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GDF na Sua Porta leva R$ 282,5 milhões em investimentos a 14 cidades entre julho e outubro

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma das principais frentes do governo, o programa GDF na Sua Porta teve 13 edições durante o período eleitoral, de 4 de julho a 24 de outubro, beneficiando 14 cidades. Ao todo, foram assinadas 239 ordens de serviço (OSs) para obras e serviços de infraestrutura urbana e dos serviços públicos das regiões administrativas, com investimento de R$ 282,5 milhões. As ações estão sendo todas executadas com recursos da Fonte 100 do orçamento do DF, sem uso de emendas parlamentares.  Entre as grandes obras dos pacotes de investimento, o saneamento básico e a recuperação viária receberam aportes expressivos. Na Vila Cauhy, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) destinou R$ 6 milhões para a implantação do sistema de esgotamento sanitário. Com 12 km de tubulações, divididos entre 4 mil metros de redes coletoras e 8 mil metros de ramais condominiais, o projeto contempla 550 casas e atende 2.479 moradores.  As ordens de serviço assinadas no programa GDF na Sua Porta são tanto para obras de grande porte como para aquelas de zeladoria, que têm grande impacto na qualidade de vida da população | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília No Riacho Fundo, a Caesb também investiu no saneamento básico, com implantação de uma elevatória de esgoto bruto e ampliação da rede de distribuição de água, ao custo de cerca de R$ 7,5 milhões. A expectativa é que as obras beneficiem 50 mil pessoas, direta e indiretamente.  Em Taguatinga, foram destinados R$ 16,1 milhões para intervenções no sistema de esgoto do Setor Primavera, com R$ 12,5 milhões focados no remanejamento do interceptor de esgoto e R$ 3,6 milhões na construção de nova rede coletora para beneficiar 615 famílias. Na mesma cidade, a contenção de uma antiga erosão na QNC 1 recebeu R$ 2 milhões.    No Guará, o pacote assegurou R$ 6,6 milhões para a recuperação do pavimento em 13 localidades com técnicas de fresagem, além de R$ 4,2 milhões aplicados em redes de água e esgotamento sanitário no Lucio Costa, Bernardo Sayão e Águas Claras, que devem atender 1.404 famílias. A Estrutural recebeu benfeitorias como parquinhos infantis e um parque urbano | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília A mobilidade urbana e as opções de lazer também ganharam projetos de grande porte. Na Estrutural, o programa lançou a construção do parque urbano, obra de R$ 8,5 milhões equipada com pista de cooper, quadras de areia e poliesportiva, campo de futebol sintético e parquinhos infantis em madeira plástica.  No Recanto das Emas, a região recebeu R$ 33 milhões para serviços urbanos e uma licitação de R$ 14 milhões para a pavimentação de trecho da VC-341, ligação entre Monjolo e Ponte Alta.  A população de Sobradinho já pode contar com ruas recapeadas, graças a recursos do programa | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Em Sobradinho e Sobradinho II, os recursos de R$ 25 milhões financiaram a fresagem e a recomposição de vias nas quadras 3/5, 7/9 e 8 (R$ 4,2 milhões) e a pavimentação de 3,5 km no Setor Habitacional Nova Colina (R$ 1,2 milhão). Melhorias contínuas Além das grandes obras, o GDF na Sua Porta contemplou ações de zeladoria pública em todas as cidades atendidas. O pacote englobou a construção e a manutenção de calçadas com acessibilidade, pontos de encontro comunitário (PECs), iluminação em LED e a instalação de novos parquinhos infantis em madeira plástica.  As estruturas móveis montadas nas regiões administrativas ofereceram atendimento direto à população durante uma semana inteira, com serviços essenciais como vacinação, emissão de documentos, consultas odontológicas, atualização de cadastros sociais e castração gratuita de animais de estimação. Regiões administrativas que receberam o GDF na Sua Porta durante o período Recanto das Emas: 15 ordens de serviço e R$ 47 milhões Estrutural: 19 ordens de serviço e R$ 25 milhões Sobradinho e Sobradinho II: 35 ordens de serviço e R$ 25 milhões Sol Nascente/Pôr do Sol: 19 ordens de serviço e R$ 12,5 milhões Taguatinga: 17 ordens de serviço e R$ 35 milhões Guará: 20 ordens de serviço e R$ 19,5 milhões Santa Maria: 18 ordens de serviço e R$ 20 milhões Brazlândia: 16 ordens de serviço e R$ 18 milhões Gama e Ponte Alta: 27 ordens de serviço e R$ 17 milhões Arniqueira: 15 ordens de serviço e R$ 31 milhões Núcleo Bandeirante: 18 ordens de serviço e R$ 16 milhões Riacho Fundo: 20 ordens de serviço e R$ 16,5 milhões O programa Criado em março deste ano, como primeiro ato oficial da governadora Celina Leão, o GDF na Sua Porta leva gabinetes móveis e serviços públicos às regiões administrativas. O programa ouve os moradores, identifica prioridades locais e articula a atuação de órgãos e entidades para atender às demandas apresentadas. No total, o programa já esteve em 21 regiões administrativas, também tendo passado por Itapoã, Paranoá, Riacho Fundo II, Samambaia, 26 de Setembro, Ceilândia, Planaltina, Plano Piloto e São Sebastião.

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Saneamento integrado na Estrutural oferece mais qualidade de vida à população de Santa Luzia

