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Farmácias públicas: novas regras organizam prescrição e retirada de medicamentos na rede

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Está em vigor a Portaria nº 117, de 20 de setembro de 2026, que atualiza e consolida normas relacionadas à prescrição, ao fornecimento e à dispensação de medicamentos, produtos para a saúde e alimentos nas farmácias ambulatoriais da rede pública de saúde do Distrito Federal. O objetivo é facilitar e organizar o acesso dos usuários aos insumos. O documento é válido para a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Atenção Ambulatorial Especializada, com regras para as unidades básicas de saúde (UBSs), centros de atenção psicossocial (Caps), policlínicas, centros especializados e farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf). A medida substitui a Portaria nº 250, de dezembro de 2014. Portaria vale para UBSs, Caps, policlínicas, centros especializados e farmácias do Componente Especializado | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde   Prescrições e atendimento Além de atualizar regras já existentes, a norma estabelece procedimentos para facilitar e organizar o acesso dos usuários aos medicamentos e demais itens fornecidos pela rede. Entre as novidades está a aceitação de prescrições eletrônicas, desde que atendam à legislação vigente. Para ser aceita, a prescrição de medicamentos deve estar legível e não pode apresentar rasuras que prejudiquem o entendimento da solicitação. A receita deve conter informações como identificação da unidade de saúde responsável pela prescrição; nome completo do usuário; nome, concentração e forma farmacêutica do medicamento; quantidade, via de administração, posologia ou modo de usar; duração do tratamento; data de emissão; e assinatura e carimbo do profissional de saúde responsável. Na falta do carimbo, podem constar o nome legível do profissional, o número de inscrição no respectivo conselho de classe e a assinatura. A normativa também reforça a necessidade de apresentação de documento oficial de identificação com foto para a retirada dos itens solicitados. Em caso de receitas direcionadas a menores de idade, a Certidão de Nascimento original pode ser apresentada. Na ausência do documento de identificação por motivo de furto, roubo ou perda, o usuário poderá apresentar o boletim de ocorrência. O novo texto garante, ainda, atendimento a pessoas privadas de liberdade, em situação de rua e indígenas que não possuam documentos de identificação. Nesses casos, o acesso é assegurado mediante a apresentação dos documentos específicos previstos para cada nível de atenção à saúde. Quando uma prescrição não puder ser atendida por não cumprir os requisitos previstos, o farmacêutico deverá orientar o usuário sobre o motivo e encaminhá-lo ao profissional, com justificativa por escrito quando aplicável. A medida busca esclarecer quais providências devem ser tomadas para a continuidade do atendimento. Entrega nas UBSs Uma das diretrizes previstas é que uma receita atendida parcialmente por uma UBS poderá ser complementada posteriormente em qualquer outra farmácia de UBS da rede, desde que sejam respeitados o prazo de validade da receita e as exigências de documentação. A possibilidade não se aplica aos medicamentos sujeitos a controle especial. Para ser aceita, a prescrição de medicamentos deve estar legível e não pode apresentar rasuras que prejudiquem o entendimento da solicitação   Caps, policlínicas e farmácias especializadas As farmácias dos Caps, das policlínicas e dos centros especializados, além da Farmácia Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), da Farmácia Ambulatorial do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e das farmácias do Ceaf, seguem as regras gerais de identificação e apresentação de receitas previstas na portaria. Em algumas situações, também será necessária a apresentação de formulários específicos para a dispensação do item. No caso dos Caps, o fornecimento de medicamentos é destinado aos usuários acompanhados pela própria unidade. A quantidade pode corresponder a até 60 dias de tratamento, conforme a posologia prescrita. Nas farmácias ambulatoriais das policlínicas e dos centros especializados, a entrega de medicamentos e produtos para a saúde pode ocorrer por até 30 dias de tratamento, conforme a prescrição e o fator de embalagem. As receitas podem ser emitidas por serviços públicos ou privados, desde que atendam às exigências da portaria e aos protocolos clínicos assistenciais do DF. Para os fármacos do grupo oncológico, a distribuição ocorre na unidade