Resultados da pesquisa

autismo

Thumbnail

UBS 6 Ceilândia promove encontro sobre autismo

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Ceilândia, no P Sul, promoveu nesta segunda-feira (27) o Dia D de conscientização sobre o autismo, parte da campanha Abril Azul. O encontro buscou promover maior conhecimento, combater preconceitos e detalhar a rede de atendimento da Secretaria de Saúde (SES-DF).  Heloísa Arcosi, mãe de um jovem autista, publicou um livro no qual fala sobre sua experiência: “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  “Estamos sempre de portas abertas para acolher esse público e suas famílias”, afirmou a gerente da unidade, Isabela Lopes. “Além disso, também fazemos ações para qualificar a assistência dos servidores. É importante dar voz aos pacientes e seus familiares, de forma a promover a troca de experiências e ouvir a respeito das principais dúvidas e expectativas da população.”  “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível” Ângela Rocha, técnica de enfermagem da UBS 6 de Ceilândia Uma das familiares presentes foi a cuidadora de idosos Heloísa Arcosi. Mãe de um rapaz de 25 anos diagnosticado com autismo, ela compartilhou a experiência no livro Meu Asperger Favorito, no qual relata a jornada do filho desde a descoberta do diagnóstico até a saída de casa após tornar-se profissional em tecnologia da informação. “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente”, pontuou ela. “É muito bom poder falar sobre o assunto e compartilhar as vivências.” Servidores também participaram do encontro e apresentaram o fluxo de atendimento da SES-DF. “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível”, relatou a técnica de enfermagem Ângela Rocha.  Atendimento especializado Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF possui cerca de 34,5 mil pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA). A rede de 183 UBSs da SES-DF é a principal porta de entrada para acessar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os programas na área de saúde mental. Essas unidades promovem o rastreio a longo prazo de diversas condições.  Os pacientes também são acompanhados pelas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), incluindo os voltados à população infantojuvenil (Capsi), e os especializados em reabilitação (CERs). [LEIA_TAMBEM]Em dezembro de 2025, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), com foco em diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. Localizada na Estação 108 Sul do Metrô, a unidade recebe pacientes encaminhados pela Central de Regulação, após passarem pelas UBSs. Somente em 2025, a rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) e quase 135 mil procedimentos na Atenção Especializada e na rede contratada.  Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Cinema inclusivo leva estudantes ao Cine Brasília em ação pedagógica

Uma manhã diferente, fora da rotina e cheia de descobertas. Foi assim que estudantes do Centro de Ensino Especial (CEE) 01 do Guará viveram a experiência desta quarta-feira (8), no Cine Brasília. Cerca de 40 estudantes participaram de uma sessão adaptada do projeto Cinema Inclusivo e Especial. Para muitos, mais do que assistir a um filme, foi a oportunidade de ocupar um espaço cultural da cidade e vivenciar algo novo. A atividade integra o projeto Territórios Culturais, que aproxima estudantes da rede pública dos equipamentos culturais do Distrito Federal. A iniciativa é realizada em parceria entre as secretarias de Educação (SEEDF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). No período da tarde, estudantes do CEE 01 de Santa Maria também participaram da programação. Estudantes do CEE 01 do Guará assistiram ao filme ‘Cara de um, focinho de outro’, no Cine Brasília | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF Atentos ao enredo da animação Cara de um, focinho de outro, os pequenos acompanharam a história que traz valores, como a importância de preservar a natureza, a união, a amizade e o trabalho em equipe.  “Eu acho uma experiência bem enriquecedora, muitas vezes eles não têm oportunidade de transitar nesses espaços culturais. Eu achei bacana, principalmente por ter uma adaptação, uma acessibilidade. Isso faz parte do desenvolvimento deles, esse acesso à cultura, arte, experiência de socialização, interação”, afirma a coordenadora pedagógica do CEE 01 do Guará, Bruna Ferraz. Territórios Culturais Illane Nogueira: "Nós sempre tomamos cuidado em relação ao espaço, nós queremos que eles se sintam acolhidos" O projeto Territórios Culturais tem como objetivo incentivar a conexão entre as unidades escolares e os patrimônios culturais do DF, transformando esses espaços em extensões do processo educativo e fortalecendo o sentimento de pertencimento. “Nós temos um pré-agendamento, por meio das escolas que se inscreveram para o projeto, selecionamos as escolas de todas as coordenações regionais de ensino e o transporte traz os estudantes. Nós enviamos o material pedagógico dos Territórios Culturais para que os professores possam trabalhar os temas do filme a que os meninos vão assistir. Nós sempre tomamos cuidado em relação ao espaço, nós queremos que eles se sintam acolhidos”, descreve a responsável pelo projeto, Ilane Nogueira. Coordenada pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, a ação se repete há quatro anos e vem sendo ampliada para atender diferentes perfis de estudantes, sempre com atenção às necessidades de cada grupo. "Esse projeto é importante para que esses estudantes possam ter acesso à cultura, saídas pedagógicas, conhecerem o patrimônio da nossa cidade, até para serem vistos nestes espaços culturais" Alex Vasconcelos, assessor da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral “Esse projeto é importante para que esses estudantes possam ter acesso à cultura, saídas pedagógicas, conhecerem o patrimônio da nossa cidade, até para serem vistos nestes espaços culturais. Então, escolhemos o público e vamos adequar a sessão para esse perfil. Hoje, estamos com a sessão à meia-luz, por conta da sensibilidade dos estudantes, som mais baixo, ar-condicionado não muito gelado. Se estamos recebendo deficiente auditivo, por exemplo, a gente busca ter uma janela de libras aberta, se for deficiente visual é necessário a audiodescrição”, destaca o assessor da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, Alex Vasconcelos. Conforme a Portaria nº 265, de 16 de agosto de 2016, são princípios básicos da Educação Patrimonial: memória, identidade, preservação, pluralismo, acessibilidade, valorização, formação e a abordagem inter, multi e transdisciplinar. Para participar do projeto, algumas orientações são importantes: realizar o agendamento prévio, verificar a classificação indicativa dos filmes, preparar os estudantes com atividades sobre cinema e patrimônio, além de orientar sobre roupas confortáveis, hidratação e alimentação. *Com informações da Secretaria de Educação (SEE-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Cuidado adaptado muda experiência de pacientes com autismo no Hospital de Santa Maria

Para muitos pacientes com autismo, uma consulta médica pode representar mais do que um atendimento de rotina. Sons intensos, luzes fortes e ambientes imprevisíveis podem gerar desconforto, ansiedade e até impedir a continuidade do cuidado. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa realidade começa a mudar com a adaptação dos espaços e uma abordagem construída a partir das necessidades de cada paciente. Na unidade, o cuidado começa antes mesmo de qualquer procedimento. A equipe ajusta o ambiente e a forma de atendimento para evitar sobrecarga sensorial e garantir mais tranquilidade, especialmente para crianças. Luzes podem ser reduzidas, sons são controlados e o atendimento segue o ritmo de cada um. Eduardo Figueiredo Martins, 16, passa pelas consultas assistindo a desenhos animados; televisão na sala ajuda a reduzir a ansiedade | Fotos: Divulgação/IgesDF As mudanças fazem parte de uma reorganização da assistência, que passou a priorizar previsibilidade, conforto e acolhimento. Ao longo dos últimos anos, fluxos, ambientes e condutas foram ajustados para tornar o serviço mais acessível e seguro. Na odontologia, cada etapa é planejada de forma individualizada. Antes de iniciar o atendimento, os profissionais buscam entender a rotina, as preferências e as sensibilidades do paciente. A partir dessas informações, o espaço é adaptado e, sempre que possível, são utilizados instrumentos mais silenciosos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população “Cada paciente reage de uma forma. Por isso, adaptamos tudo o que for necessário para garantir mais conforto. Às vezes, pequenas mudanças fazem toda a diferença para que o atendimento aconteça de forma tranquila”, relata o dentista Diego Sindeaux. Estratégias simples também ajudam a criar vínculo e segurança. Aos 16 anos, Eduardo Figueiredo Martins encontrou uma forma de passar pelas consultas com mais tranquilidade: assistindo a desenhos animados durante o atendimento. A presença da televisão na sala contribui para reduzir a ansiedade e facilitar a realização dos procedimentos. Para a mãe, Vivian Figueiredo Santana, o acolhimento faz diferença no dia a dia. “O atendimento aqui é maravilhoso, melhor que em todos os lugares por onde passamos. Fico muito tranquila em saber que meu filho está com profissionais preparados para atendê-lo”, conta. Mensalmente, entre 28 e 30 pacientes são encaminhados ao serviço por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A unidade também realiza atendimentos por demanda espontânea, principalmente em situações de urgência. Comunicação O cuidado no HRSM vai além do ambiente físico e se estende ao ambulatório de linguagem infantil, voltado a pacientes com dificuldades na comunicação, fala e compreensão. Entre os casos atendidos estão atraso no desenvolvimento da linguagem oral, dificuldade na expressão de ideias, trocas de sons na fala, gagueira e desafios no processo de leitura e escrita. "Trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada" Thayná Martins, fonoaudióloga do HRSM Para crianças com autismo, a primeira consulta é dedicada à escuta dos pais ou responsáveis. A partir dessa avaliação, é definido um plano terapêutico individualizado. Em geral, o acompanhamento começa com 14 sessões de fonoterapia, com duração de uma hora cada. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado para continuidade do cuidado por meio da regulação. “A maioria das crianças com autismo apresenta alguma condição associada, como o TDAH. Uma característica comum é a dificuldade na comunicação. Aqui, trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada”, explica a fonoaudióloga Thayná Martins. O ambulatório funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. Espaço sensorial Como parte dessa estratégia, o hospital implantou o Espaço Humanizar TEA, ambiente sensorial voltado exclusivamente a crianças com autismo. O local foi planejado para reduzir estímulos excessivos e oferecer mais conforto, especialmente durante o tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Além de funcionar como área de acolhimento, o espaço também pode ser utilizado em atendimentos específicos. Em algumas situações, equipes multiprofissionais realizam o cuidado no próprio local, evitando a exposição a ambientes mais intensos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população. O transtorno é mais frequente entre homens e costuma se manifestar ainda na infância. Como acessar o serviço O acesso aos atendimentos ocorre principalmente por meio do Sistema de Regulação da SES-DF, com encaminhamento realizado pelas Unidades Básicas de Saúde e pelos hospitais regionais. No caso da odontologia do HRSM, o atendimento é feito via regulação, com suporte também para casos de urgência por demanda espontânea. Para o acompanhamento no ambulatório de linguagem infantil, é necessário procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento. O serviço funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

Ler mais...

Thumbnail

Projeto oferece suporte terapêutico a crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista no DF

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) firmou uma nova parceria para ampliar o atendimento a crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA). O Extrato do Termo de Fomento nº 21/2025, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (22), trata da execução do projeto O Suporte Terapêutico para Adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte ao desenvolvimento de pessoas com TEA, com idade acima de 2 anos até 18 anos incompletos, por meio de atendimentos em hortaterapia, arteterapia e fisioterapia. As atividades buscam estimular habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais, contribuindo para a inclusão e a melhoria da qualidade de vida dos participantes e de suas famílias. O programa vai oferecer suporte ao desenvolvimento de pessoas com TEA, com idade acima de 2 anos até 18 anos incompletos | Fotos: Diego Barreto/Sejus-DF O projeto será executado em parceria com o Instituto Pedro Araújo dos Santos, organização da sociedade civil selecionada por meio da Plataforma MROSC, e contará com a coordenação da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes. [LEIA_TAMBEM]O valor global da parceria é de R$ 100 mil, com recursos provenientes do orçamento do Distrito Federal, destinados exclusivamente à execução do plano de trabalho apresentado pela entidade. O termo tem vigência até 16 de junho de 2026 e não prevê contrapartida financeira por parte da organização parceira. A ação integra o conjunto de políticas públicas desenvolvidas pela Sejus-DF voltadas à proteção, promoção de direitos e atenção integral a crianças e adolescentes, com foco no cuidado especializado, no fortalecimento de vínculos e na construção de uma sociedade mais inclusiva. *Com informações da Sejus-DF  

Ler mais...

