UnB e FAPDF divulgam seleção do Mestrado Profissional gratuito em Economia e Inovação
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Universidade de Brasília (UnB) e o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da Secretaria de Economia do DF, divulgaram nesta segunda-feira (31) o resultado do processo seletivo para mestrado profissional em economia, área de concentração em Gestão Econômica de Inovação Tecnológica, ofertado gratuitamente pelo GDF. Ao todo, são 80 vagas, sendo 70 destinadas a servidores efetivos e 10 ao público externo. A iniciativa integra o projeto Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia e Crescimento Econômico na Era da Inteligência Artificial, que conta com investimento de R$ 2,4 milhões para a formação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a parceria representa uma oportunidade de aproximar o conhecimento produzido na universidade das necessidades do serviço público e dos desafios do desenvolvimento do Distrito Federal. “Investir na formação de pessoas é investir na capacidade do Distrito Federal de inovar e encontrar soluções para seus próprios desafios. Essa parceria aproxima governo e universidade e cria condições para que o conhecimento produzido na academia possa se transformar em pesquisa aplicada e em políticas públicas mais eficientes”, afirma Reisman. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE/UnB), unidade ligada à formação em gestão econômica e inovação | Foto: Divulgação/UnB Formação conectada à gestão pública Oferecido pela UnB, o mestrado busca aproximar a formação acadêmica das questões enfrentadas pela administração pública e pelo setor produtivo. O curso aborda temas relacionados à inovação tecnológica, inteligência artificial, economia, ciência e tecnologia e desenvolvimento econômico. Ao longo da formação, os participantes desenvolverão projetos aplicados a questões relevantes para o Distrito Federal, buscando produzir conhecimento que possa contribuir para o aprimoramento de políticas públicas e da gestão. Segundo o vice-diretor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE), professor Antonio Nascimento Junior, a iniciativa já demonstra resultados na qualificação dos servidores e na aproximação entre conhecimento acadêmico e prática profissional. “O mestrado profissional da UnB, desenvolvido em parceria com a FAPDF, tem gerado resultados expressivos para a qualificação dos servidores do GDF, unindo excelência acadêmica e aplicação prática. As dissertações apresentadas na primeira edição dessa parceria em 2024 evidenciam uma forte integração entre teoria e prática, com estudos voltados para o aprimoramento da gestão pública do Governo do Distrito Federal”, afirma Nascimento Junior. Programa tem nota máxima na avaliação da Capes Outro destaque da formação é a qualidade acadêmica do programa. O mestrado Profissional em Economia da UnB recebeu Conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), nota máxima na escala dos mestrados profissionais. O resultado reconhece a qualidade do corpo docente, o rigor acadêmico e a relevância das pesquisas desenvolvidas pelo programa, consolidando o mestrado como uma referência na formação de profissionais qualificados para atuar tanto no setor público quanto no privado. Para a coordenação do programa, a avaliação também reflete o trabalho conjunto de professores, estudantes, egressos e equipe administrativa e reafirma a atuação da UnB como instituição de excelência na pós-graduação em Economia. A parceria entre a UnB e o GDF dá continuidade à cooperação iniciada em 2024 e amplia a integração entre universidade, governo e sociedade, com foco na qualificação profissional e na produção de conhecimento capaz de responder a desafios concretos do Distrito Federal. Os candidatos podem consultar a relação dos selecionados e as demais informações do processo seletivo clicando neste link. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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FAPDF publica edital de chamamento para servidores do GDF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) publicou o Edital de Chamamento Público de Servidores, voltado a servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF) interessados em atuar na fundação. A seleção tem como objetivo reforçar a equipe da FAPDF, de acordo com as necessidades do serviço, para o desempenho de atividades técnicas e administrativas. A escolha dos servidores levará em conta a formação, a área de interesse, a experiência profissional e a carga horária no órgão de origem. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas desta quarta-feira (22) a 22 de julho, por meio de formulário disponível no site da FAPDF. No momento da inscrição, o servidor deverá informar a área em que tem interesse de atuar, conforme as opções disponíveis. Podem participar servidores efetivos do quadro de pessoal do GDF que atendam aos requisitos previstos no edital. Entre as exigências estão não responder a processo administrativo disciplinar, estar em dia com as obrigações eleitorais, não ter previsão de licenças nos próximos 12 meses e apresentar autorização favorável do órgão onde trabalha atualmente. Como a FAPDF atua em diferentes áreas ligadas ao fomento à ciência, tecnologia e inovação, o edital prevê a participação de servidores com ensino superior completo em direito, administração, ciências contábeis, ciências da computação, gestão pública ou áreas relacionadas. Também é indicado que os interessados tenham conhecimento sobre normas ligadas à ciência, tecnologia, inovação e parcerias com organizações da sociedade civil. Etapas da seleção As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até 22 de julho | Foto: Divulgação/FAPDF O processo será realizado em três etapas: inscrição, avaliação curricular e entrevista individual. Na avaliação curricular, serão analisadas a formação acadêmica, a formação técnica, as competências e as experiências profissionais do servidor. Já a entrevista individual terá como base as informações apresentadas no currículo e buscará avaliar se o perfil do candidato está alinhado às atividades da fundação. Os servidores selecionados para a entrevista serão convocados por e-mail, conforme o endereço informado no momento da inscrição. Os aprovados atuarão na sede da FAPDF, localizada no Parque Tecnológico de Brasília, na Granja do Torto. A área de atuação será definida de acordo com o perfil do servidor, sua experiência profissional e a disponibilidade de vagas nas unidades administrativas da Fundação. De acordo com o edital, é possível concorrer a mais de uma área, conforme o perfil do servidor e as opções disponíveis no formulário de inscrição. Os servidores selecionados atuarão na FAPDF até, pelo menos, 31 de dezembro deste ano. Esse prazo poderá ser renovado, caso haja interesse do órgão de origem e da fundação. Oportunidades de desenvolvimento Os servidores que passarem a atuar na FAPDF poderão participar, conforme as regras internas, a disponibilidade orçamentária e o interesse institucional, de ações de capacitação e desenvolvimento promovidas pela fundação. Entre as possibilidades estão cursos de aperfeiçoamento, capacitação em língua estrangeira, participação no programa de incentivo à pós-graduação e jornada de trabalho de sete horas corridas diárias, sem intervalo para refeição, conforme a legislação vigente e as normas internas da FAPDF. O acesso a essas oportunidades depende da autorização da chefia imediata, das necessidades do serviço e da disponibilidade da fundação. Clique aqui e acesse o edital. *Com informações da FAPDF
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Com apoio da FAPDF, GDF participa de lançamento do Hub de Inovação Aeroespacial
O Hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB) foi lançado oficialmente nesta terça-feira (16), durante o evento SpaceBR Show 2026, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). A iniciativa tem a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, com objetivo de ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. Apresentado em um dos maiores eventos do setor espacial da América Latina, o hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. A proposta é criar um ambiente colaborativo para o desenvolvimento de projetos de alta complexidade, com foco em áreas como defesa, uso de dados espaciais, inteligência artificial e governo digital. Hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais | Foto: Divulgação/FAPDF A iniciativa alinha-se a uma trajetória já consolidada da UnB em pesquisas e missões aeroespaciais. Com infraestruturas física e digital modernas, a universidade tem desenvolvido estudos em sistemas propulsivos, incluindo motores de foguete produzidos por manufatura aditiva em metal e propulsores elétricos a plasma pulsado. Também se destacam missões reais como a AlfaCrux, primeira missão satelital inteiramente brasiliense, financiada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da FAPDF, e o Serpens, desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Na cerimônia de lançamento, estiveram presentes representantes das instituições parceiras, entre eles Leonardo Souza, fundador da Ideia Space; Lucas Fonseca, CEO da Airvants; José Vagner Vidal, CEO do Instituto Start; Jeferson Rodrigues de Freitas, representante institucional da Saipher ATC; e Daniel Rosa, diretor da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Também participaram Douglas Silveira, chefe de Comunicação da FAPDF; Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB); Leila Maria Garcia Fonseca, coordenadora de Estudos Estratégicos e Novos Negócios da AEB; e Renato Borges, diretor do PCTec/UnB. A missão brasiliense AlfaCrux, 100% financiada pela fundação, colocou Brasília em evidência no cenário espacial brasileiro ao demonstrar a capacidade de nossas instituições de desenvolver tecnologia de ponta e formar talentos para o setor aeroespacial. “O Hub nasce justamente para ampliar esse legado, fortalecendo a conexão entre universidade, governo e iniciativa privada e posicionando o Distrito Federal como um dos principais polos de inovação aeroespacial do país”, destaca o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman. Segundo