Letal, tétano pode ser evitado com vacinas
Por descuido ou acidente, um prego enferrujado causa um corte e, dias depois, a pessoa começa a sentir os primeiros sintomas do tétano, uma doença que pode ser fatal. Nessa cena, poderia ser qualquer objeto metálico, mesmo sem ferrugem. A bactéria Clostridium tetani não é tão seletiva e pode morar em galhos, água suja, vísceras de animais e até na poeira. A boa notícia é que o quadro é totalmente evitável: basta ficar atento e manter a vacinação em dia. O tétano é causado por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani, encontrada nas fezes de animais e de seres humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas que tenham lesões na pele | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF "Indivíduos com esquema vacinal completo e reforços atualizados apresentam risco significativamente menor de desenvolver a doença e suas complicações" Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde "Indivíduos com esquema vacinal completo e reforços atualizados apresentam risco significativamente menor de desenvolver a doença e suas complicações", esclarece a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliane Malta. A importância da imunização nesses casos é alta. A taxa de letalidade do tétano fica entre 30% e 40%, isso porque a bactéria causa contrações musculares intensas, não importa a faixa etária. O primeiro sintoma costuma ser a dificuldade para abrir a boca até atingir a musculatura respiratória. As coberturas vacinais, ainda que abaixo da meta de 95%, têm permitido ao Distrito Federal evitar casos de tétano. A última ocorrência foi registrada em 2019 e o último óbito, em 2007. O que fazer? Em caso de acidentes, a orientação é limpar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. Porém, o principal fator para um prognóstico positivo é a vacinação prévia. O tétano acidental é uma doença prevenível por meio da vacinação, e o cuidado começa quando a pessoa ainda é um bebê [LEIA_TAMBEM]O cuidado começa quando a pessoa ainda é um bebê. Nas salas de vacinação, são aplicadas doses da pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade. Dois reforços com o imunizante DTP são oferecidos aos 15 meses e aos 4 anos. A partir dos 10 anos, a cada intervalo de uma década, é necessário tomar um reforço, com a vacina dT. "A proteção conferida pela vacina contra o tétano diminui gradualmente ao longo do tempo, motivo pelo qual é recomendada uma dose de reforço a cada 10 anos na vida adulta", explica Malta. Gravidez protegida Também há uma dose específica para as gestantes, a dTpa. Aqui, o foco é evitar outra versão da doença, chamada de tétano neonatal. Causada pela mesma bactéria, essa infecção afeta recém-nascidos nos primeiros 28 dias de vida, geralmente por meio da contaminação do coto umbilical durante ou após o parto. *Com informações da SES-DF
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Reforma da Unidade Neonatal do Hmib reforça atendimento humanizado
Mais cuidado para mamães e bebês prematuros do quadradinho: o Governo do Distrito Federal (GDF) reinaugurou nesta quarta-feira (10) a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais Canguru (Ucin Canguru) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), após reforma. A reinauguração celebrou a conclusão das obras que melhoraram o espaço físico para oferecer um ambiente mais acolhedor às mulheres e aos recém-nascidos, com investimento superior a R$ 1,3 milhão. O projeto de reestruturação da Ucin Canguru foi elaborado e executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A obra teve investimento total de R$ 1.328.762,99 — dos quais R$ 840 mil foram garantidos por meio de emenda parlamentar destinada pela deputada distrital Dayse Amarilio. Toda a readequação da Ucin Canguru foi desenhada em conformidade com a Portaria nº 930/2012 do Ministério da Saúde. A nova estrutura física foi planejada para possibilitar e incentivar a permanência da mãe ao lado do recém-nascido integralmente. A garantia desse contato ininterrupto é a essência do Método Canguru, que proporciona o fortalecimento do vínculo materno, reduz o tempo de internação e promove a humanização do cuidado com os bebês que necessitam de acompanhamento. Com apenas 26 dias de vida, a filha de Amanda dos Santos já passou pela experiência do atendimento na unidade. “Foi muito bom. A equipe daqui é maravilhosa, o local é muito organizado. Eu até comentei que parecia hospital particular, porque todo mundo cuida muito bem das crianças, tudo é feito nos horários certinhos. Na hora de administrar os medicamentos, sempre confirmavam o nome, para garantir que era a criança certa. Eu não tenho nada a reclamar. Minha filha foi muito bem-cuidada, e sou muito grata a toda a equipe”, relatou. "Foi muito bom. A equipe daqui é maravilhosa, o local é muito organizado. Eu até comentei que parecia hospital particular, porque todo mundo cuida muito bem das crianças, tudo é feito nos horários certinhos", destacou Amanda dos Santos, sobre o atendimento prestado à filha | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Mãe pela segunda vez, Amanda destaca a diferença em relação à primeira gestação: “Minha outra filha não nasceu prematura, e [o parto] foi em outro hospital. Na época, não tinha esse contato tão próximo, o bebê ficava separado, ia para outra sala. Já agora foi diferente. Minha filha ficou primeiro na UTI, mas depois eu pude ficar com ela. Só de poder estar perto já fez toda a diferença, ainda mais sendo prematura, quando normalmente esse contato demora mais para acontecer”. Ao descerrar a placa inaugural, a governadora Celina Leão destacou o compromisso da gestão com a saúde materno-infantil e a melhoria da infraestrutura hospitalar do DF. "Hoje, o espaço inaugurado é uma Ucin, uma unidade onde o bebê permanece internado em um ambiente semelhante a uma UTI, mas ao lado da mãe. O local foi totalmente reformado e adaptado, tornando-se um dos mais qualificados do país. Já contamos com outras Ucins em diferentes hospitais, mas nenhuma nesse porte e com esse modelo de acolhimento. Esse é exatamente o tipo de cuidado que queremos oferecer: um atendimento mais humanizado, especialmente para casos de internações prolongadas, como os de bebês prematuros”, comentou Celina Leão. "O local foi totalmente reformado e adaptado, tornando-se um dos mais qualificados do país. Já contamos com outras Ucins em diferentes hospitais, mas nenhuma nesse porte e com esse modelo de acolhimento", afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Durante a reinauguração, a governadora também destacou a publicação, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), da assinatura de seis suplementações orçamentárias para a saúde, que somam cerca de R$ 174 milhões em ações programadas. "Também destinamos mais de R$ 40 milhões para a reforma de hospitais e, em breve, teremos um grande evento no Palácio do Buriti com novos anúncios para a saúde pública do DF. Estou muito feliz porque, em tempo recorde, estamos fazendo entregas, executando emendas de deputados federais, senadores e distritais, e garantindo aquilo que a população mais precisa, que é acolhimento”, afirmou. Reforma A obra teve investimento total de R$ 1.328.762,99 Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a inauguração representa um marco na qualificação técnica do atendimento hospitalar. "A readequação é um avanço importante para a assistência neonatal. Estamos fortalecendo a capacidade de cuidado, qualificando a estrutura e garantindo que os recém-nascidos que necessitam de atenção especializada recebam um atendimento cada vez mais seguro, humanizado e resolutivo", pontuou. Embora o Hmib já contasse com a unidade, o espaço antigo não atendia integralmente às normas técnicas vigentes. A intervenção não focou a ampliação do número de leitos, mas a modernização e otimização da estrutura já existente, ao alinhá-la perfeitamente às diretrizes nacionais. A supervisora de enfermagem e tutora do Método Canguru, Juliana Dantas de Assis Ferreira, explica que a unidade corresponde à segunda etapa do método, que prioriza o contato pele a pele e a permanência contínua dos pais com o bebê. “Nessa fase, a gente preconiza o contato 24 horas da mãe e do pai com o bebê. A unidade foi reformada com uma ambiência totalmente voltada para o desenvolvimento do recém-nascido prematuro. As mães contam com espaço de convivência e lavanderia, já que muitas permanecem internadas por semanas, até o bebê estar pronto para ir para casa”, explica. “Aqui, também oferecemos todo o suporte necessário para que elas aprendam a cuidar de um bebê prematuro, o que traz mais segurança e tranquilidade. Com a reforma, ganhamos uma sala de convivência equipada com sofá, TV e espaço de copa para refeições, além da lavanderia”, conclui Juliana.
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Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF
Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), cada procedimento exige precisão extrema. Recém-nascidos prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas frequentemente enfrentam múltiplas punções, longos períodos de internação e processos complexos de recuperação. Foi nesse cenário que nasceu o projeto Luar (sigla para laserterapia e ultrassonografia na assistência ao recém-nascido), iniciativa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Projeto Luar tem como foco a busca de alternativas menos invasivas para o tratamento de bebês | Foto: Divulgação/FAPDF A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ceilândia, sob coordenação da professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro, doutora em ciências, docente do programa de pós-graduação em enfermagem da UnB e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação. “O projeto Luar nasceu para oferecer alternativas menos invasivas, mais seguras e mais humanizadas para bebês extremamente vulneráveis”, explica Laiane. “A proposta sempre foi aproximar ciência, tecnologia e assistência clínica para melhorar o cuidado neonatal.” Luz ajuda na cicatrização Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade, técnica que utiliza feixes de luz com potência reduzida para estimular a regeneração dos tecidos. Diferentemente das aplicações de laser cirúrgico — usados para corte ou cauterização —, esse tipo de laser atua de forma não invasiva, ativando mecanismos celulares ligados à cicatrização. No projeto, a tecnologia foi aplicada em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise (malformação em que parte do intestino se desenvolve fora do abdômen do bebê), obstrução intestinal, enterocolite (inflamação grave do intestino) e anomalias anorretais, como alterações congênitas na formação do ânus e do reto. A redução no tempo de internação hospitalar é uma das vantagens da laserterapia, que ajuda a diminuir complicações pós-operatórias A luz utilizada é absorvida pelas células e estimula processos biológicos importantes, como aumento da produção de energia celular, redução da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e aceleração da produção de colágeno. Na prática, isso pode significar menos dor, menos edema e uma recuperação mais rápida. “A ferida inflama menos, cicatriza mais rápido e o bebê passa por menos desconforto”, enfatiza Laiane. Os resultados iniciais mostram que a laserterapia pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar — algo especialmente relevante em UTIs neonatais, onde cada dia de permanência representa riscos adicionais para o recém-nascido. Uso do ultrassom A segunda frente do projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica (Picc, na sigla original em inglês). Esse cateter é utilizado em recém-nascidos criticamente enfermos para administração de medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por longos períodos. Embora essencial, o procedimento costuma ser complexo, principalmente em bebês prematuros, que possuem vasos extremamente pequenos e frágeis. Utilização da ultrassonografia agrega mais precisão ao processo de identificar complicações Tradicionalmente, a inserção é feita por tentativa de punção e posterior confirmação radiológica. O problema é que múltiplas tentativas aumentam a dor, o estresse e o risco de complicações. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento. Além de dispensar parte da exposição à radiação, o método pode reduzir hematomas, tromboses, infiltrações e falhas no posicionamento do cateter. “A ultrassonografia permite maior precisão, reduz a necessidade de repetidas punções e ajuda a identificar complicações precocemente”, ressalta a pesquisadora. Tecnologia no cuidado neonatal Os estudos foram elaborados diretamente em UTIs neonatais de hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando recém-nascidos durante todo o período de internação. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia. Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência” Laiane Ribeiro, pesquisadora da UnB No caso da laserterapia, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento constante dos sinais vitais e registro fotográfico da evolução das feridas. Já no estudo sobre ultrassonografia, os profissionais acompanharam dezenas de inserções de Picc utilizando avaliação ultrassonográfica em tempo real. “Nosso objetivo nunca foi apenas incorporar tecnologia, mas tornar o cuidado mais seguro, preciso e menos doloroso para os recém-nascidos”, resume Laiane Ribeiro. Enfermagem como protagonista O projeto também demonstra o papel da enfermagem na incorporação de novas tecnologias em saúde. Os enfermeiros envolvidos passaram por treinamentos teóricos e práticos para utilização tanto da laserterapia quanto da ultrassonografia aplicada ao Picc. A equipe desenvolveu protocolos clínicos, materiais educativos e fluxos assistenciais específicos para o ambiente neonatal. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidade e serviço de saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia”, pontua Laiane. “Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência.” Além da aplicação clínica, o projeto Luar contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação envolvidos nas pesquisas, fortalecendo a produção científica e a enfermagem baseada em evidências no DF. Ciência e formação [LEIA_TAMBEM]Os recursos do edital permitiram a aquisição dos equipamentos utilizados nos estudos, incluindo aparelhos de laserterapia e ultrassom, além da compra de insumos, realização de treinamentos especializados e desenvolvimento de protocolos clínicos voltados ao cuidado neonatal. “Sem o fomento da FAPDF, a pesquisa não teria sido realizada na qualidade que conseguimos desenvolver”, enfatiza Laiane. “Esse apoio tornou possível transformar uma ideia em evidência científica com potencial de melhorar e até salvar vidas”. Os resultados vêm sendo apresentados em congressos científicos e publicados em revistas especializadas, ampliando o debate sobre inovação tecnológica aplicada à neonatologia. A equipe lembra que ainda há espaço para ampliar o uso dessas tecnologias na assistência neonatal brasileira. Entre os próximos passos estão estudos com amostras maiores, consolidação de protocolos clínicos e expansão das aplicações para outras condições neonatais. “O caminho ainda é longo, mas os resultados mostram que vale a pena investir em ciência aplicada ao cuidado neonatal”, conclui a coordenadora do projeto. “Tecnologias bem-utilizadas podem reduzir sofrimento, melhorar desfechos clínicos e transformar a experiência desses bebês e de suas famílias.” *Com informações da FAPDF
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Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento
Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. Equipamento permite acompanhar continuamente os principais parâmetros vitais dos leitos dos recém-nascidos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente” Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib “O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.” Como funciona No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados. [LEIA_TAMBEM]Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade. Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória. Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes. “É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Touquinhas aquecem a chegada de bebês recém-nascidos ao Hospital de Santa Maria
Entre um atendimento e outro no Centro Cirúrgico Obstétrico (CCO), as mãos da técnica de enfermagem do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Renata Alves da Costa, dão forma a pequenas touquinhas de malha. Nos intervalos do plantão, ela corta, dobra e costura cuidadosamente cada peça, transformando um insumo básico em um gesto de acolhimento para os recém-nascidos. As touquinhas são feitas a partir de malha tubular, um material disponibilizado pelo hospital para proteção e contenção em procedimentos de rotina. Segundo a profissional, a ideia surgiu com a experiência dentro do centro cirúrgico. “O ambiente do CCO é muito frio, e como já conhecia a malha tubular de outro hospital em que trabalhei, pensei: ‘Por que não transformar isso em toquinhas para aquecê-los?'”, lembra. As touquinhas são feitas a partir de malha tubular, um material disponibilizado pelo hospital para proteção e contenção em procedimentos de rotina | Fotos: Divulgação/IgesDF O gesto ganhou reforço com a colega Michelly Lima, também técnica de enfermagem. Juntas, elas se dedicam a entregar os pequenos presentes às famílias. As peças, produzidas à mão, surgem nos momentos de tranquilidade do plantão. “As reações das mães são sempre muito positivas. Muitas chegam sem nada, às vezes sem condições de comprar roupinhas. Então, a touca vira um gesto a mais de cuidado, um presente”, destaca Michelly. Após nascer de parto cesariano, a pequena Aurora já recebeu sua touquinha. A mãe, Denise Sthefane Silva, ainda em recuperação pós-parto, agradeceu pelo gesto. “Isso faz diferença. É um momento de ansiedade, de preocupação. Quando a gente vê esse acolhimento, tudo fica mais leve”. Renata Alves da Costa e a pequena Aurora Para a enfermeira do setor, Jirlane Nóbrega, o trabalho das técnicas é motivo de orgulho. “A cabeça do bebê é a área de maior perda de calor, e o uso da touca ajuda a prevenir a hipotermia. O material utilizado é disponibilizado pelo hospital, e nós incluímos apenas pequenos detalhes para diferenciar as peças entre meninos e meninas. É um trabalho único”. Com simplicidade, dedicação e sensibilidade, Renata e Michelly transformam um item básico em um gesto que acolhe, conforta e marca com afeto o primeiro momento de vida de muitos bebês atendidos no HRSM. *Com informações do IgesDF
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GDF amplia público do medicamento nirsevimabe, que protege contra infecções respiratórias graves
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), ampliou o público-alvo do nirsevimabe para nascidos a partir de 1º de agosto de 2024. Anteriormente o público-alvo eram os nascidos a partir de 1º de outubro de 2024. O medicamento protege contra infecções respiratórias graves em prematuros, nascidos de 32 semanas a 36 semanas e 6 dias. Além disso, a secretaria iniciou busca ativa para vacinar crianças com o medicamento. A ação é realizada pelos agentes comunitários de cada região, mas a população também deve procurar os postos e levar os bebês prematuros nascidos na idade gestacional prevista para a aplicação do remédio. Recém-nascidos prematuros nascidos a partir de 1º de agosto de 2024 podem tomar o remédio, que protege contra infecções respiratórias graves | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a adquirir o medicamento que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. Pacientes recém-nascidos internados na rede pública, que atenderem ao critério de elegibilidade, receberão o nirsevimabe durante a internação hospitalar, mediante prescrição médica padronizada. [LEIA_TAMBEM] Já os bebês que não receberam o imunizante antes da alta hospitalar, e estão dentro do público-alvo, deverão ser levados à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde será realizada a avaliação clínica e dos critérios de prescrição do imunizante. Em seguida, deverão procurar o local de aplicação de referência da sua residência portando: * Prescrição médica padronizada * Termo de consentimento devidamente assinado * Caderneta de vacinação da criança ou relatório médico que comprove a indicação clínica para o imunizante Nirsevimabe e palivizumabe O palivizumabe continua sendo utilizado para os grupos de risco nascidos com menos de 32 semanas, como crianças com cardiopatias congênitas e displasias pulmonares. O nirsevimabe vai ampliar a estratégia de proteção, de forma complementar e integrada ao protocolo vigente. Protocolo de aplicação da SES-DF * Palivizumabe: bebês prematuros com idade gestacional até 32 semanas * Nirsevimabe: bebês prematuros entre 32 semanas e 36 semanas e 6 dias, nascidos a partir de 1º de agosto de 2024 Locais de aplicação do medicamento Pacientes devem procurar as unidades abaixo, de acordo com o seu local de residência. Artes: Divulgação/Agência Saúde-DF *Com informações da SES-DF
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GDF inicia busca ativa para vacinar recém-nascidos contra doenças respiratórias
Governo do Distrito Federal · GDF INICIA BUSCA ATIVA PARA VACINAR RECÉM-NASCIDOS CONTRA DOENÇAS RESPIRATÓRIAS A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou busca ativa para vacinar crianças com o nirsevimabe, medicamento que protege recém-nascidos contra infecções respiratórias graves. O público-alvo do medicamento são recém-nascidos prematuros, entre 32 semanas e 36 semanas e 6 dias, nascidos a partir de 1º de outubro de 2024. O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, disse que a busca ativa será realizada pelos agentes comunitários de cada região, mas a população também deve procurar os postos e levar os bebês prematuros para receber o medicamento. “Fizemos um levantamento das crianças elegíveis e iniciamos a busca ativa dos pacientes para ampliar a aplicação e diminuir as internações. O objetivo é reduzir a gravidade desses pacientes”, explicou o secretário. Pacientes recém-nascidos internados na rede pública que atenderem ao critério de elegibilidade, receberão o nirsevimabe durante a internação hospitalar | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a adquirir o medicamento que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. Desde abril, o nirsevimabe está sendo aplicado como medida preventiva para reduzir complicações e internações de infecções respiratórias em bebês – o que tem impacto direto na ocupação de leitos de UTI neonatal. [LEIA_TAMBEM] Pacientes recém-nascidos internados na rede pública que atenderem ao critério de elegibilidade, receberão o nirsevimabe durante a internação hospitalar, mediante prescrição médica padronizada. Já os bebês que não receberam o imunizante antes da alta hospitalar e estão dentro do público-alvo, deverão procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, portando a caderneta de vacinação da criança. Na UBS, será realizada a avaliação clínica e dos critérios de prescrição do imunizante. Os responsáveis legais deverão receber a receita médica padronizada e assinar o termo de consentimento. Em seguida, deverão procurar o local de aplicação de referência da sua residência portando prescrição médica padronizada; termo de consentimento devidamente assinado, caderneta de vacinação da criança ou relatório médico que comprove a indicação clínica para o imunizante. Nirsevimabe e palivizumabe O nirsevimabe é um anticorpo de ação prolongada, que oferece proteção imediata | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Aprovado pela Anvisa em outubro de 2023 e incorporado ao SUS em fevereiro deste ano, o nirsevimabe é um anticorpo de ação prolongada, que oferece proteção imediata, sem necessidade de ativação do sistema imunológico. O medicamento é especialmente eficaz para prematuros e crianças com menos de dois anos com comorbidades. O palivizumabe continua sendo utilizado para os grupos de risco nascidos com menos de 32 semanas, como crianças com cardiopatias congênitas e displasias pulmonares. O nirsevimabe vai ampliar a estratégia de proteção, de forma complementar e integrada ao protocolo vigente. Protocolo de aplicação Palivizumabe - Bebês prematuros com idade gestacional até 32 semanas Nirsevimabe - Bebês prematuros entre 32 semanas e 36 semanas e 6 dias, nascidos a partir de 1º de outubro de 2024 *Com informações da Secretaria de Saúde
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Equipe do Hospital Regional de Santa Maria promove I Seminário do Método Canguru
Nesta segunda-feira (5), o auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) foi palco para o I Seminário do Método Canguru, que teve a finalidade de sensibilizar as equipes multiprofissionais que atendem a linha materno infantil sobre a importância do método para o binômio mãe e filho. O evento foi organizado e promovido pela equipe da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), com a colaboração do Núcleo de Educação Permanente. O mês é dedicado ao tema, tendo em vista que, 15 de maio, é celebrado o Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru. “É muito importante que todo mundo esteja engajado na mesma causa, para a gente prestar essa assistência mais humanizada, tanto para o recém-nascido como para a família dele. Hoje, na Utin, estimulamos o Método Canguru desde o primeiro momento. Assim que o bebê entra na unidade, já acolhemos melhor essa família, explicamos a importância de fazer o método, tendo em vista que através dele, os recém-nascidos, principalmente os prematuros, têm diversos benefícios”, explica a enfermeira e tutora do Método Canguru no HRSM, Sônia Martins Magalhães. O evento foi organizado e promovido pela equipe da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), com a colaboração do Núcleo de Educação Permanente | Foto: Divulgação/IgesDF Entre os benefícios do Método Canguru, estão o melhor desenvolvimento neurológico, prognóstico melhor, alta mais precoce, aumento da taxa de aleitamento materno, diminuição do risco de infecção e controle da temperatura corporal, além da melhora do vínculo afetivo. Segundo a tutora, foi recentemente criada uma comissão interna no HRSM, com um representante de cada setor que engloba a linha materno infantil (Centro Obstétrico, Utin, Ucin, Maternidade e Banco de Leite) para desenvolver ações voltadas ao Método Canguru e sua aplicação e incentivo. [LEIA_TAMBEM] Durante o evento, foram realizadas palestras com os temas “Manejo da Dor nos RNs [recém-nascidos] nas unidades neonatais”, “Impacto do Método Canguru sobre o Aleitamento Materno”, “Controle dos Ruídos nas unidades neonatais” e “Controle Térmico do RN”. “O Método Canguru beneficia e estimula o aleitamento materno, ajuda no ganho de peso do bebê, melhora a frequência respiratória e cardíaca, ajuda a controlar a temperatura, reduz os níveis de cortisol e aumenta o vínculo da mãe com o bebê. Além disso, o leite humano possui nutrientes capazes de nutrir e proteger o recém-nascido, sendo o melhor alimento para o bebê. Ele se adapta às necessidades do bebê e as mães de prematuros produzem colostro por mais tempo. Por isso, incentivamos a ordenha desde o nascimento”, informou a enfermeira e chefe do Serviço de Banco de Leite do HRSM, Maria Helena Santos, em sua palestra sobre o aleitamento materno. A médica neonatologista do HRSM, Letícia Moraes, abordou o controle de ruídos dentro da Utin e destacou como o barulho pode deixar o bebê instável, podendo gerar perda auditiva, aumento da pressão intracraniana, estresse, hipertensão arterial, instabilidade metabólica, irritabilidade e alterações na frequência cardíaca e na saturação. Também houve palestra com explanação sobre controle e prevenção da dor neonatal, em que a neonatologista do HRSM, Patrícia Carrilho, elencou medidas que podem ser utilizadas pelas equipes para tornar os procedimentos menos dolorosos para os RNs, principalmente os prematuros, que são mais frágeis e costumam passar por mais intervenções. Já a enfermeira Michelle Frade palestrou sobre o controle térmico dos RNs, destacando que os prematuros têm maior dificuldade de manter a temperatura controlada e por consequência disso, acabam gastando mais energia nesse controle, dificultando o ganho de peso. Método Canguru Segundo a chefe de Serviço de Enfermagem da Utin do HRSM, Lorena Mendes, o mês de maio é dedicado à sensibilização e conscientização do Método Canguru, e neste ano, a ideia foi além de abordar o tema com as mães e a equipe de seu setor, expandir para outros setores que também dão assistência aos recém-nascidos e prematuros. “A gente passa o mês de maio inteiro falando sobre a sensibilização do Método Canguru na Utin, seja numa conversa, seja numa roda de conversa, uma forma de abordar, conversar. Quando a gente faz as nossas visitas, as nossas reuniões com as mães, que acontecem todas as quintas, normalmente a gente pede para as terapeutas também comentarem sobre o assunto. Então, são várias medidas que ocorrem no dia a dia da Utin voltadas para o incentivo do método”, explica. Lorena ressalta que, para o Método Canguru ser eficaz, é necessário o período mínimo de uma hora com o bebê e sua mãe tendo o contato pele a pele. Quando é um bebê que precisa de maior suporte, a equipe se mobiliza para tornar o momento possível e conseguir colocar o bebê na posição. Os pilares do Método Canguru são contato pele a pele precoce e pelo maior tempo possível, acolhimento ao RN, seus pais e família; cuidados individualizados com enfoque no controle da dor; apoio à amamentação; cuidados com o ambiente e cuidados com os profissionais. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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