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Sistema Único de Saúde

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Vacinas contra o pneumococo: veja critérios para receber imunizantes

A vacinação contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é uma das estratégias para prevenir doenças que variam de infecções comuns, como otite e sinusite, a quadros graves, como pneumonia, meningite e sepse. No Distrito Federal, seguem-se as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), com indicação das vacinas pneumocócicas de acordo com a idade, a condição de saúde e o histórico de doses de cada pessoa. Vacina contra a pneumo 23 é destinada a grupos de idosos com algumas especificidades e a crianças a partir de 2 anos que apresentem comorbidades | Foto: Divulgação   Atualmente, o DF passa por um processo de transição para o uso exclusivo da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20). Até que a mudança seja concluída, a rede pública irá considerar o esquema vacinal misto, com doses de pneumo 10 (VPC10), pneumo 13 (VPC13) e pneumo 23 (VPP23). A pneumo 23 será disponibilizada apenas aos grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS). Quem tem direito à pneumo 23 De acordo com o MS, a pneumo 23 é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a grupos específicos. O primeiro é de idosos com 60 anos ou mais e que, necessariamente, vivam em instituições fechadas, como lares de idosos, centros geriátricos, hospitais de longa permanência e casas de repouso. Na população idosa geral que vive em comunidade, a pneumo 23 não é aplicada. O segundo grupo abrange pessoas a partir de 2 anos de idade que possuam comorbidades ou condições médicas que aumentem significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença pneumocócica, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave e diabetes, entre outras. Nessas situações, o esquema varia de acordo com a idade, a condição clínica e as vacinas pneumocócicas já recebidas. Nesses casos, a aplicação da vacina não é automática e depende de avaliação e autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). Há, ainda, indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos que não tenham histórico de vacinação com dose pneumocócica conjugada. Primeira dose da pneumo 20 é aplicada a pessoas a partir dos 2 meses de idade; segunda, aos 4 meses, é da pneumo 10 Para as pessoas que já receberam a pneumo 23 e não sabem informar quando as doses foram aplicadas, a recomendação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Sempre que possível, é importante levar a caderneta de vacinação e, nos casos de indicação especial, documentos que comprovem a condição de saúde. Imunização infantil Na rotina de vacinação infantil, o esquema atual começa aos 2 meses de idade, com uma dose da pneumo 20. A segunda dose é administrada aos 4 meses, com a pneumo 10. E o reforço é feito aos 12 meses, com a pneumo 20. As crianças com o esquema atrasado podem receber a vacina antes de completar 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), conforme doses aplicadas anteriormente. Para isso, a equipe de saúde avalia o histórico registrado na caderneta e, assim, define quais doses serão necessárias. Já as crianças que completaram o esquema básico e o reforço com vacinas pneumocócicas não precisam receber doses adicionais de pneumo 20 pelo SUS. Transição de doses A transição para a pneumo 20 leva em conta o histórico de quem já tomou outras vacinas pneumocócicas, como as pneumo 10, 13 e 23. Dessa forma, não é necessário que todas as pessoas recebam uma nova dose do imunizante. A definição depende do histórico individual e dos critérios estabelecidos para cada grupo. A pneumo 20 é uma vacina conjugada, tecnologia que favorece uma resposta imunológica mais robusta e a formação de memória imunológica. O imunizante amplia a proteção contra doenças pneumocócicas invasivas e contribui para reduzir complicações, hospitalizações e mortes provocadas pela bactéria. A orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma UBS para verificar a situação vacinal. Nos casos de indicação especial, a própria equipe poderá orientar sobre os procedimentos necessários para a avaliação do Crie.    

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Região de Saúde Centro-Sul ganha ambulatório para doenças crônicas

Pacientes da região são beneficiados com centro especializado em doenças crônicas | Foto: Agência Saúde A Região de Saúde Centro-Sul * recebeu o primeiro Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), núcleo especializado em atendimento ambulatorial. A unidade começou a funcionar no Hospital Regional do Guará nesta quarta-feira (9) e amplia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a oferta de serviços especializados para os moradores da região. [Olho texto=”“O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia: cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados”” assinatura=”Flávia Costa, superintendente da Região de Saúde Centro-Sul” esquerda_direita_centro=”centro”] Com atendimento multidisciplinar, o novo ambulatório é destinado para pacientes da Região de Saúde Centro-Sul classificados como de alto e muito alto risco para hipertensão e diabetes. O atendimento aos pacientes com doenças crônicas na região já era oferecido, mas de forma não integrada. “O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia – cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados. No mesmo dia o paciente passa por diferentes especialistas, tendo em vista serem pacientes de alto e muito alto risco”, explica a superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Flávia Costa. Com o atendimento multidisciplinar, o resultado esperado é aumentar a resolutividade regional, de modo a serem reduzidas as ocorrências de infarto, acidente vascular cerebral e amputações. “Há substancial melhora na qualidade de vida de pacientes portadores de doenças crônicas, sem aumentar custos para o sistema de saúde”, analisa a gestora. Atendimentos são agendados pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde | Foto: Agência Saúde A expectativa é de atender cerca de 60 casos novos por mês, com perspectiva de multiplicação desse número por cinco ou seis vezes nos próximos seis meses. Porta de entrada Os pacientes atendidos pelo Cedhic são encaminhados para o ambulatório pelas unidades básicas de saúde (UBSs). São as UBSs que realizam o primeiro atendimento, avaliam cada caso e direcionam aqueles de alto e muito alto risco para as atenções secundária ou especializada. Ao fundo, a superintendente Flávia Costa e o diretor administrativo da Cedhic, Evilásio Sousa Ramos, ao lado da cardiologista Luciane Santoro (de jaleco) e o diretor de Atenção Secundária, Thiago Braga | Foto: Agência Saúde Esse atendimento é feito nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de mais adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada. O novo ambulatório é mais um avanço da Região de Saúde Centro-Sul na proposta de Planificação de Atenção à Saúde, projeto viabilizado pelo Proadi-SUS, do Ministério da Saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O ambulatório O Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca funciona no Hospital Regional do Guará. Trata-se de uma policlínica vinculada à Gerência de Serviços da Atenção Secundária. Os atendimentos serão realizados sob forma de circuito multidisciplinar composto por especialistas em cardiologia – especialmente insuficiência cardíaca e hipertensão arterial –, endocrinologistas, enfermeiras especializadas em cuidados com “pé diabético”, atendimento psicoterapêutico, nutricional, fisioterapêutico e com assistente social.   * Com informações da Secretaria de Saúde. ** A Região de Saúde Centro-Sul é formada pelas seguintes regiões administrativas: Guará, Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo e Riacho Fundo II.

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Instituto de Saúde Mental receberá melhorias

“Viemos para identificar as necessidades e definir o que podemos fazer de imediato para melhorar as condições de atendimento desses pacientes”, destacou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto | Foto: Divulgação / Saúde-DF Um lugar amplo e arborizado abriga o Instituto de Saúde Mental (ISM), onde se encontram o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Riacho Fundo, um ambulatório e a Casa de Passagem. Este local foi visitado pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, nesta sexta-feira (16), ao lado da secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Renata Rainha, e representantes da área de infraestrutura da pasta. Na ocasião foram discutidas as reformas e revitalizações de que o espaço necessita. Os gestores locais apresentaram ao secretário os trabalhos realizados pelos pacientes da oficina do Caco Terapêutico, que ficam expostos no ISM. Também foi visitado o borboletário de papel, onde Okumoto deixou a sua mensagem representando o seu sentimento do dia. Outro lugar visitado foi a Querência dos Maragatos, que, em formato de galpão, abriga atividades em grupo como yoga e outras práticas integrativas.  “Viemos para identificar as necessidades e definir o que podemos fazer de imediato para melhorar as condições de atendimento desses pacientes. Estas obras serão realizadas no conjunto de ações que a pasta está fazendo neste segundo semestre para melhor a infraestrutura dos prédios da saúde, que encontramos sucateados no início do ano”, frisou Okumoto. Cerca de 1,8 mil atendimentos são realizados por mês pelos diferentes serviços oferecidos no ISM. Os pacientes são oriundos das regiões administrativas do Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante, Guará e Candangolândia, Estrutural, Park Way e Sia. Nas dependências do instituto também está a Casa de Passagem, que abriga pacientes com distúrbios mentais durante o tratamento. Atualmente são 36 homens e mulheres divididos em duas casas, de acordo com o gênero. “Essas construções carecem de revitalização e adequação de alguns ambientes para proporcionarmos maior conforto aos nossos pacientes”, frisou a superintendente da Região de Saúde Centro Sul, Moema Campos. O Instituto de Saúde Mental faz parte da Rede de Atenção Psicossocial do DF e tem atendimento feito por equipes multiprofissionais desde sua fundação, em 1987. A área foi doada pelo então presidente da República à Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O local foi uma das primeiras unidades brasileiras a atender usuários no novo modelo de atenção à saúde mental, preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).   * Da Agência Saúde.

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Saúde começa a fazer cirurgias de catarata por meio de clínicas conveniadas

Quantidade de cirurgias de catarata aumenta em unidades de saúde do DF | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde Pacientes com catarata começaram a ser operados, nesta sexta-feira (16), em clínicas particulares conveniadas com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Inicialmente, 1,6 mil vagas foram disponibilizadas, o que corresponde a 400 pacientes encaminhados a cada uma das quatro unidades que passaram a oferecer o serviço por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma dessas pacientes é Vera Carvalho Lima, 70 anos, moradora de Taguatinga. Desde o início do ano passado ela aguardava para se submeter ao procedimento. Agora, Vera finalmente terá a oportunidade da cirurgia. “Isso é excelente. Vou fazer a cirurgia do primeiro olho e, na próxima sexta-feira, farei do outro olho. Só uma semana de espera”, elogiou, quando se preparava para ser operada ao falar com a reportagem. Diabético e com 80 anos, José Ribamar também precisava da cirurgia. No dia 26 de julho ele foi um dos primeiros 80 pacientes chamados para fazer os exames pré-cirúrgicos em uma das clínicas conveniadas. Vera Lúcia Silva, filha de José, o acompanhou e elogiou a rapidez do atendimento. “Chegamos às 10h e às 10h45 ele já entrou. A expectativa de ele voltar a enxergar é grande”, comentou a filha, que aguardava o pai sair da cirurgia. O encaminhamento para o procedimento é feito pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde a uma das conveniadas. Atualmente, a fila tem aproximadamente 2,5 mil pessoas aguardando pela operação. Rede No primeiro semestre deste ano, o Hospital Regional de Taguatinga realizou cerca de 600 cirurgias de catarata. Foram 400 no mesmo período de 2018. O Hospital Regional da Asa Norte também faz o procedimento. “Uma vez que existe uma fila grande de pacientes em espera, ter um convênio com as clínicas garante um aumento nos procedimentos e maior eficácia no atendimento aos usuários da rede pública de saúde”, comentou a médica Núbia Vanessa Lima, referência técnica em oftalmologia no Distrito Federal. De acordo com a especialista, a validade do convênio firmado com as quatro clínicas de oftalmologia é de um ano, prorrogável por até cinco anos.   * Com informações da Secretaria de Saúde.

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