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Outubro Verde: campanha reforça pré-natal para combater transmissão vertical da sífilis

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Com o lema "Teste, trate e previna", a campanha Outubro Verde alerta a população sobre os riscos da sífilis – infecção sistêmica, crônica e exclusiva do ser humano, mas que tem cura. O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado sempre no terceiro sábado de outubro, marca o ápice de um mês dedicado à conscientização e à testagem rápida. A rede pública de saúde do DF estrutura todo o seu cuidado pré-natal para mapear, prevenir e tratar essas ocorrências, com o objetivo de oferecer acolhimento integral às mães e proteger a saúde dos bebês. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana que, muitas vezes, permanece assintomática por longos períodos. Quando apresenta sintomas, eles podem incluir úlceras genitais, manchas pelo corpo (especialmente no tórax, abdome, palmas das mãos e plantas dos pés), febre e mal-estar. O grande risco durante a gravidez é a sífilis congênita, que ocorre quando a infecção, não tratada ou tratada de forma inadequada, é transmitida da gestante para o feto. Isso pode resultar em complicações graves, incluindo malformações e até óbito. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para prevenir esses desfechos.  O pré-natal, a prevenção e os serviços da rede pública são fundamentais nesse cuidado. O fato de a mulher ter uma infecção não significa que ela a transmitirá para o bebê.  Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos e podem ser feitos, gratuitamente, em todas as UBS | Foto: Divulgação Para que a proteção seja efetiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede de apoio. As unidades básicas de saúde (UBS) do DF contam com equipes para conduzir o pré-natal, com atenção tanto ao acompanhamento clínico quanto ao acolhimento da mulher no serviço. Serviços contra a sífilis  Os principais serviços disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) incluem: ⇒ Testagem rápida e gratuita: disponível em todas as UBS. Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos. ⇒ Tratamento imediato: a sífilis tem cura. O tratamento adequado e oportuno durante o pré-natal contribui para prevenir a transmissão para o bebê. ⇒ Prevenção contínua: distribuição gratuita de preservativos (camisinhas masculinas e femininas), fundamentais para evitar a reinfecção e proteger pessoas sexualmente ativas. ⇒ Busca ativa: equipes mobilizadas para convocar gestantes para o tratamento, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. Monitoramento e integração científica Para avaliar a sustentabilidade das metas e projetar ações até 2030, a SES-DF promoveu o 5º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical do DF e o 1º Ciclo de Monitoramento do Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), na primeira semana de outubro, o encontro reuniu gestores da rede, representantes federais e pesquisadores acadêmicos. A cooperação técnica e acadêmica é um eixo estratégico para subsidiar a tomada de decisões nos serviços de saúde. A vigilância epidemiológica e a rede assistencial produzem informações sobre a realidade do território: identificam casos, acompanham os indicadores, reconhecem as vulnerabilidades e apontam onde é preciso intervir. A Fepecs, por sua vez, tem a missão de transformar esse conhecimento em pesquisa, inovação e educação permanente para os profissionais do SUS e os servidores da instituição. A integração dessas atividades contribui para transformar dados em conhecimento e em ações concretas para a população. O pioneirismo da SES-DF no combate às infecções transmitidas verticalmente, de mãe para filho, também foi reconhecido pelo Ministério da Saúde durante o evento. A SES-DF possui a certificação e o selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis. Atualmente, o DF pleiteia a certificação também para HTLV e hepatite B. Durante o encontro, o Ministério da Saúde também destacou o papel do DF no desenvolvimento de inovações e boas práticas que inspiram políticas públicas em todo o país. *Com informações da SES-DF  

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Transmissão de mãe para filho: DF ganha certificado por boas práticas contra HIV e sífilis

O Distrito Federal foi oficialmente certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) por eliminar a transmissão vertical da sífilis e do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Os selos reconhecem boas práticas no combate a essas infecções quando transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. O reconhecimento, recebido neste mês, concedeu ao DF o Selo Prata pela eliminação da transmissão do HIV e o Selo Bronze pela eliminação da sífilis. “Essa certificação legitima um esforço coletivo da Secretaria de Saúde [SES-DF], que envolve desde a busca ativa até o suporte especializado nas maternidades”, afirma a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da pasta, Beatriz Maciel. Segundo a gestora, os selos demonstram que a capital consolidou um fluxo de cuidado robusto, garantindo diagnóstico precoce e tratamento ininterrupto. “Nosso foco, agora, é avançar ainda mais nos indicadores para assegurar que nenhuma criança nasça com infecções que podem ser evitadas com um pré-natal de qualidade. Esta é a ferramenta mais poderosa para garantir mães e bebês saudáveis, livres do HIV e da sífilis, por exemplo”, destaca Maciel. Selos indicam fluxo de cuidado robusto no DF, garantindo que o diagnóstico chegue cedo e o tratamento seja ininterrupto | Foto: Laudemiro Bezerra/Ministério da Saúde Critérios de excelência Para receber os selos, o sistema de saúde deve comprovar taxa de transmissão vertical do HIV inferior a 2% e incidência em crianças menor que 0,5 caso por mil nascidos vivos. Além disso, é necessário alcançar mais de 95% de cobertura de exames de pré-natal e de oferta de tratamento antirretroviral. Quatro décadas após o primeiro registro nacional da aids, o Brasil alcança um marco histórico em sua trajetória, conforme indica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha: “Somos o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção”, avalia. [LEIA_TAMBEM]Conjuntura nacional O processo de certificação brasileiro teve início em junho de 2025, com a apresentação de relatórios técnicos à Opas/OMS. Os dados nacionais mostram um cenário otimista: entre 2023 e 2024, houve queda de 13% nos óbitos por aids no país, atingindo o menor patamar em três décadas. No DF, esse avanço se reflete na ampliação do acesso a ferramentas como as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao HIV, além da distribuição de testes rápidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Simpósio de saúde no DF discute transmissão vertical

Servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participaram, na quinta-feira (21), do I Simpósio de Transmissão Vertical da Região Leste, voltado a debater doenças e infecções passadas da mãe à criança durante a gestação. A capacitação reuniu médicos, enfermeiros e profissionais da Vigilância Epidemiológica de todas as Regiões de Saúde. Desafios da vigilância na doença de Chagas gestacional e congênita foi um dos temas discutidos no simpósio | Foto: Divulgação/SES-DF [LEIA_TAMBEM]Rayane Catarina Santos, enfermeira e coordenadora do Comitê Regional de Investigação da Transmissão Vertical (CRITV) da Região Leste, ressaltou a importância de organizar o evento. “Há um grande número de crianças que apresentam infecções herdadas da mãe. Essas doenças, no entanto, podem ser evitadas quando se realiza um pré-natal de qualidade, com a qualificação constante dos profissionais”, reforça. Durante o simpósio, que ocorreu na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, foram tratados os seguintes temas: situação epidemiológica das infecções congênitas; desafios da vigilância na doença de Chagas gestacional e congênita; vigilância da infecção gestacional e congênita pelo HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas); sífilis congênita na prática (estudo de caso); vigilância da toxoplasmose gestacional e congênita. O encontro foi organizado pelo CRITV Leste, com apoio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunizações (Nvei) e da Gerência de Áreas Programáticas (Gap) da Região Leste. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Saúde atua para interromper transmissão vertical da doença de Chagas

Profissionais de saúde do Distrito Federal reuniram-se nesta quarta-feira (19) com integrantes do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) para o debate sobre ações que contribuam para a interrupção da transmissão vertical – de gestante para criança – da doença de Chagas. A iniciativa corresponde ao segundo dia do 1º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical da Doença de Chagas e da Sífilis. Discussões dos grupos de trabalho, no fórum, permitiram a reflexão acerca do que já está implementado e do que pode vir a ser aprimorado para a interrupção das doenças congênitas | Foto: Tony Winston/Agência Saúde Em 2022 foi estabelecido o Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite e Doença de Chagas. Diferentemente da sífilis, cujo plano de monitoramento e enfrentamento encontra-se em implementação, a doença de Chagas é passível de eliminação por meio de qualificada atenção no pré-natal e no período neonatal e do diagnóstico e tratamento de mulheres em idade fértil infectadas por Trypanosoma cruzi para reduzir a possibilidade da transmissão da gestante para a criança. A rede pública de saúde distrital já realiza desde 2014, com destaque sobre as demais unidades federativas, a triagem de gestantes infectadas no primeiro trimestre do pré-natal. A fim de avançar no mapeamento do cenário epidemiológico da doença de Chagas congênita, foi dado início, no último bimestre de 2022, à investigação de filhos de mães detectadas com doença de Chagas na gestação de 2017 a 2021. O inquérito é coordenado pela Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis. “Os dados vão nos auxiliar na realização de um diagnóstico situacional para posterior implementação de medidas de prevenção e controle no âmbito da saúde pública do Distrito Federal. Quanto mais colhermos informações e opiniões com os envolvidos, mais capazes seremos de encontrar êxito no desenvolvimento de políticas públicas”, garante a referência técnica distrital em Vigilância da Doença de Chagas, Gizeli de Lima. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os debates desta quarta-feira tiveram essa motivação. Além de apresentar os dados parciais da investigação de Chagas para os profissionais que atuam diretamente no serviço, as discussões dos grupos de trabalho permitiram a reflexão acerca do que já está implementado e do que pode vir a ser aprimorado para a interrupção das doenças congênitas. “Estamos alinhados com o Pacto Nacional. Esse momento foi muito importante para que cada profissional se reconheça enquanto ator importante desse fluxo de trabalho, enxergando o que o outro faz e qual o impacto na minha atividade”, avalia a gerente substituta da Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Marília Graber França. O trabalho em desenvolvimento pela Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde vislumbra, para além da eliminação da transmissão vertical, a estruturação de uma linha de cuidados que contemple a doença de Chagas em todas as suas fases, alinhando diagnóstico, tratamento, fortalecimento da vigilância e educação permanente. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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