de referência do usuário, mediante apresentação de receituário médico com o número da Apac-Onco do hospital, assinatura do responsável e duração do tratamento autorizado. No âmbito do Ceaf, a solicitação dos medicamentos pode ser realizada virtualmente por meio do Ceaf Digital. Os pacientes que não conseguirem fazer o cadastro online podem solicitar atendimento presencial para essa finalidade pelo telefone 160, opção 3. Na data agendada, a pessoa deverá comparecer à unidade indicada, levando a documentação obrigatória. O fornecimento de medicamentos no Ceaf é realizado após as etapas de solicitação, avaliação e autorização. Os medicamentos também podem ser retirados por representantes previamente cadastrados. Cada usuário pode indicar até cinco pessoas maiores de 18 anos como representantes.   *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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DF registra primeiros casos de internação involuntária

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou nesta semana os dois primeiros casos de internação involuntária no DF. As situações ocorreram após avaliação das equipes de saúde diante de quadros que representavam risco à integridade dos pacientes e exigiam atendimento especializado. A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, detalhou o funcionamento do protocolo de saúde: "A internação é uma medida excepcional, prevista em lei. Às vezes, é uma necessidade do próprio quadro. E é apenas pelo tempo necessário. Aqui no DF, o prazo é, em média, de 30 dias. Depois da internação, o paciente continua o acompanhamento pelo Caps [Centro de Atenção Psicossocial]". Ambos os pacientes estão em unidades de saúde e, após a recuperação, passarão a ser acompanhados por políticas de assistência social, como a de habitação. Primeira ocorrência O primeiro caso ocorreu no último fim de semana, quando um homem de 31 anos apresentou sinais de surto psicótico no metrô ao entrar em uma área restrita, colocando em risco a própria vida. As forças policiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF), que se dirigiu ao local e realizou a avaliação clínica, confirmando a necessidade de atendimento especializado. Em razão do quadro de saúde mental, o paciente foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde passou por atendimento psiquiátrico e permanece internado para acompanhamento médico. Após a alta hospitalar, ele será encaminhado para os serviços da rede de assistência social e para as demais políticas públicas, conforme avaliação das equipes responsáveis, para dar continuidade ao acompanhamento e receber o suporte necessário. Arte: SES-DF Segundo caso A SES-DF registrou, na noite de segunda-feira (24/8), na Asa Sul, um segundo caso de necessidade de internação involuntária. Equipes do Caps e do Consultório na Rua acolheram um homem de 72 anos em situação de vulnerabilidade que apresentava um quadro grave de negligência no autocuidado, além de comprometimento cognitivo pelo uso abusivo de álcool. A equipe de saúde realizou a avaliação clínica e psicológica, encaminhando o paciente para uma unidade de Caps AD (álcool e drogas) e, posteriormente, para uma unidade de pronto atendimento (UPA), devido ao comprometimento clínico. O paciente permanece sob cuidados de saúde e encontra-se em estado grave. Fluxo de atendimento em saúde mental Com a entrada em vigor da Lei nº 7.923/2026 e do Decreto nº 49.089/2026, o DF implementou o Modelo de Cuidado Humanizado Integrado. A nova legislação estrutura o fluxo de atendimento em saúde física, mental e dependência química para a população em situação de rua, articulando ações entre diferentes órgãos públicos. As abordagens e os encaminhamentos têm caráter voluntário e são realizados por equipes multidisciplinares por meio de busca ativa. A internação involuntária ocorre apenas em casos de risco à vida, violência ou incapacidade de autocuidado, mediante determinação médica e comunicação ao Ministério Público em até 72 horas. O fluxo assistencial começa com uma pré-triagem realizada pelas secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Saúde e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Diante de sinais de alerta, a equipe especializada de saúde faz a triagem com assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros. Em casos de urgência, é feita a remoção do paciente para uma UPA. Após a estabilização, o paciente pode ser encaminhado à Unidade de Cuidados Clínicos em Saúde Mental do Hospital São Vicente de Paulo. O prazo máximo de internação é de 90 dias. Acompanhamento continuado A norma estabelece que, após a internação e a alta hospitalar, os pacientes com transtornos mentais ou necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas devem ter a continuidade do tratamento garantida pelo Caps. Atuando de forma territorializada e integrada à rede de assistência social e às equipes de campo, como o Consultório na Rua, o Caps é responsável por acolher o cidadão e executar um projeto terapêutico singular. Esse acompanhamento continuado inclui consultas com equipe multiprofissional, monitoramento periódico da evolução clínica e ações voltadas à reintegração social e à prevenção de recaídas, assegurando um cuidado humanizado e sem interrupções.   *Com informações da SES-DF

