantomas, causadas pelo acúmulo de gordura e colesterol, principalmente nas mãos, cotovelos, joelhos e pés. Embora existam poucos casos oficialmente diagnosticados no Brasil, especialistas acreditam que a doença ainda seja amplamente subnotificada Embora existam poucos casos oficialmente diagnosticados no Brasil, especialistas acreditam que a doença ainda seja amplamente subnotificada, ou seja, com número de casos menor do que o realmente existente. Foi justamente por causa dessas lesões que Clayton Rodrigues, de 53 anos, finalmente descobriu o que carregava desde a adolescência. “Eu comecei a desenvolver xantomas (lesões amareladas na pele) nos braços aos 16 anos. Passei por vários médicos durante a vida, mas ninguém conseguia explicar o motivo”, relata. Clayton Rodrigues trata a doença no Hospital de Base: "Tinha gente que evitava até encostar em mim e eu nunca soube explicar o motivo. Hoje eu tenho esperança e qualidade de vida" O diagnóstico veio apenas em 2024, durante uma internação no HBDF para a realização de quatro cirurgias de ponte de safena. As lesões chamaram a atenção da equipe médica, que levantou a suspeita da forma mais grave da doença. O exame genético confirmou o diagnóstico. “Eu sempre sofri muito preconceito por causa dessas lesões. Tinha gente que evitava até encostar em mim, e eu nunca soube explicar o motivo. Hoje eu tenho esperança e qualidade de vida”, afirma. Diagnóstico que também protege famílias Após a confirmação do caso de Clayton, familiares também passaram por investigação. Foi assim que a filha dele, Daniele Rodrigues, descobriu que tinha a forma mais comum da doença aos 26 anos. “É muito bom saber disso cedo, porque agora consigo tomar os cuidados necessários para evitar complicações mais graves no futuro. E também podemos cuidar melhor do nosso pai. Antes, ele era uma bomba-relógio e nem sabíamos”, observa. Por ser hereditária, a identificação de um paciente costuma levar à investigação de outros membros da família, estratégia considerada essencial para reduzir mortes precoces associadas à doença. [LEIA_TAMBEM]Embora não tenha cura, a hipercolesterolemia familiar pode ser controlada com acompanhamento médico, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e uso contínuo de medicamentos específicos. A orientação dos especialistas é que pessoas com colesterol persistentemente elevado, histórico familiar de infarto precoce ou presença de xantomas procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Caso necessário, o paciente é encaminhado para avaliação especializada. *Com informações do IgesDF
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Unidades de saúde do DF comemoram Dia das Mães com manhã de acolhimento e carinho
Em meio à rotina intensa dos atendimentos, internações e plantões, unidades geridas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reservaram a manhã desta sexta-feira (8) para homenagear mulheres que vivenciam diariamente o cuidado dentro da saúde pública. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a equipe multidisciplinar da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica preparou um café da manhã especial para mães de crianças internadas e profissionais do setor. A proposta foi oferecer acolhimento e conforto em um ambiente marcado por desafios emocionais e longos períodos de internação. Momentos de descontração como o promovido nas unidades de saúde nesta sexta-feira ajudam no enfrentamento de momentos em que se tem medo de perder alguém | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o chefe da UTI Pediátrica do HBDF, Abdias Aires, a iniciativa surgiu da necessidade de olhar também para quem acompanha os pacientes durante todo o tratamento. “A mãe que acompanha um filho em situação crítica vivencia dias de profunda angústia, medo e exaustão emocional, muitas vezes diante da possibilidade real de perda. Proporcionar um momento simples de acolhimento e escuta representa uma forma de amenizar, ainda que por instantes, o peso dessa rotina tão dolorosa”, destaca. A ação criou uma pausa na rotina da terapia intensiva, aproximando equipes e famílias em um ambiente de escuta, apoio e solidariedade. “O cuidado em terapia intensiva vai além da tecnologia e dos protocolos. Ele também passa pelo acolhimento humano e pela construção de vínculos de solidariedade e esperança”, completa Abdias. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo, a celebração reuniu profissionais, pacientes e acompanhantes em uma manhã marcada por homenagens e reconhecimento. A iniciativa foi organizada pela equipe gestora da unidade, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e colaboradores. "Ser mãe vai muito além da maternidade biológica. É acolher, proteger, ensinar, amar e transformar vidas diariamente” Carolina Corrêa, gerente da UPA do Riacho Fundo Além do café da manhã, foram distribuídos brindes e lembranças às mulheres presentes na unidade. A proposta foi valorizar diferentes formas de cuidado e afeto representadas pelas figuras maternas. Para a gerente da UPA do Riacho Fundo, Carolina Corrêa, a homenagem representa gratidão e valorização. “Mais do que uma simples homenagem, esse momento representa reconhecimento e afeto por todas as mulheres que carregam consigo a essência do cuidado, da força e da dedicação. Ser mãe vai muito além da maternidade biológica. É acolher, proteger, ensinar, amar e transformar vidas diariamente”, afirma. *Com informações do IgesDF
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Pressão alta atinge 30% dos brasileiros e pode causar infarto e AVC
Jermino Alves Pinheiro tinha 50 anos quando descobriu, durante uma consulta de rotina, que era hipertenso. Ele relata que não apresentava sintomas na época, mas recebeu orientação para iniciar o tratamento com medicamentos. “Todos na minha família têm esse problema, então não fiquei surpreso. Mas eu não senti nenhum desconforto ou sinal diferente”, conta. Hoje, aos 70 anos, ele faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), após ter sido submetido a uma cirurgia de ponte de safena. Jermino Alves Pinheiro passou por uma cirurgia de ponte de safena e trata a hipertensão há 20 anos | Foto: Divulgação/IgesDF Neste domingo (26), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A estimativa é de que metade dos pacientes hipertensos não tenham conhecimento do diagnóstico. Assim como Jermino, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A condição faz com que o coração trabalhe mais do que o normal para bombear o sangue pelo organismo. Entre as principais consequências estão o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiências renal e cardíaca. O cardiologista do HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Lucas Cronemberger, explica que não há uma causa única para o desenvolvimento da hipertensão. Segundo ele, fatores como predisposição genética, obesidade, estresse, consumo excessivo de álcool, tabagismo, ingestão elevada de sal e sedentarismo contribuem para o surgimento da doença. "Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso" Lucas Cronemberger, cardiologista “O maior risco da hipertensão é que, na maioria dos casos, ela não apresenta sintomas. Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso. Sem aferição regular, muitas pessoas não sabem que têm a doença”, destaca o médico. Prevenção e cuidado A recomendação médica é que adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano. “Os problemas da hipertensão são causados por anos de negligência sem o consumo de remédios específicos, não é algo que aconteça de um dia pro outro", explica o cardiologista. O médico reforça a importância do monitoramento contínuo. "Às vezes você está na correria do dia a dia e se esquece de pensar nisso e de ir ao médico, mas é muito importante estar atento a isso e não esperar o aparecimento de sintomas para descobrir que se tem pressão alta", completa. A visita anual ao médico é necessária para o controle da pressão arterial | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Onde medir a pressão arterial no DF Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs, que funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para hipertensão. O controle da pressão está diretamente relacionado ao estilo de vida. Entre as principais orientações estão: Manter o peso adequado; Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; Praticar atividade física regularmente; Reservar tempo para lazer e descanso; Abandonar o fumo; Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; Controlar doenças como diabetes. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base capacita equipes em técnica a laser para tratar próstata
Uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da próstata começa a ser estudada por profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O procedimento a laser é menos invasivo, reduz riscos durante a cirurgia e permite uma recuperação mais rápida para o paciente. A capacitação começou nesta sexta-feira (24) e segue até sábado (25), reunindo especialistas e equipes da unidade. O treinamento aborda uma cirurgia realizada com laser de alta potência, indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna — aumento da próstata que não é câncer, mas pode causar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga sempre cheia e necessidade frequente de ir ao banheiro. Profissionais do Hospital de Base passam por treinamento para a utilização de nova técnica cirúrgica no tratamento da próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF A técnica, chamada enucleação da próstata com laser, permite a retirada do excesso de tecido prostático com mais precisão e menor sangramento, reduzindo o tempo de internação e as chances de complicações no pós-operatório. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca que a busca por novas tecnologias faz parte do compromisso do instituto com a qualidade da assistência. “Quando a eficácia, o benefício ao paciente e a viabilidade financeira são comprovados, começamos a estudar a incorporação dessas soluções. Estamos muito otimistas com os resultados e com as evidências já publicadas sobre essa técnica”, afirma. "A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população" Paulo Saad, superintendente do HBDF Embora o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar essa tecnologia ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação prática Durante o curso, oito pacientes que aguardavam na fila de regulação foram atendidos e beneficiados com o procedimento. As cirurgias foram conduzidas pelo urologista Thiago Sato, referência nacional na técnica, com a participação de seis especialistas do corpo clínico do HBDF. Para ampliar o alcance do treinamento, os procedimentos foram transmitidos em tempo real para outros profissionais de saúde, que acompanharam as cirurgias e puderam esclarecer dúvidas durante as intervenções. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, destaca que a formação de profissionais qualificados faz parte do compromisso do IgesDF com a saúde pública. “A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população”, acrescenta. Ainda que o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar a tecnologia ao SUS Técnica mais segura Realizado por via endoscópica, o procedimento dispensa cortes externos, o que reduz o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. O chefe do setor de Urologia do Hospital de Base, Bruno Pinheiro, afirma que a capacitação prepara os profissionais do HBDF para o momento em que o equipamento estiver disponível na rede pública. [LEIA_TAMBEM]“Essa tecnologia vai chegar ao SUS mais cedo ou mais tarde, e já estamos preparando nossos profissionais para utilizá-la. O Hospital de Base é referência em saúde em todo o Centro-Oeste e, quando ela for incorporada, estaremos prontos para oferecer esse atendimento”, explica. O especialista detalha que, atualmente, pacientes submetidos ao método convencional permanecem internados, em média, por quatro dias. Com o uso do laser, esse tempo pode ser reduzido significativamente. “Com essa técnica, em muitos casos, a alta pode acontecer já no dia seguinte”, pontua. Quando procurar atendimento Homens que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga devem procurar avaliação médica. O atendimento inicial pode ser realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para especialistas, quando necessário. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Rouquidão persistente é sinal de alerta; saiba quando buscar ajuda
Rouquidão que não melhora, cansaço ao falar e falhas na voz podem ser sinais de que algo não vai bem. Em alusão ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o serviço de fonoaudiologia do Hospital de Base de Brasília realizou, nesta quinta-feira (23), uma triagem no ambulatório para orientar pacientes e acompanhantes sobre quando procurar atendimento. Durante a ação, profissionais conversaram com os participantes e aplicaram perguntas simples para identificar possíveis alterações vocais. Quem apresentou indícios de problema foi encaminhado para atendimento especializado. "Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece e pode sofrer alterações" Anne Paz, fonoaudióloga do IgesDF A fonoaudióloga Anne Paz, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), explica que a voz também sofre mudanças ao longo da vida e precisa de cuidados. “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece e pode sofrer alterações. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento”, afirma. Segundo a especialista, alguns sinais não devem ser ignorados. “Rouquidão por mais de 15 dias já é um indicativo importante para buscar avaliação profissional”, orienta. A procura pelo serviço reforça a importância desse acompanhamento. Somente no mês de março, a equipe de fonoaudiologia do Hospital de Base realizou mais de cinco mil atendimentos, entre avaliações, orientações e acompanhamento especializado de pacientes com alterações na voz e na comunicação. Entre os participantes da triagem, o aposentado Aguinaldo Antônio de Oliveira foi surpreendido pela ação enquanto realizava um exame de sangue na unidade. Cantor na igreja dele, Aguinaldo recebeu orientações específicas para preservar a voz. Cantor na igreja, Aguinaldo Antônio de Oliveira recebeu dicas de cuidado com a voz e foi encaminhado uma avaliação auditiva | Foto: Divulgação/IgesDF “Peguei algumas dicas na internet, mas me explicaram que nem tudo funciona para todas as pessoas e me passaram orientações específicas. Achei uma iniciativa excelente, deveria acontecer mais vezes”, relata. Durante o atendimento, ele também foi encaminhado para avaliação auditiva, já que dificuldades para ouvir podem influenciar na forma como a pessoa fala. [LEIA_TAMBEM]Fique atento aos sinais Procure avaliação se você apresentar rouquidão por mais de 15 dias, cansaço ou esforço ao falar, falhas na voz ao longo do dia, dificuldade para ser entendido, principalmente em locais barulhentos, ou desconforto ao falar. O primeiro passo é buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A equipe fará a avaliação inicial e, se necessário, encaminhará para atendimento especializado e exames. *Com informações do IgesDF
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Aberto edital para aquisição de aparelho que aumenta a precisão no tratamento do câncer
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu o Edital nº 22/2026 para a aquisição de um sistema de braquiterapia com controle remoto, tecnologia utilizada no tratamento de câncer que permite aplicar radiação diretamente no tumor, com alta precisão e menor impacto em áreas saudáveis do corpo. Novo aparelho permite a realização da braquiterapia, procedimento por meio do qual a radiação é aplicada mais próxima do tumor | Foto: Divulgação/IgesDF O equipamento será destinado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência em atendimentos de alta complexidade na rede pública. A braquiterapia é um tipo de radioterapia em que a radiação é aplicada dentro ou muito próxima do tumor, por meio de tubos finos ou sondas, o que permite um tratamento mais direcionado. [LEIA_TAMBEM]Com o sistema automatizado, esse processo passa a ser controlado a distância. A tecnologia leva a radiação até o local exato do tumor, ajusta o tempo e a intensidade da aplicação e faz o recolhimento ao final do procedimento. Na prática, isso reduz a exposição dos profissionais, aumenta a segurança e contribui para tratamentos mais eficazes. Empresas interessadas em participar podem consultar os critérios e requisitos do processo nos documentos disponíveis no site do IgesDF. O prazo para envio de propostas vai até o dia 28 deste mês. *Com informações do IgesDF
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Seleção busca laboratório para realizar exames no Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abre seleção para contratar laboratório de apoio responsável pela realização de exames especializados no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A empresa contratada vai realizar exames de média e alta complexidade, que auxiliam no diagnóstico e na definição do tratamento dos pacientes atendidos na unidade. Esses exames são importantes em casos mais complexos, como doenças hematológicas, em que os resultados laboratoriais são fundamentais para orientar a conduta médica. [LEIA_TAMBEM]As empresas interessadas podem consultar os critérios de participação e os documentos do processo no site oficial do IgesDF. O prazo para envio das propostas vai do dia 13 ao dia 17 deste mês, pela plataforma usada pelo instituto. Serviço · Objeto: Contratação de laboratório de apoio para o Hospital de Base · Edital: nº 13/2026 · Processo SEI: 04016-00063237/2025-40 | Cotação: 1500529 · Período para envio de propostas: 13 a 17 de abril. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base cria estratégia para garantir continuidade de tratamento de doença rara
