Resultados da pesquisa

UTMB do Setor P Sul

Thumbnail

Usina do P Sul completa 40 anos como referência em compostagem de resíduos orgânicos

A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) do P Sul, do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), completa 40 anos de operação nesta quinta-feira (5). Inaugurada em 1986, a unidade consolidou-se como uma das principais referências do país na produção de composto orgânico a partir de resíduos sólidos urbanos, contribuindo diretamente para a redução do volume destinado ao aterramento, o fortalecimento da agricultura familiar e a geração de trabalho e renda. Ao longo da última década, somadas as operações das Utmbs do P Sul e da Asa Sul, foram processadas mais de 2,7 milhões de toneladas de resíduos da coleta convencional, volume que corresponde, em média, a 40% de todo o lixo domiciliar coletado no Distrito Federal. Esses resíduos passaram por triagem, separação de recicláveis e tratamento da fração orgânica, evitando que uma parcela expressiva fosse destinada diretamente ao Aterro Sanitário de Brasília (ASB). Um ano a mais na vida útil do ASB Entre 2015 e 2025, as usinas produziram mais de 720 mil toneladas de composto orgânico cru, que após o processo de maturação resulta em produto pronto para uso. Desse total, mais de 185 mil toneladas foram doadas, principalmente à agricultura familiar do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) do P Sul, do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), completa 40 anos de operação nesta quinta-feira (5) | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O dado ganha ainda mais relevância quando comparado à operação do Aterro Sanitário de Brasília, que, desde sua inauguração, em 2017, recebe em média 750 mil toneladas de resíduos por ano. Na prática, o volume de resíduos orgânicos transformado em composto pelas UTMBs ao longo dos últimos dez anos equivale a quase um ano inteiro de vida útil do aterro poupado, graças ao tratamento e reaproveitamento desses materiais. Impacto ambiental e social A UTMB do P Sul, em Ceilândia, recebe resíduos da coleta convencional de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Pôr do Sol e Sol Nascente, e também o composto cru separado na UTMB da Asa Sul para maturação em leiras. Dentro da unidade, os materiais recicláveis são separados por cooperativas de catadores, enquanto a fração orgânica segue para o pátio de compostagem, onde permanece por cerca de 100 dias até a completa decomposição. Para o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, o aniversário de 40 anos da usina simboliza um legado ambiental concreto para o Distrito Federal. “A Usina do P Sul representa, há quatro décadas, a materialização de um modelo de gestão de resíduos que une responsabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população”, destaca. Além do impacto ambiental, a usina tem papel social relevante. O processo de triagem de recicláveis é realizado por cooperativas de catadores que atuam dentro da unidade, garantindo renda e formalização do trabalho. “A usina gera benefícios em múltiplas frentes: cria oportunidades para os catadores, apoia produtores rurais e entrega ganhos concretos para toda a sociedade. É um equipamento público que devolve valor à população em forma de alimento, renda e cidade mais limpa”, ressalta o presidente do SLU. Com 40 anos de funcionamento, a UTMB do P Sul, em conjunto com a unidade da Asa Sul, coloca o Distrito Federal entre os principais polos de compostagem do país | Foto: Arquivo/Agência Brasília Referência nacional em compostagem A relevância ambiental e social da compostagem realizada pelo SLU foi reconhecida recentemente com a conquista do Prêmio Arapoti, em março do ano passado, na categoria Excelência no Setor Público. Considerado o “Oscar da Sustentabilidade”, o prêmio destacou, pela primeira vez, a atuação de um órgão público, reconhecendo o Distrito Federal como referência na produção de composto orgânico de resíduos. O reconhecimento valoriza diretamente o trabalho desenvolvido nas usinas de tratamento mecânico-biológico que consolidou um modelo sustentável capaz de transformar resíduos em insumo agrícola, apoiar a agricultura familiar, reduzir emissões de gases de efeito estufa e evitar o aterramento de grandes volumes de lixo. Com 40 anos de funcionamento, a UTMB do P Sul, em conjunto com a unidade da Asa Sul, coloca o Distrito Federal entre os principais polos de compostagem do país. A trajetória da usina demonstra que a gestão integrada de resíduos é capaz de reduzir impactos ambientais, ampliar a vida útil de infraestruturas estratégicas como o aterro sanitário e devolver valor à sociedade por meio do reaproveitamento dos resíduos.   *Com informações do SLU

Ler mais...