Thumbnail

Servidora do Detran-DF lança, no Recife, cartilha de inclusão do autista

A servidora do Detran-DF, Aline Campos, lançou, na sexta-feira (4), no Recife, a cartilha Inclusão Dentro e Fora do Avião, elaborada em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos. O lançamento ocorreu durante a inauguração da sala multissensorial do aeroporto de Recife. A cartilha ajuda o adulto a identificar vários sinais e sintomas da pessoa autista e a saber como agir com esse público em aeroportos e viagens de avião. A obra ainda mostra a importância da sala multissensorial para a pessoa autista que, devido aos altos estímulos sensoriais e a desregulação, precisa de um espaço onde consiga se regular para seguir viagem tranquilamente, sem maiores transtornos. A cartilha ‘Inclusão Dentro e Fora do Avião’ é destinada a crianças e adultos, típicos e atípicos e promove o respeito mútuo entre toda a sociedade | Foto: Divulgação/Detran-DF O conteúdo da cartilha é dirigido não só às crianças atípicas, mas também às típicas, e para toda a rede aeroportuária. Elas podem aprender sobre o autismo e suas características para ter um olhar mais respeitoso, empático, sem julgamento. Ao mesmo tempo, a cartilha ensina a crianças atípicas as regras que elas precisam seguir para fazer uma viagem segura, como utilizar os equipamentos, esperar a vez para entrar e sair da aeronave e a importância de usar o cordão de identificação para ficar mais visível. “Participar desse projeto foi de uma alegria imensurável porque eu pude mais uma vez contribuir ali com o meu talento, trazendo a representatividade do autista e também por saber que os órgãos estão preocupados com essa inclusão, em ter esse olhar tão sensível para as pessoas atípicas”, enfatiza a escritora Aline Campos. Protagonismo Aline Campos: “Esse projeto vai ampliar consideravelmente a conscientização sobre o autismo, trazendo olhares mais empáticos, generosos e transformando esse cenário que a gente vive hoje” Aline Campos explicou que o programa inclui a capacitação de todos os funcionários da rede aeroportuária, o que vai ampliar a conscientização em relação aos autistas. Para ela, “esse projeto vai ampliar consideravelmente a conscientização sobre o autismo, trazendo olhares mais empáticos, generosos e transformando esse cenário que a gente vive hoje”. O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, diz que, para a autarquia, “é motivo de muito orgulho ter em seu quadro de servidores uma pessoa como Aline Campos, tão proativa, talentosa e preocupada com a inclusão dos atípicos”. A participação de Aline Campos – que também é autista – nesse projeto é a oportunidade de trazer a representatividade e o protagonismo do autista adulto. “É realmente visualizar que agora nós, autistas, somos cada vez mais vistos, temos vozes. E poder dar voz a tantos autistas adultos, que receberam o diagnóstico tardiamente e agora conseguem, por meio da informação, buscar nesse conhecimento o autoconhecimento e saber quem são. Poder representá-los é motivo de grande alegria e foi muito emocionante, muito emocionante mesmo”, destaca ela. A cartilha está disponível para download gratuito na página do Ministério de Portos e Aeroportos. *Com informações do Detran-DF

Ler mais...

Thumbnail

Exposição ‘Corpo Imaginário’ revela talentos artísticos de estudantes com altas habilidades

