Treinamento no Hospital de Santa Maria aprimora comunicação com pacientes e familiares
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Em um hospital, nem toda situação de tensão começa com um conflito. Dor, medo, ansiedade, espera e falta de informação podem deixar pacientes e familiares mais sensíveis e transformar uma conversa cotidiana em um momento difícil. Para os profissionais que estão na linha de frente do cuidado, saber ouvir, compreender a situação e se expressar com clareza também faz parte da assistência. Foi com esse olhar que o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promoveu, na terça-feira (6/10), o treinamento "Comunicação Efetiva e Não Violenta" para colaboradores do Núcleo de Mobilidade (Numob). Realizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), a capacitação foi conduzida pela psicóloga Leidiane Brandão e abordou situações vivenciadas pelos profissionais no contato diário com pacientes, acompanhantes e equipes. A psicóloga Leidiane Brandão e participantes da capacitação: treinamento baseado em percepções de pacientes e familiares sobre os serviços prestados no HRSM | Fotos: Divulgação/IgesDF “Pacientes e familiares muitas vezes chegam fragilizados, com dor, estresse e diferentes questões emocionais. Se respondemos de forma igualmente reativa, podemos aumentar essa tensão" Leidiane Brandão, psicóloga Clareza, objetividade, transparência, empatia, sensibilidade, respeito à diversidade e escuta ativa estiveram entre os elementos apresentados para tornar o diálogo mais efetivo e humanizado. “Pacientes e familiares muitas vezes chegam fragilizados, com dor, estresse e diferentes questões emocionais. Se respondemos de forma igualmente reativa, podemos aumentar essa tensão. A proposta é oferecer estratégias para compreender melhor essas situações e melhorar a comunicação”, explica Leidiane. O treinamento surgiu a partir de uma demanda inicialmente identificada pelo Núcleo de Experiência do Paciente do IgesDF, com base em percepções de pacientes e familiares sobre a relação com os serviços. A partir disso, a capacitação passou a ser realizada em diferentes unidades do Instituto e pode ser solicitada por qualquer setor interessado no tema. O que existe por trás de uma reação? Um dos principais conceitos apresentados foi a Comunicação Não Violenta (CNV), baseada em escuta, respeito e conexão. A metodologia propõe quatro etapas: observação, sentimentos, necessidades e pedido. A orientação é observar o que aconteceu sem partir imediatamente para julgamentos. Depois, reconhecer os sentimentos envolvidos, identificar a necessidade por trás da reação e construir um pedido ou uma resposta clara e possível. “Nem sempre a reação do paciente ou do acompanhante tem relação direta com aquele profissional ou com o atendimento daquele momento. Muitas vezes, a pessoa já chega carregando experiências, expectativas e preocupações. Entender isso nos ajuda a não responder automaticamente ao conflito, mas a buscar uma comunicação mais assertiva”, destaca Leidiane. Um dos exemplos discutidos durante o treinamento foi o de um acompanhante irritado pela falta de informações. Em vez de responder apenas à irritação, o profissional pode reconhecer a preocupação, compreender a necessidade de saber o que acontecerá e explicar aquilo que estiver ao seu alcance ou buscar a equipe responsável. A proposta é olhar para além da reação imediata. Uma reclamação ou um comportamento difícil pode estar relacionado a uma necessidade ainda não atendida, como segurança, informação, atenção, alívio ou acolhimento. Outro ponto abordado por Leidiane no treinamento foi a capacidade de o profissional lidar com situações difíceis, como reconhecer sentimentos, necessidades e limites antes de reagir automaticamente Precisamos reconhecer até onde conseguimos ir e entender que não podemos resolver tudo. Muitas vezes, o próprio profissional assume mais responsabilidades do que consegue suportar. Saber dizer ‘não’ de forma respeitosa também faz parte de uma comunicação saudável”, ressalta Leidiane. A capacitação abordou ainda a forma como o próprio colaborador lida com situações difíceis. A autoempatia foi apresentada como a capacidade de reconhecer sentimentos, necessidades e limites antes de reagir automaticamente. Outro ponto trabalhado foi a comunicação passiva, que pode aparecer na dificuldade de dizer “não”, na tentativa constante de evitar conflitos ou na aceitação de mais responsabilidades do que se consegue cumprir. Essas situações podem gerar frustração e sobrecarga. “Estabelecer limites também é importante. Precisamos reconhecer até onde conseguimos ir e entender que não podemos resolver tudo. Muitas vezes, o próprio profissional assume mais responsabilidades do que consegue suportar. Saber dizer ‘não’ de forma respeitosa também faz parte de uma comunicação saudável”, ressalta Leidiane. “É muito importante para o nosso aprendizado e para o dia a dia. É um conhecimento que levamos não apenas para o trabalho, mas também para a vida pessoal” Danilo Rocha, maqueiro do Hospital Regional de Santa Maria Segundo a psicóloga, as estratégias apresentadas não se restringem ao ambiente profissional. A maneira como cada pessoa observa uma situação, interpreta a reação do outro e expressa suas próprias necessidades interfere nas relações familiares e sociais. Aprendizado aplicado à rotina Os profissionais do Numob são responsáveis pelo transporte interno de pacientes e mantêm contato com diferentes pessoas e setores