Thumbnail

SLU doa 20 mil toneladas por ano de composto orgânico a produtores rurais

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal doa anualmente 20 mil toneladas de composto orgânico, produzido a partir do lixo, para pequenos produtores rurais do Distrito Federal. Este material serve de condicionador de solo para as plantações. Desde a chegada à usina do SLU até ficar pronto para ser usado, o lixo orgânico passa por muitos processos. Em primeiro lugar, ele é separado do material reciclável, por meio de peneiras de até 12 milímetros e empilhado em leiras para que entre em processo de compostagem. “São 90 dias em que o gás e o oxigênio das leiras são verificados diariamente, enquanto o material é revirado”, explica o gerente da Usina de Tratamento Mecânico Biológico (UTMB) do SLU, Vinícius Abreu. Lixo é tratado na Usina de Compostagem do SLU em Ceilândia | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O gerente de Meio Ambiente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Marcos Maia, ressalta as vantagens desse composto: “Esse produto é um excelente condicionador de solo, o que significa que é um material orgânico que trabalha na estrutura do solo. Por exemplo, se o solo é muito duro, o composto o torna menos duro e isso facilita a oxigenação, a infiltração de água e o desenvolvimento das raízes. Essa é a primeira grande vantagem do produto”. Na Usina do Setor P Sul, em Ceilândia, é processado o lixo orgânico da cidade, além das regiões administrativas de Taguatinga, Samambaia e Sol Nascente/Pôr do Sol. A segunda vantagem do material, segundo Maia, é que quando os produtores utilizam o composto orgânico, eles reduzem o uso de adubo químico. De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Emater-DF, o produto obtido a partir da compostagem do lixo orgânico tem componentes como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio. O gerente da UTMB do SLU, Vinícius Abreu, aponta que o lixo total produzido no DF é de 70 mil toneladas, entre orgânicos e recicláveis O gerente da UTMB do SLU afirma que, pelo fato de o Distrito Federal realizar a coleta seletiva do lixo, fica mais fácil a produção de composto orgânico. O lixo total produzido no DF é de 70 mil toneladas, entre orgânicos e recicláveis. De material orgânico, a usina produz 45 mil toneladas, das quais 20 mil têm qualidade para se tornar composto orgânico e o restante vai para o aterro sanitário. “Esse composto fica armazenado por um tempo e leva cerca de 90 dias para ficar pronto. Nesse processo há uma perda de massa, de carbono. Uma parte é composto que vai para os produtores, outra parte evapora e uma outra torna-se rejeito e é encaminhada para o aterro sanitário”, detalha Vinícius Abreu. Doação [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para receber o composto orgânico, os produtores fazem a solicitação diretamente ao SLU ou por meio da Emater-DF. “Em 2022, foram atendidos 595 produtores. Mas antes que o produtor seja atendido, a Emater vai até a propriedade dele, verifica se há córregos ou rios e, se tiver, orienta para que o composto orgânico não atinja esses locais”, conta. O material também não pode ser usado no cultivo de tubérculos. A Emater estabelece quanto cada produtor deve receber, de acordo com o tamanho de sua terra. As listas de espera de produtores em busca dos compostos têm duração de três meses, depois são iniciadas outras. A UTMB conta com 18 trabalhadores do SLU, além das cooperativas de catadores. Ao definir como o composto é usado, os técnicos da Emater e do SLU seguem a Resolução nº 1/2009 do Conselho de Política Ambiental do Distrito Federal (Conam), que determina as regras de utilização do composto.

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador