Plataformas digitais do GDF ampliam acesso da população ao serviço público
A digitalização dos serviços públicos tem mudado a forma como a população brasiliense acessa atendimentos e solicitações do Governo do Distrito Federal (GDF). Por meio de plataformas online, aplicativos e sistemas integrados, cidadãos conseguem resolver demandas relacionadas a saúde, trânsito, mobilidade, educação, acessibilidade e serviços urbanos sem enfrentar filas ou precisar se deslocar até unidades físicas. Uma das iniciativas é o GDF Digital, conjunto de plataformas criadas para modernizar a prestação de serviços públicos. Entre elas está a Administração Regional Digital 24 Horas, ferramenta que permite solicitar serviços, como poda de árvores e limpeza urbana, além de acompanhar o andamento das demandas em tempo real pelo Portal Cidadão. O sistema também inclui o EducaDF Digital, voltado para a gestão escolar; e o E-Protocolo, que possibilita o envio eletrônico de documentos para órgãos do governo. O sistema Farmácia Digital acompanha todo o processo a ser cumprido nas Farmácias de Alto Custo | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Na área da saúde, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) lançou, em maio deste ano, a Farmácia Digital, sistema de gestão de medicamentos de alto custo. A ferramenta acompanha todo o processo, desde a aprovação da solicitação até a entrega dos medicamentos, sendo integrada ao Cartão Nacional de Saúde. "Usamos a tecnologia para reduzir as filas de espera e aproximar a saúde do cidadão" Juracy Lacerda, secretário de Saúde Além de permitir o agendamento eletrônico para retirada dos remédios, o sistema mantém toda a documentação em formato digital, facilita o controle de estoque e possibilita o acompanhamento clínico dos pacientes. “Mais do que implantar um sistema inovador, o propósito da Farmácia Digital é humanizar o atendimento e valorizar o tempo de quem mais precisa. Usamos a tecnologia para reduzir as filas de espera e aproximar a saúde do cidadão", destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. No dia 22 deste mês, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) oficializou o lançamento da Iná, plataforma de inteligência artificial voltada para o atendimento ao cidadão. O sistema tem elevado nível de autonomia no relacionamento com os usuários. Pela Iná, o consumidor pode solicitar a emissão de segunda via de contas, pedir a revisão de faturas, visualizar gráficos de consumo e solicitar abertura de serviços usando apenas a linguagem natural, em formato de conversa livre. Pela Iná, inteligência artificial da Caesb, o consumidor pode solicitar a emissão de segunda via de contas, pedir a revisão de faturas, visualizar gráficos de consumo e solicitar abertura de serviços | Foto: Reprodução A tecnologia interpreta o contexto e a necessidade do cliente sem obrigá-lo a navegar por menus engessados ou sistemas complexos. Para garantir a segurança e a privacidade, o acesso às informações ligadas ao CPF é feito unicamente mediante login no sistema gov.br. "A gente está muito orgulhoso, porque foi feita totalmente pela equipe interna da Caesb. Ficou muito fácil para o usuário. Você pergunta sem precisar complicar, sem nada: 'Ah, eu quero a segunda via da minha fatura de dezembro de 2025', aparece; 'Ah, eu quero minha média de consumo dos últimos dois anos', aparece; 'Eu quero um gráfico da minha média', aparece. Ela faz tudo sozinha", comenta o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis. Mobilidade Para facilitar acesso a serviços como segunda via do Cartão Mobilidade ou consultar o extrato, o BRB Mobilidade conta com o serviço de chatbots | Foto: Arquivo/ Agência Brasília No transporte público, os usuários contam com os serviços digitais do BRB Mobilidade. Pelo aplicativo e pelo site é possível fazer recargas via Pix, consultar saldo, extrato e validade dos créditos, acessar itinerários e solicitar segunda via do cartão, entre outros serviços. A plataforma também oferece atendimento por chatbot. Embora os canais digitais concentrem boa parte das demandas, permanecem disponíveis 512 pontos de atendimento para recarga em todo o DF, incluindo estabelecimentos credenciados e equipamentos instalados nos terminais rodoviários. Atualmente, mais de 790 mil usuários utilizam o Cartão Mobilidade. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) também ampliou a oferta de serviços digitais. Entre as ferramentas disponíveis está o Balcão Virtual, que permite ao cidadão protocolar solicitações, enviar documentos e acompanhar processos de forma totalmente online, sem necessidade de comparecimento presencial. O acesso pode ser feito pelo Portal de Serviços, na aba “Atendimento”, ou diretamente pelo endereço eletrônico, mediante login pelo Gov.br, com conta prata ou ouro. Além disso, o aplicativo e o site da autarquia permitem consultar a pontuação da CNH, verificar a situação do veículo e acompanhar resultados de exames e bancas examinadoras. Nos últimos anos, o número de serviços acessados ultrapassou 4 milhões. "O Balcão Virtual possibilita ao cidadão acessar diversos serviços com mais praticidade, segurança e comodidade, sem sair de casa" Marcu Bellini, diretor-geral do Detran-DF “Nosso compromisso é servir cada vez melhor a população do Distrito Federal. O Balcão Virtual possibilita ao cidadão acessar diversos serviços com mais praticidade, segurança e comodidade, sem sair de casa. Queremos continuar evoluindo, ampliando soluções digitais e tornando o atendimento cada vez mais simples, acessível e eficiente”, declarou o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini. Acessibilidade A tecnologia também tem ampliado a acessibilidade nos serviços públicos. Desde dezembro de 2023, o Distrito Federal conta com o DF Libras - CIL Online, sistema de interpretação em Libras por videochamada disponível 24 horas por dia. Por meio de um QR Code, pessoas surdas podem acionar intérpretes em tempo real durante atendimentos realizados em unidades públicas. O DF Libras pode ser acessado de UBSs, UPAs, hospitais públicos e órgãos da segurança | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília O serviço está presente em unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs), hospitais públicos, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ouvidorias da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e órgãos da segurança pública, incluindo delegacias e viaturas da Polícia Militar (PMDF). A iniciativa segue em expansão e deverá chegar também ao metrô, ao Detran-DF, ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e a escolas públicas. Após cada atendimento, os usuários podem avaliar a experiência, que registra média de satisfação de 4,4 em uma escala de 1 a 5. O secretário da Pessoa com Deficiência, William Cunha, afirma que a pasta tem atuado de forma estratégica para ampliar o acesso e garantir mais autonomia às pessoas com deficiência no Distrito Federal: “O DF Libras é uma iniciativa que traduz esse compromisso ao oferecer interpretação em Libras em tempo real, 24 horas por dia, conectando o cidadão aos serviços públicos com mais acessibilidade e eficiência. Os resultados já demonstram o impacto positivo da ação, com alta avaliação dos usuários e expansão contínua para novos pontos de atendimento”.
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Novas medidas facilitam retirada de medicamentos em farmácias do GDF
Ficou mais fácil fazer a retirada de medicamentos nas farmácias da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Agora, não é mais necessário levar uma fotocópia das receitas impressas para medicamentos de uso comum, permanecendo obrigatória apenas para medicamentos sujeitos a controle especial e antibióticos. Basta portar a receita, documento de identificação válido, com foto, além de informar o número do Cartão Nacional de Saúde, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. As novidades foram formalizadas pela Portaria nº 117, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) do dia 1º de abril. "O objetivo é facilitar o acesso, retirando qualquer barreira aos usuários", explica a diretora de Assistência Farmacêutica da SES-DF, Sara Cristina Ramos. Modernidade As irmãs Irena Santiago e Antônia Rocha se surpreenderam positivamente com as novas regras para retirada de remédios na UBS 12 de Ceilândia | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A medida foi uma surpresa positiva para as irmãs Irene Santiago, 73, e Antônia Rocha, 76. Todos os meses, as duas vão à Unidade Básica de Saúde (UBS) 12 de Ceilândia para receberem os mais de dez medicamentos que precisam administrar. “Eu tomo remédios todos os dias há mais de 30 anos. Para mim, facilita muito poder pegar aqui”, conta Irene. Antes, elas precisavam providenciar a fotocópia de cada uma das receitas, com perda de tempo e gasto financeiro. "Hoje, com o sistema eletrônico, a cópia deixou de ter necessidade, seja para controle de estoque, seja para alguma auditoria" Felipe Pinheiro, farmacêutico O farmacêutico da unidade, Felipe Pinheiro, explica que a mudança foi possível graças aos investimentos em tecnologia. "Hoje, com o sistema eletrônico, a cópia deixou de ter necessidade, seja para controle de estoque, seja para alguma auditoria", afirma. Ele conta que viu a evolução técnica em cinco anos como servidor da secretaria: “Quando comecei, tudo era no papel e manualmente.” Hoje, o farmacêutico e outros cinco servidores lotados na UBS 12 de Ceilândia chegam a atender de 200 a 250 pacientes por dia, se aproximando de 5 mil por mês, alguns dos quais para receber diversos medicamentos. Só de losartana potássica, indicada para hipertensão, por exemplo, são quase 50 mil comprimidos por mês. “Isso tudo gerava um acúmulo grande de documentos de controle para cada paciente. Agora, não precisamos mais nos preocupar com espaço para guardar essas cópias nem o descarte futuro”, detalha. Regras para retirada de medicamentos A legislação traz, ainda, uma série de definições relevantes para quem busca serviços da SES-DF. Um exemplo é a origem da receita: mesmo quem se consultou com profissionais da rede privada pode fazer a retirada dos medicamentos na rede pública, desde que a receita apresente todas as informações obrigatórias, como o nome da substância ativa dos medicamentos, não uma marca comercial. O principal é que o medicamento conste na Relação de Medicamentos do Distrito Federal (Reme-DF), que enumera e descreve todos os fármacos e os locais de entrega. Outra novidade trazida pela portaria é a regulamentação do prazo de validade das receitas médicas em farmácias da Secretaria de Saúde Conforme o normativo, adolescentes a partir de 12 anos já podem solicitar medicamentos nas farmácias das UBSs e na rede de atenção ambulatorial especializada. Porém, é necessário ter 18 anos para a retirada de medicamentos na rede do componente especializado da assistência farmacêutica, conhecida como farmácias de alto custo, e para medicamentos sujeitos a controle especial. Também estão vedados nas unidades da SES-DF amostras grátis e produtos doados, além de ser proibido o fornecimento retroativo de medicamentos. A validade das receitas também está regulamentada. A maioria terá prazo de 30 dias, mas aquelas que contenham o termo “uso contínuo” terão validade de 180 dias, contados a partir da data da emissão. Já as receitas de contraceptivos hormonais terão validade máxima de 365 dias. Medicamentos sujeitos a controle especial, antibióticos e receitas à base de substâncias isoladas ou em associação terão controles específicos. As medidas valem tanto para a rede de farmácias nas UBSs quanto as localizadas nas policlínicas e nos centros de atenção psicossocial (CAPSs), além das farmácias do componente especializado, havendo a possibilidade de regras específicas conforme o tipo de medicamento, como antibióticos e medicamentos de controle especial. A portaria também aborda o controle sobre fornecimento de alimentos e produtos para a saúde na SES-DF. É o caso, por exemplo, de fórmulas infantis. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde lança cartilha e vídeos para acolhimento de migrantes, refugiados e apátridas
A Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou vídeos e cartilhas em diferentes línguas para acolher migrantes, refugiados e apátridas nos serviços públicos de saúde. O objetivo é apresentar, direcionar e orientar essas pessoas acerca de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O guia traz orientações de como tirar o Cartão Nacional de Saúde (CNS), onde se vacinar e fazer prevenções ou atividades que promovam o bem-estar. A versão em português pode ser lida neste link. Já os vídeos estão disponíveis em três idiomas: português, francês e língua crioula (haitiano). Clique abaixo para consultá-los: Versão em francês; Versão em língua crioula; Versão em língua portuguesa. Direito resguardado O objetivo é apresentar, direcionar e orientar migrantes, refugiados e apátridas acerca de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A Lei de Migração garante, em condição de igualdade a brasileiros, o direito de acesso à assistência pública, nos termos da lei, sem discriminação em razão da nacionalidade e da condição migratória.[LEIA_TAMBEM] Segundo a norma, o atendimento deve ser prestado mesmo sem os documentos de identificação. No entanto, para esse fim, estrangeiros podem utilizar passaporte, Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) e documento oficial de identificação emitido pelo país de origem. Dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra) apontam que, até 2023, havia quase 1,7 milhão de migrantes registrados no país. Desse quantitativo, cerca de 25 mil estão no Distrito Federal, sendo de 149 nacionalidades distintas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Vacinas: mais de 16% aplicadas em pessoas de outros estados
[Olho texto=”“O Distrito Federal sempre acolheu pacientes de outras regiões e, da mesma forma, recebe também pessoas de fora para realizar aqui a vacinação contra a covid-19, sem impor qualquer tipo de restrição com relação à primeira dose”” assinatura=”Osnei Okumoto, secretário de Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] Em pouco mais de cinco meses da campanha de vacinação contra a covid-19, a Secretaria de Saúde (SES) já aplicou 1.410.840 doses de imunizantes. Desse total, 16,40% foram administrados em pessoas que não moram no Distrito Federal e que vieram à capital para se imunizar. Ao todo, 123.794 pessoas de outras unidades da Federação receberam a primeira dose no DF e 47.862 completaram o ciclo vacinal com a segunda dose. Considerando as vacinas aplicadas nesse público externo, os moradores dos cinco estados que mais procuraram o DF foram os de Goiás (44,99% das doses aplicadas, considerando D1 e D2), Minas Gerais (11,45%), São Paulo (6,60%), Rio de Janeiro (6,14%) e Bahia (4,85%). Em números absolutos, apenas em residentes desses cinco estados, foram administradas 127.102 primeiras e segundas doses, o que que corresponde a 74,03% das vacinas aplicadas em pessoas de fora do DF. Arte: Divulgação/Agência Saúde Esses números são divulgados no balanço semanal da Secretaria de Saúde com dados extraídos do e-SUS Notifica, do Ministério da Saúde, alimentado pela pasta. Com as informações do Cartão Nacional de Saúde, é possível identificar o local de residência do cidadão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Esquema vacinal O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, pontua: “O Distrito Federal sempre acolheu pacientes de outras regiões e, da mesma forma, recebe também pessoas de fora para realizar aqui a vacinação contra a covid-19, sem impor qualquer tipo de barreira ou restrição com relação à primeira dose. [Está sendo feito] um processo de vacinação de forma segura e eficiente graças ao empenho dos servidores da Saúde e do apoio que temos recebido do governador Ibaneis Rocha”. A SES lembra que o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) é universal e que, portanto, não restringe o acesso à primeira dose da vacina a pessoas que não moram no DF. No entanto, para receber a segunda dose, é necessário ter iniciado o esquema vacinal em solo brasiliense. No caso de o morador do DF ter se vacinado fora da capital federal, para receber a dose de reforço, será necessário justificar, via Ouvidoria, o motivo de ter se vacinado em outro local. *Com informações da Secretaria de Saúde
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