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UnDF publica novo edital para concessão de auxílios estudantis

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) lançou um novo edital para concessão de auxílios a estudantes regularmente matriculados na instituição. A publicação, voltada para alunos em condição de vulnerabilidade socioeconômica, contempla auxílios destinados à permanência, à saúde mental, ao transporte, à creche e, pela primeira vez, à cultura. Para concorrer às 545 vagas disponibilizadas, interessadas e interessados devem se inscrever por meio do site da UnDF (universidade.df.gov.br) no período de 28 de julho a 26 de agosto. Os auxílios terão duração de até 12 (doze) meses. Os alunos da UnDF, beneficiários de quaisquer auxílios estudantis concedidos por editais anteriores, devem ficar atentos, pois não há renovação automática dos benefícios. É necessário, portanto, que todos os contemplados por editais anteriores participem da nova seleção e concorram novamente às vagas disponibilizadas — desta vez, conforme as regras do edital nº 17 de 2026. Para conhecer os requisitos necessários à concessão dos auxílios estudantis e a documentação exigida no ato de inscrição, alunas e alunos devem acessar e acompanhar as publicações no site da universidade. É a primeira vez que o auxílio destinará recursos para possibilitar o acesso e a participação de estudantes em atividades culturais, artísticas e formativas | Foto: Divulgação/UnDF A Diretoria de Assistência Estudantil e Humanização da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário da UnDF é quem coordena a concessão dos auxílios. Tal concessão integra a Política de Assistência Estudantil (PAE) da Universidade do Distrito Federal. Criada pela Resolução nº 2/2023, a PAE é constituída por programas, projetos e ações orientados para a democratização do acesso à educação, a redução das desigualdades sociais e a facilitação da permanência dos estudantes na educação superior pública distrital. De 2023 a 2025, a UnDF destinou mais de R$ 6,7 milhões à Política de Assistência Estudantil.  Sobre os auxílios estudantis O auxílio-permanência é destinado à moradia, à alimentação e aos gastos básicos dos estudantes e tem como propósito principal evitar a evasão estudantil. O valor mensal a ser repassado é de R$ 690. Para este auxílio são disponibilizadas 350 vagas. O auxílio-saúde mental visa contribuir para o custeio de tratamento neurológico, psicológico ou psiquiátrico e para a aquisição de medicamentos necessários ao tratamento. O auxílio será concedido no valor de R$ 470 mensais, tendo sido liberadas 60 vagas para este benefício. O auxílio-transporte consiste no repasse financeiro mensal ao estudante para custeio parcial da despesa com transporte entre a residência dele no Entorno do Distrito Federal e o campus universitário em que estuda. Para este auxílio, que terá o valor de R$ 420, são oferecidas 70 vagas. O auxílio-creche é voltado a estudantes que sejam responsáveis legais e residam com criança menor de 4 (quatro) anos que ainda não tenha sido contemplada com vaga na rede pública de ensino (creche ou pré-escola) do DF ou da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride). O auxílio mensal, no valor de R$ 505, incluirá os períodos relativos às férias e aos recessos legais. Há 15 vagas para esse auxílio. O novo auxílio-cultura contempla recursos financeiros destinados a possibilitar o acesso e a participação de estudantes em atividades culturais, artísticas e formativas, tais como eventos culturais, aquisição de produtos e experiências culturais. Há 50 vagas para esse auxílio, cujo valor mensal será de R$ 150.   *Com informações da UnDF  

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Saúde: GDF na Sua Porta já fez mais de 22,3 mil atendimentos em Ceilândia

Até sexta-feira (12), a população de Ceilândia pode contar com diversos serviços de saúde oferecidos na edição do programa GDF na Sua Porta, instalada na área central da região administrativa. A estrutura, montada em uma tenda em frente ao restaurante comunitário da cidade, disponibiliza atendimento odontológico, inserção de implante contraceptivo (Implanon), vacinação, acompanhamento em saúde do Programa Bolsa Família, distribuição de absorventes, atendimento em saúde mental e consultas com equipes de saúde da família.  Tenda do Programa GDF na Sua Porta, em Ceilândia, atendendo à população | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Desde o início da ação,  22.302 atendimentos já foram realizados. A procura pelos serviços tem crescido a cada dia, especialmente pela inserção do implante contraceptivo. Ao todo, 814 mulheres foram beneficiadas com o procedimento. A expectativa é realizar até 200 implantes diários até o fim da edição na região administrativa.  “Eu sempre tomo a vacina da gripe todos os anos, mas não sabia que precisava de mais cinco vacinas. Acho ótimo esse tipo de ação” Mariene do Nascimento, cuidadora O atendimento ocorre em formato de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio, o que amplia o acesso da população e torna mais ágil a realização de alguns procedimentos. A iniciativa reúne equipes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em um único local, facilitando o acesso dos moradores a diversos serviços de forma rápida e integrada.  Implante contraceptivo Embora os serviços disponibilizados na ação também sejam oferecidos regularmente nas unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal, a força-tarefa permite concentrar atendimentos e reduzir o tempo de espera para alguns procedimentos, como a inserção do implante contraceptivo.  Inserção de contraceptivo (Implanon), serviços odontológicos, vacinação e outros atendimentos estão disponíveis para população [LEIA_TAMBEM]A estudante Mariana de Sousa, 18 anos, aproveitou a oportunidade para realizar a inserção do Implanon. “Foi muito tranquilo. Ajuda bastante quem não tem condições de pagar pelo procedimento”, disse. Já Mariene do Nascimento, 43, procurou a estrutura para receber a vacina contra a gripe e descobriu que precisava atualizar outros imunizantes. “Como cuidadora, eu sempre tomo a vacina da gripe todos os anos, mas não sabia que precisava de mais cinco vacinas. Acho ótimo esse tipo de ação”, afirmou. Atenção primária mantida As unidades básicas de saúde continuam funcionando normalmente durante a realização do GDF na Sua Porta. Para garantir que não haja qualquer impacto na assistência prestada à população, os profissionais envolvidos na ação foram escalados em sistema de revezamento, mantendo o atendimento regular nas UBSs e assegurando a continuidade dos serviços de rotina. Dessa forma, a população conta com uma rede de atendimento fortalecida: enquanto as UBSs seguem prestando assistência diária nos territórios, o GDF na Sua Porta amplia o acesso aos serviços e agiliza atendimentos em uma estrutura concentrada e de fácil acesso.  *Com informações da SES-DF 

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Iniciativas da UBS 2 da Asa Norte ganham destaque em premiações

Duas iniciativas desenvolvidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte foram reconhecidas pelas experiências bem-sucedidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações são coordenadas pela equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde (eMulti), com apoio dos residentes dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso (PRMSAI) e em Atenção Cardíaca (Premcard), da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF). Eventos incluíram atividades externas e dentro da própria unidade de saúde, além de visitas | Foto: Divulgação/Fepecs  A primeira iniciativa premiada é a experiência “Entre Passos, Danças e Caminhos: o Território como Espaço de Cuidado na APS”, que receberá reconhecimento no prêmio Multiverso — A Saúde Está em Todo Lugar, voltado a profissionais, equipes e instituições que impactam positivamente a saúde pública do Distrito Federal. A cerimônia de premiação será realizada em 1º de junho, na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Ao todo, foram promovidos nove eventos comunitários, incluindo sete atividades externas e dois bailes temáticos na própria UBS. Entre os passeios estão visitas a locais como Planetário de Brasília, Sesi Lab, Museu Vivo da Memória Candanga e Centro Cultural do TCU — com as exposições Cenas Brasileiras e Tarsila do Amaral  —, além do Museu da Novacap e um piquenique terapêutico no Parque Olhos d’Água. Atividades coletivas Os bailes temáticos de festa junina e Carnaval também fizeram parte da programação e contaram com orientações nutricionais, participação dos usuários na confecção de adereços por meio do grupo Ativamente, envolvimento de familiares e apresentações musicais. “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade” Elielza Magalhães, usuária da UBS 2 da Asa Norte “O mais importante nas atividades coletivas é o empoderamento dos usuários por meio do autocuidado apoiado”, avalia a nutricionista Fernanda Farias, preceptora do PRMSAI. “É um momento de partilha e construção conjunta do conhecimento. Para os residentes, é fundamental perceberem a clínica ampliada e entenderem que a saúde vai muito além dos livros.” Usuária da UBS 2 da Asa Norte, Elielza Vieira Magalhães, de 72 anos, conta que as atividades transformaram sua rotina e contribuíram para a saúde emocional dos participantes: “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade”. Elielza também ressalta o vínculo criado com a equipe de saúde: “Isso muda muito a questão da solidão, que é comum nessa fase da vida. Também não posso deixar de falar da interação entre pacientes e equipe; eles sabem o nome de cada um de nós e sempre nos tratam com respeito, alegria e paciência”. Mostra artística A segunda iniciativa reconhecida foi a experiência “SPAmado: Inovação em Saúde Mental do Trabalhador da Atenção Primária”, selecionada para a 6ª mostra distrital "Brasil, Aqui tem SUS", evento que reúne práticas exitosas de gestão e cuidado no SUS, incentivando reflexões e melhorias no ambiente de trabalho em saúde. [LEIA_TAMBEM]O projeto surgiu a partir da identificação de sinais frequentes de estresse, fadiga e desgaste emocional entre os trabalhadores. Na análise, foi observado o impacto da sobrecarga laboral e da complexidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde sobre a saúde mental dos profissionais. “O SPAmado focou em cuidar daquelas pessoas que cuidam da população e que, muitas vezes, não têm espaço para o autocuidado”, resume Juliana Gomes Nascimento, residente do segundo ano do Premcard. “Um dos principais objetivos foi valorizar e acolher os profissionais, fortalecendo também o vínculo entre a equipe. Como residente, percebi que cuidar da saúde do trabalhador também é promoção da saúde. Foi um pequeno momento de pausa, mas com impacto positivo na qualidade de vida e no ambiente de trabalho”. A fisioterapeuta da unidade, Daniele Hossaka, que também coordenou a ação e atualmente é tutora do Premcard, comemora o reconhecimento: “Fiquei muito feliz com as premiações recebidas, pois elas reconhecem ações de promoção da saúde que criam círculos de amizade entre os pacientes e proporcionam passeios a lugares da cidade que muitos nunca haviam visitado. Os residentes sempre apoiam essas iniciativas e percebem que essas ações promovem muito mais do que bem-estar: elas transformam vidas”.   *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)

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Psicólogo do DF recebe destaque nacional por projeto de acolhimento a estudantes LGBT

A rede pública de ensino do Distrito Federal conquistou reconhecimento nacional durante a etapa final da terceira edição do Prêmio Educador Transformador, realizada no início deste mês, em São Paulo. O psicólogo Vinicius Mota, servidor do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), recebeu destaque na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação com um projeto voltado para o acolhimento e para a promoção da saúde mental de estudantes LGBTQIA+. Vinicius Mota já havia conquistado o primeiro lugar na etapa distrital dessa premiação: “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+” | Foto: André Amendoeira/SEEDF Promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e instituições parceiras, a premiação reconhece iniciativas inovadoras capazes de gerar impacto social e contribuir para a educação brasileira. O projeto apresentado pelo psicólogo teve origem na iniciativa “Educação que Acolhe e TRANSforma”, desenvolvida a partir de experiências vivenciadas no cotidiano das escolas da rede pública do DF e da necessidade de fortalecer espaços mais seguros e acolhedores para estudantes LGBTQIA+, especialmente estudantes trans. Ao todo, a competição reuniu 6.639 docentes inscritos em todo o país. No DF, 235 educadores participaram da seleção, entre profissionais da rede pública e da rede privada. Vinicius, representante da Secretaria de Educação (SEEDF),  já havia conquistado o primeiro lugar da categoria na etapa distrital da premiação. “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+”, explica o psicólogo. Rede de apoio entre estudantes A iniciativa surgiu após o profissional identificar desafios relacionados ao acolhimento de estudantes trans no ambiente escolar e aprofundar estudos sobre direitos da população LGBTQIA+ e as barreiras ainda presentes nas instituições de ensino. Entre os pontos observados estão questões ligadas ao uso do nome social, à necessidade de espaços de acolhimento e a situações de discriminação e exclusão. Como parte do desenvolvimento do projeto, Vinicius reuniu estudantes de três escolas da SEEDF no Guará em uma experiência prática de escuta e construção coletiva. “A gente fez como se fosse a prototipação desse trabalho”, conta. “Foi justamente dessa experiência que surgiu a necessidade da construção de um observatório sobre o tema”. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas” Vinicius Mota, psicólogo do Cemeit O observatório prevê sessões de bate-papo, espaços de acolhimento coletivo e ações voltadas para o autocuidado. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas”, explica Vinicius. A proposta também amplia o debate sobre saúde mental, convivência e diversidade no ambiente escolar da rede pública. Acolhimento e escuta no ambiente escolar O trabalho desenvolvido por Vinicius Mota contou com a participação de estudantes de diferentes unidades da rede pública do DF e com o apoio das equipes pedagógicas das escolas envolvidas. No Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará, conhecido como GG, a iniciativa fortaleceu ações de convivência e acolhimento já desenvolvidas pela unidade escolar. “O grupo propiciou aos estudantes a possibilidade de terem voz, de conhecerem seus direitos e de conseguirem expor como querem ser tratados e como se enxergam dentro desses grupos maiores”, resume a pedagoga Mara Cristiane Pereira, do CEM 1 do Guará. “Foi muito importante vê-los conversando com seus pares e compartilhando as próprias vivências.” [LEIA_TAMBEM]A escola, relata Mara,  já desenvolve ações voltadas para o fortalecimento do clima de convivência e para a promoção de um ambiente acolhedor por meio do projeto institucional Vem Comigo, iniciativa voltada à escuta e ao acompanhamento dos estudantes. Nesse contexto, o projeto liderado por Vinicius ampliou as possibilidades de acolhimento e atendimento específico aos estudantes trans dentro da unidade escolar. “Hoje percebemos que eles se desenvolvem em um espaço seguro, com diálogo e respeito, e isso contribui diretamente para o processo de ensino e aprendizagem dentro da escola”, enfatiza a pedagoga.  Educação empreendedora  A participação do Distrito Federal na etapa nacional do Prêmio Educador Transformador reforça a força e a qualidade das iniciativas desenvolvidas pelos educadores da nossa rede de ensino”, ressalta a coordenadora de Educação Empreendedora do Sebrae no DF, Ana Emília Andrade. “O reconhecimento conquistado pelo psicólogo Vinicius evidencia o potencial transformador da educação empreendedora e o compromisso dos educadores do DF com projetos inovadores, criativos e conectados aos desafios do presente e do futuro.” Ela também destacou a atuação dos representantes da capital federal na fase nacional da premiação: “Parabenizamos os três educadores finalistas da Secretaria de Educação — Vinicius Mota, Antônio Santos Júnior e Elvis Rodrigues — , que representaram o DF com excelência, dedicação e inspiração, demonstrando que a educação transforma realidades quando alia o protagonismo com a inovação e o propósito”.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Encontro discute cuidado com a saúde mental de servidores

A Câmara Técnica Integrada de Qualidade de Vida no Trabalho (CTIQVT) promoveu reunião técnica com representantes das forças de segurança pública do Distrito Federal para discutir a integração das políticas de bem-estar dos servidores, o acompanhamento de projetos estruturantes de saúde mental e o planejamento da aplicação de recursos estratégicos para 2026. Entre os principais temas discutidos estava o Programa Estruturante de Saúde Mental, direcionado à Vigilância e Governança Clínica. A proposta busca enfrentar lacunas históricas identificadas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, consolidando uma política permanente de cuidado com os servidores. O programa prevê atuação preventiva, mapeamento de fatores de estresse e oferta de suporte especializado, incluindo telemedicina para atendimentos de maior complexidade. Na reunião foram discutidos, entre outras coisas, o planejamento da aplicação de recursos estratégicos para 2026 | Foto: Divulgação/SSP-DF “A valorização do servidor passa, necessariamente, pelo cuidado com a saúde mental e a qualidade de vida. O fortalecimento da integração entre as instituições permite construir soluções mais eficientes, preventivas e permanentes. Nosso compromisso é avançar em políticas estruturantes que garantam suporte, acolhimento e melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Gestão de Pessoas, Vanessa Signale, destacou a importância da atuação integrada para o fortalecimento do programa DF Segurança Integral, especialmente do Eixo 5 — Servidor Mais Seguro, voltado para a valorização dos profissionais da segurança pública. “Quando as instituições atuam de forma integrada, conseguimos fortalecer não apenas as estratégias de segurança pública, mas também o cuidado com quem está na linha de frente. Essas ações coordenadas impactam diretamente o bem-estar, a motivação e a qualidade de vida dos nossos servidores”, ressaltou Signale. O colegiado definiu como prioridade a execução do Plano de Aplicação VPSP 2019–2022, com prazo de liquidação até novembro de 2026. As forças de segurança também deverão encaminhar suas ações de qualidade de vida previstas para o próximo ano, permitindo à SSP-DF consolidar um calendário integrado entre as instituições. Ao final, foram estabelecidos os próximos encaminhamentos técnicos e o cronograma de reuniões, reforçando o compromisso permanente com a saúde mental e a valorização dos profissionais da segurança pública. *Com informações da SSP-DF  

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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes

Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta.  O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Centro de Atenção Biopsicossocial do DF contabiliza mais de 800 atendimentos em seu primeiro ano

O Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), completa um ano de funcionamento. Com mais de 800 atendimentos realizados, o local se consolida como referência no suporte à saúde física e mental dos servidores da segurança pública. A iniciativa integra o programa DF Segurança Integral, no âmbito do Eixo 5 – Servidor Mais Seguro, que prioriza ações preventivas, cuidado contínuo e fortalecimento institucional a partir das pessoas. Ao longo do primeiro ano, o centro estruturou um modelo de atendimento integrado, voltado às demandas reais do cotidiano dos profissionais de segurança. “Não há segurança pública eficiente sem o cuidado efetivo com quem atua nesta área, principalmente na linha de frente”, afirma o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury. “O CAB materializa uma política estruturante de valorização profissional e o cuidado do GDF com quem cuida. A saúde física e mental são condições indispensáveis para a tomada de decisão, para o equilíbrio emocional e para a qualidade do serviço prestado à população. É um investimento direto na capacidade operacional e na sustentabilidade do nosso sistema de segurança.” Em seu primeiro ano de funcionamento, o Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB) prestou mais de 800 atendimentos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Modelo integrado O centro opera com uma abordagem multidisciplinar, colocando o servidor de forma integral — para além da função que exerce. O espaço se consolidou como ponto de acolhimento e suporte, com serviços que combinam ciência, escuta qualificada e práticas complementares, ampliando o acesso dos servidores a estratégias de cuidado antes pouco estruturadas no âmbito institucional. “O CAB foi estruturado a partir de uma lógica de gestão baseada na integração da saúde ocupacional, prevenção e monitoramento contínuo do bem-estar dos servidores. Ao consolidar fluxos de atendimento e ampliar o acesso a serviços especializados, a iniciativa fortalece a capacidade institucional da segurança pública, ao mesmo tempo em que reduz fatores de risco associados ao estresse ocupacional e ao adoecimento”, ressalta o secretário-executivo de Gestão Integrada, Marcos Leôncio. Ao longo do ano, o CAB realizou 440 atendimentos em fisioterapia, com foco na prevenção e no tratamento de dores crônicas e lesões relacionadas à atividade operacional Resultados Os dados do primeiro ano demonstram não apenas a procura crescente pelo serviço, mas também a efetividade das ações implementadas. No campo da saúde mental, foram realizadas 228 sessões de psicoterapia, com alta adesão e baixo índice de faltas. Também foram realizados 440 atendimentos em fisioterapia, com foco na prevenção e no tratamento de dores crônicas e lesões relacionadas à atividade operacional. O setor registrou crescimento de 168% no último trimestre e encerrou o período com lista de espera zerada. [LEIA_TAMBEM]Em relação ao equilíbrio e à inovação, foram realizadas 170 sessões de práticas integrativas, como auriculoterapia e ventosaterapia, ampliando o cuidado com abordagens complementares. Servidores que atuam em programas estratégicos da pasta, como Viva Flor, Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas e Copom Mulher, têm suporte especial nos atendimentos. Expansão Em 2026, o CAB avançou na ampliação de seus serviços, incorporando o suporte em condicionamento físico, com a entrega de aparelhos de academia, que podem ser utilizados por todos os servidores da segurança pública. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

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DF amplia rede de saúde mental com novas unidades, reforço de equipes e ações integradas

 O Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado a rede pública de saúde mental com investimentos em estrutura, equipes e novas políticas para fortalecer o atendimento à população. Atualmente, o DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento, distribuídas em todas as regiões de saúde, e prevê a construção de mais cinco, incluindo centros voltados ao público infantojuvenil e estruturas com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas. A expansão da rede também inclui planejamento para novas unidades a partir de 2027 e a ampliação da capacidade de atendimento, com estimativa de cobertura para mais de um milhão de pessoas. Além disso, houve reforço no quadro de profissionais, com nomeação de médicos psiquiatras, ampliação da carga horária de equipes e recomposição de especialistas como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Com a ampliação da estrutura, o intuito da rede é acompanhar o aumento da procura por serviços. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do DF registram cerca de 423,9 mil procedimentos feitos nos Caps do DF, entre 2019 e 2025, com crescimento acumulado de 393% no período — passando de 17,7 mil procedimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024 e evidenciando a ampliação da demanda por serviços de saúde mental na rede pública. Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Centralização Para dar mais agilidade à gestão e fortalecer a política pública, o GDF criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A medida permitiu avanços na organização da rede e na implementação de novas iniciativas, como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial para orientar o fluxo de pacientes e a criação do primeiro laboratório de inovação em saúde mental do país. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade. Ela destaca que, entre outros fatores, o aumento de procedimentos e de procura pelo Serviço de Saúde Mental na rede ocorreu em um contexto pós-pandemia, em âmbito nacional. Dados da SES-DF também indicam o perfil dos atendimentos, com maior incidência de ansiedade e depressão entre adolescentes e casos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias entre adultos, o que orientou a criação de serviços e unidades específicas para esse público. “Cada Caps é pensado para atender uma faixa de 200 mil pessoas. Com essas ampliações, estamos prevendo um aumento de capacidade para um milhão de atendimentos. Isso é necessário para garantirmos o acesso da comunidade. Conseguimos essa pauta de prioridade do governo e houve um investimento alto na recomposição do quadro de médicos psiquiatras. Para um serviço especializado como o Caps isso é muito valioso”, observa. O atendimento é organizado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto situações mais graves são direcionadas aos Caps, que contam com equipes multiprofissionais e atuação conjunta com serviços de urgência e emergência. Outro destaque do setor foi a implantação dos serviços residenciais terapêuticos, que oferecem moradia e acompanhamento a pessoas que viveram por anos em hospitais psiquiátricos e perderam vínculos familiares. A subsecretária recorda, ainda, que a política de saúde mental também envolve ações articuladas com outras áreas institucionais, como assistência social, educação, trabalho, cultura e esporte. “Programas de qualificação profissional, acesso a benefícios sociais, atividades culturais e esportivas e políticas de proteção social são considerados fatores importantes na promoção da saúde mental e na prevenção de adoecimentos”, completa. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Grupos de cura Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia. Funcionando uma vez por semana das 14h às 16h, a iniciativa foca na reabilitação social dos pacientes, trazendo a terapia proporcionada pela arte manual da confecção de bolsas, tapetes, mandalas e cachecóis de crochê, além de uma fonte de renda para quem decide levar para além do hobbie. A coordenadora do grupo, Eleni Alves Sardinha, destacou que a maioria dos frequentadores é usuário da unidade do Itapoã. “Esse aprendizado pode proporcionar autonomia, então o paciente começa a melhorar a autoestima e ter uma qualidade de vida melhor. O crochê trabalha várias partes do organismo humano, como a concentração e a criatividade. Já existem estudos até em relação ao Alzheimer, por trabalhar a parte cognitiva e a produção de dopamina, ajudando também na ansiedade e depressão”, ressalta. A costureira Lidiana Vieira da Cunha, de 37 anos, encontrou na atividade uma forma de lidar com o luto e os impactos emocionais após perder a filha de um mês de idade. “É um caminho de recuperação, porque eu fiquei em um quadro psicológico muito abalado de depressão. Aqui eu encontrei um apoio e também uma forma de deixar minha mente mais leve. A arte cura a mente, a alma e o espírito. Às vezes, a gente não consegue se levantar sozinho, então esse espaço e acolhimento é muito importante”, afirma. Já a dona de casa Maria Francisca da Silva, de 49 anos, relata que o crochê passou a fazer parte do dia a dia como ferramenta de enfrentamento da dependência química e controle da ansiedade: “Me faz muito bem. Quando eu estou estressada, faço crochê em casa com o que aprendi para ocupar minha mente. Minha doença tem recuperação a partir de querer viver, da minha boa vontade e do Caps, que me acolhe.” Para o auxiliar de contabilidade Reginaldo Ferreira Lima, 39, o grupo também representa uma forma de manter o foco no tratamento e reduzir pensamentos negativos: “Quando estamos fazendo crochê, não ficamos pensando muito nos problemas da vida. A gente esquece os problemas e passa a se concentrar nisso aqui.” A unidade, chamada de Caps AD, atende pessoas acima dos 16 anos com necessidades moderadas a graves. A quantidade de participantes do grupo varia, atingindo a quantidade máxima de 15 participantes. Também há passeios feitos esporadicamente com os pacientes para lugares de lazer na cidade, como Jardim Botânico e Zoológico, com transporte gratuito disponibilizado pelo GDF.