Uma explosão de cores, formas e interpretações pessoais toma conta do Alameda Shopping em Taguatinga. A exposição Corpo Imaginário, aberta ao público até 13 de dezembro, reúne cerca de 50 obras produzidas por 11 estudantes/artistas do programa de altas habilidades da rede pública do Distrito Federal. “Sempre vemos o resultado e ficamos muito felizes, sentimos orgulho de nós mesmos”, diz a estudante Maria Clara Moreira Andrade | Fotos: Fábio Travassos de Araújo A mostra, produzida por estudantes da Sala de Talentos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 15 de Taguatinga, representa muito mais que uma simples exibição de trabalhos artísticos. Priscila Eduardo de Oliveira Nogueira, professora itinerante e organizadora da exposição, explica: “Cada obra exposta representa a jornada de autodescobrimento desses jovens artistas, que são orientados a explorar profundamente as percepções e a desenvolver uma linguagem visual própria”. Aberta ao público até 13 de dezembro, a exposição Corpo Imaginário reúne cerca de 50 obras produzidas por 11 estudantes s do programa de altas habilidades da rede pública Fábio Travassos de Araújo, professor de artes visuais desde 2003 e um dos organizadores da mostra, destaca o caráter individualizado do projeto: “A exposição é um espaço onde cada estudante pode expressar não apenas habilidades técnicas, mas principalmente as percepções únicas sobre o mundo que os cerca. Muitas dessas crianças e desses adolescentes têm uma produção artística muito interna, no sentido de estar dentro de sua casa, muito individual, muito solitária. Nós trabalhamos com o interior do aluno, tentando trazer exatamente o que ele vê e como processa o mundo. A partir de todo um trabalho de conversa, contato e diálogo, conseguimos resgatar essa coisa que está na mente mais profunda dele, para que possa externalizar isso em seu material artístico”. A voz dos jovens artistas “Pude trabalhar com mais materiais e conviver com outras pessoas que tinham as mesmas questões que eu”, diz Nícolas Max Os estudantes participantes compartilham suas experiências e transformações por meio do programa. “A sala de recursos me ajudou a me entender, a entender meu estilo, a desenvolver minhas habilidades artísticas. Me proporciona aprender com um professor que tem muito a ensinar e está envolvido com a arte, uma oportunidade que não encontramos em todo lugar”, reflete Amanda Meireles, 16 anos, aluna do 2º ano do ensino médio. Nícolas Max, 18 anos, do 3º ano do ensino médio, ressalta as oportunidades criadas: “O atendimento me deu muitas oportunidades de visibilidade, de poder trabalhar e mostrar do que sou capaz. Pude trabalhar com mais materiais e conviver com outras pessoas que tinham as mesmas questões que eu”. Aos 15 anos, Maria Clara Moreira Andrade, estudante do 1º ano do ensino médio, destaca o crescimento técnico: “Cheguei achando que já sabia desenhar, mas me ensinaram coisas que eu não sabia, técnicas novas. Tem momentos estressantes, mas no final sempre vemos o resultado e ficamos muito felizes, sentimos orgulho de nós mesmos”. A mostra é resultado do trabalho da Sala de Talentos, do programa de altas habilidades do CEF 15 de Taguatinga. “Embora os estudantes sejam de diferentes escolas, aqui eles encontram um ambiente propício para desenvolver seus talentos artísticos”, afirma a professora itinerante Marta Vieira Mendes, organizadora da exposição. *Com informações da Secretaria de Educação

Ler mais...

Thumbnail

Palácio do Buriti e Torre de TV recebem iluminação especial do Abril Azul

Para conscientizar a população do Distrito Federal sobre o autismo e dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência, aderiu à Campanha Abril Azul. Durante todo o mês, o Palácio do Buriti e a Torre de TV receberão iluminação especial. Segundo o BRB, a torre será iluminada das 18h45 às 2h da manhã. O Palácio do Buriti e a Torre de TV receberam iluminação especial para simbolizar a Campanha Abril Azul, a campanha de conscientização e visibilidade do TEA | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Santos, afirma que é um momento dedicado para que a sociedade conheça o autismo. “O conhecimento leva à quebra de barreiras, do preconceito, da exclusão e abre portas para a cidadania, a aceitação e a igualdade. Será o momento da sociedade refletir sobre é que feito em prol das pessoas com autismo, as políticas públicas voltadas para o segmento e também sobre o que precisa ser feito”, afirma.

Ler mais...