Mais de 20 mil pessoas são beneficiadas com a construção do sistema de saneamento integrado de Santa Luzia, na Estrutural. As obras estão em andamento desde novembro do ano passado, quando o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço, e contam com investimento de R$ 100 milhões. O objetivo é oferecer água limpa, coleta e tratamento de esgoto, além de estruturas de captação e escoamento de águas pluviais, para uma das comunidades mais vulneráveis do Distrito Federal. “Esse aqui foi um dos primeiros lugares que visitei na campanha de 2018, e eu vi a situação de extrema pobreza que essas pessoas viviam. E, todas as vezes que a gente conversava, a solução que se dava para cá era remover e derrubar tudo, mas eu nunca acreditei nisso. Fiz o meu compromisso com essa população e conseguimos encontrar uma saída ambiental, graças ao trabalho que foi feito por todas as equipes do nosso governo”, apontou Ibaneis Rocha na data da assinatura. A comunidade de Santa Luzia, na Estrutural, já recebeu mais de R$ 100 milhões em obras do sistema de saneamento integrado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O chefe do Executivo ressaltou que a prioridade do governo é garantir moradia digna e acesso a serviços essenciais à população. “Batalhamos muito para conseguir o financiamento para que esse recurso, que será pago integralmente pelos cofres da Caesb [Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal], chegasse às famílias de Santa Luzia”, acrescentou. A comunidade está em processo de regularização e é considerada uma Área de Relevante Interesse Social (Aris), localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília. O valor do sistema de saneamento básico foi financiado junto a um banco privado, aprovado pelo PAC Financiamentos, e será pago pela Caesb, responsável também por fiscalizar a empresa contratada. “A comunidade de Santa Luzia está recebendo agora dignidade e cidadania. Ter água de qualidade e esgoto tratado é um direito da população, e nós estamos muito felizes em contribuir para mudar essa realidade”, observa o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. “O governador Ibaneis Rocha nos deu a missão de melhorar a vida dos moradores de Santa Luzia, e a Caesb assumiu esse compromisso. Com esse investimento de R$ 100 milhões, estamos fazendo também pavimentação e drenagem. Foi um projeto muito complexo, que exigiu muito planejamento, muitos estudos e que agora está se tornando realidade.” Obras na porta de casa Os serviços começaram pela Rua 64, considerada modelo para o projeto. Já foram executados 160 metros de pavimentação em bloquetes, 313 metros quadrados de calçadas, 56 ligações com hidrômetros e 59 metros de rede de drenagem. Paralelamente, ocorrem ações sociais de mobilização, com visitas aos domicílios, entrega de informativos sobre o Cartão Material de Construção, mapeamento de lideranças e alinhamento com a Administração Regional da Estrutural e a Codhab. [LEIA_TAMBEM]Uma das moradoras da Rua 64, a dona de casa Jailene Lima Xavier, de 36 anos, descreve o antes e depois do trecho, que agora conta com pavimentação em bloquetes, postes de energia e abastecimento de água. “Era bem defasado, muita lama, esgoto a céu aberto, muito lixo. Agora melhorou 100%. As ruas estão melhores e isso dá um conforto para a gente. Os filhos podem até brincar na rua”, comenta. Mãe de cinco crianças, Jailene observa que a chegada da infraestrutura representa dignidade. “Temos comprovantes agora. Na escola dos meninos, era sempre estranho quando nos perguntavam sobre o endereço, porque não tínhamos. Até para o ônibus escolar era difícil”, relata ela, que foi beneficiada com o Cartão Material de Construção. O benefício garante R$ 15 mil a famílias em situação de vulnerabilidade social para aquisição de insumos para reforma ou reconstrução das casas. “Já comprei meus tijolos, as telhas, vou arrumar o banheiro, a cozinha e o teto, e a casa vai ficar mais digna para as crianças”. O administrador regional da Estrutural, Alceu Prestes de Mattos, ressalta que o sistema vai solucionar problemas antigos de modo definitivo. “Não tínhamos água, esgoto, rede pluvial, calçamento nem iluminação. Agora, de forma definitiva, toda a infraestrutura será colocada”, explica. “As casas receberam padrões de energia, para acabar com os chamados ‘gatos’. É um pacote de obras que ocorre ao mesmo tempo para atender a cidade inteira e resolver uma demanda histórica da comunidade, dando dignidade às pessoas que mais precisam”. A dona de casa Jailene Lima Xavier foi beneficiada com o Cartão Material de Construção: "Já comprei meus tijolos, as telhas, vou arrumar o banheiro, a cozinha e o teto, e a casa vai ficar mais digna para as crianças" Serviços O saneamento integrado exige água, esgoto, drenagem e pavimentação executados de forma conjunta. Estão sendo instalados 27 km de rede de abastecimento de água e um booster — equipamento que aumenta a pressão na rede — para atender todo o assentamento, com 70 hectares de extensão. A rede de esgoto terá 11 km e duas estações elevatórias, que encaminharão os resíduos à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Norte, no Plano Piloto. Também serão construídos 10 km de galerias de águas pluviais e quatro bacias de detenção, além de 35 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica e 15,5 mil metros quadrados de pavimento intertravado. Todas as etapas são acompanhadas por ações sociais e de educação sanitária e ambiental, com a participação de diversos órgãos do GDF. Os moradores também serão atendidos pelo programa Água Legal, criado em 2019 para levar água potável a comunidades em áreas de regularização de interesse social. A construção da rede elétrica na comunidade de Santa Luzia começou em outubro do ano passado, com investimento de R$ 9 milhões | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Energia Em outubro do ano passado, a Neoenergia Brasília iniciou a construção da rede elétrica que vai regularizar o fornecimento de energia na comunidade. Com investimento de R$ 9 milhões, a iniciativa prevê a instalação de 683 postes e 30 km de rede elétrica, sendo 10 km de média tensão e 20 km de baixa tensão. A medida contempla 4.618 famílias e segue critérios técnicos e legais rigorosos, com análises detalhadas das áreas e participação de diversos órgãos públicos, garantindo a viabilidade das obras e o respeito à legislação vigente. A ação faz parte do programa Energia Cidadã, vinculado ao comitê do Energia Legal, desenvolvido em parceria com o GDF, e reforça o compromisso com a ampliação do acesso à energia de forma segura, regular e sustentável. Mais de 37 mil famílias foram regularizadas nos últimos três anos, equivalente a 140 mil pessoas. Em 2025, o número de beneficiados chegou a 11 mil famílias em dez regiões do DF.

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Com R$ 200 milhões investidos, GDF inaugura novo sistema que levará água tratada para mais de 500 mil brasilienses