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Nova sede do Caps da PMDF fortalece política de cuidado com a saúde mental da corporação

Nesta sexta-feira (27), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) inaugurou a nova sede do Centro de Assistência Psicológica e Social (Caps), consolidando um avanço estrutural significativo voltado à promoção da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida de policiais militares, familiares e servidores civis. A iniciativa reforça o compromisso institucional com o cuidado integral do efetivo, alinhando-se às diretrizes do Programa DF + Seguro — Segurança Integral, especialmente no eixo Servidor Mais Seguro, que reconhece a valorização do profissional de segurança pública como elemento estratégico para o fortalecimento da corporação. A nova sede do Caps da PMDF foi inaugurada nesta sexta (27); espaço conta com 16 consultórios e sala de palestras para até 100 pessoas | Foto: Divulgação/PMDF Durante a cerimônia, a então vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso assumido pelo Governo do Distrito Federal em garantir aos policiais militares um espaço adequado de acolhimento, ressaltando que a entrega da nova estrutura representa o cumprimento desse objetivo institucional. Na mesma linha, a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, enfatizou que a inauguração simboliza a concretização de um projeto construído coletivamente, marcado por desafios e esforços integrados, resultando em um ambiente voltado ao cuidado do policial militar e de sua família. [LEIA_TAMBEM]Com aproximadamente 3.000 m² de área construída, a nova sede foi planejada para oferecer uma estrutura moderna, segura e acolhedora, com 16 consultórios, sala de palestras com capacidade para 100 pessoas, sala de terapia em grupo, espaços para testes e avaliação psicológica, além de áreas terapêuticas, de convivência e setores administrativos. O espaço foi concebido para garantir privacidade, sigilo e segurança psicológica aos atendidos, fatores essenciais para a qualidade das intervenções e o fortalecimento do vínculo nos atendimentos psicossociais. A ampliação permitirá o fortalecimento de programas já existentes e a implementação de novas iniciativas voltadas à prevenção, ao acompanhamento contínuo e à promoção da saúde mental. Com isso, o Caps/PMDF consolida sua atuação como referência institucional no suporte psicossocial, amplia a capacidade de atendimento e reafirma o compromisso da corporação com a valorização da vida e o cuidado permanente com aqueles que atuam na linha de frente da segurança pública. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

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Programa Saberes Socioemocionais é lançado para a comunidade escolar do DF

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, nessa quinta-feira (19), o programa Saberes Socioemocionais, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A iniciativa começa pelos anos iniciais e finais do ensino fundamental e será ampliada gradualmente para o ensino médio e para a comunidade escolar em geral. O programa Saberes Socioemocionais, inicialmente voltado para estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, foi lançado nessa quinta (19) | Foto: Andressa Rios/SEEDF Na prática, o programa propõe inserir, de forma estruturada, o desenvolvimento de competências socioemocionais no cotidiano escolar. A proposta é trabalhar habilidades como empatia, responsabilidade, convivência e tomada de decisão, com foco na formação integral dos estudantes e na melhoria do ambiente escolar. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas competências influenciam diretamente o desempenho acadêmico, a saúde mental e a trajetória profissional ao longo da vida. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o cenário vivido nas unidades de ensino e o impacto direto nas relações escolares. “Quero começar reconhecendo e honrando cada profissional que está aqui. Falar de educação hoje é, antes de tudo, falar de pessoas e, mais do que nunca, de emoções. Vivemos um tempo desafiador, não só no Distrito Federal ou no Brasil, mas no mundo. Antes de entrar aqui, conversava com uma coordenadora regional que relatou a situação de uma professora que sofre agressões diárias de um aluno. Essa é a nossa realidade: dura, cruel e desafiadora”, observou. [LEIA_TAMBEM]O secretário-executivo Isaías Aparecido também resgatou o período crítico da pandemia e seus efeitos ainda presentes no cotidiano escolar: “Para mim, é um momento de muita emoção estar aqui depois de quatro, cinco anos à frente da Secretaria de Educação. Enfrentamos um período extremamente difícil, com o retorno às aulas presenciais e uma responsabilidade enorme, diante do risco de perdas de colegas e estudantes. Até hoje, lidamos com os resquícios daquele tempo, buscando retomar a melhoria da qualidade e dos resultados da educação”. Na rotina das escolas, os impactos já são percebidos. “Nós temos uma demanda diária de atendimentos, procura de estudantes com crises de ansiedade, questões emocionais que, muitas vezes, eles não conseguem identificar o que estão sentindo”, relatou a orientadora educacional Danielle Valverde, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Dra. Zilda Arns, no Itapoã. “O programa vem num momento muito oportuno. A gente precisa começar a falar de questões socioemocionais de forma sistematizada na escola, entender que, mesmo que haja um desconforto inicial, é possível atravessar aquele rio de sentimentos e chegar na outra margem, transformado. O estudante, sabendo lidar com a emoção, não transborda para os conflitos”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Centro de Atenção às Pessoas em Situação de Violência no Hmib reinaugura ludoteca

O Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), reinaugurou, na terça-feira (3), a sua ludoteca. O espaço é voltado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar. Originalmente destinada ao público infantil, a ludoteca do Hmib também abrange assistência a jovens e mulheres vítimas de violência | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF  Criada em 2014, a ludoteca ganhou reforma completa neste início de ano: troca de piso, plotagem de paredes, novo mobiliário com armários, mesas e assentos e doação de brinquedos adequados à terapia proposta. Embora o ambiente seja lúdico e mais infantil, o local também está aberto à assistência a jovens e mulheres vítimas de violência. “Muitos se sentem melhor e mais responsivos em espaços assim”, explica a psicóloga Helena Emerich, do Hmib. “Gostamos de dizer que o brincar na ludoteca tem sempre um objetivo. Estamos atentos à forma como a criança reage, por que ela escolhe determinado brinquedo, como ela lida com a frustração... Não é um mero brincar.” Acolhimento [LEIA_TAMBEM]A rede de Cepavs, também conhecida como “Flores em Rede”, oferece atendimento à pessoa em situação de violência no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF) em 17 unidades. Dessas, dez possuem ludoteca ou receberam doações de materiais por meio de parceria com o Instituto Sabin. “As ludotecas são importantes ferramentas para garantir que crianças e outros públicos que vivenciaram situações de violências recebam um cuidado especializado e acolhedor”, reforça a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer.  Atendimento O acesso ao serviço ocorre, prioritariamente, por demanda espontânea — quando o próprio cidadão o procura diretamente —, podendo também ser feito por meio de encaminhamentos. No local, há acolhimento, orientações e, a depender da necessidade, a pessoa é inserida no processo terapêutico. Para encontrar a unidade de referência por meio de seu endereço residencial ou CEP. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Encontro qualifica profissionais para atuação em crises de saúde mental

Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica. Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população. O método 'A E I O U' — sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar — foi apresentado durante o encontro | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos. Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica. Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base 

A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento.     A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade.  Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva  A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco.     “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia.     "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV.  *Com informações do IgesDF

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Exercícios físicos ajudam mulheres a enfrentar os desafios do pós-câncer de mama

A decisão de estudar o impacto do exercício físico em mulheres em remissão do câncer de mama nasceu de experiências pessoais marcantes na vida da professora Gislane Ferreira de Melo. A perda de familiares e de uma orientadora para a doença despertou nela o desejo de compreender não apenas os efeitos físicos do câncer, mas também as dimensões emocionais e sociais que acompanham essa jornada. Hoje, essa vivência se transforma em ciência. Professora dos programas de pós-graduação em Educação Física e em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Gislane coordena, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto que investiga como a prática orientada de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais da hormonioterapia e melhorar a qualidade de vida de mulheres em fase de remissão. Gislane Ferreira de Melo: “Muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos” | Foto: Divulgação/Brunno Garcia da Silva O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e, mesmo após o término das etapas mais agressivas do tratamento — como cirurgia, quimioterapia e radioterapia — muitas pacientes ainda precisam conviver, por anos, com os efeitos colaterais da hormonioterapia. Dores articulares, fadiga crônica, alterações de humor, distúrbios do sono e impacto na vida social fazem parte da rotina de milhares de mulheres em fase de remissão da doença. É nesse contexto que se insere o projeto “Interação entre Exercício Físico e Hormonioterapia em Mulheres em Remissão do Câncer de Mama”, desenvolvido na UCB, com apoio da FAPDF por meio do edital Demanda Espontânea (2024). A iniciativa investiga de forma integrada como um protocolo estruturado de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais do tratamento hormonal e contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dessas mulheres. Origem internacional e impacto local Atividades aeróbicas integram o protocolo de exercícios do projeto | Foto: Divulgação O projeto é inspirado no programa internacional Get Real & Heel, desenvolvido há mais de 15 anos na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC), nos Estados Unidos. A partir dessa experiência, a pesquisadora foi autorizada a implementar o protocolo no Brasil, dando origem ao Get Real & Heel Brasil, que passou a funcionar de forma contínua na UCB. Atualmente, o programa atende a cerca de 30 mulheres sobreviventes do câncer de mama — muitas delas em uso de hormonioterapia, oferecendo sessões gratuitas de exercício físico supervisionado, três vezes por semana, com duração média de uma hora e meia. Exercício como estratégia terapêutica As sessões coletivas combinam exercícios aeróbicos, força e equilíbrio, promovendo ganhos físicos e também o fortalecimento do vínculo entre as participantes | Foto: Divulgação O diferencial do projeto está na abordagem personalizada e no acompanhamento multiprofissional das participantes. Antes de iniciar as atividades, cada mulher passa por uma avaliação ampla, que inclui histórico clínico e oncológico, tipo de tratamento realizado, uso de medicamentos, além de avaliações físicas, funcionais, psicológicas e sociais. As sessões combinam exercícios aeróbicos, treinamento de força, atividades de mobilidade, equilíbrio e flexibilidade. A intensidade e o volume dos exercícios são ajustados individualmente, respeitando as limitações e necessidades de cada participante, sempre com monitoramento contínuo de sinais vitais, percepção de esforço, presença de dor e resposta ao treinamento. Segundo a coordenadora, o exercício físico deixa de ser uma atividade genérica e passa a atuar como uma estratégia terapêutica não farmacológica, integrada ao cuidado em saúde, especialmente importante durante o longo período de uso da hormonioterapia. Acompanhamento integral Além dos ganhos físicos, o projeto acompanha de forma sistemática os impactos psicológicos, biológicos e sociais da prática de exercícios. São avaliados indicadores como ansiedade, depressão, autoestima, imagem corporal, qualidade do sono, qualidade de vida, suporte social e medo de recorrência da doença. O estudo também analisa biomarcadores moleculares e inflamatórios, além de utilizar ferramentas de inteligência artificial e machine learning para identificar padrões, interações entre variáveis e respostas ao treinamento ao longo do tempo. Essa abordagem permite compreender a saúde das participantes como um processo dinâmico, influenciado pela interação entre tratamento medicamentoso, exercício físico e contexto psicossocial. O acompanhamento individualizado permite que cada participante evolua no seu ritmo, respeitando limites físicos e necessidades específicas durante o uso da hormonioterapia | Foto: Divulgação Entre os principais benefícios relatados estão a redução de dores musculares e articulares, diminuição da fadiga, melhora da disposição para as atividades diárias, maior tolerância ao esforço físico e melhora do sono. “Observamos, ao longo do acompanhamento, que muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos. O exercício físico passa a ser um recurso de enfrentamento, de reconstrução da autoestima e de retomada da autonomia”, destaca a pesquisadora. Na prática, essas transformações se refletem em maior adesão ao tratamento, melhora da capacidade funcional, retomada de atividades cotidianas e fortalecimento do senso de pertencimento e de apoio mútuo entre as participantes. Os impactos também se estendem ao bem-estar emocional. Muitas mulheres relatam redução de sintomas de ansiedade e depressão, aumento da autoestima, ressignificação da imagem corporal e maior confiança em seus próprios corpos após o tratamento oncológico. O projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento No aspecto social, o projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento. Atualmente, o programa apresenta índices mínimos de faltas e não registra desistências, reflexo do modelo de acolhimento adotado. Benefícios para o Distrito Federal Além do impacto direto na vida das participantes, o projeto contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, fortalece a produção científica na área da oncologia do exercício e gera dados que podem subsidiar políticas públicas de saúde. Entre os desdobramentos previstos estão a realização de palestras em hospitais do Distrito Federal, a divulgação científica dos resultados e a possibilidade de implantação de programas semelhantes como estratégia complementar ao tratamento oncológico na rede pública de saúde. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como essa destacam o papel da pesquisa aplicada na promoção da saúde e da qualidade de vida da população. “A FAPDF tem como missão apoiar projetos que transformem conhecimento científico em impacto social. Este estudo reúne ciência de excelência, inovação e cuidado humanizado, com benefícios concretos para as mulheres do Distrito Federal.” Para Gislane, a iniciativa tem potencial para se tornar um modelo de referência em cuidado integral e humanizado para mulheres em remissão do câncer de mama, articulando pesquisa, extensão, formação de recursos humanos e impacto social. Além das atividades físicas, o projeto promove momentos de integração e convivência, fortalecendo a rede de apoio e o sentimento de pertencimento entre as mulheres acompanhadas | Foto: Divulgação/Acervo do projeto [LEIA_TAMBEM]A coordenadora ressalta que o apoio da fundação foi decisivo para que a iniciativa pudesse se consolidar como um projeto contínuo, articulando pesquisa, extensão e formação de recursos humanos. “O financiamento permitiu a aquisição de materiais e equipamentos, a formação da equipe, a realização das avaliações clínicas, físicas e psicológicas, além da viabilização da coleta sistemática de dados ao longo do acompanhamento das participantes”, destaca. O fomento ainda garantiu condições institucionais para transformar a iniciativa em uma ação de longo prazo, com impacto social, científico e formativo no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF  

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Laboratório para projetos inovadores em saúde mental é lançado no DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) anunciou, nesta sexta-feira (30), o lançamento do laboratório InovaSAM. O local irá desenvolver e integrar projetos na área de saúde mental. O objetivo é fomentar, apoiar e acompanhar as iniciativas, fortalecendo a troca de conhecimento entre profissionais e idealizadores.  Liberado a servidores, pesquisadores, população e associações que tenham projetos de inovação em saúde mental, o laboratório é fruto da busca por soluções versáteis. “O intuito é que a saúde mental passe por uma adaptação para atender demandas contemporâneas e, com isso, avance tecnologicamente. O InovaSAM surgiu disso. Queremos desenvolver soluções efetivas, fáceis de serem implementadas e de baixo custo”, detalha a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer.  SAMia é um dos projetos do InovaSAM já colocado em prática; ferramenta usa inteligência artificial para orientar a população sobre serviços de saúde mental | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]Um dos projetos criados pelo laboratório já está em funcionamento. A SAMia é uma ferramenta digital e gratuita, que utiliza inteligência artificial (IA) para orientar e direcionar a população aos serviços de saúde mental da rede pública. O aplicativo está disponível para celulares e computadores de forma simples e segura. O uso é anônimo e não exige cadastro, podendo ser utilizado para atendimento próprio ou para orientar terceiros.  Coordenadora do laboratório, Keyla Almeida destaca que a iniciativa rompe barreiras e paradigmas sobre o cuidado com a saúde mental. “Decidimos pensar fora da zona de conforto. Fomos percebendo, ao longo do caminho da elaboração do InovaSAM, que algumas ideias podem parecer complicadas, mas são muito possíveis”, explica. “Trata-se de um ambiente aberto para receber novas mentes e ideias. É multidisciplinar”, complementa.  Para as próximas etapas, está prevista a publicação de edital de chamamento de projetos e propostas inovadoras no âmbito da saúde mental.  *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Dedicada à saúde mental, campanha Janeiro Branco é encerrada com caminhada no Parque da Cidade

A campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre a saúde mental e emocional, foi encerrada nesta sexta-feira (30) com uma caminhada no estacionamento 13 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek. A iniciativa foi promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com o Comitê Gestor de Qualidade de Vida no Trabalho (CGQVT), da Secretaria de Economia (Seec-DF), reunindo servidoras e servidores em uma ação voltada ao bem-estar, à integração e à promoção de hábitos saudáveis. A servidora pública Luciana Carvalho participou da caminhada: “Cuidar da saúde mental nos ajuda a trabalhar melhor e a atender melhor a população” | Foto: Samuel Marques/SMDF “Falar sobre saúde mental é romper tabus e abrir caminhos para uma vida mais equilibrada, dentro e fora do trabalho” Giselle Ferreira, secretária da Mulher Além da caminhada, a programação incluiu roda de bate-papo e aula de zumba, proporcionando momentos de cuidado, escuta e incentivo a interações positivas no ambiente laboral. Durante este mês, a SMDF promoveu diversas ações com esse foco. Entre as iniciativas, os comitês de proteção à mulher em Santa Maria, Estrutural e Sobradinho promoveram debates com especialistas, abordando a prevenção de transtornos como ansiedade e depressão. “Promover ações como essa é fundamental para fortalecer uma cultura institucional baseada no cuidado, na escuta e no respeito”, avalia a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Cuidar da mente é um ato de coragem. Falar sobre saúde mental é romper tabus e abrir caminhos para uma vida mais equilibrada, dentro e fora do trabalho.”  Ações preventivas [LEIA_TAMBEM]Epitácio Júnior, secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Economia, lembra que essas ações têm impacto direto no bem-estar dos servidores: “Quando o servidor retorna ao trabalho após uma atividade como essa, ele volta diferente. O foco é a prevenção da saúde emocional, promovendo qualidade de vida antes que o adoecimento aconteça”. O cronograma também incluiu Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), como auriculoterapia, yoga, meditação, terapia comunitária, técnicas de redução do estresse e ventosaterapia. As atividades foram executadas nos equipamentos da SMDF localizados em Planaltina, Sobradinho, Plano Piloto, Itapoã e Águas Claras. A servidora pública Luciana Carvalho, de 43 anos, reforça que a prática de atividades físicas contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida. “Essa atividade é fundamental para reduzir a ansiedade e o estresse do dia a dia”, afirma. “Cuidar da saúde mental nos ajuda a trabalhar melhor e a atender melhor a população. Além disso, esses momentos fortalecem o convívio social e criam novas amizades”.   *Com informações da Secretaria da Mulher

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Saúde reforça importância do cuidado contínuo com o bem-estar

Nesta quinta-feira (29), representantes da Secretaria de Saúde (SES-DF) marcaram presença no CB Debate, evento online com o tema “Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil”. A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, alertou que, apesar de ser importante celebrar um mês dedicado à conscientização do assunto, o debate sobre os agravos na saúde mental deve ser incentivado durante todo ano. “Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende por todos os 365 dias do ano”, afirmou a subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Falcomer | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “É um desafio levar para todas as pessoas do Distrito Federal essa reflexão sobre a importância de cuidar da saúde mental, e o Janeiro Branco nasceu desse movimento”, afirmou. “Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende por todos os 365 dias do ano. Estamos finalizando o mês, mas esse tema e esse cuidado demandam o investimento das pessoas durante todos os dias.” A subsecretária também enfatizou que o trabalho na saúde mental envolve a integração de diferentes áreas. “É importante trabalhar nesta perspectiva integrada de políticas, então é preciso intervir nas condições de vida, de renda, trabalho, no fim das violências, nas relações interpessoais, nas violências urbanas e nas desigualdades estruturais”, disse.  Estigma  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas do mundo vivem com algum agravo de saúde mental, e a perspectiva é que uma a cada oito pessoas desenvolvam algum tipo de agravo ao longo da vida. No Brasil, o perfil epidemiológico aponta que os transtornos como ansiedade e depressão estão entre os mais frequentes.  Para Fernanda Falcomer, os dados demonstram a importância da quebra de estigmas em relação ao cuidado com a saúde da mente: “Somos pessoas e vivemos um processo de sofrimento ao longo da vida. Reconhecer isso é também quebrar barreiras do estigma de que só tem sofrimento mental aquela pessoa, popularmente chamada de louca ou doida, mas não é assim”. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária reforçou que a busca por ajuda deve ser feita diante dos primeiros sinais de danos: “Precisamos estar atentos a isso, aceitar essa inflexão e compreender que o momento de buscar ajuda é quando esse processo de sofrimento começa a trazer prejuízos à pessoa”. Atendimento As unidades básicas de saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para esse serviço. Os atendimentos em saúde mental oferecidos pela UBSs são voltados, principalmente, a casos leves e situações iniciais. As equipes fazem o acolhimento e a avaliação, além de acompanhar outras demandas. As unidades também realizam o encaminhamento para serviços especializados por meio da regulação. Já as unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem cuidado para pessoas com sofrimento mental grave e persistente, ou com uso abusivo ou dependência de substâncias psicoativas (como álcool e outras drogas), que impactam de forma significativa sua vida e rede de apoio. Atualmente, são 18 Caps de todas as modalidades, e cada tipo presta um atendimento específico. O acesso ocorre por demanda espontânea — sem necessidade de encaminhamento ou agendamento.    *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Pesquisa traça impacto dos jogos de azar na população do DF