Fátima Xavier viveu a maior parte da vida com dores abdominais, lesões na pele, lapsos de memória e episódios de pancreatite, mas sem nunca ter tido um diagnóstico para o que sentia. “Fui para vários hospitais particulares, fiz vários exames e nada”, relembra. Foi então que, depois de 48 anos, em 2017, ela se tornou paciente do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), e finalmente conseguiu uma resposta para o mistério. Ao descobrir a síndrome de quilomicronemia familiar, Fátima Xavier sentiu um misto de alívio, por ter tido o diagnóstico conhecido, e desespero, pelo fato de a doença ser incurável | Foto: Divulgação/IgesDF A paciente foi diagnosticada com síndrome de quilomicronemia familiar (SQF), doença genética rara, sem cura e que compromete o metabolismo das gorduras no organismo. Ela começou, então, a controlar os sintomas com o único medicamento disponível no mundo para o seu caso. Mas teve que interromper o uso após desenvolver uma reação. A cardiologista do Hospital de Base, Ana Claudia Cavalcante Nogueira, explica que a doença impede o corpo de processar adequadamente os lipídios, um tipo de gordura. “Quando a gente come gordura, existe uma enzima responsável por tirar essa gordura do sangue e jogar para dentro da célula, chamada de lipase lipoproteica. A Fátima tem uma mutação que faz essa enzima não funcionar, então tudo que ela come de gordura não é absorvido e fica na corrente sanguínea”, detalha. O acúmulo dessas substâncias pode provocar crises graves de pancreatite, condição que pode levar à morte. Fátima relata que já chegou a ter níveis de gordura no sangue até 60 vezes acima do normal. “Eu senti alívio ao receber o diagnóstico porque passei a saber do que se tratava. Mas senti desespero ao mesmo tempo por saber que não tinha cura. Quando descobri como era o tratamento, foi outra grande preocupação. Já imaginei toda a batalha que teria pela frente”, afirma. R$ 130 mil Custo aproximado de uma dose do tratamento de SQF Por se tratar de uma doença extremamente rara, existe apenas uma opção terapêutica disponível no Brasil, com custo aproximado de R$ 130 mil por dose. A medicação precisa ser administrada a cada duas semanas para manter os níveis de gordura sob controle e evitar complicações. Após decisão judicial, a paciente passou a receber o medicamento pelo Ministério da Saúde, em 2022. O que parecia ser um avanço decisivo, no entanto, trouxe um novo obstáculo. Estratégia para manter o tratamento Desde as primeiras aplicações, ela apresentou reações adversas, como coceira, vermelhidão no local da aplicação e cansaço intenso no dia seguinte. O quadro evoluiu até episódios mais graves, com calafrios, febre e tremores durante a madrugada. Diante da recorrência dos sintomas, a reação foi confirmada e o uso do medicamento precisou ser interrompido. “Eu lutei tanto para conseguir esse remédio, e aí tive essa reação. Me bateu um grande desespero, eu não sabia o que ia fazer”, relata Fátima. Depois de muito estudo, a equipe do HBDF criou um protocolo de ação para garantir que Fátima pudesse tomar o remédio sem apresentar reações arlégicas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Diante de um caso raro e sem precedentes no país, a equipe do HBDF, após estudos, estruturou um plano de dessensibilização, técnica que reduz a reação do organismo ao medicamento, para permitir que o corpo da paciente se adapte gradualmente à substância. O protocolo consiste na aplicação fracionada do remédio, em doses progressivas e sob monitoramento rigoroso. “Nós dividimos o remédio em quantidades pequenas, e vamos administrando de pouco em pouco para ver como a paciente reage, tentando fazer com que o organismo dela se acostume com a medicação”, explica a médica. Fátima já passou por duas sessões seguindo o novo protocolo, com resultados positivos. Até o momento, apresentou apenas uma leve vermelhidão no rosto, reação considerada uma resposta controlada. A expectativa é que o processo seja concluído em cerca de seis meses, permitindo o retorno ao esquema convencional de uso. A condução do caso envolveu uma força-tarefa de profissionais de diferentes áreas, com apoio de especialistas de outros estados, garantindo segurança clínica e ampliando o conhecimento sobre a doença. “O sucesso deste protocolo trará benefícios não somente para Fátima, mas para todas as pessoas que venham a desenvolver alergia a essa medicação” Ana Claudia Cavalcante Nogueira, cardiologista “O sucesso deste protocolo trará benefícios não somente para Fátima, mas para todas as pessoas que venham a desenvolver alergia a essa medicação. O conhecimento gerado com o que estamos fazendo aqui terá repercussão não somente no Brasil, mas em todo o mundo”, destaca Ana Claudia. A paciente, que realiza todo o acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforça a importância da continuidade do cuidado. “Essa dessensibilização é para garantir a minha vida, já que, sem a medicação, eu posso ter uma pancreatite fatal”. Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o caso reforça a capacidade do Hospital de Base de conduzir situações de alta complexidade com segurança e inovação, evidenciando o compromisso do instituto com a qualidade da assistência prestada à população. “Mostramos a capacidade técnica e o compromisso das nossas equipes em buscar soluções mesmo diante de situações raras e complexas. No IgesDF, o paciente está no centro do cuidado, e isso significa não medir esforços para garantir a continuidade do tratamento com segurança e qualidade”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Aberto edital para aquisição de novos equipamentos que ampliam diagnóstico do colo do útero
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou um edital para a aquisição de três colposcópios, equipamentos que ampliam a imagem do colo do útero e permitem identificar alterações com mais precisão. Destinados ao Hospital de Base (HBDF), os equipamentos vão contribuir para diagnósticos mais assertivos e um acompanhamento mais eficaz das pacientes. Aparelho é utilizado para investigar alterações que tenham sido identificadas em exame preventivo | Foto: Divulgação/IgesDF Os equipamentos serão utilizados no serviço de ginecologia oncológica e vão reforçar a assistência prestada às pacientes. A iniciativa amplia o uso de métodos mais eficazes no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento de doenças do colo e do corpo do útero, além de vulva, vagina e ovários. Na prática, os colposcópios são utilizados para investigar alterações identificadas no exame preventivo — o Papanicolau —, detectar lesões que podem evoluir para câncer, apoiar o diagnóstico de infecções como o HPV e avaliar inflamações e outras alterações ginecológicas. [LEIA_TAMBEM]Segundo a equipe técnica responsável, a aquisição tem o objetivo de garantir a continuidade e a segurança dos atendimentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com equipamentos essenciais funcionando de forma regular e segura. As propostas podem ser enviadas até o dia 23 deste mês, por meio deste portal eletrônico. O edital completo e os anexos estão disponíveis no site do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Novos equipamentos vão agilizar diagnósticos no Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (16), o Edital nº 15/2026 para a aquisição de novos equipamentos médicos destinados ao serviço de anatomia patológica do Hospital de Base. O investimento vai ampliar a precisão e a agilidade dos exames, fundamentais para a identificação de doenças e a definição de tratamentos, fortalecendo o atendimento oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital tem como objeto a compra de equipamentos voltados à rotina da anatomia patológica, conforme estabelecido no Elemento Técnico nº 41/2026. A iniciativa reforça o compromisso do instituto com a excelência dos serviços prestados nas unidades de saúde sob sua gestão. Essencial no processo de identificação de doenças, especialmente em análises microscópicas de tecidos, o serviço de anatomia patológica desempenha papel estratégico na definição de tratamentos e condutas clínicas. A atualização dos equipamentos amplia a precisão dos exames, contribui para diagnósticos mais rápidos e qualifica ainda mais o atendimento ao paciente. O serviço de anatomia patológica trabalha na identificação de doenças, especialmente em análises microscópicas de tecidos | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 16 e 27 de março, até as 23h55 (horário local), exclusivamente pelo endereço eletrônico emendas.propostas@igesdf.org.br. De acordo com a equipe técnica responsável pela contratação, a iniciativa busca assegurar que o hospital mantenha a capacidade de realizar cirurgias cardíacas com segurança e qualidade, garantindo o suporte especializado necessário para esses procedimentos. [LEIA_TAMBEM]O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site do IgesDF, conforme endereço eletrônico informado no documento oficial. Serviço · Objeto: Aquisição de equipamentos médicos destinados ao serviço de anatomia patológica · Edital: nº 15/2026 · Período para envio de propostas: de 16/3/2026 a 27/3/2026 · Endereço eletrônico para envio: emendas.propostas@igesdf.org.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Nova contratação vai reforçar cirurgias cardíacas no Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 06/2026 para a seleção de empresa especializada na prestação de serviços de perfusão em cirurgias cardíacas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O suporte é essencial para a realização de procedimentos cardíacos de alta complexidade na unidade, referência nesse tipo de atendimento na rede pública do DF. A perfusão é uma etapa indispensável nas cirurgias do coração. Durante o procedimento, profissionais especializados operam equipamentos responsáveis por manter a circulação e a oxigenação do sangue do paciente enquanto o coração é temporariamente interrompido, permitindo que os médicos realizem a intervenção com segurança. Para que as cirurgias ocorram com segurança, é fundamental contar com profissionais capacitados e com equipamentos adequados | Foto: Divulgação/IgesDF A contratação busca garantir o suporte técnico necessário para a continuidade das cirurgias cardíacas realizadas no hospital. O HBDF recebe pacientes de diversas regiões do Distrito Federal que necessitam de tratamentos especializados e procedimentos de alta complexidade. Para que as cirurgias ocorram com segurança, é fundamental contar com profissionais capacitados e com equipamentos adequados para a circulação extracorpórea, tecnologia que substitui temporariamente as funções do coração e dos pulmões durante o procedimento. Envio de propostas O prazo para envio das propostas é de 16 a 20 de março, conforme estabelecido no edital. As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente pelo portal eletrônico Apoio Login. O edital completo e seus anexos podem ser consultados no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base ganha novo tomógrafo e dobra capacidade de exames
Começou a funcionar nesta quarta-feira (11) um novo tomógrafo no ambulatório de radiologia do Hospital de Base do Distrito Federal. O equipamento de última geração deve dobrar a capacidade de realização de exames e reduzir o tempo de espera por diagnósticos na rede pública do DF. A ampliação da estrutura continuará nos próximos meses: outro tomógrafo será instalado na unidade em até 60 dias, reforçando o atendimento à população. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou da inauguração e destacou que a entrega faz parte do plano de investimentos do Governo do Distrito Federal na rede pública de saúde. “Nós retomamos os investimentos na saúde do DF e vamos entregar, ainda neste ano, quatro tomógrafos para a população. Na prática, isso significa mais exames, menos tempo de espera e diagnósticos muito mais rápidos”, diz. A vice-governadora Celina Leão ressaltou que a chegada do aparelho "significa mais exames, menos tempo de espera e diagnósticos muito mais rápidos" | Foto: Divulgação/IgesDF “Estamos modernizando a estrutura do Hospital de Base para oferecer diagnósticos mais rápidos e precisos. Esse equipamento amplia nossa capacidade de atendimento e melhora a resposta da rede pública de saúde à população”, afirma o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro. Diagnóstico rápido A tomografia computadorizada é um exame essencial para identificar diversas doenças e tem papel fundamental em atendimentos de urgência e emergência, além do acompanhamento clínico de pacientes. O aparelho, da marca Canon, realiza exames de forma mais rápida e com menor exposição à radiação, aumentando a segurança dos pacientes. O equipamento também permite a transmissão imediata das imagens para o sistema de informação do hospital, o que agiliza a análise e a emissão de laudos. O investimento do GDF na compra do novo tomógrafo foi de R$ 2,6 milhões O investimento do Governo do Distrito Federal na aquisição do equipamento foi de R$ 2,6 milhões, além de R$ 1.422.411,04 destinados às obras de adequação do espaço. Ao todo, foram aplicados R$ 3.822.411,04, com recursos repassados pelo Governo do Distrito Federal. Reformas e novos equipamentos Para receber o novo tomógrafo, o Hospital de Base passou por adequações estruturais e técnicas no setor de radiologia. As intervenções foram planejadas para melhorar a organização e a logística do serviço de imaginologia, responsável por exames de imagem utilizados no diagnóstico médico. Segundo o superintendente de Engenharia do IgesDF, Adisson Gabriel, a reorganização do espaço contribui para tornar o fluxo de atendimento mais eficiente. “Os equipamentos de imagem foram planejados para melhorar a dinâmica e a logística dos atendimentos, para que o paciente não precise ser remanejado. Dessa forma, o ambulatório fica mais organizado e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]A modernização do setor faz parte de um conjunto de investimentos do instituto para ampliar o acesso da população a exames de imagem. De acordo com o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, outro tomógrafo deve ser instalado em até 60 dias no ambulatório do hospital, além da reforma do equipamento utilizado no pronto-socorro. “Com essas melhorias, vamos ampliar tanto os exames eletivos quanto o suporte aos atendimentos de emergência”, acrescenta. O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, destaca que o equipamento é essencial para o cuidado de pacientes em estado grave. “O tomógrafo é uma ferramenta fundamental para o manejo clínico, principalmente em casos complexos, como pacientes politraumatizados. Ele permite diagnósticos rápidos e precisos, fundamentais para definir o tratamento adequado.” *Com informações do IgesDF
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Glaucoma evolui sem sintomas e já é a principal causa de cegueira irreversível no mundo
Renato Marques tinha 30 anos quando procurou um oftalmologista para uma consulta simples: medir o grau dos óculos. Após os exames, recebeu o diagnóstico de glaucoma. Sem entender a gravidade da doença, usou o colírio prescrito por apenas um mês e interrompeu o tratamento. “Achei que estava curado”, relembra. Renato Marques foi diagnosticado com glaucoma: “Se eu soubesse antes que era algo tão sério, teria cuidado melhor e talvez evitado essa situação. Agora faço exames todos os anos” | Fotos: Divulgação/IgesDF Seis anos depois, ao retornar ao consultório para uma nova avaliação, descobriu que a doença havia avançado: “O médico explicou a gravidade da doença. Se eu soubesse antes que era algo tão sério, teria cuidado melhor e talvez evitado essa situação. Agora faço exames todos os anos”. Considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma provoca degeneração progressiva do nervo óptico e perda permanente da visão. O problema é que a doença costuma evoluir de forma silenciosa e, na maioria das vezes, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. “A única forma de identificar a doença precocemente é por meio de consultas regulares com o oftalmologista” Edney Moura Filho, oftalmologista do Hospital de Base Segundo o oftalmologista Edney Resende Moura Filho, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), cerca de 90% dos pacientes não percebem sinais da doença no início. Entre os dias 8 e 14 deste mês é realizada a Semana Mundial do Glaucoma, iniciativa que busca ampliar a conscientização da população sobre os riscos da doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Prevenção é fundamental O glaucoma é caracterizado pela lesão progressiva do nervo óptico, frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular. Embora possa atingir pessoas de qualquer faixa etária, o risco aumenta com o avanço da idade. “A única forma de identificar a doença precocemente é por meio de consultas regulares com o oftalmologista”, explica Edney. Estimativas indicam que cerca de metade das pessoas com glaucoma no mundo não sabem que têm a condição. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada de pessoas que apresentam fatores de risco e devem manter acompanhamento oftalmológico regular. Entre os principais fatores estão histórico familiar, idade acima de 40 anos, uso prolongado de medicamentos à base de corticoide e traumas oculares prévios. A perda visual costuma ocorrer de forma gradual e silenciosa, o que contribui para o diagnóstico tardio. “Nem sempre começa obrigatoriamente pela visão periférica, mas é comum que o paciente já apresente perda de campo visual sem perceber, especialmente nas fases iniciais”, pontua o especialista. [LEIA_TAMBEM]Ao contrário da catarata, geralmente associada ao envelhecimento, o glaucoma pode surgir em qualquer idade, inclusive na infância. Foi o caso de Juliana Luzia de Souza, que nasceu com a doença devido a um fator genético. A suspeita surgiu ainda nos primeiros dias de vida, quando médicos perceberam alterações nos olhos da criança. Juliana passou pela primeira cirurgia aos três dias de vida e começou a usar óculos com apenas um mês. Hoje, aos 30 anos, já fez sete cirurgias e perdeu a visão do olho direito, mantendo apenas percepção de luz. “Como não tive a chance de fazer exames preventivos antes do diagnóstico, sei o quanto é importante realizar consultas regulares”, relata ela. “Assim é possível identificar a doença mais cedo e evitar que o quadro se agrave.” Acompanhamento contínuo A adesão ao tratamento é um dos principais desafios no controle do glaucoma. De acordo com o oftalmologista, a ausência de sintomas faz com que muitos pacientes interrompam o uso das medicações. Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado com acompanhamento médico e tratamento adequado. Doença pode ser controlada com tratamento e acompanhamento médico “Muitas pessoas param de usar o colírio por não perceberem melhora imediata ou por causa de efeitos colaterais, como irritação ocular; mesmo assim, o uso regular da medicação é essencial para evitar a progressão da doença”, orienta o médico. Atendimento Em caso de suspeita de glaucoma ou de qualquer alteração na visão, é importante procurar avaliação médica. No Distrito Federal, o primeiro passo é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, caso seja necessário, o paciente será inserido no sistema de regulação e encaminhado para atendimento especializado. Consultas oftalmológicas regulares são a principal forma de prevenir a perda de visão causada pelo glaucoma. O diagnóstico precoce permite controlar a doença e reduzir o risco de cegueira. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base reduz em 55% cancelamentos de cirurgias ortopédicas e acelera atendimentos
Luiz Moreira deu entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), para colocar uma prótese no joelho e, em poucos dias, já estava em recuperação. A esposa dele, Maria Lucineide, conta que recebeu a ligação confirmando a cirurgia de forma rápida e organizada. “Foi tudo bem ágil. Entendemos que as informações sobre o caso dele estavam bem cuidadas e só temos a agradecer. Ele chegou, rapidamente fez a cirurgia e logo mais estará em casa”, afirma. A confirmação do procedimento de Luiz, feita diretamente com o paciente ou seus familiares, reflete uma mudança na forma de organizar as agendas cirúrgicas e acompanhar cada etapa antes da internação no Hospital de Base. Em 2025, por exemplo, houve uma redução histórica de 55% no índice de cancelamento na ortopedia e trauma, garantindo mais rapidez e segurança para pacientes que aguardam cirurgia. Luiz Moreira recebeu a ligação confirmando a cirurgia no joelho e foi prontamente atendido ao chegar ao Hospital de Base | Fotos por Divulgação/IgesDF A melhora veio a partir de uma maior integração entre médicos, equipe de enfermagem, área administrativa e outros profissionais da assistência, além da implementação da ferramenta Airtable para estruturar o planejamento das cirurgias. A plataforma permite acompanhar, em tempo real, o diagnóstico, a prioridade do caso, o tipo de procedimento e possíveis pendências, dando mais controle sobre cada etapa do preparo cirúrgico. Segundo o chefe do serviço da Ortopedia do Hospital de Base, Rodrigo do Carmo, o novo modelo trouxe mais segurança no planejamento das salas. “Com as informações organizadas em tempo real, conseguimos planejar melhor as salas, alinhar as equipes e reduzir imprevistos que antes levavam ao cancelamento das cirurgias”, explica. Rodrigo do Carmo explica que o novo sistema é mais organizado, o que aumenta o fluxo e diminui o número de cancelamentos de cirurgias A divisão por tipo de problema também possibilita agrupar cirurgias semelhantes, o que otimiza o uso de materiais e o tempo dentro do centro cirúrgico. “Isso gera mais eficiência, menos desperdício e mais segurança para o paciente”, completa. Organização que melhora o atendimento Antes, o controle era feito em planilhas menos integradas, o que dificultava a atualização simultânea dos dados e a visão completa da situação de cada paciente. Agora, exames, avaliação de risco para cirurgia, pendências e tempo de espera ficam centralizados e acessíveis às equipes. A assistente administrativo Mariana de Melo, que sugeriu a adoção da ferramenta, explica que o sistema ajuda a identificar rapidamente quem já pode ser incluído na agenda e quem ainda precisa concluir exames ou ajustes clínicos. “Conseguimos agrupar os pacientes por situação, ver o que falta e orientar os médicos com mais clareza. Isso facilita muito a organização”, relata. Ela destaca, ainda, que o histórico dos pacientes permanece registrado, o que é importante em um hospital em que muitas pessoas retornam para novos procedimentos. “Nada se perde. Temos o registro de todas as internações e conseguimos acompanhar a trajetória do paciente dentro do hospital”, acrescenta. Resultado direto para a população Gilson Batista reforça a importância da integração entre setores do hospital propiciada pelo sistema mais moderno Para o residente em ortopedia Gilson Batista, a mudança trouxe mais agilidade ao dia a dia das equipes. “Hoje todos conseguem acessar as informações ao mesmo tempo. Se eu atualizo um dado, todos já visualizam. Isso melhora o controle dos pacientes, da gestão de leitos e da programação das cirurgias”, destaca. [LEIA_TAMBEM]A integração também permite que a equipe de enfermagem e a gestão de leitos acompanhem as prioridades em tempo real, definindo com mais rapidez quem precisa ser internado e evitando atrasos no procedimento. Para o chefe do serviço, o resultado mostra como organização e planejamento fortalecem o cuidado. “Quando a informação circula de forma clara, o cuidado acontece com mais eficiência”, conclui. No caso de Luiz Moreira, a agilidade significou iniciar a recuperação sem longas esperas. “Para mim é uma sensação boa. A previsão era a de que eu ficasse aqui aguardando por um tempo para fazer o procedimento. Agora estou feliz que vou voltar pra casa com mais qualidade de vida que antes”, celebra. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base reorganiza rotinas internas, reduz espera e amplia leitos
Menos tempo de espera, atendimento mais organizado e ampliação de leitos pediátricos já fazem parte da nova rotina do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), vem promovendo mudanças estruturais e organizacionais que tornam o serviço mais ágil, eficiente e humanizado para a população. Nos últimos meses, o hospital revisou rotinas internas e passou a acompanhar de forma mais próxima os resultados do atendimento. O objetivo é identificar pontos de melhoria e agir com rapidez, garantindo mais segurança ao paciente e melhor funcionamento dos serviços. Novos leitos pediátricos ajudam a ampliar a capacidade de internação do hospital | Foto: Divulgaçao/IgesDF “Antes, eu passava o dia inteiro aguardando atendimento. Agora, fui atendido até antes do horário marcado” Victor Guilherme, empresário Segundo a coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, Isabel Lima, esse acompanhamento constante permite ajustes mais eficientes. “Quando avaliamos os resultados com frequência, conseguimos identificar dificuldades e fazer correções com mais agilidade”, afirma. “Isso se reflete em um atendimento mais organizado e seguro para o paciente.” Uma das principais mudanças foi a implantação do agendamento por horário marcado no ambulatório. Desde 1º de julho de 2025, todas as especialidades atendem exclusivamente com consultas previamente agendadas. Com isso, os pacientes passaram a comparecer ao hospital apenas no horário indicado, evitando longas esperas e aglomerações. “O ambiente ficou mais tranquilo e acolhedor, e isso melhora a experiência do paciente e também as condições de trabalho das equipes”, enfatiza Isabel Lima. O microempresário Victor Hugo da Penha Guilherme, que faz acompanhamento na nefrologia do HBDF, já percebeu a diferença: “Antes, eu passava o dia inteiro aguardando atendimento. Agora, fui atendido até antes do horário marcado”. Outra melhoria foi a possibilidade de agendar o retorno com até seis meses de antecedência. Assim, o paciente já sai da consulta com a próxima data definida, fortalecendo a continuidade do tratamento. Agilidade no atendimento [LEIA_TAMBEM]Além da reorganização das consultas, o hospital também reforçou sua estrutura física. A criação de novos leitos pediátricos ampliou a capacidade de internação e trouxe mais rapidez na acomodação das crianças que precisam de cuidados hospitalares. Os leitos atendem pacientes que não necessitam de UTI, mas precisam permanecer internados para acompanhamento médico, o que ajuda a manter a terapia intensiva disponível para os casos mais graves. Segundo o chefe da UTI Pediátrica do HBDF, Abdias Aires, a ampliação trouxe mais equilíbrio ao funcionamento da unidade. “Com esses leitos, conseguimos atender as crianças que precisam de internação clínica e deixar a UTI reservada para situações de maior complexidade”, explica. “Conseguimos ampliar o número de treinamentos e incluir mais pacientes no programa de diálise peritoneal; isso fortalece o tratamento domiciliar e oferece mais autonomia às famílias ”Ana Maria Steffens, chefe do Serviço de Enfermagem de Terapia Renal Substitutiva do HBDF O serviço de diálise peritoneal também passou por melhorias. As consultas, que antes ocorriam no mesmo andar das internações, passaram a ser realizadas em espaço próprio no ambulatório, mais adequado e confortável. A sala de treinamento foi ampliada para receber pacientes e acompanhantes, facilitando o aprendizado do tratamento que pode ser feito em casa. Treinamentos De acordo com Ana Maria Steffens, chefe do Serviço de Enfermagem de Terapia Renal Substitutiva do HBDF, as mudanças trouxeram resultados concretos. “Conseguimos ampliar o número de treinamentos e incluir mais pacientes no programa de diálise peritoneal; isso fortalece o tratamento domiciliar e oferece mais autonomia às famílias”, avalia. O setor também passou a contar com telefone exclusivo para orientações, facilitando a comunicação e reduzindo a necessidade de deslocamentos desnecessários ao hospital. Além disso, esses pacientes passaram a ter prioridade no acesso à unidade. De forma geral, as melhorias estruturais e organizacionais tornaram o atendimento mais ágil, confortável e eficiente, reforçando o compromisso do Hospital de Base em oferecer assistência cada vez mais qualificada à população. *Com informações do IgesDF
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Novo centro cirúrgico do Hospital de Base amplia atendimento de alta complexidade no DF
Referência em alta complexidade no Centro-Oeste e um dos maiores hospitais públicos do país, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) está prestes a vivenciar um dos maiores marcos de sua história. Com 65 anos de funcionamento, a unidade entra na fase final de construção do novo complexo cirúrgico, uma estrutura moderna, tecnológica e alinhada aos melhores padrões da medicina atual. A obra, com previsão de conclusão para abril, representa um salto estrutural na assistência à saúde da população do DF e consolida um importante investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) na rede pública hospitalar. O novo complexo cirúrgico do Hospital de Base entrou na fase de acabamento; serão 16 salas, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nesta quarta-feira (25), o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda, visitou a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), para acompanhar o andamento das obras e conhecer de perto a nova estrutura. “Além de modernizar a estrutura cirúrgica, ampliamos espaços físicos para atender melhor a população do Distrito Federal. É uma conquista para pacientes e para todos os profissionais que atuam aqui” Paulo Saad, superintendente do HBDF “Estamos entregando um centro cirúrgico altamente moderno, à altura da importância do Hospital de Base para o Distrito Federal. É um salto de qualidade para a assistência, com mais segurança para pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais”, afirmou o secretário. Ao todo, o novo espaço contará com 16 salas operatórias, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas, além de sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio destinadas às equipes assistenciais e à logística hospitalar. Os ambientes serão dotados de sistemas integrados que conectam equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos e a segurança do paciente. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, também acompanhou a visita técnica e destacou o impacto estrutural da obra para a unidade. “Essa obra representa não só modernização, mas a adequação completa às normas atuais de segurança do paciente, controle de infecções e fluxos hospitalares, que foram atualizadas ao longo dos anos”, completou. Segundo Monteiro, a nova estrutura vai refletir diretamente no atendimento à população: “Além do novo espaço, teremos equipamentos e instrumentos modernos. É uma transformação necessária para um hospital que atende milhares de pessoas todos os dias”. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda (de costas), visitou as obras do centro cirúrgico nesta quarta (25): "É um salto de qualidade para a assistência, com mais segurança para pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais" Ampliação do atendimento O local foi escolhido de forma estratégica para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo de pacientes, equipes e materiais. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade, conhecidos como cirurgias de day use. “Serão procedimentos mais rápidos, em que o paciente entra, é operado e recebe alta no mesmo dia. Isso amplia a capacidade de atendimento do hospital e melhora o fluxo assistencial”, destacou o presidente do IgesDF. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, a implantação do novo complexo e a readequação da estrutura atual representam um avanço operacional significativo: “Além da melhoria da qualidade assistencial, esperamos aumento de produção, processos mais eficientes e maior fluidez no atendimento diário”. Mais segurança e conforto Projetado dentro dos mais altos padrões técnicos, o novo complexo foi concebido tendo como focos a segurança do paciente, o controle de infecções e o conforto de usuários e profissionais. A estrutura contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, equipes e materiais. De acordo com o superintendente de Engenharia do IgesDF, Adisson Gabriel, a obra já está na fase de acabamento, com instalação de revestimentos e portas: “Já concluímos toda a parte de infraestrutura. O projeto incorpora o que há de mais moderno em termos de engenharia hospitalar para garantir uma estrutura adequada à assistência”. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, reforça que a entrega representa uma mudança de patamar para o hospital: “Estamos falando de um avanço histórico para o Hospital de Base. Além de modernizar a estrutura cirúrgica, ampliamos espaços físicos para atender melhor a população do Distrito Federal. É uma conquista para pacientes e para todos os profissionais que atuam aqui”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Sete anos do IgesDF consolidam o Hospital de Base como referência em alta complexidade
Nesta sexta-feira (30), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) completa sete anos de existência. Nesse período, o instituto consolidou o Hospital de Base, maior unidade pública do Centro-Oeste, como referência em atendimento de alta complexidade. O hospital vem passando por um processo contínuo de reorganização de fluxos, modernização da estrutura e ampliação da capacidade assistencial, com impacto direto no atendimento à população. Ambulatório da unidade hospitalar, só em 2025, registrou média de 34 mil atendimentos mensais | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Ao longo desses sete anos, o IgesDF organizou processos, qualificou a gestão e criou condições para que o Hospital de Base funcione com mais segurança e foco no atendimento ao cidadão”, afirma o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o modelo adotado contribuiu diretamente para a melhoria da assistência: “A padronização de rotinas e a reorganização dos fluxos assistenciais permitiram entregar um serviço mais resolutivo à população”. Ambulatórios e atendimento Aquisição de tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, angiógrafos e acelerador nuclear ampliou a capacidade do hospital Com mais de 50 especialidades médicas, o ambulatório do Hospital de Base prestou uma média de 34 mil atendimentos por mês, apenas em 2025. Nos últimos anos, a unidade recebeu melhorias voltadas ao conforto dos pacientes e à organização do fluxo, como a instalação de novos assentos, cadeiras longarinas e telas informativas. Outro avanço importante foi a inauguração de um centro de infusão e de um bloco de oncologia, com 11 consultórios, o que dobrou a capacidade de atendimento ambulatorial. A unidade também passou a contar com equipamentos modernos para diagnóstico e tratamento, como tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, angiógrafos e acelerador nuclear. Nesse contexto de ampliação da assistência especializada, o hospital também entregou uma nova sala de hemodinâmica, voltada a procedimentos cardíacos e vasculares, com ampliação de leitos e salas de procedimentos, reforçando a segurança e a capacidade de resposta da unidade. Cirurgias, trauma e alta complexidade Referência na rede pública do Distrito Federal, o centro cirúrgico do Hospital de Base realizou mais de 15 mil cirurgias no último ano, em 17 especialidades diferentes. O número de salas cirúrgicas em funcionamento aumentou de seis para 16, ampliando a capacidade de atendimento, especialmente em cirurgias oncológicas. [LEIA_TAMBEM]Entre os investimentos estão a aquisição de aparelhos de alta tecnologia, como o equipamento de litotripsia extracorpórea por ondas de choque, utilizado para fragmentar cálculos renais sem necessidade de cirurgia, e o arco cirúrgico, essencial para procedimentos com visualização interna em tempo real. Outro marco foi a retomada das cirurgias cardíacas de peito aberto. Desde 2019, cerca de 1.600 procedimentos desse tipo já foram realizados na unidade, ampliando o acesso da população a tratamentos de alta complexidade. A adoção do projeto Lean, metodologia voltada à organização dos fluxos e à redução de desperdícios no centro cirúrgico, também contribuiu para tornar a agenda mais previsível, eficiente e segura. Desde a implementação, o hospital ampliou a capacidade de execução de procedimentos. No pronto-socorro, o fortalecimento da linha de cuidado ao trauma consolidou o Hospital de Base como referência nesse tipo de atendimento. Recentemente, o centro de trauma da unidade foi recomendado para receber uma certificação nacional de excelência, reforçando o compromisso com a qualidade assistencial e a segurança do paciente. Internação e cuidado multiprofissional “Seguiremos investindo em pessoas, processos e tecnologia para fortalecer essa referência da saúde pública no Distrito Federal” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Os 11 andares de internação passaram por melhorias estruturais e organizacionais desde 2019, com impacto direto no conforto e na segurança de pacientes e profissionais. A ampliação das equipes e a atuação integrada de profissionais de diferentes áreas fortaleceram o cuidado multiprofissional. A criação de um serviço específico de geriatria e a implantação da função de enfermeira rotineira em todas as especialidades contribuíram para a organização do cuidado, o acompanhamento de indicadores assistenciais e a articulação entre as equipes. “Os avanços do Hospital de Base mostram que uma gestão eficiente gera resultados concretos para a população”, enfatiza Cleber Monteiro. “Seguiremos investindo em pessoas, processos e tecnologia para fortalecer essa referência da saúde pública no Distrito Federal.” *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base se torna referência no DF em tratamento com imunoterapia
Desde a infância, a estudante Pâmela Kauane, de 19 anos, convivia com crises alérgicas intensas que afetavam diretamente sua rotina. “Minha alergia atacava muito, com coceiras e placas vermelhas pelo corpo. Tinha dias em que eu não conseguia dormir de tanto que coçava. Às vezes, bastava um vento para tudo piorar”, relembra. O cenário começou a mudar após o início do tratamento de imunoterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “A vacina ajudou bastante, inclusive a diminuir os remédios que eu precisava tomar. Minha alergia era tão forte que chegava a obstruir meu nariz, dificultando a respiração. Hoje, além do controle das crises, sinto uma melhora significativa no meu bem-estar”, relata a jovem. A imunoterapia dessensibiliza o sistema imunológico, permitindo que o organismo tolere melhor o contato diário com os agentes alergênicos | Fotos: Divulgação/IgesDF Pâmela integra o grupo de aproximadamente mil pacientes que recebem mensalmente o tratamento no HBDF. A imunoterapia é indicada principalmente para pessoas com quadros alérgicos graves causados por ácaros e que não apresentam boa resposta ao uso contínuo de medicamentos. O método atua na dessensibilização do sistema imunológico, permitindo que o organismo tolere melhor o contato diário com os agentes alergênicos, reduzindo sintomas como crises de rinite. Como funciona a imunoterapia O serviço é destinado a pacientes com idade entre 4 e 60 anos. O encaminhamento para atendimento no Hospital de Base pode ser realizado por qualquer alergista da rede pública de saúde. Assim que o paciente dá entrada na unidade, a imunoterapia pode ser iniciada. Atualmente, não há fila de espera para a aplicação das vacinas. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o chefe do Serviço de Alergia, Thales Antunes, a imunoterapia também pode trazer benefícios a pacientes com asma grave e outras alergias respiratórias associadas à sensibilidade a ácaros. “É importante destacar que o tratamento não representa uma cura definitiva, mas proporciona um controle mais eficaz da doença. Durante o uso das vacinas, muitos pacientes apresentam redução significativa ou até desaparecimento dos sintomas”, explica. Os resultados, segundo o especialista, variam de acordo com cada organismo, mas a maioria dos pacientes apresenta melhora clínica relevante. O tratamento começa com uma fase de indução, com aplicações semanais durante cerca de três meses. Após esse período, as doses passam a ser mensais, com duração total que pode variar de três a cinco anos. “Esse tempo prolongado é fundamental para que o organismo desenvolva tolerância. Assim, quando o tratamento é encerrado, a expectativa é que, mesmo sem a vacina, o contato com o ácaro cause impactos muito menores na saúde respiratória do paciente”, completa o médico. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base reforça atendimento com novo tomógrafo
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) está prestes a colocar em operação um novo tomógrafo, que vai reforçar o atendimento à população. Em fase final de instalação, o aparelho deve dobrar a capacidade diagnóstica e reduzir o tempo de espera por exames — o que consolida o hospital como referência em alta complexidade. Novo aparelho, para o qual estão sendo feitas adequações no hospital, permite maior precisão e agilidade nos exames | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O equipamento é utilizado para a execução de tomografias computadorizadas, que produzem imagens detalhadas do interior do corpo humano e auxiliam no diagnóstico de diversas patologias, especialmente em casos de urgência, emergência e no acompanhamento clínico. O investimento do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do hospital, foi de R$ 2,6 milhões na aquisição do tomógrafo, além de R$ 1.161.870 em obras de adequação, totalizando R$ 3.761.870. Os recursos foram repassados pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde. [LEIA_TAMBEM]“Estamos incorporando ao Hospital de Base um tomógrafo que vai ampliar nossa capacidade diagnóstica”, enfatiza o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. “Isso significa exames mais rápidos e um aumento significativo no número de atendimentos, especialmente em situações críticas. É um investimento que impacta diretamente a qualidade do atendimento e a segurança do paciente.” O superintendente do HBDF, Paulo Saad, reforça: “O novo equipamento vai garantir maior eficiência operacional, o que contribui para diagnósticos mais assertivos e decisões clínicas mais rápidas”. Para que o aparelho entre em funcionamento, o hospital promove adequações no espaço físico, com ajustes estruturais e técnicos no setor de radiologia. *Com informações do IgesDF
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Centro de Trauma do Hospital de Base passa por atualização e eleva padrão de cuidado em 2025
Em 2025, a rotina intensa do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganhou novos fluxos, mais organização e ferramentas que facilitaram o trabalho das equipes, tornando o atendimento ao paciente ainda mais seguro. As mudanças partiram da iniciativa da Gerência de Enfermagem do hospital, que revisou protocolos, padronizou processos críticos e ouviu os profissionais que atuam diariamente no atendimento ao trauma. Espaço do Hospital de Base dedicado ao tratamento de casos de traumas tem funcionamento agilizado | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vida” Rennyffer Lopes, enfermeiro Entre as novidades implementadas, uma teve impacto imediato no dia a dia das equipes: a atualização dos quadros do time de resposta rápida, onde ficam os nomes dos responsáveis pelo plantão e suas funções. Antes, as informações se perdiam na dinâmica da emergência. Agora, com cores diferentes, disposição organizada e visual claro, o setor passou a funcionar como uma engrenagem precisa. “Cada um precisa saber exatamente onde ficar”, explica o enfermeiro Rennyffer Lopes. “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. É quase como uma equipe de Fórmula 1. Cada segundo importa, e cada pessoa tem um papel específico. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vidas. Quando o paciente chega e a adrenalina dispara, se alguém não sabe seu lugar, atrapalha. Agora isso não acontece mais, porque tudo já está pré-definido.” O quadro foi adquirido por meio de doações da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da própria equipe do trauma e da Gerência-Geral de Assistência da unidade. “Hoje todo mundo faz questão de manter o quadro atualizado; virou parte da cultura da equipe”, comenta a assessora técnica da Gerência de Enfermagem, Gabriela Rodrigues Protocolos que fazem diferença Outra mudança importante atingiu o coração dos atendimentos de emergência: o carro de parada — que possibilita acesso rápido a insumos necessários — do centro de trauma. Ele passou a contar com organizadores internos e placas de identificação, que facilitam a visualização e a reposição de cada medicamento. O recurso já vinha sendo utilizado em outras unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Com o ajuste, o carro de parada passou a ser denominado Carro de Acesso Imediato (CAI), com insumos definidos especificamente para o atendimento ao trauma. As placas organizadoras foram doadas pela Associação de Amigos do Hospital de Base. [LEIA_TAMBEM]Para o técnico de enfermagem Ricardo Carvalho, a diferença é clara: “Antes, as medicações ficavam um pouco misturadas. Agora, cada uma tem seu espaço. Até quem acabou de chegar consegue encontrar tudo rapidamente.” As placas também solucionaram um problema recorrente, o excesso de itens. “Com o organizador, padronizamos o estoque”, detalha Gabriela. Não tem como colocar nem menos nem mais do que o necessário.” A rotina do setor também ganhou mais visibilidade com a instalação de um novo painel de gestão pela Gerência de Enfermagem (Geref). Onde antes havia apenas uma parede vazia, hoje existe um espaço de informação, alinhamento e educação permanente, com dados atualizados de atendimento, treinamentos, inovações da área médica e matérias institucionais. O painel foi doado pela enfermeira rotineira do trauma, Karina Simplício. “Melhorou muito a comunicação”, afirma o enfermeiro Carlos Eduardo Martins de Oliveira. “Agora tudo está à vista, como dados, avisos, recados e estudos científicos. Ficou mais fácil alinhar o trabalho entre médicos e enfermagem.” Escutar o paciente “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF O ano de 2025 marcou o início da aplicação da pesquisa NPS (Net Promoter Score) no Centro de Trauma. A ferramenta mede o grau de satisfação e a probabilidade de recomendação do serviço pelos pacientes, sendo aplicada no momento da alta. A avaliação considera aspectos como tempo de espera, atendimento médico e de enfermagem, alimentação, limpeza e demais etapas do percurso do paciente. “Queríamos entender como o paciente saía daqui, se estava satisfeito, se recomendaria o serviço e onde ainda poderíamos melhorar”, explica Paulo Henrique Marcineiro, assistente-executivo da Geref. Os resultados apareceram rapidamente. No primeiro mês de aplicação da pesquisa, em agosto, o Centro de Trauma alcançou a Zona de Excelência, classificação mais alta do NPS, refletindo o impacto das melhorias implementadas. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, as mudanças no Centro de Trauma evidenciam o compromisso do Instituto com a modernização dos processos e a segurança do paciente: “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo.” *Com informações do IgesDF
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Dezembro Laranja reforça importância do protetor solar no combate ao câncer de pele
Responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos no Brasil, o câncer de pele gera impacto crescente na rede pública de saúde. No Distrito Federal, os efeitos desse cenário aparecem na rotina do Hospital de Base (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Nessa unidade foram registrados, este ano, 207 procedimentos de quimioterapia para tratamento de melanoma. Protetores solares são fundamentais para assegurar a saúde e prevenir câncer de pele | Foto: Divulgação/IgesDF “Apesar de ser um câncer comum, muitos casos exigem tratamentos complexos e acompanhamento contínuo”, lembra a gerente de Operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias. “Essa realidade impacta diretamente a utilização dos serviços hospitalares, especialmente no Hospital de Base, que é referência no tratamento oncológico no DF.” Uma estratégia simples, o uso diário de protetor solar, pode reduzir significativamente os casos da doença e economizar mais de R$ 2,5 bilhões em recursos hospitalares nos próximos cinco anos. A exposição prolongada ao sol ao longo do ano coloca o Brasil entre os que apresentam maior incidência de câncer de pele, atrás apenas da Austrália. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), quase 200 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pele todos os anos. Esse número corresponde à soma dos dois principais tipos da doença: melanoma e não melanoma. “O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental. Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico” Danielle Aquino, médica dermatologista do Hospital de Base O melanoma tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele e atua como proteção natural contra a radiação solar. Já os tumores não melanomas se desenvolvem na camada mais superficial da pele, são mais frequentes em pessoas acima dos 40 anos e representam cerca de 95% dos casos de câncer de pele no Brasil. Sinais de alerta Pintas ou sinais que mudam de cor, formato ou tamanho merecem atenção na detecção do câncer de pele. Manchas ou feridas que não cicatrizam, apresentam coceira, crostas ou sangramento também podem indicar alterações suspeitas. “O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental”, orienta a médica dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base. “Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico.” Dezembro Laranja e os cuidados no verão [LEIA_TAMBEM]Este mês marca a campanha Dezembro Laranja, dedicada à conscientização e ao combate ao câncer de pele. A chegada do verão, período de maior exposição solar, férias e atividades ao ar livre, exige redobrar os cuidados com a proteção da pele, reforçando a importância do uso diário de filtro solar e outras formas de prevenção. A boa notícia é que, quando descoberto precocemente, o câncer de pele tem taxa de cura superior a 90%. Histórico familiar, pele clara e exposição solar excessiva estão entre os principais fatores de risco. Entre as 10h e as 16h, há maior incidência de raios ultravioleta, mais agressivos à pele e associados ao surgimento do câncer, além de causarem manchas e envelhecimento precoce. Danielle Aquino reforça a importância da adoção de hábitos de proteção, como uso de óculos escuros, bonés, chapéus e até guarda-sol, além da aplicação diária de protetor solar com FPS mínimo de 30. “Muita gente tem dúvida sobre a quantidade correta”, aponta a dermatologista. “A orientação é usar o equivalente a uma colher de sopa cheia ou o volume que caiba na palma da mão para todo o corpo, com reaplicação a cada duas horas ou sempre após contato com a água.” *Com informações do IgesDF
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Cuidado e acolhimento marcam ações natalinas na psiquiatria do Hospital de Base
O espírito natalino é, tradicionalmente, um período marcado por cuidado, acolhimento e proximidade. Na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), esses valores se materializam em ações concretas de humanização. Nos últimos dias, uma série de iniciativas promovidas pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), com apoio do Hospital de Base, unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), tem proporcionado momentos de convivência, música e entrega de lembranças aos pacientes internados, tornando o ambiente hospitalar mais leve e acolhedor nesta época do ano. A atividade levou alegria e diversão a uma das alas com menos visitas do Hospital de Base | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Na tarde de segunda-feira (22), uma das atividades reuniu pacientes, voluntários e profissionais da saúde em um momento de confraternização, marcado por apresentações musicais, entrega de lembranças e a presença do Papai Noel. A iniciativa criou um espaço de acolhimento especialmente significativo em um setor em que muitos pacientes enfrentam longos períodos de internação e, em alguns casos, a ausência de visitas familiares. Para a presidente do SAV, Vandelícia Rodrigues, o cuidado com a saúde mental exige sensibilidade e atenção contínuas. “A psiquiatria precisa desse olhar mais atento. Muitos pacientes ficam internados por bastante tempo e nem sempre recebem visitas. Por isso, ao longo do mês, desenvolvemos atividades como a confecção de decorações natalinas e a escrita de cartinhas para o Papai Noel, sempre respeitando sonhos e desejos possíveis. É um trabalho construído em parceria entre voluntários, equipe médica e assistencial, no qual cada detalhe é preparado com muito carinho”, explica. Além dos voluntários, médicos, enfermeiros e colaboradores do setor administrativo da psiquiatria participaram ativamente das ações. Para a enfermeira Jaciane Lopes, que ajudou na organização das atividades, esses momentos fazem diferença direta no bem-estar emocional dos pacientes. “Muitos estão aqui por questões sociais e sentem ainda mais o peso dessa época do ano. Essas ações fortalecem vínculos, promovem conexão e ajudam a resgatar o verdadeiro significado do Natal, mesmo longe da família”, destaca. 36 Número de pacientes atendidos na área de saúde mental do HBDF Atualmente, a ala de saúde mental do HBDF atende 36 pacientes, entre internações e atendimentos de pronto-atendimento, além dos acompanhamentos ambulatoriais. Segundo a equipe, as atividades contribuem para o fortalecimento de vínculos, a redução da ansiedade e a humanização do cuidado, além de aproximar profissionais e pacientes em um ambiente mais empático e acolhedor. Para Patrícia Martins, mãe e acompanhante de uma das pacientes internadas, o Hospital de Base tem sido fundamental no tratamento da filha. “Aqui é um hospital de referência, de excelência. Vim de São Paulo para que ela fosse atendida aqui e só tenho a agradecer. A equipe é muito responsável e humana. Ver minha filha melhorando e participando de momentos como esse faz toda a diferença”, afirma. Além dessa ação, os integrantes do SAV visitaram, na última semana, diversos leitos de internação do hospital, levando música e o espírito natalino aos pacientes. Usando toucas de Papai Noel, os voluntários distribuíram bolsinhas térmicas, que auxiliam no transporte de lanches, água, medicamentos e até documentos pessoais, facilitando a rotina hospitalar dos pacientes. Divertimento e interação No dia 15 de dezembro, o refeitório da ala de psiquiatria foi cenário de uma atividade diferente: um campeonato de videogame que reuniu pacientes e colaboradores. Os participantes podiam escolher entre jogos de futebol, luta, corrida ou tiro e competiam em partidas amistosas contra profissionais da saúde. "É mais fácil engajar o paciente quando a proposta faz sentido para ele e desperta interesse, do que impor uma atividade que ele considere cansativa” Raphael Thabo, terapeuta ocupacional A “gameterapia” já é uma estratégia adotada pela equipe na interação com os pacientes. Segundo o terapeuta ocupacional Raphael Thabo, a proposta surgiu a partir dos interesses manifestados pelos próprios pacientes, e o principal objetivo é promover uma quebra da rotina hospitalar. “Essas atividades ajudam na reabilitação cognitiva e motora. É mais fácil engajar o paciente quando a proposta faz sentido para ele e desperta interesse, do que impor uma atividade que ele considere cansativa”, ressalta. O profissional destaca que o videogame, além de estimular a interação, acessa memórias afetivas por estar associado a brincadeiras da infância. A atividade não se restringe aos mais jovens: pacientes mais velhos também se mostram curiosos e participativos. “É uma ação que integra a terapia ao tratamento realizado aqui”, acrescenta. O técnico de enfermagem Edilson Suaris participou da atividade, jogando uma partida de luta contra um paciente. Para ele, a iniciativa tem impacto direto na relação com os pacientes. “Só de sair da rotina já ajuda bastante e traz muita interatividade. Algumas pessoas se sentem mais à vontade para conversar durante o jogo, o que fortalece o vínculo e contribui para o tratamento”, comenta. O placar final foi acirrado: 10 pontos para os pacientes contra 9 da equipe de saúde. *Com informações do IgesDF
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Lançado edital para renovar computadores de hospitais e UPAs do DF
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, nesta quinta-feira (11), o Edital nº 81/2025, para a compra e instalação de novos desktops, notebooks e monitores auxiliares. O investimento vai modernizar o parque tecnológico do Hospital de Base (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), do Hospital Cidade do Sol (HSol), das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) e das unidades de apoio, fortalecendo a infraestrutura digital da rede. Novas aquisições levam mais agilidade a todos os procedimentos que envolvem prontuários hospitalares | Foto: Divulgação/IgesDF O objetivo da iniciativa é dar mais agilidade ao atendimento, reduzir falhas operacionais e garantir o uso eficiente e integrado dos sistemas de prontuário eletrônico. Dessa forma, a emissão de exames e solicitações se torna mais rápida, contribuindo diretamente para a melhoria do fluxo de pacientes nas áreas de maior demanda. “Hoje, praticamente toda a rotina hospitalar depende de tecnologia”, aponta a superintendente de Contratos do IgesDF, Lorraynne Pinheiro. “Uma estação de trabalho lenta pode atrasar desde o cadastro do paciente até a liberação de um exame. A renovação desses equipamentos é um ganho direto para quem está na ponta do cuidado.” Equipamentos previstos ⇒ Desktops: processador de quatro núcleos, 8GB de RAM, SSD e portas adicionais ⇒ Notebooks: telas adequadas para emissão de laudos, SSD e conectividade wi-fi ⇒ Monitores: tamanho e resolução definidos tecnicamente. Prazos → Impugnações: até o dia 15 deste mês → Respostas: entre os dias 16 e 17 → Prazo para envio: até as 23h55 do dia 24 deste mês. → Onde participar: Plataforma Apoio. *Com informações do IgesDF
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Fones de ouvido: conheça os riscos e saiba como proteger a audição
Os fones de ouvido tornaram-se acessórios comuns do cotidiano, particularmente após a pandemia de covid-19, quando o trabalho remoto, os estudos online e o entretenimento digital entraram na rotina de adultos, adolescentes e até crianças. A Secretaria de Saúde (SES-DF) chama a atenção para os riscos do uso prolongado de fones de ouvido, hábito cada vez mais comum entre jovens e adultos. Arte: Agência Brasília-DF A responsável técnica de fonoaudiologia da SES-DF, Ocânia da Costa, adverte que o uso contínuo e em volume alto pode causar danos significativos. “Hoje usamos fones para tudo: estudar, trabalhar, fazer atividade física”, enumera. “A recomendação é limitar o uso a no máximo duas horas por dia, em volume reduzido. A literatura mostra que, a partir de uma hora com o volume no máximo, o ouvido já aciona mecanismos de proteção, o que indica risco”. “Se a pessoa não escuta bem, não se comunica bem. Isso pode levar à depressão, ansiedade e dificuldades de aprendizado nas crianças. No idoso, a perda auditiva não tratada aumenta o risco de demência” Ocânia da Costa, fonoaudióloga da Secretaria de Saúde Entre os sintomas associados ao uso excessivo de fones estão tontura, zumbido, dificuldade de concentração, estresse, dor devido à pressão sonora e dificuldade para compreender conversas. “O adolescente que usa muito fone pode ter sintomas parecidos com os de trabalhadores expostos a ruídos fortes, inclusive dificuldade para entender o professor na sala de aula”, explica a fonoaudióloga. Detecção e tratamento A porta de entrada para avaliação auditiva na capital é a Unidade Básica de Saúde (UBS). A rede pública conta com ambulatórios especializados nos hospitais Regional da Asa Norte (Hran), Regional de Taguatinga (HRT), Regional do Gama (HRG), de Base (HBDF) e Universitário de Brasília (HUB-UnB), bem como Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal). A identificação precoce da surdez começa ainda na maternidade, com o teste da orelhinha, realizado nas primeiras 48 horas de vida. Bebês com resultado alterado são encaminhados para diagnóstico e, se necessário, para reabilitação auditiva. Em crianças maiores e adultos, o acompanhamento é feito na UBS, com possibilidade de concessão de aparelhos auditivos ou indicação de implante coclear (prótese eletrônica que restaura a audição em casos de surdez). Prevenção [LEIA_TAMBEM]A fonoaudióloga da SES-DF reforça que cuidar da saúde auditiva envolve tratar infecções de ouvido, evitar exposição prolongada a ruídos intensos e realizar exames periódicos quando há fatores de risco. Entre as causas da perda de audição estão doenças infecciosas, uso de medicamentos que podem danificar o sistema auditivo (ototóxicos), traumas e perfuração do tímpano. Outros fatores que também podem levar à perda auditiva são acúmulo de cerume, predisposição genética, problemas metabólicos e envelhecimento. A especialista alerta para os impactos na saúde mental e cognitiva: “Se a pessoa não escuta bem, não se comunica bem. Isso pode levar à depressão, ansiedade e dificuldades de aprendizado nas crianças. No idoso, a perda auditiva não tratada aumenta o risco de demência”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Mundial do Diabetes: DF tem 12% da população convivendo com a doença
Nesta sexta-feira (14), Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) faz um alerta: a doença é crônica e, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, podendo permanecer sem diagnóstico por anos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a condição. Desses, cerca de 46% desconhecem o diagnóstico, o que representa milhões de pessoas vivendo sem tratamento adequado. Pessoa faz aferição do nível de glicose com caneta específica: quanto mais cedo foi feito o diagnóstico, melhor | Fotos: Bruno Henrique/IgesDF No Distrito Federal, estimativas do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% da população tem diabetes — cerca de 200 mil pessoas. Parte desse grupo pode ainda não ter sido diagnosticada, especialmente nos casos do tipo 2, que costuma apresentar sintomas sutis ou inexistentes nas fases iniciais. Esse cenário preocupa especialistas, já que o diagnóstico tardio aumenta os riscos de complicações graves, como doenças cardiovasculares, perda da visão, problemas renais e até amputações. Níveis de açúcar A endocrinologista do Hospital de Base (HBDF), Tatiana Wanderley, explica que o corpo pode se acostumar gradualmente aos níveis elevados de açúcar no sangue, o que dificulta a identificação da doença no início. “O diabetes é, basicamente, um excesso de açúcar circulando no sangue”, explica. “Isso pode ocorrer porque o corpo produz pouca insulina ou porque não consegue usar bem a insulina que produz. O problema é que, no tipo 2, esse processo se desenvolve de forma lenta. A pessoa pode seguir a rotina normalmente, sem perceber que algo está errado”. Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base, alerta: “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo” A médica acrescenta que os sintomas claros geralmente só aparecem quando o quadro já está mais avançado, o que torna o acompanhamento regular fundamental. “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo”, aponta. “Em casos mais graves, podem ocorrer complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. Por isso, realizar exames periódicos é essencial para detectar o diabetes antes que cause danos maiores”. Tipos mais comuns A especialista explica que existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo deixa de produzir insulina, hormônio essencial para controlar a glicose no sangue. Por isso, quem recebe o diagnóstico precisa fazer uso diário da substância. Embora seja mais comum na infância e adolescência, pode surgir em qualquer fase da vida. O diabetes também pode se manifestar durante a gravidez, condição que exige monitoramento constante Já o tipo 2 está associado à resistência à insulina, quando o corpo não utiliza adequadamente o hormônio produzido pelo pâncreas. Essa forma da doença é mais frequente em adultos, especialmente após os 40 anos, e está fortemente ligada a fatores como alimentação inadequada, histórico familiar, predisposição genética, sedentarismo e excesso de peso. “No tipo 1, o organismo não produz insulina; no tipo 2, ele produz, mas não consegue utilizá-la corretamente”, detalha a médica. “Por isso, o tipo 2 pode passar despercebido por muito tempo, enquanto o tipo 1 costuma se manifestar de forma mais intensa e rápida.” O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue, entre eles a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose, conhecido como curva glicêmica. Esses exames ajudam a identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e são fundamentais para detectar precocemente a doença. “Esses exames são simples e estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde”, lembra a endocrinologista. A doença também pode se manifestar durante a gravidez. Tatiana alerta que o diabetes gestacional exige monitoramento constante, pois pode trazer riscos para a mãe e o bebê. “Uma boa alimentação e o pré-natal adequado fazem toda a diferença”, orienta. Prevenção começa nos hábitos diários [LEIA_TAMBEM]Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, o tipo 2 pode ser evitado com a adoção de hábitos saudáveis. Tatiana Wanderley ressalta que manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e alimentos ultraprocessados e realizar exames de rotina são atitudes que fazem toda a diferença para reduzir o risco de desenvolver a doença. A endocrinologista reforça que o diagnóstico precoce é essencial para garantir qualidade de vida. “O mais importante é lembrar que o diagnóstico precoce salva”, diz. “Com acompanhamento adequado, é possível controlar o diabetes e viver bem”. Aprenda a reconhecer No Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. Fique atento aos sinais e adote hábitos saudáveis para manter a doença sob controle. Procure atendimento médico se apresentar sede excessiva, fome constante, necessidade de urinar com frequência, cansaço persistente e emagrecimento sem causa aparente. A prevenção começa nos hábitos diários. Assim, a orientação é manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e de alimentos ultraprocessados e fazer exames preventivos de rotina. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base moderniza serviços de cardiologia e oftalmologia
