Celina Leão: “Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília”
A governadora Celina Leão comemorou nesta quinta-feira (28) o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para a capitalização do Banco de Brasília (BRB). Em carreata com os servidores do banco, na Arena BSB Mané Garrincha, Celina agradeceu a resiliência dos empregados e reforçou as medidas de compliance que serão tomadas. A governadora participou do evento logo após a reunião no STF que concluiu o pacto. “Nós viramos essa página na data de hoje. Nós vamos caminhar firmes. Porque o BRB é de vocês, o BRB é da população do Distrito Federal. E eu estou muito feliz de falar que uma mulher ajudou a mudar essa página. Agora, vamos trabalhar, porque o emprego de vocês está garantido. Vamos cuidar dos nossos correntistas, do nosso banco e da nossa cidade. Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília. O banco passou pelo momento mais difícil e retorna com compliance, com uma controladoria vigilante, responsável e comprometida com a segurança dos nossos correntistas”, destacou a governadora. O acordo, construído em diálogo entre a governadora Celina Leão e representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional, permite a capitalização de até R$ 6,6 bilhões. Ao reforçar a segurança da instituição e a confiança dos correntistas, o pacto cria as condições para a solução financeira do banco. Governadora Celina Leão: "Nós vamos caminhar firmes. Porque o BRB é de vocês, o BRB é da população do Distrito Federal" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Firmado durante audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux, do STF, o acordo contou com a participação do Ministério Público Federal, do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entenda Pelo modelo acordado, será aberta a possibilidade de operação de financiamento dentro da governança do Fundo Garantidor de Créditos, com potencial de capitalização do BRB nos limites da resolução do Senado, de cerca de R$ 6,6 bilhões — valor ainda sujeito a avaliações técnicas e a outros aportes do Distrito Federal. A operação prevê a formação de um sindicato de bancos, composto por grandes instituições financeiras, que atuará como garantidor do financiamento concedido pelo FGC. Os recursos utilizados não são públicos, mas provenientes do próprio sistema financeiro. Pelo acordo, o Distrito Federal oferecerá como contragarantia dois dos fundos constitucionais a que tem direito. Esse mecanismo integra a estrutura de segurança da operação financeira em negociação. Segundo a União, a medida cria o ambiente necessário para viabilizar a futura capitalização do BRB por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em carreata com os servidores do banco, na Arena BSB Mané Garrincha, Celina Leão agradeceu a resiliência dos empregados e reforçou as medidas de compliance que serão tomadas Empréstimo de longo prazo A proposta em construção prevê um financiamento com prazo de 15 anos e dois anos de carência. O pagamento será feito pelo próprio banco. O acordo também incorpora compromissos fiscais assumidos pelo Distrito Federal, incluindo medidas de contenção de despesas, revisão de gastos e cumprimento das regras previstas no artigo 167-A da Constituição Federal.
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Acordo entre GDF e União permite capitalização de até R$ 6,6 bilhões do BRB
O Governo do Distrito Federal (GDF) e a União fecharam, nesta quinta-feira (28), um acordo que permite a capitalização de até R$ 6,6 bilhões do Banco de Brasília (BRB). O entendimento, construído em diálogo entre a governadora Celina Leão e representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional, cria as condições para a solução financeira do banco, reforçando a segurança da instituição e a confiança dos correntistas. “Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília. O banco passou pelo momento mais difícil e retorna com compliance, com uma controladoria vigilante, responsável e comprometida com a segurança dos nossos correntistas”, comemorou a governadora Celina Leão. O acordo foi firmado durante audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com a participação do Ministério Público Federal, do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). “Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília. O banco passou pelo momento mais difícil e retorna com compliance, com uma controladoria vigilante, responsável e comprometida com a segurança dos nossos correntistas”, celebrou a governadora Celina Leão | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo o advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, a solução pactuada não prevê transferência de recursos federais nem aval direto da União ao Distrito Federal. “O que