Com o objetivo de analisar os impactos dos jogos de azar na população que vive na capital do país, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lança o estudo “Apostadores no Distrito Federal  Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. A pesquisa identifica as modalidades de jogos praticadas, os motivos que levam as pessoas a fazerem apostas e os impactos sociais, financeiros e de saúde entre cidadãos maiores de 18 anos.  Estudo foca os impactos dos jogos de azar na estrutura das famílias | Arte: IPEDF “Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF O levantamento também avalia a percepção de pessoas que não participam dessas atividades. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados por pesquisadores uniformizados em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As informações, que permanecem sem identificação dos respondentes, foram analisadas segundo critérios como gênero e faixa de renda. “Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional”, avalia o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. “O estudo inédito nos permite compreender quem são os apostadores no DF, onde estão e como esse comportamento afeta a dinâmica familiar. Com dados técnicos, o GDF poderá formular políticas públicas preventivas, voltadas à educação financeira, à saúde mental e ao fortalecimento das famílias, protegendo especialmente os mais vulneráveis.” Políticas públicas Por sua vez, o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, afirma: “O IPEDF tem como missão produzir informações qualificadas para orientar a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas. Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social. Ao oferecer dados objetivos e territorializados, a pesquisa contribui para que o poder público atue de forma preventiva e baseada em evidências”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, a pesquisa responde a uma demanda crescente por informações qualificadas sobre o tema. “Com a rápida expansão das plataformas de jogos online e o fácil acesso às apostas, torna-se fundamental produzir um diagnóstico consistente sobre o perfil dos apostadores e sobre as possíveis consequências desse hábito na vida financeira, social e na saúde da população”, aponta. “O estudo permite compreender melhor esse fenômeno no contexto específico do Distrito Federal e subsidiar políticas públicas que consigam dar conta da problemática que envolve as apostas”. O objetivo do estudo é compreender o comportamento, as motivações e o perfil sociodemográfico dos apostadores (considerando gênero, renda e faixa etária) com mais de 18 anos. Dados gerais indicam que, no Brasil, a maior parte dos apostadores em plataformas de bets concentra-se entre jovens de 16 a 34 anos, embora também haja um volume expressivo de apostas entre aposentados. A pesquisa constitui uma resposta direta ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar e contribuirá para a construção de um diagnóstico específico da realidade da capital federal. Veja os dados apurados. *Com informações do IPEDF

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Acolhimento e autonomia: Caps ajudam pessoas a retomar o próprio protagonismo

Assim como o corpo, a mente também requer cuidados, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) está preparada para atender a todo cidadão que necessite de atendimento. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, a Raps é pedra fundamental do bem-estar e da integração de diversas comunidades no Distrito Federal. Um dos alicerces da rede são os 18 centros de atenção psicossocial (Caps) destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave — incluído aquele decorrente do uso de álcool ou demais drogas —, seja em situações de crise, seja nos processos de reabilitação psicossocial. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico. Os Caps não exigem encaminhamento médico nem agendamento prévio | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “Algumas pessoas ainda têm preconceito com quem busca ajuda, mas hoje — na sociedade em que vivemos, com a rotina que enfrentamos — nós vemos que problemas psíquicos podem acontecer com qualquer pessoa. O conselho que dou a quem tem algum sofrimento mental é que busque auxílio o mais rapidamente possível, antes que o quadro se agrave”, afirma a psicóloga e supervisora do Caps III de Samambaia, Juliana Neves Batista. Juliana explica que as unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial para o tratamento da população, responsáveis por tratar quadros psíquicos mais leves. Os Caps atendem casos de maior complexidade, sendo o meio termo entre a atenção primária e os serviços hospitalares e de emergência. “No Caps nós temos um dispositivo chamado acolhimento, em que fazemos esse atendimento inicial. Oferecemos uma escuta qualificada, entendendo as questões daquela pessoa, e ela de fato sente que está sendo acolhida. Em seguida, fazemos o direcionamento correto, nem todo paciente permanece aqui”, conta a psicóloga. Acolhimento Marlene Luiza da Cunha: "Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps" Nos Caps, a assistência em saúde mental é prestada por equipe multiprofissional atuando de forma interdisciplinar. A equipe pode ser composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos. Um dos casos atendidos pelo Caps III de Samambaia foi o da aposentada Marlene Luiza da Cunha, 66 anos. Não muito depois de ter se aposentado, ela perdeu vários familiares, o que causou muito impacto em sua saúde mental. “Eu tive três momentos muito difíceis, relacionados ao luto. Perdi meu pai em 2015. Em seguida foi meu marido, em 2016, após 31 anos de casada. E 40 dias depois eu perdi a minha mãe. Assim, eu não pude ter essa vivência do luto. Eu estava em choque quando tive que lidar com os problemas de inventário", afirma.  Marlene conta que, além de ter de lidar com a burocracia e a notícia das mortes em sucessão, um problema de saúde a deixou internada por um longo tempo, resultando em uma depressão profunda. “Estava desorientada, debilitada física e mentalmente. Não podia mais sair sozinha. Comecei a me fechar, a me isolar, não queria mais sair daquele mundinho que a gente cria para se sentir protegido porque tudo externo era agressivo”, relembra. Os centros oferecem atividades como terapia comunitária, caminhadas e oficinas de crochê aliadas ao atendimento de uma equipe multidisciplinar O isolamento começou a levantar preocupações na família e amigos. Seriam eles, assim, a dar o primeiro passo em sua recuperação. “Eu não vim ao Caps, o Caps é que veio ao meu encontro”, conta. Por iniciativa de amigos, uma equipe de profissionais do Caps III de Samambaia realizou uma visita domiciliar ao endereço de Marlene. Embora reclusa e avessa ao contato com os outros, ela entendeu naquele dia que precisava de ajuda. “Eles entenderam que eu estava muito acuada. Eu mesma havia entrado em um labirinto, apagado a luz e tentava encontrar a saída”, lembra. Ponto de virada [LEIA_TAMBEM]Mesmo sem muito ânimo no início, Marlene começou a participar de algumas das ações e terapias desenvolvidas na unidade da SES-DF. A lista de atividades disponíveis é extensa: grupos de bijuteria, terapia comunitária, yoga, hortoterapia, caminhadas, tai chi chuan, dança, karaokê e crochê. Cada uma dessas atividades apresenta um benefício terapêutico próprio, aliado sempre ao acompanhamento clínico da equipe multidisciplinar. “Um dia, minha orientadora ocupacional me perguntou se eu estava gostando das oficinas, e eu comecei a perceber que, quando a gente não tinha atividades, eu sentia falta do que a gente trabalhava aqui. Nessas atividades a gente vai interagindo com os outros colegas, vai se sentindo melhor. Percebi que as minhas capacidades mentais e físicas estavam voltando e que a autoestima é muito importante para quem precisa de ajuda”, conta. Hoje, Marlene diz estar “80% recuperada” e faz questão de agradecer ao time do Caps III de Samambaia: “Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps. Para mim, essa é a abertura de um processo de cura que depende do próprio paciente. Não há outra palavra para definir o que eu sinto senão gratidão”. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Janeiro Branco: DPDF lança curso online gratuito sobre saúde mental

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) lançou, nesta quinta-feira (22), o curso online “Saúde mental: cuidado integral e humanizado – Direitos e proteção”, como parte das iniciativas da campanha Janeiro Branco. As aulas são gratuitas e estão disponíveis na plataforma de ensino a distância da Escola de Assistência Jurídica (Easjur) da instituição, a Easjur EaD, para o público interno e a população em geral. Ao final da capacitação, os participantes recebem certificação de 20 horas/aula, reconhecendo a participação em uma formação alinhada às políticas públicas e às diretrizes contemporâneas de cuidado em saúde mental. O objetivo é oferecer conhecimentos, informações e orientações que possibilitem identificar, compreender e atuar de forma qualificada em situações que envolvam saúde mental, incluindo casos complexos, comportamentos de difícil manejo e atendimentos a pessoas em intenso sofrimento psíquico. Além disso, o curso aborda a interface entre saúde mental e Justiça, alinhando-se às diretrizes da Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política Antimanicomial do Poder Judiciário e orienta o tratamento de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. Arte: DPDF As aulas visam qualificar a atuação da DPDF, promovendo intervenções adequadas, humanizadas e juridicamente fundamentadas. Dessa forma, fortalecem o compromisso institucional com os direitos humanos e aprimoram a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, o lançamento do curso reafirma o compromisso da instituição com uma atuação mais humana e qualificada. “A Defensoria Pública do DF lida diariamente com pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, muitas vezes atravessadas por sofrimento psíquico. Capacitar nossos membros, servidores e a sociedade para compreender a saúde mental como direito fundamental é essencial para garantir atendimentos mais justos, eficazes e respeitosos”, defendeu. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Atividade Psicossocial da DPDF, Roberta de Ávila, explica que o curso foi estruturado para dialogar com a realidade cotidiana dos atendimentos. “A proposta é oferecer ferramentas práticas e fundamentadas para que os profissionais consigam reconhecer o sofrimento psíquico, atuar de forma ética e humanizada e articular corretamente a rede de proteção. Cuidar da saúde mental também é garantir escuta, acolhimento e respeito à singularidade de cada pessoa”, destacou. Estrutura do curso A capacitação é dividida em dez módulos, que contemplam temáticas como reforma psiquiátrica e Política Nacional de Saúde Mental; atuação psicossocial, sociojurídica e interdisciplinar na DPDF; cuidado integral e humanizado, direitos humanos e proteção; Rede de Atenção Psicossocial (Raps); saúde mental, álcool e outras drogas; entre outras. Ao longo das aulas, são trabalhadas práticas de escuta qualificada, atendimento humanizado e manejo de situações complexas e de intenso sofrimento psíquico, sempre com foco na dignidade da pessoa atendida. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)

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Ferramenta digital oferece apoio gratuito para o cuidado com a saúde mental

Cuidar da mente é um gesto de atenção consigo mesmo, que começa nos pequenos hábitos e se fortalece no dia a dia. Nesse sentido, a campanha Janeiro Branco convida a população a refletir sobre a saúde mental. Como forma de fortalecer e ampliar o acesso ao autocuidado, a Secretaria de Saúde (SES-DF) passou a disponibilizar a SAMia, uma plataforma digital que traz orientações, exercícios e espaços de escuta de forma simples e gratuita. “A assistente virtual da SES-DF oferece acolhimento e a possibilidade de qualquer usuário pensar sobre a sua saúde mental e, então, por meio de práticas simples e acessíveis, alcançar hábitos de vida mais saudáveis. A SAMia surge como uma parceira na prevenção do sofrimento psíquico e na promoção do bem-estar”, explica a subsecretária de Saúde Mental (Susam) da SES-DF, Fernanda Falcomer. SAMia reúne diferentes estratégias de bem-estar que podem ser utilizadas conforme a necessidade de cada pessoa | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Práticas de bem-estar A plataforma reúne diferentes estratégias que podem ser utilizadas conforme a necessidade de cada pessoa. Uma delas é o chat de conversa livre, que permite ao usuário relatar situações do cotidiano, desabafar e receber orientações de forma acolhedora, funcionando como um espaço de escuta e apoio emocional. Também é possível acessar exercícios de relaxamento e concentração, como técnicas de respiração guiadas por áudio, práticas de meditação e atividades cognitivas, incluindo o registro de pensamentos e exercícios de gratidão. A pessoa pode escolher o recurso que mais se adequa ao seu perfil e ao momento que está vivendo. Outro destaque da SAMia é a jornada da felicidade, recurso criado para incentivar o autocuidado no cotidiano. A proposta é realizar pequenas tarefas que demandam pouco tempo, mas contribuem para a sensação de bem-estar ao longo do dia. O ciclo tem duração de 30 dias e busca promover leveza, tranquilidade e melhora na qualidade de vida. Durante esse percurso, o usuário conta com o acompanhamento de um pet virtual, que evolui conforme o engajamento nas atividades. Com acesso simples e linguagem intuitiva, a assistente virtual pode ser utilizada em diferentes momentos da rotina, como em pausas no trabalho, nos deslocamentos ou em casa, reforçando a importância de reservar alguns minutos para cuidar da saúde mental. Ferramenta é projetada para ser anônima e pessoal, permitindo que a pessoa se expresse sem a preocupação de que suas conversas sejam acessadas por terceiros Acesso seguro e especializado A SES-DF destaca que as principais dificuldades no uso de inteligência artificial na saúde mental estão relacionadas a soluções abertas, que não são preparadas para essa finalidade específica. Por isso, a SAMia é uma IA fechada, construída exclusivamente com conteúdos desenvolvidos por uma equipe técnica composta por psiquiatras, psicólogos, neuropsicólogos e especialistas em segurança do paciente. Todo o desenvolvimento durou nove meses e incluiu revisão de literatura, análise de modelos internacionais, definição de fluxos, preparação dos conteúdos, alimentação da IA e diversas etapas de testes e modelagem. A plataforma foi programada apenas com informações validadas e criteriosamente selecionadas pela equipe, incluindo sinais de alerta para sofrimento psíquico grave e orientações para a busca imediata de atendimento presencial. [LEIA_TAMBEM]A ferramenta também está alinhada à Lei Distrital nº 37.844/2016 — que defende a assistência integral e humanizada e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) — e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando a privacidade do usuário, sem registro de informações pessoais. “O acesso à SAMia é feito de forma segura, sem registro de dados pessoais, o que garante a privacidade do usuário e a tranquilidade para utilizar a ferramenta. A plataforma é pensada para ser anônima, permitindo que a pessoa se expresse livremente, sem receio de que suas informações ou conversas sejam acessadas por terceiros”, afirma a especialista em saúde da Susam, Keyla Almeida. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado

A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF  “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda.  Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha.  A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Janeiro Branco enfatiza a importância de reconhecer e acolher crises emocionais

Quando Clara (nome fictício), de 29 anos, começou a tremer, perdeu o ar e caiu no choro no meio do trabalho, ninguém ao redor sabia exatamente o que fazer. Uma colega a levou até uma sala mais silenciosa, pediu que respirasse devagar e permaneceu ao seu lado até que ela conseguisse se acalmar. “Se ela não tivesse parado tudo para me ajudar, eu não sei como teria sido; achei que ia desmaiar”, lembra. O que parecia um infarto era, na verdade, uma crise de ansiedade, uma das emergências emocionais mais comuns atualmente. Campanha Janeiro Branco acende o alerta sobre a importância de refletir sobre a saúde emocional | Fotos: Divulgação/IgesDF No Janeiro Branco — a campanha reserva o mês para convidar a uma reflexão sobre esse tema —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil está entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo. O nome é uma referência a “folha em branco”, que representa a possibilidade de rever emoções e escolhas de vida. A campanha Criada por psicólogos brasileiros, a campanha surgiu diante do aumento dos casos de ansiedade, depressão e estresse, e da necessidade de combater o preconceito e o silêncio que ainda cercam o adoecimento mental. A proposta é reforçar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Organismos internacionais, como a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), também alertam para a necessidade de colocar a saúde mental no centro das políticas públicas. No cenário pós-pandemia, os serviços de saúde também têm observado aumento significativo nas crises emocionais agudas, que chegam às unidades de pronto atendimento (UPAs), aos centros de atenção psicossocial (Caps) e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio” Igor Santiago, psicólogo do Hospital de Base Segundo o psicólogo Igor Santiago Almeida, especialista em saúde mental do adulto do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), esse crescimento tem múltiplas causas. “A pandemia de covid-19 atuou como um importante catalisador, intensificando vulnerabilidades preexistentes e criando fontes de estresse”, explica. “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio”. Como reconhecer uma crise psicológica Santiago lembra que uma crise é um estado agudo de desequilíbrio emocional, psíquico e comportamental, quando o enfrentamento da pessoa se torna insuficiente. “Ela pode se manifestar como crises de pânico, agravamento de quadros ansiosos ou depressivos ou até crises suicidas”, detalha. Nas crises emocionais agudas, especialmente as de pânico, são frequentes sinais como respiração ofegante ou sensação de falta de ar, taquicardia (coração acelerado), tremores, sudorese e tontura, dor ou aperto no peito, formigamento nas mãos, choro intenso e agitação, confusão mental e pensamentos catastróficos e sensação de perda de controle ou medo intenso. “Muitas vezes, a pessoa realmente acredita que está tendo um problema físico grave”, ressalta Igor. Os primeiros socorros psicológicos (PSPs) são intervenções imediatas de apoio emocional e prático oferecidas a pessoas em sofrimento intenso ou em situação de crise. “Eles não substituem psicoterapia ou tratamento clínico, mas ajudam a reduzir o impacto emocional inicial e facilitam o encaminhamento para o cuidado adequado”, orienta o especialista. “Crises acontecem em casa, no trabalho, na rua. Ter noções básicas nessas horas ajuda a evitar agravamentos e salvar vidas”. Como ajudar alguém em crise ⇒ Mantenha a calma e ofereça ajuda Uma postura tranquila transmite segurança. Dizer ‘eu estou aqui com você’ tem um efeito muito importante ⇒ Reduza estímulos do ambiente Levar a pessoa para um local mais silencioso e com menos agitação ajuda a diminuir a sensação de ameaça ⇒ Ajude a regular a respiração Sugira respirações lentas e profundas ⇒ Escute sem julgamento Permita que a pessoa fale, sem interromper ou criticar. Em alguns casos, ela pode ter dificuldade até de organizar pensamentos ⇒ Valide o sofrimento Frases como “eu vejo que você está sofrendo” ajudam a reduzir a sensação de solidão ⇒ Auxilie a pessoa a se reconectar com o presente Descrever o ambiente e identificar objetos, sons ou sensações corporais pode ajudar na estabilização. Para ajudar uma pessoa em crise, é importante também saber o que não deve ser feito O que não fazer ⇒ Minimizar o sofrimento (“isso é exagero”, “é frescura”) ⇒ Repetir “calma!” de forma brusca ⇒ Pressionar a pessoa a falar ou tomar decisões ⇒ Oferecer soluções prontas ou conselhos não solicitados ⇒ Demonstrar irritação ou pânico ⇒ Realizar toques físicos sem consentimento “Essas frases e atitudes invalidam o sofrimento e reforçam a sensação de perda de controle, que já é um sintoma da crise”, alerta Santiago Almeida. Quando a crise vira emergência A crise deixa de ser apenas emocional e passa a exigir atendimento médico imediato quando há risco iminente ou desorganização grave. Entre os sinais de alerta, estão falas sobre desejo de morrer ou ideação suicida, confusão mental intensa ou diminuição da consciência, delírios ou paranoia e risco de machucar a si ou a outras pessoas. Nesses casos, é fundamental buscar ajuda pelo Samu (telefone 192), em emergências; nas unidades de pronto atendimento, quando há sofrimento intenso ou sintomas físicos associados; no Caps, para acolhimento especializado em saúde mental; e no CVV (telefone 188, apoio emocional 24h). Sinais silenciosos e prevenção [LEIA_TAMBEM]Além das crises agudas, há sinais de sofrimento que costumam ser ignorados, como isolamento progressivo, irritabilidade, fadiga constante, alterações no sono e na alimentação, negligência com o autocuidado e aumento do uso de álcool ou outras substâncias. “Esses sinais podem indicar esgotamento emocional e precisam ser reconhecidos como demanda de saúde”, indica o psicólogo. Manter uma rotina saudável, fortalecer vínculos sociais e buscar ajuda ao perceber os primeiros sinais são estratégias que ajudam a prevenir agravamentos. Para o especialista, o maior mito a ser combatido é a ideia de que crises emocionais são sinal de fraqueza. “Crises são respostas a um sofrimento que excedeu a capacidade de enfrentamento da pessoa e precisam ser tratadas como um problema de saúde legítimo, não como falha moral”, pontua.   *Com informações do IgesDF          

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Polícia Militar do DF promove ação de cuidado com a saúde mental durante o Janeiro Branco

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do Centro de Assistência Psicológica e Social (Caps) da corporação, realizou o primeiro encontro do “Café com Cuidado: a saúde mental pede pausas, não férias”, ação que integra a campanha nacional Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre saúde mental e emocional. O evento ocorreu nesta sexta-feira (9), na sede do 14º Batalhão, contemplando as unidades do 5º Comando de Policiamento Regional (CPR). A ação Café com Cuidado oferece atividades reflexivas e informativas, além de acolhimento psicológico | Foto: Divulgação/PMDF A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cultura do cuidado no âmbito da PMDF, ao reconhecer os desafios emocionais vivenciados diariamente pelos policiais e a importância de espaços institucionais de acolhimento, escuta e prevenção ao adoecimento psíquico. Em um ambiente acolhedor, com música ambiente e coffee-break, foram oferecidas atividades reflexivas e informativas, além de acolhimento psicológico. [LEIA_TAMBEM]Mais do que um evento, o Café com Cuidado representa o início de uma proposta institucional que busca incentivar pausas conscientes, fortalecer vínculos entre os policiais e reafirmar que cuidar da saúde mental é parte fundamental da saúde integral. Neste mês de janeiro, o evento ocorrerá semanalmente, sempre às sextas-feiras, em um CPR — todos os policiais militares estão convidados a participar. A Polícia Militar reforça que os serviços oferecidos pelo Caps/PMDF estão permanentemente disponíveis ao efetivo e que buscar apoio psicológico ou social é um ato de responsabilidade e valorização da vida. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

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Janeiro Branco orienta servidores do GDF sobre saúde mental

Com foco na promoção da saúde mental e do bem-estar, a Secretaria de Economia (Seec-DF), por meio da Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), realiza, até o dia 31 deste mês, uma ação especial em alusão à campanha Janeiro Branco, voltada a servidores, empregados públicos e colaboradores. Ao longo de todo o mês, serão divulgados vídeos explicativos e conteúdos informativos nas redes sociais da Seec-DF, com orientações e reflexões sobre a importância do cuidado com a saúde mental, a prevenção do adoecimento emocional e a construção de uma rotina mais equilibrada. Além das ações digitais, a programação conta com atividades presenciais promovidas pela Academia Buriti, que oferecerá aulões de respiração funcional, cardio, yoga, dança circular e dança charme. As atividades buscam integrar saúde física e mental, reforçando a importância do autocuidado como parte da qualidade de vida no trabalho. As inscrições podem ser feitas por meio do WhatsApp da Academia Buriti. Os aulões ocorrerão de forma presencial, e os interessados deverão se inscrever previamente, conforme orientações que serão divulgadas nos canais oficiais da Secretaria de Economia | Foto: Divulgação/Seec-DF Os aulões ocorrerão de forma presencial, e os interessados deverão se inscrever previamente, conforme orientações que serão divulgadas nos canais oficiais da Secretaria de Economia. “Cuidar da saúde mental é essencial para o bem-estar individual, para a construção de relações de trabalho mais saudáveis e para a melhoria do ambiente institucional. Com essa iniciativa, o GDF reafirma seu compromisso com a valorização das pessoas”, destaca o secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior. Confira abaixo a programação. Aulão de respiração funcional - Aprenda a técnica para relaxar a mente - Quinta-feira (8), às 17h - Professor Aldo Júnior - Inscrições pelo WhatsApp da Academia Buriti Aulão de dança circular - Conecte corpo e mente por meio de movimentos rítmicos em roda - Sexta-feira (9), às 13h10 - Professora Sevília Ximenes Aulão de cardio - Revitalize corpo e mente - Dia 16, às 12h10 - Professora Sueli Moraes Aulão Paz e equilíbrio - equipamento Bosu - Aulão com equipamento para desenvolver equilíbrio - Dia 22, às 12h10 - Professor Renato Pinheiro Aulão de yoga - Esvazie sua mente - Dia 23, às 13h10 - Professor Mestre Dada Aulão de dança charme - Movimente sua mente pela coordenação motora - Dia 30, às 12h10 - Professora Sueli Moraes   *Com informações da Seec-DF

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Palestras e atendimentos reforçam prevenção à violência e cuidado com a saúde mental em Taguatinga e Ceilândia

Com foco na prevenção à violência e no fortalecimento da saúde mental, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) fará 20 palestras educativas e prestará 20 atendimentos presenciais voltados ao acolhimento emocional da população de Taguatinga e Ceilândia. Ação tem como foco qualquer pessoa que já enfrentou ou enfrenta alguma situação de violação de direitos | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF A iniciativa é direcionada a jovens, adolescentes, mulheres, homens, pessoas idosas, profissionais da área social e educadores que enfrentam ou já enfrentaram situações de estresse, violência e outras violações de direitos. [LEIA_TAMBEM]As ações serão executadas por meio de parceria entre a Sejus-DF e o Instituto Brasil Verde (IBV). O extrato do Termo de Fomento nº 20/2025 foi publicado nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Responsável por desenvolver e implementar políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e à garantia de direitos, a Sejus-DF atua de forma integrada na prevenção da violência, no acolhimento e na orientação de públicos em situação de vulnerabilidade em todo o Distrito Federal. O termo prevê investimento de R$ 250 mil, com repasse em parcela única, e vigência até 15 de junho de 2026. A proposta busca ampliar o acesso a espaços de escuta qualificada, orientação e apoio psicossocial, contribuindo para a promoção de uma cultura de cuidado, respeito e garantia de direitos, especialmente em contextos marcados por intolerância religiosa, violência física, psicológica e outras formas de agressão. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania

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Inaugurado primeiro Centro de Referência Especializado em TEA do Distrito Federal

O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou, nesta terça-feira (9), duas iniciativas inéditas que ampliam e modernizam a rede de atenção psicossocial: o primeiro Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do DF e o Serviço de Assistência em Saúde Mental com Uso de Inteligência Artificial (SAMia). Os equipamentos expandem o acolhimento às crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e reforçam o atendimento à população em questões de saúde mental. “Nós teremos três centros aqui no Distrito Federal, esse foi o primeiro. Faremos um na região Norte e outro na região Sul. Precisávamos melhorar esse atendimento, então esse espaço vem justamente para resolver isso. Hoje também anunciamos um trabalho que será coordenado pela Secretaria de Educação, com criação de locais como esse dentro da pasta. E isso já está virando uma realidade com essas inaugurações de hoje”, defendeu a vice-governadora Celina Leão, durante a entrega do Cretea. Inauguração do primeiro Cretea do Distrito Federal e do SAMia expande o acolhimento às crianças com TEA e reforça o atendimento à população em questões de saúde mental | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O centro, instalado na Estação 108 Sul do Metrô, contou com o aporte total de R$ 747.095,61 e foi projetado para oferecer diagnóstico rápido, atendimento especializado e suporte multidisciplinar a crianças de até 10 anos com TEA. A unidade reúne uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, neuropediatra, pediatra, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e fonoaudiólogos, além de espaços destinados ao acolhimento e à intervenção, como consultórios, sala multissensorial, ginásio terapêutico, sala de grupos, cozinha terapêutica e ambiente lúdico. Com recursos do Metrô-DF e de emenda parlamentar do deputado distrital Eduardo Pedrosa, a estrutura foi totalmente reformada e equipada para atender os 34,1 mil autistas diagnosticados no Distrito Federal, segundo dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma agenda, Celina Leão anunciou a nova plataforma digital pioneira que usa inteligência artificial para triagem e encaminhamento em saúde mental. Chamada de SAMia, a ferramenta, acessível gratuitamente pelo celular, utiliza escalas validadas para avaliar sintomas, identificar riscos e orientar o usuário diretamente ao serviço mais adequado da rede pública. Além disso, oferece conteúdo de autocuidado, como exercícios de respiração, meditação e práticas de bem-estar, e orienta mulheres em situação de violência sobre onde buscar ajuda. O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, ressaltou que a inovação vai fortalecer a gestão e reduzir barreiras de acesso. “A ideia é que nós tenhamos também, dentro da plataforma, a parte de gestão, em que vamos monitorar, por meio de painéis de controle, toda essa linha de cuidado do paciente e trabalhar políticas públicas mais assertivas para o contexto de saúde mental”, esclareceu o chefe da pasta. Defensor da causa, o deputado distrital Eduardo Pedrosa pontuou que o Cretea é resultado de um trabalho feito em parceria entre o Legislativo e o Executivo: “Nosso objetivo é garantir que as medidas em prol da saúde e da igualdade sejam plenamente atendidas. É fundamental que levemos este modelo de centro para mais perto das famílias, facilitando o acesso à comunidade, especialmente nas regiões administrativas. Este espaço não é apenas uma construção física, mas um local onde plantamos amor, cuidado e atenção. Nele, as famílias encontrarão terapias, diagnósticos, acompanhamento profissional, orientação familiar e capacitação profissional, entre outros serviços que, tenho certeza, contribuirão para transformar a vida da nossa população”. O DF tem 34,1 mil pessoas diagnosticadas com TEA, o que representa 1,2% da população local, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE Diagnóstico precoce e acolhimento multidisciplinar O Cretea tem o objetivo de diagnosticar a doença e intervir em tempo adequado, algo essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. Com oito consultórios, salas de atendimento em grupo, um ginásio terapêutico, cozinha terapêutica e uma sala multissensorial, o centro reúne todos os serviços da rede pública em um só lugar, facilitando o acesso das famílias. O atendimento será feito por uma equipe multiprofissional. A ideia é centralizar as etapas de acolhimento, avaliação e tratamento, reduzindo o tempo de espera e garantindo continuidade no cuidado. Além disso, o centro funciona como polo de formação e apoio técnico à rede, contribuindo para aprimorar o atendimento às crianças com TEA em outras unidades de saúde. “Temos um grande desafio pela frente no diagnóstico precoce, no tratamento, na execução de políticas inclusivas e na montagem de toda uma rede de apoio. Essa inauguração mostra justamente esse nosso compromisso. Aqui, nós teremos profissionais altamente capacitados para oferecer o melhor para esses pacientes, com um tratamento mais humano e o mais acolhedor possível”, avaliou o secretário de Saúde. Juracy Lacerda, secretário de Saúde: "Temos um grande desafio pela frente no diagnóstico precoce, no tratamento, na execução de políticas inclusivas e na montagem de toda uma rede de apoio" Para famílias que convivem diariamente com os desafios do transtorno, a entrega do espaço representa um marco. Pai de um filho autista e fundador do grupo Lutadores do Gueto, que acolhe pessoas em vulnerabilidade, Marcelo Ribeiro dos Reis relata que o centro representa um marco para a sociedade da capital. “Isso é o sonho de todos os pais e mães de autistas. Brasília praticamente não tinha nada. Agora, temos um centro de referência, e eu espero que ele se espalhe por toda a cidade”, afirmou.  Ele lembra as dificuldades enfrentadas por quem precisa de tratamento: “Quem é pai de uma criança autista sabe a luta diária. É luta na saúde, na educação, na inclusão. Esse centro vai facilitar 100%. É um marco para todas as famílias”. Quem também celebrou a entrega foi o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Edilson Barbosa. Para ele, o centro é o fim da espera para muitas famílias. “Nós temos muitas mães e muitos autistas sem laudo e sem acesso a terapias. Esse centro de referência será importante para tirar essas pessoas do sofrimento”, disse o presidente. O DF tem 34,1 mil pessoas diagnosticadas com TEA, o que representa 1,2% da população local, de acordo com o censo demográfico do IBGE. A capital ocupa a 15ª posição no ranking nacional. Em todo o país, 2,4% receberam o diagnóstico, o que equivale a 1,2% da população brasileira. Marcelo Ribeiro dos Reis, fundador do grupo Lutadores do Gueto: "Isso é o sonho de todos os pais e mães de autistas. Brasília praticamente não tinha nada. Agora, temos um centro de referência, e eu espero que ele se espalhe por toda a cidade" Inteligência artificial a serviço do cuidado humano Totalmente gratuita, a plataforma SAMia entra em operação como um novo canal digital de acolhimento em saúde mental, disponibilizada para qualquer pessoa pelo aparelho celular. Para utilizar a tecnologia, basta que o usuário acesse o site da Secretaria de Saúde. Ao responder questionários com base em escalas validadas, o paciente recebe uma análise automatizada do seu perfil, com indicação clara sobre a necessidade de atendimento, risco identificado e o serviço adequado da rede (Centro de Atenção Psicossocial, ambulatório especializado, hospital ou apoio psicossocial). [LEIA_TAMBEM]Na prática, o sistema utiliza inteligência artificial para interpretar sinais de ansiedade, depressão, sofrimento psíquico, ideação suicida e outras condições, permitindo triagem precoce e orientações precisas. Além disso, a plataforma oferece exercícios de respiração, meditação, visualização e conteúdos de autocuidado, funcionando também como ferramenta de prevenção e promoção da saúde. Segundo o secretário Juracy Lacerda, essa é mais uma política pública que vem para suprir as consequências da pandemia do coronavírus: “O tema saúde mental é uma preocupação, principalmente após a covid-19, e hoje nós temos que utilizar de todas as maneiras para estar abarcando esses pacientes. Então, o SAMia consegue fazer uma triagem para ver o melhor encaminhamento. Vamos ter também questões relacionadas às orientações mediante um quadro de saúde mental, por exemplo. Com essa ferramenta, a gente traz mais acessibilidade e inclusão para fazermos uma melhor gestão desses pacientes”. O SAMia ainda presta apoio específico a mulheres em situação de violência doméstica, orientando sobre direitos, canais de denúncia e locais de atendimento. Em segundo plano, a ferramenta gera indicadores estratégicos para a Secretaria de Saúde, auxiliando na gestão com foco em dados e no planejamento de serviços. A tecnologia está alinhada com a Lei Distrital nº 37.844/2016, que defende a assistência integral, humanizada e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, e com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sendo seu uso seguro e sem registro de dados do usuário.

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Evento reforça Dia do Diabetes com foco em saúde mental e cuidados no fim de ano

O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) realizou, nesta segunda-feira (10), um evento alusivo ao Dia Mundial do Diabetes (dia 14 de novembro). Voltado a servidores e pacientes, o encontro promoveu palestras e dinâmicas em grupo conduzidas pelos profissionais da área de psicologia, enfermagem e nutricionistas. O foco foi saúde mental e cuidados durante as festas de fim de ano. De acordo com a gerente do Cedoh, Cássia Luz, a ação orientou e acolheu os pacientes, os conscientizando de que, apesar de crônica, a doença pode ser controlada. “A nossa impressão, como profissionais, é que as pessoas que participam dos eventos vêm mais capacitadas para as consultas posteriores e melhoram o controle glicêmico”, afirmou Cássia. Jussara Sena Brito levou a filha, Heloísa, ao encontro: "Participar desses eventos é muito bom, pois expande a nossa mente" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF [LEIA_TAMBEM]Entre os participantes estava Jussara Sena Brito, 33 anos, que compareceu com a filha Heloísa, diagnosticada com diabetes tipo 1 e atendida pelo centro há mais de um ano. A descoberta do diagnóstico foi uma surpresa para a família, uma vez que ninguém apresentava a doença. “Participar desses eventos é muito bom, pois expande a nossa mente. A gente aprende mais sobre o assunto. Aqui, eles têm esse conhecimento especializado”, elogiou.  Neste ano, a equipe do Cedoh ampliou a iniciativa e convidou também os agentes comunitários de saúde da Região Central, fundamentais para informações de saúde e encaminhamento à unidade. “Muitas vezes, os pacientes chegam ao centro sem conhecer muito sobre sua situação, sobre a importância de fazer o controle de glicemia ou de como lidar com intercorrências relacionadas à condição. O agente tem um papel de orientação nesses casos”, explicou Cássia Luz.  O Cedoh é referência para consultas ambulatoriais de casos graves de diabetes, obesidade e hipertensão arterial. Para a realização da primeira consulta no centro, é necessário ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Após avaliação no local, se for o caso, a equipe faz o encaminhamento do paciente por meio do Sistema de Regulação. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Rede de Atenção Psicossocial do DF promove evento cultural e social

As unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Distrito Federal reuniram-se na quinta (6) e sexta-feira (7), durante o Encontro da Arte — Cultura, Inclusão e Saúde Mental (EDA). A iniciativa promoveu convivência, cultura e protagonismo para usuários, profissionais e pesquisadores do serviço especializado. O evento foi sediado no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB). Com uma programação composta por feira de economia solidária e criativa, espetáculos artísticos, concurso de poesia, exposição de trabalhos científicos, rodas de conversa e palestras, o EDA ofereceu um espaço de expressão e acolhimento a artistas em acompanhamento de saúde mental. Encontro da Arte (EDA) ocorreu no Centro Comunitário Athos Bulcão, na UnB, nos dias 6 e 7 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O grupo Pontos e Nós Tecelagem Manual, do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e Outras Drogas (Caps AD) III de Samambaia, participou como expositor. Na quinta, o designer Moisés Queiroz, 55 anos, tinha boas expectativas em relação à venda dos produtos confeccionados por ele e seus colegas. Participando das atividades do grupo há seis anos, Moisés conta que o apoio multiprofissional o estimulou a fazer o curso de tecnólogo em design de produto. Ele é categórico ao definir sua experiência junto à equipe da unidade: “Transformadora”, diz. “O pessoal me pegou na rua e me transformou. Eles deram a família que me faltava”. Agora, Moisés prepara-se para concluir a licenciatura em educação profissional: “Hoje sou capaz de ajudar a transformar outras pessoas que precisam”. Moisés Queiroz, designer: "O pessoal me pegou na rua e me transformou. Eles deram a família que me faltava" Reinserção social A psicóloga e supervisora do Caps AD III de Samambaia, Thereza Dantas, explica que as atividades coletivas são fundamentais para o cuidado em saúde mental voltado à reinserção social e ao fortalecimento da subjetividade do indivíduo. “A maioria desses pacientes chega até nós sem nem mesmo reconhecer os talentos que têm e o que são capazes de fazer. Quando há oportunidade, como são práticas artísticas, eles encontram consigo e passam a ver que podem ir muito além”, revela. [LEIA_TAMBEM]Os Caps são voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. O atendimento ocorre por demanda espontânea (comparecimento direto do usuário aos centros) ou por encaminhamento de outros dispositivos da rede de saúde ou da rede intersetorial (assistência social, educação, justiça). As atividades são realizadas prioritariamente em espaços coletivos — grupos, assembleias de usuários e reuniões diárias de equipe —, inseridas na comunidade. O cuidado é desenvolvido por meio de um Projeto Terapêutico Singular, construído em conjunto pela equipe, pelo usuário e sua família. Atualmente, são 18 unidades, de todas as modalidades, distribuídas pelas regiões de saúde do DF. Clique aqui para localizar o Caps mais próximo. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento

As obras do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama entraram em fase de acabamento. Grande parte da infraestrutura já está concluída, inclusive com todas as tubulações e os cabos instalados para sistemas de água, gás, eletricidade e telecomunicações. A construção, localizada no Setor Norte, teve início em março deste ano.  Projeto prevê uma unidade com mais de 740 metros quadrados de construção e funcionamento 24 horas por dia | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com investimento de R$ 3,5 milhões, o projeto arquitetônico prevê uma área construída de mais de 740 metros quadrados, visando à integração entre os espaços de atendimento e convivência. A estrutura contará com a adaptação necessária a pessoas com deficiência (PcD), proporcionando um ambiente seguro e acessível para todos os usuários. Também estão previstos espaços de convivência interna e externa, com jardins planejados para promover o bem-estar e a socialização dos pacientes. O serviço especializado será do tipo III, destinado ao atendimento de pessoas a partir de 18 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente de transtornos mentais graves e persistentes. A expectativa é que a unidade funcione 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. Rede de Atenção Psicossocial A implementação do Caps no Gama é uma reivindicação antiga da comunidade, explica a diretora de Atenção Secundária à Saúde da Região de Saúde Sul, Ângela Maria de Sousa. “Essa implantação é imprescindível para proporcionar cuidado completo à saúde mental dos usuários”, afirma. “A iniciativa vem também para fortalecer a Raps [Rede de Atenção Psicossocial] da Região Sul”. [LEIA_TAMBEM]A Região de Saúde Sul, que compreende Gama e Santa Maria, já conta com um Caps para tratamento de álcool e outras drogas – tipo II. Esta última unidade, em Santa Maria, atende pessoas a partir dos 16 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente do uso de drogas. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Serviço especializado O Caps é destinado ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, tanto em situações de crise quanto nos processos de reabilitação psicossocial. O atendimento ocorre por demanda espontânea (comparecimento do usuário direto nos centros) ou via encaminhamento por outros dispositivos da rede de saúde ou da rede intersetorial (assistência social, educação e justiça).  Atualmente, há 18 centros psicossociais de todas as modalidades distribuídos pelas regiões de saúde do DF. Encontre o Caps mais próximo de sua residência.   *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Obra da nova sede do Caps da PMDF chega à reta final com foco em acolhimento e modernidade

Chegou à fase final a construção da nova sede do Centro de Atendimento Psicológico e Social (Caps) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O prédio, localizado no Setor Policial Sul, é fruto de mais um investimento do Executivo local na valorização, no acolhimento e no cuidado com a saúde mental dos servidores da segurança pública. Para a execução das obras, foram destinados R$ 15,1 milhões. Com investimento de R$ 15,1 milhões, nova sede do Caps da PMDF está em construção no Setor Policial Sul | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília De janeiro a setembro deste ano, o centro, em funcionamento em uma unidade temporária, foi responsável por 14.153 atendimentos, somados aos realizados em parceria com o Sesc. A previsão é que esse número seja ainda maior após a inauguração do novo prédio. Com uma área de 2,9 mil m², o espaço foi planejado para oferecer uma estrutura moderna, acessível e humanizada aos policiais militares e seus dependentes. A estrutura vai reunir consultórios, salas de terapia individual e em grupo, enfermagem, farmácia, auditório e áreas de convivência. De acordo com o chefe da Seção de Fiscalização de Obras da PMDF, capitão Geraldo Neiva de Almeida, a estrutura foi pensada para unir funcionalidade e acolhimento. “É uma estrutura diferenciada. Com certeza seremos referência quando o espaço for inaugurado. As linhas curvas ajudam no fluxo de pacientes e profissionais e foram projetadas para trazer a sensação de acolhimento, fugindo da ideia de hospital. Nosso foco é a humanização do atendimento”, afirma. Com uma área de 2,9 mil m², o espaço foi planejado para oferecer uma estrutura moderna, acessível e humanizada aos policiais militares e seus dependentes O projeto, idealizado pela equipe de arquitetura, urbanismo e engenharia da própria corporação, surgiu da necessidade de ampliar e modernizar o antigo prédio. Segundo o arquiteto e engenheiro da Seção de Controle da PMDF, sargento Ricardo Naves, o planejamento foi desenvolvido em conjunto com a área de saúde da corporação. “A gente faz a concepção do edifício e contrata os projetos complementares para execução. Esse estudo foi feito junto com o setor de saúde, com base nas necessidades que eles passaram para a gente. A edificação anterior já não atendia aos anseios da corporação, e agora teremos salas de terapia, auditório, piscina e mais consultórios”, detalha. [LEIA_TAMBEM]Além de consultórios e salas terapêuticas, o novo Caps contará com áreas de convivência e estacionamento, compondo um ambiente que prioriza também o bem-estar emocional de quem procurar a unidade. O projeto arquitetônico adota linhas curvas e fachadas envidraçadas, priorizando iluminação natural e integração com áreas verdes. Para o chefe do Caps, tenente-coronel Rodrigo Ramos Araújo, o novo prédio vai ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede de assistência psicológica da PMDF. “Atualmente, temos cerca de 40 policiais que trabalham diretamente no Caps e uma equipe contratada com psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais. O nosso objetivo é atender toda a tropa da ativa, que soma aproximadamente 10 mil policiais”, explica. O serviço é prestado de forma ambulatorial, com pronto acolhimento e funcionamento nos turnos matutino e vespertino. Além disso, a corporação mantém parceria com 19 clínicas conveniadas de psicologia e oito de psiquiatria para reforçar o acolhimento psicológico aos policiais e seus dependentes. A expectativa é que a nova sede do Caps seja inaugurada em 2026, após o recebimento definitivo da obra pela empresa contratada. Sargento Ricardo Naves, arquiteto e engenheiro da Seção de Controle da PMDF: "A edificação anterior já não atendia aos anseios da corporação, e agora teremos salas de terapia, auditório, piscina e mais consultórios" Bem-estar é prioridade Além de todos os serviços ofertados por meio do Caps, a corporação dispõe da Seção de Bem-Estar Social (SBES). O setor presta apoio psicológico aos militares, dependentes e pensionistas, com informações diversas sobre as rotinas para internações, marcação de consultas em saúde mental e orientações sobre como proceder em casos de urgência e emergência psiquiátricas. A SBES também realiza visitas domiciliares e hospitalares. O atendimento é presencial ou por ligações telefônicas e funciona 24 horas por dia. A responsável pela seção, major Alessandra Santos, destaca o caráter pioneiro do serviço prestado pela corporação. “Esse apoio é 24 horas todos os dias da semana. Nenhum outro órgão de segurança pública do país tem um serviço tão completo como o nosso. Fazemos a orientação inicial, o direcionamento e o monitoramento dos casos a longo prazo. É um trabalho preventivo que salva vidas”, ressalta.

