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Percentual de não comparecimento aos atendimentos agendados nos Cras tem redução de 25% em um ano

O serviço de lembrete e confirmação do agendamento por WhatsApp implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) há cerca de um ano tem gerado melhoria nos serviços e reduzido as faltas nos atendimentos das unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo dados da secretaria, a taxa média de pessoas que não compareceram aos atendimentos foi reduzida de 28%, em 2024, para 21%, em 2025. Sistema de atendimento das unidades do Cras tem sido mais eficiente com a adoção de lembretes de agendamento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília   A mensagem é enviada cinco dias antes do atendimento agendado, para que o cidadão possa se organizar em função do compromisso, com lembretes nos dias seguintes quando não forem respondidas as mensagens. A confirmação serve para que a equipe possa organizar os atendimentos e liberar vagas para quem precisa. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Embora tenha havido a redução, o percentual de 21% ainda representa em torno de 4 mil usuários que deixaram de comparecer aos atendimentos previamente agendados pelo telefone 156 e pelo site da Sedes-DF. As faltas prejudicam outras famílias em vulnerabilidade social porque aumentam o tempo de espera por atendimento. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Quando notamos a quantidade de abstenções, inovamos com ajuda da tecnologia porque sabemos que acontecem imprevistos e esquecimentos na correria do dia a dia das pessoas. A redução é positiva, mas o objetivo é orientar e conscientizar a população para que este índice reduza cada vez mais.” Orientações [LEIA_TAMBEM]Para agendar atendimento em qualquer um dos 32 equipamentos dos Cras no Distrito Federal, é preciso ir ao portal da secretaria ou entrar em contato com o telefone 156, a partir das 8h. O atendimento se dará conforme a disponibilidade de cada unidade. É importante que o usuário confira o número do GDF e o selo de verificação presentes no aplicativo. As mensagens também reforçam os documentos que devem ser levados e em alguns casos podem ocorrer ligações desse mesmo número, caso o atendimento não seja confirmado ou cancelado.   *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Acolhe DF já realizou 500 abordagens a pessoas em situação de rua no Distrito Federal desde julho de 2025

A política pública de cuidado e acolhimento às pessoas em situação de rua no Distrito Federal ganhou novo impulso com a reestruturação do programa Acolhe DF. Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa já realizou 500 abordagens desde julho de 2025, com foco especial em pessoas que enfrentam dependência de álcool e outras drogas. Do total de pessoas atendidas pelas equipes, 190 aceitaram ser encaminhadas para unidades terapêuticas conveniadas e fiscalizadas pelo Governo do Distrito Federal, onde recebem acompanhamento especializado para o tratamento da dependência química e apoio na reconstrução de vínculos sociais. O Acolhe DF oferece atendimento integral para pessoas em situação de rua, levando em conta fatores como dependência química, vulnerabilidade social e rompimento de vínculos familiares | Foto: Divulgação/Sejus-DF A nova fase do programa foi oficializada pelo Decreto nº 47.423, que marcou um novo momento na política do DF voltada ao atendimento da população em situação de rua. A reestruturação fortaleceu a atuação integrada entre diferentes órgãos do governo e ampliou as estratégias de abordagem social, escuta qualificada e encaminhamento para serviços públicos. Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o objetivo do programa é oferecer alternativas reais de cuidado e tratamento, sempre respeitando a dignidade e a autonomia das pessoas atendidas. “A política pública precisa ir além da assistência imediata. O Acolhe DF trabalha para oferecer caminhos de recuperação e reinserção social, especialmente para quem enfrenta a dependência química. Nosso compromisso é garantir acolhimento, cuidado e oportunidades para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Escuta da comunidade Além das abordagens realizadas diretamente nas ruas, o programa também tem intensificado o diálogo com moradores das regiões administrativas do DF para apresentar o trabalho das equipes e esclarecer dúvidas da população. A estratégia começou pelo Plano Piloto, região que concentra a maior parte das pessoas em situação de rua. Segundo o censo mais recente realizado pelo governo, cerca de 3.500 pessoas vivem atualmente nessa condição no Distrito Federal. Desde o início desses encontros comunitários, mais de 100 moradores já participaram das reuniões promovidas pela Sejus-DF. Durante essas agendas, a equipe do programa monta uma tenda itinerante em pontos estratégicos próximos às quadras onde ocorrem os encontros. No local, são oferecidas orientações à população, além da realização de abordagens sociais e encaminhamentos de pessoas que precisam de atendimento. Para a advogada Ana Cláudia Ribeiro, síndica de um bloco na Asa Norte e participante de um dos encontros, a iniciativa tem contribuído para aproximar a comunidade do trabalho realizado pelo governo. “Essas reuniões são muito importantes porque esclarecem como o programa funciona e mostram que existe uma equipe preparada para lidar com essa situação de forma humana e responsável. A comunidade passa a entender melhor o processo e também se sente parte da solução”, destaca. O programa tem intensificado o diálogo com moradores das regiões administrativas do DF para apresentar o trabalho das equipes e esclarecer dúvidas Busca ativa e respeito à legislação De acordo com o subsecretário de Enfrentamento às Drogas (Subed) da Sejus-DF, Diego Moreno, grande parte das pessoas em situação de rua enfrenta algum tipo de dependência química, o que exige uma abordagem especializada e contínua. “As equipes fazem a busca ativa e oferecem atendimento e encaminhamento para tratamento. No entanto, a legislação não permite a retirada involuntária dessas pessoas das ruas. Por isso, nosso trabalho é baseado na escuta, no acolhimento e na oferta permanente de serviços para que elas possam aceitar ajuda no momento em que estiverem prontas”, explica. Segundo ele, mesmo quando o encaminhamento para tratamento não é aceito no primeiro contato, as equipes mantêm o acompanhamento e retornam ao local para novas abordagens. Rede de atendimento O Acolhe DF atua de forma articulada com diferentes áreas do GDF, incluindo saúde, assistência social e segurança pública. Dependendo da situação identificada durante a abordagem, as equipes podem encaminhar as pessoas para unidades de saúde, serviços de assistência social ou comunidades terapêuticas. A estratégia busca garantir atendimento integral, considerando que a realidade da população em situação de rua envolve múltiplos fatores, como dependência química, vulnerabilidade social e rompimento de vínculos familiares. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

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Biblioteca escolar comunitária em Taguatinga oferece aulas de crochê para mulheres

Nas tardes de terça-feira, a Biblioteca Comunitária Valéria Jardim, do Centro Educacional (CED) 02 de Taguatinga, se enche de cores, conversas e fios entrelaçados. No projeto Tecendo Fios de Oportunidade, o crochê vai além da técnica, torna-se um espaço de acolhimento, cura e valorização do feminino para as mulheres que se reúnem ali. A iniciativa foi desenvolvida em 2024 e, desde então, tem sido um sucesso para a comunidade. Não há restrição de idade, tampouco necessidade de saber costurar, pois o essencial é a vontade de aprender. O curso possui carga horária total de 104 horas, sendo 80 horas diretas, e 24 indiretas. Além das técnicas de crochê, as estudantes recebem aulas de precificação, divulgação, vendas e escrita criativa. O curso de crochê acabou se tornando uma terapia para muitas alunas | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF O crochê acompanha a professora da rede pública e escritora Nina Tolledo desde a infância. No interior de Minas Gerais, ela descobriu a técnica aos 6 anos, ao observar mulheres produzindo peças nas calçadas. Aos 11, mudou-se para o Distrito Federal e, no Gama, começou a praticar o crochê. “O projeto é aberto à comunidade. Damos preferência a pessoas em situação de vulnerabilidade, e muitas chegam aqui por indicação médica, em busca de uma atividade terapêutica”, relata a educadora.  No início, 30 pessoas inscreveram-se no curso, incluindo homens. Entre conversas, risadas e confraternizações, histórias marcantes começaram a surgir. “As alunas contavam histórias e achavam que não eram nada demais, mas percebemos que eram verdadeiras artistas. Trabalhei 12 anos com revisão de textos e tive o prazer de digitar esses relatos, que agora estão se transformando no livro Pontos e Contos”, explica Nina. As peças serão exibidas na vernissage entre os dias 5 e 12 de dezembro, na própria biblioteca [LEIA_TAMBEM]Uma das participantes, Edvania Chagas Ramos, de 58 anos, vivia uma depressão após a perda recente dos pais. “Meu médico indicou um psicólogo. Fui a dois, mas não gostei. Minha filha achou que seria uma boa ideia eu vir. No começo, vim relutante, mas depois fui me soltando. No outro dia, pedi ao meu marido para me levar ao armarinho comprar uma agulha mais grossa e comecei a fazer”, conta. A aluna Maria Helena de Souza, 62 anos, também encontrou no crochê uma nova forma de expressão. Mineira, chegou a Brasília há três anos e meio para acompanhar a filha, servidora pública. “Sempre quis aprender crochê, mas achava que fosse coisa de avó. O crochê é uma maravilha para mim, estou amando. Depois, quero abrir um perfil nas redes sociais para vender minhas peças.” *Com informações da Secretaria de Educação  

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Programa Profissão Saúde capacita mais de 350 profissionais de enfermagem em um ano

“Foi uma sensação maravilhosa poder, depois de quatro anos formada, finalmente vivenciar na prática aquilo que eu sempre sonhei. Estar em um hospital, assumir um plantão e acolher pacientes me fez sentir que pertenço àquele lugar”, relata Sara Leal, 29 anos. Formada em enfermagem há mais de quatro anos e sem conseguir colocação na área, a jovem hoje vislumbra novos horizontes na profissão graças ao Programa Profissão Saúde. Ela foi uma das 60 alunas que participaram, nesta quarta-feira (22), da cerimônia de encerramento de mais um ciclo de formação do programa — o quarto dos cinco previstos. Em um ano de existência, o Profissão Saúde já capacitou mais de 350 profissionais de enfermagem. Sara Leal estava há mais de quatro anos em busca de uma colocação profissional na área de enfermagem: "Estar em um hospital, assumir um plantão e acolher pacientes me fez sentir que pertenço àquele lugar" | Fotos: João Marcos, Ascom/Sejus-DF A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF). O projeto oferece cursos de capacitação a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem recém-formados que enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, especialmente por estarem em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Entre os cursos oferecidos estão procedimentos básicos de enfermagem e protocolos de aplicabilidade na prática clínica e atualização em procedimentos técnicos para profissionais de enfermagem. Além da formação teórica, os participantes vivenciam a rotina hospitalar, atuando em plantões supervisionados em enfermarias, unidades de internação e centros cirúrgicos. O processo seletivo reserva metade das vagas para grupos específicos, como pessoas em situação de vulnerabilidade social, mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+. O programa prepara os alunos para processos seletivos e entrevistas de emprego Além do conteúdo técnico, o programa prepara os alunos para processos seletivos e entrevistas de emprego. Graças às parcerias com redes hospitalares do Distrito Federal, muitos participantes já saem dos cursos com oportunidades reais de inserção profissional. O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, reforça que a exigência de experiência é uma barreira comum aos recém-formados, e que o Profissão Saúde foi criado justamente para romper esse ciclo.  [LEIA_TAMBEM]“Ao proporcionar experiência prática durante a formação, o programa permite que os profissionais ingressem no mercado com mais segurança e preparo. Isso é essencial para que não apenas encontrem um emprego, mas construam uma trajetória digna e promissora na área da saúde”, ressalta. Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a educação profissional é uma ferramenta de transformação social. “Ao oferecer cursos gratuitos e acessíveis, especialmente na área da saúde, estamos contribuindo para a inclusão produtiva e a geração de renda — elementos fundamentais para a dignidade e a cidadania de milhares de pessoas”, afirma. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania  

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Costurando sonhos: Fábrica Social formou mais de 3,1 mil pessoas desde 2019

Histórias de superação e recomeço são comuns na Fábrica Social do Governo do Distrito Federal (GDF), coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). Desde 2019, o equipamento formou mais de 3,1 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, ampliando o acesso da população a oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho. Apenas neste ano, 322 alunos já conquistaram o certificado de conclusão e uma nova turma será iniciada em breve. Localizado na Cidade do Automóvel, o centro de educação profissional fornece o curso de costura industrial, dividido em oito módulos. São contempladas diversas áreas de uma fábrica, incluindo malharia inicial e avançada, tecido plano, serigrafia, bordado computadorizado, bolsas e acessórios, bonés e similares. A capacitação tem duração de um ano e ocorre de segunda a sexta-feira — das 8h às 12h ou das 14h às 18h. Desde 2019, a Fábrica Social já formou mais de 3,1 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília "A Fábrica Social é um dos exemplos mais inspiradores do nosso compromisso com a inclusão produtiva”, reforça o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. “Cada certificado entregue aqui representa muito mais do que uma nova habilidade: significa resgatar a autoestima, abrir caminhos para a independência financeira e devolver a esperança para quem mais precisa. É esse impacto humano e econômico que torna a Fábrica Social um patrimônio do nosso Distrito Federal.” A instrutora Elisângela Cedrini, 49, é exemplo de que a formação pode mudar vidas. Ela começou o curso em 2023, após perder o emprego durante a pandemia e passar por problemas de saúde. Em pouco tempo, se apaixonou pela máquina de costura e passou a planejar um futuro em que a linha e a agulha fossem protagonistas. Hoje, tem graduação e pós-graduação em design de moda e compartilha o conhecimento com os alunos no mesmo local em que teve a chance de recomeçar. “O curso mudou totalmente a minha vida. Eu era da área de saúde, tinha 40 e poucos anos e tive que recomeçar do zero. Fiquei um ano e seis meses aqui, primeiro estudando e depois na parte de produção, e voltei para trabalhar”, conta Elisângela. “Tenho alunos que já fazem peças incríveis que enchem meus olhos de lágrimas. É extraordinário ver a pessoa plantando a sementinha dela, cheia de esperança para recomeçar, assim como eu. Aqui é um lugar que você pode transformar sua vida, seguir vários rumos. São vários módulos com linguagens e técnicas diferentes em que a pessoa pode se identificar com alguma delas”. Elisângela Cedrini, instrutora: "O curso mudou totalmente a minha vida. Fiquei um ano e seis meses aqui, primeiro estudando e depois na parte de produção, e voltei para trabalhar" Entre os alunos, destaca-se Teresa Régia Araújo, 42 anos, que com muita determinação ganhou uma nova profissão e mais qualidade de vida. Mãe atípica de três filhas, ela estava sem nenhuma fonte de renda quando descobriu a Fábrica Social. Cinco meses de aula foram suficientes para essa realidade mudar: Teresa, que não sabia nem colocar a linha na agulha, já oferece pequenos serviços no bairro em que mora, no Gama, e traça novos objetivos profissionais. “Aprendi a costurar roupa, fazer alguns reparos, modelagem do começo ao fim e a desenhar também”, conta Teresa, que costurou, inclusive, a roupa das filhas para participar das quadrilhas juninas deste ano. “A costura está me trazendo qualidade de vida. Posso ter uma vida melhor em casa, sem precisar me deslocar para longe, podendo cuidar das minhas filhas, sem precisar estar correndo 24 horas.” Quem também não entendia o funcionamento das máquinas de costura e hoje está craque no assunto é Cléber Vagner Dino, 56. Após perder o emprego durante a pandemia, ele passou por um período de desânimo e depressão. A virada de chave começou recentemente, com o ingresso na Fábrica Social. “Minha mãe até tem uma máquina de costura, mas eu não entendia nada. Aprendi tudo aqui e foi altamente desafiador. Ficamos uma semana aprendendo só passar a linha para começar a fazer um ponto”, revela. Mais do que aprender uma profissão, Cléber encontrou motivação e novas perspectivas de vida. Animado com as possibilidades, ele já domina diferentes técnicas e se arrisca em softwares de modelagem digital, área na qual pretende seguir carreira. “O conhecimento que adquiri aqui abriu um novo horizonte para mim. Renovou minha vida, conheci novas pessoas, mudou tudo. Hoje consigo olhar qualquer roupa e vou tentar fazer”, afirma. Já a costureira Vanuza da Silva, 39, viu na formação uma oportunidade de aprender uma nova habilidade e agregar valor no próprio trabalho. “Como eu faço crochê, às vezes preciso forrar a peça. Antes eu tinha que terceirizar, agora eu mesma posso fazer isso. Também faço bolsas, roupas”, afirma a moradora do Recanto das Emas. “Muito gratificante estar aqui fazendo esse curso.” A aluna Teresa Régia Araújo, que antes de começar o curso não sabia nem colocar a linha na agulha, já oferece pequenos serviços no bairro onde mora, no Gama: "A costura está me trazendo qualidade de vida" Mais informações O desenvolvimento do conteúdo programático, acompanhamento pedagógico e monitoria/instrutoria são feitos por uma organização da sociedade civil, contratada por meio de termo de colaboração com a Sedet. O investimento é de cerca de R$ 6 milhões por ano. Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais utilizados na rede pública de saúde. O espaço dispõe de 470 máquinas de costura industriais, entre caseadeiras, galoneiras,  overlock e interlock. “Nosso objetivo é gerar oportunidade para as pessoas que queiram atuar em uma nova atividade, queiram a profissão, para que possam produzir até mesmo da própria casa”, salienta o secretário. Segundo Thales Mendes, a oferta de qualificação profissional será ampliada nos próximos meses, com abertura de mais vagas e de uma unidade da Fábrica Social no Sol Nascente. “Nosso governador Ibaneis Rocha já anunciou que será um equipamento com 2,4 mil metros quadrados. Vamos descentralizar parte da produção, nos aproximando mais do nosso aluno”, afirma ele sobre o compromisso com a expansão da iniciativa.  Para participar, os interessados devem ser inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte, como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução. As inscrições são divulgadas no site da Sedet-DF. * Colaborou Karol Ribeiro

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Recanto das Emas terá área habitacional para 10,6 mil pessoas 

O Conselho de Planejamento Territorial Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (24), o parcelamento do solo denominado Residencial Tamanduá, referente às quadras 1 a 6 e 9 a 11, no Recanto das Emas. O projeto foi desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e integra o planejamento urbano da região da Vargem da Benção, com previsão de oferecer lotes urbanizados para uma população estimada em 10.640 habitantes. A área, pertencente à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), foi destinada à Codhab para atender principalmente famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Distrito Federal, que há anos aguardam a oportunidade de uma moradia regularizada. O terreno possui 947.404,85 m² — o equivalente a 94 campos de futebol —, divididos em 1.623 lotes. De acordo com a Codhab, 1.541 lotes serão doados aos cadastrados na companhia que estão em situação de vulnerabilidade social. Os lotes serão urbanizados, e as residências serão construídas pelos próprios contemplados, que serão beneficiados com o Cartão Material de Construção — auxílio financeiro de R$ 15 mil oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) a famílias de baixa renda em situação de emergência ou calamidade. A área, pertencente à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), foi destinada à Codhab para atender principalmente famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Distrito Federal | Foto: Divulgação/Seduh-DF “Esse projeto é muito importante para ampliar a oferta de habitação de interesse social no DF, sobretudo atendendo à população que mais precisa, em um local totalmente planejado, que oferece mais qualidade de vida”, afirmou o presidente do Conplan e secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. Além dos lotes destinados aos candidatos da Codhab, o projeto prevê um percentual de 26,82% da área parcelável à implantação de equipamentos públicos e Espaços Livres de Uso Público (Elups) — acima do que é estabelecido pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot). Nesses espaços, está prevista a construção de um parque urbano e ciclovias, além de 11 Elups. O diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, destacou que a aprovação dessas novas quadras no Residencial Tamanduá reforça o compromisso do GDF em oferecer dignidade e uma nova vida a milhares de pessoas. “As famílias que serão destinadas ao residencial deixarão de viver em condição de extrema vulnerabilidade e terão a sua moradia própria, com toda a infraestrutura necessária, dotada de espaços para equipamentos públicos vitais à boa qualidade de vida. É mais que um loteamento, estamos falando em mudança de vida para mais famílias”, ponderou. Presente na votação, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, lembrou que trabalhou no projeto quando esteve à frente da Codhab, entre 2019 e 2022. “É uma área que será usada prioritariamente para mulheres vítimas de violência, idosos e pessoas com deficiência (PCDs). Isso demonstra claramente a nossa tentativa de atender aqueles que, ao longo de décadas, foram esquecidos. Com mais essa aprovação, se dá um passo importante para que essas famílias tenham suas prerrogativas atendidas.” Além dos lotes destinados aos candidatos da Codhab, o projeto prevê um percentual de 26,82% da área parcelável à implantação de equipamentos públicos e Espaços Livres de Uso Público (Elups) | Imagem: Google Maps Para o Residencial Tamanduá, foram realizados todos os estudos urbanísticos, ambientais, viários e consultas às concessionárias de serviços públicos. Após ser aprovado pelo Conplan, a Codhab deverá apresentar o projeto urbanístico executivo do parcelamento, que passará por análise final da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) para, então, ser aprovado por decreto e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A partir disso, a Codhab terá 180 dias para requerer a expedição da licença urbanística e dar início aos procedimentos para o registro cartorial. DF Log O Conplan também aprovou, de forma unânime, o parcelamento do solo denominado DF Log, localizado em Santa Maria, às margens da DF-290. Por estar situado em uma área de indústrias e oficinas, o terreno de 152.369,39 m² será destinado aos usos comercial, de prestação de serviços, institucional e industrial. “É um polo de logística em uma zona de desenvolvimento econômico prevista no Pdot, justamente para atender essa demanda planejada há anos. Não é proposto nenhum uso habitacional, consolidando-se como atividade econômica”, explicou o relator do projeto no Conplan e representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), João Accioly. Pdot Os conselheiros também continuaram as discussões sobre o anteprojeto de Lei Complementar de revisão do Pdot. Nesse sentido, fizeram recomendações ao texto e decidiram deliberar sobre a matéria na próxima reunião do Conplan, agendada para o dia 31 de julho. *Com informações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab)

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Nova turma da Fábrica Social vai capacitar 310 costureiros para o mercado de trabalho

Mais de 310 alunos iniciaram o curso de capacitação profissional em costura promovido pela Fábrica Social. A iniciativa, do Governo do Distrito Federal (GDF), incentiva a qualificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social, criando oportunidades para os capacitados ingressarem no mercado de trabalho e garantirem a autonomia socioeconômica. Todos os participantes da nova turma da Fábrica Social estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e possuem renda familiar per capita de até R$ 200. Ao todo, são mais de 670 alunos ativos no projeto do GDF nas mais diferentes áreas profissionais. Com 470 máquinas de costura industriais à disposição, os novos alunos da iniciativa são preparados para diversos cenários de atuação e aprendem desde o simples manuseio dos aparatos até a parte de corte, modelagem, bordados e serigrafia. “O curso é bem abrangente, pois a ideia é preparar profissionais completos para o mercado de trabalho”, enfatiza a instrutora Débora Silva dos Santos. Segundo a professora, durante as aulas, os alunos têm acesso ao verdadeiro potencial do mercado de trabalho da costura. “É um mundo muito abrangente: a pessoa pode trabalhar em casa de forma autônoma, com vestuário, moda pet, entre outros. Esse curso abre muitas oportunidades para quem não tem muitas alternativas de renda e até mesmo tempo”, prossegue. Com 470 máquinas de costura industriais à disposição, os novos alunos da iniciativa são preparados para diversos cenários de atuação e aprendem desde o simples manuseio dos aparatos até a parte de corte, modelagem, bordados e serigrafia | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma das novas alunas da Fábrica Social é Elizabeth Osório, 48. A venezuelana recém-chegada a Brasília comemora a oportunidade de se qualificar profissionalmente. “Eu tinha um pouquinho de experiência, que aprendi em casa com a minha mãe, desde pequenina, mas nada profissional. É uma porta que se abriu para abençoar a minha vida”, diz. A jovem Micaele Melo, 26, acredita que o aprendizado obtido durante o projeto vai lhe abrir portas no mercado de trabalho. “É uma oportunidade única que estou tendo na minha vida, aprendendo com mestres e mestras da costura. Estou atrás de uma qualificação para estar construindo meus produtos, para entrar no mercado de trabalho e abrir portas para mim”, relata. Uma das novas alunas da Fábrica Social é Elizabeth Osório; a venezuelana recém-chegada a Brasília comemora a oportunidade de se qualificar profissionalmente Assim como Elizabeth, a paixão de Micaele pela costura vem de família. “Tenho sangue de costureira e aos poucos estou me profissionalizando para ser uma designer, ter minha marca e estar no mercado de trabalho bombando. Quem não vem está perdendo, é uma oportunidade de aprender, com qualidade, de forma gratuita”, avalia. Mais informações Para participar, os interessados devem ser inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200. Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte, como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução. O curso, de um ano, ocorre de segunda a sexta-feira e é dividido em nove módulos, abrangendo diversas áreas de uma fábrica, incluindo gestão de estoque. Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais utilizados na rede pública de saúde. Além da costura, a Fábrica Social abrange áreas de aprendizado como construção civil, jardinagem e cultivo de alimentos, marcenaria sustentável e instalação e manutenção de sistemas fotovoltaicos.

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Projeto Quarta do Cidadão oferece serviços a homens em situação de vulnerabilidade social

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) fortalecerá a oferta de serviços disponibilizados a homens em situação de vulnerabilidade social, com a Quarta do Cidadão. O projeto, realizado na quarta-feira da terceira semana do mês, na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, das 9h às 16h, ampliará a assistência com diversos parceiros. O intuito da ação é assegurar o acesso à justiça e o reconhecimento de direitos fundamentais dos homens em situação de vulnerabilidade. Poderão participar da Quarta do Cidadão homens desempregados, com dívidas em execução de alimentos, ações de cobrança em geral ou que queiram realizar exames de DNA para reconhecimento de paternidade voluntária. O evento contará com o apoio de uma das unidades móveis de atendimento itinerante da DPDF e oferecerá também sessões extrajudiciais de mediação para a efetivação do direito de filiação, paternidade e maternidade. A cada edição, novas parcerias serão firmadas para ampliar a oferta de serviços ao público masculino, integrando diferentes áreas de atendimento. Poderão participar da Quarta do Cidadão homens desempregados, com dívidas em execução de alimentos, ações de cobrança em geral ou que queiram realizar exames de DNA para reconhecimento de paternidade voluntária | Foto: Divulgação/DPDF “Garantir que todos tenham acesso à justiça, independentemente do gênero ou da situação socioeconômica, é um passo fundamental para a promoção da cidadania e dos direitos humanos”, defende o defensor público-geral, Celestino Chupel. O chefe da Assessoria Especial da DPDF e coordenador da ação, Celso Murilo de Britto, reforça que o impacto social da assistência a homens vulneráveis transforma não apenas a vida dos indivíduos atendidos, mas também a das famílias e a da comunidade como um todo. “Quando os homens têm acesso ao suporte necessário para superar suas dificuldades, famílias se tornam mais estruturadas, o desemprego diminui, a criminalidade pode ser reduzida e há um aumento no senso de responsabilidade e cidadania”, pontua. A chefe do Núcleo de Assistência Jurídica dos Juizados Criminais, Cíveis e de Violência Doméstica de Brasília, Patrícia Albuquerque Tavares, destaca que a assistência a homens vulneráveis não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia eficaz para promover o desenvolvimento humano e social. “Homens que enfrentam dificuldades financeiras, jurídicas, emocionais ou sociais muitas vezes se veem presos em um ciclo de exclusão, sem acesso a recursos que poderiam ajudá-los a reconstruir suas vidas”, afirma. *Com informações da DPDF

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