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na última sexta-feira (7), dois editais para a aquisição de novos equipamentos médico-hospitalares destinados aos serviços de cardiologia e oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa integra o plano de modernização tecnológica do instituto, com foco em eficiência assistencial, inovação e melhoria da qualidade do atendimento prestado pelo SUS. Empresas interessadas podem enviar propostas a partir desta segunda-feira (10) até as 23h55 do dia 25 deste mês, pela plataforma Apoio Cotações. O IgesDF lançou dois editais para a aquisição de equipamentos médico-hospitalares destinados aos serviços de oftalmologia e cardiologia do HBDF | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Cardiologia O Edital nº 78/2025 (186701602) prevê a aquisição de três tipos de equipamentos que fortalecerão o serviço de cardiologia do Hospital de Base, ampliando a capacidade de diagnóstico de doenças cardiovasculares e garantindo maior precisão na estratificação de risco e no acompanhamento de pacientes com quadros de alta complexidade. Serão adquiridos: • Eletrocardiógrafos, utilizados na realização de eletrocardiogramas para monitorar a atividade elétrica do coração; • Sistemas de monitorização tipo Holter, que registram continuamente o ritmo cardíaco ao longo de várias horas; [LEIA_TAMBEM]• Equipamentos para teste ergométrico, fundamentais na avaliação do desempenho cardíaco sob esforço físico. Oftalmologia Já o Edital nº 79/2025 (186668834) contempla a compra de modernos dispositivos oftalmológicos voltados à otimização de exames e procedimentos cirúrgicos. O investimento permitirá ampliar o acesso da população aos atendimentos especializados, reduzir o tempo de espera e elevar o padrão de qualidade e precisão diagnóstica do serviço de oftalmologia do HBDF. Com essa atualização tecnológica, os pacientes serão diretamente beneficiados com atendimentos mais seguros, confortáveis e eficazes, contribuindo para a redução da morbidade ocular e para o uso mais eficiente dos recursos assistenciais. Novas aquisições visam a melhorar a eficiência assistencial e a qualidade do atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal Gestão estratégica e transparência As novas aquisições fazem parte da política de gestão estratégica do IgesDF, que prioriza a execução de emendas parlamentares e a substituição de equipamentos obsoletos, assegurando melhores condições de trabalho aos profissionais e excelência no cuidado aos pacientes. Segundo o analista de compras Pedro Nogueira, os convênios federais têm papel essencial nesse avanço. “Esses recursos permitem investir em novas tecnologias e melhorias que fazem diferença no dia a dia das unidades de saúde”, destaca. Os editais estão disponíveis no site do IgesDF, na plataforma de compras e no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), reafirmando o compromisso do instituto com a transparência e o uso responsável dos recursos públicos. Acesse: • Edital nº 79/2025 – Equipamentos de Oftalmologia; • Edital nº 78/2025 – Equipamentos de Cardiologia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base conquista selo Diamante de excelência no atendimento a pacientes com AVC
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), recebeu nesta quinta-feira (6) o selo Diamante da Iniciativa Angels, reconhecimento internacional que certifica a excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). Hospital de Base obteve reconhecimento internacional a partir de critérios avaliados sobre cada etapa do tratamento dispensado a pacientes que sofrem AVC | Foto: Divulgação/IgesDF “Essa certificação avalia desde o tempo de atendimento até o desfecho do paciente; mais do que um prêmio, é o resultado de uma cultura que valoriza o tempo e a agilidade, porque cada minuto faz diferença para quem sofre um AVC” Letícia Rebello, referência técnica distrital em AVC Cadastrado na iniciativa em maio de 2025, o Hospital de Base tem aprimorado continuamente seus protocolos, promovendo capacitações e monitorando indicadores que avaliam cada etapa do cuidado, do diagnóstico à alta hospitalar. A conquista reafirma o compromisso da unidade em garantir um cuidado ágil, seguro e de alta qualidade. “Essa certificação avalia desde o tempo de atendimento até o desfecho do paciente; mais do que um prêmio, é o resultado de uma cultura que valoriza o tempo e a agilidade, porque cada minuto faz diferença para quem sofre um AVC”, avalia a neurologista Letícia Rebello, referência técnica distrital (RTD) em AVC. A Iniciativa Angels, liderada globalmente pela farmacêutica Boehringer Ingelheim, apoia hospitais em todo o mundo na estruturação de fluxos de atendimento para o AVC, garantindo que o paciente receba o tratamento correto no menor tempo possível. Além da certificação, a Iniciativa Angels mantém uma rede internacional de cooperação, promovendo treinamentos, auditorias e trocas de experiências entre centros de referência em AVC. Novos desafios [LEIA_TAMBEM]O consultor da Iniciativa Angels, Lucas Luizão, anunciou que, além do selo Diamante referente ao segundo trimestre de 2025, o Hospital de Base também foi premiado pela atuação no terceiro trimestre do ano. “O serviço de trombólise do Hospital de Base tem importância histórica no Distrito Federal”, afirmou. “Ao conquistar o selo Diamante, o Base leva o nome das unidades de saúde brasileiras a um patamar internacional, mostrando que é possível oferecer tratamento de ponta dentro do SUS.” Letícia Rebello reforçou que, com dois selos Diamante consecutivos, o Hospital de Base demonstra que a excelência é um compromisso permanente. “O desafio agora é manter o padrão”, lembrou. “Queremos seguir investindo em capacitações regulares e continuar salvando vidas com a mesma dedicação e agilidade que nos trouxeram até aqui”. Para o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida, o reconhecimento reforça a importância do trabalho colaborativo e da capacitação contínua. “A parceria com a Iniciativa Angels fomenta o treinamento dos profissionais e o uso de dados para melhoria constante”, pontuou. “Esse reconhecimento motiva as equipes, gera engajamento e mostra que o Hospital de Base segue no caminho certo”. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base devolve qualidade de vida a pacientes com dermatite atópica
Durante a adolescência, Adrisson de Jesus Santos conviveu com preconceito, afastamento social e muito incômodo físico por causa da dermatite atópica. A pele seca, a coceira intensa e as lesões avermelhadas com descamação, principalmente nas dobras do corpo, faziam com que as pessoas se distanciassem, temendo um contágio que não existia. Foram cerca de dez anos em busca de alternativas para aliviar os sintomas. “Por causa da dermatite, sofri bastante preconceito, principalmente na minha adolescência. Tinha feridas pelo corpo e vivia me escondendo com roupas largas. As pessoas tinham nojo de encostar em mim, achavam que era algo contagioso, faziam bullying. Essa condição sempre foi algo que afetou muito a minha vida”, relata. Desde 2021, ele faz tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “Minha dermatite oscila muito. Em alguns períodos estou bem, em outros fico com a pele toda inflamada. É uma condição complicada de lidar”, conta. No hospital, Adrisson é acompanhado por um alergista. Ele recebe um tratamento que combina medicamentos para controlar as defesas do corpo, cuidados para fortalecer a resistência e orientações sobre hidratação da pele e prevenção de feridas. “Melhorei bastante em comparação a quando cheguei. Antes, meu corpo estava sempre machucado, mas hoje vivo uma fase menos agressiva da doença. Só tenho a agradecer pelo alívio que sinto”, afirma. O Hospital de Base atende cerca de 50 pacientes com dermatite atópica por mês, oferecendo medicamentos modernos e acompanhamento especializado | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Uma doença multifatorial A dermatite atópica, também chamada de eczema, é uma inflamação crônica da pele. Apesar de muitas vezes ser confundida com alergia, trata-se de uma doença multifatorial, influenciada por aspectos emocionais, ambientais e imunológicos. O suor e situações de estresse, por exemplo, podem agravar os sintomas, que incluem coceiras intensas e lesões principalmente nas dobras do corpo. Segundo a médica alergista e imunologista do HBDF, Danubia Michetti, é essencial esclarecer que a doença não é contagiosa. “Pacientes com dermatite atópica podem levar uma vida normal, desde que sigam os cuidados e realizem o tratamento adequado”, explica. A condição é mais frequente em crianças, mas pode persistir ou aparecer na adolescência e na vida adulta. Em bebês, costuma afetar o rosto, os cotovelos e os joelhos, podendo causar secreções e formação de crostas. Nos casos graves, o tratamento pode envolver vários tipos de medicamentos, como corticoides, por exemplo. Danubia Michetti, médica alergista e imunologista do HBDF: "Pacientes com dermatite atópica podem levar uma vida normal, desde que sigam os cuidados e realizem o tratamento adequado" No Distrito Federal, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), atende cerca de 50 pacientes por mês, entre adolescentes e adultos, oferecendo medicamentos modernos e acompanhamento especializado. A moradora de Samambaia Norte, Karen Cristiny Santos, de 43 anos, iniciou o tratamento neste ano, após uma crise intensa de coceira. Encaminhada pela UBS da região, ela relata mudanças rápidas na qualidade de vida. “Foram muitas tentativas sem sucesso. Gastei muito dinheiro com consultas, hidratantes, pomadas e remédios caros, mas nada resolvia. Em apenas dois meses no HBDF, minha vida mudou. Já me sinto 80% melhor”, comemora. [LEIA_TAMBEM]Caminho para qualidade de vida De acordo com a médica Danubia, o tratamento combina medicamentos, orientações e exames personalizados. “Explicamos bastante sobre os cuidados com a pele, que incluem hidratação frequente e banhos com temperatura adequada. Também avaliamos exames que ajudam a definir o tratamento mais indicado para cada caso”, destaca. Nos quadros mais graves, o hospital dispõe de imunoterapia como alternativa. “A inflamação interfere diretamente na rotina do paciente. Muitos não conseguem trabalhar por conta da coceira e das lesões. É uma doença sem cura, mas, com acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e conquistar mais qualidade de vida”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base substitui rede de água quente
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) informa que a rede de água quente do prédio da internação do Hospital de Base (HBDF) foi totalmente substituída, contemplando as duas prumadas, com os serviços concluídos na tarde desta quinta-feira (30). Sistema já opera normalmente, garantindo o conforto dos usuários | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília O sistema encontra-se em pleno funcionamento, com água quente em todos os andares do hospital. A manutenção foi necessária após a identificação de vazamentos que estavam comprometendo a estrutura predial e os quadros elétricos localizados próximos às prumadas. O serviço foi concluído antes da data prevista inicialmente, 4 de novembro. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base fortalece ações para reduzir infecções em UTIs
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Coronariana do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deu mais um passo importante no projeto Saúde em Nossas Mãos, iniciativa nacional do Ministério da Saúde voltada ao aprimoramento da segurança do paciente em hospitais públicos de todo o país. Na última quarta-feira (29), a equipe do HBDF recebeu representantes do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, para a segunda reunião presencial da parceria, que tem como meta reduzir em 50% as infecções hospitalares até 2026. O Hospital de Base pretende reduzir em 50% o número de casos de infecções hospitalares na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Coronariana | Fotos: Divulgação/IgesDF O Saúde em Nossas Mãos integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi) do Sistema Único de Saúde (SUS), que conecta hospitais de excelência a instituições públicas para a troca de conhecimento e o fortalecimento da gestão e da assistência. No Distrito Federal, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), recebe mentoria do Hospital Moinhos de Vento, referência nacional e internacional em segurança e qualidade na área da saúde. Avanços e metas Durante a visita, as equipes avaliaram o andamento das ações iniciadas em novembro de 2024, com término previsto para 2026, e mapearam os processos já implantados. [LEIA_TAMBEM]O foco é fortalecer práticas seguras e reduzir pela metade os índices de três tipos de infecção: • Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) • Infecção primária da corrente sanguínea associada a cateter venoso central (IPCSL) • Infecção do trato urinário associada a cateter vesical (ITU-AC) Essas infecções estão entre as principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva. Segundo a gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Jovita de Castro, a participação no projeto representa um marco na consolidação de práticas assistenciais seguras: “O objetivo é apoiar a reestruturação e o aperfeiçoamento dos processos internos, fortalecendo a segurança do paciente e melhorando os resultados assistenciais. É um desafio complexo, que exige a atuação integrada de diversas equipes e setores do hospital”. Essas infecções, frequentemente causadas por bactérias multirresistentes, exigem o uso de antibióticos de alto custo e podem prolongar o tempo de internação. “A tutoria é fundamental porque promove a troca de experiências e o aprendizado com instituições de referência, permitindo que o HBDF avance na qualidade e segurança da assistência prestada”, acrescenta Jovita. Capacitação da equipe De acordo com o consultor técnico de projetos do Hospital Moinhos de Vento, Patrick Westphal, o encontro marca o início de uma nova etapa de capacitação: “Hoje conseguimos visualizar melhor os pontos que ainda precisam de aprimoramento e discutir as mudanças necessárias nos processos. Os próximos passos serão novas sessões de aprendizagem on-line e treinamentos presenciais com a equipe multiprofissional”. Para a médica chefe da UTI Coronariana, Sandra Feitosa, o envolvimento dos profissionais é determinante para o sucesso do projeto. “É essencial mantermos a motivação da equipe e o compromisso com os resultados para alcançarmos a meta final”, destaca. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Em obras, novo centro cirúrgico do Hospital de Base vai ampliar atendimento
O novo centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) já começou a tomar forma. Com investimento de R$ 13.568.885,52 do GDF, o espaço está sendo erguido no antigo bloco de ligação da unidade, até então desativado. A nova estrutura substituirá o centro cirúrgico atual — que segue em funcionamento —, com o objetivo de modernizar a área e ampliar a capacidade de atendimento. “O Hospital de Base tem 65 anos. Na época em que foi construído, não existiam diversas normativas que temos hoje. O objetivo deste novo centro cirúrgico é modernizar toda a infraestrutura e adequar o espaço às normas vigentes, em um ambiente planejado para oferecer maior segurança e eficiência. Com isso, desativaremos o centro cirúrgico atual e teremos um novo local totalmente atualizado, proporcionando mais conforto aos pacientes e à equipe técnica”, explica a gerente-geral de Engenharia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Tatiana Tostes. O andar do centro cirúrgico propriamente dito já passou pela demolição das antigas divisórias e avança agora para a construção da divisão das salas cirúrgicas e demais etapas da obra | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Desenvolvido pelas equipes de arquitetura e engenharia do IgesDF, o projeto do novo centro cirúrgico conta com uma área exclusiva destinada à infraestrutura técnica e predial, onde estão concentrados os equipamentos de suporte — como sistemas de ar-condicionado e instalações elétricas —, permitindo a realização de manutenções sem interferir nas atividades cirúrgicas. Nessa área, a estrutura metálica dos dutos de ar-condicionado já foi instalada, e a demolição das antigas interferências foi concluída. O próximo passo será a execução da passarela metálica de acesso. O andar do centro cirúrgico propriamente dito já passou pela demolição das antigas divisórias e avança agora para a construção da divisão das salas cirúrgicas e demais etapas da obra. O espaço contará com 16 salas operatórias de pequeno e médio porte — sendo duas preparadas para procedimentos robóticos —, uma sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para as equipes assistenciais. “O que esperamos agora é a modernização de todos os espaços. A expectativa é que possamos aumentar o número de cirurgias, a qualidade e a eficiência e, com isso, atender mais a população”, destaca o gerente de Serviços Cirúrgicos do IgesDF, Danillo Almeida de Carvalho. O Hospital de Base realiza, principalmente, cirurgias oftalmológicas, ortopédicas, de traumatologia e oncológicas, além de ser a referência em cirurgias cardíacas e neurocirurgias. Atualmente, a média é de 45 procedimentos por dia. Em setembro deste ano, a unidade bateu recorde, totalizando 1.332 cirurgias. Segurança e conforto As novas salas cirúrgicas terão sistemas integrados, capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, além de facilitarem procedimentos como transplantes. Outro diferencial são os espaços para cirurgias robóticas, que garantirão mais precisão e segurança nos procedimentos, bem como a rápida desospitalização dos pacientes. Gerente-geral de Engenharia do IgesDF, Tatiana Tostes: “Desativaremos o centro cirúrgico atual e teremos um novo local totalmente atualizado, proporcionando mais conforto aos pacientes e à equipe técnica” O novo centro cirúrgico atenderá integralmente às normas sanitárias e exigências técnicas de controle de infecção hospitalar, garantindo ambientes mais seguros e adequados às boas práticas cirúrgicas. A obra está sendo conduzida por empresa contratada, com condução e fiscalização da equipe de engenharia do IgesDF. O Hospital de Base é considerado a principal referência em procedimentos de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal, além de ser reconhecido nacionalmente como modelo de atendimento especializado, ensino e pesquisa.
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Hospital de Base vai representar o Centro-Oeste em programa nacional sobre infecções hospitalares
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi selecionado para representar o Centro-Oeste no projeto-piloto do Programa de Avaliação de Prevalência Pontual de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Desenvolvida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em parceria com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a iniciativa integra os esforços nacionais voltados ao monitoramento das infecções hospitalares e ao aprimoramento contínuo da qualidade assistencial. O objetivo da iniciativa é prevenir infecções que possam agravar o estado de saúde dos pacientes internados | Fotos: Divulgação/IgesDF De acordo com a gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Anvisa em Brasília, Magda Costa, a iniciativa representa um avanço importante para a saúde pública brasileira. “Há muitos anos tínhamos o desejo de realizar esse tipo de avaliação no Brasil. Com a parceria do CDC dos Estados Unidos, estamos tornando isso possível. Nosso propósito é prevenir infecções que possam agravar o estado de saúde dos pacientes internados”, destaca. Como funciona A coleta de informações para o desenvolvimento do programa ocorreu na última quarta-feira (23) e envolveu pacientes internados nas enfermarias, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na Unidade de Cuidados Intermediários do pronto-socorro. O levantamento considerou os 14 dias anteriores à análise, permitindo mapear possíveis infecções e as estratégias de tratamento e prevenção adotadas pelas equipes multiprofissionais. [LEIA_TAMBEM]A metodologia aplicada, chamada Avaliação de Prevalência Pontual, é reconhecida internacionalmente e está sendo testada no Brasil com a perspectiva de se tornar um programa nacional permanente de monitoramento. O objetivo é identificar a realidade das unidades de saúde, reforçar medidas preventivas já implementadas e indicar oportunidades de aprimoramento contínuo na assistência ao paciente. Para a infectologista do HBDF, Mariana Ramos, o programa é uma oportunidade de aprimorar ainda mais o trabalho do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. “Estamos animados com o estudo, pois ele nos permitirá avaliar a efetividade das ações já implantadas e identificar novas estratégias para fortalecer o cuidado e a segurança dos pacientes”, afirma. *Com informações do IgesDF
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Seis anos após retomada, cirurgias cardíacas de peito aberto crescem mais de 1.000% no Hospital de Base
Ângela Andrade, 61 anos, tomou um susto quando, em 2019, a filha Luisa Andrade, então com 17, foi diagnosticada com comunicação interatrial (CIA) — um problema congênito no coração que faz com que o sangue oxigenado e o não oxigenado se misturem — depois de sentir pontadas no peito. “Achei que ela ia ter uma morte súbita, que ela tinha herdado o problema do pai”, conta a aposentada, referindo-se ao marido, que morreu por problemas no coração. “Foi assustador, um baque. Como eu era muito nova, foi bem estranho”, emenda a filha. Luisa Andrade: “É como se eu tivesse renascido depois da cirurgia. Melhorei a minha respiração, não tenho mais taquicardia, consigo respirar com muita leveza, encher os meus pulmões” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Um problema dessa magnitude exige um tratamento de alta complexidade. E foi no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) que a família encontrou a solução. Luisa foi a primeira paciente a ser operada no local após a retomada das chamadas cirurgias cardíacas de peito aberto, há exatos seis anos, em 21 de outubro de 2019. De lá para cá, o número de pacientes que receberam o tratamento já cresceu 1.108%. Chefe da Cirurgia Cardíaca do Hospital de Base, a médica Tatiana Maia afirma: “Hoje em dia, nós temos as melhores próteses que existem. Eu tenho orgulho de dizer que esse serviço oferece o melhor para a população do Distrito Federal” Contando com Luisa, 23 pessoas passaram pelo procedimento em 2019. Em todo o ano passado, foram 278. Até a primeira quinzena deste mês, a unidade já contabilizava 244 cirurgias de peito aberto. Desde a retomada, foram, ao todo, 1.469 atendimentos. Para a chefe da Cirurgia Cardíaca do HBDF, Tatiana Maia, esse aumento é explicado pelos investimentos na unidade. “O IgesDF [Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal], junto ao Hospital de Base, vem crescendo em termos de investimento em equipamentos e em pessoal também”, aponta. “Hoje em dia, nós temos as melhores próteses que existem. Eu tenho orgulho de dizer que esse serviço oferece o melhor para a população do Distrito Federal.” A médica prossegue: “A gente conseguiu salvar muitas vidas. Além das cirurgias eletivas, o Hospital de Base também é o único hospital de porta aberta do Distrito Federal que atua atendendo a todas as emergências cardiovasculares. A gente sabe que o que mais mata no mundo são as doenças cardiovasculares, e o mundo moderno sofre com essa mortalidade. Então é extremamente importante oferecer esse serviço para a população geral, para o SUS [Sistema Único de Saúde], porque aqui os pacientes são atendidos de maneira integral e plena para cuidar dessas patologias”. Atendimento integral “Luisa foi assistida pelos melhores médicos, e eu sou grata a eles até hoje, porque nós fomos bem-acolhidas. Minha filha está curada e, graças a Deus, só tenho a agradecer” Ângela Andrade, mãe de Luisa Esse atendimento integral foi fundamental para o tratamento de Luisa. “Fizemos muitos exames”, lembra. “Eles entraram com a medicação, e meses depois eu fui internada para poder fazer mais exames, fui acompanhada por vários médicos. Até que chegou o dia da cirurgia; fizemos, fui para a UTI, tive um ótimo pós-operatório, também fui auxiliada pela equipe de fisioterapia e a minha recuperação foi bem tranquila. Um ano depois eu voltei, fiz mais exames para saber se estava tudo certo e recebi alta. Fui muito bem-acompanhada, muito bem-atendida por todos os médicos. Se não fosse por eles, acho que talvez até teria desistido da cirurgia, porque é um baque muito grande. Então, sentir esse acolhimento me ajudou a entender que é um procedimento muito invasivo, mas com grande chance de sucesso e realmente teve muito sucesso”. A mãe da jovem reforça: “Realmente foi extraordinário, a equipe é muito boa, a Luisa foi assistida pelos melhores médicos e eu sou grata a eles até hoje, porque nós fomos bem-acolhidas. Do menor ao maior, Luisa foi muito bem-assistida, deu tudo certo. Minha filha está curada e, graças a Deus, só tenho a agradecer”, completa a mãe. Graças ao procedimento, a jovem, hoje com 24 anos, leva uma vida absolutamente normal. Cursa Administração, estagia e pode fazer exercícios: “É como se eu tivesse renascido depois da cirurgia. Melhorei a minha respiração, não tenho mais taquicardia, consigo respirar com muita leveza, encher os meus pulmões. Minha qualidade de vida melhorou muito, consigo praticar atividade física com muita facilidade. [Em] atividades que outras pessoas se sentiam tranquilas fazendo, eu logo passava mal. Hoje, consigo fazer com perfeição. Consigo ter uma vida normal, mais saudável”. Com a propriedade de quem renasceu, Luisa reforça a importância de o serviço ser oferecido de forma gratuita à população do DF: “No particular, essa cirurgia custaria R$ 80 mil, e a gente não teria condições de pagar. Então é realmente muito importante”. Alta complexidade [LEIA_TAMBEM]Indicada para diversos problemas cardíacos — como insuficiências coronarianas e patologias da aorta torácica —, a cirurgia de peito aberto exige uma equipe de nove pessoas para ser feita, sendo três cirurgiões, um anestesista, um perfusionista, um instrumentador, dois circulantes e uma enfermeira. “A gente precisa deixar o coração parado para poder operar, então a gente deixa o coração em circulação extracorpórea e o sangue do paciente fica circulando em uma máquina, que é a máquina coração-pulmão, enquanto a gente está trabalhando”, explica Tatiana Maia. E não são só os pacientes que se emocionam com o sucesso do procedimento. “Naquele momento, eu estou com o coração do paciente na mão, literalmente”, relata a médica. “Estou com a vida dele na minha mão, porque o coração está parado, ele está circulando na circulação extracorpórea, sendo oxigenado na máquina e eu ali, reparando o coração. Ver o paciente recuperado é muito gratificante”.
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Corrida da Esperança colore a Esplanada em apoio a pacientes com câncer
Brasília foi tomada por uma onda cor-de-rosa de emoção e solidariedade na tarde deste sábado (18). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer transformou a Esplanada dos Ministérios em um grande encontro de fé, superação e amor ao próximo. Centenas de pessoas participaram da prova movidas por um mesmo propósito: apoiar quem enfrenta a doença com coragem e esperança. “Cada passo dado foi um gesto de amor e solidariedade. Ver tantas pessoas unidas por essa causa é emocionante. Hoje, não corremos por nós mesmos, corremos por cada paciente que precisa de acolhimento, força e esperança”, destacou Larissa Bezerra, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (RFCC). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer reuniu centenas de pessoas na Esplanada dos Ministérios neste sábado (18) | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Emoção Entre os participantes estava Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos, que cruzou a linha de chegada com um sorriso no rosto e o coração cheio de gratidão. “Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas. Sempre fui muito bem acolhida no Hospital de Base. Só tenho a agradecer por esse momento e a todos os voluntários da Rede e do IgesDF”, contou. O voluntário Thaylo Regis, que ajudou na organização, também comemorou o sucesso do evento. “Esse era um sonho antigo que hoje se tornou realidade. Foi o resultado do esforço de todos — voluntários, parceiros e patrocinadores”, afirmou. Famílias, pacientes e colaboradores se uniram em um mesmo propósito. Muitos vestiram rosa, outros usaram camisetas com frases de apoio e amor. Após o percurso, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais. Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos: "Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas" Do esporte à esperança Com percursos de 5 km e 10 km, além de 2,5 km de caminhada, toda a renda das inscrições foi revertida para os projetos da Rede Feminina, que apoia pacientes oncológicos com doação de kits de higiene, lenços, perucas, lanches, cestas básicas e oficinas de autoestima. “A primeira corrida da Rede foi feita com muito amor e dedicação. Nasceu da base construída pela minha mãe, Verinha, e pela dona Tereza, que também já foi presidente da Rede. Escolhemos o mês de outubro, quando se reforça a prevenção do câncer de mama, para unir esporte, solidariedade e conscientização. Nossa maior vontade com essa corrida é despertar o ato voluntário e o desejo de ajudar o próximo”, completou Larissa Bezerra. Após a corrida, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais Um legado que inspira gerações A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília nasceu do sonho e da sensibilidade de Verinha Bezerra, mulher que transformou a dor em empatia e construiu um dos projetos de voluntariado mais respeitados do Distrito Federal. Diagnosticada com câncer, ela encontrou na solidariedade uma forma de enfrentar a doença — e decidiu que ninguém deveria trilhar esse caminho sozinho. Há mais de duas décadas, a Rede começou com poucas voluntárias visitando pacientes nos hospitais, oferecendo lenços, palavras de conforto e, principalmente, esperança. Com o tempo, o grupo cresceu e passou a firmar parcerias com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), instituições públicas e empresas privadas. [LEIA_TAMBEM]Verinha faleceu em setembro de 2024, mas o legado que deixou segue vivo em cada gesto das voluntárias. “Minha mãe nos ensinou que o cuidado não se limita ao tratamento médico, ele também mora na escuta, no abraço e na fé. A Rede existe para perpetuar esse olhar humano e acolhedor”, afirmou Larissa Bezerra, atual presidente da RFCC. O sucesso da primeira edição já inspira novos planos. A Rede Feminina pretende incluir a corrida no calendário anual de eventos solidários, ampliando o alcance das ações de voluntariado — um passo a mais na caminhada que une esporte, solidariedade e esperança. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Pacientes de câncer de mama no Hospital de Base contam com rede de cuidado que cura corpo e alma
Aos 53 anos, Regina Sousa Bispo descobriu que o câncer de mama não destrói apenas células, ele mexe com sonhos, com a autoestima e com o sentido da vida. Foram sete meses até o diagnóstico definitivo. Os exames de imagem não mostravam nada. Apenas a biópsia revelou o tumor. “Quando ouvi o resultado, foi como se tivessem me dito: você vai morrer. Eu vivia com uma faca no pescoço”, lembra. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Regina recebeu o diagnóstico, passou por uma mastectomia radical e pela retirada de dez linfonodos. Regina Sousa Bispo se desestabilizou ao descobrir o câncer de mama: "Aos poucos, com o apoio da equipe do Hospital de Base, eu fui voltando a me enxergar com carinho" | Foto: Divulgação/IgesDF Foi também na unidade que ela enfrentou os efeitos colaterais da quimioterapia e iniciou a reviravolta no processo de recuperação. "Você sai da cirurgia e não se reconhece. Perdi o cabelo, oito dentes, o corpo mudou. Mas, aos poucos, com o apoio da equipe do Hospital de Base, eu fui voltando a me enxergar com carinho", conta. Hoje, em remissão, ela segue o acompanhamento rigoroso a cada três meses. “Oncologistas, mastologistas, enfermeiras, psicólogos e, principalmente, as meninas do centro de infusão — todos aqui têm uma empatia ímpar. Sempre me senti cuidada e orientada com gentileza. A gente passa a querer viver bem a cada dia, mesmo com medo e cansada. Se eu tiver só um dia de vida, quero vivê-lo bem, maquiada e de cabeça erguida”, completa. Valquíria Espíndola nunca se sentiu sozinha na luta contra o câncer | Foto: Divulgação Essa mesma força move Valquíria Espíndola, de 47 anos, que descobriu o câncer durante o autoexame. “Eu mesma senti o caroço e procurei ajuda médica. Foi o começo de uma luta, mas nunca estive sozinha”, conta. Em tratamento há um ano, ela está prestes a concluir a quimioterapia e se prepara para a cirurgia. “Desde o início, o pessoal me acolheu muito bem. As meninas da Rede Feminina, os médicos, todos me deram apoio. No Centro de Infusão, o carinho é constante. É isso que nos dá coragem para seguir.” Os dois lados do atendimento No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19), a gerente geral de assistência do Hospital de Base, Fernanda Hak, reforça que o tratamento vai muito além da técnica. “A técnica é essencial, mas é o cuidado que transforma. As cicatrizes e os fios que voltam a crescer são só parte da história. O que floresce mesmo é a coragem de recomeçar”, destaca. “Eu sei o que é ouvir aquele diagnóstico e sentir o mundo parar" Arlene da Conceição Vilela, colaboradora do Programa Humanizar Entre tantas mãos que acolhem, está a de Arlene da Conceição Vilela, colaboradora do Programa Humanizar, iniciativa que promove acolhimento e respeito nas unidades de saúde geridas pelo IgesDF. Antes de ser quem oferece conforto, Arlene foi quem precisou dele. Descobriu o câncer de mama em 2018, passou por cirurgia, radioterapia e cinco anos de tratamento. “Eu sei o que é ouvir aquele diagnóstico e sentir o mundo parar. Por isso, faço de tudo para tratar cada paciente com amor. Um sorriso e uma palavra amiga nos ajudam a curar a alma”, afirma. Com voz calma e fé inabalável, Arlene resume o que aprendeu com a doença e com o trabalho. “Deus está no controle de tudo. Depois vêm os médicos, o tratamento e o carinho do Humanizar. É isso que sustenta a gente.” Perto dali, outras mulheres recebem apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que atende cerca de mil pacientes por mês e é coordenada por Larissa Bezerra. “Muitas chegam arrasadas, sem saber como vão enfrentar a doença. Nosso papel é mostrar que a vida continua, que há beleza, vaidade e amor mesmo no meio do tratamento”, explica Larissa. Atualmente, a entidade, com sede no Hospital de Base, mantém 40 projetos, como o de doação de perucas, próteses mamárias, sutiãs adaptados e lenços. “Uma peruca pode parecer algo pequeno, mas devolve identidade e autoestima. Já vimos mulheres chorarem de emoção por se verem de novo no espelho”, relata. Larissa Bezerra: "Nosso papel é mostrar que a vida continua, que há beleza, vaidade e amor mesmo no meio do tratamento" | Foto: Divulgação/IgesDF A Rede também acolhe pacientes de outras regiões e mantém uma casa de apoio no Núcleo Bandeirante, onde voluntários e doadores ajudam a garantir o cuidado contínuo. Compromisso com o cuidado [LEIA_TAMBEM]A chefe de enfermagem do ambulatório onco-hematológico, Larissa Dias, reforça que o acolhimento começa desde o primeiro contato com a paciente. “Hoje conseguimos iniciar o tratamento de forma rápida. Se a paciente chega com o diagnóstico, muitas vezes já encaixamos a quimioterapia para o dia seguinte. Nosso foco é garantir que ninguém espere por cuidado”, explica. Com os avanços recentes no tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as chances de cura aumentam e, com elas, cresce também a esperança. Para Larissa, o diferencial do Hospital de Base está no olhar integral. “Não é só sobre o medicamento. É sobre orientar, conversar, explicar efeitos colaterais, oferecer suporte psicológico e nutricional. É sobre estar presente em cada fase. Hoje, o câncer de mama tem tratamento eficaz e muitas pacientes saem curadas. Mas o que realmente transforma é o cuidado humano, o olhar atento, o toque gentil. Isso é o que cura de verdade”, reforça. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base supera recorde e realiza 1.332 cirurgias em setembro
