Apreensões de animais de grande porte triplicam no DF, ampliando adoções nos últimos anos
O número de apreensões de animais de grande porte no Distrito Federal triplicou nos últimos anos e mantém ritmo elevado em 2026. Desde 2019, mais de 2 mil equinos e bovinos foram recolhidos pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com 631 destinados à doação. Somente neste ano, até o momento, já são 196 apreensões e 78 adoções registradas, o que consolida a tendência de crescimento impulsionada pelo aumento das denúncias e pela ampliação das ações de resgate no DF, o que significa centenas de animais alcançando uma melhor qualidade de vida em um novo lar. O crescimento se intensificou a partir de 2024, quando houve salto nas apreensões, que passaram de 252, em 2023, para 466 no ano seguinte. O volume de doações acompanhou essa evolução, com 156 doações registradas em 2024. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025. De janeiro de 2026 até o momento, foram registradas 196 apreensões e 78 doações. A intensificação das ações coincide com a criação, em 2025, da Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção (Suproa), responsável pelo resgate e acolhimento de equinos e bovinos soltos em áreas urbanas ou vítimas de atropelamentos, além da execução de políticas públicas voltadas à prevenção e ao monitoramento. O secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou o avanço no recolhimento e na doação de animais de grande porte no DF, apontando o crescimento contínuo desde 2021. Segundo ele, o trabalho envolve ações de resgate, combate a maus-tratos, parcerias com forças de segurança e novas ferramentas para ampliar a adoção, como fila virtual e divulgação online dos animais disponíveis. Em 2019, foram 44 animais doados, número que chegou a 175 em 2025 | Foto: Matheus Borges/Agência Brasíia “É um trabalho feito pelo GDF que a cada dia vem crescendo e ganhando mais relevância. O recolhimento desses animais tem o intuito de prevenir acidentes de trânsito e possíveis transmissões de zoonoses, além de evitar que esses animais possam rasgar o lixo nas ruas buscando se alimentar. Esperamos que esses animais, principalmente os que foram abandonados, possam ganhar um novo lar, com segurança”, declarou. Tratamento dos animais O veterinário-chefe do Núcleo de Proteção de Animais de Produção, Anderson Guimarães, ressaltou que os animais resgatados passam por triagem e tratamento no curral da Seagri-DF. Ele afirmou que muitos chegam em estado crítico, com desnutrição, ferimentos ou após situações de abandono. Casos mais graves são encaminhados ao Serviço Veterinário Público (Hvep) ou ao Hospital Veterinário da UnB, enquanto os demais seguem em recuperação até estarem aptos para adoção. “A gente tem um cuidado especial com esses animais. Muitas vezes chegam animais magros, caquéticos, alguns acidentados e abandonados. Então, fazemos esse trabalho de recuperação e, caso o dono não apareça, a gente coloca para doação. Além de evitarmos acidentes e prevenir doenças, é um trabalho que faz uma família feliz com a adoção e uma nova chance para o animal”, observou. A Seagri-DF oferece, ainda, o transporte dos animais doados até a nova propriedade em que serão instalados, além de acompanhamento veterinário inicial, com orientações aos novos proprietários. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa, após o cadastro e período de espera, acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Uma nova vida A história de quem adota ajuda a dimensionar o impacto do programa. Na área rural de Samambaia, a bispa Lúcia dos Santos Costa conheceu o programa por indicação, motivada pelo desejo antigo de conviver com cavalos e pelo amor pelos animais, reforçado desde a infância. Após o cadastro e período de espera, ela acolheu quatro cavalos vindos do curral da secretaria: Aurora, Melissa, Max e Caramelo. Segundo a nova tutora, os animais chegaram debilitados e ela acompanhou de perto a recuperação deles, com apoio da família. “Eles estavam todos magrinhos, o Caramelo só tinha perna e cabeça. Passaram por cuidados e hoje estão lindos demais, eu olho e penso o quanto valeu a pena”, relatou. A adoção é feita mediante cadastro na Seagri-DF, e os interessados podem acompanhar em tempo real a disponibilidade de animais. O processo inclui avaliação e, em alguns casos, tempo de espera. Atualmente há 15 animais disponíveis para adoção nas mediações, aguardando a chance de viver em um lar acolhedor. Quem encontrar animais de grande porte soltos ou em situação de abandono pode acionar a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural pelos telefones (61) 3347-8019 e (61) 98325-0369. O resgate é feito pelas equipes da pasta, que também atuam na recuperação e destinação dos animais. A apreensão também pode contar com parcerias de outros órgãos em alguns casos, como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA-DF) ou Brasília Ambiental (Ibram).
