Pessoa idosa: veja onde denunciar violações de direitos e buscar ajuda no DF
O acesso a informações diante de uma situação de violência, abandono ou violação de direitos auxilia na proteção da pessoa idosa. No Distrito Federal, diferentes órgãos oferecem canais para registros, informações e encaminhamento de casos. O atendimento pode ser acionado por familiares, responsáveis ou por qualquer pessoa com conhecimento de uma situação de violência. No DF, alguns serviços destinados aos idosos funcionam 24 horas por dia, durante toda a semana | Foto: Divulgação O canal principal para comunicar violações de direitos é o Disque 100 – Disque Direitos Humanos, serviço gratuito com funcionamento 24 horas por dia, em todos os dias da semana. Podem ser comunicados casos de violência física, psicológica e patrimonial, abandono, discriminação e outras situações de ameaça aos direitos da pessoa idosa. No DF, outra opção é a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, Orientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). O cidadão pode procurar a unidade ou utilizar o telefone 197 e a Delegacia Eletrônica para apresentar denúncias e buscar informações sobre crimes. Também é possível acionar o Disque 162. O canal recebe registros, reclamações, sugestões e outras manifestações relativas aos serviços públicos. Orientação e acolhimento Para atendimento e orientação sobre os serviços voltados a essa faixa etária, há acolhimento às pessoas idosas e aos seus responsáveis, por meio dos telefones (61) 2244-1294 e 2244-1295. O Viver 60+ consiste em uma política permanente direcionada à promoção do envelhecimento saudável, à convivência, à inclusão social, ao bem-estar e à garantia de direitos da pessoa idosa. A iniciativa reúne atividades de saúde preventiva, práticas físicas adaptadas, ações culturais e recreativas, socialização, cidadania e autocuidado. Também são oferecidas orientações relativas às áreas de psicologia, fisioterapia e enfermagem. Atendimento e comunicação de violência A orientação para quem presencia ou suspeita de violência contra a pessoa idosa é procurar ajuda e comunicar o fato. A comunicação do caso pode ser feita pelo Disque 100, inclusive por terceiros com conhecimento da situação. Em casos de indícios de crime ou necessidade de atendimento policial, o cidadão deve utilizar o 197 e a Delegacia Eletrônica. Em situações de emergência, o acionamento deve seguir a natureza da ocorrência, pelos telefones 190; 192 e 193. Canais de atendimento ♦ Disque 100 – Disque Direitos Humanos Denúncias de violações de direitos, inclusive contra pessoas idosas. Atendimento gratuito, 24 horas por dia. ♦ Disque 197 Denúncias e informações relacionadas a crimes. ♦ Disque 162 Recebe manifestações sobre serviços públicos, como denúncias, reclamações, sugestões e elogios. ♦ Subidoso (61) 2244-1294 / 2244-1295 Orientação e direcionamento para serviços voltados à pessoa idosa. ♦ 190 – Polícia Militar Atendimento em situações de emergência policial. ♦ 192 – Samu Atendimento de urgência e emergência em saúde. ♦ 193 Atendimento em situações de emergência.
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Canais aceitam denúncias de tráfico de pessoas no DF
O tráfico de pessoas é um crime que viola direitos humanos e pode ocorrer para fins de exploração sexual, trabalho em condição análoga à escravidão, adoção ilegal, remoção de órgãos, entre outras formas de exploração. Diante de qualquer suspeita, é fundamental denunciar. No Distrito Federal, a população conta com canais específicos para registrar denúncias, solicitar orientações e buscar ajuda. As informações recebidas contribuem para a identificação de possíveis vítimas e para o encaminhamento dos casos aos órgãos competentes. Como denunciar ou pedir ajuda: * Por este e-mail * Pelo telefone: (61) 2244-1232 Canal da Gerência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Apoio ao Migrante (Getpam) destinado ao recebimento de denúncias, esclarecimento de dúvidas e orientações sobre tráfico de pessoas. Também é possível utilizar os canais nacionais: * Disque 100 – para denúncias de violações de direitos humanos; * Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que também recebe denúncias e encaminha casos relacionados ao tráfico de pessoas. Fique atento aos sinais: Alguns indícios podem indicar situações de tráfico de pessoas, como: * promessas de emprego com condições pouco claras ou vantagens excessivas; * retenção de documentos pessoais; * restrição da liberdade de ir e vir; * situações de exploração, violência ou ameaças; * aliciamento para viagens ou trabalhos sem informações confiáveis. Ao identificar qualquer situação suspeita, não se omita. A denúncia é um importante instrumento para proteger vítimas e combater esse tipo de crime.
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Mais de 170 policiais penais nomeados pelo GDF iniciam formação profissional da carreira
Os 179 novos policiais penais nomeados no último ano para reforçar a segurança do sistema penitenciário do Distrito Federal iniciaram, nesta quinta-feira (5), a segunda etapa do curso de formação profissional na carreira. A solenidade de abertura, no auditório do Complexo da Polícia Civil, contou com a presença do governador do DF, Ibaneis Rocha. Os profissionais integram o contingente de 1.333 policiais penais nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019. Com as nomeações, lembrou o governador, unidades prisionais ganham reforço e categoria pode exercer seu trabalho no processo de ressocialização em melhores condições | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Quando me perguntam por que o crime organizado não se cria em Brasília, eu dou exemplo de como a nossa Polícia Penal faz um trabalho de excelência. Trabalha com segurança, mas pensa também na ressocialização” Governador Ibaneis Rocha A chegada dos novos policiais penais dará mais eficiência e humanização ao processo de ressocialização da população privada de liberdade, além de reforçar o controle e a segurança das unidades prisionais, garantindo melhores condições de trabalho para os profissionais. “É uma situação muito difícil, porque são 17 mil apenados [nas unidades prisionais do Distrito Federal], e, no Brasil, das 5.400 cidades, 3.770 não têm uma população desse tamanho”, declarou o governador. “Vejam só a responsabilidade do trabalho que vocês desenvolvem. Nós sabemos, agora mais ainda pela experiência que esses dois mandatos me deram, que o crime nasce dentro do presídio.” Trabalho de excelência “Quando me perguntam por que o crime organizado não se cria em Brasília, eu dou exemplo de como a nossa Polícia Penal faz um trabalho de excelência. Trabalha com segurança, mas pensa também na ressocialização. Isso tudo tem feito a segurança da nossa cidade avançar. Aproveitem este curso de formação, porque nós já temos colegas de vocês na ativa que têm dado exemplo para o Brasil.” Além do reforço de profissionais por meio das nomeações, o governo tem investido na valorização dos profissionais e na infraestrutura necessária para o trabalho, como a aquisição de 71 viaturas, 274 computadores e coletes balísticos para todos os profissionais na ativa. “Primeiro, houve uma evolução muito grande da carreira, seja na questão salarial, seja nas garantias de trabalho, na melhoria dos equipamentos e na entrega de bons equipamentos, para que eles possam realizar um trabalho que talvez seja um dos mais duros dentro do nosso sistema policial, que é cuidar daqueles que já estão apenados”, enumerou o governador. “Aqui no Distrito Federal não temos facções telefonando das cadeias, porque temos essa categoria. Acredito no sistema prisional produtivo, em que o interno possa trabalhar” Celina Leão, vice-governadora Ibaneis Rocha lembrou ainda que o governo atua para a criação do Fundo Penitenciário, junto à Câmara Legislativa do DF (CLDF), e para o reajuste da categoria, assim como foi feito com as outras forças de segurança por meio do Fundo Constitucional do DF (FCDF). “A criação do fundo vai estruturar o sistema penitenciário”, complementou o chefe do Executivo. “É uma lei de reestruturação que encerra essa história de os policiais penais serem tratados apenas como subcategoria, passando a ter condições de trabalho cada vez melhores. Essa é a importância da forma como temos trabalhado.” Mudança de categoria A vice-governadora Celina Leão, que participou da criação da categoria há alguns anos, destacou a importância dos policiais para a segurança do DF: “Foi uma luta muito grande. Eu estava na Câmara, como deputada, quando conseguimos mudar, porque antes era uma subcategoria. Hoje, é uma carreira reconhecida como fundamental para a segurança pública. Aqui no Distrito Federal não temos facções telefonando das cadeias, porque temos essa categoria. Acredito no sistema prisional produtivo, em que o interno possa trabalhar”. [LEIA_TAMBEM]O secretário de Administração Penitenciária do DF, Wenderson Teles, também reforçou o papel da categoria na manutenção da ordem da cidade: “É uma carreira fundamental para a segurança pública do Distrito Federal, atuando desde a produção de inteligência, passando pela manutenção da ordem das unidades prisionais até o processo de ressocialização. A Polícia Penal atua da repressão à reintegração social, o que é essencial para a redução da criminalidade”. O gestor aproveitou para celebrar os avanços da categoria: “Houve a implementação do manual de identidade visual, a criação do banco de horas, a realização dos concursos de remoção, o fechamento das cantinas, a inauguração de novas unidades prisionais e a ampliação da Fábrica Social, que gera trabalho aos internos e benefícios à comunidade. Avançamos muito graças ao trabalho técnico, à seriedade e ao compromisso com a segurança pública”. Expectativa dos policiais Tiago Chaves e Priscila Felix foram nomeados em 2025: “O policial penal tem uma função muito especial e definitiva na sociedade. Nosso papel é de cuidado mesmo”, afirma Priscila Nomeado no ano passado, o policial penal Tiago Chaves, de 39 anos, definiu a formação como uma virada de chave na carreira dos profissionais. “É uma expectativa de muitos anos”, disse. “Foi um momento que estávamos aguardando, a ansiedade estava muito grande, mas hoje estamos todos muito felizes. Tem sido uma experiência muito gratificante. Estamos bem ansiosos para os próximos momentos dessa que é uma carreira em voga.” A policial penal Priscila Felix, 32, enfatizou que o curso vem para completar a formação dos nomeados: “Nós iniciamos a primeira etapa do curso de formação há alguns anos. Foi uma etapa mais teórica. Agora nós vamos iniciar uma parte mais operacional, de armamento, tiro, defesa pessoal e algumas técnicas. Estamos muito ansiosos e felizes”. Priscila também exaltou a importância de sua profissão: “O policial penal tem uma função muito especial e definitiva na sociedade. Nosso papel é de cuidado mesmo. Isso é muito gratificante para nós. Nós estamos ansiosos para cumprir o nosso papel e fazermos com muita eficiência”. Curso de formação “O sistema penitenciário exige preparo e responsabilidade” João Vitor Anunciação, coordenador do Sistema Prisional do DF Essa é a primeira turma de 2026 do Curso de Formação Profissional da carreira Polícia Penal do DF (CFP/PPDF). Os 179 policiais ficarão divididos em quatro turmas para cumprir 210 horas-aulas em 45 dias. Segundo o coordenador do Sistema Prisional do Distrito Federal, João Vitor Anunciação, o curso vai investir e trabalhar nos aspectos físico, técnico e emocional dos alunos. “O sistema penitenciário exige preparo e responsabilidade”, apontou. “Atualmente, são mais de 17 mil internos distribuídos em sete unidades prisionais.” A formação inclui a parte teórica e ética com aulas de legislação penitenciária, direitos humanos e ética profissional e fundamentos de atuação legal. O curso conta ainda com capacitação operacional e prática de condutas de segurança, técnicas de abordagem e matérias específicas do ambiente profissional e cotidiano das unidades prisionais. Após a conclusão, os alunos estarão aptos para exercer funções práticas e teóricas da carreira, além do porte de arma. Essa é a segunda e última etapa da formação dos novos policiais que fizeram o primeiro curso em 2023 e foram nomeados em dezembro de 2025.
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Parceria entre GDF e instituição privada ensinará letramento racial para promover formação em direitos humanos
Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira, 21 de outubro, o extrato do Acordo de Cooperação Técnica nº 03/2025, firmado entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). A parceria tem como objetivo promover ações educativas voltadas à formação em direitos humanos e igualdade racial, com foco na capacitação gratuita de estudantes, professores e colaboradores da instituição. O IDP é a primeira instituição privada a aderir ao programa de letramento racial, que amplia ações educativas para combater injúrias raciais no ambiente acadêmico. A iniciativa surge após episódios de injúria racial no ambiente universitário, que ganharam repercussão e impulsionaram uma resposta institucional. A principal ação prevista é a implementação do curso de letramento racial, que oferecerá capacitações, palestras, eventos e ações sociais para fortalecer a conscientização sobre o racismo estrutural e a promoção da inclusão. A dor de ser alvo de racismo ainda ecoa na memória de Laryssa Shneider, 26 anos, estudante de publicidade e propaganda do IDP. No início deste ano, ela foi vítima de um ataque racista em um grupo de WhatsApp da faculdade — episódio que levou à expulsão do agressor. “Eu me senti humilhada, e o pior foi perceber que muitos colegas não entenderam a gravidade do que aconteceu. Achavam que era só uma piada”, contou. O caso de Laryssa, somado a outro episódio recente — a divulgação de um vídeo de teor elitista e discriminatório por um aluno do IDP —, motivou a instituição a buscar apoio da Seju-DF para ações educativas. "O IDP buscou o apoio da Sejus para transformar uma situação negativa em oportunidade de mudança", afirmou o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo | Fotos: Jhonatan Vieira, Ascom/Sejus-DF Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, os ambientes escolares foram o terceiro local com mais registros de injúria racial em 2024, representando 10,9% dos casos. Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estatística do DF revelou que 18% dos estudantes negros afirmaram já ter sofrido racismo nas escolas, enquanto 59% dos professores relataram que o preconceito mais comum em sala de aula está relacionado à raça ou etnia. “O racismo não depende de intenção, depende de ignorância”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, durante a assinatura do acordo. “Quando a gente entende o impacto das nossas palavras e atitudes, não pode mais fingir que não sabe. O letramento racial é um caminho para construir espaços mais justos, acolhedores e seguros para todas as pessoas.” Já o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo, ressaltou o comprometimento da instituição com a prevenção. “O IDP buscou o apoio da Sejus para transformar uma situação negativa em oportunidade de mudança. Agora, vamos oferecer formação contínua, que prepara não só para reagir, mas para prevenir atitudes discriminatórias”, declarou. A estudante Laryssa Shneider foi vítima de um ataque racista em um grupo de WhatsApp da faculdade: "Eu me senti humilhada". O agressor foi expulso e a instituição procurou a Sejus para ações aducativas O curso faz parte do Programa de Letramento Racial criado pela Sejus-DF, que desde abril deste ano tem realizado oficinas e palestras em escolas públicas do DF, alcançando centenas de alunos, professores e servidores. Com a formalização do acordo, o IDP torna-se a primeira instituição privada a aderir oficialmente ao programa, que pretende ampliar sua abrangência para outros espaços educativos, tanto públicos quanto privados. As ações serão desenvolvidas em articulação com o Conselho Distrital de Promoção da Igualdade Racial, visando fortalecer a cidadania, a proteção dos direitos humanos e a construção de ambientes mais inclusivos no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Comitê Distrital de Diversidade Religiosa seleciona representantes da sociedade civil
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (1º) o Edital de Chamamento Público nº 07/2025. O documento abre processo seletivo para representantes da sociedade civil que irão compor a 4ª turma do Comitê Distrital de Diversidade Religiosa (CDDR). Serão escolhidos 12 representantes, sendo seis titulares e seis suplentes, com mandato de dois anos (biênio 2025-2027). As inscrições serão recebidas pela Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, em um prazo de até 30 dias úteis a partir da publicação do edital, nos horários entre as 9h e as 18h. A sede fica localizada no SAAN, Trecho 1, Edifício da Secretaria da Criança, 3º Andar, sala da Coordenação de Políticas de Proteção e Promoção da Liberdade Religiosa. Os interessados em participar do certame devem atuar em um ou mais campos em defesa dos direitos humanos | Fotos: Jhonatan Vieira, Ascom/Sejus A documentação exigida inclui ficha de inscrição, declarações, formulários anexos ao edital, documentos pessoais, comprovante de residência, currículo e memorial descritivo da atuação, certidões negativas (Justiça Distrital, Federal, Militar, Eleitoral, Banco Central, TCDF) e documentos comprobatórios da experiência, tais como publicações, declarações e certificados. Todos devem estar acondicionados em envelope fechado e endereçado ao CDDR. O processo de seleção se dará por meio de três etapas: inscrições, habilitação das candidaturas e seleção dos representantes da sociedade civil. Os interessados em participar do certame devem atuar em um ou mais campos em defesa dos direitos humanos voltados à diversidade religiosa, liberdade de crenças e convicções, ao combate à intolerância, discriminação e racismo religiosos ou à defesa da promoção da laicidade do Estado. Além disso, devem estar em pleno exercício dos direitos civis e políticos, residir no DF há mais de cinco anos, não ser membro de outro conselho/comitê distrital, e ter idoneidade. Sobre o comitê [LEIA_TAMBEM]Criado pelo Decreto Distrital nº 37.056, de 13 de janeiro de 2016, o CDDR é um colegiado com o objetivo de promover o diálogo inter-religioso, a defesa da liberdade de crença e convicção, e o enfrentamento à intolerância e discriminação religiosa no DF. Sua atuação é propositiva, auxiliando na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas para a diversidade religiosa e o fomento de ações educativas e culturais que fortaleçam a cultura de paz. O comitê também promove debates, fóruns, eventos e campanhas educativas que reforçam a importância da tolerância religiosa, funcionando como uma ponte entre o governo e a sociedade civil. O colegiado também acompanha denúncias e situações de intolerância religiosa, contribuindo com encaminhamentos e recomendações voltados à defesa dos direitos humanos. *Com informações da Sejus-DF
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III Seminário de Direitos Humanos e Diversidade será realizado na quinta (29)
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), promove o III Seminário de Direitos Humanos e Diversidade: Pluralidade e Inclusão na Educação na quinta-feira (29). O evento ocorrerá no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), das 9h às 17h, e tem como objetivo promover a formação continuada de profissionais da rede pública de ensino do DF, aprofundando debates sobre práticas pedagógicas que promovam a equidade, o respeito à diversidade e o combate a todas as formas de discriminação. Com foco na implementação de políticas públicas de inclusão, o seminário está alinhado às ações da SEEDF voltadas à promoção da educação antirracista, à valorização da cultura indígena, à inclusão de estudantes migrantes e ao fortalecimento de uma gestão democrática nas escolas. A iniciativa também dialoga com estratégias como a elaboração do Protocolo de Consolidação da Educação Antirracista. 1º Seminário, realizado em novembro de 2023, abordou a importância da pluralidade | Foto: André Luiz Amendoeira/SEEDF Vera Barros, subsecretária da Subin, destaca a importância do evento para a formação dos profissionais atuantes na Educação: "O nosso evento tem um objetivo exatamente voltado para a formação, é dirigido a todos os professores, servidores da rede pública de ensino no Distrito Federal. Serão discutidas pautas como o conhecimento das tradições, da educação, das culturas indígenas, além da pauta étnico-racial e da política da SEEDF de acolhimento dos nossos migrantes internacionais", indica. A programação do evento inclui duas mesas temáticas com especialistas convidados. A primeira, das 9h às 12h, abordará a valorização de meninas, mulheres e conhecimentos indígenas, com participação de Liz Elainne de Silvério e Oliveira Mendes e Davi de Oliveira. Já a segunda, das 14h às 17h, tratará de educação para as relações étnico-raciais e infâncias migrantes, com as professoras Renísia Cristina Garcia Filice e Jennifer Jacomini de Jesus. Para participar, os interessados podem realizar a inscrição por meio de um formulário online. As inscrições podem ser feitas para o período matutino, vespertino ou ambos, e o evento oferecerá certificação aos participantes. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Plano Distrital 2025-2028 reforça educação no sistema prisional do DF
A educação nas unidades prisionais do Distrito Federal passa a contar com diretrizes mais robustas e articuladas. Por meio de portaria conjunta, as secretarias de Educação (SEEDF) e de Administração Penitenciária (Seape-DF) aprovaram o Plano Distrital de Educação para Pessoas Privadas de Liberdade do Sistema Prisional (PDEPPLSP), com validade para o ciclo 2025-2028. Nova medida tem como base a garantia de direito à educação, bem como a atividades culturais e esportivas, a pessoas em situação de privação de liberdade | Foto: Divulgação/Seape-DF O plano define o conjunto de políticas públicas a serem implementadas nas unidades prisionais, com o objetivo de garantir o direito à educação formal, não formal, qualificação profissional e ações culturais e esportivas a pessoas em situação de prisão. A medida está em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, com o Plano Nacional de Educação e com as normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “A aprovação do Plano é mais um avanço significativo na garantia de direitos e na promoção da cidadania dentro do sistema prisional”, comemorou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Com diretrizes mais articuladas e integradas entre as pastas, reafirmamos o nosso compromisso com uma educação inclusiva, que reconhece o potencial transformador do ensino no processo de ressocialização.” As diretrizes foram elaboradas em conjunto pela SEEDF e pela Seape-DF. “A construção do plano é resultado de uma análise técnica que buscou alinhar as necessidades específicas da população privada de liberdade com as diretrizes nacionais”, resumiu o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles. “Nossa prioridade é assegurar que a política educacional no sistema prisional avance de forma estruturada, integrada e permanente”. Metas e monitoramento O documento está estruturado em seis eixos principais: Gestão, Educação formal, Educação não formal, Qualificação profissional, Estrutura e Formação de profissionais. Para cada um deles, foram definidos indicadores, metas e estratégias específicas, que devem ser monitorados e avaliados periodicamente pelas equipes técnicas das duas secretarias. Com vigência entre 2025 e 2028, o documento prevê metas ousadas e a continuidade da ampliação de espaços e ações educativas. “A gente avançou com o plano anterior, e agora renovamos com metas que seguem as diretrizes nacionais para o sistema prisional, incluindo a criação de novos espaços de aprendizagem, como bibliotecas e salas de leitura”, apontou a diretora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da SEEDF, Lilian Sena. [LEIA_TAMBEM]Ampliação do atendimento Lilian Sena também ressaltou os avanços no atendimento educacional dentro das unidades prisionais do DF nos últimos anos, lembrando que houve crescimento na oferta de vagas e na adesão a projetos como o da política de remição de pena pela leitura. “Ampliamos a oferta educacional no ano passado em 40% e chegamos a cerca de 30 mil atendimentos anuais com a política de remição de pena pela leitura”, afirmou. “Nosso principal objetivo é trabalhar com a reintegração dessas pessoas a partir do atendimento educacional”, concluiu a professora. O plano distrital está alinhado ao Plano Pena Justa, política nacional articulada pelo CNJ para enfrentar os desafios do sistema prisional brasileiro. A execução do plano ocorre em parceria com outras instituições e órgãos públicos, como a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), além da articulação com o Ministério da Educação e com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O modelo também prevê a adoção de práticas inclusivas, respeitando a diversidade de identidade de gênero, raça, etnia e orientação sexual. Veja o plano completo. *Com informações da Secretaria de Educação
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