Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares ressalta a importância da higienização
Ações simples podem evitar complicações graves, reduzir internações prolongadas e salvar vidas dentro dos hospitais. Nesta sexta-feira (15), quando é celebrado o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça a importância das medidas de prevenção adotadas nas unidades de saúde para proteger pacientes, profissionais e acompanhantes. Vigilância Sanitária recomenda controle e higienização constantes no ambiente hospitalar para evitar infecções | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-Df Embora seja popular o termo infecções hospitalares, a nomenclatura adotada pelos serviços de saúde é infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Isso porque essas infecções podem ser adquiridas em diferentes ambientes, como hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes” Márcia Olivé, diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF “O controle adequado reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis”, afirma a gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária da SES-DF, Juliana Ruas. O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), alerta para os riscos: “A ausência de um controle eficiente das infecções relacionadas à assistência à saúde aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes. Já a adoção de medidas preventivas reduz novas infecções e torna a assistência mais segura para pacientes e profissionais”. Monitoramento contínuo No DF, o monitoramento das Iras é feito dentro das unidades de saúde, por meio das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIHs); e pela Vigilância Sanitária, com ações de fiscalização coordenadas pela Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS). Entre as ações da GRSS estão inspeções sanitárias, monitoramento das taxas de Iras, investigação de surtos e capacitação de profissionais sobre segurança do paciente e prevenção. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé. Casos de infecção em pacientes internados em UTI caíram significativamente no período de 2014 a 2025 Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou queda nos três principais tipos de infecção em pacientes internados em UTIs de adultos no DF. Os casos de pneumonia associada à ventilação mecânica caíram 57%, queda que nas infecções primárias da corrente sanguínea foi de 63% e, nas infecções do trato urinário, de 75%. Além de aumentar a segurança dos pacientes, a redução desses índices também contribui para diminuir custos com tratamentos e internações prolongadas na rede pública de saúde. Em 2025, a GRSS analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade. Também promoveu 36 encontros técnicos, capacitando quase mil profissionais. Em 2026, já foram promovidas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados. Prevenção começa pelas mãos [LEIA_TAMBEM]A SES-DF reforça que a higienização correta das mãos segue como uma das medidas mais eficazes contra infecções. “A limpeza adequada interrompe a transmissão de microrganismos e protege pacientes, profissionais e acompanhantes. É uma ação simples, rápida e extremamente eficiente”, enfatiza Juliana Ruas. Outras medidas incluem uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de ambientes e esterilização adequada de materiais. A orientação para visitantes e acompanhantes é higienizar as mãos antes e depois das visitas, evitar contato com superfícies fora do leito e não visitar pacientes em caso de sintomas gripais ou doenças infecciosas. Veja mais dicas no Instagram da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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UPA do Gama implementa protocolos para aperfeiçoar atendimento em casos de infarto, AVC e sepse
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Gama, no Distrito Federal, está participando do projeto Proadi-SUS, desenvolvido pelo Hospital do Coração em parceria com o Ministério da Saúde. Desde junho de 2024, a unidade recebe apoio técnico para implementar o Projeto Boas Práticas na implementação do protocolo de sepse, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio (IAM). UPA do Gama recebe apoio técnico, por meio do projeto Proadi-SUS, para aperfeiçoar o atendimento em casos de infarto, sepse e AVC | Fotos: Divulgação/IgesDF Segundo o coordenador da UPA do Gama, Otávio Maia, os avanços já são perceptíveis. “Estamos fazendo acompanhamento de indicadores de cada um desses protocolos. Fizemos planos de ação voltados para o treinamento da equipe, mudanças organizacionais e criação de fluxogramas, otimizando o tempo-resposta em cada caso. Isso nos permitiu identificar, diagnosticar e tratar os pacientes de forma mais eficaz”, explica. “Em junho de 2024, a média era de uma hora. Hoje, em janeiro de 2025, conseguimos reduzir para apenas 15 minutos, com o diagnóstico já encaminhado para o cardiologista” Otávio Maia, coordenador da UPA do Gama, sobre a redução no tempo entre a chegada do paciente e o primeiro eletrocardiograma Resultados no atendimento No protocolo de infarto, a redução no tempo entre a chegada do paciente e o primeiro eletrocardiograma foi notável. “Em junho de 2024, a média era de uma hora. Hoje, em janeiro de 2025, conseguimos reduzir para apenas 15 minutos, com o diagnóstico já encaminhado para o cardiologista”, destaca Maia. A implementação do protocolo de sepse também apresentou avanços importantes. O tratamento com antibióticos, que deve ser iniciado na primeira hora, agora está dentro do tempo ideal. “Essa rapidez no atendimento é crucial para a sobrevida do paciente”, enfatiza o coordenador. No caso do AVC, a unidade introduziu uma escala de classificação aplicada pelas enfermeiras para identificar sinais precoces. “Tempo é cérebro. Com essa metodologia, conseguimos agilizar exames diagnósticos e iniciar o tratamento rapidamente, reduzindo sequelas e salvando vidas”, complementa Otávio. Projeto-piloto e expectativas O programa, que é considerado piloto, também serve como modelo para outras UPAs do Distrito Federal. “Nosso objetivo é compartilhar essas boas práticas, transformando os protocolos em um padrão de atendimento em toda a rede de urgência e emergência”, afirma Maia. Na última semana, representantes do Hospital do Coração estiveram na UPA do Gama para apresentar os resultados dos primeiros seis meses do projeto. “Estamos otimistas com os avanços. Esse trabalho conjunto reforça nossa capacidade de oferecer um atendimento mais humanizado e eficiente para a população”, conclui o coordenador. Com a continuidade do projeto, a expectativa é ampliar o protocolo de atendimento para outras unidades, a fim de fortalecer as linhas de cuidado em casos de infarto, AVC e sepse em todo o sistema de saúde pública. *Com informações do IgesDF
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GDF de Ponto a Ponto: Secretária de Justiça e Cidadania anuncia núcleo do projeto Direito Delas no Gama
Em entrevista ao GDF de Ponto a Ponto, podcast da Agência Brasília, nesta quinta-feira (5), a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, revelou a ampliação de alguns projetos da pasta. Entre as novidades, estão a inauguração de mais um núcleo do projeto Direito Delas, o lançamento do protocolo Cartão Vermelho dentro dos estádios e a mudança do cadastro para o Casamento Comunitário, que será anual a partir de 2025. Marcela Passamani falou sobre um dos mais importantes programas da Sejus-DF: “Primeiro fomos aumentando a oferta de núcleos. Depois, entendi que a gente precisava entregar para a população um novo formato, e foi aí que surgiu o Direito Delas, que são espaços que atendem mulheres e acolhem idosos e crianças que sofreram violência” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília “Qual é o maior desafio? Chegar às pessoas. Por isso, a gente vai às ruas, com bate-papos, feira de talentos, eventos em escolas. Precisamos trazer esse pertencimento para a pessoa se sentir acolhida” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania A secretária afirmou que, este ano, o projeto Direito Delas chegará a 11 núcleos a partir da abertura de uma unidade no Gama, no dia 16 deste mês. Lançada em novembro do ano passado, a iniciativa oferece gratuitamente atendimento social, psicológico e jurídico às vítimas de violência e seus familiares. “O Direito Delas é um programa da Sejus que substituiu o antigo Pró-Vítima, que tinha apenas quatro núcleos”, explicou a gestora. “Primeiro fomos aumentando a oferta de núcleos. Depois, entendi que a gente precisava entregar para a população um novo formato, e foi aí que surgiu o Direito Delas, que são espaços que atendem mulheres e acolhem idosos e crianças que sofreram violência.” Ação nas ruas Marcela lembrou ainda que, além do atendimento dentro das unidades fixas, o projeto faz ações itinerantes para alcançar mais gente: “Qual é o maior desafio? Chegar às pessoas. Por isso, a gente vai às ruas, com bate-papos, feira de talentos, eventos em escolas. Precisamos trazer esse pertencimento para a pessoa se sentir acolhida”. Também é para contemplar mais pessoas que a Sejus fará, a partir de 2025, um edital com cadastro reserva e validade anual para atender ao programa do Casamento Comunitário, que permite a realização do matrimônio civil a pessoas que não têm condições financeiras. A expectativa é promover edições com 120 casais oficializando a união. “Nós costumamos ter muitas inscrições, mas muitas vezes alguns casais ficam de fora na última hora por conta de documentação”, detalhou a secretária. “Em situações como essa, a nossa ideia é continuar chamando os casais do cadastro reserva, para não termos prejuízo.” Cartão Vermelho Outra novidade é a implantação de um novo protocolo, batizado de Cartão Vermelho, contra o racismo dentro dos estádios. O projeto atende a lei distrital nº 7.517/2024 que institui a Política Distrital Vinícius Jr. de combate ao racismo em estádios e arenas esportivas do Distrito Federal, além de reforçar o sucesso da pasta na implementação de protocolos, como ocorreu com o Por Todas Elas, que prevê requisitos a serem cumpridos por estabelecimentos de lazer e entretenimento para proteger e apoiar mulheres que tenham sofrido ou estejam em risco iminente de violência, assédio ou importunação sexual. “Criamos esse protocolo para contemplar o atendimento de prevenção e encaminhamento de mulheres que sofrem assédio e importunação sexual nos espaços de entretenimento”, especificou a titular da Sejus-DF. “Começamos na turnê da Ivete Sangalo, e depois o Na Praia e o Moto Capital nos procuraram para implementar esse protocolo que, na época, nem era lei. Começamos a trabalhar no Distrito Federal, e hoje temos parcerias com vários produtores e estabelecimentos. Hoje, inclusive, estamos no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro oferecendo esse atendimento psicossocial.” Balanço Durante a entrevista, a secretária de Justiça e Cidadania aproveitou para fazer um balanço sobre os principais projetos da pasta. Destacou que, em menos de dois anos, o GDF Mais Perto do Cidadão já atendeu mais de 300 mil pessoas, o mesmo número registrado na primeira gestão, quando o programa ainda era Sejus Mais Perto do Cidadão. “Começou em 2019 uma vez por mês em algumas comunidades e depois ganhando tamanho”, recordou. “Em quatro anos, foram mais de 300 mil pessoas, e agora, em menos de dois anos, já atendemos mais de 300 mil. Isso mostra que o governo tem esse serviço dinâmico e com entrega para se relacionar com o cidadão. Foi criado para facilitar a vida do cidadão, que pode buscar no mesmo dia e no mesmo local o serviço de forma ampla.” A cada edição, o GDF Mais Perto do Cidadão reúne diferentes ofertas de serviços públicos em áreas centrais para a população da cidade beneficiada. De tempos em tempos, também há a incorporação de mais serviços. É o caso do curso Nasce uma Estrela, que teve edições no Paranoá e em Santa Maria, atendendo 300 mulheres. “Esse curso é um reforço ao trabalho que é feito nas 176 UBSs [unidades básicas de saúde] do Distrito Federal”, relatou Marcela Passamani. “É uma complementação. Queremos que as mulheres se sintam acolhidas. Levamos doulas, enfermeiras e, ao final, elas recebem uma bolsa com enxoval que é confeccionado dentro dos presídios por pessoas em restrição de liberdade como um trabalho de ressocialização.”
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Brasileiros que chegaram da Ucrânia foram vacinados em Brasília
Duplamente protegidos. Logo após desembarcarem na Base Aérea de Brasília, nesta quinta-feira (10), os 68 repatriados e os 10 cães e gatos que chegaram ao país em aviões da Força Aérea Brasileira colocaram a vacinação em dia. As equipes da Secretaria de Saúde aplicaram 19 vacinas em adultos e cinco nos animais. O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, acompanhou o trabalho dos agentes na Base Aérea de Brasília na recepção aos repatriados | Fotos: Tony Winston / Agência Saúde DF O treinador de futebol Luiz Jurescu recebeu a vacina da Janssen contra a covid-19 e seu cachorro, o Braddock, também atualizou a proteção contra a raiva. “A gente sempre procurou respeitar os protocolos e, com essa vacina, fica até mais tranquilo para andar com mais liberdade aqui no Brasil”, avaliou. Os brasileiros que moravam na Ucrânia tinham dificuldades para serem imunizados no país. Ao desembarcar em Brasília, logo receberam as doses ofertadas pela Secretaria de Saúde do DF Já o Willian Peraçoli, que é jogador de futebol, estava na Ucrânia desde janeiro e não conseguia ser imunizado. “Tinha que ter muito documento, cidadania. Mas aqui, graças a Deus, eu consegui”, comemorou. Além dos imunizantes contra a covid-19, também foram disponibilizadas as vacinas tríplice viral e de prevenção à poliomielite. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, ressaltou a integração dos órgãos envolvidos na recepção dos repatriados. “O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Saúde, está aqui na Base Aérea de Brasília apoiando e reforçando as ações do Ministério da Saúde”, reforçou. “Cumprimos o nosso papel de manter a qualidade da saúde, principalmente na questão da vacinação”, completou. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Zoológico reforça uso obrigatório de máscara de proteção facial
Desde 19 de janeiro deste ano, com a publicação do Decreto n.º 42.928 no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o uso de máscara de proteção facial se tornou obrigatório em todos os locais públicos, incluindo ambientes abertos ao ar livre, como o Zoológico de Brasília. Em consonância com o documento, o Zoo de Brasília reforça aos visitantes o uso obrigatório de máscara não somente para entrar no parque, mas também durante todo o passeio. Público deverá usar itens de proteção durante todo o tempo em que estiver no zoo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Considerando que o nosso zoo é um espaço bastante amplo, aumentamos no ano passado a limitação de público para 5 mil visitantes por dia”, lembra a diretora-presidente do Zoológico de Brasília, Eleutéria Pacheco. “Vale ressaltar a importância de que todos sigam os protocolos sanitários contra a covid-19, como o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social e a higienização das mãos frequentemente.” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Em locais com maior incidência de aglomeração, como o serpentário e Galeria África, há sinalização gráfica no chão para que os visitantes formem filas, a fim de evitar focos de contaminação. Paralelamente, alguns projetos educacionais que estavam suspensos durante a pandemia – como o Zoo Experiência e o Zoo em Ação – já retornaram para promover a educação ambiental, seguindo todos os protocolos necessários. *Com informações do Zoológico de Brasília
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Confira como será o retorno presencial dos estudantes da rede pública
[Olho texto=”“Está na hora de dar um passo adiante, pensar nas nossas crianças, pois precisamos delas dentro das salas de aula, evitando a evasão escolar, que aumentou muito”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] As secretarias de Educação (SEE) e de Saúde (SES) se uniram para uma retomada das aulas 100% presenciais na rede pública de ensino. Nesta sexta-feira (29), as pastas anunciaram um conjunto de ações preventivas para a normalização das atividades de mais de 460 mil estudantes, a partir da próxima quarta (3/11). Divulgadas na Portaria Conjunta nº12, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), as medidas foram detalhadas durante coletiva de imprensa com os secretários de Educação, Hélvia Paranaguá, e de Saúde, Manoel Pafiadache, nesta manhã, no Palácio do Buriti. Entre as principais definições, estão o turno letivo de quatro horas diárias, o uso da capacidade máxima do transporte escolar, o uso obrigatório e correto de máscaras e a limitação no fluxo de pessoas com acesso às escolas. Todas as medidas preventivas estão garantidas para que o retorno presencial se dê em segurança | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Desde a volta às aulas, em agosto, os estudantes da rede pública tiveram 33 dias letivos presenciais – considerando que as turmas se dividem em duas que se alternam a cada semana na escola. A partir de 3 de novembro, serão mais 30 dias letivos nas 686 unidades escolares. “É natural que a gente volte a viver dentro da normalidade”, analisa o governador Ibaneis Rocha. “Estamos com nossos índices de transmissão caindo e avançando bastante na vacinação. Temos certeza que estamos no caminho certo. Está na hora de dar um passo adiante, pensar nas nossas crianças, pois precisamos delas dentro das salas de aula, evitando a evasão escolar, que aumentou muito.” Para a secretária Hélvia Paranaguá, há uma necessidade urgente da retomada, visando ao bem do desenvolvimento educacional e pedagógico dos estudantes. “Nossos jovens passaram por um período muito difícil durante a pandemia, e agora chegou a hora de recuperar as perdas. Não temos um minuto a perder”, afirma. Veja as principais determinações da portaria: O turno letivo será de quatro horas diárias até o término do ano letivo de 2021, exceto na educação especial; Será autorizada a ocupação da capacidade máxima de transporte escolar, observados os critérios sanitários, com uso obrigatório e correto de máscaras e garantida a ventilação natural, não sendo necessária a aferição de temperatura corporal; As atividades de coordenação pedagógica serão realizadas na unidade escolar, respeitado o distanciamento, o uso obrigatório e correto de máscaras e garantida a ventilação natural do ambiente; A modalidade remota de ensino será mantida para estudantes e profissionais da educação que estiverem em isolamento em razão de adoecimento por covid-19 ou em quarentena devido ao contato próximo com caso confirmado da doença. O mesmo vale para estudantes que se enquadrem em critérios médicos específicos. Testagem de casos sintomáticos [Olho texto=”“O sistema vai nos apontar os dados em tempo real para que a gente possa acompanhar e agir em cima dos casos e até antecipar eventuais surtos”” assinatura=”Manoel Pafiadache, secretário de Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Para o bom andamento e monitoramento das ações, a SES fará a testagem de covid-19 de estudantes e profissionais da educação sintomáticos, além de empreender visitas técnicas às escolas e orientar a comunidade escolar sobre os protocolos. “De um semestre de 100 dias letivos, eles terão, pelo menos, 63 dias letivos presenciais”, explica a subsecretária de Educação Básica, Solange Foizer. “Todos nós sabemos da necessidade emocional, da necessidade pedagógica que todos os nossos alunos têm de voltar ao presencial, principalmente os alunos com mais vulnerabilidade. Então, vale muito a pena o investimento na recomposição das aprendizagens.” Saúde monitora A SES também acompanhará em tempo real os casos na rede pública por meio de um aplicativo, que vai dialogar com as escolas e unidades básicas de saúde. Em um segundo momento, as escolas particulares também terão acesso ao sistema. Atualmente, a SES já recebe os dados de casos das escolas. O que muda agora é a notificação em tempo real, com as unidades de saúde de cada região sendo comunicadas e os casos encaminhados para a rede de saúde. “A Secretaria de Saúde vai dar todo o apoio para que as aulas retornem com segurança”, assegura o secretário de saúde, Manoel Pafiadache. “O sistema vai nos apontar os dados em tempo real para que a gente possa acompanhar e agir em cima dos casos e até antecipar eventuais surtos.” O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, reforça a necessidade desse monitoramento: “O que nós pretendemos é monitorar em tempo real os casos em escolas públicas e privadas. Epidemiologia sem informação é fofoca, e a informação sempre andou e tem que andar aliada à saúde e à educação”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Confira, abaixo, os protocolos específicos para as unidades escolares: O acesso às dependências da escola deve ser limitado apenas a pessoas indispensáveis ao funcionamento e a pais com atendimento agendado; A temperatura de todos deve ser medida logo na entrada da escola; Evitar aglomeração de pessoas, inclusive em frente às escolas; Deverão ser escalonados os horários de intervalo, das refeições, de entrada e saída de sala de aula e atividades recreativas, entre outras, para preservar o distanciamento e evitar a aglomeração de pessoas; O uso de máscara é obrigatório; Bebedouros coletivos estão proibidos; Catracas que exijam biometria também estão vetadas; Atividades esportivas e recreativas devem ser realizadas ao ar livre ou em ambientes ventilados; Janelas e portas devem ser mantidas abertas; Será restrito o uso de objetos que possam ser compartilhados pelos estudantes. O que fazer em caso de suspeita de covid-19 Os procedimentos para casos de estudantes ou professores que apresentem febre, tosse ou dores na garganta durante o turno letivo, ou tiverem qualquer outro sintoma associado à covid-19, requerem isolamento imediato dentro da escola e cumprimento de um protocolo rigoroso. Veja o passo a passo: Comunicar imediatamente a equipe gestora da escola; Encaminhar o estudante ou o servidor para um ambiente isolado, que poderá ser um espaço aberto e arejado devidamente demarcado; Aferir a temperatura; Comunicar ao responsável, no caso dos estudantes menores de idade; Efetuar o registro interno do caso; Notificar a respectiva unidade de saúde responsável pela região e, concomitantemente, a coordenação regional de ensino, que deverá informar o fato às instâncias competentes da Secretaria de Educação; Afastar estudantes, professores e profissionais com casos suspeitos ou confirmados de infecção por Sars-CoV-2 e orientá-los a buscar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima de sua residência, além de permanecer em isolamento no próprio domicílio por tempo determinado, conforme orientação das autoridades de saúde. Cabe às escolas: Notificar a ocorrência de um caso suspeito e/ou confirmado imediatamente, em até 24 horas, à unidade básica de saúde mais próxima à instituição ou pelo e-mail notificadf@gmail.com; Informar todos os envolvidos no ambiente institucional sobre a existência de um caso suspeito ou positivo de covid-19, com informação clara, direta e objetiva, de forma a não causar pânico, auxiliando no monitoramento dos contatos (assegurando a privacidade dos envolvidos) e considerando o protocolo existente na instituição; Orientar o automonitoramento diário dos contatos próximos por 14 dias desde o último dia de contato com o caso confirmado, a fim de identificar possíveis novos casos.
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Mortes por covid-19 caem mais no DF do que no resto do país
O número de mortes causadas pela covid-19 no Distrito Federal vem caindo nas últimas semanas e apresenta o menor índice entre todas as unidades da federação. O dado faz parte do levantamento diário do consórcio de veículos de imprensa e foi comentado por autoridades do governo em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (20), no Palácio do Buriti. O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, lembrou a importância da adoção das medidas restritivas pelo GDF na segunda onda da pandemia | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Frente aos 26 estados brasileiros, o DF é onde menos pessoas têm perdido a vida para o coronavírus no Brasil. Dados dessa quarta-feira (19) apontam que o percentual de óbitos por aqui reduziu em 31%, seguido dos estados do Tocantins e do Acre, que registraram -30% cada um. No Brasil, a média móvel de mortes sofreu retração de 14%, registrando o óbito de 1.944 pessoas por dia. Secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto atribui a melhora dos índices de recuperação dos infectados às medidas restritivas adotadas pelo governo na chegada da segunda onda – como o fechamento temporário de parte do comércio, a limitação do horário para a venda de bebidas alcoólicas à noite e o toque de recolher. “O governador Ibaneis Rocha foi, mais uma vez, o primeiro a tomar essas decisões nesta segunda fase do contágio, além do número de leitos que foi expandido e oferecido e os protocolos de atendimento, desde a atenção primária à alta complexidade”, apontou. Mais vacinas, menos mortes Nesta quinta (20), o Distrito Federal registrou 8 mortes por covid-19, totalizando 8.422. Em contrapartida, cresce o número de pessoas vacinadas: 580.659 já haviam recebido a primeira dose do imunizante, e 299.165, a segunda. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outras 11 unidades federativas seguem o DF também com quedas nos índices de mortes causadas pela doença: Pará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Piauí e Amazonas, por sua vez, são os estados onde as mortes têm aumentado. No primeiro, o registro é 45% maior nos últimos dias; no segundo, morreram 28% mais pessoas. O restante dos estados apresenta estabilidade.
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Vigilância Sanitária faz trabalho decisivo durante pandemia
A atuação da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) do Distrito Federal tem papel essencial no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Em 2020, foram realizadas 30.074 ações de auditoria e fiscalização; este ano, 11.149. Centenas de documentos da Divisa balizam medidas contra o coronavírus | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde Além das ações de rotina nas áreas de alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, serviços de saúde e em todos os produtos e serviços relacionados direta ou indiretamente com a saúde, houve um direcionamento com maior intensidade nas ações para enfrentar a pandemia de covid-19, desde março de 2020. Essas ações impactaram decisivamente a proteção da saúde da população do Distrito Federal. “Com a pandemia, a Vigilância Sanitária participa ainda da força-tarefa, realizando mais de cem mil ações complementares, ajudando a orientar o setor regulado e a população e, consequentemente, diminuir o número de casos de covid-19 no âmbito do DF”, explica o diretor da Vigilância Sanitária, Manoel Neto. A Divisa também atua na regulação sanitária e no estabelecimento das regras de conduta e procedimentos seguros em diversos setores. “O corpo técnico da Divisa tem se empenhado em estabelecer ações do enfrentamento da covid-19 e de outros agravos que não deixaram de ocorrer”, informa o gestor. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ações voltadas à covid-19 A Divisa foi responsável por atualizar e emitir a Nota Técnica GRSS/Divisa nº 01/2020, contemplando as orientações para os serviços de saúde quanto às medidas para enfrentar a pandemia. No DF, 100% dos hospitais participaram das reuniões periódicas na web. A Vigilância Sanitária também elaborou 72 notas técnicas para enfrentamento da pandemia em 2020 e, pela Gerência de Medicamentos, elaborou 28 notas técnicas para esclarecimento/conhecimento das novas legislações compreendendo o atual cenário e a minimização da transmissão do vírus entre a população. Além disso, desenvolveu a minuta do Decreto de Política de Sanitização do DF. Em 2020, visando minimizar riscos, a Divisa emitiu 55 autorizações para as drogarias que fazem testes rápidos para covid-19. No mesmo ano, executou 123 inspeções em atendimento ao Programa Distrital de Inspeção em serviços de alta complexidade hospitalar. Em 2021, já foram 79 inspeções. A Divisa também executou treinamento sobre comportamento seguro em tempos de pandemia, intermediado pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Foram divulgadas as orientações do Memorando n°70/2020 (SES/SVS/Divisa/GRSS) relativas ao comportamento dos profissionais de saúde durante o período laboral para reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus. Servidores da Divisa estão constantemente vistoriando estabelecimentos | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde Ações da Vigilância Sanitária: • Elaboração de instruções normativas (3 em 2020); • Ações de fiscalização sanitárias com o objetivo de credenciamento de estabelecimentos de saúde junto ao SUS (67 em 2020); • Ações de fiscalização sanitárias com o objetivo de habilitação de estabelecimentos de saúde junto ao SUS (36 realizadas em 2020); • Duas inspeções em atendimento às demandas em fabricante de produtos para saúde; • Uma inspeção em atendimento às demandas em fabricantes de saneantes; • Três inspeções em atendimento às demandas em fabricantes de cosméticos; • Duas inspeções em atendimento às demandas em fabricantes de medicamentos; • 182 inspeções em atendimento às demandas em farmácia com manipulação; • Três inspeções em assistência farmacêutica no Programa de Cirurgia Plástica em 2020, visando a melhoria da infraestrutura, maquinário, processos de trabalho e área da garantia da qualidade; • 25 documentos tramitados no Programa de Vigilância Sanitária de Álcool a 70%, no período de emergência de Saúde Pública covid-19 em 2020, visando garantir a qualidade do álcool disponível à venda, minimizando a transmissão do vírus na população; • 255 documentos tramitados no Programa de Vigilância Sanitária em Medicamentos em 2020, visando minimizar riscos relacionados à baixa resposta terapêutica, toxicidade e demais eventos adversos relacionados à baixa qualidade do medicamento; • 141 documentos tramitados no Programa de Vigilância Sanitária em Cosméticos em 2020, visando minimizar riscos relacionados à eficácia e segurança do uso dos cosméticos; • 155 documentos tramitados no Programa de Vigilância Sanitária em Saneantes em 2020, visando minimizar riscos relacionados à eficácia e segurança do uso dos saneantes. Ações frequentes Dentre as ações de rotina, foram emitidas 4.537 licenças sanitárias em 2020 e 2.654 até abril de deste ano. Também foram emitidos 1.188 certificados de vistoria de veículos em 2020 e 323 até abril deste ano. Foram lavrados, em 2020, 1.414 relatórios técnicos referentes a demandas da Anvisa, da Ouvidoria do Distrito Federal, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos diversos conselhos de direitos, entre outros. Até agora, neste ano, foram lavrados 184. Foram analisados 2.638 projetos básicos de arquitetura pela Divisa em 2020. Neste ano, já houve 938 análises. Das ações fiscais realizadas em 2020, 546 resultaram em auto de infração instaurado. Neste ano, já foram 440. *Com informações da Secretaria de Saúde
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