o professor Renato Borges, diretor do Parque Tecnológico da UnB, o Distrito Federal reúne condições singulares para liderar esse movimento. “Nosso hub foi concebido não como um parque industrial tradicional, mas como um ambiente estratégico de articulação tecnológica e inovação cooperativa em áreas essenciais para o futuro do país”, afirma. Rodrigo Leonardi ressaltou: “O Hub representa um ponto de encontro do ecossistema espacial, não apenas do Distrito Federal, mas de forma articulada com o restante do país e com organizações no exterior. Ele tem potencial para atrair, de maneira dinâmica, os atores necessários para esse ecossistema, como governo, academia e iniciativa privada. A partir de agora, o desafio é traduzir essa visão em resultados, em oportunidades para estudantes, professores, investidores e para a economia local, fortalecendo Brasília como um importante polo aeroespacial”. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta também prevê programas de aceleração, inovação aberta e espaços para experimentação regulatória de novas soluções aeroespaciais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech A estrutura prevista inclui laboratórios especializados, estação de comando e controle, espaços de coworking, áreas para prototipagem e testes, plataformas de dados geoespaciais, simuladores computacionais, laboratório de cibersegurança e infraestrutura de supercomputação. Além da UnB, da FAPDF e da AEB, estão entre os parceiros nacionais empresas e instituições como Saipher ATC, Instituto Start, Ideia Space e Airvants. A iniciativa também prevê cooperação internacional com a Universidade de Vigo, na Espanha; a Universidade de Nottingham, no Reino Unido; a Alén Space, do grupo GMV; e a UARX, também da Espanha. A atuação da FAPDF contribui para fortalecer iniciativas que ampliam a capacidade de produção de conhecimento e impulsionam áreas consideradas prioritárias para o futuro da capital federal. O lançamento ocorreu logo após o painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, dentro da programação do SpaceBR Show 2026, que vai até esta quinta-feira (18), no Expo Center Norte, em São Paulo, e reúne autoridades, pesquisadores, empresas, startups, investidores e especialistas ligados à economia espacial. Serviço SpaceBR Show 2026 Data: até quinta-feira (18) Local: Expo Center Norte, Pavilhão Azul Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 — Vila Guilherme, São Paulo (SP) Inscrições: SpaceBR Show. *Com informações da FAPDF
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Pesquisa com apoio da FAPDF estuda uso do pequi em tratamento de feridas e inflamações
Os tratamentos para feridas de difícil cicatrização — como as associadas ao diabetes — podem ganhar um novo aliado vindo do Cerrado. Uma pesquisa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital FAPDF Learning (2023), desenvolve formulações à base de óleo de pequi com potencial para auxiliar na cicatrização e na redução de processos inflamatórios. Desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB), o estudo é liderado por Graziella Anselmo Joanitti e aposta na combinação entre fitoterapia e nanotecnologia para criar soluções mais eficazes e acessíveis, com perspectiva de aplicação futura na prática clínica. O pequi é rico em substâncias bioativas, reunindo ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes | Foto: Divulgação/Freepik O que está sendo desenvolvido O projeto tem como foco a criação de formulações nanofitoterápicas — medicamentos derivados de plantas que utilizam estruturas em escala nanométrica para melhorar sua atuação no organismo. A proposta inclui duas formas principais: uma versão em gel, voltada à aplicação tópica, e outra em suspensão, ampliando as possibilidades de uso terapêutico. “Estamos desenvolvendo formulações que combinam o potencial terapêutico do óleo de pequi com tecnologias capazes de melhorar sua absorção e eficácia, pensando em aplicações futuras na área da saúde”, explica Graziella Anselmo Joanitti. Por que o pequi? O uso do óleo de pequi está ligado à sua composição rica em substâncias bioativas. Tradicionalmente utilizado por comunidades brasileiras, o composto reúne ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes. “O pequi já é conhecido por suas propriedades medicinais. O que buscamos é ampliar esses efeitos e suas possibilidades de uso terapêutico”, destaca a coordenadora. A pesquisa estuda o uso do óleo de pequi como tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético | Foto: Acervo pessoal O diferencial da nanotecnologia A inovação do estudo está na aplicação de estruturas em escala nanométrica ao óleo de pequi, o que pode melhorar sua absorção pelo organismo, aumentar a eficácia e prolongar o tempo de ação. Esse processo também contribui para maior estabilidade das formulações e melhor interação com células e tecidos, ampliando o potencial terapêutico. “A nanotecnologia permite que o ativo atue de forma mais eficiente, favorecendo sua interação com as células e os efeitos observados em laboratório”, completa Graziella. A base tecnológica do projeto se apoia em pesquisas anteriores conduzidas na UnB, nas quais o grupo desenvolveu nanoemulsões à base de óleo de pequi. Como resultado, foi concedida, em 2022, carta patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contemplando aplicações biomédicas, nutracêuticas e cosméticas. Esse reconhecimento reforça o caráter inovador da tecnologia e amplia suas possibilidades de aplicação. [LEIA_TAMBEM]Avanço no tratamento de feridas Um dos principais focos da pesquisa é o tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético. Essas lesões representam um desafio para a saúde pública, pois estão associadas a complicações graves, como infecções e, em casos mais severos, amputações. Com o aumento do número de pessoas com diabetes no Brasil, cresce também a necessidade de alternativas mais eficazes e acessíveis. Do laboratório à aplicação Além dos estudos laboratoriais, o projeto inclui etapas de validação em modelos experimentais e o desenvolvimento de um produto mínimo viável (MVP), com foco na futura aplicação prática. Atualmente, a solução está em nível de maturidade tecnológica TRL 4, caracterizado pela validação em ambiente de laboratório, com perspectiva de avanço para etapas mais próximas da implementação. “Nosso objetivo é avançar até que a tecnologia possa, no futuro, chegar à população e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a pesquisadora. Outro aspecto relevante é o impacto além da área da saúde. Ao utilizar um recurso natural do Cerrado, a pesquisa contribui para a valorização da biodiversidade brasileira, fortalece a bioeconomia e incentiva práticas sustentáveis de produção. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios
Diante de novas variantes e do aumento de casos de doenças respiratórias, um estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), ganha ainda mais relevância ao propor uma máscara capaz de inativar não apenas o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios. A máscara Vesta representa um avanço ao ir além da proteção física tradicional. Diferentemente dos modelos convencionais, que atuam apenas como barreira mecânica, a tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana — substância extraída da carapaça de crustáceos, como caranguejo, camarão e lagosta. Inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira atua diretamente sobre o vírus, envolvendo e degradando sua membrana, o que leva à inativação. Além disso, a estrutura do material contribui para impedir a passagem de micro-organismos. No modelo PFF2, a máscara recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, sendo capaz de atuar contra vírus, bactérias e fungos. Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB Impacto duradouro O projeto teve início em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, período em que a comunidade científica foi mobilizada globalmente em busca de soluções para conter a disseminação do vírus. No entanto, os resultados da pesquisa ultrapassam esse momento. A tecnologia foi desenvolvida com potencial de atuação contra diferentes vírus respiratórios, o que amplia sua relevância em cenários atuais e futuros, como surtos sazonais de gripe e outras síndromes respiratórias. Com coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, o projeto também contou com a atuação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Da pesquisa à validação clínica A máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas | Foto: Divulgação/SES-DF A máscara Vesta percorreu diferentes etapas de desenvolvimento, desde testes laboratoriais até a validação em condições reais de uso. Em 2023, o projeto alcançou a fase final dos ensaios clínicos, etapa essencial para comprovar a eficácia e a segurança da tecnologia. Essa fase contou com a atuação do professor da UnB e coordenador do ensaio clínico, Rodrigo Luiz Carregaro, contribuindo para o avanço da solução rumo à aplicação prática. Com isso, a tecnologia se encontra em um estágio avançado de maturidade, compatível com fases de validação em ambiente real (TRL 7 a 8), aproximando-se da aplicação prática e da produção em escala. Ciência aplicada com apoio do DF O projeto contou com investimento de R$ 76.825, viabilizado por meio do convênio Transparência Covid (2020), em parceria entre a UnB, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão provenientes do edital Demanda Induzida (2021), com fomento exclusivo da Fundação. [LEIA_TAMBEM]“A trajetória da máscara Vesta demonstra a capacidade do ecossistema de ciência e inovação do Distrito Federal de desenvolver soluções com alto nível de maturidade tecnológica. Trata-se de uma iniciativa que percorre todas as etapas da pesquisa aplicada, desde a concepção até a validação em ambiente real, o que reforça a importância de instrumentos de fomento contínuos e estruturados. A FAPDF tem atuado justamente nesse sentido, apoiando projetos que não apenas geram conhecimento, mas que se traduzem em inovação com potencial de transformação social”, destaca o presidente da Fundação, Leonardo Reisman. Além de impulsionar a inovação, o investimento contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica e para a geração de soluções com potencial de impacto direto na sociedade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Concurso Inova AgroBrasília 2026 abre inscrições para startups no espaço de inovação da feira
A Feira de Tecnologia e Negócios AgroBrasília 2026 está com inscrições abertas para o Inova AgroBrasília, edital que seleciona startups para integrar o Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec). As inscrições seguem até o dia 24 deste mês, por meio do site oficial do evento. As empresas selecionadas terão a oportunidade de expor seus projetos durante a AgroBrasília, compondo a programação do AiTec, espaço dedicado à apresentação de soluções inovadoras voltadas ao setor agropecuário e que reúne iniciativas com potencial de impacto direto no campo. Arte: FAPDF Ambiente de inovação no agro Com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o AiTec é um espaço colaborativo e inclusivo da AgroBrasília, criado para impulsionar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias aplicadas ao agronegócio. A proposta é fortalecer a produtividade no campo, incentivar práticas sustentáveis e ampliar a competitividade do setor, por meio da integração entre diferentes atores da cadeia produtiva. As startups selecionadas terão acesso a um ambiente estratégico de networking, com possibilidade de estabelecer parcerias, atrair investimentos e ampliar sua inserção no mercado Inserido na programação da feira, o ambiente funciona como um ecossistema de inovação, conectando produtores rurais de diferentes portes, startups, universidades, centros de pesquisa, investidores e o setor público, além de estimular a troca de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias. Soluções inovadoras A seleção de startups no Inova AgroBrasília tem como foco reconhecer iniciativas capazes de responder a demandas concretas do setor agropecuário. As propostas devem apresentar soluções inovadoras, com potencial de aplicação prática e impacto positivo, especialmente em temas relacionados à sustentabilidade, eficiência produtiva e transformação digital. A iniciativa também busca estimular o intercâmbio de experiências, o benchmarking (troca de boas práticas do setor) e a disseminação de conhecimento, contribuindo para acelerar a adoção de novas tecnologias no campo. [LEIA_TAMBEM]Além da exposição durante a AgroBrasília 2026, as startups selecionadas terão acesso a um ambiente estratégico de networking, com possibilidade de estabelecer parcerias, atrair investimentos e ampliar sua inserção no mercado. A iniciativa é realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), com organização do Core Inovação e coordenação da Vincere Eventos. A AgroBrasília ocorre entre 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (PAD-DF). Clique aqui e acesse o edital no site oficial. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Printer Chef Brasília: bucha vegetal vira ingrediente e impressora 3D traz inovação na gastronomia
Você já ouviu falar em cagaita? E em transformar uma simples bucha vegetal, daquelas usadas no banho, em ingrediente de um prato criativo? No Printer Chef Brasília 2026, essas curiosidades deixam de ser apenas ideias inusitadas e ganham forma em uma proposta inovadora: apresentar ao público a gastronomia do futuro, com uso de comida impressa em 3D, biomassa e ingredientes pouco explorados, como as plantas alimentícias não convencionais (Pancs). A iniciativa mostra, de forma prática, como ciência, tecnologia e uma pitada de criatividade podem se unir para reinventar a maneira como produzimos e consumimos alimentos. O Printer Chef Brasília 2026 reúne tecnologia e ingredientes pouco explorados para criar pratos surpreendentes | Foto: Divulgação/FAPDF O evento ocorre dentro da programação do Geek Prime e transforma o espaço em um verdadeiro laboratório criativo. Ao circular pelo ambiente, o visitante poderá acompanhar competições ao vivo entre chefs e criadores, que não apenas apresentam pratos saborosos, mas também defendem o conceito científico por trás de cada criação. Muitas dessas experiências utilizam ingredientes do Cerrado, como a cagaita, transformada em preparações surpreendentes, como sorvetes e releituras contemporâneas. Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o Printer Chef também reforça o papel da pesquisa científica no desenvolvimento de soluções inovadoras para a alimentação, explorando desde técnicas de bioimpressão até o uso sustentável da biodiversidade brasileira. Ao longo dos dois dias, o público poderá participar de workshops e palestras que aproximam áreas como gastronomia, design e tecnologia, além de interagir diretamente com chefs, pesquisadores e entusiastas da cultura maker. [LEIA_TAMBEM]Mais do que observar, a proposta é provocar: provocar o paladar, a curiosidade e a forma como enxergamos a comida. Afinal, no Printer Chef, o que parece estranho à primeira vista pode se revelar uma experiência surpreendente e deliciosa. Printer Chef Brasília 2026 • 28 e 29 de março • Shopping Conjunto Nacional – Jardim Urbano • Entrada gratuita. Retire ingresso para algumas atividades no site do evento • Para mais informações, acesse a rede social da FAPDF: @fapdfoficial *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Pesquisa apoiada pela FAPDF aposta em novas tecnologias para enfrentar a doença de Chagas
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) avança no enfrentamento da doença de Chagas, uma enfermidade que afeta milhões de pessoas, principalmente na América Latina. O estudo aposta no desenvolvimento de uma vacina com tecnologias inovadoras, capazes de atuar tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. A iniciativa é coordenada pela professora Izabela Marques Dourado Bastos, doutora na área de imunologia e pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas (IB/UnB), com atuação em estudos sobre resposta imune e desenvolvimento de vacinas. O projeto tem o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública Bio Learning, vinculada ao edital FAPDF Learning (2023). A doença de Chagas Pesquisadora realiza procedimentos laboratoriais durante etapa experimental do estudo que investiga novas estratégias vacinais contra a doença de Chagas | Fotos: Divulgação/FAPDF A doença de Chagas é causada por um microrganismo chamado Trypanosoma cruzi, um tipo de protozoário (parasita microscópico). A principal forma de transmissão ocorre por meio do inseto popularmente conhecido como “barbeiro”. Quando esse inseto pica uma pessoa, ele pode liberar fezes contaminadas próximas à pele. Ao coçar o local, o parasita pode entrar no organismo. A doença também pode ser transmitida por alimentos contaminados, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou durante a gestação, da mãe para o bebê. Um dos principais desafios é que, na fase inicial, a doença muitas vezes não apresenta sintomas claros. Com o passar do tempo, pode evoluir para a fase crônica e provocar problemas graves, especialmente no coração e no sistema digestivo. Mais comum em regiões com maior vulnerabilidade social, a doença ainda registra maior incidência nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Como a vacina funciona, na prática Diante desse cenário, a pesquisa da UnB busca desenvolver uma vacina capaz de “ensinar” o organismo a reconhecer e combater o parasita. O estudo utiliza duas tecnologias modernas: DNA e RNA mensageiro. De forma simplificada, essas tecnologias funcionam como instruções para o corpo. Elas orientam as células a produzir pequenas partes do parasita, o que permite que o sistema imunológico aprenda a identificá-lo e esteja preparado para combatê-lo no futuro. “A doença de Chagas ainda possui opções limitadas de tratamento, especialmente na fase crônica. Por isso, buscamos alternativas inovadoras que possam atuar tanto na prevenção quanto como estratégia terapêutica”, explica a professora Izabela Bastos. A escolha por trabalhar com duas abordagens aumenta as chances de sucesso da pesquisa. “Cada tecnologia tem suas vantagens. O DNA é mais estável e tem custo menor, enquanto o RNA mensageiro pode induzir uma resposta imune mais rápida e intensa”, destaca a pesquisadora. A doença de Chagas é causada por um microrganismo chamado Trypanosoma cruzi, um tipo de protozoário (parasita microscópico) Formação, investimento e impacto no DF Além dos avanços científicos, o projeto também contribui para a formação de novos pesquisadores. Estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado participam diretamente das atividades. “O projeto também tem um papel importante na formação de recursos humanos qualificados, preparando novos profissionais para atuar em áreas estratégicas da ciência”, afirma Izabela. Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, o apoio da FAPDF é fundamental para a execução do projeto, viabilizando desde a compra de insumos até a manutenção da estrutura laboratorial. “O desenvolvimento de vacinas envolve custos elevados e exige infraestrutura especializada. O apoio da FAPDF é essencial para que possamos avançar com qualidade e segurança”, ressalta a coordenadora. Se os resultados continuarem positivos, a expectativa é que a pesquisa contribua para ampliar as alternativas no combate à doença de Chagas — oferecendo novas possibilidades tanto para prevenir a infecção quanto para melhorar a qualidade de vida de pessoas que já convivem com a doença. Avanços científicos e próximos passos O projeto dá continuidade a estudos anteriores desenvolvidos pela equipe da UnB, que já vinham investigando proteínas importantes para a sobrevivência do Trypanosoma cruzi. Essas proteínas funcionam como “alvos” para o sistema imunológico. Com base nesses estudos, os pesquisadores conseguiram desenvolver protótipos de vacina e avançar na compreensão de como o organismo reage à presença do parasita. Atualmente, a pesquisa está em fase de testes em modelos animais. Nessa etapa, os cientistas avaliam se a vacina é capaz de gerar proteção, estimular a produção de anticorpos (proteínas de defesa do organismo) e ativar células responsáveis por combater infecções. *Com informações da FAPDF
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