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UPAs do DF ganham retaguarda psiquiátrica e reduzem tempo de internação em mais de 60%

“Eu gostei muito do atendimento daqui. Achei que minha filha ia passar dias internada, mas em pouco tempo ela foi avaliada, medicada e encaminhada para um hospital especializado. Foi um alívio enorme para toda a família.” O relato é de Lídia (nome fictício), mãe de uma jovem de 22 anos que chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires em crise de esquizofrenia. A experiência dela resume o impacto do novo modelo de retaguarda psiquiátrica que está sendo implantado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Novo modelo de retaguarda psiquiátrica tem sido implantado nas UPAs do Núcleo Bandeirante, de Sobradinho e Vicente Pires | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF De acordo com o psiquiatra Sérgio Cabral, responsável técnico pelo projeto, a iniciativa começou como um piloto entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, na UPA do Núcleo Bandeirante. “O resultado foi tão expressivo que já ampliamos para as unidades de Sobradinho e Vicente Pires. Hoje, o psiquiatra não atende diretamente na porta, mas dá suporte especializado ao clínico da UPA, garantindo avaliação e conduta rápidas”, explica. Atendimento ágil e ambiente preparado O fluxo é simples: o paciente em crise passa pela triagem de enfermagem e é inicialmente avaliado pelo médico clínico, que verifica causas e estabiliza o quadro. Caso haja necessidade ou risco grave, como tentativa de suicídio ou agitação intensa, o psiquiatra de retaguarda é acionado para reavaliar e definir o desfecho — seja alta com encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), manutenção em observação ou internação especializada. [LEIA_TAMBEM]Para acolher melhor esses pacientes, a UPA adaptou salas com ambiente protegido, separando adultos e crianças e eliminando riscos, como vidros ou fios expostos. “É um cuidado que dá segurança a todos, sem isolar o paciente. As salas continuam integradas à rotina da unidade”, destaca Cabral. Resultados Antes do projeto, a média de permanência de pacientes em crise psiquiátrica na UPA do Núcleo Bandeirante era superior a cinco dias. Em 2025, caiu para uma média de 1,8 dia. “Estamos falando de uma redução de mais de três diárias por paciente, o que representa milhões de reais em economia para o sistema”, detalha o especialista. Na rede de UPAs do DF, o atendimento psiquiátrico reduziu o tempo médio de internação de quatro dias para 1,05 dia, com resolutividade de quase 90%. Além de reduzir custos com diárias, a medida praticamente eliminou o transporte de pacientes para hospitais de referência. O aumento da procura também é significativo: em 2023, as UPAs registraram cerca de 10 mil atendimentos em saúde mental; em 2024, o número triplicou, chegando a quase 30 mil. Em 2025, até agosto, já são mais de 16 mil atendimentos. Para Cabral, isso reflete tanto o crescimento dos transtornos mentais quanto a redução do estigma. “As pessoas sabem que há acolhimento qualificado e procuram mais o serviço. É sinal de que estamos ampliando o acesso”, avalia. Sérgio Cabral, psiquiatra do IgesDF: "Hoje, o psiquiatra não atende diretamente na porta, mas dá suporte especializado ao clínico da UPA, garantindo avaliação e conduta rápidas" Continuidade do cuidado Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Borges Lira, o objetivo não é substituir o acompanhamento regular do Caps, mas garantir que o paciente em crise tenha resposta rápida e encaminhamento seguro. “Damos visibilidade ao caso e já articulamos a continuidade com a atenção básica e a rede de saúde mental. O Caps é essencial para o tratamento prolongado”, reforça. Para o diretor, o maior ganho é humano. “Hoje, o atendimento é imediato. Quando conseguimos atender um paciente em sofrimento agudo sem precisar deslocá-lo para longe, a família se sente acolhida e a pessoa em crise percebe que não está sozinha”, explica. Com resultados expressivos em resolutividade, economia e satisfação dos usuários, o IgesDF planeja levar a retaguarda psiquiátrica para todas as regiões do Distrito Federal. “É um modelo que aproxima o especialista da população e fortalece os princípios do SUS: cuidado descentralizado, resolutivo e humano”, conclui Rodolfo Lira. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Em obras, novo Capsi do Recanto das Emas vai ampliar acolhimento psicossocial na região

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental, uma boa notícia para a população do Recanto das Emas: as obras da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) entraram na fase de finalização. O equipamento está sendo construído na Quadra 104 da região, com investimento de R$ 3,6 milhões. Hoje, os atendimentos do Capsi são feitos em um espaço da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Recanto, na Quadra 307. A nova sede será bem maior, com salas para atendimentos individuais, salas para atividades coletivas, posto de enfermagem, farmácia, salas administrativas, refeitório e cozinha, divididos em uma área construída de cerca de 610 m². O projeto também contempla estacionamento e uma ampla área de convivência externa. Tudo isso vai contribuir para ampliar a oferta e melhorar os atendimentos. Com investimento de R$ 3,6 milhões, novo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) está em construção no Recanto das Emas | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília "Nesse novo espaço, a gente consegue ofertar práticas integrativas em saúde, ampliar a agenda de atendimento e trazer mais profissionais, porque vai ter um espaço maior. Também teremos um número ampliado de consultórios, consequentemente, a gente consegue ter um atendimento individualizado com melhor qualidade. Então, vai ser um espaço muito mais tranquilo para as pessoas trabalharem e é uma oportunidade dessas crianças e adolescentes vivenciarem outras práticas de saúde", apontou o diretor de Atenção Secundária da Região Sudoeste de Saúde, Marcos André Ferreira Neto. Os Capsi atendem crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos com sofrimento psíquico intenso e duradouro, e jovens com até 16 anos incompletos com histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas. O atendimento também se estende às famílias. "Trabalhando essas questões, a gente torna as crianças e os adolescentes não invisibilizados, a gente traz eles para o debate, para pensar a política pública junto", pontuou a gerente do Capsi do Recanto, Ludmila de Souza. "Nós temos uma endemia de doenças e sofrimentos mentais, que não é só no DF, é uma realidade mundial. Então, temos que nos adaptar a essas mudanças. Tem que ser um trabalho bem coletivo e muito parceiro aqui na região", acrescentou. Saúde mental Apenas no primeiro semestre deste ano, os centros de atenção psicossocial (Caps) do Distrito Federal registraram mais de 200 mil atendimentos, um crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a marca foi de 180 mil. E a atenção à saúde mental tem sido uma marca deste Governo do Distrito Federal (GDF). Até 2027, estão previstas as inaugurações de cinco novas unidades dedicadas à área, sendo duas voltadas ao público infantojuvenil (além do Recanto das Emas, em Ceilândia) e outras duas com tratamento em tempo integral dos distúrbios causados pelo abuso de álcool e outras drogas (Caps III AD), no Guará e em Taguatinga. [LEIA_TAMBEM]"A pauta da saúde mental é uma prioridade do nosso governo. A demonstração disso foi a criação da Subsecretaria de Saúde Mental, em janeiro. No ato da criação, já foram nomeados 20 psiquiatras. Ao todo, só em 2025, foram nomeados 25 médicos psiquiatras — nós colocamos eles nos Caps, reforçando o atendimento", lembrou a subsecretária de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde, Fernanda Falcomer. "Além disso, houve esse investimento na ampliação da rede, com a abertura de novos serviços. Hoje nós temos dois Caps sendo construídos [Recanto das Emas e Gama]. É um momento histórico para o DF, porque nós só temos um Caps para esse fim, os demais estão todos colocados em lugares cedidos ou alugados. Então, ter uma estrutura própria valoriza muito o serviço, é um espaço adequado", completou. O novo Capsi terá salas para atendimentos individuais e atividades coletivas, posto de enfermagem, farmácia, salas administrativas, refeitório e cozinha Recanto das Emas Além da nova sede do Capsi, a região vai ganhar outros equipamentos de saúde. "Estamos atualmente com [as obras da] Policlínica do Recanto das Emas, o Hospital Regional, a residência terapêutica... Obras que já estão em andamento para poder entregar mais serviços de saúde à comunidade", elencou Marcos André. Em todo o Distrito Federal, as obras de construção ou reforma de unidades de saúde — entre unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (Upas), hospitais e centros especializados — totalizam um investimento de R$ 524 milhões.

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Desfile Kids reforça laços familiares e promove autoestima na Estrutural

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promoveu, neste sábado (11), uma programação especial na cidade da Estrutural para celebrar o Mês das Crianças. O Desfile Kids Estrutural, organizado pelo Comitê de Proteção à Mulher em parceria com a administração regional da cidade, levou ao local um ambiente de acolhimento e convivência, unindo moda, afeto e autoestima. O evento contou com entrega de brinquedos, brincadeiras e atividades terapêuticas conduzidas por profissionais e estagiários do curso de psicologia da Faculdade Anhanguera. A proposta foi oferecer um momento de escuta, fortalecimento emocional e valorização dos vínculos familiares. O evento valorizou a autoestima das meninas e das mães | Fotos: Daniel de Melo Santos/SMDF Durante o desfile, mães e filhos dividiram a passarela em um momento simbólico de conexão e carinho. A governadora do DF em exercício, Celina Leão, ressaltou a importância da vivência para o desenvolvimento emocional das crianças. “Esse tipo de iniciativa fortalece a autoconfiança e a empatia. Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos”, destacou Celina. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que o desfile representa o olhar humanizado e a missão da pasta em promover o bem-estar das mulheres e de suas famílias. “O cuidado é um ato transformador. Quando uma mulher é acolhida, ela se fortalece, e isso reflete diretamente na vida de seus filhos e na comunidade. Esse tipo de ação resgata a autoestima e inspira novas trajetórias de amor e superação”, reforçou a secretária.  "Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos" Celina Leão, governadora em exercício Ainda de acordo com Giselle, o evento é um exemplo do trabalho dos Comitês de Proteção à Mulher, que atuam não apenas em situações de emergência, mas também por meio de ações educativas e preventivas, levando acolhimento e informação para dentro das comunidades. Além do acolhimento direto, os comitês têm papel estratégico na prevenção, realizando campanhas, conversas e eventos de conscientização nas cidades. Atualmente, há unidades nas administrações regionais de Itapoã, Ceilândia, Lago Norte, Estrutural, Sobradinho e Santa Maria e na Biblioteca Pública de Águas Claras. Entre as participantes, a chef de cozinha Emilsa Monteiro emocionou o público ao desfilar com a filha de 9 anos, Maria Cecília. “Faço acompanhamento psicossocial pelo projeto. Aqui, eu e minha filha fomos acolhidas com muito carinho. Esse programa mudou completamente a minha vida. Eu me senti protegida e valorizada. Esse momento vai ficar guardado na nossa memória”, contou Emilsa. Emilsa Monteiro e a filha, Maria Cecília, se emocionaram ao participar do projeto Os serviços coordenados pela SMDF garantem escuta qualificada, acompanhamento psicológico, social e jurídico, além de articulação com as forças de segurança e o sistema de Justiça. De janeiro a setembro deste ano, os Comitês de Proteção à Mulher já realizaram mais de 930 atendimentos em todo o Distrito Federal, reforçando o compromisso da Secretaria da Mulher em ampliar o acesso à proteção, ao acolhimento e à reconstrução da vida das mulheres em situação de vulnerabilidade. *Com informações da Secretaria da Mulher

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Projeto Brasília em Equilíbrio reúne mais de duas mil pessoas no Parque Olhos d’Água para debater saúde mental

Com foco no cuidado emocional, o projeto Brasília em Equilíbrio reuniu mais de duas mil pessoas neste domingo (28), no Parque Olhos d’Água, na Asa Norte. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) em parceria com o Instituto Formando Campeões Para a Vida, ofereceu uma manhã de atividades em meio à natureza, com palestras e workshops abertos ao público. “Falar de saúde mental é, sem dúvida, uma questão de saúde pública. Quando a população tem apoio para cuidar da mente, temos lares mais pacíficos e menos problemas de justiça”, afirmou a arquiteta Ana Paula Pinheiro, 53 anos, que participou do evento acompanhada de amigas. Ana Paula Pinheiro: " Quando a população tem apoio para cuidar da mente, temos lares mais pacíficos e menos problemas de justiça" | Fotos: Caitano Azevedo/Sejus Na sexta edição, o projeto  foi criado para oferecer espaços de acolhimento e busca estimular o empoderamento, a autoestima e o senso de coletividade. Os workshops foram conduzidos por profissionais renomados da área de saúde, como a hematologista e paliativista Laura Ferraz, a neuropsiquiatra Henriqueta Camarotti e a psicóloga Camila Pasquarelli. Uma das novidades desta edição foi a prática de meditação voltada a jovens e adultos neurodivergentes, com foco em TDAH e TEA, conduzida pelo professor e servidor da Sejus Jacques Sanfilippo. A atividade reuniu mais de 20 participantes, além de psiquiatras e professores especialistas, que também aproveitaram para aprofundar conhecimentos. Mônica Nóbrega coordena a iniciativa e explica que ela foi criada após a percepção de que "as pessoas estão cada vez mais ansiosas e depressivas" [LEIA_TAMBEM]O projeto é coordenado pela comunicadora Mônica Nóbrega, que explicou a origem da iniciativa. "Percebemos que as pessoas estão cada vez mais ansiosas e depressivas. A ideia foi criar um evento em meio à natureza, com especialistas de alto nível. O apoio da Sejus foi fundamental para transformar esse propósito em realidade, beneficiando toda a população”, afirmou. Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, iniciativas como o Brasília em Equilíbrio são fundamentais e deveriam fazer parte de uma política contínua de cuidado comunitário. “Investir em saúde mental reduz a violência, fortalece as famílias e evita custos sociais no futuro. Isso mostra que os recursos públicos podem — e devem — ser aplicados para garantir o bem-estar coletivo, unindo especialistas, comunidade e governo em uma agenda urgente”, ressaltou. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania  

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Primeira turma de agentes de prevenção ao suicídio na segurança pública do DF se forma

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) concluiu, nesta sexta-feira (26), a primeira edição do Curso de Formação de Agentes de Prevenção ao Suicídio na Segurança Pública. As aulas, contratadas junto ao Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES), capacitaram 40 profissionais da pasta, polícias Militar e Civil (PMDF e PCDF) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), consolidando um movimento inédito de cuidado e valorização da vida dentro das corporações. Ao longo de cinco dias, os participantes vivenciaram conteúdos teóricos e práticos sobre saúde mental, autocuidado, técnicas de escuta ativa, comunicação não violenta, prevenção e pósvenção do suicídio. A proposta foi preparar multiplicadores capazes de identificar sinais de sofrimento psíquico, acolher colegas em crise, promover ações de conscientização e encaminhar casos às redes de apoio especializadas. “O curso inaugura mais uma frente de atuação da segurança pública, que é olhar para dentro das corporações e reconhecer que cuidar da vida dos nossos profissionais também é missão essencial. Estamos investindo em prevenção e em uma mudança de cultura e qualidade de vida”, destaca o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. Ao longo de cinco dias, os participantes vivenciaram conteúdos teóricos e práticos sobre saúde mental, autocuidado, técnicas de escuta ativa, comunicação não violenta, prevenção e pósvenção do suicídio | Foto: DIvulgação/SSP-DF Os alunos destacaram a relevância da formação. Para o psicólogo Lucas Magno dos Santos Teixeira, do Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), a experiência foi marcante. “Ver servidores que lidam diariamente com situações extremas se abrirem para refletir sobre saúde mental e acolhimento foi uma experiência única.” Já o policial militar Fabiano Luís Alves avaliou que a capacitação abre caminhos concretos para novas iniciativas. “Estou empolgado para levar esse conhecimento para a minha unidade e propor um projeto voltado ao tema. Esse curso está nos dando um norte para ajudar nossos irmãos a não cometerem suicídio”. Para Carlos Henrique Tavares, da Polícia Civil, a formação gerou reflexões pessoais e profissionais: “O curso proporciona momentos de reflexão profunda sobre o autocuidado e oferece ferramentas essenciais para a prevenção ao suicídio.” O bombeiro militar Rúbio Gustavo Oliveira ressaltou a importância da acessibilidade do conteúdo: “Por ser um assunto sensível, a formação é fundamental para desmistificar preconceitos enraizados nas forças de segurança pública”. “O curso inaugura mais uma frente de atuação da segurança pública, que é olhar para dentro das corporações e reconhecer que cuidar da vida dos nossos profissionais também é missão essencial. Estamos investindo em prevenção e em uma mudança de cultura e qualidade de vida” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF   Rede de cuidado Além da troca de experiências e do fortalecimento do vínculo entre diferentes corporações, os servidores receberam instrumentos práticos para atuar em situações reais, como a identificação de sinais de alerta, a intervenção em momentos de crise e o apoio a colegas enlutados pela perda de alguém por suicídio. Para o subsecretário de Ensino e Gestão de Pessoas, Marcos Leôncio, o curso representa mais que capacitação. “Estamos construindo uma rede de agentes de prevenção que será fundamental para disseminar a cultura do cuidado e da valorização da vida. Esse movimento reflete o compromisso da SSP-DF com a saúde mental dos seus profissionais.” Próximos passos Uma próxima turma está prevista para fevereiro de 2026. A expectativa é ampliar o número de multiplicadores e fortalecer a rede de prevenção em batalhões, delegacias e unidades da segurança pública em todo o DF. Servidor Mais Seguro A ação integra o Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) 360, que visa promover melhorias significativas na saúde dos servidores públicos, por meio da disseminação de informações, apoio e suporte em questões como gestão do estresse, cuidados com a saúde e promoção de atividades culturais e de lazer. O QVT 360 tem como objetivo atender às necessidades dos servidores tanto nos aspectos profissionais quanto pessoais e integra o programa Segurança Integral, que conta com um eixo específico para essa temática — o Servidor Mais Seguro. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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Passeio na Água Mineral promove saúde para pacientes da UBS da Fercal

A artesã Edna Souza, 52 anos, convive diariamente com os desafios da diabetes, da artrose e da depressão. Ela busca se manter ativa e encontrar novos caminhos para cuidar da saúde. No passeio ao Parque Nacional de Brasília, ela conheceu o ponto turístico e sentiu no corpo e na mente os benefícios de estar em contato com a natureza. “É uma experiência maravilhosa. A paisagem, o ar puro e o clima do parque renovam as energias. Aqui me sinto mais leve, com força para seguir em frente e esperança de dias ainda melhores. Já quero voltar outras vezes”, disse, emocionada. Edna Souza: "A paisagem, o ar puro e o clima do parque renovam as energias" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O passeio reuniu cerca de 70 participantes — entre pacientes, familiares e profissionais de saúde —, levando promoção de saúde para além do espaço clínico. A iniciativa foi organizada pela equipe multiprofissional (eMulti) Caliandra, com apoio de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF) das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Fercal. “Estamos oferecendo à comunidade da Fercal um dia de lazer diferente da rotina. Queremos transformar o passeio em uma ação anual, porque percebemos o quanto momentos como este contribuem para a saúde mental dos nossos pacientes”, afirmou a assistente social da equipe eMulti Caliandra, Eliane Lima. Programação As horas no Parque Nacional de Brasília foram preenchidas com Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como lian gong, trilha ecológica, sessão de conversa e banho de piscina. Um almoço coletivo reforçou a sensação de pertencimento e união entre os participantes, que aproveitaram cada atividade como oportunidade de cuidar da saúde e fortalecer laços. Valdirene Vicente venceu a depressão: "Esses encontros me fazem sentir acolhida e fortalecida" A costureira Valdirene Vicente, 46 anos, também viveu um momento marcante. Ao ingressar, em 2018, nos grupos de saúde da sua UBS de referência, conseguiu superar uma fase de depressão intensa.  [LEIA_TAMBEM]“Hoje não preciso mais de remédios para dormir, conquistei novas amizades e encontrei uma rede de apoio que considero como família. Esses encontros me fazem sentir acolhida e fortalecida”, contou. A fisioterapeuta da equipe eMulti Caliandra, Dayane Borges, ressaltou a importância do lazer como ferramenta de cuidado. “Essas atividades favorecem a saúde mental, especialmente em grupos de mulheres e pessoas com doenças crônicas. Além disso, fortalecem vínculos familiares e comunitários, promovendo bem-estar de forma ampla”, explicou. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Adolescentro do DF celebra 27 anos de assistência a mais de 4 mil pacientes por ano

Felipe Alves, 14 anos, chegou ao Adolescentro há pouco mais de um ano. Com diagnósticos de ansiedade, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e, mais recentemente, Transtorno do Espectro Autista (TEA), ele encontrou na unidade um espaço que transformou sua rotina e sua forma de se relacionar. A mãe, Elaine Alves, 44 anos, acompanha de perto cada passo dessa trajetória. “Aqui ele se encontrou. O acolhimento é maravilhoso, ele participou de grupos terapêuticos que o ajudaram a melhorar na socialização e hoje as consultas são somente com a psiquiatra”, conta Elaine, durante a celebração, nessa terça-feira (23), dos 27 anos do Adolescentro. “O acolhimento é maravilhoso”, conta Elaine Alves, ao lado do filho Felipe e da gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O serviço, que faz aniversário oficialmente nesta quarta (24), é referência no Distrito Federal em saúde mental infantojuvenil e atende a mais de 4 mil adolescentes por ano. A unidade comemorou a data com atividades educativas e recreativas, reunindo pacientes, familiares e profissionais. As celebrações seguem na próxima terça (30), com foco no bem-estar da equipe de servidores. Entre as conquistas recentes, a gerente da unidade, Bibiana Monteiro, destacou o projeto de matriciamento que fortalece a rede de cuidados. “Nossa equipe se reúne com profissionais das UBSs [unidades básicas de saúde] da Região Central a cada 15 dias para discutir casos e construir, juntos, planos de cuidado personalizados. É uma forma de apoiar a Atenção Primária e ampliar o alcance do atendimento em saúde mental”, explica. Quem também aproveitou a festa foi Gabriel Andrade, 17 anos, paciente do Adolescentro desde 2022. Diagnosticado com TEA, TDAH, depressão e ansiedade, ele participa do Grupo da Diversidade, que acolhe adolescentes LGBTQIA+. “No grupo, somos estimulados a compartilhar nossas experiências e isso me auxiliou a expressar o que eu sentia. Me deu muita confiança, já que é um espaço seguro, onde consigo falar sem medo de julgamentos. Isso faz toda diferença”, destacou. O Adolescentro comemorou seus 27 anos com atividades educativas e recreativas, reunindo pacientes, familiares e profissionais Conscientização Em 22 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A data chama atenção para os cuidados necessários nessa fase marcada por transformações físicas, emocionais e sociais. O Ministério da Saúde, em consonância com a Organização Mundial da Saúde (OMS), define adolescência como o período entre 10 e 19 anos e juventude entre 15 e 24 anos. A psicóloga do Adolescentro, Bethânia Serrão, reforça a importância de olhar com sensibilidade para essa fase. “Reconhecemos a existência de 'adolescências', pois fatores como gênero, raça e cor influenciam significativamente a experiência individual nessa etapa da vida. É um período de descobertas e inseguranças que pode intensificar emoções. Por isso, é essencial que família, escola e serviços de saúde estejam prontos para ouvir e oferecer apoio sempre que necessário.” [LEIA_TAMBEM]Atendimento especializado O Adolescentro oferece acompanhamento clínico e biopsicossocial para jovens entre 12 e 18 anos incompletos. De janeiro a setembro, a unidade já recebeu mais de 1.700 novos pacientes. A assistência é voltada para dificuldades comuns nessa fase da vida, como transtornos mentais leves e moderados, dificuldades escolares e violência sexual. O acesso é feito por encaminhamento das unidades básicas de saúde. São oferecidas terapias em grupo e atendimentos individuais com uma equipe multidisciplinar de 55 profissionais, entre enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, neurologistas, pediatras, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, ginecologistas, fonoaudiólogos e outros. O espaço também promove Práticas Integrativas em Saúde, como reiki, grupo de respiração e hatha yoga, voltadas a adolescentes, pais e servidores. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Palestra reforça importância da saúde mental em casos de violência contra a mulher