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Projeto Pet ConVivência incentiva adoção de animais por escolas públicas
Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada. O evento realizado nesta terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica. Com a presença dos pets nas escolas, as crianças poderão trabalhar valores como empatia e respeito à vida | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã. Ganhos percebidos na prática As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar. A diretora da EC 10 do Gama, Edna Silva, afirma que a convivência com a cadela Milla transformou a rotina da unidade escolar Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou. O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga. Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo. Acolhimento universal Os secretários Cristiano Cunha, de Proteção Animal, e Hélvia Paranaguá, da Educação, comemoraram a parceria entre as pastas O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo. Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou. O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores. "Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa" Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural “Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação. Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede. "Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento", afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado. *Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal
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Zoonoses disponibiliza mais de dez cães para adoção
Já pensou em começar o ano com um novo amigo dentro de casa? A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) está com 17 cães disponíveis para a adoção. A maioria são cachorros machos e com idades acima de dois a três anos. Para levar o bichinho para casa, basta comparecer ao local, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É preciso ter mais de 18 anos, levar documento de identificação com foto e assinar um termo de responsabilidade. Os profissionais estão disponíveis para realizar uma visita guiada, ajudando a indicar o melhor pet para cada realidade familiar. A maioria dos cães disponíveis para a adoção são machos e acima de dois a três anos | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Nas baias onde os cães esperam visita, há informações sobre cada um, como idade, características gerais, histórico, medicamentos e tratamentos. "Todos os animais já estão vacinados, vermifugados e castrados. Além disso, os animais possuem coleiras de repelente de mosquitos — para proteger contra a leishmaniose — e estão microchipados", reforça a gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Camila Cibeli. Os chips permitem controle e rastreabilidade, contendo um número de 15 dígitos que identifica o animal de maneira única. Os animais foram resgatados em 2025, da casa de uma pessoa acumuladora, na Candangolândia. Na época, a operação recuperou mais de 120 cachorros. Horário de funcionamento De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h Endereço: SHCNW — Setor de Habitações Coletivas Noroeste. Trecho 02, Lote 4 (Via de acesso ao Hospital da Criança) *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Feira Pet Buriti terá mais uma edição
Durante dois dias, a passarela da entrada norte do Anexo do Palácio do Buriti vai se transformar em um espaço de afeto, reencontros e novas histórias. Nos dias 28 (terça) e 29 (quarta) deste mês, das 9h às 16h, a Feira Pet retorna com uma proposta que vai além da adoção de animais — é uma celebração de amor, empatia e qualidade de vida. Durante os dois dias da feira, cães e gatos estarão prontos para ganhar um novo lar | Foto: Divulgação/Seec-DF Promovida pela Secretaria de Economia (Seec-DF) por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), a iniciativa já conseguiu reunir tutores e padrinhos para mais de 100 gatos e cachorros. “Além de encontrar quem possa colaborar na criação desses pets, a gente busca aproximar servidores e visitantes da causa animal, reforçando o valor do cuidado e da responsabilidade que precisamos ter com a natureza”, avalia o titular da Sequali, Epitácio Júnior. Segundo ele, a iniciativa — que está na oitava edição — já se tornou uma tradição aguardada e acolhida