Thumbnail

Alunos com autismo encontram acolhimento na rede pública de ensino

Estar em sala de aula é um dos momentos mais importantes na rotina de Davi Ferreira, 13 anos. O estudante do Centro de Ensino Fundamental (CEF) da 104 Norte tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, graças aos estímulos do ambiente escolar, tem apresentado melhoras significativas no desenvolvimento. “Ele sempre teve estímulos pedagógicos por meio das escolas públicas do Distrito Federal. Temos uma adequação curricular, uma equipe multidisciplinar dentro da escola e uma monitora que o acompanha”, conta a mãe do menino, a administradora Geane Ferreira, 46. Frequentando o CEF 104 Norte, o estudante Davi Ferreira tem apresentado melhoras significativas no desenvolvimento | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília ‌A rotina de Davi começa cedo, com aulas de inglês no Centro Interescolar de Línguas 1 de Brasília. Depois, ele vai para as aulas no CEF 104 Norte e, em dias alternados, para a Sala de Recursos da instituição. O estudante afirma que gosta de frequentar o espaço de ensino e conta um pouco do dia a dia: “Eu vou para a escola de inglês, eu pego o livro, o caderno. [Estudo] matemática, biologia, artes…”, diz. Todas as unidades da rede pública de ensino do DF são inclusivas, não há qualquer distinção entre os alunos. Além disso, existem instituições especializadas dedicadas à complementação de necessidades específicas dos estudantes O diagnóstico veio quando ele tinha 2 anos. Geane conta que notou a ausência de contato visual e o levou para uma consulta neurológica. “Cheguei no fundo do poço, porque até então eu não sabia o que era o autismo. Mas tive amparo nas escolas públicas em que Davi estudou, que o ajudaram a se desenvolver, a ter maior interação social”, relembra. Nesta terça-feira (2) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, criado em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para levar informação à população e reduzir o preconceito contra quem tem a condição. Na capital do país, o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece apoio e acolhimento a toda a população com autismo, sobretudo no ambiente escolar. Geane Ferreira elogia: “Tive amparo nas escolas públicas em que Davi estudou, que o ajudaram a se desenvolver, a ter maior interação social” Todas as unidades da rede pública de ensino do DF são inclusivas, não há qualquer distinção entre os alunos. Além disso, existem instituições especializadas dedicadas à complementação de necessidades específicas dos estudantes. São elas os centros de ensino especial (CEEs), o Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV), o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), e a Escola Bilíngue Libras Português Escrito. “Quando falamos de inclusão, falamos de redução no número de alunos por turmas, no atendimento complementar na sala de recursos e na figura dos monitores e dos educadores sociais voluntários, que atuam nas escolas com a função de auxiliar os estudantes nas áreas de alimentação, locomoção e higiene e onde mais for necessário”, informa a gerente de Acompanhamento da Educação Inclusiva da Rede Pública do DF, Jane Corrijo. Todas as unidades da rede pública de ensino do Distrito Federal são inclusivas, não há distinção entre os alunos Cada caso é analisado pelas equipes pedagógicas das regionais de ensino, para identificação da necessidade de inclusão dos estudantes nos centros especiais e em outras iniciativas. A Secretaria de Educação do DF (SEEDF) é responsável por 14 unidades especializadas e mantém iniciativas que ensejam o desenvolvimento da pessoa com deficiência, como o Programa de Educação Precoce e a Educação de Jovens e Adultos Interventiva. Acolhimento Quem acompanha Davi em sala de aula e nas demais dependências da escola é a educadora social voluntária Sandra Alves Gomes, 37 anos. Ela relata que, em dois anos de suporte, o menino já apresentou diversas evoluções. “Ele escreve mais, lê mais, participa mais em sala e no intervalo, conversa mais com os alunos, brinca com eles. Antes não era assim, ele era muito na dele, ficava sempre quietinho, e hoje está mais livre, mais solto”, afirma. Monitora do CEF da 104 Norte, Priscilla Rocha explica que, com adaptações, alunos com necessidades específicas são atendidos em turmas regulares ‌A monitora Priscilla Franco Rocha explica que as crianças com necessidades específicas são atendidas em classes regulares. “São as salas de aulas comuns em que os professores adaptam o material didático-pedagógico para o atendimento específico desses estudantes”, pontua. “Então, se ele tem TEA ou Síndrome de Down, o professor vai adaptando o conteúdo e avaliando o progresso daquela criança. Assim, o aluno vai adquirindo os conteúdos previstos no currículo de ensino no próprio tempo”, explica. ‌Um dos professores da Sala de Recursos do CEF 104 Norte é Luiz Peres, que acumula mais de 30 anos de docência. Ele explica que as atividades aplicadas variam conforme o estudante. Para alguns, o tempo disponível serve para aprofundar conhecimentos e tirar dúvidas, enquanto para outros é o momento de desenvolver habilidades como concentração e memória. ‌“Essa sala funciona como um complemento ao trabalho dos professores em sala de aula. Os alunos têm aula regular no turno normal e no turno contrário vêm aqui para o atendimento”, explica. “A filosofia fundamental é a ludicidade, com atividades e jogos feitos pela gente ou adaptado. Também priorizamos o acolhimento, porque caso não se sintam acolhidos, o trabalho não funciona”, completa o professor.

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador