Estudantes da rede pública assistem a concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
Assistir de perto a um concerto de orquestra sinfônica era um desejo antigo da estudante Fernanda Vitória Oliveira, de 14 anos, aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 de Sobradinho. Nesta quinta-feira (18), ela conseguiu realizá-lo ao participar de um concerto didático que reuniu 490 estudantes da rede pública em uma ação promovida pela Secretaria de Educação (SEEDF) em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). A apresentação foi conduzida pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, no Eixo Cultural Ibero-Americano. Fernanda Oliveira, aluna do CEF 1 de Sobradinho: “Foi uma experiência muito especial, porque conheci instrumentos que nunca tinha visto de perto e aprendi coisas novas” | Foto: Mary Leal/SEEDF “Nosso objetivo é ampliar o acesso dos estudantes aos espaços culturais e proporcionar experiências que contribuam para a sua formação” Ilane Nogueira, professora Apaixonada por música, Fernanda conta que sempre teve curiosidade de assistir a uma orquestra. A adolescente toca violão e gosta de conhecer novos instrumentos. Durante a visita, ficou impressionada com a variedade de sons e com a possibilidade de aprender mais sobre o universo musical. “Foi uma experiência muito especial, porque conheci instrumentos que nunca tinha visto de perto e aprendi coisas novas”, relatou. “Minha expectativa era grande e foi ainda melhor do que imaginava”. Os concertos didáticos são apresentados ao longo do ano e contemplam estudantes de diferentes etapas da educação básica da rede pública. A participação das escolas ocorre por agendamento prévio junto à Secretaria de Educação, pelo e-mail Ilane.paravidine@se.df.gov.br. [LEIA_TAMBEM]“As escolas interessadas podem entrar em contato com a Secretaria de Educação para verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento”, indicou a articuladora do projeto, a professora Ilane Nogueira. “Nosso objetivo é ampliar o acesso dos estudantes aos espaços culturais e proporcionar experiências que contribuam para a sua formação.” Música como aprendizado À frente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, o maestro Cláudio Cohen ressaltou que os concertos didáticos são uma oportunidade para os alunos conhecerem de perto o universo da música clássica. “Os concertos vão além de uma apresentação musical”, enfatizou. “Queremos que os estudantes conheçam os instrumentos, entendam como a orquestra funciona e descubram um novo universo por meio da música. A reação dos alunos é sempre muito positiva, porque a música ao vivo proporciona uma experiência única e cria uma conexão especial com a arte e a cultura”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escolas públicas do Distrito Federal formam guardiões do meio ambiente
No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, escolas da rede pública do Distrito Federal mostram como a educação ambiental faz parte do cotidiano pedagógico da rede. De hortas agroecológicas a projetos que conectam nascentes do Cerrado ao Oceano Atlântico, estudantes de diferentes regiões aprendem, na prática, sobre preservação, sustentabilidade e cuidado com os recursos naturais. Projeto Horta e Alimentação Saudável, desenvolvido na EC Beija-Flor, leva as crianças a conhecerem processos de plantio e manejo de mudas | Foto: Tereza Silva/SEEDF “A educação ambiental não é um tema isolado no currículo, mas um eixo fundamental para formar cidadãos responsáveis e preparados para os desafios do século 21”, afirma a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. “Continuamos o legado de transformação, garantindo que cada estudante do DF desenvolva não apenas conhecimento, mas valores de preservação e cuidado com o planeta, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade.” Aprendizado nasce da terra Na Escola Classe (EC) Beija-Flor, na Asa Norte, a educação ambiental faz parte da rotina escolar. Por meio do projeto Horta e Alimentação Saudável, estudantes acompanham o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e espécies nativas do Cerrado em espaços utilizados como ambientes de aprendizagem. “Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada” Tereza da Silva, diretora da Escola Classe Beija-Flor Além de conhecer processos como germinação, plantio e manejo de mudas, os alunos desenvolvem práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à valorização da biodiversidade local. A diretora da unidade, Tereza Marques Cardoso da Silva, lembra que a proposta contribui diretamente para a formação dos estudantes: “Nós somos natureza, e aí precisamos nos conectar a essa natureza, pois essa conectividade é a nossa formação integral. Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada”. A escola também participa de ações de plantio de árvores na Serrinha do Paranoá, ampliando as experiências de educação ambiental para além do ambiente escolar. Do Cerrado ao oceano [LEIA_TAMBEM]A dimensão socioambiental também atravessa fronteiras linguísticas. Na Escola Bilíngue do Plano Piloto (EBPP), referência no atendimento a estudantes surdos, o projeto Missão Guardiões do Mar demonstra que a preservação dos oceanos começa nas nascentes do Cerrado. Com o tema “Vereda (a)mar: conexões visuais entre céu, Cerrado e mar”, os estudantes utilizam ferramentas como o Google Earth para mapear o trajeto das bacias hidrográficas e compreender como o cuidado com os mananciais locais reflete diretamente na saúde do Oceano Atlântico. Toda a mediação é feita em Libras, garantindo que o aprendizado sobre responsabilidade socioambiental seja plenamente inclusivo. A data, instituída pela Lei Federal nº 12.633/2012, integra o calendário oficial da educação brasileira e reforça a importância de iniciativas voltadas à conscientização ambiental. Nas escolas da rede pública do Distrito Federal, esse trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano por meio de projetos que aproximam os estudantes do Cerrado, da sustentabilidade e da preservação dos recursos naturais. *Com informações da Secretaria de Educação
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CEF Tamanduá do Gama é finalista de prêmio nacional de tecnologia social
Mais uma escola da rede pública da Secretaria de Educação (SEEDF), desta vez vinculada à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama, alcança reconhecimento nacional ao transformar as histórias da comunidade em instrumento de aprendizagem. Localizado na zona rural da região administrativa, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Tamanduá é finalista do 13º Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil e representa o Centro-Oeste na categoria “Certificação de Novas Tecnologias Sociais”. Turma do CEF Tamanduá elaborou o projeto de forma a abranger o cotidiano da comunidade local | Foto: Mary Leal/SEEDF O destaque veio com o projeto “Inventário: Território Ponte Alta Sul do Gama”, iniciativa que aproximou o currículo escolar da realidade vivida pelos estudantes e transformou o território em instrumento de aprendizagem. Agora, a comunidade escolar busca o apoio da população na votação popular da premiação, aberta até sexta-feira (22). Para votar, clique aqui. “A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil” Karla Costa Silva, supervisora pedagógica do CEF Tamanduá A premiação prevê valores entre R$ 65 mil e R$ 200 mil para os projetos vencedores. O anúncio será feito no próximo dia 28, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Raízes locais Ao longo do projeto, os estudantes participaram de pesquisas de campo, entrevistas com moradores e atividades voltadas à memória, à cultura popular, ao meio ambiente e às lutas sociais da comunidade rural. Também produziram mapas, registros fotográficos, estudos sobre o solo, hortas escolares e levantamentos sobre saberes tradicionais da região. [LEIA_TAMBEM]Para Arthur Emanuel Alves, de 13 anos, aluno do 8º ano do CEF Tamanduá, o trabalho ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento dos jovens com o território onde vivem. “Nós fizemos mapas mostrando onde cada família vive, pesquisamos histórias da comunidade, a cultura dos nossos antepassados e também trabalhamos com a terra, as hortas e as plantações”, relata. “Teve turma que fotografou o céu da região, e outras pesquisaram plantas e saberes da comunidade. É muito legal ver o nosso trabalho sendo reconhecido em uma premiação tão importante.” A supervisora pedagógica Karla Costa Silva lembra que o projeto nasceu da necessidade de aproximar a escola das vivências da comunidade e tornar o território parte do processo de ensino. “A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil”, explica. “O conteúdo das disciplinas passou a dialogar diretamente com a realidade dos estudantes, com as vivências da comunidade e com os saberes do campo.” *Com informações da Secretaria de Educação
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Escolas públicas do Distrito Federal refletem arquitetura moderna de Brasília
Curvas, traços e espaços abertos encantam moradores e visitantes de Brasília, que celebra 66 anos nesta terça-feira (21). Projetada por Lucio Costa e Oscar Niemeyer, a capital tornou-se referência mundial em urbanismo e arquitetura. Monumentos como a Catedral Metropolitana e o Congresso Nacional ajudam a narrar a trajetória de uma cidade planejada para o futuro. Escola Classe Juscelino Kubitschek: estrutura remete à vocação arquitetônica de Brasília, destacando aqui todo o prédio em piso térreo, que prioriza a acessibilidade | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os traços conhecidos e vistos nos monumentos e nas ruas da cidade também orientam e inspiram a construção das novas escolas públicas do Distrito Federal. A Secretaria de Educação (SEEDF) tem adotado um novo olhar no planejamento das unidades escolares. A proposta é criar ambientes mais modernos, acessíveis e que estimulem a convivência, a prática esportiva e o desenvolvimento integral dos estudantes. Iêdes Braga, secretária de Educação interina: “A arquitetura passa a fazer parte da aprendizagem, com ambientes integrados, acessíveis e que incentivam a colaboração” | Foto: André Amendoeira/SEEDF “Hoje, pensamos a escola como um espaço que vai além das salas de aula”, afirma a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “A arquitetura passa a fazer parte da aprendizagem, com ambientes integrados, acessíveis e que incentivam a colaboração. Também investimos em espaços esportivos para promover saúde, bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos.” A influência dos criadores de Brasília segue presente nas escolas públicas do Distrito Federal. Segundo Tiago Reges da Silva, diretor de Arquitetura da SEEDF, os princípios de Lucio Costa e Oscar Niemeyer continuam orientando os projetos. “O pensamento de Lucio Costa aparece na organização dos espaços e na forma como tudo se integra”, aponta. “Já Niemeyer inspira a criatividade e o uso da arquitetura como experiência. Hoje, adaptamos essas ideias às necessidades atuais, sem abrir mão da base moderna que marca Brasília”. Integração de ambientes Servidora da Subsecretaria de Infraestrutura Escolar (Siae) a SEEDF, a arquiteta Aline Lima explica que os projetos das novas escolas seguem princípios da arquitetura moderna ao valorizarem a integração entre os ambientes internos e externos. Segundo ela, essa conexão aparece especialmente nos pátios cobertos e descobertos, que ampliam o uso dos espaços e favorecem a convivência. “O uso dos cobogós, que dialogam com a linguagem de prédios de Brasília, além de garantir iluminação e ventilação natural, também cria um elemento de interesse e identidade nas edificações” Aline Lima, da Subsecretaria de Infraestrutura Escolar As escolas são planejadas como espaços integrados, substituindo o modelo antigo de blocos separados. Isso facilita o controle dos ambientes e aumenta a sensação de segurança, sem perder a conexão com a comunidade. Os cobogós, elementos tradicionais em Brasília, também fazem parte dessa estrutura. “Nos projetos das unidades escolares, buscamos integrar os espaços internos e externos, principalmente por meio dos pátios cobertos e descobertos, seguindo princípios da arquitetura moderna”, detalha a arquiteta. “O uso dos cobogós, que dialogam com a linguagem de prédios de Brasília, além de garantir iluminação e ventilação natural, também cria um elemento de interesse e identidade nas edificações.” Exemplos dessa proposta podem ser vistos em projetos como o Centro Educacional (CED) Jardins Mangueiral, que possui pátios integrados e áreas que favorecem a convivência. A circulação vertical na unidade é feita por uma rampa circular com inclinação suave, pensada para garantir acessibilidade. Ela organiza o espaço e forma um átrio interno que amplia a entrada de luz natural, melhora a ventilação e integra visualmente os pavimentos. Ampliação da rede pública de ensino Entre 2019 e este ano, a rede pública de ensino do DF foi ampliada com 17 novas unidades escolares, entre construções, reconstruções e reformas. As entregas contemplaram Itapoã, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama e Riacho Fundo, com destaque para as escolas técnicas de Santa Maria e Leste Sérgio Damasceno, no Paranoá, e a Escola Bilíngue do Plano Piloto. [LEIA_TAMBEM]Na educação infantil, 28 unidades do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) foram entregues, ampliando o atendimento em regiões como Sol Nascente, Recanto das Emas, Gama e Planaltina. Entre eles, destacam-se o Cepi Jandaia, no Pôr do Sol, o Cepi Sarah Kubitschek, no Sol Nascente, e o Cepi Manacá, em Taguatinga. Mostra educativa No Espaço Neusa França, que fica na sede da Secretaria de Educação, segue em cartaz a exposição Projetando Saberes, dedicada à arquitetura escolar pública do DF. Com visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, a mostra prestigia o papel da arquitetura na educação e evidencia como os ambientes escolares vão além da função estrutural, tornando-se capazes de influenciar o aprendizado e contribuir para o bem-estar e a convivência. *Com informações da Secretaria de Educação Tags: Aniversário de Brasília, 66 anos, arquitetura escolar, rede pública, exposição, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Projetando Saberes.
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DF conta com mais de 40 salas especiais para desenvolvimento de estudantes com altas habilidades
No Dia do Profissional de Altas Habilidades e Superdotação, a história da estudante Emily Nogueira, 15 anos, ganha destaque. Desde pequena, ela já apresentava um interesse superior no conteúdo escolar em comparação aos outros colegas. A vontade de aprender matemática, biologia, física, entre outras disciplinas, além da facilidade em absorver novos conhecimentos, sinalizou aos professores que a menina poderia ter altas habilidades. Ela, então, foi indicada para o programa de Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) da Secretaria de Educação (SEEDF) e, em 2019, passou a ser atendida na sala de recursos da Escola Classe (EC) 64 de Ceilândia. Ex-aluno da EC 64 de Ceilândia, Marlon Santos, atualmente, leciona para as turmas de altas habilidades: “Uns gostam muito de matemática, outros de dinossauro, história, geografia, e acabamos embarcando em todo esse leque de conhecimento” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A experiência tem sido enriquecedora, segundo Emily. Entre os principais feitos, a estudante destaca a participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e a conquista do segundo lugar na etapa distrital do Circuito de Ciências com um projeto sobre aves silvestres. “Foi um trabalho incrível de fazer”, relata a jovem. “É uma sala que engloba qualquer aspecto, qualquer talento que você queira desenvolver. Abre muitas portas para todos os alunos e vai nos ajudar a conseguir bolsas para estudar em escolas, colégios e faculdades melhores.” Habilidades estimuladas Atual polo de altas habilidades da Regional de Ensino de Ceilândia, a EC 64 atende cerca de 180 estudantes de 4 a 17 anos. A unidade conta com duas professoras na área de talentos, duas na área acadêmica do ensino fundamental inicial e dois professores na área acadêmica do ensino fundamental final e ensino médio. As atividades são voltadas para temas acadêmicos ou artísticos, conforme demanda, com orientação individualizada ou por pequenos grupos. “Cada estudante vem com uma habilidade”, explica o professor Marlon Santos, que estudou na instituição e voltou como docente há mais de uma década. “Uns gostam muito de matemática, outros de dinossauro, história, geografia, e acabamos embarcando em todo esse leque de conhecimento. Isso é muito importante, porque eles trabalham o que mais gostam — e desenvolvem, de uma maneira muito especial, os projetos.” O aluno com altas habilidades ou superdotação é aquele que apresenta um potencial elevado em uma ou mais áreas da capacidade humana – intelectual, acadêmica, de liderança, psicomotricidade e artes — e particularidades em relação ao ritmo e complexidade, sendo comum a aprendizagem rápida e sem necessidade de repetição. Definindo interesses Carolina Kill: “Me sinto mais compreendida porque sou diferente dos outros e aqui vejo que tem gente que consegue me entender, me ajudar e me incentivar a ir longe” A facilidade em absorver conteúdos também foi motivo para a estudante Carolina Kill, 16, ser encaminhada para a sala de recursos. Matriculada na rede privada, ela conseguiu a vaga na EC 64 em 2019 e, desde então, desenvolveu diversos projetos na área de ciências exatas. “Estar aqui é incrível, é uma experiência muito diferente, inovadora e nos abre diversas portas”, comemora. “Me sinto mais compreendida porque sou diferente dos outros e aqui vejo que tem gente que consegue me entender, me ajudar e me incentivar a ir longe.” Christian de Freitas: "Aqui é um bom ambiente justamente para isso, para ter a liberdade de aprofundar um tópico de interesse” Poder inovar na área de estudo é a melhor parte da sala de recursos para o estudante Christian de Freitas, 17. “Na escola regular, ficamos presos às mesmas matérias, sempre as mesmas coisas, sem poder desenvolver de fato o que a gente gosta”, observa ele, que tem investido em ideias relacionadas à música e à advocacia. "E aqui é um bom ambiente justamente para isso, para ter a liberdade de aprofundar um tópico de interesse.” A mãe de Christian, Gedeane Nascimento, 39, avalia como essencial o programa da SEEDF na formação do jovem. Ela conta que, antes de saber do talento, ele convivia com críticas e rejeições por parte dos colegas. Hoje, está em um ambiente que o acolhe e o incentiva. “Desde pequeno ele chamava atenção na escola por ser muito inteligente — e perdia o interesse na aula por já ter entendido tudo”, lembra. “A sala contribui demais com o nosso dia a dia, ele está com pessoas que o entendem." Rede pública “A Secretaria de Educação entende que cada um desses estudantes possui um potencial único a ser desenvolvido e que a educação deve oferecer ambientes estimulantes e acolhedores para isso” Lucilene Gomes, gerente de Atendimentos Pedagógicos em Deficiências Sensoriais e Surdez da SEEDF Atualmente, o DF conta com 46 salas de recursos específicas para AH/SD, organizadas em 113 turmas, localizadas em 30 escolas-polo que cobrem todas as 14 coordenações regionais de ensino. As atividades ocorrem, geralmente, uma vez por semana, com encontros de 4 a 5 horas de duração, em turmas reduzidas com até sete estudantes. “A Secretaria de Educação entende que cada um desses estudantes possui um potencial único a ser desenvolvido e que a educação deve oferecer ambientes estimulantes e acolhedores para isso”, aponta a gerente de Atendimentos Pedagógicos em Deficiências Sensoriais e Surdez e AH/SD da SEEDF, Lucilene Barbosa Gomes. O DF segue a definição de Altas Habilidades/Superdotação contida na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de Inclusão Educacional, publicada em 2008. O referencial teórico utilizado é o Modelo dos Três Anéis, proposto pelo psicólogo americano Joseph Renzulli. Com base no autor, a visão de superdotação é resultado da interação de três fatores: habilidade acima da média, envolvimento com a tarefa e criatividade. “Diante disso, o estudante com AH/SD deve ser reconhecido em sua singularidade e ter garantido o acesso a práticas pedagógicas diferenciadas, que favoreçam a ampliação de seus talentos, interesses e competências”, complementa a gerente da SEEDF. Valorização As atividades promovidas visam a garantir um espaço de pertencimento, estímulo e valorização dos potenciais. São desenvolvidos projetos em diversas áreas, como linguagens e ciências humanas, ciências exatas e naturais, artes visuais e cênicas, música, robótica e informática. A assistência é feita por professores especializados, psicólogos e professores itinerantes com foco no potencial individual dos discentes. [LEIA_TAMBEM]O atendimento é voltado a estudantes de 4 a 17 anos, podendo se estender até o final do ensino médio ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A prioridade é para a rede pública, com reserva de 90% das vagas. Os 10% restantes são reservados para a rede privada, desde que os alunos cumpram o mesmo processo de indicação e avaliação. O ingresso no programa segue um processo estruturado de identificação e avaliação. Primeiro, os indícios de AH/SD precisam ser identificados por professores, familiares ou pelo próprio aluno. Depois, o responsável deve preencher a ficha de indicação, disponível no site da pasta, e entregar na Coordenação Regional de Ensino (CRED) da região ou diretamente ao professor itinerante responsável pela escola-polo. Por fim, ocorre a avaliação do aluno, com duração de até 16 encontros. O processo é conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por professores e psicólogos, com base na Teoria dos Três Anéis de Joseph Renzulli. Caso o perfil de AH/SD seja confirmado, o estudante é então matriculado na sala de recursos e pode permanecer nela até o fim de sua trajetória escolar na rede pública. Acesse a ficha de indicação. Para saber mais, visite o site da SEEDF.
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Estudantes do DF recebem prêmio por obras que retratam a felicidade na escola
O auditório da Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) transformou-se em um espaço de celebração, na última sexta-feira (25), quando 320 estudantes de 16 escolas públicas do Distrito Federal foram reunidos para a premiação do concurso Educação para Felicidade. A iniciativa valoriza expressões artísticas dos alunos com foco em bem-estar, sensibilidade e emoção. O concurso convidou os estudantes a expressar, por meio de desenhos, o que significa para eles uma “educação para a felicidade” e como seria uma escola onde se sentiriam felizes. Os trabalhos vencedores receberam prêmios de R$ 4 mil por escola e servirão de inspiração para um projeto especial que será apresentado durante o 2º Congresso da Felicidade, previsto para agosto. Entre os premiados estava Pedro Henrique Silva Chavier, 9 anos, estudante do 4º ano da Escola Classe (EC) 401 do Recanto das Emas. Com entusiasmo, ele explicou o próprio desenho: “Nós desenhamos uma sala de aula com as crianças estudando. Tem uma parte de brincar também. E pessoas que limpam a sala. É uma sala completa." Quando questionado sobre o que representa a felicidade para ele, Pedro respondeu: "A alegria, poder estudar, essas coisas. A escola.” Premiação do concurso Educação para Felicidade reuniu 320 estudantes de 16 escolas públicas do Distrito Federal | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF A professora Daina da Silva Sousa, que orientou o trabalho de Pedro e seus colegas, compartilhou como foi o processo criativo: “Foram duas tardes seguidas. Uma tarde só para desenhar e outra para colorir. Eu sempre perguntava: 'O que traz felicidade para vocês na escola? Por que é bom vir para a escola?' E eles iam falando e desenhando cada parte.” A educadora ressaltou que as crianças incluíram no desenho até mesmo o pessoal da limpeza, que consideram muito relevante para a sua felicidade escolar. “Eles falaram que o pessoal da limpeza também era muito importante, porque a gente chegava, e a sala estava limpinha. E isso, para eles, também era felicidade, um ambiente limpo e prazeroso para estudar.” Felicidade como política educacional Nycollas Henrique Rodrigues, Pedro Chavier e Helena Sousa Brito desenharam crianças estudando numa escola feliz Para a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, o concurso busca descobrir “qual é a escola dos sonhos” dos estudantes e qual ambiente escolar eles precisam para ser felizes. “Eles fizeram esses trabalhos e a gente premiou e vai fazer em cima disso um desenho de uma escola de verdade, baseada no desejo deles.” [LEIA_TAMBEM]A professora Cosete Ramos, coordenadora do projeto e presidente da Aliança das Mulheres que Amam Brasília (AMA Brasília), explicou que a iniciativa é parte de um movimento maior que busca entender o que faz o brasiliense feliz. “No ano passado, perguntamos aos grandes artistas o que é ‘Brasília, capital da felicidade’. Este ano, queríamos ouvir das crianças: O que é educação para a felicidade para você? Quando você está numa escola aprendendo, crescendo, se desenvolvendo, o que seria aprender com felicidade?” Os 16 trabalhos finalistas farão parte do acervo da AMA Brasília. A iniciativa é inspirada em modelos internacionais como o do Butão, que adota o conceito de “felicidade interna bruta”, e o da Finlândia, reconhecida mundialmente por sua abordagem educacional focada no bem-estar. *Com informações da Secretaria de Educação
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