Hospital Cidade do Sol apresenta experiência do DF em cuidados paliativos em encontro nacional
O Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi escolhido pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado nesta sexta-feira (8), em Brasília. O evento, sediado na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), celebrou os dois anos da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) e reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A experiência apresentada durante o encontro foi conduzida pelo chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF, o médico paliativista Arthur Amaral. Ele compartilhou os avanços do projeto Conti Comigo, iniciativa desenvolvida no HSol desde junho de 2025 e que já atendeu 170 pessoas, entre pacientes de 23 a 103 anos. Criado para oferecer assistência a pacientes com dores crônicas ou doenças que causam sofrimento intenso, o projeto foi inspirado no legado do médico Rodrigo Conti, ex-diretor do IgesDF e defensor de uma assistência centrada no acolhimento. A iniciativa busca fortalecer um modelo de cuidado baseado em respeito, dignidade e atenção integral ao paciente. O HSol apresentou a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, nesta sexta (8), em Brasília | Foto: Divulgação/IgesDF Representação nacional Segundo Arthur Amaral, a escolha do Hospital Cidade do Sol pelo Ministério da Saúde demonstra que o trabalho desenvolvido no Distrito Federal vem se consolidando como referência nacional. “É uma honra para nós sermos escolhidos para representar nossas vivências em um evento deste porte, que reúne experiências de todo o país. É um sinal de que, apesar de ser uma política nova, caminhamos lado a lado com aquilo que há de mais importante nos cuidados paliativos: o cuidado centrado na pessoa”, pontua. Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico O médico também reforçou a importância de ampliar o debate sobre o tema e combater percepções equivocadas ainda existentes sobre esse tipo de assistência: “É importante entender que cuidados paliativos não são apenas para pacientes em fim de vida. Eles devem ser oferecidos a qualquer pessoa com doença grave que traga sofrimento. Nosso objetivo é garantir mais conforto, dignidade e qualidade de vida”. Segundo ele, fortalecer essa política dentro do Sistema Único de Saúde é um compromisso ético. “É um dever nosso, enquanto profissionais de saúde e cidadãos, não apenas debater, mas lutar pelo aumento de ações como essa no SUS. Somente assim construiremos uma saúde que pensa em todas as etapas da vida de uma pessoa, inclusive em seus dias finais”, completa. A coordenadora do Núcleo Nacional de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo, destacou que o trabalho desenvolvido pelo IgesDF se tornou uma referência importante para o fortalecimento da política no país. “A experiência do IgesDF representa um marco importante para o desenvolvimento da política, porque integra o atendimento hospitalar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras unidades da rede. Isso facilita a identificação e o encaminhamento dos pacientes que precisam desse cuidado em um momento delicado”, ressalta. O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no SUS Para o gerente-geral substituto do HSol, Leandro Queza, participar do encontro nacional reforça a importância de ampliar e consolidar esse tipo de assistência na rede pública: “Momentos como esse mostram que as ações desenvolvidas no Hospital Cidade do Sol estão trazendo resultados importantes e precisam ser continuamente fortalecidas. É um reconhecimento que nos motiva a seguir ampliando esse cuidado cada vez mais humano”. Além da apresentação de experiências de diferentes estados brasileiros, a programação do II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos incluiu debates sobre o plano operativo da Política Nacional de Cuidados Paliativos e estratégias para ampliar o acesso ao atendimento em todo o país. [LEIA_TAMBEM]Como funciona o atendimento Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico. O acompanhamento busca melhorar a qualidade de vida, aliviar sintomas e oferecer suporte também às famílias. No IgesDF, o atendimento é realizado por equipes multiprofissionais e envolve integração entre hospitais, UPAs e outras unidades da rede pública de saúde, facilitando o encaminhamento e a identificação precoce dos pacientes que podem se beneficiar desse cuidado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Paciente internada no HRT celebra aniversário de 18 anos do filho no hospital
A celebração dos 18 anos é sempre uma ocasião especial. Para João Athos Almeida, a data será inesquecível. A festa-surpresa, realizada na segunda-feira (2), tinha entre as convidadas uma de maior importância: a mãe, Lana Marnie de Lima, 41 anos, paciente da Unidade de Internação Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Lana Marnie e o filho, João, o aniversariante: festa foi até as instalações onde a mãe se encontra internada | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “Ter a festa em um local em que você não espera uma surpresa como essa, junto das pessoas que você ama, é tão perfeito, tão maravilhoso”, comemora o jovem que chegou à maioridade. A reunião de familiares e amigos nas dependências da unidade de saúde foi um presente inesperado para João. Contudo, a ação resultante do trabalho de equipe multiprofissional em conjunto com familiares teve vários dias de preparação. Trabalho em equipe Desde 12 de janeiro, Lana Marnie encontra-se na enfermaria oncológica do HRT para tratamento paliativo de câncer de estômago. Durante os atendimentos da assistência psicossocial, ela falou sobre seu imenso amor pela família. Lana com amigas e a equipe que a assiste no hospital: “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa” Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes” Stephanie Lisboa, chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT O aniversário do filho mais velho se aproximava. Sem poder deixar a internação, Lana acabou sendo presenteada pela equipe, que resolveu fazer o caminho contrário: levar a festa até ela. “Dentro da nossa unidade trabalhamos esse cuidado integral com o paciente e com a família”, lembra a chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT, Stephanie Lisboa. “Durante os momentos mais delicados, nosso cuidado não é apenas uma intervenção específica feita no leito”, explica. “Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes.” Entre bolo, doces, suco e decoração, a alegria foi o ingrediente mais notável da festa. “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa”, declarou a paciente. [LEIA_TAMBEM] Cuidados paliativos O atendimento em cuidados paliativos é oferecido pelas unidades hospitalares da rede pública de saúde do Distrito Federal. A assistência é multiprofissional, podendo contar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. O principal objetivo é promover a qualidade de vida dos pacientes, considerando seus valores e sua biografia. Dessa maneira, o procedimento com cada caso é individualizado, e as condutas são adequadas conforme a proporcionalidade terapêutica e a necessidade do paciente e de sua família. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Equipe do Hospital Regional de Santa Maria realiza sonho de avó em cuidados paliativos
No quarto mês de gestação, Emily da Silva Souza, de 23 anos, acompanha de perto a internação da mãe, que está há 40 dias no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Karina Martins, 44, passa por tratamento para adenocarcinoma, um tipo de câncer de intestino. Moradoras do Recanto das Emas, mãe e filha enfrentam juntas um período delicado, marcado também por esperança e afeto. “Sempre foi meu sonho viver esse momento, mas a internação da minha mãe acabou sendo mais longa do que esperávamos”, relata Emily. Decidida a passar os momentos mais felizes da primeira gestação perto da mãe, a jovem resolveu fazer o chá-revelação no hospital. “Eu só viveria isso se fosse com ela. Com minha mãe internada, não teria sentido fazer longe dela.” Internada no HRSM há 40 dias, Karina Martins (de rosa) pôde participar do chá revelação da sua filha, Emily da Silva Souza, sem precisar sair do hospital | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para que o desejo se realizasse, quem entrou em cena foi a equipe do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa contou com o envolvimento de profissionais de diferentes áreas. Após conhecer a história da paciente e o sonho de participar do chá-revelação do primeiro neto, a médica paliativista Brunna Rezende mobilizou todo o hospital. “É um tipo de câncer menos comum em pessoas jovens e, quando acontece, impacta toda a família. Nosso compromisso é garantir que, apesar da gravidade da doença, a paciente seja cuidada como pessoa. A internação e o diagnóstico não a impedem de viver tudo o que faz parte da sua trajetória”, destaca. A terapeuta ocupacional Letícia Albuquerque Félix ajudou a organizar e transformar o ambiente hospitalar. “A terapia ocupacional busca promover qualidade de vida, autonomia e vivências significativas. Por isso, organizamos tudo para garantir um momento seguro, respeitando os limites físicos e emocionais da paciente”, explica a profissional. Balões