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Nova sede do Caps da PMDF fortalece política de cuidado com a saúde mental da corporação

Nesta sexta-feira (27), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) inaugurou a nova sede do Centro de Assistência Psicológica e Social (Caps), consolidando um avanço estrutural significativo voltado à promoção da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida de policiais militares, familiares e servidores civis. A iniciativa reforça o compromisso institucional com o cuidado integral do efetivo, alinhando-se às diretrizes do Programa DF + Seguro — Segurança Integral, especialmente no eixo Servidor Mais Seguro, que reconhece a valorização do profissional de segurança pública como elemento estratégico para o fortalecimento da corporação. A nova sede do Caps da PMDF foi inaugurada nesta sexta (27); espaço conta com 16 consultórios e sala de palestras para até 100 pessoas | Foto: Divulgação/PMDF Durante a cerimônia, a então vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso assumido pelo Governo do Distrito Federal em garantir aos policiais militares um espaço adequado de acolhimento, ressaltando que a entrega da nova estrutura representa o cumprimento desse objetivo institucional. Na mesma linha, a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, enfatizou que a inauguração simboliza a concretização de um projeto construído coletivamente, marcado por desafios e esforços integrados, resultando em um ambiente voltado ao cuidado do policial militar e de sua família. [LEIA_TAMBEM]Com aproximadamente 3.000 m² de área construída, a nova sede foi planejada para oferecer uma estrutura moderna, segura e acolhedora, com 16 consultórios, sala de palestras com capacidade para 100 pessoas, sala de terapia em grupo, espaços para testes e avaliação psicológica, além de áreas terapêuticas, de convivência e setores administrativos. O espaço foi concebido para garantir privacidade, sigilo e segurança psicológica aos atendidos, fatores essenciais para a qualidade das intervenções e o fortalecimento do vínculo nos atendimentos psicossociais. A ampliação permitirá o fortalecimento de programas já existentes e a implementação de novas iniciativas voltadas à prevenção, ao acompanhamento contínuo e à promoção da saúde mental. Com isso, o Caps/PMDF consolida sua atuação como referência institucional no suporte psicossocial, amplia a capacidade de atendimento e reafirma o compromisso da corporação com a valorização da vida e o cuidado permanente com aqueles que atuam na linha de frente da segurança pública. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

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Rede de Atenção Psicossocial do DF promove evento cultural e social

As unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Distrito Federal reuniram-se na quinta (6) e sexta-feira (7), durante o Encontro da Arte — Cultura, Inclusão e Saúde Mental (EDA). A iniciativa promoveu convivência, cultura e protagonismo para usuários, profissionais e pesquisadores do serviço especializado. O evento foi sediado no Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB). Com uma programação composta por feira de economia solidária e criativa, espetáculos artísticos, concurso de poesia, exposição de trabalhos científicos, rodas de conversa e palestras, o EDA ofereceu um espaço de expressão e acolhimento a artistas em acompanhamento de saúde mental. Encontro da Arte (EDA) ocorreu no Centro Comunitário Athos Bulcão, na UnB, nos dias 6 e 7 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O grupo Pontos e Nós Tecelagem Manual, do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e Outras Drogas (Caps AD) III de Samambaia, participou como expositor. Na quinta, o designer Moisés Queiroz, 55 anos, tinha boas expectativas em relação à venda dos produtos confeccionados por ele e seus colegas. Participando das atividades do grupo há seis anos, Moisés conta que o apoio multiprofissional o estimulou a fazer o curso de tecnólogo em design de produto. Ele é categórico ao definir sua experiência junto à equipe da unidade: “Transformadora”, diz. “O pessoal me pegou na rua e me transformou. Eles deram a família que me faltava”. Agora, Moisés prepara-se para concluir a licenciatura em educação profissional: “Hoje sou capaz de ajudar a transformar outras pessoas que precisam”. Moisés Queiroz, designer: "O pessoal me pegou na rua e me transformou. Eles deram a família que me faltava" Reinserção social A psicóloga e supervisora do Caps AD III de Samambaia, Thereza Dantas, explica que as atividades coletivas são fundamentais para o cuidado em saúde mental voltado à reinserção social e ao fortalecimento da subjetividade do indivíduo. “A maioria desses pacientes chega até nós sem nem mesmo reconhecer os talentos que têm e o que são capazes de fazer. Quando há oportunidade, como são práticas artísticas, eles encontram consigo e passam a ver que podem ir muito além”, revela. [LEIA_TAMBEM]Os Caps são voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. O atendimento ocorre por demanda espontânea (comparecimento direto do usuário aos centros) ou por encaminhamento de outros dispositivos da rede de saúde ou da rede intersetorial (assistência social, educação, justiça). As atividades são realizadas prioritariamente em espaços coletivos — grupos, assembleias de usuários e reuniões diárias de equipe —, inseridas na comunidade. O cuidado é desenvolvido por meio de um Projeto Terapêutico Singular, construído em conjunto pela equipe, pelo usuário e sua família. Atualmente, são 18 unidades, de todas as modalidades, distribuídas pelas regiões de saúde do DF. Clique aqui para localizar o Caps mais próximo. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Profissionais da saúde recebem capacitação sobre economia solidária e saúde mental

Capacitar por meio do empreendedorismo, permitir o protagonismo e estimular a autoestima dos usuários assistidos pelo serviço especializado de saúde mental. Esse é objetivo do curso Economia Solidária e Saúde Mental — fortalecimento das ações de geração de trabalho, renda e arte criativa no DF. A aula inaugural ocorreu na tarde desta terça-feira (12), no auditório da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB).  A parceria é da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Rio de Janeiro e capacitará em torno de 50 profissionais dos 18 centros de Atenção Psicossocial (Caps), somando 30 horas-aula na modalidade on-line. Em uma segunda fase, serão qualificados também usuários e familiares dos serviços de saúde mental. “A ideia é que, com essas iniciativas, possamos profissionalizar e instrumentalizar os usuários dos Caps para produzir peças que possam permitir a geração de renda. Esse curso aborda temas como o associativismo e o cooperativismo, e buscará instrumentalizar para que a produção possa virar uma fonte de renda, o que é excelente, porque ajuda na autonomia e na reabilitação psicossocial”, apontou a subsecretária de Saúde Mental (Susam), Fernanda Falcomer. Iniciativa capacitará em torno de 50 profissionais dos 18 Caps, somando 30 horas-aula na modalidade on-line | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O curso demonstra meios de formalização dos empreendimentos de economia solidária no âmbito da saúde mental, enfatizando os princípios dessa forma de produção, que valoriza a cooperação, autogestão, sustentabilidade, solidariedade, o comércio justo e o consumo solidário, oferecendo uma possibilidade de vinculação das pessoas com transtorno mental à geração de trabalho e renda. “As pessoas que utilizam o serviço têm problemas sociais graves, muitas vezes em situações de vulnerabilidade, não têm formação. Então, além de uma nova forma de cuidado em saúde e liberdade, é também constituir outras possibilidades de organização da vida. Essa pessoa precisa ter uma geração de renda, e não só no sentido de dar um emprego, é uma questão de sociabilidade”, ressaltou o pesquisador sênior da Fiocruz e presidente de honra da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Paulo Amarante. Subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer: "A ideia é que, com essas iniciativas, possamos profissionalizar e instrumentalizar os usuários dos Caps para produzir peças que possam permitir a geração de renda" Experiência Uma das participantes, a gerente do Caps AD de Santa Maria, Adriana Câmara, destacou que a medida possibilita ainda a troca de experiências exitosas entre os serviços. “Nas outras regiões, às vezes tem algum serviço que já está dando certo e podemos implementar ou a gente tem dicas de como fazer e repassamos. Isso é essencial para oferecermos um atendimento com cada vez mais qualidade”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Já a supervisora do Caps III Samambaia, Juliana Neves Batista, reforçou que a inclusão dos pacientes nessas atividades promove a emancipação e a cidadania: “Tem muitos usuários que possuem renda, mas têm dificuldade de se reinserir. Ter um curso que viabilize isso é muito bom, porque eles conseguem ter essa desenvoltura”. Reintegração social A gerente de Desinstitucionalização da Susam/SES-DF, Jamila Zgiet, explicou que a reabilitação psicossocial tem como foco promover a reintegração social e a qualidade de vida de pessoas com sofrimento psíquico, buscando a superação da vulnerabilidade e a participação ativa na sociedade. "Além dos atendimentos clínicos, estamos investindo também na parte mais prática para que os serviços consigam ajudar os usuários e familiares a desenvolver empreendimentos de economia solidária, com atividades como artesanato, pintura, horta, iniciativas já realizadas nos Caps." A ação contou ainda com a participação da Ana Paula Guljor, psiquiatra, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps) da Fiocruz e presidente da Abrasme; e da psicóloga Leandra Brasil, mestre em psicologia social e doutoranda na Universidade Lanús, na Argentina. Os professores são referências da luta antimanicomial no Brasil. Paulo Amarante, pesquisador sênior da Fiocruz e presidente de honra da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme): "Além de uma nova forma de cuidado em saúde e liberdade, é também constituir outras possibilidades de organização da vida" Projeto Libertarte Há também outras iniciativas da SES-DF em conjunto com a Fiocruz, como o projeto Libertarte, com oficinas criativas aos pacientes dos Caps. A iniciativa conta com o trabalho de oficineiros dedicados a atividades artísticas e de produção. Esses profissionais serão responsáveis por colocar em prática as oficinas de arte, cultura e geração de renda, além de qualificar e ampliar o que já é realizado nos centros, contemplando as áreas de artesanato, música, horta, crochê e pintura.  Atualmente, a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Distrito Federal conta com 18 Caps em funcionamento. Clique aqui e saiba mais. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Casa de Mosaico é reinaugurada no Caps II do Riacho Fundo

Em meio a muita celebração, a Casa de Mosaico do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo, foi reinaugurada nesta semana (5). O espaço é destinado a pessoas em tratamento no centro. Estiveram presentes servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF), representantes da Câmara dos Deputados e membros da comunidade local, dentre pacientes, familiares e ex-usuários do serviço. A reforma da casa começou ainda em 2024. O imóvel recebeu piso e pinturas novas, com completa revitalização de janelas, portas, pias, chuveiros, tanques e lavabo. Boa parte das melhorias no ambiente, porém, são fruto do próprio trabalho dos usuários: quadros, espelhos, jarros de plantas… a mistura de cores e formas geométricas transforma a casa em lar acolhedor e seguro. Cerimônia de reinauguração da Casa de Mosaico do Caps II do Riacho Fundo foi realizada na última quinta-feira (5) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “A Oficina de Mosaico tem esse 'ar da sustentabilidade', em que, associada ao material que compramos por meio da comercialização de nosso artesanato, também utilizamos muita coisa que viraria lixo. Daí vem a questão dos pedaços que montamos: os cacos destruídos ao longo do sofrimento psíquico. Muitas pessoas vêm ao Caps em profundo sofrimento e, ao encontrarem essa oficina, passam a reconstruir a si mesmas pela composição das peças”. A fala é da terapeuta comunitária Cássia Maria Garcia, há 23 anos no Caps II do Riacho Fundo e responsável pela implementação do projeto desde o início, em maio de 2006. A profissional explica que a matéria-prima dos trabalhos vai de ladrilhos de azulejo ou de vidro até as tampinhas plásticas e vasilhames de detergente. “Por quê? Porque trabalhamos com a ideia de reconstrução, de reaproveitar, e o mesmo vale para a saúde mental. Aqui o indivíduo sai da autopercepção de que é um estorvo e passa a ser visto como um artista”, ressalta. Cerimônia de reinauguração da Casa de Mosaico do Caps II do Riacho Fundo foi realizada na última quinta-feira (5) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Terapia e geração de renda Iniciada há 19 anos, a Oficina de Mosaico, que por muito tempo ficou conhecida como “Caco Terapêutico”, já recebeu mais de 2 mil usuários. Concebida apenas como um espaço para terapia, hoje, o artesanato criado na unidade tem favorecido a produção de renda, a autonomia do indivíduo, o protagonismo social e a inserção do paciente no mercado de trabalho por meio da Carteira Nacional do Artesão, com o apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF). A gerente do Caps II do Riacho Fundo, Mirna Dutra, atua há 21 anos como psicóloga, dos quais 14 foram dedicados à Política de Saúde Mental do Distrito Federal. “Essa reinauguração marca um momento muito importante para o funcionamento de nossos serviços, momento de reconexão e restauração de um espaço da arte, da expressão livre como ferramenta de tratamento aos usuários, dando a eles autonomia e renda." *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Saúde pública do DF terá esquema especial de atendimento no feriado de Carnaval

Para garantir uma assistência médica eficiente, a Secretaria de Saúde (SES-DF) organizou um esquema especial para o Carnaval. O Serviço de Atendimento Móvel (Samu), por exemplo, terá ambulâncias e motolâncias posicionadas em pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios. Já os hospitais da rede pública e das unidades de pronto atendimento (UPAs) vão funcionar 24 horas por dia. O Hemocentro e as unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) terão serviços em horários diferenciados. Samu disponibilizará ambulâncias e motolâncias em locais estratégicos do DF | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Samu Durante as festividades, os foliões contarão com o apoio do Samu, que prestará suporte direto aos blocos carnavalescos, além de manter o teleatendimento pelo telefone 192. Neste último, as chamadas serão atendidas por médicos reguladores, que farão a triagem dos casos, fornecendo orientações ou acionando equipes móveis para assistência no local. “Vamos deixar um veículo de atendimento a múltiplas vítimas disponível na ‘cidade da segurança’, localizada próximo ao Museu Nacional”, destaca a gerente de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel (GAPHM), da SES-DF, Vanessa Rocha da Silva. Atendimento emergencial Como a maior parte dos eventos ocorre na região central do Plano Piloto, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) será o local indicado para a assistência em casos de clínica médica, cirurgia geral, queimados e emergência em odontologia. O Hospital de Base (HBDF) atenderá ocorrências de politraumas e traumas cranioencefálicos. Apesar dos pontos centrais, todos os outros hospitais da SES-DF  vão funcionar 24h, com portas abertas para urgências e emergências. Além disso, o Distrito Federal conta com a atuação de 13 unidades de pronto atendimento (UPAs), também com funcionamento 24h. Centros de Atenção Psicossocial No feriado prolongado, estarão abertas em esquema 24h as seguintes unidades de saúde mental Caps III Samambaia, Caps AD Ceilândia, Caps AD Samambaia e Caps AD Brasília. Para atendimentos emergenciais em psiquiatria, as referências são o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e o HBDF. Hemocentro Hemocentro terá horários diferentes neste Carnaval | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Quem quiser doar sangue neste Carnaval, atenção, pois o Hemocentro terá alterações nos horários. No sábado (1º), o funcionamento será normal, das 7h15 às 18h. Domingo (2) o local fecha, reabrindo na segunda-feira (3), somente pelo período da manhã, das 7h15 às 12h. Na terça (3), a unidade não funciona, voltando às atividades na quarta (4), a partir das 14h15. Vacinação Quem quiser atualizar o cartão de vacinação durante o Carnaval pode procurar as salas de vacina de UBSs que funcionam aos sábados. No sábado, os locais estarão abertos com imunizantes do calendário de rotina, dengue e covid-19. A lista dos pontos que realizam vacinação nesse dia está disponível no site da SES-DF. As demais salas voltam a funcionar normalmente na quarta (5), a partir das 14h. Odontologia A emergência odontológica do Hran mantém atendimento normal ao longo de todo o feriado, com assistência 24h. Haverá atendimento também no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) no sábado e no domingo das 7h às 19h. Já no Hospital Regional do Gama (HRG), os horários de Carnaval serão os seguintes: no sábado, das 13h às 19h; no domingo, das 7h às 19h; e na terça-feira, das 19h à 1h. Farmácias de Alto Custo As unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), mais conhecidas como farmácias de Alto Custo, funcionam no sábado, das 7h às 12h, fechando no domingo, na segunda e na terça. O atendimento retorna na quarta, às 14h. Ambulatórios e policlínicas Não haverá atendimento de sábado a terça (4) nos ambulatórios e nas policlínicas. As unidades reabrem na quarta, a partir das 14h. Unidades básicas de saúde As UBSs seguirão o calendário oficial de feriados do Governo do Distrito Federal (GDF) e ficarão fechadas. Já as 63 UBSs tipo II, que atendem aos sábados, vão funcionar no sábado até as 12h. *Com informações da SES-DF  

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Janeiro Branco: Espaços de convivência ajudam a diminuir a solidão e cuidam da saúde mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o isolamento social uma grave ameaça à saúde pública. Além do impacto na saúde mental, a sensação de estar só está associada a doenças cardiovasculares, metabólicas e à mortalidade precoce. A gerente do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III de Samambaia, Ana Luísa Lamounier, acredita que espaços terapêuticos como os oferecidos nas unidades cumprem um papel fundamental ao oferecer um ambiente de convivência. Francisco José Pereira Júnior, de 62 anos, é paciente do Caps há mais de cinco anos, e utiliza frequentemente o espaço de convivência do centro | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “As pessoas vêm para conversar, se encontrar e formar laços. Esses espaços não são só para cuidados de saúde, mas também para integrar. Muitas vezes, práticas como dança, fotografia ou rodas de conversa não têm o foco na atividade em si, mas no fato de estarem juntos e partilharem experiências, o que torna tudo terapêutico”, explica. O corretor e pintor Francisco José Pereira Júnior, 62, frequenta o Caps III da região administrativa há mais de cinco anos e concorda com a gerente. “Venho aqui para participar das turmas, das conversas e para ver meus amigos, como a dra. Juliana e o Gilson. Eu ajudo na horta e plantei aquela roseira ali para não me sentir tão sozinho”, relata. Ele foi diagnosticado com transtorno bipolar e utiliza frequentemente o espaço de convivência da unidade. Para ele, a solidão é o maior incômodo. Segundo a OMS, o mundo está se tornando cada vez mais solitário, apesar da projeção de 8,09 bilhões de pessoas no mundo em 2025. A instituição considera o problema uma ameaça à saúde pública e novos estudos indicam que os impactos do isolamento vão muito além da saúde mental. Entre as consequências estão diabetes, maior risco de doenças cardiovasculares, demência e a síndrome da fragilidade em idosos — condição caracterizada por perda de peso, massa muscular e força física. Para a gerente do Caps III de Samambaia, Ana Luísa Lamounier, espaços terapêuticos como o Caps cumprem um papel fundamental: “As pessoas vêm para conversar, se encontrar e formar laços” A profissional do Caps III reforça que a socialização é benéfica para todos, inclusive para pessoas introvertidas. A vivência coletiva é utilizada enquanto recurso terapêutico. “Uma pessoa introvertida pode preferir interações mais curtas e com poucas pessoas, mas isso não significa que ela não precise socializar. Ter vínculos de amizade, mesmo em grupos pequenos, faz toda a diferença”. Ela destaca que interações virtuais, como redes sociais e jogos online, não substituem o contato presencial. “A troca que ocorre no convívio pessoal é rica em informações e promove um impacto positivo na saúde. O convívio social diminui o risco de demência e outras doenças. Às vezes, mesmo quando não queremos, socializar faz bem”, conclui. “Eu acho que o amor também pode ser um tratamento muito terapêutico. Ele ajuda a desenvolver habilidades sociais que, quando estamos isolados, acabam se enfraquecendo. Criar vínculos, gostar de alguém, sentir-se apoiado — tudo isso tem um impacto enorme na felicidade das pessoas. Mesmo aqui no Caps, mesmo que o motivo principal da pessoa não seja algo relacionado ao humor, a possibilidade de compartilhar suas experiências é sempre algo muito terapêutico”, explica Juliana Neves Batista, assistente psicossocial da unidade. Onde buscar ajuda Além das unidades dos Centros de Atenção Psicossocial, é possível encontrar auxílio de forma virtual. Promovida pela Gerência de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde (SES-DF), a Terapia Comunitária Online é um espaço seguro, onde as pessoas podem falar das suas questões e receber ajuda profissional. Sempre às 15h de quintas-feiras, o grupo – apelidado de “SUS em casa” – se reúne de forma virtual. Para participar, basta acessar o link da ferramenta Zoom. *Com informações da SES-DF  

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