O governador Ibaneis Rocha inaugurou, nesta quarta-feira (27), um conjunto de obras hídricas que vão reforçar o abastecimento de água tratada e beneficiar mais de 500 mil moradores da região Norte do Distrito Federal. O investimento total é de R$ 200 milhões e os serviços foram executados pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).  Entre as ações que entram em funcionamento estão a interligação do Setor Habitacional Nova Colina, em Sobradinho, à rede principal de abastecimento; a nova Adutora Corumbá–Jardim Botânico; e o conjunto formado pela Elevatória Lago Norte e a Adutora Taquari. O governador Ibaneis Rocha lembrou que as obras começaram há alguns anos, quando foi feita a ligação do sistema Corumbá em parceria com o Governo de Goiás — um trabalho necessário para dar andamento à integração de todos os sistemas de água do Distrito Federal. As obras hídricas que vão reforçar o abastecimento de água tratada beneficiarão mais de 500 mil moradores da região Norte do Distrito Federal | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “As três obras somam R$ 200 milhões, mas o investimento total que estamos realizando em água e saneamento é de R$ 4 bilhões, beneficiando toda a população. Por isso, o DF se tornou referência nacional em saneamento e água de qualidade, algo que nos enche de orgulho. Não podemos esquecer que Brasília é diversa, com áreas como São Sebastião e Sol Nascente, e temos que cuidar de toda a população. Muitas dessas obras têm impacto social direto, embora nem sempre sejam visíveis”, destacou Ibaneis Rocha. “Confiamos que este trabalho mereça continuidade, garantindo que Brasília não viva mais os períodos de miséria hídrica como nos governos anteriores. Isso depende de todos nós e do reconhecimento da população”, concluiu o chefe do Executivo.   Ainda de acordo com Ibaneis Rocha, os projetos da Caesb são de longo prazo. "Com mais essas entregas, garantimos que, pelo menos pelos próximos 50 anos, não teremos problemas de água no DF. São obras que levam de 4 a 5 anos para serem concluídas, e fazem parte de um projeto de governo para o futuro, não apenas para um mandato", finalizou.  Já o presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, detalhou o percurso e como a água chegará nas regiões atendidas pelas obras. “O sistema inaugurado conta com uma elevatória que leva água a 200 metros de altura, chegando ao Balão do Colorado com 700 litros por segundo, beneficiando cerca de 350 mil pessoas na região norte do DF. A estrutura está em operação, garantindo água na torneira da população atendida. O sistema Corumbá/Jardim Botânico também entrega 700 litros por segundo, substituindo o abastecimento anterior feito por Santa Maria e poços em São Sebastião. Além disso, a conexão do reservatório do Mangueiral ao reservatório de São Sebastião ajuda a mitigar problemas de seca, cumprindo a determinação do governador de atender 100% da população com água de qualidade”, detalhou o presidente da Caesb. O investimento total é de R$ 200 milhões e os serviços foram executados pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) Esses investimentos chancelam os bons índices da capital quando o assunto é segurança hídrica. Isso porque o DF alcançou quase a universalização do saneamento básico, com 99% de atendimento de água e 95% de esgoto, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD). Desde 2019, a Caesb investiu R$ 1 bilhão em expansão e modernização dos sistemas de água e esgoto, eficiência energética e projetos tecnológicos, e projeta destinar mais R$ 3,7 bilhões até 2029 para acompanhar o crescimento populacional e a expansão urbana do DF.  Presente no evento, a vice-governadora Celina Leão reforçou que a segurança hídrica é um pilar fundamental para o desenvolvimento e a qualidade de vida da população. “A água é mais do que um recurso, é vida. Essas entregas celebram um avanço histórico, protegendo nossas famílias no presente e garantindo que as próximas gerações tenham acesso a um direito básico. É um investimento no nosso futuro, na nossa saúde e na sustentabilidade da nossa cidade”, disse Celina Leão. Lago Norte e Adutora Taquari As estruturas integram o Sistema de Abastecimento de Água Norte e receberam cerca de R$ 97 milhões, com recursos do GDF e do Banco do Brasil. Juntas, vão garantir fornecimento estável e de qualidade para 355 mil moradores de Sobradinho I e II, Grande Colorado, Lago Norte, Boa Vista, Taquari e Itapoã. A elevatória possui dois reservatórios metálicos de 2 mil metros cúbicos, quatro bombas de alta potência e subestação elétrica própria. A Adutora Taquari, com 10,6 quilômetros de extensão, utiliza tubulações de grande diâmetro e conta com torre de equilíbrio de 40 metros, que protege contra variações de pressão. O sistema capta água no Lago Paranoá, trata na ETA Lago Norte e distribui para os reservatórios da região. "As três obras somam R$ 200 milhões, mas o investimento total que estamos realizando em água e saneamento é de R$ 4 bilhões, beneficiando toda a população. Por isso, o DF se tornou referência nacional em saneamento e água de qualidade, algo que nos enche de orgulho" Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal Nova Colina A interligação do Setor Habitacional Nova Colina à rede principal de água vai beneficiar 28 mil pessoas em 17 condomínios, incluindo o assentamento Dorothy Stang, Nova Petrópolis e áreas de Planaltina. A obra teve investimento de R$ 10,6 milhões, com recursos próprios da companhia, e envolveu a implantação de 44 quilômetros de redes. Sistema Corumbá e Adutora Jardim Botânico A nova Adutora Corumbá–Jardim Botânico teve investimento de R$ 100 milhões, financiado com recursos próprios da Caesb, e vai atender cerca de 150 mil moradores de São Sebastião, Jardim Botânico, Jardins Mangueiral, Tororó e regiões próximas. Com 25,5 quilômetros de extensão, a adutora integra o Sistema Corumbá — responsável pela captação no reservatório Corumbá IV — e amplia a distribuição de água tratada em áreas de alta demanda. A estrutura percorre as rodovias BR-251 e DF-001, conectando o reservatório do Gama aos sistemas de distribuição do Lago Sul e Jardins Mangueiral. Além de reforçar o abastecimento atual, a obra contribui para desafogar o Sistema Torto/Santa Maria, responsável por 11% do fornecimento do DF, e atender os futuros moradores do loteamento Aldeias do Cerrado. Mais investimentos  O GDF, por meio da Caesb, têm ampliado programas estratégicos para garantir abastecimento de qualidade. A tarifa social atende 270 mil pessoas com desconto de 50% na conta de água e esgoto, beneficiando famílias de baixa renda, com deficiência ou idosos. O Programa Água Legal, por sua vez, regularizou quase 10 mil unidades e vai atender mais de 14 mil pessoas em novas localidades.  Entre as demais obras em andamento está a adutora da EPTG, que conecta os sistemas de Santa Maria e Torto/Descoberto e assegura até mil litros por segundo. Além disso, um financiamento de R$ 100 milhões permitirá a modernização da medição de consumo e a substituição de mais de 550 mil hidrômetros, promovendo economia de água e maior eficiência no serviço. De investimentos previstos, o bairro Santa Luzia, na Estrutural, é o próximo a receber as obras de infraestrutura da Caesb. Para atender a demanda histórica da região, o investimento será de R$ 80 milhões. A expectativa é que seja lançada nos próximos dias a licitação para contratar a empresa responsável pelas obras.  “O Santa Luzia, ali na região da Estrutural, era um lugar em que se falava em remover as pessoas e derrubar. Mas com a gente é diferente. Vamos fazer uma requalificação total e, até o final do ano, todas aquelas famílias terão água encanada na porta. Todo o bairro do Santa Luzia será remodelado para que essas pessoas tenham qualidade de vida na sua rotina diária”, defendeu Ibaneis Rocha.

