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Ministério da Agricultura e Pecuária

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Na Feira da Goiaba, governadora Celina Leão incentiva novos mercados para a agricultura

A governadora Celina Leão esteve, neste domingo (12), no último dia da 11ª Feira da Goiaba, no Parque de Exposições de Brazlândia. Com entrada gratuita mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, a mostra reuniu produtores rurais, empreendedores e visitantes em uma das principais celebrações do calendário agrícola do Distrito Federal. Celina Leão ressaltou a importância da Feira da Goiaba: “Este evento mostra a força dos produtos daqui do DF” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Este evento mostra a força dos produtos daqui do DF”, enfatizou a governadora. “A maioria dos produtores é formada por famílias que estão na atividade há duas ou três gerações. É uma oportunidade para eles apresentarem seus produtos e ampliarem o acesso ao mercado. Hoje, inclusive, tivemos a iniciativa de promover uma reunião entre esses produtores e redes de supermercados do DF, para que esses estabelecimentos também passem a absorver o material de altíssima qualidade, produzido localmente, com um preço muito melhor do que o de outros estados.” Brazlândia na liderança 7,4 mil toneladas Total de goiabas produzidas no DF em 2025 No Distrito Federal, há 156 produtores de goiaba, dos quais cerca de 90% estão concentrados em Brazlândia. No último ano, segundo a Emater-DF, a produção superou 7,4 mil toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 38,4 milhões. “É uma festa em que mostramos, além do fruto, todos os produtos da agroindústria que podem ser feitos a partir da goiaba: doces, geleias, sorvetes, bolos”, ressaltou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “Temos até ketchup à base de goiaba. São dezenas de produtos que o consumidor pode conhecer e adquirir, e isso representa uma renda muito maior para o produtor do que a obtida no dia a dia, apenas com a venda da fruta. Por isso, é uma feira muito importante. A produção é grande, e o evento cumpre esse papel: mostrar o que temos e também ajudar no escoamento dessa produção.”   Gleiton Soares, maior produtor de goiaba do DF: “A gente planeja a produção pensando na feira, para garantir que, quando o evento chegar, tenhamos um produto de qualidade, no ponto ideal para o consumo” Maior produtor de goiaba do DF, Gleiton Soares, de 42 anos, também destacou a importância da feira como um canal direto com o consumidor: “No dia a dia, grande parte da produção vai para a Ceasa ou é distribuída para mercados e atacadistas. Aqui na feira, o consumidor consegue conhecer melhor o nosso trabalho, ver de perto a qualidade e entender como o produto é feito”. Segundo Gleiton, a preparação para participar do evento começa com bastante antecedência, cerca de oito meses, já na etapa de poda. “A gente planeja a produção pensando na feira, para garantir que, quando o evento chegar, tenhamos um produto de qualidade, no ponto ideal para o consumo”, explicou. Para ele, embora a goiaba produza o ano todo, esse manejo é fundamental para apresentar o melhor ao público. Larissa Malheiros trabalha com derivados da goiaba: “Aqui, a gente ganha visibilidade e reconhecimento” Há cinco anos, a família da produtora rural Larissa Malheiros, 26, trabalha na produção de derivados da goiaba. “A feira é muito importante para nós produtores, porque, muitas vezes, o pequeno produtor, que trabalha em menor escala, não tem espaço nos grandes mercados”, avaliou. “Aqui, a gente ganha visibilidade e reconhecimento. Acaba sendo uma vitrine para divulgar nossos produtos. Temos como carro-chefe o ‘mústio’ de requeijão com goiabada. Também oferecemos um pavê, feito com creme de leite Ninho, goiabada e biscoito Maria.” Feira da Goiaba [LEIA_TAMBEM]A organização da feira foi da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) e do Instituto Alvorada Brasil, em parceria com a Emater-DF e apoio das secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), de Turismo (Setur-DF) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), além da da Administração Regional de Brazlândia e do Ministério da Agricultura e Pecuária. A estrutura incluiu espaços voltados à comercialização e à convivência, como o Empório da Goiaba, o Salão do Produtor, o Salão do Artesanato, a área gastronômica e a Fazendinha. O público também teve acesso ao Salão Tecnológico, com experiências interativas de robótica, realidade virtual e simuladores. A programação cultural teve apresentações de artistas locais e nacionais, como Israel e Rodolffo, Tuca Fernandes, Pablo, Henry Freitas, Zezo e Eduardo Costa. A feira também promoveu o 6º Concurso de Receitas com Goiaba, organizado pela Emater-DF, com foco na valorização da produção local e no incentivo ao uso da fruta na gastronomia.    

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DF está livre de febre aftosa sem vacinação e abre caminho para exportação

O Distrito Federal foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como uma unidade da Federação livre da febre aftosa sem vacinação. Em linhas práticas, isso significa que a produção de bovinos e bubalinos deve ser valorizada e representar um crescimento econômico, inclusive com a possibilidade de exportação da proteína animal. Ao todo, o DF conta com um rebanho de aproximadamente 84 mil bovinos e bubalinos. Além do consumo interno, a capital se caracteriza pela produção de leite e aperfeiçoamento genético. Para atingir esse selo de qualidade, produtores e o governo trabalharam em conjunto ao longo dos anos. O GDF acompanhou de perto os rebanhos e fez o controle da vacinação para que a capital não se tornasse um foco de disseminação e nem de ocorrência da febre aftosa. Já os produtores zelaram pela saúde dos animais e foram determinantes para essa condicionante que o DF atingiu ao lado de outras unidades da Federação com a publicação da Portaria nº 665 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em 25 de março. Produtores e governo trabalharam em conjunto ao longo dos anos para levar o DF ao status de livre da febre aftosa sem vacinação | Foto: Arquivo/Agência Brasil “Isso representa um grande avanço, fruto de um trabalho bem-feito pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), principalmente da Defesa Agropecuária, que durante anos conseguiu, por meio da vacinação de bovinos e bubalinos, evitar a ocorrência de febre aftosa no DF. A portaria assinada pelo Ministério é um passo para que a gente possa trabalhar a exportação da carne bovina para outros países”, explica o secretário-executivo de Agricultura, Rafael Bueno. A normativa comemorada pelo secretário passa a valer a partir de 2 de maio. Vale lembrar que o DF já era uma região livre da febre aftosa com vacinação e agora progrediu nesse status. Sendo assim, os produtores não precisam mais vacinar os rebanhos de agora em diante. Ainda assim, permanece o rígido controle da Seagri no controle de qualidade dos animais. “Com o status poderemos agregar mais preço aos animais comercializados para abate. É um grande avanço e esforço na parte zoossanitária”, acrescenta Bueno. O DF está proibido de armazenar, comercializar e utilizar vacina contra a febre aftosa e de transportar animais e produtos para estados que ainda praticam a vacinação no país | Foto: Divulgação/Mapa Além do reconhecimento, o DF está proibido de armazenar, comercializar e utilizar vacina contra a febre aftosa. Também fica restrita a movimentação de bovinos e bubalinos e de produtos desses locais para estados que ainda praticam a vacinação no país. Próximos passos Ao entrar para a lista das unidades da Federação livre de febre aftosa sem vacinação, o DF cumpre o previsto no Plano Estratégico do Plano Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA). A meta é que o país se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Após ter atingido os requisitos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em âmbito nacional, o DF precisa cumprir outros para alcançar o reconhecimento internacional. A OMSA exige, por exemplo, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses. Esse reconhecimento ainda é restrito no Brasil. Somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm esse status internacional.

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Ação flagra distribuição clandestina de cachaça em Vicente Pires

A operação Saideira, parceria entre Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Vigilância Sanitária, Ministério da Agricultura e Pecuária e Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), flagrou a produção clandestina de cachaça em Vicente Pires. A ação é resultado de denúncia recebida pela ouvidoria do GDF. A operação Saideira apreendeu mais de mil litros de cachaça e prendeu uma pessoa |Fotos: Divulgação/ Seagri-DF A Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova), da Seagri-DF, constatou a distribuição de cachaça e a presença de garrafas de refrigerante com a validade raspada, evidenciando práticas fraudulentas. Apesar de não terem sido identificados indícios de fabricação da cachaça no local, ficou claro que ocorre envase, rotulagem e distribuição em condições sanitárias inadequadas. O responsável pela atividade ilegal foi detido em flagrante devido às condições insalubres do local. A operação Saideira apreendeu 456 garrafas de dois litros, 45 garrafas de 500 ml, dois galões de 20 litros, duas garrafas de 900 ml e um tonel de 60 litros, totalizando mais de mil litros de cachaça. Ainda foram encontrados 450 litros de refrigerante com a embalagem adulterada. As amostras dos produtos apreendidos durante a operação serão submetidas à análises detalhadas em laboratórios especializados, tanto da PCDF como do ministério, onde realizarão testes rigorosos para verificar a autenticidade, qualidade e segurança dos produtos. *Com informações da Seagri

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