Agência Brasília · PALESTRA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL EM CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF), promoveu, na última terça (16), uma palestra para mais de 70 servidores do GDF sobre práticas de acolhimento a mulheres em situação de violência e a importância da atenção à saúde mental nesse processo. A atividade foi conduzida pelas médicas psiquiatras da SES-DF Thayná Risuenho e Flávia Pontel, que apresentaram dados sobre saúde mental da mulher e destacaram a relevância do trabalho integrado entre os equipamentos das duas secretarias. "O acolhimento à mulher exige sensibilidade e, ao mesmo tempo, firmeza no cuidado" Celina Leão, vice-governadora “O acolhimento à mulher exige sensibilidade e, ao mesmo tempo, firmeza no cuidado. Avançar nessa integração entre saúde e proteção social é fundamental para oferecer políticas públicas efetivas”, destacou a vice-governadora do DF, Celina Leão. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, afirmou que “nosso compromisso é garantir que as mulheres recebam não apenas proteção contra a violência, mas também apoio integral, especialmente no campo da saúde mental. Essa parceria fortalece nossa rede de atendimento.” Especialistas apresentaram dados sobre saúde mental da mulher e destacaram a relevância do trabalho integrado entre as duas secretarias | Foto: Joel Martins Santos/SMDF Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a iniciativa reflete o caráter complementar das ações. “Trabalhar a proteção da mulher envolve trabalhar a saúde mental. A promoção da mulher exige esse cuidado, porque são dimensões que se complementam. Hoje é um dia de celebração pela realização deste evento”, disse. *Com informações da SMDF

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Horto agroflorestal do Caps II do Riacho Fundo é inaugurado

Os usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo passam a contar com um novo espaço que promove saúde, acolhimento e bem-estar. Foi inaugurado, na última sexta-feira (12), um horto agroflorestal medicinal biodinâmico (Hamb) na unidade de saúde. O espaço é dedicado ao cultivo de plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (Pancs). A iniciativa integra a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), resultado da parceria entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. “É um marco trazer a Rhamb para a atenção especializada, principalmente para um Caps, equipamento que tem o poder de integração do serviço com a comunidade. Será uma ferramenta potente para estimular o contato com a natureza, a conexão entre as pessoas e uma experiência prática de cuidado em saúde mental”, afirma a médica de família e comunidade da equipe técnica da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde, Gabriela Andrade. O horto serve como complemento ao tratamento, já que o contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Espécies cultivadas Entre as plantas que serão cultivadas estão lavanda, alecrim, melaleuca, além de frutas, mandioca, milho e hortaliças. De acordo com a pesquisadora da Fiocruz, Fabiana Peneireiro, a escolha das espécies reflete o envolvimento da comunidade. “Muitas plantas foram sugeridas pelos próprios usuários e profissionais da unidade, o que torna este horto único e adaptado às necessidades locais. O espaço promove vínculos, incentiva hábitos saudáveis e contribui para a qualidade de vida de todos os envolvidos”, explica. "O contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade, fortalece processos de socialização e possibilita aos usuários resgatar autonomia e identidade para além do papel de paciente" Fabiana Peneireiro, pesquisadora da Fiocruz Este é o 35º horto implantado no DF. Para a psicóloga do Caps II do Riacho Fundo, Wenddie Dutra, a presença do Hamb traz benefícios terapêuticos diretos. “O contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade, fortalece processos de socialização e possibilita aos usuários resgatar autonomia e identidade para além do papel de paciente”, ressalta. Acesso O Caps é um serviço especializado em saúde mental voltado para maiores de 18 anos com transtornos mentais graves e persistentes. De caráter aberto e comunitário, a unidade do Riacho Fundo acolhe demandas espontâneas ou encaminhadas por outros serviços da rede de saúde ou da rede intersetorial.  Entre as plantas que serão cultivadas estão lavanda, alecrim, melaleuca, frutas, mandioca, milho e hortaliças A assistência em saúde mental é realizada por equipe multiprofissional, composta por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e equipe de enfermagem. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), KM 2, Granja do Riacho Fundo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Programa Formando Cidadão promove ação em clínica de saúde mental

O 11º Batalhão da Polícia Militar, por meio do Centro de Políticas de Segurança Pública (CPSP) e do Programa Formando Cidadão, promoveu nesta quarta-feira (10) uma tarde especial em alusão ao Setembro Amarelo. Grupo de jovens atendidos pelo programa da PMDF participou de atividades educativas | Foto: Divulgação/PMDF Cerca de 40 crianças e adolescentes atendidos pelo programa participaram de uma visita à Clínica Cabe Saúde Mental. A programação incluiu atividades e dinâmicas sobre o tema “Comunicação não Violenta”, trabalhadas de forma lúdica e educativa, incentivando empatia, escuta ativa e respeito ao próximo. Ao final, os alunos compartilharam um lanche, concluindo uma experiência marcada pela valorização da vida, integração e fortalecimento da cidadania.   *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal

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Setembro Amarelo: Unidades médicas e escolas da capital oferecem atendimento contínuo em saúde mental

Setembro Amarelo lembra: cuidar da saúde mental é um ato que deve ser praticado em cada um dos 365 dias do ano. Por isso, em vez de criar uma campanha própria, o foco tem sido fortalecer os serviços e mostrar às pessoas onde podem buscar ajuda. “O sofrimento mental é visto de forma estereotipada, mas faz parte da vida das pessoas”, lembra Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Todos terão momentos de oscilação, mas isso vira um problema quando passa a afetar o sono, o trabalho, os estudos, as relações. É nesse ponto que a pessoa precisa buscar ajuda. Precisamos reforçar que é um problema de saúde, como qualquer outro.” Unidades do Caps estão espalhadas por todo o DF  | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Segundo a gestora, a intensidade do sofrimento de cada pessoa é o que determina por onde ela deve começar a procurar atendimento. “De forma geral, as 175 unidades básicas de saúde [UBSs] são a primeira porta de entrada para as pessoas que estão em sofrimento mental”, aponta. “Qualquer pessoa pode procurar a equipe de Saúde da Família e relatar alterações de sono ou aspectos emocionais. O médico da família avalia o grau de sofrimento e dá o encaminhamento para o paciente.” Além do tratamento clínico, as UBSs também oferecem práticas integrativas em saúde (PIS) como acupuntura, meditação, reiki, yoga e outras técnicas que ajudam a reduzir o estresse e promovem bem-estar. Casos mais graves “Os profissionais olham a pessoa de forma integral e trabalham a reabilitação psicossocial, para que o usuário possa retomar a vida em comunidade” Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental Em casos de sofrimento persistente, a subsecretária esclarece que as unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) são o principal serviço. O Distrito Federal conta hoje com 18 centros dessas especialidades, onde equipes multiprofissionais oferecem atendimento interdisciplinar com psiquiatras, médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, fonoaudiólogos e farmacêuticos. Os Caps funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento. “Os Caps acolhem e acompanham de maneira contínua pessoas com sofrimento já instalado”, afirma Fernanda Falcomer. “Os profissionais olham a pessoa de forma integral e trabalham a reabilitação psicossocial, para que o usuário possa retomar a vida em comunidade”. Já nos casos de crises agudas, de urgência ou emergência, a pessoa deve ser atendida pelo Samu, em unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais. “Nesses momentos, é fundamental receber atendimento imediato”, ressalta. Saúde mental na escola Crianças e adolescentes também enfrentam desafios emocionais que podem interferir na escola e na vida pessoal, pontua Larisse Cavalcante, diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante. Para ajudar os estudantes, a Secretaria de Educação (SEEDF) mantém o Programa de Saúde Mental dos Estudantes (PSME) durante todo o ano, oferecendo apoio, orientação e atividades que incentivam o autocuidado. Atividades desenvolvidas nos centros de convivência ajudam a combater ansiedade e depressão “São promovidos bate-papos com os estudantes”, explica Larisse. “Os temas abordam a ansiedade, a depressão, violência de gênero, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e letramento em saúde, para que os estudantes possam falar sobre si e seus próprios sentimentos.” Segundo a diretora, os estudantes também podem sugerir discussões que considerem importantes. “No início, a gente percebeu que se os temas não fossem próximos da realidade deles, o engajamento seria baixo — por isso os alunos têm liberdade para escolher os assuntos que querem discutir”, afirma. Demanda Os estudantes da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental são atendidos pela Ciranda do Coração, que trabalha as competências emocionais das crianças na sede do Espaço Saúde do Estudante, na Asa Sul, após encaminhamento das escolas. [LEIA_TAMBEM]Os demais projetos ocorrem dentro de sala de aula conforme a demanda, como o  Acolhendo Corações Jovens, destinado a alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio; Prevenção ao Uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar e Tabaco, para estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e Caminhos para uma Escola Promotora de Bem Viver, disponível para suporte de alunos em sofrimento. Segundo Larisse, as iniciativas contribuem para reduzir o bullying e tornar a escola um espaço mais acolhedor. “As ações de promoção e prevenção acontecem de janeiro a dezembro”, esclarece. “Esse cuidado contínuo garante que setembro não seja apenas um mês em que o aluno é obrigado a falar sobre saúde mental porque o tema já esteja naturalizado na rotina escolar”. Cuidar de quem cuida Antes de cuidar de outros, é preciso cuidar de si mesmo. No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa é a filosofia do Programa Acolher, que oferece apoio físico e emocional aos colaboradores da instituição. Nesta semana, o programa lançou a campanha Setembro mais que Amarelo – Todas as Cores. “Essa campanha contribui para que a gente humanize os colaboradores com foco total na saúde deles”, relata Paula Paiva, chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do instituto. “Consequentemente, a gente impacta a assistência porque quando o colaborador é cuidado, é assistido, ele também vai transferir esse cuidado para o paciente”.  Paula reforça que a campanha continua ao longo do ano inteiro: “A mensagem final é esta: que as pessoas se cuidem, que coloquem primeiro a máscara de oxigênio em si mesmas, para depois colocar em quem está ao seu lado”.    

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Protocolo fortalece ações de resposta à violência nas escolas públicas do DF

Garantir escolas mais seguras, humanas e acolhedoras. Esse é o propósito do documento apresentado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), nesta terça-feira (19), com orientações práticas e integradas para que as equipes gestoras estejam preparadas para agir em situações de violência. O material oferece repertório para respostas rápidas e eficazes e para a promoção da cultura de paz no ambiente escolar. O documento, disponibilizado para toda a rede de ensino, foi elaborado de forma colaborativa entre diferentes áreas técnicas da secretaria e contou com o apoio do Batalhão Escolar da Polícia Militar do DF. O protocolo define etapas de encaminhamento e resolução de conflitos que envolvem estudantes, profissionais e a comunidade escolar, reafirmando o compromisso da educação pública com a proteção de todos e com a transformação social, caminho que passa, inevitavelmente, pela escola. Ana Beatriz Goldstein: "A paz se aprende, se pratica e se multiplica. Quando semeada na escola, se estende ao bairro, à cidade e à sociedade" | Foto: Mary Leal/SEEDF “Este documento não é meramente um manual técnico, é um instrumento de cuidado, responsabilidade e proteção”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein. Para ela, a iniciativa é fruto da união entre diferentes atores e instituições que acreditam na paz como prática coletiva. “A paz se aprende, se pratica e se multiplica. Quando semeada na escola, se estende ao bairro, à cidade e à sociedade. Este documento é um compromisso que reafirma nossa missão de educar transformando realidades”, completou. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a simbologia e o valor do ambiente escolar. “Recordo-me de quando, na minha infância, ouvíamos a expressão: ‘O chão da escola é sagrado’. Para que esse espaço se mantenha assim, é imprescindível a paz, a tranquilidade e um ambiente propício ao aprendizado”, disse. Para a gestora, a construção da educação exige cooperação e engajamento coletivo. “A construção da educação é fruto do trabalho colaborativo, da cooperação mútua. Estamos aqui para reafirmar uma lição que norteia cada ação da Secretaria de Educação: proteger, acolher e formar vidas. A escola não é apenas um espaço de aprendizado de conteúdos; é um local de convivência, respeito e valores. É o lugar onde a esperança floresce e onde se constrói o futuro”, reforçou. Hélvia Paranaguá: "A escola não é apenas um espaço de aprendizado de conteúdos; é um local de convivência, respeito e valores" | Foto: Mary Leal/SEEDF Saúde mental e acolhimento A secretária também ressaltou a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais da educação. Para ela, o bem-estar dos docentes é fundamental para que a escola funcione como um ambiente seguro, acolhedor e propício ao aprendizado, fortalecendo a convivência e o desenvolvimento de estudantes e equipe escolar. “Quando uma situação de violência acontece, é preciso acionar diferentes instâncias de proteção. Muitas vezes, o sofrimento do estudante ou de sua família está na raiz desses conflitos e precisa ser ouvido com atenção”, explicou a diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante, Larisse Cavalcante.  Ela destacou a importância de registros detalhados, comunicação imediata com os órgãos de apoio e encaminhamentos para serviços especializados, como unidades de saúde e centros de atenção psicossocial. Prevenção aos crimes cibernéticos O evento, que abordou a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais, reuniu 1.200 estudantes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio | Foto: Divulgação/SEEDF Ainda nesta semana, e com foco da disseminação da cultura de paz, a SEEDF, por meio da Assessoria Especial de Cultura de Paz, iniciou o ciclo de palestras “Prevenção aos Crimes Cibernéticos contra Crianças e Adolescentes”, que será realizado entre agosto e setembro de 2025. Na última quinta-feira (21), o evento reuniu 1.200 estudantes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio de todas as Regionais de Ensino, no Auditório Poupex, no Setor Militar Urbano.  [LEIA_TAMBEM]As duas sessões, conduzidas pelo delegado Thiago Rodrigues, da Polícia Federal, trataram dos riscos presentes no ambiente digital e das principais formas de proteção e segurança online. A programação busca sensibilizar e orientar jovens, famílias e profissionais da educação sobre os perigos virtuais, destacando a importância da educação digital e do uso consciente das redes. Além de apresentar práticas de prevenção e aspectos legais relacionados ao tema, o ciclo reforça a necessidade de engajamento coletivo na proteção dos estudantes.  “Projetos como este são fundamentais para educar nossos estudantes sobre os perigos do ambiente digital e para promover uma cultura de responsabilidade e proteção. A conscientização precoce ajuda a fortalecer o senso crítico dos jovens, capacitando-os a navegar com segurança e a preservar sua privacidade”, ressaltou Ana Beatriz Goldstein. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Público de conferência da saúde do trabalhador recebe atendimento psicossocial

Psicólogos, enfermeiros e médicos psiquiatras da Secretaria de Saúde (SES-DF) desempenham, até a próxima quinta-feira (21), o atendimento psicossocial dos participantes da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT). Entre 18 e 21 de agosto, o evento reúne conferencistas de todas as regiões do país. A Subsecretaria de Saúde Mental (Susam) da SES-DF montou uma sala de acolhimento no espaço da conferência, similar a uma área de intervenção em crise. O intuito é promover a escuta ativa de demandas dos conferencistas que enfrentem quadros de ansiedade, depressão ou outro tipo de sofrimento psíquico, assim como combater situações de violência ou violação de direitos da população presente no evento. Intuito da sala de acolhimento é promover a escuta ativa de demandas dos conferencistas que enfrentem quadros de ansiedade, depressão ou outro tipo de sofrimento psíquico | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]O chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social (Astrac) da SES-DF, Ab-Diel de Andrade, informa que, além da sala de acolhimento, a SES-DF ainda disponibiliza um posto de vacinação e Práticas Integrativas em Saúde (PIS) aos presentes. “Essa conferência é de suma importância, porque ela trata de fenômenos como o avanço das novas tecnologias no ambiente de trabalho e a ‘pejotização’ da mão de obra”, enfatiza. Subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer ressalta que as iniciativas de acolhimento da SES-DF são extremamente relevantes em meio a eventos de grande porte, como a 5ª CNSTT. “Ter uma equipe especializada em escuta ativa é uma forma de qualificar e humanizar os serviços oferecidos ao cidadão." Conferências As conferências são uma iniciativa do Ministério da Saúde para garantir a participação popular no direcionamento das ações do governo relativas ao tema da saúde no trabalho. Entre os objetivos da 5ª CNSTT constam debater, propor e deliberar propostas e linhas de ação para fortalecer políticas públicas em prol da efetivação do acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda (ao microfone), representou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) na mesa de abertura do evento Na mesa de abertura da 5ª CNSTT, que ocorreu na segunda-feira (18), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) foi representado pelo secretário do DF, Juracy Lacerda. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Projeto Cuide-se + promove saúde mental e bem-estar por meio de terapias integrativas no DF 

O projeto Cuide-se +, instituído pela Portaria nº 123, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (31) e desenvolvido pela Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac), tem como foco a promoção da saúde mental, do bem-estar e do fortalecimento comunitário por meio de práticas integrativas e complementares de saúde.   A partir da nova regulamentação, a Seac está autorizada a firmar parcerias com órgãos públicos, organizações da sociedade civil e instituições privadas, com o objetivo de ampliar o alcance, a sustentabilidade e a efetividade do projeto em todo o território do DF.     Portaria publicada no DODF desta quinta (31) regulamenta o projeto Cuide-se +, que oferece práticas como reiki, auriculoterapia e yoga | Foto: Divulgação/Seac-DF Criado em outubro de 2023, o Cuide-se + já prestou mais de quatro mil atendimentos em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. As ações são itinerantes, promovendo o acesso da população a terapias integrativas de forma gratuita, acessível e acolhedora, em parques ecológicos do DF.   [LEIA_TAMBEM]O projeto visa a facilitar o acesso a práticas integrativas e complementares, estimular hábitos saudáveis e o cuidado com a saúde mental, criar espaços de escuta qualificada e acolhimento, promover a integração social e o fortalecimento comunitário, além de ocupar de forma consciente os espaços públicos, promovendo o bem-estar coletivo.    Entre as práticas oferecidas estão reiki, auriculoterapia, yoga, automassagem, técnicas de redução de estresse (TRE) e orientações sobre uso terapêutico de plantas medicinais. Essas atividades são conduzidas por profissionais capacitados, com o objetivo de incentivar o autocuidado, a prevenção de doenças e a construção de redes de apoio social.    A secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, reforça o papel transformador da iniciativa: “Estamos promovendo esta ação para aproximar as pessoas de práticas que fortalecem tanto o indivíduo quanto a comunidade”.    *Com informações da Seac-DF

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Especialista alerta sobre riscos de consumo excessivo de energético entre jovens

O consumo frequente de bebidas energéticas entre adolescentes e jovens adultos tem acendido um sinal de alerta para profissionais da saúde. De acordo com a Referência Técnica Distrital (RTD) em Cardiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Rosana Costa Oliveira, o excesso dessas bebidas pode trazer sérios prejuízos ao coração e à saúde mental. “As pessoas bebem energético para aumentar o ânimo e a energia, muitas vezes no dia a dia, inclusive no trabalho. Porém, o consumo excessivo desses produtos eleva a incidência de ansiedade, depressão, arritmias (especialmente fibrilação atrial), insônia, tremores, entre outros problemas”, afirma a cardiologista.  A ingestão máxima de cafeína, uma das principais substâncias presentes em energéticos, recomendada para adolescentes é de até 100 mg diários — menos do que uma lata comum de energético | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Estudos recentes publicados no Journal of Addiction Medicine, veículo oficial da Sociedade Americana de Medicina da Dependência, mostram que um terço dos adolescentes norte-americanos consome bebidas energéticas com alto teor de cafeína. As pesquisas também associam o consumo desses produtos ao aumento do uso de álcool, tabaco e maconha, além do costume de misturar energético com bebidas alcoólicas e mascarar seus efeitos.  O consumo de energéticos, contudo, não ocorre apenas em situações de lazer. Para Oliveira, o motivo está no estilo de vida atual, que exige altos níveis de produtividade. "Muitos jovens já começam o dia com energético. Eles acordam desanimados e recorrem a essas bebidas para conseguir produzir. Outros não sabem dos riscos e tomam como se fosse refrigerante, durante as refeições, sem perceber as consequências." [LEIA_TAMBEM]Além dos efeitos no coração, a médica destaca que essas bebidas também impactam diretamente no funcionamento do cérebro. “Inicialmente, a pessoa fica em estado de alerta, mais animada e disposta. Depois, porém, surgem irritação, ansiedade e insônia. Quando o efeito passa, é comum o indivíduo sentir cansaço extremo e dificuldade de concentração”, explica. Cafeína em excesso: um risco silencioso A cafeína é uma das principais substâncias presentes nas bebidas energéticas. Seu efeito estimulante começa poucos minutos após o consumo. A Sociedade Brasileira de Cardiologia adverte que a ingestão máxima recomendada para adultos é de 400 mg por dia (cerca de quatro xícaras de café coado). Para adolescentes, o limite é ainda menor: até 100 mg diários — menos do que uma lata comum de energético, que contém aproximadamente 160 mg. “Hoje, com o uso excessivo de celulares, redes sociais e jogos, muitos jovens não dormem bem. Isso cria um ciclo vicioso: eles recorrem ao energético para se manterem acordados, sem perceber que estão comprometendo ainda mais a saúde”, pontua a especialista da SES-DF.  Regulamentação e alerta aos consumidores A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) reforça que os energéticos seguem regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os rótulos contêm avisos sobre o consumo, especialmente para crianças, gestantes e pessoas com problemas de saúde, além da proibição de uso combinado com álcool. Apesar disso, a prática ainda é comum, impulsionada pela desinformação. A SES-DF alerta que, em caso de sintomas como palpitações, insônia, tremores ou ansiedade após o consumo de bebidas energéticas, é fundamental buscar avaliação médica.  *Com informações da SES-DF

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Programa nacional seleciona projeto do DF sobre monitoramento de leitos em saúde mental

A Subsecretaria de Saúde Mental (Susam), da Secretaria de Saúde (SES-DF) teve o projeto de inovação InovaSAM selecionado para o CoLabs 2025, programa nacional de aceleração e mentoria em inovação promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). O resultado foi divulgado no dia 8 deste mês. Keyla Almeida coordena o projeto: “O objetivo é utilizar mecanismos de inteligência artificial e big data como ferramenta de apoio para o desenvolvimento desse sistema” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde A proposta da SES-DF está entre as 20 selecionadas em todo o país, dentre as mais de 50 inscritas por instituições dos três Poderes e das esferas federal, estadual e municipal. As equipes selecionadas passarão por uma jornada de 12 meses com mentoria e apoio técnico do Laboratório de Inovação em Governo (Gnova Lab) da Enap para desenvolverem o seu projeto. Como funciona O InovaSAM propõe um sistema inteligente de monitoramento do tempo de permanência de pacientes com sofrimento ou transtornos mentais – inclusive aqueles com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas – nas unidades habilitadas para atenção em saúde mental no DF. O projeto de inovação é coordenado pela especialista em saúde Keyla Almeida com apoio da subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer. “Esse é um projeto de vanguarda, que visa a utilizar tecnologias modernas e estimular a inovação a favor do cuidado em saúde mental da população, contribuindo para uma gestão pública eficiente, pautada em evidências no Distrito Federal”, detalha a titular da Susam. Keyla Almeida explica que o sistema InovaSAM permitirá a obtenção de informações mais precisas sobre o número de leitos disponíveis para saúde mental na rede distrital: “O objetivo é utilizar mecanismos de inteligência artificial e big data como ferramenta de apoio para o desenvolvimento desse sistema. A ideia é coletar todas as informações disponíveis nas nossas bases de dados públicas – por exemplo, da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde –, extrair desses dados informações úteis e, a partir daí, conseguir uma resposta em tempo real sobre a taxa de ocupação de leitos. Isso vem aprimorar o fluxo da assistência do paciente de saúde mental”. CoLabs O CoLabs consiste em um programa de aceleração e mentoria de equipes para o desenvolvimento de competências e capacidades de inovação no enfrentamento de problemas públicos complexos. As equipes selecionadas receberão apoio metodológico do Gnova Lab durante uma jornada de aproximadamente 12 meses. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Projeto leva aulas de boxe à ala psiquiátrica do Hospital de Base

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o boxe tem se mostrado um importante aliado no tratamento de pacientes internados na ala psiquiátrica. Há algum tempo, práticas esportivas vêm sendo incorporadas às terapias como uma forma eficaz de auxiliar na recuperação da saúde mental. E, nos últimos seis meses, essa proposta ganhou ainda mais força com o projeto Nocauteando o Sofrimento Mental. “O boxe, como outras artes marciais, funciona como uma válvula de escape. Ajuda a aliviar a ansiedade e a angústia tão presentes nos transtornos mentais”, diz o médico psiquiatra Régis Barros | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Idealizado pelo psiquiatra Régis Barros, o projeto leva, toda segunda-feira, aulas de boxe para os pacientes. Durante cerca de 30 a 40 minutos, eles participam de atividades lúdicas que incluem exercícios de respiração, alongamentos, fundamentos do boxe e mensagens motivacionais, tudo adaptado para proporcionar bem-estar físico e emocional. [LEIA_TAMBEM]Régis Barros, além de médico psiquiatra, é atleta graduado em jiu-jítsu, luta livre esportiva e thai-kickboxing. A vivência nos esportes inspirou a criação do projeto como uma alternativa complementar para amenizar o sofrimento de quem enfrenta a dura batalha contra transtornos mentais. “O boxe, como outras artes marciais, funciona como uma válvula de escape. Ajuda a aliviar a ansiedade e a angústia tão presentes nos transtornos mentais”, explica Régis. Cada paciente do projeto ganha um par de luvas, doadas à unidade. Eles têm a oportunidade de praticar a modalidade de forma segura e acompanhada por profissionais da equipe multidisciplinar do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF). O objetivo vai além do exercício físico, ocupa a mente e promove a socialização. “A proposta é dar aos nossos pacientes uma ferramenta real para atravessar esse momento com mais leveza e esperança”, acrescenta o médico. Transformação pelo esporte A iniciativa tem conquistado não só os pacientes, mas também seus familiares. É o caso de *Eronice Gonçalves, 65 anos, avó de um adolescente internado na ala psiquiátrica. “Desde que meu neto começou a fazer boxe, ele é outra pessoa. Estava angustiado, deprimido e muito agressivo. Agora está calmo, animado com o tratamento. É realmente um santo remédio”, conta. Aulas têm impacto positivo no comportamento dos pacientes, segundo familiares O novo lutador *M. A. N. está bastante empolgado e não vê a hora de lutar boxe fora do hospital. “Quando eu sair, não quero mais jogar futebol como antes, vou lutar boxe. Essa luta é boa demais, nunca mais quero parar”. *Nomes fictícios para preservar a identidade da fonte. *Com informações do IgesDF  

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GDF participa do maior encontro de qualidade de vida no trabalho do país

Em junho, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT) representou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no 25º Congresso de Stress da International Stress Management Association (ISMA-BR), realizado em Porto Alegre (RS). O evento é considerado o maior do país voltado à promoção da saúde mental e do bem-estar no ambiente profissional. Equipe do IgesDF participou do 25º Congresso de Stress da International Stress Management Association (ISMA-BR) | Foto: Arquivo pessoal Com o tema “Viver melhor: trabalho, stress e saúde”, o congresso reuniu especialistas, empresas e representantes do setor público para debater práticas e políticas voltadas ao equilíbrio emocional no ambiente de trabalho. Durante o evento, o IgesDF apresentou duas iniciativas de destaque implementadas em suas unidades, relacionadas à saúde mental dos profissionais da linha de frente. Um dos trabalhos foi o painel “Intervenção Psicológica no Pronto-Socorro: impactos na saúde mental e qualidade de vida dos profissionais de enfermagem”, que abordou o desgaste emocional enfrentado pelas equipes de urgência e emergência e os resultados positivos do suporte psicológico institucional oferecido pelo Instituto. [LEIA_TAMBEM]Já a apresentação oral “Atenção multidisciplinar à saúde dos colaboradores do IgesDF” evidenciou a atuação integrada do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho ao longo de 2024. O estudo mostrou como ações de acolhimento e promoção da saúde têm contribuído para transformar o ambiente hospitalar e melhorar o bem-estar das equipes. “A participação no congresso foi uma oportunidade incrível para mostrar o que estamos construindo dentro do IgesDF, mas, principalmente, para aprender com outras instituições e trazer novas inspirações que podemos aplicar à nossa realidade”, destacou Paula Paiva, chefe do NUQVT. Além do congresso principal, o evento contou com fóruns e encontros paralelos, como o 27º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, o 17º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e o 17º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. Segundo Paula, os trabalhos apresentados no congresso mostram que, mesmo entre grandes instituições e empresas renomadas, poucas desenvolvem ações com a mesma abrangência e consistência das implantadas pelo IgesDF. “O conjunto de serviços oferecidos hoje pelo NUQVT e pelo Projeto Acolher é algo que não vimos ser replicado com a mesma qualidade em outros lugares, nem mesmo em grandes empresas”, acrescenta a chefe do NUQVT. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital São Vicente de Paulo amplia acesso de familiares aos pacientes internados

Com o objetivo de aproximar os pacientes internados de seus vínculos afetivos e integrar a família ao processo terapêutico, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), da Secretaria de Saúde (SES-DF), já opera com um novo modelo de visita.  Em vez da antiga sala de visitas, outros ambientes podem ser acessados pelos visitantes, proporcionando um contato mais acolhedor | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde A mudança, iniciada no fim de junho, substitui a antiga sala de visitas por um formato mais acolhedor e próximo, que permite aos familiares acessarem diretamente os ambientes de cuidado. Todo o processo ocorre com acompanhamento da equipe multiprofissional responsável pelo cuidado do paciente. "Iniciativas como esta qualificam e humanizam o atendimento, permitem a manutenção dos vínculos familiares e oportunizam uma maior interação com as equipes", afirma a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer. Mudança agradou A antiga sala de visitas, que funcionava de forma isolada, foi desativada por baixa adesão – a média era de um paciente visitado por dia. “Só na primeira semana do novo modelo, mais de 50 pacientes receberam visitas”, aponta a diretora de assistência à saúde do HSVP, Thaís Braga. “Em um único dia, 18 pacientes foram visitados. Isso mostra o quanto essa mudança fez diferença”. Agora, as visitas ocorrem diariamente, sem necessidade de agendamento, podendo o familiar permanecer por duas horas, com possibilidade de extensão do horário. Diferentemente do antigo modelo, que exigia horário marcado e restringia o número de visitantes, hoje os familiares têm liberdade para entrar em grupo e circular por áreas como enfermaria, pronto-socorro e espaços terapêuticos da unidade. Segundo Thaís Braga, menores de 12 anos e idosos também podem participar das visitas, desde que haja comunicação prévia à equipe do hospital para garantir a segurança e o conforto de todos. “É importante organizarmos o fluxo com atenção, principalmente para o cuidado desses grupos mais sensíveis”, ressalta. Relações fortalecidas Além da liberdade de acesso, as visitas pet têm encantado os pacientes e familiares. Para Luiz Gustavo Teles, responsável técnico de assistência (RTA) de psiquiatria do HSVP,  o modelo fortalece o suporte emocional de todos os envolvidos. “A presença de animais no ambiente terapêutico possibilita novas formas de abordar e elaborar melhor as emoções, amenizar sintomas de ansiedade e estresse, reduzir a sensação de solidão, estimular a afetividade e interação”, afirma o gestor. “Trata-se de uma estratégia útil, que pode potencializar o resultado da abordagem habitual.” O motorista Alan Derlon, 34 anos, visitou a esposa internada há quatro dias e relatou sua experiência: “Poder entrar, conhecer os espaços, ver onde ela está sendo cuidada, e isso traz alívio. Está tudo bem-organizado, e nos sentimos acolhidos. Foi muito importante estar aqui com ela”. Com a reformulação, os profissionais que atuavam na sala anterior foram integrados às equipes assistenciais, fortalecendo o cuidado contínuo. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Saúde mental: Saiba onde buscar ajuda na rede pública do DF

Quem enfrenta sofrimento psíquico no Distrito Federal pode buscar ajuda em uma rede pública integrada, que vai da atenção básica ao tratamento especializado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como um estado de bem-estar que permite ao indivíduo desenvolver suas habilidades, lidar com os desafios da vida e contribuir com a comunidade. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES‑DF) foi criada para oferecer cuidado integral a pessoas com transtornos mentais. Os serviços atendem pacientes de todas as idades e graus de gravidade – desde aqueles que precisam apenas de acompanhamento terapêutico até os que estão em crises psicóticas –, com profissionais de diversas especialidades. Os Caps atendem pessoas com sofrimento mental moderado ou grave, inclusive por uso de álcool e outras drogas – tanto em crise quanto na reabilitação | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Casos leves As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada para o atendimento. Para situações de menor complexidade, o usuário do SUS pode procurar uma das 176 UBSs espalhadas pelo DF. Cada unidade atende uma área específica – confira aqui qual é a sua UBS de referência. Além disso, a equipe de Saúde da Família (eSF) pode encaminhar pacientes para centros especializados, conforme a necessidade. Sofrimento mental intenso [LEIA_TAMBEM]A rede conta com 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental moderado ou grave, inclusive por uso de álcool e outras drogas – tanto em crise quanto na reabilitação. Os Caps funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento, e contam com equipes multiprofissionais – pesquise aqui o endereço de cada uma das unidades. Urgência e emergência Situações que exigem atendimento imediato devem ser encaminhadas para uma unidade de pronto-atendimento (UPA) ou para um hospital da rede. Até abril de 2025, mais de 14 mil guias de emergência em saúde mental foram registradas pela SES‑DF. São considerados casos de urgência: tentativa de suicídio (ou risco iminente), agitação psicomotora intensa (movimentos involuntários e sem propósito), risco de agressão a si ou a terceiros e incapacidade grave de autocuidado – como recusa alimentar, confusão mental ou flutuação de consciência. Se não for possível levar o paciente ao serviço, ligue para o Samu (192). Após a alta, o paciente será encaminhado ao serviço mais adequado. Arte: SES-DF Serviços de referência O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Taguatinga, oferece pronto‑socorro psiquiátrico 24h para adultos, sete dias por semana. A internação depende da avaliação médica e condição clínica. Em casos de comorbidade, os pacientes são tratados pela unidade psiquiátrica do Hospital de Base. Crianças de até 11 anos com sofrimento moderado são atendidas no Centro de Orientação Médico Psicopedagógico (Compp), na Asa Norte. O ambiente ambulatorial conta com equipe multidisciplinar e realiza exames como eletroencefalograma e audiometria. Adolescentes de 12 a 17 anos com sofrimento moderado, uso eventual de substâncias ou vítimas de violência podem procurar o Adolescentro, na Asa Sul. O local oferece consultas individuais e até 15 grupos terapêuticos para temas como ansiedade, depressão, TEA, transtornos alimentares e diversidade. O acesso ao Compp e ao Adolescentro é feito mediante encaminhamento da UBS, via sistema de regulação da SES‑DF. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Programa de Qualidade no Trabalho terá semana comemorativa de cinco anos

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida, promove, entre os dias 16 e 18 de junho, a Semana Especial de Qualidade de Vida no Trabalho, em comemoração aos cinco anos do Programa de QVT. A iniciativa reúne uma programação diversificada voltada ao bem-estar físico, mental e emocional dos servidores e empregados públicos do Governo do Distrito Federal (GDF). O evento é realizado em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF) e com o BRB. As atividades serão no Espaço Qualidade de Vida, no 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti, e incluem momentos de integração, autocuidado e reflexão. Entre as atividades estão o Momento de Paz, conduzido pelo capelão do Corpo de Bombeiros Militar do DF, padre Carlos Rebouças, e o Voz da Casa, com apresentação especial da dupla sertaneja Robson & Thiago, formada por filhos de servidores do GDF. Uma das atrações da Semana Especial de Qualidade de Vida no Trabalho serão sessões de auriculoterapia | Fotos: Divulgação/Seec-DF Os participantes poderão desfrutar também de uma programação diversificada, que inclui sessões de auriculoterapia, práticas terapêuticas como o lian gong – voltado ao alívio de dores musculares e articulares –, meditação, terapia comunitária integrativa e vacinação contra a influenza, entre outras ações voltadas à saúde e à qualidade de vida. A agenda inclui, ainda, o III Encontro Anual de Qualidade de Vida no Trabalho e a 4ª edição do Selo QualiVida, que reconhece iniciativas de destaque na promoção de ambientes laborais mais saudáveis no serviço público. Um dos momentos mais esperados será a palestra com Os Mentalistas, que trarão reflexões sobre saúde mental e autocuidado no ambiente profissional, reforçando a importância do equilíbrio emocional na rotina dos servidores. O Programa de Qualidade no Trabalho da Seec já serviu como inspiração para projetos em outros órgãos locais e nacionais Criado há cinco anos, o Programa de Qualidade no Trabalho já impactou positivamente diversos órgãos do GDF e se tornou referência para outras esferas governamentais e administrações estaduais em todo o país. O programa faz parte de um conjunto de ações permanentes voltadas à valorização do servidor e à construção de um ambiente institucional mais acolhedor e humanizado. “Nesta Semana Especial de Qualidade de Vida, queremos reforçar a importância de promover um ambiente de trabalho mais saudável. Pensamos em cada detalhe da programação com muito carinho para oferecer momentos de cuidado, integração e reflexão”, destaca o secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior. Programação completa   16/6 (segunda-feira) ⇒ Atualização do Cartão de Vacina + Campanha de Vacinação contra Influenza Horário: 9h às 16h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Momento de Paz Condução: Padre Carlos Rebouças, capelão do Corpo de Bombeiros Militar do DF Horário: 10h Local: Canal do YouTube da Secretaria de Economia 17/6 (terça-feira) ⇒ Vacinação contra influenza Horário: 9h às 16h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Voz da Casa Atração: Dupla sertaneja Robson & Thiago Horário: 12h30 Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti 18/6 (quarta-feira) ⇒ III Encontro Anual de Qualidade de Vida no Trabalho e 4ª Edição do Selo QualiVida Destaque: Palestra com Os Mentalistas, sobre saúde mental e autocuidado no trabalho Horário: 8h30 às 12h Local: Auditório do Complexo da Polícia Civil do DF  [LEIA_TAMBEM]⇒ Lian gong Horário: 9h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Sessão de auriculoterapia Horário: 9h30 às 12h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Lian gong Horário: 12h às 13h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Terapia Comunitária Integrativa Horário: 13h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Lian gong Horário: 14h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada ⇒ Meditação Horário: 15h Local: Espaço Qualidade de Vida – 16º andar do Anexo do Palácio do Buriti Atendimento: Por ordem de chegada *Com informações da Secretaria de Economia

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Centros de Atenção Psicossocial terão oficinas criativas para os pacientes

Em breve, os 18 centros de Atenção Psicossocial (Caps) espalhados pelo Distrito Federal terão oficinas criativas aos pacientes. Os detalhes para definir a implementação do projeto Libertarte em cada unidade foram debatidos na última sexta-feira (30) por gestores e profissionais selecionados.  Evento, na sexta (30/5), debateu a implementação de oficinas criativas em cada Caps | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF À frente da Subsecretaria de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernanda Falcomer ressalta a aliança intersetorial na qualificação do serviço ofertado à população. “Esse programa trabalhará o eixo da economia solidária, da geração de renda e da inclusão social dos usuários dos Caps. Nossa intenção é que o projeto seja implementado em toda a rede distrital”, diz. Projeto Parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília e a SES-DF, a iniciativa irá contar com o trabalho de oficineiros dedicados a atividades artísticas e de produção. Esses profissionais serão responsáveis por colocar em prática as oficinas de arte, cultura e geração de renda, além de qualificar e ampliar o que já é realizado nos centros.   "Esse programa trabalhará o eixo da economia solidária, da geração de renda e da inclusão social dos usuários dos Caps", afirma Fernanda Falcomer O Libertarte irá contemplar as áreas de artesanato, música, horta, crochê e pintura. As oficinas terão a duração de quatro meses - de junho a outubro -, período no qual um ou mais servidores dos próprios Caps irão se habilitar para manter as atividades em funcionamento após o término da iniciativa. O material para os grupos será fornecido pelo projeto, incentivando a continuidade das atividades de capacitação dos usuários dos Caps. [LEIA_TAMBEM]Inclusão Para o coordenador do Núcleo de Educação Popular, Cuidado e Participação em Saúde (Angicos) da Fiocruz, Osvaldo Bonetti, o projeto Libertarte se insere em um contexto mais amplo de luta antimanicomial e reforma psiquiátrica no País.  “Estamos realizando ações de educação popular em saúde, trazendo a dimensão da arte para o cuidado do usuário do Caps, desenvolvendo oficinas de práticas culturais que acolham os pacientes e seus familiares. Os componentes, diretrizes e princípios da educação popular dialogam sobremaneira com os princípios da reforma psiquiátrica", afirma Bonetti.  A diretora executiva da Escola de Governo da Fiocruz, Luciana Sepúlveda, reitera a análise: “Existe toda uma linha de trabalho na interface da saúde com a cultura e a arte. Em uma perspectiva civilizatória do momento atual, nunca foi tão necessária a abertura intersetorial e intercultural, em que arte e educação convergem para a promoção da saúde." *Com informações da SES-DF  

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Avanços e desafios da saúde mental no DF são tema de debate no Hospital de Base

Nesta quinta-feira (29), o auditório do Hospital de Base (HBDF) recebeu um debate sobre saúde mental e os rumos da Reforma Psiquiátrica no Distrito Federal. O evento Educa em Ação: Saúde Mental e Cuidado em Rede, promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reuniu especialistas, trabalhadores da saúde e estudantes para refletir sobre os desafios, as potencialidades e as estratégias de fortalecimento da rede de atenção psicossocial (RAPS). A ação integra o calendário de atividades da educação permanente da Diep e foi organizada em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. O encontro contou com transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. O evento Educa em Ação faz alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial | Fotos: Divulgação/IgesDF Participaram da mesa-redonda o psiquiatra Sérgio Cabral Filho, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Base; a enfermeira Andressa de França Alves Ferrari, especialista em saúde mental, álcool e outras drogas; e a assistente social Cibele Maria de Sousa, referência na atenção primária.  Segundo Beatriz Souza Liarte, assistente social do Núcleo de Educação Permanente e organizadora do evento, a proposta foi criar um espaço de troca e reflexão coletiva. “O Educa em Ação é uma iniciativa que visa discutir temas relevantes da assistência, com foco na humanização e na qualificação do cuidado. Pensamos em um evento que envolvesse diferentes profissionais da rede, como psiquiatra, enfermeiro e assistente social, que possuem visões integradoras e atuam em pontos distintos da RAPS”, destacou.  O psiquiatra Sérgio Cabral abordou o papel da atenção de urgência e emergência dentro da RAPS e os esforços para descentralizar o cuidado. “A Reforma Psiquiátrica busca romper com a lógica dos manicômios e integrar o cuidado em saúde mental aos serviços já existentes. Aqui no Hospital de Base, atendemos casos graves em crise, oferecemos ambulatórios de suporte e temos leitos para internação temporária. Nosso desafio é garantir que o cuidado chegue próximo da população, sem isolar os pacientes”, explicou. Especialistas debateram também os rumos da Reforma Psiquiátrica no Distrito Federal  Sérgio também apresentou os resultados de um projeto piloto de estabilização psiquiátrica nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), iniciado em 2024, no Núcleo Bandeirante. “Implantamos um modelo com psiquiatra atuando em dias alternados, dando suporte à equipe e organizando projetos terapêuticos. Isso reduziu drasticamente os transportes desnecessários para hospitais e melhorou a resolutividade dentro da própria UPA”, revelou. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Cibele Maria de Sousa levou ao debate o olhar da atenção primária e a importância de uma escuta qualificada. “O cuidado em saúde mental começa na ponta, no acolhimento diário. Muitas vezes, o profissional tende a encaminhar o paciente rapidamente ao Caps, sem construir vínculo, sem se deixar afetar por aquele sujeito. Isso rompe com a possibilidade de cuidado integral”, destacou.  Cibele também alertou sobre a necessidade de aproximar os serviços da população. “Imagina a realidade de uma mãe que precisa levar o filho em crise, do Sol Nascente até o Caps em Taguatinga. É preciso construir redes locais, conhecer os sujeitos do território e seus atravessamentos. Saúde mental é uma pauta que precisa estar nas escolas, nas igrejas, nos coletivos”, completou. A enfermeira Andressa Ferrari ressaltou que a construção de um cuidado em liberdade ainda é um desafio contra-hegemônico. “A rede precisa transitar para um cuidado centrado na pessoa. Isso só é possível se nos movermos coletivamente. Quando criamos espaços de partilha e apoio mútuo, temos força para atuar de forma ética e transformadora”, pontuou. *Com informações do IgesDF  

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Audiência pública virtual apresenta informações sobre o Projeto Moradia Primeiro nesta sexta (30)

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) promove, nesta sexta-feira (30), às 14h30, uma audiência pública virtual para a apresentação do Projeto Moradia Primeiro. O evento visa esclarecer detalhes do edital do projeto, que vai selecionar entidade parceira responsável por oferecer moradia apoiada a pessoas em situação de rua no Distrito Federal.  "O Programa tem como objetivo integrar e complementar o atendimento a pessoas em situação de rua, com foco na parcela mais vulnerável que não é contemplada pelas políticas tradicionais de assistência social e habitacional", destacou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. "Essa iniciativa representa uma das respostas deste Governo do Distrito Federal às demandas específicas desse público." O Projeto Moradia Primeiro será realizado por meio da Sedes-DF em parceria com Organização da Sociedade Civil (OSC), com foco em pessoas em situação de rua que enfrentam agravos de saúde mental | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Instituído pela Portaria nº 453/2024 do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o projeto oferece moradia subsidiada individual, acompanhada de suporte socioassistencial, para pessoas em situação crônica de rua no Distrito Federal. A duração inicial da parceria é de seis meses, com a possibilidade de extensão para até cinco anos. A iniciativa é fundamentada nos princípios e na metodologia do Housing First/Moradia Primeiro. O projeto é voltado para pessoas em situação de rua que enfrentam agravos de saúde mental, incluindo aqueles relacionados ao uso de drogas. A prioridade é dada àquelas pessoas com um histórico mais extenso de vivência nas ruas e que estão expostas a situações de violência, ameaças de morte e vulnerabilidades complexas. A participação no projeto é voluntária, permitindo que os beneficiários se vinculem de forma consciente e desejada. As pessoas e famílias beneficiárias serão selecionadas por equipes técnicas locais, com base em critérios estabelecidos no projeto. Além disso, o público poderá acessar os serviços por meio de encaminhamentos do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), dos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop), do Consultório na Rua, dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e de outros órgãos de proteção social. [LEIA_TAMBEM]O serviço será realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social em parceria com Organização da Sociedade Civil (OSC), que será responsável por desenvolver as atividades previstas no edital do projeto, devendo possuir experiência em atendimento a pessoas em situação de rua. Inscrição  As organizações interessadas devem entregar suas propostas, conforme os modelos do Edital, em formato digitalizado em pen drive, na Gerência de Protocolo da Sedes, no SEPN da 515 Norte, no dia 27 de junho de 2025, das 8h às 12h e de 14h às 18h. No ato da entrega, será feita a impressão de uma ficha de identificação que descreve os arquivos e os dados da OSC. Após a entrega, o pen drive deve ser colocado em um envelope lacrado com a ficha colada no verso. A Cerimônia de Abertura dos Envelopes ocorrerá no mesmo dia, às 18h30, onde as propostas serão conferidas pela Comissão de Seleção. O resultado provisório das propostas será divulgado em até 30 dias após o recebimento. As instituições selecionadas serão convocadas a apresentar documentos de habilitação após a conclusão do processo de seleção. *Com informações da Sedes-DF  

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Maio Furta-Cor: Rede pública de saúde do DF oferece suporte à saúde mental das mães

Pesquisas da Fiocruz apontam que cerca de 25% das mulheres sofrem de depressão pós-parto e até 20% podem apresentar sintomas depressivos durante a gravidez. Os números revelam um cenário preocupante e que demanda atenção especializada. No Distrito Federal, a rede pública de saúde conta com medidas de conscientização, prevenção e acolhimento psicológico desde o pré-natal até o período após o parto. Um dos destaques é a campanha Maio Furta-Cor, instituída pela Lei nº 7.163/2022, do DF, que dedica o mês à sensibilização sobre o bem-estar emocional das mães com ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF). “É um mês de sensibilização pela saúde mental materna. É uma campanha nacional que nasceu em 2020 e virou lei em vários lugares, inclusive aqui no DF, porque nós precisamos cuidar melhor das mães e não só da saúde física delas”, explica a psicóloga perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e representante do Maio Furta-Cor em Brasília, Alessandra Arrais. Aline Dutra com as psicólogas do projeto Pré-Natal Psicológico do Hmib | Foto: Arquivo Pessoal “O pré-natal obstétrico e fisiológico acontece muito com o interesse de garantir que o bebê nasça com saúde. Costumo dizer que é um olhar interesseiro e não interessado pela mãe. Essas mulheres acabam ficando sem uma assistência adequada do ponto de vista emocional. Qual é a consequência disso? A gente não rastreia os sintomas da depressão pós-parto e mesmo de depressão gestacional”, destaca a especialista. Para mudar esse cenário, o Hmib oferece um serviço pioneiro no Brasil: o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal, iniciativa da psiquiatra Maria Marta Freire, que inclui o acompanhamento psiquiátrico e psicológico por meio do Programa Pré-Natal Psicológico voltado a gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave, e do grupo de Luto Perinatal, que atende mulheres que tiveram perdas gestacionais. O encaminhamento é feito pelas unidades básicas de saúde (UBSs) ou durante internações no próprio hospital. “É um modelo de atenção à saúde da mulher que pretende ser preventivo, psicoprofilático, psicoeducativo e psicoterapêutico. Ele é um trabalho complementar ao abordar questões que não são vistas no pré-natal obstétrico”, aponta Alessandra Arrais. Alessandra Arrais desenvolveu o Pré-Natal Psicológico que tem como objetivo acompanhar gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave Desenvolvido por Alessandra Arrais com o apoio das psicólogas perinatais voluntárias, Solange Bittar e Alessandra Sancho, o pré-natal psicológico tem como objetivo acompanhar a mulher ao longo da gestação para reduzir os fatores de risco associados ao desenvolvimento de quadros depressivos. “Qual é o risco aumentado para o adoecimento? Ter histórico de depressão e ansiedade antes da gestação. Já ter tido depressão pós-parto. Não ter rede de apoio. Ter uma relação conflituosa com o pai do bebê. Passar por problemas adversos durante a gestação. Gravidez na adolescência. Ser uma mulher que sofre muito de TPM e da disforia pré-menstrual, porque mostra que ela é mais sensível às mudanças hormonais. Ter sofrido abortos, óbitos perinatais e perdas durante a gestação”, esclarece. “Já um fator de proteção é exatamente a realização do pré-natal psicológico. A prevalência da depressão pós-parto é muito menor nas mulheres que passam pelo programa”. Apoio gestacional A dona de casa Josenilda Oliveira dos Santos, 41 anos, conta que na gravidez do primeiro filho – hoje com 15 anos – ela foi diagnosticada com depressão ainda durante a gestação. Há alguns anos, ela teve três perdas perinatais e passou pelo grupo de Luto Perinatal do Hmib para lidar com novos episódios de transtornos depressivos. [LEIA_TAMBEM]Hoje, grávida de 25 semanas de Sarah Beatriz, ela é acompanhada pelo Projeto Pré-Natal Psicológico. “Já estou indo para o segundo mês de acompanhamento e tem sido muito bom. Quando eu cheguei estava muito depressiva, angustiada e com muito medo. Tenho melhorado bastante, porque me sinto acolhida pelos conselhos, pelas orientações e pelo relato das colegas. Esse grupo é uma ajuda tanto para mim, quanto para outras mães”, diz. A professora Aline Dutra Martins Saboia, 32 anos, está pela segunda vez no projeto de pré-natal. A primeira experiência foi em meados de 2022 quando estava grávida de Helena, hoje com 2 anos. “Tudo se iniciou quando eu tive duas perdas gestacionais. No posto de saúde de Sobradinho, me encaminharam para a psiquiatria do Hmib, que fez o meu tratamento de luto perinatal, e depois, quando eu engravidei, me encaminhou para o pré-natal psicológico. Foi algo que me ajudou muito, porque eu tinha muito medo e tudo me assustava. Eles me deram esse suporte durante a gestação e também depois”, afirma. Aline lembra que, quando a filha tinha apenas 16 dias, ela teve que lidar com críticas de familiares em relação à decisão de furar a orelha da menina. Aquilo causou um quadro de ansiedade que conseguiu ser combatido graças aos encontros do grupo. “Eu entrei em desespero depois dessa ocorrência. Tinha muito medo e não conseguia dormir. Foram as profissionais do projeto que me acalmaram”, recorda. Hoje, em sua segunda gestação, ela retorna ao acompanhamento de pré-natal psicológico. “Tem sido muito gratificante poder reconhecer a importância desse projeto, que nos faz aceitar as diferentes maternidades e que mostra que não existe essa romantização. Maternar é uma coisa muito desafiadora e toda mãe se sente frustrada por não conseguir alcançar certos objetivos que almeja. Todas essas inúmeras coisas são trabalhadas nos encontros amenizando essa dor e angústia que todas sentimos. Esse é um processo que me ajuda tanto psicologicamente, como emocionalmente e na minha autoestima”, defende. A expectativa é de que o serviço – hoje disponível no Hmib e previsto na Lei nº 7.620, de dezembro de 2024 – passe a ser multiplicado em outras unidades de saúde. Atualmente, a SES investe na capacitação de profissionais por meio de cursos, como o Parto do Princípio, ministrado este ano para 50 profissionais, e um segundo em fase de gravação, batizado de Curso de Saúde Mental Materna. Ambos os cursos são iniciativas da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF, em parceria com a Escola Superior de Saúde Pública do DF (EAPSUS). “A ampliação dessas equipes está prevista para garantir acesso ao atendimento especializado em todo o DF, assegurando diagnósticos e tratamentos rápidos que contribuam para a estabilidade emocional das mães e o desenvolvimento saudável dos bebês”, informa o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante.

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Lançado cartão de crise para pacientes psiquiátricos atendidos no Caps

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) vai gerar cartão de crise para melhorar o atendimento a pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Profissionais de saúde vão utilizar ferramenta online para produzir um cartão impresso que vai reunir informações essenciais do usuário. O objetivo é que o paciente do Caps tenha um atendimento mais ágil, seguro e eficaz em situações de crise psíquica. “O cartão de crise é uma estratégia de cuidado que amplia a autonomia do paciente, fazendo com que ele comunique à equipe assistencial a melhor forma de acolhê-lo durante uma crise psíquica", diz a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O cartão vai apresentar dados importantes para o manejo da crise, como nome, contato da pessoa e do serviço de saúde de referência, medicamentos em uso e contraindicados. O documento será gerado de forma padronizada e impresso diretamente na ferramenta, garantindo praticidade e uniformidade no uso em todos os Caps. A adesão de cada paciente é voluntária.      Uma das unidades que já implementou a medida foi o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Taguatinga. “A implementação de um cartão de crise é avaliada a partir das necessidades do indivíduo. Ele é confeccionado na presença do usuário, contendo informações particulares e de como ele gostaria de ser acolhido em uma situação de crise. Isso minimiza fatores estressantes, facilitando a comunicação e direcionamento para sua rede de apoio”, avalia a gerente da unidade, Glaucia Figueiredo. Segundo a gerente, o cartão já está sendo aprovado pelos pacientes. “Estamos inserindo o cartão em nossos atendimentos e ele tem sido bem aceito pelos usuários. Vemos o quanto ele tem sido efetivo no manejo da crise, atendendo cada um com sua individualidade”, acrescentou. “O formato do cartão é simples e pequeno para que a pessoa guarde na carteira, no bolso, bolsa ou porta-crachá", diz a assistente social Jamila Zgiet A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, ressalta que, com o apoio do cartão, o paciente, quando em crise, pode comunicar, a quem lhe der assistência, suas especificidades e preferências. “O cartão de crise é uma estratégia de cuidado que amplia a autonomia do paciente, fazendo com que ele comunique à equipe assistencial a melhor forma de acolhê-lo durante uma crise psíquica. A ação representa mais um passo no fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial do DF, promovendo cuidado humanizado e maior segurança nos atendimentos emergenciais”, destacou durante a reunião da Rede de Atenção Psicossocial, ocorrida na sexta-feira (23), no auditório do Hemocentro. O cartão pode ser visto, exibido ou entregue à pessoa que der o suporte, seja amigo, familiar ou profissional de saúde, explica a assistente social da Gerência de Normalização e Apoio de Saúde Mental, Jamila Zgiet. “O formato do cartão é simples e pequeno para que a pessoa guarde na carteira, no bolso, bolsa ou porta-crachá. É possível acrescentar ainda como ela gostaria de ser abordada em um momento de crise, se não gosta de ser tocada ou se tolera contato, por exemplo”. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa da Subsecretaria de Saúde Mental, em parceria com a Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, faz alusão ao Mês da Luta Antimanicomial, comemorado em maio. Saúde mental De acordo com o Infosaúde, de 2017 até 2025, a SES-DF ofereceu mais de 2,5 milhões de atendimentos em serviços de saúde mental. Apenas em 2024, foram 500 mil. Já em 2025, até o final de março, foram 87.864 serviços. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Os Caps são serviços especializados de saúde mental de caráter aberto e comunitário, ou seja, inseridos na comunidade e que funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento para ser acolhido no serviço. A assistência em saúde mental é realizada por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar, composta por: psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, equipe de enfermagem, farmacêuticos, a depender da modalidade do Caps. Atualmente, a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Distrito Federal conta com 18 Caps em funcionamento. Clique aqui e saiba mais. *Com informações da SES-DF

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Saúde mental materna é tema de palestra, nesta quinta-feira (15)

Estão abertas as inscrições para a palestra “Maio Furta-Cor: A importância do cuidado à saúde mental materna”, promovida pelo Instituto de Gestão Estratégico de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O evento será realizado de forma híbrida, nesta quinta-feira (15), com participação presencial no auditório do Hospital de Base (HBDF) e transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. A atividade é gratuita e voltada a profissionais de saúde da rede pública e privada do DF, além do público em geral, mediante inscrição por formulário eletrônico. Palestra faz parte da campanha nacional de conscientização sobre a saúde mental das gestantes | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa integra a campanha Maio Furta-Cor, movimento nacional de conscientização sobre os cuidados com a saúde mental da mulher durante a gestação, o parto e o puerpério. A programação busca sensibilizar os profissionais para a importância de um olhar atento às mães nesse período, frequentemente invisibilizadas durante os atendimentos. “Maio é o mês dedicado à saúde mental materna, uma pauta que historicamente tem sido negligenciada”, avalia a psicóloga Leidiane Brandão, que coordena a ação. “Quando se fala em maternidade, o foco costuma estar exclusivamente no bebê. Esquecemos que a mãe também está passando por um momento de vulnerabilidade e precisa ser cuidada.”  A palestrante convidada será a psiquiatra Mariela Andraus, coordenadora do Ambulatório de Saúde Mental Materno-Infantil do Hospital Universitário de Brasília (HUB), referência na abordagem integral a gestantes e puérperas. A profissional abordará os principais aspectos clínicos e emocionais ligados à saúde mental perinatal, além de estratégias de acolhimento e cuidado. “Até agora já contamos com cerca de 300 inscrições, e esperamos mais pessoas participando online, já que o auditório possui capacidade limitada; nossa intenção é expandir o conhecimento para além dos muros do hospital”, lembra Leidiane. Atendimento especializado Além de ampliar o debate sobre saúde mental, o instituto investe na formação continuada como ferramenta para transformar realidades dentro dos serviços. Segundo Leidiane, profissionais capacitados conseguem identificar sinais de sofrimento psíquico e encaminhar essas mulheres para um atendimento adequado em psicologia e psiquiatria. “Isso pode fazer toda a diferença no vínculo entre mãe e bebê”, completa. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), esse cuidado já é uma realidade. A psicóloga Paola Bello, gestora da equipe de psicologia da unidade, acompanha de perto gestantes em situação de vulnerabilidade psíquica e social, muitas vezes internadas por longos períodos. “Temos um projeto voltado principalmente para gestantes de alto risco, internadas por complicações na gestação”, enfatiza. “Algumas permanecem dois, três meses longe da família, dos filhos e do trabalho, o que afeta profundamente a saúde mental. Nesses casos, oferecemos escuta, acolhimento e psicoterapia.” [LEIA_TAMBEM] O trabalho da equipe vai além do acompanhamento durante a gestação e está presente também nos momentos mais delicados, como a perda gestacional. “Quando ocorre uma perda, perguntamos se a mãe gostaria de guardar uma lembrança”, relata. “Fazemos carimbos do pezinho e da mãozinha do bebê, e acompanhamos o processo de despedida com muito respeito e sensibilidade”.  A palestra “Maio Furta-Cor” busca ampliar esse olhar dentro das instituições. Para a coordenadora da ação, esse tipo de evento gera mudanças práticas no cuidado oferecido à puérpera. “Os profissionais envolvidos no atendimento à gestante devem reconhecê-la como sujeito de necessidades e direitos — e não apenas como meio para a chegada do bebê”, conclui.  Serviço Palestra Maio Furta-Cor: A importância do cuidado à saúde mental materna → Data: quinta-feira (15), às 11h, no auditório do HBDF, com transmissão online no canal do IgesDF no YouTube. → Público-alvo: Profissionais e estudantes da saúde, além da comunidade em geral → Inscrição gratuita: neste link.    *Com informações do IgesDF

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Dia das Mães no Hospital de Ceilândia teve como foco saúde mental materna

“Saúde mental materna importa.” Com esse lema, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) promoveu, na última sexta (9), a manhã de acolhimento: cuidando de quem cuida, em alusão ao Maio Furta-Cor, mês de conscientização sobre a saúde mental materna. Realizado na maternidade do hospital, o evento reuniu cerca de 60 mães que estão com seus bebês internados nas Unidades de Neonatologia, de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCo) e de Cuidados Intensivos Neonatais (Ucin) Canguru.  O objetivo foi proporcionar momentos de bem-estar e refletir sobre os desafios emocionais vividos pelas mulheres no ciclo gravídico-puerperal, que engloba a gestação, o parto e o puerpério.  Há 15 dias internada com o pequeno Lincoln, que nasceu prematuro com 32 semanas, a jovem Maysa Regina Alencar, 21, contou que, ações como essa, impactam positivamente as mães hospitalizadas. “A gente se sente fragilizada, com baixa autoestima, sem apoio. Então ter um momento como esse nos ajuda a lembrar que somos importantes, que merecemos cuidado. Isso melhora o emocional e até o físico. Eu amei!”, afirmou. A programação foi pensada para atender as mães de forma sensível e diversa | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segundo a assistente social do setor, Valéria Mendonça, o evento vai além da comemoração do Dia das Mães. “Esse cuidado emocional é essencial. A maternidade, especialmente no pós-parto, pode ser muito desgastante. São mulheres vivendo dores físicas, desafios emocionais e, muitas vezes, sobrecarga. Precisamos lembrar que saúde mental também é prioridade”, ressaltou. Para o diretor do HRC, César Renk, a iniciativa é um marco de humanização. “Cuidar das mães é cuidar do futuro. Essa é uma maternidade que cresce a cada dia e esse é só o começo de muitos encontros assim”, disse.  Cuidado integral A programação foi pensada para atender as mães de forma sensível e diversa. Houve conversa, apresentação musical, oficina de automassagem, espaço de beleza com maquiagem, design de sobrancelhas e tranças, além de auriculoterapia, sorteios e brindes. [LEIA_TAMBEM]Para a psicóloga da Unidade de Neonatologia do HRC, Denise Percilio, o momento vai além da celebração. “É comum a mulher não se permitir o autocuidado nesse período, seja por cansaço, dor ou falta de rede de apoio. Esse evento mostra que elas não estão sozinhas. A saúde mental materna precisa ser visibilizada, especialmente entre mães que já têm outros filhos ou estão vivenciando isso pela primeira vez”, explicou. Mãe pela quarta vez, Daiane Ferreira, 34, aprovou a iniciativa. “A gente fica muito parada dentro do quarto, isso aqui anima, dá vontade de se cuidar. Adoro essas coisas, já fiz tudo que pude e, se pudesse, ajudava também”, brincou. A psicóloga e assessora da subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF, Carolina Leão, finalizou com um recado inspirador: “A maternidade não é só cor-de-rosa. O Maio Furta-Cor fala disso: da maternidade que muda de cor conforme a luz que recebe. Se a mãe recebe apoio, tudo fica mais leve. Toda saúde mental materna importa”, conclui. Política pública fortalecida A ação realizada pelo HRC também vai ao encontro da Lei nº 7.583/2024, que estabelece diretrizes para a Política de Atenção à Saúde Mental Materna no Distrito Federal. A norma reconhece a importância do bem-estar psíquico da mulher durante o pré-natal, perinatal e puerpério, garantindo atenção especial para que as mães possam lidar com o estresse e viver a maternidade de forma mais participativa, saudável e acolhida. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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UBS 1 de Vicente Pires promove passeio com foco na saúde mental

Cuidar da mente também é movimentar o corpo, sair da rotina e ocupar novos espaços. Foi com esse espírito que cerca de 30 idosos da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Vicente Pires participaram, nesta terça-feira (6), da ação Mentes em Movimento, promovida pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Grupo conheceu as instalações do Complexo Cultural da República | Fotos: Sandro Araújo/SES-DF A iniciativa teve como objetivo trabalhar a promoção de saúde com os usuários da terapia comunitária integrativa realizada na unidade. O grupo foi ao Complexo Cultural da República, onde participou de uma visita guiada que incluiu a Biblioteca Nacional de Brasília e o Museu Nacional da República, espaços que muitos dos participantes nunca haviam explorado. José Batista nunca havia ido à Biblioteca Nacional: “Desde que entrei no grupo, tudo melhorou para mim” Foi o caso do aposentado José Batista, 70. “Desde que entrei no grupo, tudo melhorou para mim”, contou. “Moro sozinho e hoje estou feliz da vida de poder conhecer esse lugar [a Biblioteca Nacional de Brasília]”. A aposentada Maria Batista, 75, que participa da turma há três anos, também compartilhou a sua experiência: “Esses passeios para nós, que temos problemas emocionais, ajudam muito. Podemos conhecer novas pessoas, e nos sentimos mais alegres”. Durante a visita, os idosos puderam conhecer a estrutura interna da biblioteca, aprender sobre seu acervo e funcionamento. No Museu Nacional, os participantes percorreram o espaço interagindo com elementos da história de Brasília. A iniciativa foi organizada pela equipe multiprofissional (e-Multi), em parceria com a equipe  de Saúde da Família (eSF) da unidade. Para a terapeuta ocupacional da unidade, Marília Mendes, a ação foi pensada dentro do planejamento terapêutico, aliando o cuidado à cultura e à vivência social. “A saúde não acontece só dentro da UBS”, pontuou. “Ao ocupar os espaços da cidade, fomentamos o acesso à cultura, à socialização e à troca entre os participantes. É nesse movimento que fortalecemos a promoção da saúde de forma integrada e comunitária”. Pertencimento A ideia do passeio surgiu durante um bate-papo na terapia comunitária integrativa, na semana do aniversário de Brasília. Na ocasião, alguns participantes comentaram que, apesar de viverem há anos na capital, ainda não conheciam seus principais pontos turísticos. Fatores como rotina, mobilidade reduzida ou até mesmo falta de recursos financeiros acabaram adiando essas visitas. [LEIA_TAMBEM] “A equipe acolheu o desejo do grupo e, com o apoio da gerência da unidade, conseguimos transformar a conversa em uma ação concreta de cuidado e integração com a cidade”, relatou a técnica em enfermagem da equipe, Carla Rego. “Esse passeio foi uma forma de ampliar horizontes e fortalecer vínculos.” Apesar de a maioria ser composta por idosos, o grupo, que se reúne semanalmente, é aberto a usuários maiores de 18 anos com demandas de saúde mental leve. “Os pacientes criam um vínculo muito grande e um sentimento de pertencimento na terapia comunitária”, ressaltou a psicóloga da e-multi, Sofia Lisboa. “Mesmo diante de desafios pessoais, eles conseguem acessar outras formas de cuidado, convivência e bem-estar”. A equipe planeja novas ações até o fim do ano. A proposta é seguir ouvindo os desejos dos usuários e transformá-los em experiências de cuidado, inclusão e transformação. *Com informações da Secretaria de Saúde

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