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Por trás das torneiras: Como o tratamento de esgoto no DF é referência nacional e garante segurança ambiental

Na etapa final da série especial da Agência Brasília sobre saneamento básico, o foco se volta para um trabalho invisível, mas essencial: o esgotamento sanitário no Distrito Federal. Por trás das torneiras que abastecem quase 100% da população com água potável, existe um sistema robusto que coleta e trata cerca de 376 milhões de litros de esgoto todos os dias. Com 7 mil quilômetros de redes coletoras e 15 estações de tratamento de esgoto (ETEs), o DF se destaca no cenário nacional pela eficiência e qualidade do serviço  — 94% da população é atendida pela rede, e 100% do esgoto coletado recebe tratamento antes de ser devolvido à natureza. Referência no país na oferta de água e no tratamento de esgoto, o Distrito Federal é um exemplo de encerramento do ciclo do saneamento: a água é captada nos reservatórios, tratada em unidades específicas e distribuída à população | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo o Instituto Trata Brasil, o DF tem a maior taxa de esgoto tratado entre todas as unidades da Federação, sendo o único com índice acima de 80%, à frente de estados como Roraima, Paraná, São Paulo e Goiás. Entre as cidades, Brasília ocupa a 20ª posição no ranking nacional, com 91,77% da população atendida por rede de esgoto e 86,65% do esgoto coletado passando por tratamento. No abastecimento de água, a cobertura chega a 99% da população, o que coloca a capital entre as nove cidades mais bem avaliadas do país nesse quesito. “Isso significa que Brasília já universalizou o acesso à água e ao esgoto, enquanto outros estados ainda precisam investir muito para alcançar essa meta. Todo o esgoto coletado é tratado, e o nível de tratamento é de ponta — nível três, mais sofisticado do que o praticado em outras regiões”, explica o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis. Para ele, essa iniciativa é necessária porque os córregos da região são pequenos, então o efluente precisa ser muito bem tratado. Por isso, as estações de tratamento são de ponta, monitoradas e visitadas por comitivas da China, Europa e de outros estados brasileiros. A etapa inicial do tratamento de esgoto é responsável pela remoção dos sólidos mais grosseiros, como lixo e areia. Em seguida, o esgoto passa por decantadores primários, onde os sólidos mais pesados são separados O presidente mencionou a Fitabes, uma das maiores feiras de tecnologia em saneamento ambiental da América Latina, que reúne as principais empresas do setor para apresentar inovações em tecnologias, produtos, serviços e equipamentos a um público especializado. Neste ano, a décima terceira edição será realizada na capital federal em maio. "Achamos muito importante este encontro ser em Brasília por ser uma cidade referência em saneamento", complementou Reis. Até 2029, a Caesb prevê investir cerca de R$ 3,2 bilhões na ampliação e aprimoramento dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário do Distrito Federal. Esses investimentos contribuem diretamente para a qualidade de vida da população, pois garante o fornecimento de água sem a necessidade de racionamento, além de assegurar o tratamento adequado do esgoto, com benefícios para o meio ambiente e a saúde pública. Etapas do tratamento A etapa inicial do tratamento de esgoto é responsável pela remoção dos sólidos mais grosseiros, como lixo e areia. Esse tipo de resíduo é resultado do uso indevido do sistema de esgotamento sanitário, já que a população ainda descarta lixo na rede coletora. Em seguida, o esgoto passa por decantadores primários, onde os sólidos mais pesados são separados. Depois, entra na etapa biológica, em que microrganismos removem os contaminantes por meio de processos metabólicos. Na fase seguinte, chamada de tratamento químico ou polimento final, um coagulante é adicionado para agrupar as partículas restantes, que são removidas nas câmaras de flotação. O efluente, agora tratado dentro dos padrões ambientais, é então lançado de volta para a natureza. Nas estações de tratamento de esgoto, todo o processo é monitorado com rigor. São realizadas coletas em diferentes etapas do tratamento, e essas amostras são analisadas nos laboratórios da Caesb Segundo a gerente de Operação da Bacia Paranoá, Camila Gonçalves, cada etapa do tratamento tem um tempo de detenção, ou seja, um período em que o esgoto permanece em determinada fase do processo. “Aqui na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Norte, esse tempo varia conforme a vazão, mas, em média, cada reator opera com um tempo de detenção de cerca de 6 horas. Isso significa que o esgoto que entra agora na estação passará por todas as etapas principais do tratamento e, em poucas horas, já será encaminhado para o tratamento final. Em um mesmo dia, conseguimos observar que o esgoto que entrou já saiu tratado”, explica. A vazão média da ETE Norte é de aproximadamente 600 litros por segundo. Entre as unidades da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), a maior em termos de capacidade é a ETE Melchior, com vazão média de 1.500 litros por segundo, seguida pela ETE Sul, com 1.200 litros por segundo. “É comum a população enxergar as estações de tratamento de esgoto como poluidoras dos corpos d’água, mas, na verdade, elas exercem um papel mitigador da poluição. O esgoto bruto, carregado de contaminantes, resíduos e lixo, é tratado nas estações e devolvido à natureza com excelente qualidade”, diz Camila Gonçalves “Aqui na ETE Norte, como o lançamento do efluente é feito diretamente no Lago Paranoá, há uma exigência muito rígida em relação aos parâmetros de qualidade. Um dos mais críticos é o controle de nutrientes, que, se lançados em excesso, podem causar a eutrofização, um desequilíbrio que afeta as condições ecológicas do lago. Por isso, na década de 1990, a estação passou por uma reforma e ampliação, e hoje opera com um sistema de tratamento terciário avançado, que inclui tratamento químico”, destaca a gerente. Camila explica que esse processo promove a remoção eficiente dos nutrientes e atende aos padrões exigidos pelos órgãos ambientais e pela legislação vigente. Atualmente, essa é uma das tecnologias mais modernas e completas disponíveis. Camila ressalta que a tecnologia utilizada nas estações também é considerada referência. A maioria das unidades opera com tratamento secundário e terciário avançado, o que garante elevada qualidade ao efluente que é devolvido à natureza. Ela explica que o Distrito Federal é um exemplo de encerramento do ciclo do saneamento: a água é captada nos reservatórios, tratada em unidades específicas e distribuída à população. “É comum a população enxergar as estações de tratamento de esgoto como poluidoras dos corpos d’água, mas, na verdade, elas exercem um papel mitigador da poluição. O esgoto bruto, carregado de contaminantes, resíduos e lixo, é tratado nas estações e devolvido à natureza com excelente qualidade”, reforça a gerente de Operação da Bacia Paranoá. [LEIA_TAMBEM]Nas estações de tratamento de esgoto, todo o processo é monitorado com rigor. São realizadas coletas em diferentes etapas do tratamento, e essas amostras são analisadas nos laboratórios da Caesb. Esse monitoramento contínuo permite acompanhar a operação do sistema e garante a qualidade do efluente que será lançado no corpo receptor. Além disso, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) também monitora o impacto dos efluentes tratados lançados nos corpos hídricos. “Mesmo após tratamento, esses efluentes ainda podem carregar matéria orgânica e nutrientes que afetam a qualidade da água dos rios e reservatórios. Monitoramos esses impactos por meio de parâmetros como a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e níveis de fósforo e nitrogênio”, afirma o superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Carneiro. “Com esse sistema de controle e regulação, podemos afirmar que a água distribuída no Distrito Federal é uma referência em qualidade. Mas esse trabalho precisa do compromisso de todos para o uso consciente desse recurso tão precioso”, finaliza Gustavo. Resíduos sólidos retidos Quanto aos resíduos sólidos que ficam retidos durante o processo, eles são recolhidos diariamente. Esses detritos são colocados em baias para secagem e, posteriormente, todo o material é encaminhado para o Aterro Sanitário de Brasília, onde é feita a disposição final adequada. Além disso, há a produção de lodo, que é um resíduo resultante de várias etapas do tratamento. Esse lodo é formado basicamente pela remoção de sólidos e pela massa de bactérias, junto com os nutrientes que precisam ser eliminados do esgoto. Esse material passa por um processo específico de tratamento, incluindo a desidratação, e depois é enviado para a unidade de gerenciamento de lodo da Caesb. Nessa unidade, o lodo desidratado é preparado para ser utilizado futuramente como adubo, em um processo complementar que dá uma destinação sustentável ao resíduo gerado durante o tratamento do esgoto.

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Água para todos: Como o saneamento transforma vidas no Distrito Federal

A terceira reportagem da série especial da Agência Brasília sobre saneamento básico revela os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para levar água tratada a todos os cantos da capital. Com foco nas áreas mais vulneráveis, o programa Água Legal, conduzido pela Caesb, tem transformado a realidade de comunidades que antes dependiam de sistemas precários ou ligações irregulares. Desde 2019, o programa já beneficiou cerca de 28 mil pessoas, com mais de 8,4 mil unidades regularizadas em 88 comunidades, graças a um investimento de R$ 9,5 milhões. "Agora está maravilhoso. A água é boa, dá gosto de beber, a comida fica gostosa", comemora Marizete da Silva, moradora da Estrutural | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para garantir que o DF continue avançando no saneamento, a Caesb destinará R$ 3,2 bilhões, entre 2025 e 2029, a trabalhos de modernização e expansão do sistema para levar água e esgoto a mais moradores. O projeto, que constrói redes de abastecimento em comunidades carentes e atendeu locais como a Fazendinha, no Sol Nascente, e o Dorothy Stang, em Planaltina, já recebeu, até o momento, R$ 8,5 milhões, beneficiando mais de 24 mil pessoas. Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, com a orientação do governador Ibaneis Rocha, a companhia avançou na regularização de diversas comunidades. “Desde o início do governo, já beneficiamos 88 locais, e o nosso compromisso é garantir que mais famílias possam viver com dignidade e acesso a serviços essenciais”, afirma. O líder comunitário Rafael Braz diz que os moradores da região comemoraram quando os maquinários chegaram para resolver o abastecimento de água: "As pessoas ficaram muito felizes, porque nunca imaginaram que essa realidade chegaria" Recentemente, a Estrutural teve acesso à água potável da rede da Caesb. Moradora da região, Marizete da Silva trabalha com reciclagem e mora sozinha. Antes do programa Água Legal, a água que chegava à casa dela era de má qualidade. “A água vinha suja, com gosto de ferrugem, parecia barrenta. Meus netos, que sempre vinham aqui, passavam mal, sentiam dor de barriga, e eu também. Era ruim até para cozinhar. A gente tinha que ferver tudo, era muito triste”, relatou.  Hoje, com a chegada da água potável, a realidade mudou: “Graças a Deus, agora está maravilhoso. A água é boa, dá gosto de beber, a comida fica gostosa. Melhorou muito, não tenho o que reclamar”. Ela contou que começou a receber água tratada há cerca de oito meses e que a qualidade de vida melhorou significativamente desde então. "A chegada da água tratada e da rede de esgoto foi essencial para a comunidade", destaca o eletricista Renato Magalhães, morador da Estrutural Segundo o administrador regional da Estrutural, Alceu Mattos, a Quadra 12 da cidade, por exemplo, estava há 27 anos sem fornecimento regular de água. “Até então, o que existia eram os chamados 'gatos', ligações clandestinas, muitas vezes com água de procedência duvidosa. Agora, essas pessoas estão recebendo a mesma água que chega no Lago Sul, Asa Norte, Asa Sul, Taguatinga, etc.”, enumerou. “Foi quando os maquinários começaram a aparecer aqui no centro. As pessoas ficaram muito felizes, porque nunca imaginaram que essa realidade chegaria. A água era de péssima qualidade, muita gente adoecia”, lembrou o líder comunitário da região, Rafael Braz. Para ele, essa transformação foi muito rápida, pois em poucos meses as quadras já estavam sendo atendidas com água potável. Para o eletricista Renato Magalhães, morador da Estrutural há dez anos, a chegada da rede de esgoto transformou a qualidade de vida na região. “Antes, usávamos fossas, e muitas vezes o esgoto transbordava. Não tínhamos como pagar caminhões para fazer a limpeza, então ele acabava correndo a céu aberto, o que era um risco para a saúde, principalmente das crianças”, explica. Segundo ele, a regulamentação da água também trouxe melhorias importantes: “Tínhamos muitos problemas com queda de pressão nas torneiras, principalmente nos horários de pico. Às seis da tarde, por exemplo, era difícil tomar banho. Agora isso foi resolvido, e a população tem a quem recorrer em caso de problemas. A chegada da água tratada e da rede de esgoto foi essencial para a comunidade”. Atualmente, a Caesb está com obras em andamento em diversas regiões do Distrito Federal. No Gama, os serviços estão sendo executados no Residencial Paraíso. No Sol Nascente, as intervenções ocorrem na Horta Comunitária da CH 21, Condomínio Buritis CH 02, Casa Branca CH 141, CH 123C, CH 75 e CH 51A. No Paranoá, a obra está na Capoeira do Bálsamo. No Recanto das Emas, a atuação ocorre no Núcleo Rural Monjolo, e em Sobradinho, nos condomínios Petrópolis e Novo Setor de Mansões. Com a conclusão dessas obras, mais 5 mil unidades estarão regularizadas. As próximas comunidades que serão atendidas pelo programa Água Legal até junho deste anosão: no Sol Nascente, o Condomínio Gênesis, Quadra 300, Quadra 601, CH 07A e CH 84; no Pôr do Sol, CH 76, CH 83, Q 201 CH 102 e Quadra 109; e, em Sobradinho, o Condomínio Lara e o Condomínio Bela Vista Serrana. Bairro Santa Luzia O administrador regional da Estrutural, Alceu Mattos, diz que a Quadra 12 estava há 27 anos sem fornecimento regular de água pela Caesb. “Agora, essas pessoas estão recebendo a mesma água que chega no Lago Sul, Asa Norte, Asa Sul, Taguatinga etc.” A Caesb está à frente também do projeto de saneamento integrado do Bairro Santa Luzia, na Estrutural, que terá infraestrutura de rede de água, esgoto e energia elétrica e sistemas de drenagem e de coleta de lixo. Serão investidos R$ 85 milhões, com a aprovação no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Seleção), para beneficiar cerca de 20 mil pessoas. A licitação das obras será no primeiro semestre deste ano. O administrador regional da Estrutural,  Alceu Mattos, pontuou que Santa Luzia é um bairro com quase 20 anos de existência e, até hoje, sem infraestrutura básica: não tem água encanada, esgoto, rede pluvial, pavimentação ou iluminação pública. “Dentro do projeto do governador Ibaneis Rocha, que busca levar saneamento para todo o Distrito Federal, Santa Luzia foi contemplada. A Caesb vai implementar rede de água, esgoto, drenagem, calçamento e iluminação. A expectativa é que as obras sejam licitadas agora em abril ou maio, e a população finalmente terá acesso a esses serviços essenciais”, ressaltou. [LEIA_TAMBEM]Além disso, este GDF vai investir R$ 274 milhões para levar saneamento ao bairro Santa Luzia e ampliar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas. Somente em Santa Luzia serão aplicados R$ 80 milhões, beneficiando cerca de 20 mil pessoas. Para o projeto de modernização e ampliação da ETE do Recanto das Emas, que atende também ao Riacho Fundo II, serão investidos R$ 194 milhões, sendo R$ 184 milhões provenientes do financiamento do Novo PAC, e R$ 10 milhões de recursos próprios da Caesb. A expectativa é de que a medida beneficie diretamente os 280 mil moradores que residem nas regiões administrativas. O projeto vai duplicar a capacidade operacional da ETE, com a reforma na estrutura da estação e novas instalações e equipamentos, como tanques, decantadores secundários e sistema de beneficiamento de lodo. Além disso, vai melhorar a qualidade da água do Ribeirão Monjolo. Adesão ao Programa Para aderir ao programa, os moradores devem apresentar documentos pessoais (RG e CPF) e preencher o Termo de Solicitação de Serviços (TSS), que funciona como contrato com a Caesb. O morador pode financiar a taxa de primeira de ligação em oito parcelas sem juros, na conta de água. Quem participa do programa paga pela água que consome, mas a tarifa é reduzida para os que estão inscritos nos programas sociais do GDF.

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Da nascente ao copo: Como o DF garante água de qualidade desde a captação até as casas

A segunda parte do especial da Agência Brasília que explora como é feito o saneamento básico no Distrito Federal detalha o processo rigoroso de monitoramento e controle da qualidade da água realizado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), tudo para que o abastecimento potável chegue às casas dos brasilienses. Com o processo de tratamento, a água chega ao consumidor com baixíssima turbidez, sem cor, sem gosto e sem cheiro, dentro de todos os parâmetros de potabilidade | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O Distrito Federal é referência em saneamento básico do país, com 99% das residências abastecidas com água de boa qualidade para consumo. Esse índice é o mais próximo da meta do novo Marco Legal do Saneamento Básico, lei federal que prevê que 99% da população deve ser coberta com abastecimento de água até 2033. Antes de a água chegar à sua torneira, a Caesb monitora a qualidade em todas as etapas: desde a captação da água bruta, passando pelo tratamento, até a distribuição, quando ela chega às casas das pessoas. Esses procedimentos asseguram que a água distribuída atenda aos mais altos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A gerente do Laboratório Central da Caesb, Alessandra Momesso, explica que o laboratório monitora a água bruta, antes de ser tratada, para verificar se está em condições de ser tratada com eficiência; a água tratada na rede de distribuição, para garantir que chegue com qualidade até o cliente final; e os efluentes, tanto na entrada das estações de tratamento de esgoto (ETE) quanto na saída, quando são devolvidos aos corpos-d’água. “A gente monitora desde parâmetros básicos, como pH, cor, turbidez e cloro residual, os mais visíveis e perceptíveis pela população, mas também fazemos análises microbiológicas, para garantir que a água esteja livre de microrganismos patogênicos”, explica Alessandra. Além disso, também é feita análise mais complexa, como cromatografia, para detectar agrotóxicos e o monitoramento de metais pesados, como alumínio, chumbo, zinco e cobre. “Essas análises são feitas tanto na água bruta quanto na tratada, seguindo o que determina a portaria do Ministério da Saúde, que exige esse tipo de monitoramento semestralmente”. Por conta do cuidado e do processo de tratamento, a água chega ao consumidor com baixíssima turbidez, sem cor, sem gosto e sem cheiro. Além disso, essa água tratada não contém contaminantes como agrotóxicos ou metais pesados e está dentro de todos os parâmetros de potabilidade. O biólogo Bruno Batista, que coordena o Laboratório de Análises Biológicas e Limnológicas da Caesb, ressalta que o local possui reconhecimento em nível internacional e que os processos de análise são avaliados periodicamente pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (CGCRE-Inmetro). Além disso, os resultados das análises são submetidos aos órgãos de controle e fiscalização, como a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e o Instituto Brasília Ambiental. A água do Lago Paranoá é monitorada semanalmente por meio da coleta de amostras em 10 pontos | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Ao todo, o Distrito Federal possui 12 estações de tratamento de água (ETAs), com capacidades variadas. “O tempo que leva da captação até a distribuição depende muito da distância entre o manancial e a ETA. Por exemplo, se a captação fica a 400 metros da estação, o processo é mais rápido. Mas há casos, como Santa Maria ou Ribeirão Pipiripau, onde a distância entre a captação e a ETA é mais longa. Nesses casos, o transporte da água até o início do tratamento leva mais tempo”, explica a coordenadora do Sistema de Produção de Água da Caesb, Cláudia Simões. [LEIA_TAMBEM]Segundo ela, esse controle é feito com base na população atendida. Por exemplo, na ETA de Brazlândia, que atende 62 mil pessoas, há um número específico de pontos de coleta que precisam ser monitorados regularmente. Para isso, o Laboratório Central verifica parâmetros como orgânicos, agrotóxicos e outros que não são detectados na estação, para garantir que a qualidade da água continue adequada até a casa do consumidor. O laboratório também atua como auditor das ETAs: faz análises na saída do tratamento e na rede com o intuito de conferir se tudo está de acordo. No último ano, 99,47% dos resultados atenderam aos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A Caesb realizou 35.429 ensaios de água distribuída em 2024. Entre eles, foram coletadas, em média, 590 amostras por mês em 400 pontos dos sistemas de distribuição, com cerca de 3 mil análises por mês no total. De 2019 a 2024, a Caesb investiu R$ 1 bilhão na ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Para 2025, a companhia pretende intensificar ainda mais esses aportes, dentro de um plano que prevê investimentos de R$ 3,2 bilhões em obras até 2029. As melhorias se concentram em três frentes principais: redução de perdas de água, setorização do fornecimento de água e conversão de gás metano em energia. Programa de balneabilidade do Lago Paranoá “Além do monitoramento semanal, uma vez por mês, fazemos uma coleta completa de barco, passando por 30 pontos diferentes do lago”, diz a gerente do Laboratório Central da Caesb, Alessandra Momesso | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A água do Lago Paranoá é monitorada o ano todo. Esse trabalho é feito pelos técnicos do Laboratório Central da Caesb, que, toda semana, coletam amostras de água recolhidas em dez pontos de pesquisa, distribuídos em torno dos 48 quilômetros quadrados abrangidos pelo lago. Dois tipos de testes são feitos: um para medir o pH (grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água) e outro para aferir a quantidade de coliformes fecais (bactéria Escherichia coli) e de algas. O controle segue os critérios definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece as condições para que uma água seja considerada própria para banho. Os resultados são divulgados em mapas no site da Caesb, indicando os pontos balneáveis da semana. A população pode consultar antes de usar o lago para atividades recreativas. “Além do monitoramento semanal, uma vez por mês, fazemos uma coleta completa de barco, passando por 30 pontos diferentes do lago. Esse estudo é parte do monitoramento limnológico, que avalia o nível de trofia do lago, ou seja, a tendência a desenvolver vegetações aquáticas como algas e macrófitas”, explica Alessandra Momesso. Segundo ela, é importante monitorar a entrada de nutrientes, especialmente o fósforo, pois o excesso pode causar proliferação de plantas e prejudicar o ecossistema, e quando é identificado o aumento desses níveis, adotam ações de controle, como remoção de macrófitas com embarcações especiais. Alerta à população Se for detectado algum problema grave de contaminação, a Caesb age imediatamente junto à área de comunicação, para informar a população por meio de avisos públicos. Há também atenção redobrada com áreas próximas às estações de esgoto, onde ainda pode haver zonas de mistura. Por isso, não é recomendado o banho próximo a essas áreas, mesmo que o esgoto tratado esteja dentro dos padrões legais.

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Governador Ibaneis Rocha exalta investimentos em saneamento no DF: ‘Temos resultados à prova’

Vicente Pires em um passado recente, Sol Nascente no presente e o bairro Santa Luzia num futuro próximo são exemplos de como o investimento em saneamento básico é capaz de transformar a realidade de cidades e pessoas e garantir qualidade de vida para a população. O governador Ibaneis Rocha citou as duas regiões administrativas e o bairro localizado na Estrutural para apresentar resultados e projeções de investimentos no Distrito Federal, na ordem de R$ 3,2 bilhões, durante a abertura do 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) e da Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes), no Ulysses Centro de Convenções, nesta segunda-feira (26). O governador Ibaneis Rocha destacou os investimentos que fazem do DF uma referência no país em saneamento, durante a abertura do 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA) e da Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes) | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Os dois eventos, que ocorrem simultaneamente a cada dois anos, são considerados os maiores e mais importantes do setor no Brasil e na América do Sul. Na ocasião, o chefe do Executivo destacou os avanços no Distrito Federal com relação ao saneamento na capital.  “Vamos investir, tanto na captação de água quanto na questão de saneamento, em torno de R$ 3,2 bilhões até 2029, isso vai nos permitir garantir água de qualidade pelos próximos 50 anos. Hoje, temos um sistema onde 99% da população é atendida com água potável e 96% conta com coleta de resíduos, o que coloca o DF em um ponto de grande vantagem em relação às outras unidades da federação. Esse é um dos exemplos que temos e que deve motivar os governos federal, estadual e municipal a seguirem também”, afirmou Ibaneis Rocha.    Com o tema “Saneamento para quem não tem - inovar para Universalizar!”, a programação do evento vai até a próxima quarta-feira (28), com previsão de reunir aproximadamente 15 mil pessoas. Está prevista a presença de autoridades, profissionais do ramo, representantes do poder público, pesquisadores e acadêmicos, além da indústria e setor privado.  Destaque nacional O DF é referência no país em saneamento básico, com uma das melhores redes de abastecimento, tratamento e distribuição de água do Brasil, segundo avaliações de institutos especializados. Desde o início da gestão do governador Ibaneis Rocha, em 2019, já foram feitos investimentos de R$ 1,5 bilhão em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A meta da Caesb é ampliar a capacidade de atendimento diante do crescimento populacional e da expansão urbana, com previsão de investir mais de R$ 3,2 bilhões até 2029. “Brasília é referência no saneamento ambiental", destacou o presidente da Abes, Marcel Costa Sanches  De acordo com o governador Ibaneis Rocha, o acesso ao saneamento básico reflete também na promoção à saúde pública e à qualidade de vida. “A gente vê que na maioria dos locais onde não há uma condição adequada, a população, principalmente a de baixa renda, tem doenças totalmente evitáveis. Essa consciência precisa ser levada a todos os cantos e é necessário que se cobrem das autoridades investimentos sérios nesta área”, acrescentou o chefe do Executivo.  O evento, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), conta com patrocínio do GDF, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), de aproximadamente R$ 3 milhões. O objetivo é discutir sobre os desafios e soluções para o saneamento e a sustentabilidade ambiental no Brasil, abordando temas fundamentais como manejo de resíduos sólidos, drenagem urbana, eficiência energética e mudanças climáticas. Marco Legal A Caesb se destaca no contexto nacional em relação ao Marco Legal do Saneamento, pois o Distrito Federal pode ser considerado um ente da federação que já universalizou os serviços de água e esgoto ao atender 99% da população com água potável e 95% de esgoto coletado, sendo que 100% do esgoto coletado é tratado, conforme dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios. As metas legais do Marco Legal preveem 99% de cobertura de água potável até 2033 e 90% de cobertura de esgoto tratado no mesmo prazo. De acordo com o presidente da Abes, Marcel Costa Sanches, o Distrito Federal é um exemplo a ser seguido por outras unidades da federação: “Brasília é referência no saneamento ambiental. Existe já praticamente toda a população atendida por abastecimento de água de qualidade, esgotamento coletado e tratado e há uma condição envolvendo a drenagem urbana e no campo dos resíduos sólidos. Então, esses quatro componentes é que trazem esse selo de excelência para a capital federal.”  Santa Luzia  O trabalho que o Governo do Distrito Federal vai executar no bairro Santa Luzia, na Estrutural, já foi concluído em regiões como Vicente Pires e está em andamento, com previsão de finalizar até final deste ano, no Sol Nascente/Pôr do Sol.   A demanda histórica no bairro Santa Luzia, na Estrutural, será atendida com aporte da ordem de R$ 80 milhões por parte do GDF. O valor foi financiado junto a um banco privado, por meio do programa PAC Financiamentos, do governo federal, e será pago pela Caesb. [LEIA_TAMBEM]“Todos os governantes que me antecederam só tinham como como solução tirar as pessoas de lá e levar para outros locais por ser uma área de bastante dificuldade, mas nós assumimos o compromisso de melhorar a vida daquela população, juntamos os órgãos do Distrito Federal com a competência do Ministério da Cidades e conseguimos a autorização para esse financiamento“, complementou Ibaneis Rocha.  O projeto de saneamento para a comunidade prevê a instalação de uma rede de abastecimento de água com 46,5 mil metros, abrangendo os 89 hectares de extensão da área ocupada pelo assentamento. A rede de esgoto terá 35 mil metros e duas estações elevatórias, que vão encaminhar os resíduos para a Estação de Tratamento de Esgoto Norte, em Brasília. Serão implantados 5 mil metros de galerias de águas pluviais, além de bacias de absorção, pavimentação asfáltica e intertravada nas vias do bairro. Todas as etapas de execução do projeto serão acompanhadas por ações sociais e de educação sanitária e ambiental, com a participação de diversos órgãos do Governo do DF (GDF). “Eu acredito nesse projeto e será muito bem tocado. No momento estamos preparando a licitação para que as obras comecem o mais rápido possível. E fica o convite para outros estados interessados a irem até a nossa empresa para conhecer todas as nossas soluções integradas para a melhoria da vida das populações mais carentes”, concluiu o governador.  De acordo com o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, o projeto será executado em parceria com a população. “Seguiremos o conceito de saneamento integrado, vamos fazer tudo isso junto da comunidade. Ao mesmo tempo em que vamos nos aproximar da população, ela também vai participar e fazer junto de nós. Para isso, vamos trazer uma série de cursos para ambientar as famílias para receber essa nova realidade”, defendeu.

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GDF amplia instalação de fossas sépticas biodigestoras em áreas rurais

O Governo do Distrito Federal, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), instalará mais 67 fossas sépticas biodigestoras em propriedades rurais de Sobradinho.  A ação integra o programa de saneamento básico da Emater-DF voltado para áreas rurais onde não há rede pública de esgoto, e será executada com investimento de R$ 650 mil, provenientes de convênio firmado entre Emater-DF e Adasa. A contratação da empresa responsável pela instalação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (30). “A instalação dessas fossas biodigestoras representa muito mais do que uma obra de infraestrutura. É um investimento direto na saúde das famílias rurais e na qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor. Garantir saneamento no campo é promover dignidade, cidadania e desenvolvimento sustentável para o Distrito Federal”, ressaltou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. A instalação das fossas biodigestoras atua diretamente na saúde da população | Foto: Divulgação/Emater-DF Essa é a terceira contratação dentro da ata geral que permite aquisições escalonadas, conforme a liberação de recursos. A ação está alinhada ao Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), que determina a universalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário no Brasil até 2033, com atendimento de, no mínimo, 99% da população. “Esse trabalho conjunto com a Emater-DF é uma demonstração concreta de como a união de esforços entre instituições públicas pode gerar impactos reais na vida das pessoas. Com essa parceria, investimos em saneamento básico na área rural, o que se reverte em qualidade de vida, saúde e na preservação dos recursos hídricos”, afirmou o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro. Saneamento e saúde Para a extensionista rural da Emater-DF e responsável pela empresa na execução do programa de saneamento, Luciana da Silva, os impactos da iniciativa são profundos e vão muito além da estrutura instalada.  “A instalação dos sistemas representa saúde pública e segurança alimentar. Hoje, com o marco do saneamento e o esforço de várias instituições, estamos conseguindo avançar neste desafio que é levar saneamento rural para as famílias do campo”, afirma. Como funciona a tecnologia O sistema biodigestor trata os resíduos orgânicos de forma segura e sustentável  [LEIA_TAMBEM]O sistema biodigestor é uma solução ecológica e eficiente para o tratamento de esgoto em locais sem acesso à rede pública. O sistema trata os resíduos orgânicos de forma segura, contribuindo para a proteção do meio ambiente e a melhoria das condições sanitárias no campo. Para receber o equipamento, os interessados devem residir em área rural, estar cadastrados na Emater-DF e exercer alguma atividade produtiva. Atualmente, produtores que entregam para os programas de compras governamentais estão entre os prioritários. *Com informações da Emater-DF

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