cor-de-rosa anunciaram a chegada de Esther, a primeira filha de Emily da Silva Souza A revelação Entre balões, sorrisos e lágrimas de emoção, o anúncio surpreendeu a futura mamãe. “Eu estava convencida de que esperava um menino”, revela Emily. Mas quem vai chegar é Esther. A emoção tomou conta de toda a equipe e, principalmente, da futura vovó. “É meu primeiro neto, e só tenho a agradecer a Deus. Eu disse para ela fazer o chá em casa, do jeito que sempre sonhou, mas ela não quis. Então, a equipe do hospital acolheu a ideia e ajudou para que acontecesse”, conta Karina. No centro obstétrico do HRSM, Karina pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater Para a enfermeira paliativista Léia Lima, ações como essa reforçam a essência dos cuidados desse segmento. “É um cuidado centrado na pessoa, não no diagnóstico. A Karina está em tratamento, está viva e mantém sua história e seus vínculos. O cuidado paliativo também envolve humanização, respeito e valorização”. Ao final do chá-revelação, Emily e a mãe seguiram para o centro obstétrico do HRSM, onde a avó pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Direitos dos pacientes e acolhimento emocional marcam o 2º dia do Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria
No segundo dia do Simpósio de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), profissionais de saúde, estudantes, familiares e convidados se reuniram para trocar experiências e aprofundar conhecimentos sobre práticas que promovem dignidade e qualidade de vida aos pacientes. O auditório da unidade recebeu um público expressivo, atento às discussões e interessado em ampliar sua compreensão sobre o cuidado integral. A abertura ficou a cargo da enfermeira paliativista e idealizadora do simpósio, Léia Lima, que leu uma carta emocionante escrita pela família de um paciente do Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia. Repleta de gratidão, a mensagem destacou o acolhimento, a sensibilidade e a dedicação da equipe de cuidados paliativos durante o tratamento e a fase final de vida do paciente, emocionando todos os presentes. Auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebeu um público expressivo, atento às discussões e interessado em ampliar sua compreensão sobre o cuidado integral | Fotos: Divulgação/IgesDF A programação contou com palestras que abordaram temas essenciais da assistência paliativa. A advogada Nelma Melgaço falou sobre os direitos dos pacientes e diretivas antecipadas. Em seguida, o enfermeiro Raphael Santiago apresentou a hipodermóclise como alternativa viável para o controle de sintomas. Encerrando a tarde, a psicóloga Juliana Siquinelli discutiu o sofrimento emocional nos cuidados paliativos, destacando abordagens terapêuticas que promovem conforto e acolhimento. Entre os participantes estava Noemy Santiago, estudante de enfermagem, que compartilhou o quanto a temática desperta seu interesse. “É uma área que me chama muita atenção, tanto que foi o tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), voltado ao cuidado de idosos com demência avançada. É uma área em que pretendo atuar futuramente”, conta. Noemy também destacou a importância do papel da enfermagem nesse tipo de cuidado. “Muitos não percebem o quanto o enfermeiro está presente, acompanhando cada etapa do paciente, observando, cuidando e desenvolvendo ações que fazem toda a diferença tanto para ele quanto para a família”, explica. Léia Lima: “Durante os dois dias, o auditório permaneceu cheio e a transmissão pela internet bateu recorde de visualizações. Isso mostra o quanto as pessoas querem compreender melhor os cuidados paliativos" O simpósio também foi transmitido virtualmente pelo canal do IgesDF no YouTube, ampliando o alcance das discussões. Segundo Léia Lima, a grande adesão reforça o interesse e a necessidade de debater o tema. “Durante os dois dias, o auditório permaneceu cheio e a transmissão pela internet bateu recorde de visualizações. Isso mostra o quanto as pessoas querem compreender melhor os cuidados paliativos. É muito gratificante ver esse movimento de aprendizado se fortalecendo entre profissionais e comunidade”, destaca. Ao final, os palestrantes abriram espaço para perguntas e troca direta com o público, encerrando o dia com reflexões sobre empatia, escuta ativa e valorização da vida e sorteio de brindes, reafirmando o compromisso do HRSM com um cuidado humanizado e integral. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)
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Atenção domiciliar de equipe multidisciplinar do Hospital Regional de Ceilândia transforma a vida de famílias
O sorriso do pequeno Heitor Miranda, de 1 ano e 2 meses, é reflexo de um cuidado afetuoso e especializado. Diagnosticado com paralisia cerebral devido a intercorrências no parto, desde dezembro de 2024 ele é acompanhado pela equipe multiprofissional do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). “Todos os benefícios que o Heitor teve até agora vieram depois do apoio do Nrad. É uma assistência que não é só para ele, é para mim também; me sinto acolhida, amparada”, conta a mãe, Ingrid Mariana Miranda, 24. "É uma assistência que não é só pra ele, é para mim também; me sinto acolhida, amparada”, conta a mãe do pequeno Heitor, Ingrid Mariana Miranda | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF No HRC, o zelo com crianças como Heitor começa ainda no ambiente hospitalar, mais precisamente na Enfermaria de Cuidados Prolongados. O espaço foi pensado para acolher pacientes pediátricos que dependem de tecnologias para sobreviver e que precisam de uma transição segura entre a alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o cuidado em casa. “Na enfermaria, os pais e responsáveis são preparados para oferecer ao filho um cuidado seguro e com qualidade em casa”, explica a pediatra paliativista Andréa Araújo. A médica ressalta que o serviço surgiu diante da demanda crescente por atenção especializada a crianças com doenças neurológicas ou crônicas complexas. “Essas crianças merecem viver com dignidade e o mínimo de sofrimento possível. Buscamos a estabilidade clínica e cuidamos do paciente em sua totalidade, incluindo o direito de brincar e estudar.” Atenção domiciliar [LEIA_TAMBEM]Após a alta, os pacientes são acolhidos pela equipe do Nrad, parte do Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. Voltado a indivíduos com limitações temporárias ou permanentes, o programa busca evitar internações prolongadas ao proporcionar tratamento no ambiente familiar, o que melhora o conforto e a recuperação. Atualmente, o HRC atende 30 crianças com cuidados paliativos em casa, cujos perfis variam entre doenças neurológicas e condições cardíacas e pulmonares. O serviço é composto por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, técnicos de enfermagem, cirurgiões-dentistas e assistentes sociais. O atendimento é rotativo e adaptado a cada caso. “Nossa missão é preparar a família para essa nova etapa, acolher a mãe e orientar sobre os cuidados em casa”, explica a fisioterapeuta Raiana Dantas. Segundo a profissional, muitas mães deixam o trabalho para ficar com os filhos. “Ceilândia tem alta vulnerabilidade social. Além do cuidado com o paciente, também olhamos para essa mãe, acolhendo e, sempre que possível, ajudando na reinserção ao mercado de trabalho”, explica. A enfermeira Laura Carreiro, que também acompanha o pequeno Heitor, reforça que a assistência vai além do técnico. “Nosso suporte é emocional. Somos o momento de escuta e orientação para mães como a Ingrid”, conta. A mãe confirma: “O Heitor sorri, tenta sentar, responde aos estímulos. Minha vida mudou mil vezes desde que a equipe entrou na nossa rotina”, celebra. Com uma atuação que vai até o fim da vida do paciente, o acompanhamento da equipe segue com apoio emocional ao luto das famílias. “Nosso trabalho não acaba com a partida do paciente. Acolher quem fica é também um gesto de cuidado”, avalia a psicóloga do Nrad, Thatiana Gimenes. *Com informações da SES-DF
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Nem sempre é o fim: cuidados paliativos abrangem pacientes com qualquer doença grave ou crônica
“Ao contrário do que muita gente acha, não é sempre sobre o fim da vida. No meu caso, foi um começo de esperança, uma oportunidade, um acolhimento humanitário.” Este é o relato da paciente Luciana de Almeida, 49, diagnosticada com um câncer raro na região óssea do cóccix. Há sete anos, ela é acompanhada pela equipe de cuidados paliativos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). “É essencial desmistificar a ideia de que os cuidados paliativos só devem ser empregados quando não há mais possibilidade de tratamento” Melissa Gebrim Ribeiro Nieto, médica paliativista “É essencial desmistificar a ideia de que os cuidados paliativos só devem ser empregados quando não há mais possibilidade de tratamento. Mesmo em doenças com perspectiva de cura, há sofrimento físico, psicológico e social que pode precisar desse suporte. Atendemos pacientes com qualquer doença ameaçadora à vida, com qualquer prognóstico e em qualquer estágio da evolução natural da doença”, descreve a médica paliativista da SES-DF, Melissa Gebrim Ribeiro Nieto. Na rede pública, o tratamento paliativo envolve o trabalho de diversos profissionais, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, odontólogos e farmacêuticos. O serviço é acessado por meio de um pedido de parecer feito por qualquer profissional da equipe assistente do paciente, desde que a demanda seja especificada. O tratamento paliativo envolve o trabalho de diversos profissionais, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, odontólogos e farmacêuticos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Entre as doenças tratadas pela área estão câncer, Parkinson, esclerose múltipla, cardiopatias, problemas pulmonares crônicos, Aids, traumatismo craniano grave e doenças neurológicas, genéticas ou congênitas incuráveis, entre outras. Mais qualidade de vida Dados do Ministério da Saúde apontam que há mais de 625 mil pessoas em cuidados paliativos no país. Para a coordenadora da Atenção Especializada à Saúde da SES-DF, Julliana Tenorio Macêdo de Albuquerque Costa, esse tipo de apoio é crucial para garantir dignidade e qualidade de vida ao paciente. “Além de humanizar a assistência, esses cuidados reduzem internações desnecessárias, melhoram a eficiência do sistema de saúde e asseguram um cuidado integral, respeitando as necessidades individuais”, explica a gestora. Cada caso é individualizado, e as condutas são ajustadas conforme a proporcionalidade terapêutica e as demandas do paciente e de sua família, prevendo abordagens nos campos emocional, físico, social e espiritual. Trata-se de um cuidado flexível, que pode ser realizado em diferentes locais, de acordo com cada situação. “O tratamento é oferecido pela SES-DF em nível hospitalar e ambulatorial, além de capacitar muitos servidores dos Núcleos Regionais de Atenção Domiciliar (Nrads)”, assegura a referência técnica distrital (RTD) colaboradora em Cuidados Paliativos, Cristiane de Almeida Cordeiro. É possível contar com esse tipo de apoio em casa, nos hospitais regionais ou ainda por meio de uma internação na enfermaria especializada do Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Era o caso de Creuza Alves do Nascimento, 81. Diagnosticada com Alzheimer, ela foi acompanhada pela equipe de cuidados paliativos no ambulatório do HAB. Nesse auxílio, os profissionais realizaram, por exemplo, reuniões familiares por videochamada com uma das filhas de Creuza, que morava longe. Arte: Divulgação/Agência Saúde-DF “Foi um atendimento que impactou positivamente. Desde o início até o final do tratamento, observamos o quanto minha sogra ganhou dignidade. Sem esse apoio, acredito que teríamos tido muito mais dificuldades. Foi um período em que usufruímos de todo o potencial humano da equipe. De coração, só temos a agradecer”, conta Luiz Cláudio Batista, genro de Creuza. Ela faleceu em agosto de 2024. *Com informações da SES-DF
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Equipe do HRSM participa de capacitação sobre cuidados paliativos
Semanalmente, a equipe de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realiza um encontro com a equipe multidisciplinar do pronto-socorro adulto, com o objetivo de capacitar os profissionais e discutir os casos dos pacientes internados que se enquadram ou necessitam de cuidados paliativos. A iniciativa completou um ano, e a ideia é expandir o projeto para todos os setores do hospital. Os encontros ocorrem todas as quintas-feiras pela manhã, com capacitação teórica e discussão de casos clínicos. Uma vez por semana, a equipe de Cuidados Paliativos do Hospital Regional de Santa Maria se reúne para estudar casos e trocar experiências | Foto: Divulgação/IgesDF “Nosso objetivo é conseguir alinhar o tratamento de cuidados paliativos mesmo no pronto-socorro, que é um cenário muito desafiador. Além disso, conseguimos discutir sobre os pacientes com uma visão multidisciplinar, ouvindo a opinião de cada membro da equipe. Cada um tem a oportunidade de relatar o que viu, o que avaliou do paciente e distribuir as demandas para suas respectivas áreas”, explica a médica paliativista do HRSM, Brunna Rezende. No pronto-socorro, o maior desafio é o fato de não haver médicos fixos, já que todos são plantonistas, além de garantir um cuidado paliativo adequado, considerando que os pacientes são liberados muito rapidamente. Os encontros capacitam a equipe para tratar sintomas, realizar o atendimento do paciente, acolher a família e lidar com o cuidado multidisciplinar “A ideia é que os pacientes que continuam internados já subam para a enfermaria com o planejamento de cuidados paliativos pré-definido. Isso ajuda muito a organizar como será o tratamento desse paciente durante toda a sua trajetória no hospital”, informa Brunna. De acordo com o gerente de Emergência do HRSM, Felipe Augusto Oliveira, o encontro de cuidados paliativos nasceu da necessidade do hospital de oferecer uma melhor assistência para esse perfil de pacientes. “São pessoas idosas, com múltiplas comorbidades, com limitação de capacidade cognitiva, muitas vezes acamadas e dependentes dos familiares para a maioria dos cuidados, que entram em um limite terapêutico. Às vezes, a cura não é possível, o que causa frustração”, destaca. Assim, os encontros capacitam a equipe para tratar sintomas, realizar o atendimento do paciente, acolher a família e lidar com o cuidado multidisciplinar, que também aborda o aspecto psicossocial e a carga emocional da doença para o paciente e a família. “Vimos uma resposta muito positiva, tanto na equipe, que sentia necessidade de discutir e aprimorar esses conhecimentos, quanto na melhoria dos cuidados com esses pacientes”, garante Felipe. Os cuidados paliativos levam em consideração a funcionalidade e os valores de cada paciente para realizar um planejamento de cuidados personalizado Indicação A indicação de cuidados paliativos não significa que o paciente está em fim de vida, mas sim que existe a necessidade de um planejamento de cuidados que leve em consideração a funcionalidade e os valores de cada paciente. Dessa forma, evitam-se exames desnecessários ou até se facilita a realização de exames que precisam ser feitos mais rapidamente. “Às vezes, significa não realizar uma biópsia; outras vezes, o paciente já tinha um tratamento anterior que ninguém teve tempo de perguntar, ou que ninguém sabia, e, ao pararmos para ouvir o paciente e a família, acabamos descobrindo coisas que ficaram perdidas. Dessa forma, conseguimos alinhar o planejamento que às vezes já existia ou então começar um novo”, afirma Brunna. Através do planejamento de cuidados paliativos, também é possível oferecer maior qualidade de vida e programar a alta do paciente, com o suporte do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nurad), pois, às vezes, o enfermo precisará de um suporte maior em casa. “Com o planejamento, esses pacientes e familiares têm menos dúvidas, têm espaço para fazer perguntas e conseguem um acesso mais humanizado para entender o que está acontecendo com eles. Então, tem sido muito positiva essa troca com a equipe multidisciplinar”, avalia Brunna. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Ferimentos tumorais e cuidados paliativos são tema de capacitação no DF
O curso Feridas Tumorais e sua Interface com Cuidados Paliativos, promovido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reuniu 64 profissionais, segunda (24) e terça-feiras (25). A capacitação destacou a importância de qualificar a equipe de saúde para o manejo adequado dessas feridas, garantindo mais conforto e qualidade de vida aos pacientes. O curso abordou desde os conceitos e princípios dos cuidados paliativos até a fisiopatologia, os tipos de feridas oncológicas e as melhores práticas de tratamento. Os participantes tiveram acesso a uma abordagem teórica e prática sobre o tema, com aulas expositivas, recursos visuais, discussão de casos clínicos e dinâmicas interativas. O curso teve abordagens teórica e prática, com aulas expositivas, discussão de casos e dinâmicas interativas | Foto: Divulgação/IgesDF A capacitação contemplou tópicos essenciais, como a definição de feridas oncológicas, os princípios dos cuidados paliativos, os tipos e a fisiopatologia dessas lesões, além das melhores estratégias de manejo e tratamento. Para a enfermeira residente do Programa Multiprofissional de Oncologia do IgesDF e responsável por ministrar o curso, Brenda Tayrine, a experiência reforçou a importância da educação continuada. “Os desafios foram inúmeros, desde a estruturação do conteúdo até a adaptação às diferentes realidades dos participantes, mas cada etapa reforçou a importância de compartilhar conhecimento e sensibilizar sobre os cuidados paliativos. A troca de experiências demonstrou o quanto essa temática ainda precisa ser discutida e aprofundada, estimulando o compromisso com uma abordagem mais integral e digna no cuidado aos pacientes”, destacou. A chefe do Núcleo de Educação Permanente, Ana Paula Lustosa, também ressaltou a importância da iniciativa para a qualificação profissional e a assistência humanizada. “A realização do curso reforça o compromisso do Núcleo de Educação Permanente com a capacitação dos profissionais de saúde. A troca de experiências e a abordagem prática enriqueceram o aprendizado, demonstrando a relevância desse tema na rotina hospitalar”, afirmou. *Com informações do IgesDF
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