se firmou hoje é um acordo em que o governo federal, em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e o Ministério da Fazenda, viabiliza uma solução com transparência e espírito republicano, buscando o melhor para quem mora no Distrito Federal e para tranquilizar os correntistas do BRB”, afirmou. Pelo modelo acordado, será aberta a possibilidade de uma operação de financiamento dentro da governança do Fundo Garantidor de Créditos, com potencial de capitalização do BRB nos limites da resolução do Senado Federal, de cerca de R$ 6,6 bilhões — valor ainda sujeito a avaliações técnicas e a outros aportes do Distrito Federal. A operação prevê a formação de um sindicato de bancos, composto por grandes instituições financeiras, que atuará como garantidor do financiamento concedido pelo FGC. Os recursos utilizados não são públicos, mas provenientes do próprio sistema financeiro. “Eu preciso registrar que essa capacidade de diálogo e de interlocução é o que a população espera. Sem a presença da AGU, do Ministério da Fazenda e do governo federal acompanhando toda a negociação desde o primeiro dia, isso jamais poderia ter sido realizado” Governadora Celina Leão Diálogo entre governos Segundo a governadora Celina Leão, o acordo foi resultado direto da interlocução entre os governos federal e distrital: “Eu preciso registrar que essa capacidade de diálogo e de interlocução é o que a população espera. Sem a presença da AGU, do Ministério da Fazenda e do governo federal acompanhando toda a negociação desde o primeiro dia, isso jamais poderia ter sido realizado”. Segundo a chefe do Executivo, a solução representa “a alternativa menos danosa” para preservar o banco e proteger os interesses da população do Distrito Federal. Pelo acordo, o Distrito Federal oferecerá como contragarantia dois dos fundos constitucionais a que tem direito. Esse mecanismo integra a estrutura de segurança da operação financeira em negociação. Segundo a União, a medida cria o ambiente necessário para viabilizar a futura capitalização do BRB por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Empréstimo de longo prazo A proposta em construção prevê um financiamento com prazo de 15 anos e dois anos de carência. O pagamento será feito pelo próprio banco. “Quem vai pagar o empréstimo é o BRB, que sempre deu lucro e dará ainda mais, com compliance, responsabilidade e transparência”, reforçou Celina Leão. O acordo foi firmado durante audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com a participação do Ministério Público Federal, do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) | Foto: Rosinei Coutinho/STF O acordo também incorpora compromissos fiscais assumidos pelo Distrito Federal, incluindo medidas de contenção de despesas, revisão de gastos e cumprimento das regras previstas no artigo 167-A da Constituição Federal. Confira a íntegra do acordo homologado
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Ação de acolhimento atendeu 68 pessoas em situação de rua em diferentes pontos do DF
O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal, atendeu 68 pessoas em diversos locais do DF nesta semana. Entre terça-feira (13) e domingo (18), as operações passaram por 34 pontos do Núcleo Bandeirante, Ceilândia e Plano Piloto. Ações são executadas todas as semanas pelas equipes do GDF; foco é acolher e orientar população em situação de vulnerabilidade | Foto: Agência Brasília “Cuidar das pessoas começa com escuta, planejamento e ação, por isso o planejamento é feito com base em dados, no mapeamento das regiões e nas demandas recebidas pelo 156 e pela Ouvidoria do GDF” Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil Semanalmente, segundo o secretário da Casa Civil e coordenador do plano de ação integrada, Gustavo Rocha, a pasta realiza reuniões estratégicas para alinhar as ações de acolhimento. “Cuidar das pessoas começa com escuta, planejamento e ação, por isso o planejamento é feito com base em dados, no mapeamento das regiões e nas demandas recebidas pelo 156 e pela Ouvidoria do GDF”, explica. Balanço semanal Na terça-feira, as equipes vistoriaram sete pontos no Plano Piloto. Foram desconstituídas dez estruturas precárias, 11 pessoas foram encontradas e atendidas pelas equipes das diversas secretarias presentes e três caminhões de entulhos foram removidos e encaminhados para a Unidade de Recebimento de Entulho (URE). Na quarta-feira, mais três pontos foram visitados no Plano Piloto. Uma estrutura precária foi desconstituída, 23 pessoas atendidas e dois caminhões de entulhos removidos. Na quinta-feira, as equipes passaram por seis pontos em Ceilândia. Foram sete estruturas precárias desconstruídas, 13 pessoas encontradas e quatro caminhões de entulhos removidos. Na sexta-feira, foi a vez de o Núcleo Bandeirante receber a operação. As equipes passaram por nove pontos na região, desconstituíram três estruturas precárias, atenderam sete pessoas e removeram um caminhão de entulho. [LEIA_TAMBEM]No sábado, quatro pontos foram visitados no Plano Piloto. Foram desconstituídas duas estruturas precárias, dez pessoas atendidas e um caminhão de entulho removido. No domingo, a ação passou por mais cinco pontos no Plano Piloto. Duas estruturas foram desconstituídas, quatro pessoas atendidas e um caminhão de entulho foi removido e levado para a URE. Política distrital O Distrito Federal foi pioneiro ao apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As iniciativas passaram por uma fase de testes em maio de 2024. Um ano depois, o governo oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, o que resultou em ações semanais em várias regiões do DF. Em julho do ano passado, a vice-governadora Celina Leão instituiu o programa Acolhe DF, que cria uma linha de cuidado para pessoas em situação de rua com dependência de álcool, tabaco ou outras drogas e passa a integrar e ampliar as políticas já existentes voltadas a esse público. No mesmo mês, o GDF inaugurou o Hotel Social – primeiro do gênero na capital federal —, com 200 vagas para pernoite e acolhimento de animais de estimação, oferecendo um novo espaço de abrigo e proteção a essa população.
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Ação de acolhimento atende 39 pessoas em situação de rua no DF nesta semana
Agência Brasília · AÇÃO DE ACOLHIMENTO ATENDE 39 PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA NO DF NESTA SEMANA O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal, atendeu, nesta semana, 39 pessoas em diversos locais. Do sábado (23) até esta sexta-feira (29), as operações passaram por 36 pontos do Plano Piloto, de Sobradinho e do Lago Sul e recolheram dez estruturas precárias com auxílio de sete caminhões. Ação de acolhimento, que envolve a participação de vários órgãos do GDF, ocorre todas as semanas, percorrendo diferentes regiões do Distrito Federal | Foto: Divulgação/DF Legal “Nossas equipes não estão apenas nas ruas oferecendo atendimento e serviços essenciais. Estão construindo pontes de confiança e possibilitando que cada pessoa em situação de rua tenha acesso a suporte, proteção e a um futuro mais seguro e digno” Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil Nesta sexta-feira, a ação contemplou sete pontos do Lago Sul. Na ocasião, 12 pessoas foram atendidas, enquanto uma estrutura precária foi removida por um caminhão. No dia anterior, também foram visitados sete pontos na região administrativa, onde foram localizadas sete pessoas e duas estruturas desconstituídas. Entre sábado, domingo e terça-feira, a operação se concentrou em 15 pontos do Plano Piloto, onde foram encontradas e atendidas 13 pessoas e removidas sete estruturas precárias. Já na quarta-feira, os trabalhos ocorreram em sete pontos de Sobradinho, com atendimento a sete pessoas e auxílio de um caminhão. “As ações no Plano Piloto, em Sobradinho e no Lago Sul nesta semana mostram que o acolhimento é um trabalho que une esforço, empatia e planejamento”, ressalta o secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano de ação, Gustavo Rocha. “Nossas equipes não estão apenas nas ruas oferecendo atendimento e serviços essenciais. Estão construindo pontes de confiança e possibilitando que cada pessoa em situação de rua tenha acesso a suporte, proteção e a um futuro mais seguro e digno.” Política distrital Sob coordenação do secretário-chefe Gustavo Rocha, o Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF promoveu visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira. [LEIA_TAMBEM]Em julho deste ano, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que lançou o programa Acolhe DF, que propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com vício em drogas — tanto as ilícitas quanto álcool e tabaco —, criando uma linha de atendimento e, consequentemente, aprimorando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público. Também em julho, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital da República, destinado a acolher e abrigar a população em situação de rua. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e recebe também animais de estimação. Só na primeira semana, foram registrados mais de mil acolhimentos no local. Além disso, desde 2022, o governo promove, em períodos de baixas temperaturas, a chamada Ação Contra o Frio, com oferta de espaços públicos para pernoite de pessoas em situação de rua. Apenas neste ano, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos. No local, também foram oferecidos casacos e cobertores arrecadados por meio da Campanha do Agasalho Solidário, da Chefia-Executiva de Políticas Sociais.
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Ação de acolhimento atende 44 pessoas em situação de rua no DF nesta semana
O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua — coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal — atendeu, nesta semana, 44 pessoas em diversos locais. De sábado (26/7) até a última sexta-feira (1º), as operações passaram por 26 pontos do Plano Piloto, Paranoá e, pela primeira vez, pelo Recanto das Emas. Ações ocorrem toda semana, contemplando pessoas em situação de vulnerabilidade às quais são oferecidos serviços de diferentes órgãos do GDF | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília No sábado, foram visitados quatro pontos no Plano Piloto. Na ocasião, quatro pessoas foram localizadas e atendidas, duas estruturas precárias foram desmontadas e um caminhão de entulho removido, com os materiais considerados inservíveis sendo levados à Unidade de Recebimento de Entulhos (URE). No domingo, as equipes seguiram no Plano Piloto, onde visitaram três pontos, localizaram seis pessoas, desconstituíram duas estruturas e removeram um caminhão de entulho. Na segunda-feira não houve operação. Na terça, ainda no Plano Piloto, a ação passou por três pontos, com sete pessoas encontradas, duas estruturas precárias desmontadas e dois caminhões de entulho removidos. [LEIA_TAMBEM]Na quarta, foi a vez de o Paranoá receber a operação, com oito pontos visitados. Oito pessoas foram localizadas e atendidas, três caminhões de entulho removidos e uma estrutura precária desconstituída. Na quinta, as equipes foram, pela primeira vez, ao Recanto das Emas, onde visitaram três pontos. Cinco pessoas foram atendidas, duas estruturas desmontadas e quatro caminhões de entulho removidos. Já na sexta-feira, também no Recanto das Emas, a ação passou por cinco pontos. Duas estruturas precárias foram desconstituídas, dois caminhões de entulho foram retirados e 14 pessoas foram localizadas e acolhidas. Política distrital Sob coordenação do secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, o Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF promoveu visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira. 200 Número de vagas oferecidas pelo hotel social do GDF, lançado no fim de julho Em julho deste ano, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que lançou o programa Acolhe DF, que propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com vício em drogas – tanto as ilícitas quanto álcool e tabaco –, criando uma linha de atendimento a essas pessoas e, consequentemente, aprimorando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público. Também em julho, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital da República, destinado a acolher e abrigar a população em situação de rua. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e recebe também animais de estimação. Só na primeira semana, foram registrados mais de mil acolhimentos no local. Além disso, desde 2022, o governo promove, em períodos de baixas temperaturas, a chamada Ação Contra o Frio, com oferta de espaços públicos para pernoite de pessoas em situação de rua. Apenas neste ano, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos. No local, também foram oferecidos casacos e cobertores arrecadados por meio da campanha Agasalho Solidário, da Chefia-Executiva de Políticas Sociais.
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GDF e STF assinam acordo para geração compartilhada de energia solar fotovoltaica
O Governo do Distrito Federal (GDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) assinaram, nesta quarta-feira (19), um acordo para geração compartilhada de energia solar fotovoltaica. Serão investidos aproximadamente R$ 15,3 milhões pelos entes do governo local e o consórcio terá vigência de 25 anos, com possibilidade de prorrogação. O consórcio viabilizará a gestão e a distribuição da energia produzida por uma usina solar fotovoltaica de geração distribuída (GD) com capacidade de 3,5 MWp, que funcionará em um terreno de 13,2 hectares no Park Way, cedido pela Terracap. Ibaneis Rocha assinou parceria que pode fazer de Brasília “uma cidade exemplo de sustentabilidade” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Com a parceria, o STF poderá atender a maior parte de suas demandas energéticas com fontes renováveis. A Terracap vai gerar receitas e consolidar a atuação na promoção do desenvolvimento sustentável no DF. Já a CEB PAR dará mais um passo como referência na geração de energia limpa na região. Para o governador Ibaneis Rocha, a assinatura é mais um avanço do GDF e dos parceiros na agenda da sustentabilidade. “Venho trabalhando nessa agenda aqui na nossa capital como exemplo para o país”, disse Ibaneis Rocha. Segundo o chefe do Executivo, o GDF vai estudar a possibilidade de os táxis da capital serem abastecidos com energia limpa. Há também um projeto para ampliar o número de prédios abastecidos com energia fotovoltaica. “O [secretário-chefe da Casa Civil] Gustavo Rocha vai estar à frente do encaminhamento desse acordo que nós vamos fazer com a Terracap para que a gente implante uma usina fotovoltaica que abasteça todos os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público, fazendo com que Brasília se transforme numa cidade exemplo de sustentabilidade”, acrescentou Ibaneis Rocha. Anfitrião do evento na Suprema Corte e presidente do STF, o ministro Luís Roberto Barroso elogiou a parceria: “A contribuição que cada instituição e órgão deve dar nesta matéria é contribuir para a transição energética, cada um na sua esfera de atuação, e onde não for possível a redução, trabalhar na compensação.” “Nós estamos dando um passo muito importante, decisivo, para a redução das emissões” Luís Roberto Barroso, presidente do STF “Agora, nós estamos dando um passo muito importante, decisivo, para a redução das emissões. E para isso nós estamos contando com a colaboração decisiva do GDF, na pessoa do governador Ibaneis Rocha, da Terracap e da CEB PAR”, destacou Luís Roberto Barroso, que fez um alerta para o tema. “A principal causa do aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis. Petróleo, gás natural, carvão. Por essa razão é que a transição energética para meios renováveis, fontes renováveis de energia, se tornou decisivo para quem quer impactar positivamente o mundo nesse campo da mudança climática. É isso que nós estamos fazendo aqui nessa parceria que eu penso que engrandece todos nós”, finalizou. A energia produzida será partilhada entre os consorciados na seguinte proporção: 87% para o STF, 7,3% para a Agência de Desenvolvimento (Terracap) e 5,7% para a CEB Participações S.A. (CEB PAR), que são os outros participantes. Segundo o presidente da Terracap, Izidio Santos, com a iniciativa, a Terracap reafirma o papel como agência de desenvolvimento ao apostar em projetos sustentáveis e inovadores. “O modelo de governança adotado assegura benefícios compartilhados entre os parceiros e reforça a importância do uso de fontes renováveis na matriz energética do DF”. Cabe lembrar ainda que a parceria para geração de energia não é a única no campo da sustentabilidade entre o GDF e o STF. Em novembro do ano passado, o governo local concluiu o plantio de 5,6 mil mudas nativas do Cerrado em bosque nos arredores do Supremo, oferecendo um ambiente de lazer e descanso aos trabalhadores e frequentadores da área.
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Explosões na Praça dos Três Poderes: Suspeito é identificado e inquérito instaurado
O episódio das explosões na Praça dos Três Poderes, na noite de quarta-feira (13), está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) com apoio das polícias Militar (PMDF) e Civil (PCDF) como um ato terrorista e contra o Estado Democrático de Direito. Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (14), a PF anunciou que o suspeito foi identificado como Francisco Wanderley Luiz, e que o inquérito, já instaurado, será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O episódio de ontem não é um fato isolado, mas é conectado com várias outras ações que a Polícia Federal tem investigado no período recente”, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na sequência, ele elogiou o empenho do Governo do Distrito Federal (GDF) no caso. “Quero também trazer um registro importante aqui de agradecimento ao GDF, particularmente à Polícia Militar e à Polícia Civil. Conversei ontem com a governadora em exercício Celina Leão, com a coronel da PMDF, Ana Paula [Habka], com o delegado-geral da Polícia Civil, José Werick. Estivemos no local durante a madrugada ainda, trabalhando juntos; e, com o apoio decisivo das polícias Militar e Civil, a área foi prontamente isolada, e as forças de segurança do DF prestaram todo o apoio para que as nossas equipes pudessem atuar.” Andrei Rodrigues: “O episódio de ontem não é um fato isolado, mas é conectado com várias outras ações que a Polícia Federal tem investigado no período recente” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Em agenda no Hospital de Base, nesta quinta-feira (14), a governadora em exercício Celina Leão destacou o trabalho conjunto entre as polícias Federal e do DF para o andamento das investigações: “Todo suporte está sendo dado pela parte operacional da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Todas as ações foram tomadas e o protocolo de segurança foi 100% cumprido, o que protegeu as vidas das pessoas que estavam no local no momento do ocorrido. Conseguimos localizar a casa do suspeito com rapidez, fizemos a busca dentro da residência e havia explosivos”. A investigação preliminar aponta que o autor tem 59 anos, trabalhava como chaveiro, tem filiação partidária e foi candidato a vereador. Natural de Santa Catarina, ele estava na capital federal há cerca de quatro meses e alugou uma casa em Ceilândia e um trailer — encontrado também nas proximidades do STF. “Todas as ações foram tomadas e o protocolo de segurança foi 100% cumprido, o que protegeu as vidas das pessoas que estavam no local no momento do ocorrido” Celina Leão, governadora em exercício “Há indícios de um planejamento de longo prazo. Essa pessoa já esteve em Brasília em outras oportunidades; inclusive, segundo relatos de familiares, estava aqui no começo do ano de 2023. Ainda é cedo para dizer se houve participação direta ou não nos atos de 8 de Janeiro. Isso a investigação apontará, mas essa pessoa estava aqui no começo do ano, e hoje, na residência em Ceilândia, havia uma mensagem escrita nas paredes, no espelho, fazendo menção a um ato de pichação que foi feito no 8 de Janeiro na estátua da Justiça”, informou Rodrigues. Foi encontrado ao lado do corpo do suspeito um extintor de incêndio que simula um lança-chamas, e foi apreendido um telefone celular. No porta-malas do veículo foram localizados fogos de artificio montados e estruturados em tijolos, que chegaram a causar um incêndio parcial no carro. Nesta manhã, também foi encontrada uma caixa enterrada nas proximidades do STF. Na residência dele, em Ceilândia, foram identificados mais materiais explosivos do tipo tubo construídos de maneira artesanal semelhantes a uma granada, e houve, inclusive, uma explosão após o robô antibombas abrir uma gaveta no local. As forças de segurança do Distrito Federal seguem empenhadas nas ações relacionadas ao ocorrido. As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Federal, com o apoio das polícias Civil e Militar do Distrito Federal. Sobre o atentado De acordo com a PCDF, a primeira explosão ocorreu em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde Francisco Wanderley Luiz detonou um artefato explosivo junto ao próprio corpo, resultando em sua morte. Uma segunda explosão foi registrada nas proximidades, atingindo o veículo do autor, que estava estacionado em uma via auxiliar. A Operação Petardo foi acionada, mobilizando equipes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope/PMDF). As equipes isolaram o local e realizaram varredura com cães farejadores. A PCDF também esteve no local para coleta de informações e realização da perícia. Diligências adicionais foram realizadas na residência do autor, em Ceilândia, onde novas evidências foram encontradas. Durante a operação, foi identificado material potencialmente explosivo junto ao corpo de Francisco, além de um aparelho celular. O Esquadrão de Bombas do Bope deu continuidade à neutralização dos artefatos e à coleta de vestígios até a madrugada desta quinta-feira. O local permaneceu isolado para a realização da perícia e neutralização dos artefatos. Todo o protocolo da operação permanece para garantir a segurança e preservação das provas que se encontram no terreno. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), por sua vez, atuou no combate ao incêndio do veículo estacionado no entorno do STF, próximo à Praça dos Três Poderes, em apoio à Operação Petardo. Em relação ao trânsito na Esplanada dos Ministérios, a PMDF tem feito interdições para garantir a segurança e a fluidez do tráfego urbano, com apoio do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) nas vias adjacentes, especialmente na S2 e na N2. Elas visam melhorar o fluxo de veículos nas áreas próximas. Na via S1, o tráfego foi desviado para a Avenida das Bandeiras. Na N1, o trânsito está bloqueado na altura do acesso pela L4 Norte, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros. O trânsito na Esplanada foi liberado parcialmente, e, após avaliação final dos especialistas das forças de segurança, poderá retornar à normalidade. *Colaboraram Thaís Miranda, Fernando Jordão e Ian Ferraz
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GDF vai plantar mais de 5,3 mil mudas nativas do Cerrado nos arredores do STF
Uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) vai transformar os arredores da Corte em uma grande área verde no coração da capital. Nesta quarta-feira (25), as partes assinaram um acordo para o plantio de 5.270 mudas nativas do Cerrado, o que permitirá a criação de um bosque na área. O acordo foi firmado pelo governador Ibaneis Rocha, pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e pelo presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Fernando Leite. Ibaneis Rocha: “Eu tive a oportunidade de ver o mapa que foi nos apresentado, e para nós, do GDF, essa parceria com o Poder Judiciário é de suma importância. Não só na urbanização, mas também na melhoria do atendimento aqui do STF” | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília “Nós temos certeza que o bosque vai ficar lindo. Eu tive a oportunidade de ver o mapa que foi nos apresentado, e para nós, do GDF, essa parceria com o Poder Judiciário é de suma importância. Não só na urbanização, mas também na melhoria do atendimento aqui do STF. São diversas obras que estão no projeto do Supremo Tribunal Federal, como é o caso do estacionamento subterrâneo. Estamos à disposição de todos para o que precisarem do GDF”, disse Ibaneis Rocha, ao lembrar de outras obras em parcerias com tribunais, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), sejam com construções, sejam com iluminação ou arborização. O projeto visa tornar a área mais agradável para trabalhadores e visitantes e foi elaborado pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap. Ele foi pensado a partir da variedade de espécies que se adaptam às condições climáticas do Distrito Federal, garantindo a sustentabilidade e o sucesso do projeto. Para que as novas espécies sejam plantadas, a Novacap vai suprimir as árvores existentes no local. “Até pouco tempo atrás, governador, todos nós nos preocupávamos com a questão ambiental como um compromisso com as próximas gerações. Quem olhar agora para o Brasil já pode constatar que não se trata mais de uma preocupação com as futuras gerações” Luís Roberto Barroso, presidente do STF O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, agradeceu a parceria com o governo local e fez uma fala em prol do meio ambiente. “A gente não consegue mudar o mundo, mas pelo menos a gente deve conseguir mudar o mundo à nossa volta. É isso que nós estamos procurando fazer nesta parceria com o GDF”, disse. “[O plantio das mudas] é uma contribuição importante do Supremo nesse momento que nós estamos vivendo no Brasil e no mundo. Até pouco tempo atrás, governador, todos nós nos preocupávamos com a questão ambiental como um compromisso com as próximas gerações. Quem olhar agora para o Brasil já pode constatar que não se trata mais de uma preocupação com as futuras gerações. Nós estamos, na verdade, cuidando dos problemas do presente, dos problemas que estão acontecendo aqui e agora”, acrescentou. O protocolo de intenções está em vigor e tem validade de cinco anos, prorrogável por igual período ou enquanto durarem as obrigações assumidas. O acordo não gera obrigações financeiras entre as partes, sendo as atividades desenvolvidas dentro dos limites orçamentários e operacionais de cada uma delas. “A gente diz o tempo todo que a Novacap realiza engenharia social, porque nós construímos, dentro daquilo que foi pré-determinado, sonhado por todos os brasileiros da época, pelo presidente Juscelino Kubitschek, nós construímos um sonho. A Novacap não só vai construir, mas vai zelar, cuidar, regar e podar esse parque. Brasília não é uma obra acabada, é uma obra permanente. E ela nos convida o tempo todo para sonharmos e construirmos juntos”, definiu o presidente da Novacap, Fernando Leite. Neste ano, a Novacap aumentou o investimento em serviços para manutenção da arborização do DF. O valor destinado a essa atividade para este ano é de R$ 51.405.557,08. Em 2023, foram destinados R$ 44.764.672,13 e, no período anterior, de R$ 41.229.885,62.
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