com carinho pelos servidores. “A Feira Pet é sempre um sucesso”, afirma. “Cada edição nos emociona e reforça o quanto nossos servidores são engajados em causas que envolvem solidariedade e bem-estar. É um momento de troca, onde o cuidado com os animais se conecta com a promoção da qualidade de vida dentro do GDF”. A Feira Pet é uma oportunidade de recomeço para os animais que aguardam um lar e para as pessoas que decidem abrir espaço para o amor incondicional. Além das ações de adoção e apadrinhamento, a feira também oferece momentos de conscientização e abre espaço para venda de artigos voltados ao universo pet. Feira Pet → Data: terça (28) e quarta (29) → Horário: 9h às 16h → Local: Passarela da entrada norte do Anexo do Palácio do Buriti. *Com informações da Secretaria de Economia
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Feira Pet na passarela do Anexo do Buriti é chance responsável para cães e gatos serem adotados
A chegada dos servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) ao trabalho nesta quarta-feira (13), no Anexo do Palácio do Buriti, foi diferente: pela sétima vez desde 2023, eles foram recebidos por cães e gatos — entre filhotes e adultos de pequeno porte —, todos aptos para a adoção. Ao lado, eles também puderam conferir expositores que ofereciam brinquedos e acessórios variados, como arranhadores e comedouros. A mudança de rotina é provocada pela Feira Pet, que continua nesta quinta-feira (14), das 9h às 16h. O evento é promovido pela Secretaria de Economia (Seec-DF), por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), em parceria com instituições de proteção animal. Além da adoção de alguns animais, os organizadores comemoram a oportunidade de conscientizar um grande número de pessoas para a importância de evitar o abandono e os maus-tratos de animais | Foto: Vinícius de Melo/Seec Mesmo antes do fim, a feira já contabiliza resultados positivos. Além da adoção de alguns animais, os organizadores comemoram a oportunidade de conscientizar um grande número de pessoas para a importância de evitar o abandono e os maus-tratos a animais. No primeiro dia, servidores e visitantes tiveram contato com cães e gatos disponíveis para adoção, receberam informações sobre cuidados, como vacinas e alimentação apropriada para cada idade do pet, e aprenderam mais sobre a importância da adoção responsável. O secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior, elogiou o evento: “Promove o elo dos servidores com a adoção e com o apadrinhamento responsável dos animais que são resgatados" | Foto: Kelvia Tiba Rodrigues/Sequali O secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Júnior, visitou o local e logo pegou uma cadelinha para protegê-la do frio. Ele, que tem cinco cães em casa e só não adotou mais um por falta de espaço, elogiou o evento. “Promove o elo dos servidores com a adoção e com o apadrinhamento responsável dos animais que são resgatados”, exaltou. Castração A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan) lembra que, segundo dados da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA), existem entre 1,5 milhão e 1,7 milhão de cães e gatos abandonados pelas ruas do Distrito Federal. Para colaborar com a diminuição desse número de pets abandonados, a Sepan criou o programa de castração, que ajuda interessados de todo o DF a fazerem o procedimento em seus animais de forma gratuita. [LEIA_TAMBEM]A veterinária Ana Paula Pinhata, representante do Instituto Cultural do Bem-Estar Animal (Icbem), classificou a castração como “meio mais importante para reduzir o abandono e os maus-tratos”. Ela também ressaltou que houve uma mudança no perfil dos animais abandonados: “Antes, eram os vira-latas que lideravam a lista. Hoje, são encontrados na rua muitos animais de raça, como shih tzu, husky e pitbull”. Atualmente, o Icbem tem mais de 100 animais sob cuidado de suas equipes de voluntários. À primeira vista A máxima de que o cão é quem escolhe o seu dono parece ser uma verdade quando animais são expostos em eventos de doação e adoção. Henriette Fortes, servidora da Subsecretaria de Programas e Projetos Estratégicos da Secretaria de Economia, era só alegria com uma cadela filhote aconchegada nos braços. “Foi essa cachorrinha linda que me escolheu. Ela veio para o meu colo e não quis me soltar mais. Então, vai comigo para casa”, contou. O nome do animalzinho ficará para o filho, de 18 anos, definir. A servidora Henriette Fortes foi 'escolhida' por um dos filhotes levados para a feira pela colaboradora do Icbem Fabiana Santana | Foto: Kelvia Tiba Rodrigues/Sequali A cachorrinha que escolheu a servidora é um dos cinco filhotes levados para a Feira Pet pela colaboradora do Icbem Fabiana Santana — que tem 12 cães sob seus cuidados em casa. Uma delas, resgatada, é mãe da ninhada levada para adoção. Ao entregar a pequena para Henriette, Fabiana fez as recomendações sobre vacinas e ração, comemorou e sentiu-se com o dever cumprido: “Afinal, um dos pressupostos do Icbem é dar preferência para que o pet vá para uma família, não para um abrigo”. *Com informações da Secretaria de Economia
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Feirinha de adoção neste sábado (17) busca família para cães
Um amigo não se compra, se conquista. Neste sábado (17), das 10h às 16h, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) tem a oportunidade perfeita para quem procura por amizade leal e companhia. A unidade conta com cerca de 60 cães disponíveis para adoção responsável. Os adultos estão castrados, vacinados contra raiva, vermifugados, tratados contra possíveis parasitas (pulgas e carrapatos) e realizaram exames para leishmaniose. Já os seis filhotes tomaram a primeira dose da V8 - vacina polivalente para cães que protege contra doenças como cinomose e hepatite infecciosa canina. Os animais, machos, fêmeas, sem raça definida, de variados tamanhos, cores e personalidades foram resgatados por meio de uma decisão judicial que os retirou das condições precárias em que viviam. Cleitinho, 2 anos, é um caramelo alegre e sociável, adora diversão | Fotos: Divulgação/Agência Saúde-DF Nas baias onde os bichinhos esperam visita, estão informações sobre cada um, idade, características gerais, histórico, medicamentos e tratamentos. Além disso, os profissionais realizam uma espécie de visita guiada, onde ajudam a indicar o melhor amigo para cada realidade familiar. A adoção é um ato de amor e responsabilidade que pode mudar a vida de um animal e da própria família, explica a veterinária da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz), Aline Zorzan. “Ao adotar, a pessoa dá uma chance para um animal que já passou por muita coisa e merece receber carinho e aconchego. O ato também ensina responsabilidade e compaixão, especialmente para as crianças, pois é preciso ter atenção aos cuidados diários, como alimentação, exercícios e passeios, além de cuidados veterinários, com consultas regulares, vacinação e vermifugação”, explica. Como adotar Para realizar a adoção é necessário ter mais de 18 anos de idade, apresentar documento de identidade e assinar o termo de responsabilidade de posse responsável. Também é preciso lembrar de levar coleira com guia ou caixa de transporte para buscar o pet. O filhote Farelo, de um mês, gosta de brincar “Venha visitar a feira de adoção e encontre o amigo perfeito para você. Esse gesto transforma vidas: a do animal e a sua. Considere abrir seu coração e sua casa para um amigo peludo”, convida Zorzan. Conheça os bichinhos Entre os cães que aguardam um novo lar estão os filhotes brincalhões Fiapo e Farelo, de apenas um mês. Há ainda animais adultos como Xuxa, 4 anos, que interage com outros cães, adora companhia e receber carinho na barriga. A Cindy, 2 anos, é dócil e ama correr. Já Cleitinho, 2 anos, é um caramelo alegre e sociável, adora diversão. Quem ainda não tem condições de adotar pode oferecer lar temporário para os animais. O formulário de inscrição pode ser acessado pelo link. Na mesma página, também é possível obter o processo de adoção facilitado por meio de um formulário no Instagram para os interessados. As informações são encaminhadas ao Centro de Zoonoses, onde é feita a primeira triagem. Os animais também podem ser visitados de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Fiapo tem um mês de vida e aguarda ansiosamente por um novo lar Ajude a mantê-los Com o grande número de animais resgatados, o coletivo Amigos da Zoonoses do Distrito Federal está recebendo doações para ajudar no cuidado e conforto dos animais. A população pode contribuir com rações de boa qualidade, cobertores, papelão, casinhas e outros itens para pets. As doações podem ser entregues diretamente na sede do centro, localizada no Noroeste, trecho 2 – próximo ao Hospital da Criança de Brasília. Feira de adoção Quando: 17 de maio (sábado) Horário: 10h às 16h Onde: Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) Endereço: Setor de Habitações Coletivas Noroeste (SHCNW) - Trecho 02 - Lote 4 (Via de acesso ao Hospital da Criança de Brasília) *Com informações da SES-DF
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Feira de adoção transforma vidas e une famílias a novos companheiros
Entre olhares curiosos, latidos e abanadas de rabo, o casal Diógenes Hada, 35 anos, e Maira Menezes, 35 anos, encontrou uma nova companhia. Eles decidiram adotar a Bombom, uma cadela de dois meses, de pelagem preta, após o antigo pet fugir de casa, há dois anos. Ela foi uma das resgatadas por meio de uma decisão judicial que a retirou das condições precárias em que vivia junto a outros cães com uma acumuladora. Diógenes e Maira adotaram Bombom, de dois meses: “Amor à primeira vista” | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Foi amor à primeira vista. Temos quatro filhos e eles sentiram muita falta. Viemos sem pretensão, mas assim que vimos nos apaixonamos. Ela é dócil e ativa, a criaturinha mais linda do mundo. E também se sentiu segura conosco”, disse Maira, segurando no colo a faceira nova inquilina do Guará II. A adoção ocorreu neste sábado (15), na Feira de Adoção da Zoonoses, no Noroeste, onde a Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizou 75 cães. Destes, 16 conseguiram um novo lar. Os bichinhos estão vacinados e alguns castrados. Ana Paula Guedes e o filho João Miguel deram um novo lar para João Arthur, um cachorrinho marrom de dois meses. “Achei ele fofinho e estou muito feliz”, disse João Miguel Nas baías onde os bichinhos esperam visita, estão informações sobre cada um, idade, características gerais, histórico, medicamentos e tratamentos. São machos, fêmeas, jovens, adultos sem raça definida, de variados tamanhos e cores que já realizaram exames para leishmaniose e foram vacinados contra raiva. Além disso, também foram tratados contra possíveis parasitas (pulgas e carrapatos). Já os gatos foram testados para FIV (vírus da imunodeficiência felina) e FeLV (vírus da leucemia felina), além de serem imunizados contra raiva. Os animais adultos já estão castrados, enquanto os filhotes ainda aguardam a idade ideal para a realização do procedimento. A castração de todos os animais será garantida pelo Hospital Veterinário Público (Hvep). Frida, de 3 anos, conquistou o coração de Débora Rodrigues Queiroz: “Eu não queria um filhote, porque todo mundo quer. Os mais velhos é que vão ficando” Ana Paula Guedes, 42 anos, e o filho João Miguel, 10 anos, moradores do Cruzeiro Novo, também aproveitaram a oportunidade para adotar seu primeiro animal de estimação. “A gente já estava em busca de um pet. A minha mãe repassou as responsabilidades que terei de hoje em diante. Achei ele fofinho e estou muito feliz”, disse, sorridente, o menino que escolheu um quase xará, João Arthur, um cachorrinho marrom de dois meses para convívio diário e parceria. Já Frida, de 3 anos, carente e brincalhona, conquistou o coração da professora aposentada Débora Rodrigues Queiroz, 59 anos, e do filho, o estudante João Vitor Rodrigues Teixeira, 27 anos. Ela vai residir em uma chácara próximo a Sobradinho. “Eu não queria um filhote, porque todo mundo quer. Os mais velhos é que vão ficando. Quando olhei a carinha dela, não teve jeito. Frida vai ter muito espaço, um local grande, confortável, tem canil. Além disso, a companhia de um animal é sempre bem-vinda. Às vezes até melhor do que seres humanos”, brincou. Quem não conseguiu comparecer à feira também pode visitar a Zoonoses durante a semana, de segunda a sexta, das 9h às 16 horas. Camila Sibele de Oliveira Rodrigues, gerente de Vigilância Animal da Zoonoses da SES-DF destaca que há pets de todos os tamanhos e cores. “São cães de companhia, carinhosos, a maioria é muito dengosa. Temos uma expectativa positiva de adoção porque eles estão aqui desde janeiro. Vieram muito debilitados, com problemas de saúde e agora estão prontos para receber um lar, receber o carinho que eles nunca tiveram. É um ganha-ganha. Eles conseguem um lar e quem adota tem carinho por toda a vida”. Quem não conseguiu comparecer à feira pode visitar a Zoonoses durante a semana, de segunda a sexta, das 9h às 16 horas: há pets de todos os tamanhos e cores Entre os cães que ainda esperam um domicílio está Antônio, de 4 anos, de pelagem preta, dócil e companheiro. Para adotar é necessário ter mais de 18 anos de idade, apresentar documento de identidade e assinar o termo de responsabilidade de posse responsável. Também é preciso lembrar de levar coleira com guia ou caixa de transporte para buscar o pet. Ao final da adoção é distribuída uma cartilha com instruções sobre cuidados de higiene, alimentação, vacinação, entre outros. Voluntária desde 2019, Eliana de Farias auxiliou as famílias na feira relatando o histórico de cada animal e suas singularidades. “A função vai além de passear, dar banho e tirar foto. É conhecer a personalidade de cada um para entender como será a abordagem. São animais que chegam assustados, fugindo e, de repente, com cuidado e atenção se socializam e buscam colo e carinho”, conclui. *Com informações da SES-DF
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Animais resgatados em operação na Candangolândia estão disponíveis para adoção
Focinhos curiosos, rabinhos abanando e olhares cheios de amor à espera de uma segunda chance: mais de 120 cachorrinhos resgatados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) estão sob os cuidados do Centro de Controle de Zoonoses e aguardam um novo lar para espalhar alegria e lealdade. Os animais chegaram por meio de uma decisão judicial que os retirou das condições precárias em que viviam na casa de uma acumuladora na Candangolândia, no dia 14 de janeiro. Entre adultos e diversos filhotes, há caninos de todas as idades, cores e tamanhos à espera de um tutor responsável. Alguns dos animais já foram castrados e todos já passaram por exames que eliminaram as suspeitas de zoonoses. Entre adultos e diversos filhotes, há caninos de todas as idades, cores e tamanhos à espera de um tutor responsável | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Segundo a médica veterinária Aline Guassi, os animais chegaram em uma situação precária, com alguns apresentando desnutrição. Em uma força tarefa com apoio dos voluntários do Amigos da Zoonoses, os resgatados passaram por avaliações clínicas gerais, onde fizeram testes de leishmaniose e outras doenças, além de exames de sangue e ultrassonografias. “Agora eles estão comendo uma ração de mais qualidade, adaptando a alimentação e regulando a microbiota intestinal deles, porque não sabíamos a alimentação que eles tinham antes”, explicou a veterinária. Como adotar O processo de adoção é facilitado pelo coletivo Amigos das Zoonoses, que disponibiliza um formulário no Instagram para os interessados. As informações são encaminhadas ao Centro de Zoonoses, onde é feita a primeira triagem. Após uma entrevista, a pessoa pode ir até a Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Zoonoses), localizada no Noroeste, próximo ao Hospital da Criança. Segundo a médica veterinária Aline Guassi, os animais chegaram em uma situação precária, com alguns apresentando desnutrição No local, o futuro tutor pode escolher um animal ou adotar um já indicado previamente. Antes de ser levado para casa, o cão recebe a vacina antirrábica e é assinado um termo de adoção. A iniciativa busca garantir a adoção responsável, promovendo o bem-estar e a saúde dos animais. “Aqui a pessoa pode conhecer os bichinhos e tem de todo jeito para escolherem. Mas quem tem interesse em adotar tem que ter responsabilidade, porque não é só dar comida para o animalzinho – tem que cuidar da saúde, vacinar com frequência, vermifugar, proporcionar uma atividade física. E, principalmente, dar o amor e o carinho que eles merecem e estão ansiosos para receber”, ressalta. Doações e lar temporário Com a quantidade alta de animais recém-chegados, o Centro de Zoonoses do DF está aceitando doações para ajudar na demanda e no conforto dos animais. A população pode ajudar com rações de boa qualidade, cobertores, casinhas e todo tipo de material relacionado aos pets. Basta levar até a sede e entregar aos agentes no local. E para quem ainda não tem condições de adotar, mas gostaria de ajudar de outras formas além das doações, também é possível oferecer lar temporário para os animais. O formulário de inscrição pode ser acessado pelo mesmo link disponibilizado pelo coletivo Amigos das Zoonoses.
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Zoonoses disponibiliza seis cães para adoção
A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) está com seis cães disponíveis para adoção. Os animais passaram por exames de leishmaniose, receberam vacina antirrábica e tratamento contra pulgas e carrapatos. Os seis animais estão saudáveis e aptos para a adoção. Visitas podem ser feitas na própria Zoonoses, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h | Foto: Divulgação/Zoonoses Os interessados em adotar um dos animais devem comparecer a Zoonoses, de segunda a sexta-feira, das 11h às 16h. Para iniciar o processo, é necessário que o novo tutor seja maior de 18 anos e assine um termo de responsabilidade. No momento da adoção, são repassadas orientações sobre guarda responsável e medidas de prevenção e controle de doenças, além de ser possível indicar o desejo de castrar o animal, gratuitamente. Além de promover adoções, a Zoonoses também se dedica ao cuidado de animais recolhidos. Em 2024, foram resgatados 52 cães e gatos; destes, 27 encontraram um novo lar e 16 retornaram aos seus tutores. Responsabilidade A médica veterinária da Zoonoses Marcelle Farias dos Santos de Oliveira reforça que a adoção de um animal também implica em alguns custos. “Além da alimentação, os tutores devem realizar exames anuais, aplicar vacinas regulares e administrar vermífugos. No caso dos cães, é necessário ainda o uso de produtos contra pulgas, carrapatos e repelentes de flebótomos, conhecidos como mosquito-palha, que transmite o parasita da leishmaniose visceral canina”. A recomendação da profissional é levar anualmente o animal ao médico veterinário para realizar exames de rotina e a imunoprofilaxia, um procedimento que previne cães e gatos contra doenças infecciosas. Outra dica é a utilização de coleiras com inseticidas que contenham repelentes. *Com informações da SES-DF
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Controle da população de gatos no complexo da Novacap vira case de sucesso
O complexo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) — que abriga outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), entre eles a Secretaria de Obras e Infraestrutura — é uma verdadeira cidade. Em meio às placas que dão nome às ruas internas, como a Avenida JK, há outras com um alerta para a presença dos animais comunitários. E, de fato, não é difícil encontrar um gato sobre um telhado ou em meio a plantas. Mas a população de felinos não é descontrolada. Pelo menos não mais. Como as placas também sugerem, eles foram alvos de um plano de manejo. A colônia de gatos que vive na sede da Novacap passou por um plano de manejo que envolveu a castração de todos os animais; a população de 157 bichinhos teve uma redução de 47,8%, chegando a 82 | Fotos: Matheus H. Souza/ Agência Brasília Tudo começou em 2021. “Quando eu cheguei aqui na Secretaria, tinha uma colônia já considerável de gatos e a então secretária executiva, em uma conversa, perguntou se a gente não tinha como ajudar no controle dessa colônia. E aí eu já lembrei na hora da Ana, porque eu sou oriundo do Brasília Ambiental, já trabalhei com ela e sabia da competência dela”, relata o subsecretário de Política Ambiental e Saneamento Básico da Secretaria de Obras, Aldo Fernandes. A Ana a que ele se refere é a médica veterinária Ana Nira Junqueira, que trabalha como analista de Atividades do Meio Ambiente no Instituto Brasília Ambiental. Por coincidência, ela estudava uma técnica chamada CED — sigla em português para Captura, Esterilização e Devolução —, que já era aplicada em países como Austrália e Estados Unidos. Como o nome autoexplicativo diz, a técnica consiste em mapear a colônia de felinos, castrar os indivíduos e devolvê-los ao local. A médica veterinária Ana Nira Junqueira, do Brasília Ambiental, aplicou na colônia de gatos da Novacap uma técnica chamada CED, sigla em português para Captura, Esterilização e Devolução A aplicação da CED na colônia do complexo da Novacap acabou virando a tese de doutorado, já aprovada, de Ana, na Universidade de Brasília (UnB). “Por ser uma colônia sem qualquer tipo de manejo prévio, era um modelo ideal para a gente poder testar a parte da captura, esterilização e devolução dos animais”, explica. “Quando eu pensei no meu projeto, eu queria desenvolver alguma coisa que fosse exatamente isso, que tivesse uma repercussão positiva para aquilo que a gente chama de saúde única, que é o conceito que converge a saúde ambiental, a saúde pública e a saúde animal. E foi exatamente o que a gente alcançou”, completa. Ao fim dos 18 meses de experimento, a população de 157 gatos teve uma redução de 47,8%, chegando a 82 animais. Todos eles foram examinados e marcados para que pudessem ser monitorados. Houve uma taxa de óbitos — nenhum em decorrência dos procedimentos —, mas a redução se deu, principalmente, pelas adoções: 31 felinos ganharam um lar. Dois deles, Jonas e Benjamin, foram para a casa de Daniel Marumo, técnico em Edificações da Novacap. “Eu adotei um, primeiramente. Era véspera de Natal, eu ia ficar uma semana de recesso longe e esse gatinho apareceu. Ele surgiu no meio das madeiras, bem pequenininho, sem mãe, sem irmão, e aí eu levei para casa, porque fiquei com receio de deixar ele aqui, ele era muito pequeno, poderia morrer se ficasse sozinho aqui, então precisaria de um cuidado. E, alguns meses depois, eu levei um outro, maior, que estava por aqui também”, conta. Hoje, o servidor fica dividido entre os seus animais e os que encontra no trabalho. “Quando eu vou para casa, fico com saudade dos daqui. Quando eu venho para cá fico com saudade dos de lá”, diverte-se. Ele não é o único a ter um vínculo com os felinos que vivem no complexo da Novacap. Coordenadora financeira da Secretaria de Obras, Conceição Santos foi uma das primeiras a cuidar dos bichanos, antes mesmo do manejo. “A gente começou a alimentar, aí foi percebendo que era muito gato, e teve uma época que eu fiquei desesperada, porque toda semana era uma ninhada”, lembra. Depois disso, os servidores passaram a dividir os custos com a alimentação. Hoje, ela celebra a convivência com os felinos: “É tudo de bom ter um bichinho assim do seu lado durante o dia. Às vezes você está com aquele problemão para resolver e aparece um bichinho. É terapêutico”. Daniel Marumo, técnico em Edificações da Novacap, adotou dois gatinhos que viviam na empresa pública: “Quando eu vou para casa, fico com saudade dos daqui. Quando eu venho para cá fico com saudade dos de lá” Cuidado Após o manejo, não houve mais registro de filhotes na comunidade. Ainda assim, há o surgimento de novos indivíduos. Alguns são abandonados no local, o que configura crime, previsto na Lei nº 4.060/2007. O DF tem legislação avançada para proteger animais de maus-tratos — incluindo a Lei Distrital nº 6.612/2020, descrita nas placas da Novacap, que regula a colocação de abrigos, comedouros e bebedouros a animais comunitários. Também foi pioneiro ao criar a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), em agosto do ano passado. O subsecretário Aldo Fernandes destaca a atuação conjunta de diversos órgãos — a exemplo da Secretaria de Obras, da Novacap, do Brasília Ambiental e da UnB — no controle dos gatos no local e espera que a experiência possa inspirar outras pessoas. “Que isso sirva de exemplo. Já que a sociedade vive de exemplos, isso é muito comum aqui em Brasília, tem sempre uma colônia de gatos, de cachorros; então, é uma alternativa de controle e convivência.”
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