ao longo do dia. Nesse cenário, adequar a linguagem, exercitar a escuta e saber conduzir uma conversa em momentos de tensão são habilidades importantes na relação com pacientes, familiares e demais equipes. Segundo a chefe do Numob, Márcia Lemos, a capacitação cria um espaço para que os colaboradores compartilhem experiências, sejam ouvidos e desenvolvam habilidades que nem sempre conseguem trabalhar durante a rotina intensa do setor. “Além de se capacitar e aprimorar suas habilidades, o colaborador se torna multiplicador desse conhecimento e compartilha o que aprendeu com quem não pôde participar. O treinamento também é um espaço de escuta e compreensão, que nos ajuda a acolher situações que, diante das circunstâncias do dia a dia, nem sempre conseguimos perceber ou compreender sozinhos”, destaca. As equipes foram divididas em quatro turmas, distribuídas entre a terça-feira (6) e esta quarta-feira (7), para contemplar profissionais de diferentes turnos. A expectativa é que os aprendizados sejam incorporados gradualmente à rotina e compartilhados entre os próprios colegas. Para o maqueiro Danilo Rocha, o conteúdo pode ser aplicado tanto no trabalho quanto fora dele. “É muito importante para o nosso aprendizado e para o dia a dia. Ajuda a adaptar a nossa fala e a forma de nos comunicarmos em diferentes situações. É um conhecimento que levamos não apenas para o trabalho, mas também para a vida pessoal”, afirma. Mais do que apresentar frases prontas para situações de conflito, o treinamento propôs uma mudança na maneira de enxergar as relações: observar antes de julgar, compreender o que pode existir por trás de uma reação e responder com clareza, respeito e empatia. “No ambiente hospitalar, onde profissionais encontram diariamente pessoas em diferentes momentos de vulnerabilidade, essa mudança pode começar em algo aparentemente simples: ouvir antes de responder”, conclui Márcia. *Com informações do IgesDF
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Depressão nem sempre se manifesta como tristeza
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Tristeza, frustração e luto fazem parte da experiência humana e podem surgir diante de perdas, conflitos e mudanças importantes. O alerta aparece quando o sofrimento persiste e começa a comprometer a rotina, os relacionamentos e outras áreas da vida. Durante o Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a psicóloga Larissa Lopes, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), chamou a atenção para a importância de compreender a depressão para além dos estereótipos e reconhecer quando é necessário buscar ajuda profissional. Larissa Lopes, psicóloga do HRSM: “É preciso avaliar todo o contexto do paciente, seu histórico de saúde mental, possíveis comorbidades e outros fatores que possam estar relacionados ao quadro” | Fotos: Divulgação/IgesDF “A tristeza faz parte da experiência humana e é esperada em determinados momentos da vida; já a depressão é uma condição clínica caracterizada por sintomas persistentes que causam sofrimento significativo e prejuízos importantes no funcionamento social, profissional e em outras áreas da vida”, explicou. Diferentes formas de manifestação Embora muitas pessoas associem a depressão ao choro constante ou à tristeza profunda, o quadro pode se manifestar de diferentes maneiras. O transtorno depressivo maior, forma mais conhecida da doença, costuma envolver humor deprimido, perda de interesse por atividades que antes geravam prazer, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, fadiga intensa e sentimento de culpa e inutilidade, além de pensamentos relacionados à morte. Para que haja suspeita diagnóstica, esse conjunto de manifestações precisa estar presente por pelo menos duas semanas na maior parte dos dias. O diagnóstico, porém, não depende apenas do tempo ou da quantidade de sinais observados. “É preciso avaliar todo o contexto do paciente, seu histórico de saúde mental, possíveis comorbidades e outros fatores que possam estar relacionados ao quadro”, pontuou Larissa. “Não existe uma fórmula pronta.” Transtorno depressivo persistente Além do transtorno depressivo maior, existem outras formas de manifestação do adoecimento psíquico. Uma delas é o transtorno depressivo persistente, conhecido antigamente como distimia. Nesses casos, o humor deprimido permanece por longos períodos, geralmente por dois anos ou mais, acompanhado de sintomas como baixa autoestima, desesperança e falta de energia. A depressão perinatal, por sua vez, pode surgir durante a gestação ou após o parto. Frequentemente confundida com alterações hormonais ou com o chamado baby blues, essa condição ainda é subnotificada. “Muitas vezes, os sintomas são atribuídos apenas aos hormônios ou às mudanças naturais desse período”, observou a psicóloga. “Isso faz com que muitas mulheres deixem de receber o cuidado necessário.” Além de afetar a saúde da mãe, o quadro pode interferir nos cuidados com o bebê, no vínculo familiar e no desenvolvimento da criança. Outro padrão de manifestação é o sazonal, marcado pelo surgimento de episódios depressivos em determinadas épocas do ano. Embora não seja considerado um transtorno independente, essa característica pode estar associada a fatores ambientais, como a menor exposição à luz solar em algumas regiões do planeta. “Emocionalmente, são episódios depressivos que se apresentam geralmente em uma determinada época do ano”, detalhou Larissa. “Em muitos lugares, há períodos com menor incidência de luz solar, o que costuma ter uma relação direta com a ocorrência desse quadro naquela população e região.” Quando o diagnóstico traz respostas Sintomas como cansaço, falta de energia e alterações de humor podem estar presentes em diferentes condições, o que torna a avaliação profissional importante para identificar o que está por trás do sofrimento. Ana Carolina Berbet percebeu mudanças em seu comportamento, procurou ajuda especializada e foi diagnosticada com burnout: “Quando comecei a sentir um cansaço constante, falta de energia e uma tristeza que parecia não passar, imaginei que estivesse enfrentando um quadro de depressão” A executiva de seguros Ana Carolina Berbet percebeu isso na própria experiência. Acostumada a uma rotina intensa em cargos de liderança, conciliando responsabilidades profissionais, familiares e domésticas, ela começou a notar mudanças no próprio comportamento. “Eu sempre fui muito ativa e acostumada a lidar com grandes responsabilidades”, relatou. “Quando comecei a sentir um cansaço constante, falta de energia e uma tristeza que parecia não passar, imaginei que estivesse enfrentando um quadro de depressão.” Diante do que estava sentindo, Ana Carolina procurou ajuda especializada. Após avaliação multiprofissional, descobriu que enfrentava um quadro de burnout, síndrome associada ao esgotamento físico e emocional provocado pelo estresse crônico relacionado ao trabalho. Psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, bem como uso de medicamentos, se preciso, fazem parte das abordagens “Receber o diagnóstico correto foi fundamental”, avaliou. “Entendi que precisava desacelerar, cuidar da minha saúde e buscar equilíbrio.” A experiência reforça a importância de identificar corretamente o que está provocando os sintomas. No caso da depressão, Larissa enfatizou que há tratamento e que o cuidado deve considerar as particularidades de cada pessoa. As abordagens podem incluir psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, uso de medicamentos. O objetivo é reduzir os sintomas e recuperar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida. “Por trás de cada diagnóstico existe uma pessoa com história, vivências, preferências e sofrimentos próprios, e o tratamento precisa considerar tudo isso”, detalhou a psicóloga. “A depressão não deve ser encarada como uma sentença. Muitas pessoas conseguem alcançar remissão dos sintomas, retomar suas atividades e viver com qualidade. O mais importante é procurar ajuda e aderir ao tratamento adequado.” *Com informações do IgesDF
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Farmácia impulsiona inovação e amplia a segurança do paciente
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para além da dispensação de medicamentos, a farmácia hospitalar exerce um papel estratégico na assistência à saúde. É nela que logística, tecnologia e cuidado se unem para garantir que medicamentos e insumos cheguem ao paciente com qualidade, no momento certo e de forma segura. Celebrado em 5 de agosto, o Dia da Farmácia evidencia a importância desse trabalho, desenvolvido diariamente nos hospitais de Base do Distrito Federal (HBDF), Regional de Santa Maria (HRSM) e Cidade do Sol (HSol), bem como nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Do recebimento pela unidade hospitalar à entrega ao paciente, todos os insumos são acompanhados por meio de um sistema de monitoramento | Foto: Divulgação/IgesDF Nos últimos anos, o instituto modernizou a gestão de insumos ao ampliar a rastreabilidade de medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais (OPME) e incorporar novas tecnologias aos processos logísticos. Hoje, cada item é acompanhado desde o recebimento até a entrega ao paciente por meio de dispositivos coletores móveis de dados (palms), que ampliam o controle e a confiabilidade das informações. A transformação continua com projetos como o dispensário eletrônico, em fase de testes operacionais; o robô de entrega de medicamentos, que apresentou resultados positivos durante avaliação realizada sem custos para a instituição; e os carros automatizados, cujo projeto-piloto será iniciado em breve. A expectativa é tornar os processos mais eficientes, reduzir falhas, ampliar a rastreabilidade em tempo real e otimizar o abastecimento das unidades. “Transformamos a logística de insumos em uma engrenagem de segurança e cuidado”, afirma a gerente-geral de Logística de Insumos do IgesDF, a farmacêutica Jéssica Nobre. “Cada medicamento que chega ao paciente carrega hoje rastreabilidade, tecnologia e responsabilidade.” Gestão integrada à assistência Outro avanço foi a incorporação da farmácia clínica à Gerência de Insumos Farmacêuticos e OPME (Geifo), aproximando a gestão logística do acompanhamento clínico dos pacientes. O modelo permite acompanhar toda a trajetória do tratamento, desde o planejamento da aquisição até a dispensação, além de fortalecer a farmacoeconomia e o uso racional dos recursos públicos. “Quando unimos logística, tecnologia e atuação clínica, garantimos um cuidado muito mais seguro e eficiente”, enfatiza Nayara Alves, responsável pela Geifo. “Cada etapa passa a ser acompanhada de forma integrada, contribuindo para escolhas terapêuticas mais assertivas e para a melhor utilização dos recursos do instituto.” “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento” Thales Teódulo, farmacêutico do HRSM Na farmácia ambulatorial do Hospital de Base, a farmacêutica Shirley Vanessa lembra que o contato direto com pacientes e equipes reforça a importância da atuação: “Em um hospital de alta complexidade como o HBDF, onde são realizados tratamentos complexos e atendidos pacientes com diferentes perfis clínicos, a atuação da farmácia torna-se ainda mais relevante. Integrada à equipe multiprofissional, ela oferece suporte técnico às equipes assistenciais e contribui para que o paciente receba um atendimento seguro, humanizado e de qualidade”. No Hospital Regional de Santa Maria, o farmacêutico Thales Teódulo ressalta que o trabalho integrado reduz riscos e fortalece a assistência. “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento”, aponta. “No HRSM, a farmácia é uma parceira essencial da equipe multiprofissional, sempre com o paciente no centro do cuidado”. Tecnologia Nas UPAs, a modernização dos processos também amplia a eficiência da assistência. O chefe do Núcleo de Insumos Farmacêuticos das UPAs, Misael Silva, destaca que as novas ferramentas permitem direcionar mais tempo às atividades voltadas ao cuidado. “Mesmo atuando nos bastidores e, muitas vezes, sem ser percebida pelos pacientes, a farmácia hospitalar é responsável por promover o uso racional de medicamentos e garantir uma gestão eficiente dos estoques, assegurando que não faltem medicamentos e insumos para a assistência”, resume. “Seu trabalho é fundamental para oferecer um cuidado seguro, contínuo e de qualidade.” Na UPA Vicente Pires, a farmacêutica Alessandra Ludwig pontua: “Em uma unidade de pronto atendimento, o farmacêutico é um profissional essencial para a segurança e a qualidade da assistência. Sua atuação vai muito além da dispensação de medicamentos: participa da seleção de insumos, da gestão de estoques, do armazenamento seguro, da farmacovigilância e da orientação da equipe multiprofissional, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para que cada paciente receba o tratamento certo, na dose certa e na hora certa”. *Com informações do IgesDF
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Dia do Pediatra: profissionais que cuidam da infância e ajudam a transformar o futuro
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Neste 27 de julho, Dia do Pediatra, histórias de dedicação, acolhimento e cuidado ganham ainda mais significado nos corredores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Esses especialistas acompanham o crescimento e o desenvolvimento infantil, orientam famílias e contribuem para a construção de uma vida mais saudável desde os primeiros dias de vida. Cleiziane Souza levou a filha Laisa, de 5 anos, para tratar uma infecção urinária: “Ter um pediatra ao nosso lado, nos orientando e transmitindo tranquilidade, foi fundamental para mim” | Fotos: Divulgação/IgesDF Para muitas mães, a presença do pediatra representa segurança nos momentos de incerteza. É o caso de Vanessa de Castro, mãe da pequena Sophia, de 3 anos. Moradoras de Santa Maria, elas frequentam a unidade regularmente e, coincidentemente, receberam alta hospitalar justamente no Dia do Pediatra. Sophia passou por um transplante cardíaco quando tinha 1 ano e 6 meses de idade e, por fazer uso de medicamentos imunossupressores, precisa de acompanhamento constante. Sempre que percebe algum sinal de alerta, como febre ou alterações respiratórias, Vanessa procura atendimento no HRSM. “Como os profissionais já conhecem todo o histórico dela, o atendimento é muito cuidadoso”, relata. A pediatra Luísa Montanaro, do HRSM, aponta esse vínculo construído ao longo do tempo como uma das características mais marcantes da especialidade. “Para mim, cuidar de uma criança é cuidar de um futuro inteiro, de um mundo de possibilidades; a confiança que os pais depositam em nós é um grande privilégio”, enfatiza. Quem também reconhece a importância desse cuidado é Cleiziane Sousa, mãe de Laisa Dias, de 5 anos, internada para tratar uma infecção urinária. Moradora de Valparaíso de Goiás (GO), ela conta que esta é a primeira vez que busca atendimento no hospital. “Fomos muito bem-acolhidas, e todos estão sendo muito atenciosos”, afirma. “Explicam tudo direitinho e cuidam muito bem da minha filha”. “Não cuidamos apenas de crianças. Cuidamos de sonhos, de famílias e, principalmente, do futuro”, afirma a pediatra Luísa Montanaro, do HRSM A experiência vivida na unidade também a faz recordar um momento marcante da pandemia. Quando Laisa tinha apenas seis meses de idade, contraiu covid-19 em meio às incertezas daquele período. “Eu tinha muito medo de perdê-la”, lembra. “Ter um pediatra ao nosso lado, nos orientando e transmitindo tranquilidade, foi fundamental para mim”. Cuidado em cada fase da infância Luísa Montanaro reforça que a atuação do pediatra vai muito além do diagnóstico e do tratamento de doenças. As consultas de rotina permitem acompanhar o desenvolvimento infantil, orientar os responsáveis e identificar precocemente situações que possam comprometer a saúde. “Estamos presentes em cada etapa da infância, orientando sobre amamentação, alimentação, vacinação, sono, comportamento, saúde mental e prevenção de doenças”, detalha a médica. “Também acolhemos dúvidas e receios das famílias, construindo uma relação de confiança que favorece a identificação precoce de qualquer alteração.” A especialista ressalta que manter as consultas periódicas é essencial, mesmo quando a criança aparenta estar saudável: “Essas visitas permitem acompanhar o crescimento, manter a vacinação em dia e identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. Também são momentos importantes para orientar sobre hábitos saudáveis, prevenção de acidentes e os desafios próprios de cada fase da infância e da adolescência. Não cuidamos apenas de crianças. Cuidamos de sonhos, de famílias e, principalmente, do futuro”. *Com informações do IgesDF
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UTI do Hospital Regional de Santa Maria conquista selo nacional de qualidade
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) conquistou o Selo de Gestão de Indicadores de Qualidade e Desempenho, certificação concedida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), em parceria com a Epimed Solutions. O reconhecimento contempla as UTIs I, II e III da unidade e atesta a qualidade do monitoramento de dados assistenciais utilizados para qualificar o cuidado prestado aos pacientes críticos. Certificação contempla as UTIs I, II e III do HRSM e atesta a qualidade do monitoramento de dados assistenciais utilizados para qualificar o cuidado prestado aos pacientes críticos | Fotos: Divulgação/IgesDF "A conquista simultânea das três UTIs reforça a posição do hospital na rede pública de saúde do Distrito Federal como referência na gestão e no uso de dados assistenciais em terapia intensiva" Alberto Gurgel de Araújo, coordenador da UTI Adulto do Hospital Regional de Santa Maria A certificação é concedida às UTIs que acompanham de forma sistemática seus indicadores por meio do sistema Epimed Monitor, plataforma utilizada por hospitais de todo o país para monitorar resultados assistenciais e apoiar a tomada de decisões baseadas em evidências. A iniciativa está alinhada à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 7 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece requisitos mínimos para o funcionamento desses serviços no país. Gestão de dados que fortalece a assistência Para o coordenador da UTI Adulto do HRSM, Alberto Gurgel de Araújo, o selo reconhece a maturidade da equipe na gestão das informações clínicas e no acompanhamento contínuo dos resultados assistenciais. "Não é um prêmio de desempenho absoluto, mas um atestado formal de maturidade na gestão da informação clínica", observa. "A conquista simultânea das três UTIs reforça a posição do hospital na rede pública de saúde do Distrito Federal como referência na gestão e no uso de dados assistenciais em terapia intensiva." Entre os indicadores monitorados estão a taxa de mortalidade, o tempo de permanência, a ocupação dos leitos, a incidência de infecções relacionadas à assistência, as reinternações, as lesões por pressão e os escores de gravidade dos pacientes. A certificação considera não apenas os resultados obtidos, mas também a regularidade, a qualidade e a completude das informações registradas ao longo do ano. Coordenador da UTI Adulto do HRSM, Alberto Gurgel de Araújo, atribui a conquista ao trabalho integrado das equipes multiprofissionais do hospital Segundo o coordenador, a conquista é resultado de um trabalho contínuo e integrado das equipes multiprofissionais, que mantêm rigor no registro e na análise dos dados assistenciais. "O alicerce desse reconhecimento é a disciplina e o acompanhamento permanente dos dados. Cada admissão, evolução clínica e alta precisa ser registrada de forma completa e no tempo adequado", explica Araújo. Indicadores que fazem diferença no cuidado Os benefícios desse monitoramento chegam diretamente ao paciente. A análise sistemática dos indicadores permite identificar precocemente oportunidades de melhoria, corrigir processos antes que afetem a assistência e fortalecer a segurança do cuidado. Além de aumentar a segurança do paciente, esse acompanhamento contínuo contribui para o uso mais eficiente dos recursos da terapia intensiva, favorece a padronização das condutas assistenciais e permite que a equipe compare seus resultados com os de outras unidades de perfil semelhante em todo o país. Essas informações orientam decisões clínicas e administrativas voltadas à melhoria contínua da assistência. "Com isso, reduzimos eventos adversos evitáveis, utilizamos os recursos da terapia intensiva de forma mais eficiente e ainda conseguimos comparar nossos resultados com os de outras UTIs de perfil semelhante em todo o país", explica Araújo. *Com informações do IgesDF
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Bebês do Hospital de Santa Maria ganham toucas customizadas e nascem em clima de Copa
Antes mesmo de vestirem o primeiro uniforme da Seleção Brasileira, os bebês que nascem no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), já entram no clima da Copa do Mundo. Andreia Rodrigues de Oliveira, com Maya Eduarda no colo, ficou emocionada com o mimo que a filha recebeu da técnica de enfermagem Renata Alves da Costa | Fotos: Divulgação/IgesDF "Achei muito bonito e carinhoso. A gente já vive tantas emoções no nascimento de um filho. Receber um gesto como esse torna tudo ainda mais inesquecível" Andreia Rodrigues de Oliveira, mãe da recém-nascida Maya Eduarda Martins Em uma iniciativa que une criatividade, acolhimento e cuidado, os recém-nascidos do Centro Cirúrgico Obstétrico (CCO) estão recebendo acessórios temáticos confeccionados especialmente para celebrar o momento. Decoradas com elementos que remetem ao universo do futebol, as peças têm encantado os familiares e tornado ainda mais marcante o primeiro registro dos pequenos. Foi o caso da pequena Maya Eduarda Martins, que nasceu na tarde desta terça-feira (9) e já recebeu o mimo personalizado. A mãe, Andreia Rodrigues de Oliveira, se emocionou com a surpresa. "Achei muito bonito e carinhoso. A gente já vive tantas emoções no nascimento de um filho. Receber um gesto como esse torna tudo ainda mais inesquecível", conta. Por trás de cada peça está o trabalho dedicado da técnica de enfermagem Renata Alves da Costa. Entre um atendimento e outro no CCO, ela aproveita os intervalos do plantão para cortar, dobrar e costurar cuidadosamente cada item, transformando um material simples em uma lembrança afetiva. Touquinhas confeccionadas por Renata Alves: ela aproveitou os intervalos do plantão para cortar, dobrar e costurar cada peça Muito além da decoração A ideia surgiu da própria experiência profissional. Renata percebeu uma oportunidade de unir conforto e humanização utilizando a malha tubular, material disponibilizado pelo hospital para proteção e contenção durante procedimentos de rotina. "Como o ambiente do centro cirúrgico é naturalmente mais frio, pensei: por que não transformar esse material em toucas para ajudar a aquecer os bebês?" Renata Alves da Costa, técnica de enfermagem "Como o ambiente do centro cirúrgico é naturalmente mais frio, pensei: por que não transformar esse material em toucas para ajudar a aquecer os bebês? Aos poucos fui criando modelos diferentes e acrescentando detalhes para deixá-las ainda mais bonitas", relata. As toucas também desempenham um papel importante na assistência. Segundo Renata, a cabeça é uma das regiões por onde os recém-nascidos mais perdem calor logo após o parto, tornando o acessório um aliado na manutenção da temperatura corporal e na prevenção da hipotermia. Para a chefe do Serviço de Enfermagem do Centro Cirúrgico Obstétrico (CCO) e Centro Obstétrico (CO), Ariodene Carvalho, ações como esta evidenciam o compromisso da equipe com um atendimento cada vez mais acolhedor. "O mais bonito é ver o envolvimento espontâneo dos profissionais em tornar a chegada dessas crianças ainda mais especial. São detalhes que somam e deixam um momento tão esperado mais leve, afetivo e cheio de significado", elogia. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional de Santa Maria mantém posição entre os hospitais públicos mais elogiados do DF
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) manteve-se entre os três hospitais públicos mais elogiados do Distrito Federal, segundo levantamento do Painel de Ouvidoria do DF referente ao período de 1º de janeiro a 2 de junho de 2026. O resultado reforça o volume de elogios registrados pelos usuários em relação ao atendimento, ao acolhimento das equipes e à assistência oferecida pela unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os dados são da plataforma ParticipaDF, sistema oficial do Governo do Distrito Federal (GDF) que reúne manifestações de ouvidoria e pedidos de acesso à informação. Além do HRSM, aparecem entre os hospitais mais elogiados o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e o Hospital Regional do Gama (HRG). Para João Paulo Barbosa de Farias, chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do HRSM, os registros refletem experiências positivas vividas por pacientes e familiares durante o atendimento. “Esta avaliação demonstra o reconhecimento da população ao trabalho desenvolvido diariamente pelos nossos profissionais. É um resultado que reflete a qualidade dos serviços prestados e uma política institucional baseada no respeito, na humanização e na valorização das pessoas”, destaca. Para João Paulo Barbosa de Farias, chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do HRSM, os registros refletem experiências positivas vividas por pacientes e familiares durante o atendimento | Foto: Divulgação/IgesDF Em 2025, o hospital recebeu 917 elogios e conquistou, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação entre os hospitais mais elogiados do DF. Além do acompanhamento das manifestações registradas, a unidade passou a promover a entrega de certificados aos setores mencionados pelos usuários, valorizando o trabalho desenvolvido pelas equipes. “Temos atuado de forma efetiva na divulgação dos elogios recebidos. Durante os treinamentos in loco, as equipes são informadas e parabenizadas pelas manifestações positivas encaminhadas pelos cidadãos”, afirma João Paulo. Reconhecimento que transforma experiências Entre os relatos registrados na Ouvidoria, um deles chamou atenção pela riqueza de detalhes e pela valorização dos profissionais envolvidos na assistência. Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou atendimento no HRSM após meses de tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, passou por investigação clínica que identificou um tumor na próstata e recebeu acompanhamento ao longo de todo o processo de cuidado. Grato pela assistência recebida, fez questão de registrar sua experiência junto à Ouvidoria. Em seu depoimento, destacou a atuação da assistente administrativa do Núcleo de Regulação Cirúrgica (Nurch), Maria Eduarda Gois, e do gerente de Regulação do HRSM, Jonatham Henrique Pereira. “Pessoas carismáticas, prestativas e resolutivas. Ajudam a solucionar as questões burocráticas sempre que surgem”, escreveu. O paciente também elogiou os médicos urologistas Rodrigo Rossi, Pedro Paulo Carvalho e Ruytemberg Oliveira Rodrigues, além das equipes de enfermagem. “Excelentes e atenciosos, demonstraram grande comprometimento durante todo o atendimento. Continuem sempre assim”, registrou. Como registrar elogios e manifestações O Núcleo de Ouvidoria do HRSM orienta pacientes e acompanhantes a utilizarem os canais oficiais para registrar elogios, sugestões, reclamações, denúncias ou solicitações de informação. Além de contribuir para a melhoria contínua dos serviços, os registros permitem identificar e valorizar profissionais e setores que se destacam no atendimento à população. As manifestações podem ser realizadas por meio dos seguintes canais: - Plataforma ParticipaDF; - Atendimento presencial no Núcleo de Ouvidoria do HRSM; - Central de Atendimento 162. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria ganha sala exclusiva para endoscopia
Pacientes da rede pública de saúde passarão a contar com mais vagas para exames de endoscopia e colonoscopia. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), inaugurou uma sala exclusiva para a realização dos procedimentos, ampliando a capacidade de atendimento e reforçando a assistência especializada oferecida à população. Atualmente, o serviço atende exclusivamente pacientes internados no hospital. Com a nova estrutura, a proposta é de que os exames sejam disponibilizados para pacientes regulados pela Secretaria de Saúde. O HRSM realiza cerca de 90 exames por mês, somando endoscopias e colonoscopias. Quando o serviço for regulado, a expectativa é alcançar aproximadamente 120 procedimentos mensais. Equipe que trabalhará no novo espaço está feliz com a mudança: melhores condições de trabalho e mais conforto para os pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF “O hospital atende um grande volume de pacientes, e esse novo espaço chega justamente para fortalecer o atendimento, tornando-o mais organizado, eficiente e acessível para quem precisa” Paulo Henrique Castanheira Vieira, médico endoscopista e cirurgião-geral Entre os primeiros pacientes beneficiados pela nova sala está o aposentado Evaristo Félix, de 87 anos, internado no HRSM. A esposa dele, Divina Félix, acompanhou o procedimento e relatou o acolhimento recebido na unidade. “Tenho muita gratidão pelo atendimento que recebemos aqui. O cuidado da equipe faz toda a diferença e traz mais tranquilidade e segurança para nossa família”, relata. A chefe do Serviço de Enfermagem Ambulatorial, Ana Carla Freire, explica que a nova estrutura representa uma mudança importante para o serviço. "Até então, realizávamos os exames apenas em pacientes internados. Agora, teremos condições de ampliar gradualmente o acesso e receber também a demanda regulada da rede pública, beneficiando um número maior de pessoas". Nova estrutura melhora fluxo assistencial A nova sala também traz ganhos para a rotina hospitalar. Antes realizados no centro cirúrgico, os procedimentos passam a ocorrer em um espaço dedicado exclusivamente à endoscopia e colonoscopia, garantindo mais organização do fluxo assistencial, conforto aos pacientes e melhores condições de trabalho para as equipes. [LEIA_TAMBEM] Segundo o médico endoscopista e cirurgião-geral Paulo Henrique Castanheira Vieira, os exames realizados no setor são fundamentais para o diagnóstico, investigação e acompanhamento de diversas doenças. “Entre as principais indicações estão casos suspeitos de câncer, gastrites, úlceras, sangramentos digestivos e doenças intestinais, além de situações em que o paciente apresenta dificuldade severa para se alimentar”, explica. Para o especialista, a criação de um ambiente exclusivo para os procedimentos fortalece a assistência prestada. “O hospital atende um grande volume de pacientes, e esse novo espaço chega justamente para fortalecer o atendimento, tornando-o mais organizado, eficiente e acessível para quem precisa”, reforça Vieira. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Santa Maria oferece assistência especializada à saúde da mulher
Convivendo com sangramentos intensos e vendo o quadro se agravar, Varli Santos Teixeira, de 56 anos, procurou atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) na madrugada do último sábado (23). Internada por conta de uma hemorragia causada por um mioma uterino, tumor benigno que se desenvolve no útero, ela representa a realidade de muitas pacientes que adiam a procura por ajuda especializada e chegam aos serviços de saúde com sintomas agravados. Varli Teixeira, 56 anos, na emergência do Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria: "Cheguei às 3h e fui atendida prontamente" | Fotos: Divulgação/IgesDF “Eu já estava sangrando havia uns 15 dias, mas o fluxo aumentou muito. Quando cheguei aqui na emergência do centro obstétrico, eu desmaiei, minha pressão baixou bastante”, relembra Varli, moradora de Santa Maria. Ao chegar à unidade, ela recebeu atendimento imediato e foi encaminhada para internação. Agora, aguarda a realização de uma histerectomia, cirurgia para retirada do útero. “Cheguei às 3h e fui atendida prontamente. Tudo aconteceu muito rápido. Fui encaminhada para a internação e agora estou aguardando os exames para fazer a cirurgia nos próximos dias.” “Muitas acabam adiando a busca por assistência por medo, vergonha, dificuldade de acesso ou até por acreditarem que determinados sintomas são normais, principalmente após o parto ou com o avanço da idade” Aline Guerin, ginecologista Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher Neste 28 de maio, data em que é celebrado o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, o Hospital Regional de Santa Maria destaca a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo e do acesso aos serviços especializados. Segundo a ginecologista Aline Guerin, do setor de cirurgia ginecológica do HRSM, grande parte dos casos acompanhados no serviço envolve condições benignas que impactam diretamente a rotina e a qualidade de vida das pacientes. Entre os quadros mais frequentes estão miomas uterinos, pólipos, pequenas alterações que surgem dentro do útero, perda involuntária de urina e prolapsos pélvicos, condição popularmente conhecida como “queda” de órgãos da região pélvica, como bexiga e útero. “Muitas mulheres convivem durante anos com sangramentos intensos, dores pélvicas, sensação de peso vaginal e perda urinária. Essas alterações acabam afetando não apenas a saúde física, mas também a autoestima, a vida social e o emocional”, explica a especialista. Segundo a médica, um dos principais desafios ainda é incentivar a procura por atendimento logo nos primeiros sinais. “Muitas acabam adiando a busca por assistência por medo, vergonha, dificuldade de acesso ou até por acreditarem que determinados sintomas são normais, principalmente após o parto ou com o avanço da idade”, ressalta Aline Guerin. Da prevenção às urgências ginecológicas A ginecologista Aline Guerin observa que grande parte dos casos envolve condições benignas que impactam a rotina e a qualidade de vida das pacientes O ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), atende diariamente pacientes que buscam acompanhamento especializado, tratamento e melhoria da qualidade de vida. O acesso aos serviços começa pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). [LEIA_TAMBEM] Entre os serviços oferecidos estão pré-natal de alto risco, histerectomia, cirurgias uroginecológicas para tratamento de alterações do assoalho pélvico e do sistema urinário feminino, perineoplastia, procedimento realizado para reconstrução da região do períneo, mastectomia, reconstrução mamária em casos de câncer de mama e procedimentos como a Aspiração Manual Intrauterina (Amiu), técnica utilizada para esvaziamento do útero em situações específicas. Além do atendimento ambulatorial, o pronto-socorro do Centro Obstétrico realiza atendimentos ginecológicos de urgência, incluindo casos relacionados ao câncer ginecológico, sangramentos intensos, acolhimento a vítimas de violência sexual e assistência a mulheres em trabalho de parto. Para a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, garantir uma linha de cuidado eficiente significa oferecer assistência integrada em todas as etapas do atendimento. “A saúde da mulher envolve cuidado, escuta e acompanhamento contínuo em diferentes fases da vida. Nosso objetivo é fazer com que cada paciente se sinta amparada, seja em uma consulta no ambulatório ou em um momento de urgência”, explica. *Com informações do IgesDF
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Mantenha seu cadastro atualizado para não perder a cirurgia
Quando a cirurgia representa a oportunidade de recuperar a saúde e melhorar a qualidade de vida, a expectativa pela ligação informando a data do procedimento costuma ser grande. Para que esse contato aconteça sem contratempos, pacientes que aguardam por cirurgias eletivas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), precisam manter os dados cadastrais atualizados, principalmente o número de telefone. O alerta é do Núcleo de Regulação Cirúrgica (Nurch) da unidade, responsável pelos agendamentos. Segundo a equipe, ainda são frequentes as dificuldades para localizar pacientes no momento da convocação. “Entramos em contato para informar a data do procedimento, mas, muitas vezes, não conseguimos falar com o paciente. Em alguns casos, o número informado está errado ou já pertence a outra pessoa”, explica Maria Eduarda Gois, assistente administrativa do Nurch. Equipe que faz o contato para avisar sobre cirurgias alerta: muitas vezes, o número está errado ou já pertence a outra pessoa | Foto: Divulgação/IgesDF O processo para realização da cirurgia eletiva geralmente começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente recebe encaminhamento e passa por exames e avaliações necessárias. Em seguida, a solicitação é inserida no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), iniciando o período de espera pela convocação. Quando chega o momento do agendamento, a equipe do Nurch realiza até três tentativas de contato, em dias e horários diferentes, utilizando telefone institucional. [LEIA_TAMBEM] “Hoje muitas pessoas evitam atender a chamadas por causa da quantidade de ligações indesejadas e tentativas de golpe. Por isso, pedimos que os pacientes fiquem atentos às chamadas com o prefixo 4042. Caso não consigam atender no momento, é importante retornar a ligação. Estamos disponíveis para orientar e repassar todas as informações necessárias”, destaca Ieda Soares, analista administrativa do núcleo. De janeiro a abril deste ano, o HRSM realizou 306 cirurgias eletivas. Segundo a equipe, esse número poderia ser ainda maior caso todos os pacientes convocados fossem localizados com facilidade. A atualização dos dados pode ser feita pelo aplicativo Meu SUS Digital ou presencialmente em uma UBS, mediante apresentação de RG, CPF e comprovante de residência. Para o chefe do Nurch, Sérgio Barbosa, o processo depende do trabalho conjunto. “Trabalhamos diariamente para agilizar os procedimentos e garantir que os pacientes sejam atendidos no menor tempo possível. Mas também é essencial que cada pessoa mantenha seus dados atualizados, especialmente o telefone de contato”, afirma. *Com informações do IgesDF
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