O ano de 2025 vai entrar para a história do Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Em setembro, pela terceira vez, a unidade bateu o recorde de cirurgias realizadas em um único mês. A primeira marca foi registrada em maio, com 1.294 procedimentos; em julho, o número foi superado, chegando a 1.326 operações. Em setembro, foram realizadas 1.332 cirurgias, com 100% das programadas cumpridas, o que representa uma média diária de 44 cirurgias. Entre os tipos mais realizados estão oftalmologia, com 288 procedimentos, seguida de ortopedia e traumatologia, com 259, e urologia, com 139. Entre janeiro e setembro deste ano, o centro cirúrgico realizou 11.455 procedimentos, 1.036 a mais que no mesmo período de 2024, quando foram feitas 10.419 cirurgias. Ítalos Xavier se recupera de uma cirurgia e elogioa o atendimento no Hospital de Base : "Pessoal muito atencioso e empático" | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF O auxiliar de serviços gerais Ítalo Sávio de Oliveira Xavier, de 28 anos, é um dos pacientes que se recuperam de uma cirurgia vascular. Ele destaca o atendimento recebido: “Fui muito bem recepcionado, desde quando cheguei até o momento que estou agora. O pessoal é muito atencioso, muito empático”, elogia. Segundo a coordenadora do centro cirúrgico, Nadja Corrêa Graça, o aumento no número de cirurgias começou a ser percebido após a implementação do Projeto Lean, em 2023. O Lean é uma metodologia de gestão que busca reduzir desperdícios e aumentar a eficiência, garantindo que processos, como a agenda de cirurgias, funcionem de forma ágil e segura. Arte: IgesDF Entre as medidas adotadas estão a melhor utilização das 16 salas cirúrgicas e o monitoramento rigoroso de indicadores, como o cumprimento do horário de início das cirurgias, programadas entre 7h e 7h30, e a taxa de cancelamentos. “O Lean trouxe otimização para não deixarmos salas de cirurgias paradas. Ele foi fundamental, mas, além dele, também tivemos a participação da enfermagem, da equipe de limpeza e dos anestesistas. Foi realmente a comunicação entre as equipes que contribuiu para esse resultado”, explica Nadja. [LEIA_TAMBEM]O oftalmologista Henrique José Vieira ressalta que o aumento no número de cirurgias impacta diretamente na qualidade de vida da população e na satisfação dos médicos. “Quanto mais a gente opera, mais feliz a gente fica. Afinal, somos cirurgiões”, comenta. A técnica de enfermagem Yeira Reveron destaca a importância do trabalho humanizado. “Com o esforço de cada dia, atendemos os pacientes de pouco a pouco, com coragem e energia, dando todo o apoio que a população merece. Aquela pessoa que está esperando na fila poderia ser um familiar meu. Então sempre atendemos com atenção, sorrisos e a mentalidade de que tudo dá certo no final”, afirma. Além do DF “É um hospital público que é para a comunidade. Indiferente de onde seja, de qual estado, de qual cidade, não há preferência”' Yeira Reveron, técnica de enfermagem O atendimento do centro cirúrgico do HBDF não se limita apenas à população do Distrito Federal. “É um hospital público que é para a comunidade. Indiferente de onde seja, de qual estado, de qual cidade, não há preferência”, explica Yeira. Ana Salete Francischini, de 50 anos, mora em Sorriso, no Mato Grosso. Ela buscou atendimento no HBDF devido a uma incontinência urinária, já que tem família no DF. “O atendimento e a atenção de todos, médicos e equipe, foram excelentes. Estavam sempre preocupados comigo, perguntando como eu estava. Não tenho nenhuma queixa”, relata. *Com informações do IgesDF
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IgesDF realiza mais de 100 mil atendimentos pediátricos em 2025
No Dia das Crianças, o cuidado também ganha voz. Em 2025, mais de 100 mil atendimentos foram realizados a pequenos brasilienses nas unidades do Instituto Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Eu sou corajoso e forte. Não tenho medo de injeção”, afirma Luan Emanuel Ramos Veloso, de 4 anos. Ele ficou duas semanas internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) por uma gripe que evoluiu para sinusite. Além de se cuidar, pacientes podem se distrair nas brinquedotecas dos hospitais | Divulgação/IgesDF Francisca da Conceição Ramos Marinho, mãe de Luan, conta que gosta de levá-lo à brinquedoteca do hospital, onde fez amizade com outras crianças. “No início ele chorava um pouco para tomar as medicações, mas agora já se acostumou”, explica. Luan é apenas uma das centenas de crianças recebidas todos os dias nas unidades do IgesDF. Foram quase 30 mil, em 2025, apenas no HRSM. Além de Santa Maria, há ala de pediatria nas UPAs de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas, e na UTI Pediátrica do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O Hospital de Base é o único do IgesDF a contar com UTI Pediátrica. De janeiro a setembro, 723 pacientes receberam atendimento intensivo. Entre abril e julho, uma unidade temporária foi aberta para doenças respiratórias, ampliando a oferta de leitos durante os meses de maior demanda. Do total, 477 crianças foram internadas por problemas respiratórios, principalmente bronquiolite aguda viral, representando 64% dos casos da UTI. Cuidado humanizado Trabalhar com crianças exige uma atenção diferente do médico | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Para o pediatra do HRSM, Tiago Moisés, trabalhar com crianças exige atenção especial. “Como elas não conseguem descrever claramente o que sentem, os pais ou responsáveis passam a ser a voz da criança. Eles nos informam sintomas e pontos de estresse”, explica. [LEIA_TAMBEM]A médica Loren Nobre, que atua com crianças há nove anos, reforça que o acompanhamento a longo prazo é gratificante. “Ver um bebê se transformar em uma criança saudável e cheia de personalidade é fazer parte da história daquela família”, conta. Tiago destaca a espontaneidade das crianças como um dos pontos positivos do trabalho. “O consultório se enche de gargalhadas e histórias inesperadas. Isso torna a rotina muito mais leve e prazerosa”. “Um sorriso, um abraço ou um desenho no consultório já fazem meu dia valer a pena. Trabalhar com crianças é receber diariamente uma dose de leveza, carinho e aprendizado”, ressalta Loren. *Com informações do IgesDF
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Saúde pública do DF e farmacêutica japonesa vão conduzir estudo de medicamento inédito para doenças hepáticas
Representantes da farmacêutica internacional Takeda Global visitaram, nesta quinta-feira (25), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) para conhecer o trabalho realizado no centro de pesquisa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A unidade foi escolhida para conduzir um estudo sobre os efeitos de um novo tratamento em pacientes com doenças hepáticas. A gerente de pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Ana Carolina Gomes, apresentou a estrutura do hospital, os dados de atendimento e os projetos de pesquisa já em andamento. "Vimos que o HBDF tem grande potencial de colaboração, principalmente por reunir diversas especialidades que dialogam com nossas áreas de atuação" Marcelo Freire, chefe de assuntos médicos para gastroenterologia da Takeda Global Para o chefe de assuntos médicos para gastroenterologia da Takeda Global, Marcelo Freire, a visita ao Brasil deu uma nova perspectiva à empresa. “A Takeda definiu que o Brasil é um país-chave para o desenvolvimento de novos fármacos. Vimos que o HBDF tem grande potencial de colaboração, principalmente por reunir diversas especialidades que dialogam com nossas áreas de atuação. Isso abre caminho para parcerias muito promissoras”, destaca. A gastroenterologista e hepatologista do HBDF, Liliana Sampaio, responsável pelo estudo em andamento, ressaltou o impacto positivo da visita. “A equipe da Takeda saiu com grandes expectativas e ficou impressionada tanto com a estrutura hospitalar quanto com a de pesquisa clínica. Eles perceberam várias possibilidades de novos estudos dentro do hospital”, afirma. Os representantes da farmacêutica também fizeram um tour pelo hospital, passando pelo ambulatório de gastroenterologia, broncoesofagologia e neurofisiologia, além da ala de internação em reumatologia, endocrinologia, gastroenterologia e infectologia. Os representantes da Takeda Global passaram por setores como o ambulatório de gastroenterologia do Hospital de Base | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF O chefe da área terapêutica de gastroenterologia e inflamação da Takeda Global, Chinwe Ukomadu, destacou a dedicação da equipe do HBDF. “Encontramos profissionais que realmente se preocupam com o paciente. Esse cuidado é algo que temos em comum, junto com o compromisso de melhorar a qualidade de vida de quem convive com doenças hepáticas. Isso é essencial para uma boa colaboração”, reforça. A pesquisa O estudo que será conduzido no Hospital de Base tem como foco uma doença rara no fígado O estudo que será conduzido no Hospital de Base tem como foco uma doença rara no fígado. Ela aparece quando o organismo produz de forma incorreta uma proteína que, em vez de circular pelo sangue, se acumula no fígado. Esse excesso funciona como um “lixo tóxico” que o corpo não consegue eliminar, provocando inflamação e cicatrizes que podem evoluir para fibrose, cirrose ou até câncer. A pesquisa vai avaliar se um novo tratamento consegue interromper a produção dessa proteína defeituosa, reduzindo o acúmulo no fígado e, com isso, freando a progressão da doença. Os cientistas também vão observar duas frentes principais. Uma é a eficácia, ou seja, se o tratamento é capaz de melhorar a saúde do fígado, reduzindo inflamações e cicatrizes. A outra é a segurança, avaliando se a terapia é bem tolerada e não causa efeitos colaterais graves. A Takeda Global [LEIA_TAMBEM]Fundada no Japão há 244 anos, a Takeda é uma biofarmacêutica presente em 80 países e com sede no Brasil desde 1954. A empresa atua em diversas áreas terapêuticas, como gastroenterologia, doenças raras, oncologia, neurociência, vacinas e terapias derivadas do plasma. “Nosso objetivo é avaliar se essa abordagem pode se tornar uma nova opção terapêutica, oferecendo mais qualidade de vida às pessoas que convivem com essa condição rara”, afirma Liliana Sampaio, a responsável pelo estudo. *Com informações do IgesDF
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Implante de marcapasso cresce 26% no Hospital de Base no primeiro semestre de 2025
Aos 76 anos, o aposentado Espedito Rodrigues Bastos sabe o quanto a medicina pode transformar vidas. Em maio de 2024, ele recebeu um marcapasso no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), e recuperou energia para aproveitar a rotina. “Passei a me sentir muito melhor depois do procedimento. O acompanhamento também foi rápido e tranquilo. De seis em seis meses venho aqui e sou muito bem tratado”, conta o paciente, que pode comemorar o Dia do Portador de Marcapasso, nesta terça-feira (23). Antes da cirurgia, Espedito convivia com cansaço e fortes dores de cabeça, sintomas que limitavam tarefas simples. A filha, Andressa Rodrigues Bastos, destaca o impacto do dispositivo na vida da família: “Ele ficava sempre indisposto e reclamava de dor. Hoje não sente nada disso e a rotina melhorou muito. Foi um verdadeiro renascimento". Espedito Rodrigues Bastos (ao lado da filha, Andressa) volta ao Hospital de Base a cada seis meses após o implante do marcapasso: "Passei a me sentir muito melhor depois do procedimento" | Foto: Agência Brasília Histórias como a de Espedito se repetem no HBDF, referência em atendimento cardiológico no Distrito Federal. Entre janeiro e julho de 2025, foram implantados 305 marcapassos, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2024. Em todo o ano passado, o total chegou a 396, e até 21 de agosto de 2025, 333 pacientes já haviam sido beneficiados. Segundo o cirurgião cardíaco José Joaquim Vieira Junior, chefe do ambulatório de marcapasso do HBDF, o procedimento é indicado quando o coração perde a capacidade de manter um ritmo adequado. “O marcapasso emite impulsos elétricos que estimulam o coração a bater corretamente. É fundamental em casos de bradicardia, arritmias, doença do nó sinusal ou complicações pós-infarto”, explica. "Muitos sintomas são ignorados no início, mas a arritmia pode levar à morte súbita se não tratada" Patricia Rueda, cardiologista A cardiologista Patricia Rueda reforça que a decisão pelo implante só é tomada após avaliação detalhada, incluindo exames como eletrocardiograma, holter e ecocardiograma. Os sinais de alerta incluem tonturas, desmaios, palpitações, falta de ar e cansaço excessivo. “Muitos sintomas são ignorados no início, mas a arritmia pode levar à morte súbita se não tratada”, alerta. Hoje, portadores de marcapasso vivem praticamente normalmente, com pequenas restrições nos primeiros meses. “É importante evitar movimentos bruscos e levantar peso inicialmente, mas depois o paciente pode retomar suas atividades, inclusive exercícios, sempre com acompanhamento médico”, explica Joaquim. Acompanhamento periódico O acompanhamento periódico é essencial para avaliar o funcionamento e a durabilidade da bateria, que varia entre 7 e 10 anos. “Chamamos de avaliação eletrônica, como se fosse uma revisão de carro. É nesse momento que ajustamos a programação do aparelho de acordo com a condição do paciente”, complementa Patricia. *Com informações do IgesDF
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IgesDF alerta para nova tentativa de golpe contra pacientes da rede pública
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) faz um alerta importante para pacientes e familiares sobre tentativas de golpe envolvendo cobranças indevidas por procedimentos médicos. Nesta sexta-feira (19), equipes do Hospital de Base, unidade administrada pelo IgesDF, receberam vários relatos de que golpistas, se passando por funcionários, estão solicitando pagamentos para a realização de exames e outros procedimentos. Medidas rigorosas estão sendo tomadas para garantir que os pacientes e seus familiares não sejam vítimas desse tipo de crime | Foto: Agência Brasília A instituição esclarece que todos os atendimentos e procedimentos dentro das unidades públicas do DF são fornecidos gratuitamente e custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Medidas rigorosas estão sendo tomadas para garantir que os pacientes e seus familiares não sejam vítimas desse tipo de crime. "Nenhuma unidade de saúde administrada pelo IgesDF cobra por consultas, exames, procedimentos ou tratamentos" Cleber Monteiro, presidente do IgesDF “Nenhuma unidade de saúde administrada pelo IgesDF cobra por consultas, exames, procedimentos ou tratamentos. Todos esses serviços são oferecidos gratuitamente pelo SUS em nossas unidades, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital Cidade do Sol (HSol), além das 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)”, destaca o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. O IgesDF reforça que, ao ser contatado por alguém solicitando qualquer tipo de pagamento em nome da instituição, o paciente ou familiar deve procurar imediatamente a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência. “Infelizmente, não podemos nos responsabilizar pela má-fé de terceiros. Contudo, estamos empenhados em apoiar as autoridades dentro do possível para que crimes como esse não voltem a ocorrer”, afirma o presidente. *Com informações do IgesDF
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Dia Mundial da Doença de Alzheimer: rede pública do DF foca em diagnóstico precoce
Mais do que lapsos de memória comuns do envelhecimento, o Alzheimer é uma condição que compromete progressivamente a autonomia da pessoa, transformando a rotina de pacientes e famílias. A doença é a principal causa de demência no mundo. Lembrado em 21 de setembro, o Dia Mundial da Doença de Alzheimer tem como objetivo ampliar a conscientização e reforçar a campanha global Setembro Roxo — em 2025, o tema “Pergunte sobre Demência e Alzheimer” busca estimular o diálogo, combater o estigma e incentivar a população a buscar informações confiáveis e o diagnóstico precoce. De acordo com estudo do Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a doença, o que representa aproximadamente 1,8 milhão de casos. Até 2050, a projeção é que 5,7 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no país com Alzheimer. Diagnosticado com Alzheimer, Antônio Batista faz tratamento no Hospital de Base: "O atendimento é excelente, sempre fomos muito bem recebidos e acolhidos", relata a filha, Fabiana Silva | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Atendimento especializado Antônio Batista, 86 anos, tem Alzheimer e faz tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Segundo a filha, Fabiana Silva, o acompanhamento é tranquilo. “A gente vem aqui com frequência para ficar de olho na evolução da doença. O atendimento é excelente, sempre fomos muito bem recebidos e acolhidos”, relata. No Hospital de Base (HBDF), o atendimento é realizado no ambulatório de Neurologia Cognitiva, que funciona às segundas e terças-feiras à tarde e às quartas-feiras pela manhã. [LEIA_TAMBEM]O neurologista Carlos Uribe destaca que reconhecer os primeiros sinais do Alzheimer é essencial. “Muitas vezes os familiares acham que alguns sintomas fazem parte da idade, mas pode ser o início de uma doença que precisa de acompanhamento médico”, alerta. “No início, a pessoa começa a apresentar esquecimentos que atrapalham a rotina diária, como perder objetos com frequência, repetir perguntas, esquecer compromissos e até se perder em lugares conhecidos”. O Alzheimer não afeta apenas a memória. Com a evolução da doença, surgem mudanças de comportamento, dificuldades para realizar atividades simples e alterações emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão: esquecimentos que interferem na vida diária; dificuldade em planejar ou resolver problemas; troca de palavras e perda de vocabulário; alterações de humor e personalidade; desorientação em tempo e espaço; e dificuldade para reconhecer familiares em fases mais avançadas. “É uma doença que, ao longo do tempo, tira a autonomia do paciente. Ele vai perdendo a capacidade de se vestir sozinho, se alimentar, cuidar da higiene e até reconhecer pessoas próximas. Isso exige dedicação integral da família ou de cuidadores”, observa o neurologista. Carlos Uribe, neurologista do HBDF: “Muitas vezes os familiares acham que alguns sintomas fazem parte da idade, mas pode ser o início de uma doença que precisa de acompanhamento médico” Diagnóstico, tratamento e prevenção O diagnóstico do Alzheimer envolve entrevistas clínicas, testes cognitivos e exames de imagem, que ajudam a diferenciar a doença de outras condições. Embora ainda não exista cura, o tratamento pode retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida. Ele combina medicamentos, terapias de reabilitação e acompanhamento multiprofissional com neurologistas, psiquiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e nutricionistas. Segundo o neurologista, manter hábitos saudáveis ao longo da vida, praticar exercícios físicos regularmente e adotar uma dieta equilibrada e rica em nutrientes são formas de prevenir ou retardar o aparecimento da doença. Além disso, exercitar a memória com leitura e atividades que estimulem o cérebro também é um aliado contra o Alzheimer. Para Uribe, a conscientização é fundamental para reduzir o estigma e fortalecer o cuidado coletivo. “À medida que a população envelhece, aumentam os casos de Alzheimer. É fundamental preparar a rede de saúde, mas também acolher o paciente e a família com empatia”, destaca. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Em sete anos, número de leitos de UTI sobe 73% no DF e reforça atendimento a pacientes em estado grave
Agência Brasília · EM SETE ANOS, NÚMERO DE LEITOS DE UTI SOBE 73% NO DF E REFORÇA ATENDIMENTO A PACIENTES EM ESTADO GRAVE “Se não tivesse tido um atendimento tão rápido, ele teria morrido.” O depoimento é de Adriana Rodrigues, 37 anos, mãe do pequeno Desmond Samuel, 9 anos, que ficou internado no Hospital de Base por dois meses após sofrer uma sequência grave de infecções respiratórias. O garoto é apenas um dos milhares de pacientes a conseguir um atendimento mais ágil na rede pública de saúde após o aumento de 73% no número de leitos de UTI no Distrito Federal. O número saltou de 386 em 2019 para 668 em agosto de 2025. Adriana Rodrigues conta que o atendimento rápido salvou a vida do filho, Desmond Samuel | Foto: Arquivo Pessoal A ampliação é resultado de investimentos deste Governo do Distrito Federal (GDF) que aliam expansão das unidades de saúde já existentes e parcerias com a rede privada. Atualmente, a população conta com 233 leitos de terapia intensiva credenciados em hospitais particulares, que se somam aos 433 da própria rede de saúde do DF. O aumento pode chegar a 102% com o novo edital de credenciamento lançado pela Secretaria de Saúde, que pode contratar outros 113 leitos na rede particular, entre adultos, pediátricos e neonatais. Esse investimento prevê suprir a demanda da população e zerar a fila de espera por esse tipo de atendimento. Para o governador Ibaneis Rocha, essa é mais uma política pública traçada para garantir o atendimento à população. “A saúde é um grande desafio não só para o Distrito Federal, mas para todos as outras unidades da Federação. Aqui na nossa cidade, temos avançado bem nessa questão, com reformas, ampliações e construções de novas unidades. Além disso, a contratação de hospitais privados para complementar os serviços prestados na nossa rede foi uma decisão muito acertada. Assim, conseguimos ampliar a oferta de leitos de UTI e agilizar cirurgias eletivas e tratamento às pessoas diagnosticadas com câncer”, detalha o chefe do Executivo. "Expandir o acesso a leitos de terapia intensiva é essencial diante do aumento constante da procura por esse tipo de atendimento" Juracy Lacerda, secretário de Saúde O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, destaca que essa política é fundamental para acompanhar a demanda crescente. “Expandir o acesso a leitos de terapia intensiva é essencial diante do aumento constante da procura por esse tipo de atendimento. Vamos buscar essa ampliação tanto com a abertura de novos leitos nos hospitais da rede pública quanto por meio de contratos com a rede suplementar.” Já a gerente de Serviços de Terapia Intensiva da SES, Priscila Domingues, explica que o credenciamento é uma solução imediata e eficaz. “Hoje nossas unidades hospitalares estão com alta demanda e capacidade máxima. Por isso, fizemos o planejamento de expansão com novas construções, mas o credenciamento foi essencial para dar uma resposta rápida à população. Só pagamos pelos dias efetivamente utilizados, o que garante mais eficiência.” Acolhimento a quem mais precisa A rede pública é cheia de exemplos como o de Desmond Samuel. A história de superação do garoto é semelhante ao que o monitor Sérgio Willian Vieira, de 32 anos, viveu. Ele foi diagnosticado com meningite e, após ser intubado no Hospital de Samambaia, foi transferido para o Hospital de Base, onde já tinha um leito de UTI aguardando por ele. “Ali só tinha anjo. Foram dez meses entre UTI e coma, mas todo o cuidado que recebemos fez a diferença. Os médicos falavam com amor, davam esperança, mesmo sem prometer resultados. Aquilo me fortalecia.” “Antes quem sempre nos atendia era o hospital particular, mas o SUS tem acolhido a gente maravilhosamente bem. Nada se compara ao atendimento que recebemos no Base. Na UTI do hospital particular sequer sabiam o que fazer com ele”, complementa a mãe de Sérgio, Regiane Vieira. Sérgio Willian Vieira ficou dez meses entre a UTI e o coma: "Os médicos falavam com amor, davam esperança, mesmo sem prometer resultados. Aquilo me fortalecia" | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília “Eu estava em coma, mas lembro dos médicos dizendo que eu ia ficar bem. Isso me deu força. Tinha dias em que queria desistir, e eles não deixavam”, conta Sérgio. O acolhimento também foi motivo de elogio por parte da família de Desmond. “Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi acolhido por uma equipe maravilhosa. Cada momento ali foi intenso, mas o cuidado e a esperança de todos fez toda a diferença”, diz Adriana. Para Adriana, a equipe multidisciplinar foi fundamental no processo de recuperação. “A psicóloga não cuida só do paciente, mas de toda a família. O que nos mantém firmes é esse apoio integral.” Ampliação com eficiência [LEIA_TAMBEM]Atualmente, a rede pública conta com 192 leitos próprios, além dos 146 administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) — 39 no Hospital Universitário de Brasília e outros 56 no Hospital da Criança. O objetivo é seguir ampliando tanto por meio de novos contratos quanto com a construção de novas unidades hospitalares. Ainda assim, a fila por leitos de UTI permanece constante. “A população está envelhecendo, e isso pressiona a demanda. Estamos estudando o perfil desses pacientes para entender como otimizar o uso dos leitos, inclusive considerando cuidados paliativos e atenção domiciliar, que ajudam a liberar vagas com mais agilidade”, explica Priscila.
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Hospital de Base celebra 65 anos com emoção, reconhecimento e histórias de vida
Agência Brasília · HOSPITAL DE BASE CELEBRA 65 ANOS COM EMOÇÃO, RECONHECIMENTO E HISTÓRIAS DE VIDA “Orgulho”. Essa foi a palavra que marcou a celebração dos 65 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), realizada nesta sexta-feira (12), no jardim da unidade. O evento reuniu autoridades, gestores, colaboradores, voluntários, pacientes e acompanhantes em uma festa de agradecimento e inspiração. “A data é motivo de festa, mas também de reflexão sobre a relevância do hospital na vida das pessoas”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante. “Hoje devemos lembrar a importância que o Hospital de Base tem, não só para a população do Distrito Federal, mas também para o Brasil. Destacar o trabalho de todos vocês que fazem essa instituição ser reconhecida nacionalmente pelo seu excelente serviço”. "Hoje devemos lembrar a importância que o Hospital de Base tem, não só para a população do Distrito Federal, mas também para o Brasil" Juracy Cavalcante, secretário de Saúde Maior hospital do Centro-Oeste, o HBDF ocupa 54 mil m², conta com 634 leitos, realiza mais de 40 mil atendimentos por mês e ultrapassa 14 mil cirurgias anualmente. Para o presidente do Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF), Cleber Monteiro, a dimensão da unidade vai além da estrutura física. “Quero celebrar não apenas o hospital, mas também os mais de 4 mil colaboradores que diariamente recebem mais de mil pessoas. O Base é uma verdadeira cidade pulsante, e são vocês que lhe dão vida. Agradeço a cada um pela dedicação e compromisso com essa instituição”, destaca. A vice-governadora Celina Leão lembrou que a história do HBDF se confunde com a de Brasília. O aniversário da unidade coincide com a data de nascimento do ex-presidente Juscelino Kubitschek, e o projeto do hospital também leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer. Celina Leão definiu o Hospital de Base como "um espaço que reúne especialistas de diversas áreas e, ao mesmo tempo, conta com profissionais dedicados a garantir um ambiente limpo, seguro, acolhedor e humanizado para os pacientes" | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “Imaginem JK e Niemeyer sonhando juntos não apenas com a capital, mas também com um hospital desse porte, que hoje é referência no Sistema Único de Saúde. Um espaço que reúne especialistas de diversas áreas e, ao mesmo tempo, conta com profissionais dedicados a garantir um ambiente limpo, seguro, acolhedor e humanizado para os pacientes”, destaca Celina. O IgesDF e a transformação do HBDF Há seis anos sob gestão do IgesDF, o Hospital de Base passou por processos de modernização, com a chegada de novas tecnologias, serviços e expansões, sempre aliado a um cuidado humanizado. [LEIA_TAMBEM]Para o superintendente da unidade, Edson Gonçalves, as melhorias estruturais são significativas, mas o grande diferencial está nas pessoas. “Poderia citar a renovação do centro cirúrgico, a aquisição de equipamentos e a implantação de novos serviços. Mas, desde que assumi a gestão, percebi que são as pessoas que fazem do Base o gigante que ele é. Não apenas médicos e enfermeiros, mas também engenheiros, recepcionistas, seguranças, equipe de limpeza, agentes do Humanizar e o administrativo”, ressalta. Esse mesmo sentimento foi compartilhado pela gerente administrativa do HBDF, Fernanda Hak, que homenageou colaboradores antigos e atuais em um depoimento emocionante e bem-humorado. “Cada um aqui ajudou a escrever essa história. Vocês fazem a diferença na vida de tantas pessoas que passam pelo hospital todos os dias e tornaram o Hospital de Base o símbolo de esperança que ele é hoje”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base será pioneiro no Centro-Oeste em monitorar, em tempo real, pacientes de diálise peritoneal
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) será a primeira unidade de saúde do Centro-Oeste a adotar um sistema capaz de acompanhar, em tempo real, pacientes em tratamento de diálise peritoneal. A iniciativa integra um projeto-piloto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), em parceria com a plataforma ShareSource, e está entre os primeiros testes dessa tecnologia em toda a América Latina. Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, a implantação do sistema deve começar ainda neste ano em novos pacientes atendidos pelo setor de nefrologia. “É mais um passo para uma saúde pública moderna, conectada e centrada no paciente. O Hospital de Base, junto com o Hospital do Rim, em São Paulo, é um dos primeiros da América Latina a receber a plataforma”, destaca. Máquina de Diálise Peritonial permite que o tratamento seja realizado no conforto da casa do paciente | Foto: Alberto Ruy/IgesDF A diálise peritoneal é indicada para pacientes que perderam a função dos rins. Diferente da hemodiálise, que exige deslocamentos frequentes a unidades de saúde, o procedimento pode ser realizado em casa, pelo próprio paciente. No HBDF, 120 pessoas já utilizam esse método diariamente, com aparelhos cedidos em comodato. Tecnologia O uso da nova tecnologia permitirá que a equipe médica acompanhe, em tempo real, dados do tratamento domiciliar. O sistema envia informações como volume de saída, tempo de sessão, adesão e possíveis intercorrências diretamente aos profissionais de saúde. A diretora clínica do HBDF, Cristhiane Gico, afirma estar ansiosa para começar a usar o sistema nos pacientes do hospital. “A tecnologia possibilita ajustes rápidos na prescrição, acompanhamento mais próximo e redução de complicações, oferecendo ao paciente mais autonomia, conforto e segurança”. Cristhiane Gico foi responsável pela apresentação da plataforma | Foto: Divulgação/IgesDF A médica nefrologista complementa que com o novo sistema os retornos ao hospital vão diminuir. “Com esse monitoramento, o paciente só precisará voltar para consulta presencial caso seja necessário alguma modificação na prescrição do equipamento. No mais, ele fica sendo assistido à distância, de forma on-line pela plataforma”. Como funciona [LEIA_TAMBEM]No Hospital de Base, antes de iniciar o tratamento, o paciente passa por consulta de acolhimento, avaliação e treinamento. A diálise peritoneal utiliza a membrana natural do abdômen, chamada de peritônio, como filtro para remover toxinas e líquidos. O procedimento começa com a implantação de um cateter na região abdominal, de forma simples e indolor. Em casa, o tratamento é realizado com o auxílio de uma máquina de cerca de 70 cm, que faz a filtragem automaticamente durante a noite, por um período de oito a dez horas. Para garantir segurança, os pacientes recebem, em média, 15 aulas práticas ministradas pela equipe de enfermagem. A chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do HBDF, Flávia Gonçalves, ressalta que a diálise peritoneal traz vantagens significativas em relação à hemodiálise. “Além de possibilitar que o tratamento seja feito em casa, com mais conforto e independência, reduz a exposição a ambientes hospitalares, diminuindo o risco de infecções, especialmente as associadas a cateteres. E com o novo sistema é ainda melhor, já que o monitoramento é integral”, explica. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base é referência no atendimento de adultos com fibrose cística no DF
Celebrado nesta sexta-feira (5), o Dia Nacional da Fibrose Cística chama a atenção para uma doença genética rara que pode comprometer significativamente a saúde de crianças, adolescentes e adultos, se não for diagnosticada e tratada corretamente. A doença torna o muco produzido pelo organismo mais espesso e pegajoso que o normal. Isso dificulta a respiração, favorece infecções pulmonares recorrentes e prejudica a absorção de nutrientes. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que um em cada 10 mil nascidos vivos no Brasil tenha a doença. O diagnóstico precoce, feito a partir do teste do pezinho, é essencial para iniciar o tratamento ainda nos primeiros meses de vida. Os sinais mais comuns incluem tosse persistente, pneumonia recorrente, diarreia frequente, dificuldade para ganhar peso e suor mais salgado que o normal. A doença não pode ser prevenida, mas a triagem neonatal permite diagnóstico e início rápido do tratamento. O aconselhamento genético familiar orienta casais sobre o risco de recorrência em irmãos. Arte: IgesDF Hospital de Base: referência no DF O HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é o centro de referência para adultos com fibrose cística no DF. Atualmente, 63 pessoas recebem acompanhamento na unidade. Os atendimentos são limitados, pois os pacientes não podem se encontrar devido à colonização por germes específicos da doença, que, combinada à baixa imunidade, acelera o dano pulmonar. São realizados oito atendimentos por semana, 32 por mês e um total de 384 por ano. A maioria dos pacientes vem do Centro Infantil de Fibrose Cística, no Hospital da Criança de Brasília (HCB), enquanto os adultos diagnosticados tardiamente são encaminhados pelos médicos especialistas da rede pública. A chefe do Serviço de Pneumologia do Base, Nancilene Melo, reforça a importância da triagem neonatal para um tratamento eficaz. “Quanto mais cedo conseguimos identificar a fibrose cística, maiores são as chances de oferecer qualidade de vida. O início precoce do cuidado ajuda a reduzir infecções respiratórias, melhorar a nutrição e prolongar a sobrevida do paciente”, explica. Superação Desde criança, Gilson Martins sofria com sintomas respiratórios que eram tratados como asma. Entre internações frequentes e episódios de pneumonia, ele vivia um isolamento constante para evitar problemas mais graves. Foi em uma das inúmeras internações no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), aos 19 anos, que descobriram o diagnóstico: fibrose cística, uma doença que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo. Quem convive com a fibrose cística passa por cuidados constantes. Gilson sabe bem disso. Nos últimos dois anos e meio, com tratamento adequado, ele não precisou ser internado e mantém uma vida normal, trabalhando e cuidando da família. Desde criança, Gilson Martins sofria com sintomas respiratórios que eram tratados como asma. Foi em uma das inúmeras internações no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), aos 19 anos, que descobriram o diagnóstico: fibrose cística | Foto: Alberto Ruy/IgesDF “Eu me internava pelo menos três vezes ao ano, por períodos de 14 a 30 dias. Já passei muitos aniversários, Natais e datas especiais aqui no hospital. Vivia o isolamento antes mesmo da pandemia de covid-19 e só estou aqui hoje porque não peguei a doença”, relata. O paciente evita excesso de poeira e uso de ar-condicionado, que podem gerar tosse, cansaço ou falta de ar. “A equipe do HBDF é nota mil, sempre me dá toda a assistência necessária. Descobrir a fibrose cística foi um verdadeiro milagre. Hoje, me sinto saudável, estável, com a função pulmonar entre 40% e 42%”, afirma. Tratamento, consequências e conscientização O cuidado com a fibrose cística envolve uma equipe multiprofissional e a dedicação da família. Entre as intervenções estão fisioterapia respiratória, medicamentos para fluidificar o muco, antibióticos, suplementação enzimática e acompanhamento nutricional. Em casos graves, pode ser necessário o transplante pulmonar. “Hoje, com os avanços da medicina, conseguimos oferecer expectativa de vida muito maior do que há algumas décadas”, ressalta a pneumologista. A doença provoca queda da qualidade de vida e aumento dos riscos de complicações graves e de morte, causando danos progressivos aos sistemas respiratório, digestivo e reprodutor masculino, além de perdas nutricionais. Por isso, a conscientização da sociedade é essencial. “O acolhimento das famílias e a informação correta são imprescindíveis, já que muitos ainda desconhecem a fibrose cística e confundem seus sintomas com outras condições respiratórias. Datas como o Dia Nacional da Fibrose Cística ajudam a divulgar informações e reduzir o estigma”, destaca a especialista. Gilson Martins, por enquanto, descarta o transplante pulmonar e acredita que o tratamento atual, no Hospital de Base, possibilita uma vida tranquila, se seguido corretamente. “Sou grato a Deus pela minha vida. Tenho uma doença complexa, com alta taxa de mortalidade, e cheguei até aqui. Sou o único da minha família com essa condição e não uso a doença como desculpa”, pontua. *Com informações do IgesDF
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